História Hannah Potter - O Cálice de Fogo - Capítulo 16


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Categorias Harry Potter
Tags Cálice De Fogo, Grifinória, Hannah Potter, Harry Potter, Romance, Sonserina
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Palavras 2.417
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello

Com que cara eu apareço aqui dps de 1 mês sem postar? Pois é, to com vergonha de mim mesma... Infelizmente me desanimei um pouco com a fic, além dos recentes problemas da minha vida...

Espero que gostem!

Boa leitura!

Kisses
*3*

Capítulo 16 - Não estaria aqui agora


Venha para o Mar Negro, nadar comigo
Ah Oh
Mergulhe comigo
Caia comigo
Vamos fazer isso valer
Ah Oh

(Natasha Blume - Black Sea)

 

Como se não bastasse ter ouvido todos os gritos dolorosos de Pansy, ainda tive que aturar os olhares pouco amigáveis de alguns Sonserinos que se julgam os donos da razão e que achavam que eu sou a responsável por tudo isso. Bem, eu realmente sou, só que eles não estavam presentes para saber disso!

Após Snape sair dali, todos os alunos se dirigiram para os dormitórios, exceto eu, Daphne, Draco e Astoria. Os dois últimos me encaravam como se eu fosse um terrível monstro.

—Me digam que vocês nem sequer tocaram naquele explosivim... — Draco começou. Mesmo falando no plural, seu olhar era dirigido a mim.

— Eu não toquei naquele maldito explosivim... — Menti. — Acabei de dizer!

Os dois me olharam desconfiados, me fazendo apenas revirar os olhos. Ele quis que eu dissesse, pois eu disse e agora Draco fica com essa cara feia! Se fosse esperto o suficiente, diria para eu falar a verdade...

— Hannah... — Daphne começou, parecia cansada de mentir aos amigos, o que de certa forma, acabou me amolecendo um pouco.

— Ele pediu para eu dizer aquilo, eu disse. Só não pediu para eu dizer a verdade... — Respondi, olhando para as minhas unhas.

— Então eu digo: Conte a verdade! — Astoria exclamou, dando um passo em minha direção.

Sorri maliciosamente antes de olhar para eles, sem conseguir conter o pouco de maldade que ainda ficou em mim após aquilo tudo.

— Eu peguei aquele inseto nojento e guardei em uma caixa até a hora de jogar... Daphne foi brilhantemente bem nesse momento. — Terminei lançando uma piscadela para a garota.

Draco e Astoria ficaram incrédulos com a revelação, principalmente com a parte de que no final, não fui eu a pessoa que jogou o explosivim. Incrível como as pessoas esperam o pior de tudo para eu fazer... Não sei se me orgulho ou me enojo.

— Sério? E qual foi o motivo da vez? Pansy pode ter beijado seu namorado, mas isso não é justificativa! — Astoria quase gritou.

Se não estivesse surpresa por Pansy conseguir beijar alguém, ainda mais o meu suposto namorado, teria a mandado abaixar o tom de voz. Imaginei que Cedrico teria ficado chateado por eu terminar com ele, mas beijar a Parkinson? Até onde ele chegou?

— Ela ainda não sabia... — Malfoy murmurou, olhando para a Greengrass mais nova.

Naquele momento, percebi que o “namorado” não se tratava de Diggory, até porque quando é que ele teria a audácia de beijar aquela cadela? A Pansy havia beijado o garoto que ela desejava tanto e que até agora eu acha que poderia dizer que era meu, não dela. Draco beijou a Pansy, ou o inverso.

— Como que é, Draco? — Perguntei, fechando o punho. — Você e a Pansy se pegaram? E você não me disse?

— Uma vez, o.k? Ela chegou e me beijou do nada! — Draco respondeu, descruzando os braços. — E viemos falar sobre o explosivim, não sobre...

— Sério? — Perguntei, soltando uma risada nasal logo depois, embora não tenha humor algum na situação. — Pois eu não me importo... Quero que Pansy se foda!

Dei as costas para os três e andei pisando duro até a escadaria, quando me virei para eles, que estavam me observando incrédulos. 

— Querem contar a Snape o que fiz, podem contar. Minha expulsão provavelmente não significará nada pra nenhum de vocês!

Terminei de subir as escadas e entrei no dormitório, passando direto pelas camas até chegar ao banheiro. Algumas lágrimas queriam escapar, mas tratei de secar todas com a palma da minha mão... No começo eu até me arrependi pela Pansy, quem merece uma coisa dessas no corpo, não é mesmo? Mas agora... Agora eu torço pra ela queimar no inferno!

Não tenho nada sério com Draco, ele pode pegar quem quiser que eu não deveria me importar, mas me importo e muito. Eu não peguei ninguém por questão de respeito, e ele vem e me faz isso? O.K... Agora vai ser a minha vez de jogar!

E de repente eu estou me sentindo um lixo novamente. As vezes eu me sentia assim, confesso, afinal tantas pessoas elogiam meu irmão e eu sou só... A problemática. Sei que fazendo isso só vai confirmar minhas suspeitas, mas... Dói. 

— Hannah! — Ouvi Daphne me chamar, fechando a porta do dormitório.

— Estou aqui. — Murmurei, embora já conseguisse sentir sua presença dentro do banheiro.

Me virei lentamente em sua direção, encontrando o olhar entristecido da garota a minha frente, que me abraçou e começou a fazer carinhos nas minhas costas, algumas vezes passando por cima do sutiã que eu estava usando.

— Eles não contarão nada, O.K? — Daphne perguntou, se afastando minimamente para tirar as mechas de cabelo que cobriam parcialmente meu rosto. — Pode ficar tranquila em relação a isso.

— Pode não parecer, mas a ultima coisa que estou me importando é se eles irão abrir a boca... — Respondi em um tom melancólico. — Justo pela Pansy? Quer dizer... Tantas garotas e ela? Ele faz ideia de como isso me afeta?

— É... — Daphne respondeu. — Provavelmente você não está chateada pelo quem está ali e sim por ele ter beijado outra, eu diria...

A encarei mortalmente. Devia ser isso mesmo, estou tão confusa que sou incapaz de dizer o motivo de estar assim, mas é claro que eu choro por ele... Todas as vezes que chorei dentro dessa escola, foram por sua causa. Indiretamente ou diretamente, mas todas tinham culpa dele no meio.

— Ele sempre me fez chorar... — Respondi. — E é por isso que sinto tanto ódio por ele.

— Acredito que o ódio e o amor podem ser parecidos... As pessoas os confundem muito. — Comentou. — Ele já te fez sorrir por estar com você e fez chorar quando não estava por perto... Isso não é ódio.

— É sim... — Retruquei, me afastando ainda mais. — Eu jamais amaria Draco Malfoy. O máximo que eu sinto é carência e... Excitação por ele?

Daphne apenas balançou a cabeça, ainda não acreditando nas minhas palavras. Bem, como eu poderia amar uma pessoa que me machuca várias vezes e não parece se importar com isso? Como é possível alguém sentir isso e conviver como se fosse normal? Não é! É doentio e possivelmente autodestrutivo! Eu prefiro morrer a ser assim!

— Jamais. — Repeti. — Uma prova disso é que eu vou me vingar dele, quero humilhá-lo publicamente, pior do que fiz com Pansy! 

— Querer não é poder, Hannah. — Daphne respondeu, tocando no meu ombro. — E no fundo, creio que não quer isso.

Bufei. Ela por acaso tem uma bola de cristal para saber o que eu quero? É uma vidente, que nem a Trelawney? Porque se não é, Daphne não sabe nada da minha vida! Eu odeio Draco Malfoy e quero me vingar da pior forma possível!

— Me deixa pensar, o.k? — Disse enquanto passava a mão pelos cabelos. — Pensar em como agir a partir de agora, porque além desse filho da mãe desgraçado, ainda tem o explosivim...

Pela primeira vez, Daphne ficou calada, apenas assentiu com a cabeça. Me virei para trás e encarei o meu próprio reflexo no espelho enquanto Daphne tocava no meu ombro, massageando a área. Enquanto olhava ela fazendo aquilo, me lembrei de que não havia concluído tudo que planejei. A senhorita Greengrass precisava ser recompensada pela sua nova “honra”, vamos assim dizer.

Percebendo que eu a encarava com um pequeno sorriso em meu rosto, Daphne ergueu as sobrancelhas, sem entender o que é que se passava na minha mente brilhante.

— Sabe, você foi brilhante hoje... — Comecei, me virando para encará-la novamente. A loira apenas deu de ombros.

— Bem, ser brilhante e talvez expulsa... — Respondeu, olhando para o lado. — Nada que surpreenda.

— Surpreenda a quem? — Perguntei, aproximando o meu rosto do seu. — Porque você ficou bem surpresa quando viu o estrago que causara...

Novamente, Daphne deu ombros. Não sei se tentava minimizar a ação para sua própria mente ou para a minha. Não importa, pois tenho quase certeza de que ela falhou nos dois objetivos, porque para mim foi brilhante.

— Para meus pais, minha irmã... No geral, todo mundo com a sua óbvia exceção.

Sorri de lado enquanto esticava minha mão até sua cintura. A mesma abaixou a cabeça para olhar e depois a ergueu novamente para me lançar um sorriso que poderia ser considerado malicioso.

— Quer me levar para o mau caminho, Potter? Mais do que já levou? — Ri o mais baixo que consegui por conta das outras garotas que dormiam naquele mesmo quarto.

— Querida, eu sou o mau caminho encarnado. Vocês que se atrevem a passar por mim e, pode negar o quanto quiser, mas sua vida seria uma bela de uma droga sem mim nela.

Antes que continuássemos o papinho sobre como a vida de Daphne mudou comigo dentro dela, a loira me puxou pelo braço e colou nossos lábios de um jeito que eu esperava vir de qualquer pessoa, menos de Daphne.

Sua língua explorava o máximo que conseguia explorar em minha boca, o que me deixou surpresa demais para corresponder a ação de imediato. Consegui chegar ao ritmo que Daphne tinha naquele momento, um pouco estupefata por todo o desejo que ela libertava em um único beijo. E quando percebi, já estava a empurrando contra a parede até prendê-la no canto do que, agora, parecia ser um cubículo.

Apertei a cintura de Daphne com certa força enquanto sua mão ia até os meus cabelos presos em um rabo de cavalo e os soltava, fazendo-os cair sob minhas costas. Se eu queria continuar com isso? Talvez, embora tivesse um pouco de medo de imaginar o que iria acontecer caso continuássemos. O problema foi uma das amigas de Pansy a qual eu não dava a mínima para saber o seu nome, pois a maldita começou a sussurrar algumas coisas enquanto dormia, o que nos assustou e muito.

Enquanto Daphne olhava para a cena, passei a mão pelos meus cabelos, arfando por conta de toda aquela situação. Por que em todos os melhores momentos, aparece alguma desgraça e atrapalha tudo?

Quando conferiu que tudo estava seguro para nós duas e que não fomos pegas, Daphne se virou novamente em minha direção e sorriu de lado, balançando a cabeça enquanto aproximava o seu rosto do meu ouvido.

— Isso é o efeito Greengrass, Potter... Boa-noite.

E assim, Daphne se virou novamente e saiu do banheiro, sentando em sua cama e logo depois, deitando. Como se nada tivesse acontecido.

Se eu dormi com facilidade depois disso? Pode-se dizer que não. Com certeza não.

O meu nível de adrenalina no corpo não ajudava nada. Mas como se acalmar? O perigo era excitante, para dizer o mínimo. E Daphne parecia saber muito bem sobre isso e como usar em mim. 

(...)

No dia seguinte, o meu sono se espalhara tão rápido pelo meu corpo quanto a notícia de que um explosivim apareceu na cama de Pansy e que ela está na enfermaria até agora. Esse povo não dorme para contar as fofocas que acontecem, é a única alternativa.

Como se não bastasse, o olhar que Draco me lançava em alguns momentos indicava o quanto ele estava preocupado com minha recente descoberta, além de irritado pelo estrago feito na Pansy. Bem, realmente, o loiro oxigenado tem vários motivos para ficar assim, e eu vou mostrar alguns hoje à noite. Não será nada tão pesado quanto o que fiz com Pansy, não terei coragem de fazer algo daquele tipo por bastante tempo, mas ainda assim... Ele ficará com o hálito bastante cheiroso quando eu trocar a pasta de dente pelo shampoo.

— Hannah, posso falar com você um minuto?

Primeira lição: Não cite o nome da praga. Nomes têm poder, e aparentemente o principal deles é trazer a coisa ruim para perto de você.

— Que eu saiba isso é falar... — Respondi, ainda olhando para o meu copo com chocolate quente.

— Hannah... — Draco murmurou, se sentando no espaço que Astoria dera para ele se sentar. Maldita Greengrass... — Queria explicar melhor o que você ouviu, para não fazer nenhuma besteira...

Revirei os olhos. Então a criatura não está preocupada comigo e sim com o que eu posso fazer enfurecida... Realmente, as pessoas querem lhe ver bem, mas nunca melhor que elas mesmas. Infelizmente, Draco faz parte deste grupo maldito.

— Você me enoja. — Comentei, lhe lançando um olhar de puro desprezo.

— Por quê? — Perguntou, tocando no meu braço.

— Porque você não está pensando em mim, Draco. É você e você. Os outros que se explodam...

— Se fosse assim, não estaria aqui agora... — Malfoy respondeu.

Como se isso não bastasse, senti a mão fria e áspera dele na altura do meu joelho, subindo gradativamente até chegar a coxa, onde Draco fez questão de apertar. Mordi o lábio inferior enquanto olhava para o copo, segurando o mesmo com certa força.

— O que é que você quer? — Perguntei finalmente, o fazendo sorrir presunçosamente.

— Dizer que foi uma única vez... Além disso, foi nas férias, antes da copa. Pode perguntar a Astoria ou Daphne se quiser, elas vão te falar isso...

— Então você a viu nas férias? Para quê?

— Festa da família Greengrass... Uma coisa entediante, se quer saber...

— Aparentemente, essa não foi tão entediante assim! — Retruquei, olhando para o rosto pálido de Draco. — E tira essa mão daí, não te dei a permissão!

Draco soltou uma breve risada antes de perguntar, contudo acatou o meu pedido sem teimar.

— E eu preciso de permissão? Era assim que Diggory fazia? — O encarei mortalmente quando ouvi o nome de Cedrico ser citado por este idiota.

— Não, é assim que você vai fazer. — Respondi secamente.

Draco apenas balançou a cabeça, embora ainda estivesse sorrindo, o que me fez bufar e olhar para frente. Daphne apenas me encarava com uma sobrancelha arqueada e um pequeno sorriso no rosto, o que até teria me deixado preocupada se não fosse pela ultima parte. A loira deve estar pensando que eu gosto deste idiota... Jamais.

— E aí, doninha? — A voz de Theodore Nott e a forma como ele chamou Draco me fez franzir o cenho. — Blásio quer falar contigo, cara. 

— Tá... Já vou. Tchau, garotas.

Quando Draco saiu, perguntei o que aconteceu para o Malfoy ser chamado de doninha e ouvi uma explicação fantástica sobre um acontecimento que infelizmente, tive a infelicidade de perder: Ele e o meu irmão discutiram e como forma de punição para ele, o professor Moody o transformou em uma doninha até McGonagall aparecer e consertar a pequena sessão de tortura. No final, nós três começamos a rir, embora eu estivesse um pouquinho triste por ter perdido algo histórico!


Notas Finais


O que acharam? Comentem!

Até o próximo!

Kisses
*3*


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