História Happy ending with you - Capítulo 17


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma, Emma Swan, Evil Queen, Once Upon A Time, Ouat, Regina, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 229
Palavras 2.919
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dessa vez não demorei para postar, espero que eu continue assim. Mas depende do tempo que tenho... Ainda mais sem notebook, complicado. Boa leitura.

Capítulo 17 - Respostas incertas


- ok, eu não me afasto de você Emma. O que tem para me contar?

- É o seguinte, ainda na época de escola, me convidaram para ir numa festa de um garoto, eu tinha acho que quase 17 anos. Era uma festa de fim de ano... E tinha bebidas meio que ilegal nessa festa afinal não se pode beber com menos de 18 anos. Isso você deve saber... Enfim, eu não bebi, nem a Elsa que me pediu para ir junto com ela, e nós estávamos juntas também, como eu te disse antes. Aí nisso surgiu um garoto de 18 anos nessa festa, querendo se envolver comigo... Ele estava muito bêbado. Aconteceu que quando a Elsa teve um momento de distração comigo, ele me puxou para o quarto que tinha no andar de cima da casa, a festa estava acontecendo no quintal, a casa estava vazia do lado de dentro. Então foi bem fácil. Era contra a minha vontade, ele não me deixava fugir, me beijava a força, me agarrava, tentava tirar minha roupa... Acabou que ele me levou para o andar de cima, e deu um jeito de me amarrar, foi aí que ele tirou toda a minha roupa, ele estava me estuprando... Me tocou por tudo no corpo, e claro que eu não gostei dessa situação, foi algo totalmente a força. E eu não podia fazer nada, nem sequer gritar, pois ele amarrou algo na minha boca, e mesmo que se eu tentasse, isso não iria adiantar devido ao som da festa. Ele havia enfiado o dedo diversas vezes... E quando ele começou enfiar o pau dele dentro de mim, senti entrando e saindo umas três vezes, Elsa veio atrás de mim. Então não deu tempo dele continuar com o ato... Ele apenas viu ela, colocou de novo as calças dele e saiu. Mas como ele estava bêbado demais, ela conseguiu dar um chute nas bolas dele antes dele sair do quarto. Elsa me ajudou me desamarrando, e eu estava completamente em pânico nesse momento... Afinal tinha sido estuprada. Eu não parava de chorar desde o momento em que ele começou a me agarrar. Eu me perguntava o que ele queria comigo... Nem sequer eu conhecia o garoto que fez isso comigo, tudo o que eu sei era que ele era de outra turma, e o nome dele. Enfim, voltando ao momento, eu estava desesperada... Preocupada também de ter corrido risco de engravidar. E completamente traumatizada. Pois eu nunca havia feito nada com ninguém. Nem mesmo com Elsa. Aí ela me ajudou, e saímos da festa. Fomos para o carro dela, afinal ela já sabia dirigir. E eu não parava de chorar por ter acontecido de eu ter sido estuprada. Ela passou na farmácia e comprou uma pílula do dia seguinte apenas para garantir que eu não engravidasse... Já que o garoto estava sem camisinha. Ok, tomei o remédio no carro. E eu tomei o remédio mesmo que ele tenha enfiado e tirado umas três vezes o pau dele de mim. Todo o cuidado é pouco... Depois disso, era final de semana, minha mãe nem sabia que eu estava nessa festa, apenas achou que eu estava na casa da Elsa, e Elsa deu alguma outra desculpa aos seus pais. Eu não parava de chorar... Quando chegamos na casa dela, felizmente os pais dela haviam saído, e nem a irmã dela Anna, não estava. Ela me pediu para eu me acalmar, e tomar um banho para me ajudar a relaxar. Ela me emprestou também um pijama. Eu não estava em condições de voltar para casa de jeito algum... Senão minha mãe saberia. Aí fiquei até o dia seguinte na casa de Elsa. E foi isso...

- Não podia imaginar que você passou por tudo isso, mas mesmo assim não me procurou nem para me pedir apoio emocional.

- Mas você sabe o motivo de eu não ter procurado você, não preciso repetir.

- Sei sim... E qual era o nome dele?

- Neal Cassid. Horrível ter lembrado disso... Não dá para esquecer, mas pensar nisso é muito ruim, parece que estou vivendo tudo de novo.

- Sinto muito que tenha passado por isso Emma. Nunca namorou desde então?

- Tentei continuar com Elsa, mas já não era mais a mesma coisa de antes desse acontecido. Ela tentava ter algo a mais comigo, mas eu sempre negava e dizia não estar preparada para que acontecesse. Desde então nunca namorei sério, só ficava com garotas uma vez ou outra mas nada mais que beijos.

- Ele chegou a ter tirado tua virgindade? Desculpa a pergunta.

- Eu acho que não, pois não houve sangramentos. Mesmo que ele tenha enfiado o dedo várias vezes, e três vezes o pau.

- Entendi agora. Por isso que nunca teve relacionamento sério?

- É por isso sim... Medo de que uma hora ou outra toda a visão venha na minha mente na hora que é para ser um momento íntimo com alguém e ao mesmo tempo agradável.

- Entendi.

- E você já fez algo com alguém?

- Só não fiz por falta de interesse, não achei que ninguém pudesse me satisfazer. E se acontecesse, seria sem vontade da minha parte. Apenas para satisfazer a vontade de alguém. E bom, eu não queria que fosse assim. Sexo sem amor verdadeiro, sexo só por fazer.

- Queria poder me livrar desse trauma, mas é impossível, uma vez que acontece, traumatiza realmente. Impossível esquecer de algo desse tipo.

- Tua mãe ficou sabendo? Ou teu pai?

- Nenhum dos dois, só quem sabe é Elsa e agora você. Mas procurei psicóloga quando saí de Storybrooke, pois do jeito que eu estava, a tendência poderia até piorar. Durante muito tempo eu saía com um pouco de medo de casa, isso quando eu saía. Maior parte das vezes eu ficava trancada dentro de casa, com tudo fechado, e no maior silêncio o possível. Afinal ele poderia me encontrar, na minha cabeça. Passei por muita coisa sozinha... Eu evitava as vezes até a Elsa.

- Em alguma vez pensou em me procurar e falar isso para mim?

- Diversas vezes pensei... Mas eu não tinha coragem alguma.

- Poderia ter me procurado, pelo menos eu iria arrumar um jeito e tentaria te ajudar.

- Eu sei que eu errei Regina... Você não vai querer me deixar?

- Podemos tentar manter amizade. Mas saiba que não quero nada mais que isso.

- Respeito a tua decisão.

- Tudo bem assim então.

Depois de tanto conversar, ajudei Regina a subir as escadas e ir para o quarto dela, ela precisava tomar um banho. Então ajudei ela a tirar a bota ortopédica. Peguei um banquinho para ela se sentar também. Eu deixei uma toalha em seu lado para que ela pudesse se enrolar na toalha depois que tirasse a roupa. Me retirei um pouco do quarto para dar privacidade a ela, e ela me chamou assim que tinha se enrolado na toalha. Ajudei ela a chegar até o banheiro e bom, me retirei de lá quando ela já estava sentada no banquinho. Fui esperar no corredor fazendo nada.

Assim que ela havia terminado o banho, ela me chamou novamente. Ajudei ela a ir até a cama, peguei o pijama dela, e novamente saí do quarto dando a ela privacidade. Depois disso, eu havia comprado uma faixa para enfaixar seu pé, quando fomos na farmácia. Isso para que ela pudesse dormir mais confortável mais tarde. Eu sabia mais ou menos enfaixar, minha mãe havia me ensinado quando eu era mais nova.

 

- Certeza que isso vai dar certo Emma? – Regina perguntou com uma cara meio preocupada. –

- Claro que sim, minha mãe me fez aprender a como enfaixar um tornozelo, pelo caso de que eu me machucasse quando eu era mais nova, ou até mesmo hoje em dia.

- Tudo bem então, pode enfaixar o meu tornozelo.

- Você vai dormir bem mais confortável e melhor, desse jeito. – Eu disse já começando a enfaixar. -

- Entendi agora. Não sei mesmo se eu iria conseguir dormir com a bota, ainda mais que pesa um pouco.

- Prontinho Regina. E você precisa de algo?

- Não... Só quero meu celular e meu óculos que estão na minha bolsa. – Ela respondeu se ajeitando na cama para se deitar. -

- Vou lá pegar então. Trago só isso?

- Sim Emma. – Desci e fui pegar o celular dela, quando vejo dentro da carteira dela que estava meio aberta, uma foto de nós duas na infância que estava revelada em um tamanho pequeno o suficiente para caber lá dentro. Eu não sabia o motivo dela ter uma foto de nós duas juntas na infância... Mas poderia perguntar isso a ela. Peguei o celular e a caixinha que tinha dentro o seu óculos de grau. –

- Voltei, e eu vi que tinha uma foto nossa em sua carteira, por qual motivo? – Falei, entregando o celular a ela, e a caixinha do óculos. –

- Ah aquilo? Não é nada de mais. É apenas uma foto nossa que eu gostava na nossa infância. Tudo bem que é estranho eu ter ela ali, sendo que eu queria me esquecer de você. Mas a gente estava tão bonitinhas na foto. Isso não significa que eu não estou chateada com você por ter me deixado sem mais nem menos.

- No fundo você sabia que eu voltaria para a sua vida não?

- Achei que poderia acontecer sim, mas não tinha certeza alguma disso.

- Você já estava me esquecendo realmente?

- Mais ou menos. Era o que eu estava pretendendo antes de você ter voltado para Storybrooke.

- Eu jamais tinha te esquecido... Sempre lembrava de todos os nossos momentos juntas e no quanto eu fui idiota de ter deixado você. Mas eu pensava que nossa amizade a distância não teria dado certo. Hoje em dia vejo que fui muito idiota mesmo.

- Você não imagina o quanto eu sofri estando longe de você, ainda mais naquele internato...

- Está disposta a me contar?

- Outra hora talvez.

- Por que?

- Melhor outra hora Emma.

- Ok então. Com que quarto eu fico? Ou durmo na sala?

- Pode ficar com o quarto de visitas, lá tem banheiro. E você pode tomar banho lá também.

- Ok.

 

Desci, peguei minha bolsa com as minhas coisas e levei para o quarto de visitas. Tomei um banho e coloquei uma roupa qualquer que eu havia trazido. Mandei uma mensagem para a minha mãe. Depois disso apenas me deitei na cama, e fiquei só pensando nela...

Ela estava bem distante de mim apesar de tudo... Mas com razão. Ela estava um pouco mais na dela. Não parecia também tão feliz assim de me ver. Ela não parecia tão feliz de que eu voltei para a vida dela. Espero que com o tempo isso mude, mas não vou forçar ela a nada. Se depois de cinco dias ela não me quiser mais na vida dela, eu vou deixar ela escolher se quer que eu me afaste ou não. Se essa for a decisão dela, eu vou respeitar. Ainda eram por volta de 18h30. Eu já estava ficando com fome. E só dei pijama para Regina colocar pois assim ela já ficava pronta para dormir mais tarde.

Pensei no quão bonita e linda a Regina estava... Ela estava muito mais atraente que antes. Mas infelizmente não era minha e acho que nunca mais seria. Do jeito que ela está comigo, acredito que ela não iria ceder assim tão fácil além de que duvido muito que ela queira algo comigo mais que amizade. Era tudo muito complicado isso dela estar extremamente chateada comigo, não sei o que fazer, nem como correr atrás dela. Perdoar ela perdoou, mas quem garante que ela me quer na vida dela novamente?

Depois de tanto pensar minha barriga começou a roncar, apesar de tudo, isso em mim nunca muda. Fui até o quarto de Regina e perguntei para ela se eu poderia pegar alguma coisa para comer e se ela queria também. E já pedi permissão para mais tarde fazer alguma coisa de jantar. Desci e fui para a cozinha, procurei por pão e fiz apenas um sanduiche para mim e para Regina. Assim que terminei de fazer, comi o meu, tomei suco que eu também havia feito, e subi com o sanduíche da Regina, e suco. Me sentei na beirada de sua cama e esperei ela terminar de comer.

- Só para te dizer que não vou te forçar a me querer na tua vida... Se depois de cinco dias você preferir que eu saia dela, eu saio.

- Você quer que eu decida isso? – Ela falou depois de dar uma mordida no sanduíche. -

- Sim Regina. Não quero ficar na tua vida se você não quiser, não quero acabar sendo o erro da tua vida.

- Eu quero você na minha vida. Como amiga...

- Mas você está meio que me tratando de forma diferente da qual você me tratava antes.

- Entenda que as pessoas mudam.

- Eu sei disso, mas se você no fundo não me quer na tua vida, tudo bem eu te entendo perfeitamente.

- Quem disse isso?

- Sinto isso.

- Mas não é assim, apenas estou um chateada ainda. Acho que a qualquer momento pode acontecer de novo, eu me apegar a você, e você me rejeitar. Aprendi a não confiar muito em alguém a partir do momento em que você me deixou uma vez. Me fechei muito, isso me fez mudar demais Emma.

- Isso não aconteceria novamente, basta você confiar em mim, e ver que eu amadureci realmente.

- Por isso mesmo eu estou te dando uma chance, mas é a última, se eu ver que você de alguma forma falhou comigo, já era...

- Pode ter certeza que não vai se arrepender.

- Espero mesmo que eu não me arrependa de te dar essa chance e de te trazer de volta para a minha vida novamente. Espero que não traia minha confiança assim como você fez na infância. Saiba que se acontecer algo, já era mesmo. Se você amadureceu mesmo, e hoje em dia age como uma adulta, você vai saber usar e aproveitar bem a única e última chance da qual eu estou te dando.

- Eu fiz uma estupidez, sim, eu fiz, você sabe disso. Mas eu agora amadureci sim, e não tenho mais mesmos pensamentos de criança. Eu tenho 25 anos, madura o suficiente para não pensar de maneira egoísta, pensando só em mim e que você estaria melhor sem mim. Só não quero forçar você a estar do meu lado. Isso realmente é sincero?

- Sim, é sincero. Senão eu não estaria te dando mais outra chance Emma. Mas espero que você saiba aproveitar a chance. Se eu ver que você vai me se afastar de mim novamente, eu não corro atrás e deixo você se afastar e te deleto da minha mente por completo. – ela disse isso e terminou o sanduíche. -

- Já entendi isso. – Falei pegando o prato e o copo que estavam com ela. -

- Vamos ver então...

- Vai ver que você não vai se decepcionar comigo outra vez. – Respondi me levantando da cama dela e indo levar lá para baixo o prato e copo. –

 

Voltei para o quarto, escovei meus dentes. E me deitei, não para dormir, só para descansar um pouco o corpo e tentar relaxar. Eu estava total e completamente tensa com tudo isso, toda essa pressão de que não posso decepcionar outra vez a Regina. Sim, isso era uma pressão e tanto, mas se quero ela na minha vida, eu teria de aguentar isso até ela ter a confiança dela em mim de novo. Conquistar ela como amiga seria bem difícil. Pior ainda como namorada já que ela aparentemente não está demonstrando mais interesse nenhum em mim. E já deixou claro que me quer apenas como uma amiga na vida dela.

Por enquanto não me despertou sentimentos por ela... O que eu sentia por ela antes meio que se apagou um bom tanto, mas não sei se ela iria querer algo comigo depois de tudo o que passamos. Eu vim para Storybrooke, mas não pretendia me reencontrar com ela. Não pedi para que isso acontecesse, apenas aconteceu sem querer. Eu quem não iria imaginar que no primeiro lugar que eu fosse, após ter ido para minha casa, que encontraria ela...

Se eu sinto algo por ela, eu devo sentir bem lá no fundo, mas é cedo demais para dizer realmente. E se aconteceu de que houvesse um reencontro nosso, isso deve ser por uma boa causa, boa causa da qual não sei se é um futuro juntas, ou apenas um namoro de curta duração. É muito incerto do que pode acontecer. E do que pode acontecer nesses dias enquanto eu ajudo e cuido dela, assim como desse momento em diante.

Queria um sinal ou confirmação se iria acontecer algo. Mas acho bem difícil eu ter essa resposta. Por enquanto me resta esperar e ver no que vai dar e o que vai acontecer. Será que me apaixono de novo pela mesma pessoa que eu me apaixonei na infância ou será que ela estaria tão mudada a ponto de me rejeitar? São duas perguntas com respostas totalmente incertas, perguntas das quais me confundem cada vez mais que tento arrumar uma resposta para isso. Só saberei delas, esperando. E que isso me ajude realmente a ter respostas. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo. Será que nesses cinco dias delas debaixo do mesmo teto vai fazer elas voltarem a sentir o mesmo que sentiam na infância? O que vocês acham? Me deixem a opinião de vocês, se gostaram do capítulo, se estão gostando de como estou levando a história da fic... Enfim, vou tentar não demorar a postar, só não vou prometer. Pretendo postar mais dois ou três capítulos antes da semana de provas em setembro, pra não deixar vocês na mão. Comentem.


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