História Happy Little Pill - Capítulo 21


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baek, Baekhyun, Baekyeol, Byun Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Chenho, Chenmin, Do Kyungsoo, Dorama, Drama, Exo M, Exo-k, Hunhan, Hyuna, Kai, K-drama, Kim Jongin, Kim Junmyeon, K-pop, Kris, Lay, Lemon, Luhan, Oh Sehun, Park Chanyeol, Romance, Sehun, Suchen, Suho, Tao, Xiuchen, Yaoi, Zitao
Visualizações 463
Palavras 5.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLAR, já faz 3 anos que eu não posto capítulo novo mas pra compensar fiz esse GRANDE P CACETE que eu espero que vcs não desejem a minha morte enquanto lêem. Essa semana eu senti um desânimo incomum em relação à vida, e foi muito difícil eu terminar esse cap (por isso a demora). Peço perdão pelo vacilo monster mas peço tbm que não desistam de mim shuahsua

Espero que gostem, boa leitura <3

Capítulo 21 - Capítulo 21


Quando Hyuna soube do possível encontro com o Luhan fez um escândalo, claro, era de seu feitio fazer escândalos, Sehun não se desesperou ou passou noites em claro de ansiedade, ia sair com o Luhan, e daí? Era só mais um cara como qualquer outro, por que tanto alvoroço?

— Agora não pode voltar atrás, Hunnie.

— E você já me viu correr de algo?

— Não, é só para garantir. Pois se você desistir eu mesma ligo para o Luhan e te entrego de mão beijada.

— Por que fazem tanta questão que eu saia com ele?

— Porque queremos que você se divirta um pouco.

— É para me afastar, não?

— Como você é esperto. — diz Chanyeol que após alguns joguinhos envolvendo bebidas alcoólicas para deixar a noite mais divertida tinha a região das bochechas avermelhadas sobre a cama do maknae. No chão havia uma quantidade considerável de garrafas de soju, sendo o perdedor de quase todas as rodadas significava ser o mais bêbado entre eles.

— Pega leve, Chanyeol.

— Se ele ficar com o Luhan eu paro.

— Depende do que ele fizer quando estivermos sozinhos.

— Já escolheu a sua roupa? — ela se levanta da poltrona como se tivesse sido incumbida de uma missão importantíssima abrindo o guarda-roupas do Sehun. — Eu adoro essa, o que você acha, Chanyeol? — segura na frente do mais novo um blusão cor-de-rosa que ela mesma comprou.

— Eu não gosto de rosa.

— Em seu atual estado você não sabe nem o seu nome.

— É Chanyeol. — dá de ombros fazendo uma grande força para falar, analisando a peça de roupa. — Prefiro aquela. 

Ele aponta para o suéter cinza em um dos cabides.

— Aquela não, faz ele parecer ainda mais novo.

— Na verdade eu estava pensando nesse. — Sehun pega o blusão branco que faz Hyuna voltar a escolher olhando atentamente para eleger a peça que complementará o look.

— Com essa calça aqui. Veste, eu quero ver como vai ficar.

— Gente, está quente, muito quente. — Chany diz avulso atrás deles.

— Tira a camisa. — Hyuna sugere e o moreno o faz.

— Agora eu quem estou com calor. — insinua abanando-se com as mãos, observa seu maior desejo sexual sem camisa esparramado em sua a cama feito um banquete, perdeu as contas do quanto já fantasiou com ele.

— O calor que você está sentindo vem do seu fogo no rabo. Respeita o namorado do Chanyeol e veste logo essa roupa.

— Eu tenho um namorado? — apoia o cotovelo no colchão franzindo o cenho, mas ninguém dá atenção. Sehun veste a calça enquanto Hyuna se oferece para fechar os botões do blusão.

— Perfeito. Ficou com cara de gente rica.

— Mas eu sou rico! — ele vira de frente para o espelho dando uma ajeitada no visual, a morena o pega pelos ombros virando-o para o Park.

— Nosso garotinho não está lindo, Chanyeol? — se orgulha apertando os ombros dele, o pega pela mão fazendo-o dar uma voltinha e por fim está satisfeita com a escolha das roupas.

— Ficou elegante.

— Então tudo certo, você vai com essa.

— Você nem me perguntou se eu quero.

— Que foi? Não gostou?

— Gostei.

— Qual é o problema, então? Você sente prazer em problematizar? Eu desisto de você! — Kim volta furiosa para a poltrona percebendo o melhor amigo mais velho inquieto. — O que você tem, Chanyeol?

— Eu quero vomitar.

— O banheiro é à direita, levanta daí. — desesperado o mais novo faz com que saia da cama.

— É assim que você diz me amar?

— Ah, você é gostoso e tal mas vomitar no meu quarto não, né?! Sai daqui antes que eu te agarre, beije a sua boca e você não se lembre disso depois.

— Não vai ter beijo nenhum, ele está bêbado, sossega. 

Chanyeol encarou o visor do celular assustado, enquanto se deixava levar pela bebida o tempo não esperou, passou depressa e agora já não adiantava lamentar nem pedir para que o relógio estivesse errado, era tarde. Já não se lembrava que horas tinha chegado na casa do Sehun ou como tinha ido parar alí, tudo o que sabia era que precisava urgentemente voltar.

— Eu vou para casa, deixei o Baek sozinho. — sentou na cama, calçou os sapatos, vestiu a camisa do lado avesso e iniciou uma busca incessante pelas chaves que estavam no bolso de trás.

— E daí? Ele não sabe se virar?

— Eu preciso voltar para dormir com ele.

O maknae dá as costas revirando os olhos, finge tirar as roupas, sabe que se qualquer um dos dois percebesse sua carinha de nojo seria reprovado.

— Você não está em condições de dirigir, Chanyeol. — a morena levanta segurando-o pelo braço.

— Vocês dois me embebedaram. Culpados!

— Tá bem, somos culpados. Vem, eu vou te levar para casa. Não posso deixar que dirija desse jeito. Sehun, depois eu volto.

Saiu carregado pela amiga, os dois entraram no carro seguindo rumo para a casa do Park enquanto este contava uma enorme história sem sentido parando de falar apenas para arrotar.

1h30

Impossível dormir com aquela aflição no peito sem saber onde está ou o que faz, agora entendia perfeitamente sua mãe. Nem mesmo o cheiro dele impregnado nos lençóis o tranquilizava. Quando entrou pela bendita porta do quarto deu um grande salto da cama direto nele, nervoso com todas as possibilidades que sua mente havia criado começou a gritar.

— Finalmente você chegou! Eu te liguei um milhão de vezes e só deu caixa postal. Onde você estava? O que estava fazendo?

— Você sabe que eu estava na casa do Sehun, bebendo e conversando.

— Vejo que fiquei preocupado em vão, você estava ótimo se divertindo com os seus amigos! Eu te liguei muito, muito mesmo. Pensei que tivesse acontecido algo grave mas você nem sequer pensou em mim.

Devagar se aproxima deitando na cama, fica alguns minutos em silêncio observando Baekhyun de costas sentado à beira com os braços cruzados. Tinha mesmo cometido um grande erro ou era exagero dele?

Saca o celular do bolso, tenta ressuscitar o aparelho uma, duas, três vezes, mas acaba descobrindo que a bateria acabou. Só então percebe que o celular no qual tinha checado as horas antes de sair não era seu.

— Acabou a minha bateria. — tenta se explicar, mas Baekhyun parece uma metralhadora carregada pronta para destruir qualquer um de seus argumentos.

— E você não pensou em mim em momento algum? Poderia ter ligado do celular do Sehun, da Hyuna, de qualquer um, eu ia atender! Desde o início reprovei essa "noite dos BFF". Por que eu não fui convidado? O que vocês fizeram que eu não podia participar?

— Você não foi convidado porque não é BFF. Não fizemos nada, Baek. A idéia foi dela.

— "Dela" quem?

— Da Hyuna. 

O silêncio os corta outra vez, Baekhyun suspira sentindo o braço alheio ao redor de sua cintura e é puxado para trás de modo que deita-se ao lado dele contra a própria vontade, está de bico e braços cruzados.

— Desculpa. — Chany sussurra como se fosse um segredo, mantém os olhos fechados porque aquela é a única maneira de impedir que tudo à sua volta gire. Leva certo tempo até ouvir uma resposta do loiro, ele ainda está bravo.

— O que eu faço com você?

— Me beija. — o puxa para mais perto, pega sua cintura de jeito usando a força como medida de segurança para impedir que fuja. Por alguma razão Byun acata, fica de frente para Chanyeol aproximando ambas as bocas, acaricia de leve seus lábios provando o sabor da engraçada mistura do álcool mais alguma coisa de hortelã e o sabor natural de seu beijo. Deixa que a língua dele calmamente conduza a sua, enquanto se envolve alisa o peitoral do Park, ao passar a mão pela lateral de seu corpo rumo às costas sente a costura da camisa e imediatamente interrompe o beijo.

— Sua camisa está do avesso. Por quê?

— Eu não sei, não me lembro.

Baekhyun ergue a sobrancelha, tira a mão dele de cima e levanta da cama indo em direção à porta. Segura a maçaneta, pensa, não tem para onde ir. Volta então ficando de pé próximo à cama, olha com indignação para a situação deplorável de Park Chany.

— Chanyeol você tirou a roupa na casa do Sehun? — o moreno encolhe os ombros fazendo um beicinho, tem certeza do que passa pela cabeça dele: "não sei". — Não me testa, Chanyeol! Francamente, você bebeu ao ponto de não se lembrar das coisas! Me surpreende ter chegado em casa e não ter ido parar na casa do vizinho.

— Baek, Baek, Baek, sério! Vamos conversar, senta aqui. — bate no colchão chamando o menor.

— Não vou. O que você tem a dizer em sua defesa?

— Que você é lindo?

— Não! Está tentando me comprar com elogios.

— Você não acha que está exagerando? 

— Exagerando? Exagerando?! Você saiu às 20 e voltou 1h32, nós tínhamos um compromisso às 23 horas e você não apareceu, seu celular estava desligado. Agora quando chega descubro que encheu a cara e dirigiu de novo.

— Eu entendo a sua preocupação, mas não fui eu quem dirigiu, Hyuna me trouxe.

— E como ela foi embora?

— Ela foi com o meu carro.

— Então seu carro ficou no Sehun?! — ele balança a cabeça concordando.

— Podemos usar o seu amanhã?

— Nós podemos, Chany... — desarma voltando a sentar na cama, seus olhinhos tristes fixam no moreno enquanto acaricia seu rosto. — Não era só ciúmes, foi preocupação também. Poxa, eu tive medo de te perder, de não ver esse sorriso nunca mais. Já pensou se tivesse sofrido um acidente? Eu não teria sido avisado.

— Está tudo bem agora. Eu estou aqui, bêbado, te dando trabalho. — segura a mãozinha dele que antes acariciava sua bochecha e a beija, pisca os olhos forçando a visão com o intuito de não enxergar mais o rosto dele se movimentando.

— Kyungsoo tinha algo importante para nos dizer.

— Kyungsoo? O que tem ele?

— Nosso compromisso o envolvia, esqueceu?

— Acho que sim. Eu estraguei tudo?

— Não. Ele contou de qualquer forma, mas você não estava lá.

— Bem, o que era?

— Ele vai estrear na TV com um programa de culinária e... Eu estou vendo a sua cueca, ajeita.

— Ah, você já conhece essa. Deixa eu ver a sua.

— Não.

— Será rápido, prometo. — com os pés, tenta tirar o short do pijama do loiro.

— Não, Chany! — se afasta segurando os pés dele. Está irritantemente agitado. — Continuando, ele precisa de dois convidados para a estréia do programa e nos convidou. Será um programa de culinária mas bem dinâmico, contará com algumas celebridades e os convidados tem de convidar outras pessoas e cozinhar para elas. Como em uma competição.

— Eu vou ganhar. Você ouviu? Eu vou ganhar.

— Tá bom, Channie. — àquela altura, já chorava internamente e pedia com todas as forças que algo o fizesse dormir.

— Baek, eu não estou bem.

— Fico feliz que reconheça.

— Eu preciso de um banho.

— Vou te ajudar, vem. Você prefere o chuveiro ou a banheira?

— Chuveiro. Acho que consigo ficar de pé.

O ajuda a levantar, segura a porta do banheiro esperando Chanyeol passar e a fecha bem atrás de si, puxa a camisa para cima e ajoelha no chão desabotoando o jeans. Sem que perceba Park sorri vitoriosamente olhando um pedaço da cueca que ficou à mostra quando agachou.

— Sabia que rosa é a minha cor favorita? — contém uma risada mordendo o lábio, mesmo que tenha dito o contrário alguns minutos atrás.

Baek se pergunta o motivo daquilo tão repentinamente e arregala os olhos tapando a bunda com a mão.

— Que fissura com a minha cueca! E rosa não é a sua cor favorita.

— Qual é a minha cor favorita?

— Não sei.

— Preto, bobinho. — sorri acariciando os fios presentes da nuca do Baekhyun, os olhares se encontram, o menor ao chão tira seu jeans encarando o que tem de frente para si e a atmosfera fofa muda, se ajeita sorrindo maliciosamente para cima e diz:

— Será que eu posso...

— Pode o quê? — afasta o cabelo loiro da testa vendo em câmera lenta e um pouco turvo sua cueca ser tirada. Ainda está meio tonto, fecha os olhos tentando firmar-se, uma perna é suspensa e quer muito durar daquele jeito, acaba segurando no suporte para toalhas. A pele toda se arrepia em reação aos beijos e mordidas que recebe no interior da coxa, esperava que fosse tomar um banho tranquilo e aquela surpresa era deveras excitante. Baek beija ao redor antes de atacar seu objetivo principal como se quisesse eternizar todas as sensações, sentindo que Chanyeol está preparado fecha os dedos ao redor do membro movimentando para cima e para baixo, sabe que o mais alto não está em seu melhor estado e tenta fazer tudo ao ritmo dele. — Usar a sua boca em mim?

— Você quer isso?

— O tempo todo. — Ah! A sinceridade Chanyeolnita. O que seria dele sem ela?

Sobe beijando os mamilos e barriga antes de descer novamente passeando pelas coxas.

— Você vai usar a sua garganta ou não?

— Está com pressa de quê?

— Estou com medo de vomitar em você.

— Quer que eu pare?

— Não, não. Continua. Eu posso segurar.

— Tenta esquecer, se concentra em mim.

Enfim coloca o membro na boca, sem pressa variando os movimentos, velocidade, lambidas e sucção. Havia uma vontade real de agradá-lo e aquele sentimento tornava o ato especial. Se deteve por um tempo na glande, acariciando o corpo enquanto usava a língua para percorrer todo o membro.

Levou a destra à cabeça do loirinho se expressando por meio de alguns puxões de cabelo, alternando com o carinho. A pressão o estimulava ainda mais, e mesmo que Baek fizesse algo sexy mantinha toda sua delicadeza. A sensação molhada da boca mais os estímulos visuais eram a união perfeita para que chegasse ao céu.

Há quem ache que oferecer sexo oral é servir por estar de joelhos, Baekhyun gosta de pensar que está sendo servido, tem total controle da situação e não há incentivo melhor que os gemidos do Chany.

Usou a tática de diminuir e aumentar a velocidade ao sentir Park pulsar avisando que estava tão perto de se satisfazer. Aconteceu tudo muito rápido, e quando o prazer chegou quase foi fatal para Chanyeol. Tudo girou e o equilíbrio fez falta já que o suporte para toalhas tinha sido arrancado no momento da coisa toda.

Byun se levantou limpando os cantos da boca, passou à frente ligando o chuveiro e tirou as roupas parando debaixo da queda d'água.

— Banho quente?

— Essa de que banho gelado corta o efeito do álcool é mito.

Dalí para frente foi apenas um banho sem segundas intenções, o pequeno o auxiliou debaixo da água e conduziu até a cama, conversaram mais um pouco sobre a vida antes de finalmente pegar no sono. 

No dia seguinte após seus compromissos Baekhyun tinha um encontro com Jongdae num estúdio de dança próximo ao prédio onde aconteciam as gravações de "Full House" todos os dias. A idéia tinha surgido do Kim baseado em seu amor pela dança, queria se especializar e mandar bem na próxima vez que fosse à Stigma. O amigo ao seu lado não teve opção de fugir, nem opinar, caminhava bem quieto carregando a bolsa com alguns pertences. 

A recepcionista os acompanhou até a sala ao lado, o professor de dança era um cara gentil na casa dos 30, atencioso em excesso começou a ensinar os passos de uma coreografia qualquer de um hit atual após a preparação. Jongdae sentia-se maravilhoso, Baekhyun queria morrer.

Diante de tantos movimentos com o quadril um intervalo seria o mínimo, o loiro se jogou ao chão uma vez que o professor teve de resolver alguns problemas em outra sala.

— Não aguento mais.

— Aguenta sim, você está indo superbem. Veja pelo lado bom, agora poderá fazer performances mais elaboradas para o Chanyeol.

— Eu não costumo fazer isso, só rolou uma vez.

— Mesmo? Eu faço quase sempre. Às vezes o Minseok reclama, ele está cansado e eu quero rebolar para ele.

Baek solta uma risadinha sentando.

— O Minseok é quietinho, né?

— E você sabe qual é o signo dele?

— Hã... Sei lá, peixes?

— Áries, bebê.

— Não brinca! 

— Sério!

— Não pode ser, tem alguma coisa errada.

— Baekhyun descobre que nem todos os arianos são seres malignos e fica perplexo, confira na página 6. — brinca ele como se lesse uma manchete.

— Então garotos, vamos continuar?

— Aish. — Baekhyun se irrita vendo o professor empurrar a porta. Estava tão melhor sem a presença dele, já o odiava, podia sentir praticamente todos os músculos do corpo doendo simultaneamente e ainda tinha mais? Ok, talvez estivesse fazendo drama, mas nunca se sentiu tão livre quanto ao fim daquela aula quando saiu do estúdio curtindo o vento bater no rosto, chegou a abrir os braços e rodopiar.

Dolorido e um pouco suado não via a hora de ir embora. Mas também queria ficar. Gostava de estar com o Jongdae, apesar da boa relação com todo o elenco do drama ele era a pessoa que, abaixo do Chanyeol, possuía mais intimidade. Tinha os melhores assuntos e um jeito especial de sempre conseguir arrancar-lhe um sorriso, ainda teve a brilhante idéia de tomar um sorvete antes de finalmente irem para suas casas.

Fizeram logo seus pedidos no balcão pegando uma mesa ao fundo, Jongdae sentou com um sorriso bonito nos lábios, uma expressão feliz.

— Que foi? Por que está me olhando desse jeito? — empurra o ombro do amigo deixando um sorriso escapar também.

— Tem algo que eu quero te mostrar. — ele abre a bolsa pegando uma típica caixinha de veludo vermelha, exibe uma aliança em ouro branco, há um design em T com diamantes deslumbrantes.

— Não me diga que isso é o que eu estou pensando.

— Sim! 

— É lindo, muito lindo! Eu não sei o que dizer, acho que estou nervoso. — sem pensar muito se levanta para abraçar Jongdae. — Parabéns! Desejo que vocês sejam felizes e principalmente, que nada nem ninguém interfira no amor dos dois.

— Obrigado Baek. Sua reação foi ainda melhor do que eu esperava. 

— Estou feliz por vocês, de verdade. — sorri secando com a ponta do dedo o canto interno do olho.

— Sabia que ficaria. Isso é uma lágrima?

— Claro que não, caiu um cisco aqui. — ri. — É uma lágrima de felicidade. Que notícia boa, ah! — agita as mãos no ar. — Como aconteceu? Põe no dedo! Por que não está usando?

— Calma, uma pergunta de cada vez. Não uso por causa do dorama, Chen tem muitos anéis e se eu entrar numa de "tira e bota" durante os intervalos vou acabar perdendo. Eu ficaria muito triste caso acontecesse. Agora, aconteceu da forma mais natural possível. Fui pedido em casamento hoje pela manhã, estávamos sentados à mesa para o café antes de sairmos e ele me serviu café em minha caneca favorita. De forma que eu não entendi até agora gravou uma mensagem ao fundo dela.

— Qual era a mensagem?

— Quer casar... Não, não era isso. Quer ser meu...? Espera, ainda não me parece certo. Eu não lembro.

— Como pode não lembrar? Foi hoje! — gargalhava alto.

— Eu estava sonolento, depois chorei muito. Minha mente já fez o incoveniente favor de deletar. De qualquer forma ainda está gravado e não acho que vá sair, te mando uma foto quando eu chegar. Aí quando bebi a última gota do café consequentemente li a frase e ele já surgiu com a caixinha.

— Que lindo, Jongdae! Eu estou tocado. — dizia com a mão no peito. — Fico feliz em saber que mesmo com os problemas que me contou recentemente a relação de vocês prevaleceu.

— Foi difícil mas conseguimos mesmo superar aquilo tudo. Obrigado por me ouvir e nos apoiar, quero você e Chanyeol em nosso casamento. Será em janeiro.

— Ótimo! Mal posso esperar.

— Mas você sabe bem o motivo de estarmos na paz, não sabe?

— Bom...

— Luhan achou alguém mais interessante.

— Fala do Sehun?

Jongdae afirma balançando a cabeça.

— Acha que ele seria capaz de tentar algo contra o casamento?

— Eu espero qualquer coisa dele, Baek... Qualquer coisa. Acho que seria capaz de um escândalo bem ridículo.

— Quem sabe até lá ele não esteja namorando?

— Por quê? Está sabendo de algo?

— Sei que o Sehun foi assistir ao jogo dele no domingo e os dois têm um tipo de encontro amanhã.

— Olha, por essa eu não esperava! — arregala os olhos enfiando a colher na boca. — Bem rápido esse garoto. Se tiverem bom comportamento quem sabe eu não envio um convite a eles?

— Por favor, não. — balança a cabeça negativamente rindo, olha para a própria taça já notando a ausência de sorvete. — Tem como me dar uma carona até em casa? Chanyeol chegou bêbado ontem, o carro dele ficou no Sehun, fomos para o estúdio no meu e ele voltou para casa dirigindo. Enfim, fiquei sem carro. 

— Chanyeol meteu o louco?! Claro, sem problemas. Deixa só eu terminar essa belezinha e prometo te devolver inteiro para o Chan. Vocês estão bem?

— Sim, nossa relação é boa.

— Você gosta muito dele, não gosta, Baek?

— Gosto. Gosto muito. — não consegue disfarçar um sorriso.

— Acha que o ama?

Amar? O sentimento confuso que não se pode explicar em palavras? Que sensações são como as ondas do mar: seduzem e depois afogam? Do misto indescritível que o toma enquanto se afunda cada vez mais agarrado ao sentimento mais bonito e miserável que se pode brotar no coração do ser humano? Das lágrimas e sorrisos que se coleciona durante a trajetória; da preocupação que nasce, da vontade de ter por perto, do abraço que alimenta e do beijo que já não é mais apenas por desejo carnal. 

O sentimento que conecta almas, envolve carinho, perdão, respeito, apreço, admiração e a vontade incontrolável de dizer "eu te amo" após o "boa noite". Que ensina lidar com os defeitos e te torna fã das qualidades, aquele que é considerado uma virtude aos correspondidos? Sim, esse mesmo.

Pensou bem antes de responder.

— Chanyeol é tão encantador que o meu "gostar" transborda. Difícil não amá-lo.

— Você o ama!

— Eu amo Park Chanyeol. — assume então, assistindo o fluxo de carros pela janela.

— Ele sabe desse sentimento?

— Não, eu nunca disse. Na verdade, não sabia que amava até dizer.

Jongdae junta as duas palmas ao terminar o sorvete, pega a bolsa e as chaves e deixa a sorveteria seguido por Baek. O carro ainda está no estacionamento privado do prédio, agora na estrada Jongdae assume uma personalidade agressiva ao volante.

— Quando você dirige, a sua personalidade...

— É, dupla personalidade.

— Oh, eu quase me esqueci. Fui chamado para participar de um programa de culinária que estreará em breve e eu preciso convidar alguém. Queria que você fosse.

— Ah Baek, desculpa. Chanyeol já falou comigo.

— Como assim?

— Ele me convidou. Parece que vocês dois foram convidados pelo apresentador, não?

— Sim, mas... Pensei que ele não fosse lembrar da conversa que tivemos ontem. Vou convidar o Yixing então.

— Será divertido.

15h40

Não estava nem perto de terminar as gravações e ter a tão almejada liberdade porém o cansaço físico já berrava aos quatro cantos o quanto precisava de descanso. Era um daqueles dias onde nada dá certo para ninguém, o figurino do Junmyeon para aquela cena foi esquecido pelo estilista, um dos pontos de luz queimou, Chanyeol tinha vomitado, todos estavam abalados emocionante com o balde de coisas ruins que fora despejado sobre eles naquela tarde.

Park foi dispensado para se recuperar no camarim, estava muito sensível à luz e ao som tornando-se insuportável gravar.

— Você está melhor? Eu te trouxe água. — Baekhyun entra apagando a luz, sussurrava, sabe bem que está enfrentando as consequências de uma ressaca.

— Obrigado. Melhorei parcialmente, meu corpo inteiro ainda dói, eu quero ir para casa.

— Eu sei. — se posiciona atrás dele massageando suavemente os ombros. — Mas ainda falta muito para irmos. O que você lembra da noite anterior?

— Nada. 

— Certeza?

— Me lembro de uma conversa sobre convidar alguém para o programa do Kyungsoo, eu acho.

— Só? Não lembra de ter tomado banho comigo, nem nada?

— Nós tomamos banho juntos? Pffff. Você está louco.

— Não estou louco, eu estava sóbrio ontem, sei de tudo o que aconteceu.

— Mas que programa? Não sabia que ele tinha um.

— É, você realmente só se lembra de uma pequena parte da conversa. Te explico depois, ok? Tem alguém te ligando.

— Pode pegar o celular para mim? Uau, que barulho perturbador!

— É o Sehun.

— Alô?

— Vim devolver o carro, libera a garagem.

— Eu estou trabalhando, não sabia que você viria agora.

— Esqueci que você é ocupado. O que eu faço? Não posso voltar, está quase na hora do Luhan me buscar e eu marquei em frente a sua casa para não perder tempo. 

Chan ficou quieto pensando numa solução.

— Faz o seguinte então: dá dois toques leves na buzina, Sra. Min conhece a buzina do meu carro e pensando que sou eu vai abrir a garagem.

— Assim?

— Perfeito.

— Resolvido, tchau.

— Tchau. 

Byun olhava para ele esperando algo.

— Eles vão mesmo sair juntos, acho que estou chocado.

— Bem que o Luhan podia não devolver ele nunca mais, né?

Chany sorri balançando a cabeça.

Sehun seguiu as instruções e logo o portão da garagem revelou a extensa área vazia, chegou a bater um papo com a Sra. Min, ouviu que estava crescido, foi convidado para tomar um café, mas recusou tudo por ter marcado um compromisso.

Exatamente às 16 horas como o combinado um carro dourado parou em frente à casa de Chanyeol, de braços cruzados e sobrancelhas franzidas fitou a si mesmo refletido no carro, aquele veículo mais parecia saído de um MV de K-Pop. A porta automaticamente abre se estendendo para o céu, sorri sarcástico.

Lá está ele, no volante, esperando-o entrar.

Sehun não se intimida, entra no carro ajeitando o cinto de segurança e não se dá o trabalho de cumprimentar o cara com quem muito certamente vai para a cama.

— Você não me contou que morava numa mansão.

— Isso faz diferença para você? Se eu disser que não é minha vai ordenar que eu saia do carro?

— Eu vim decidido a descobrir porque me sinto enfeitiçado, e pouco me importa se você mora numa mansão ou um cubículo. Só pretendia fazer um elogio à casa.

— Ela é de um amigo meu, antes que você pense que eu parei alí para te impressionar.

— Por que faria isso? Sua beleza não basta?

— Tenho certeza que sim.

Luhan sorri de canto. Mantém as mãos firmes ao volante, a música de fundo é boa mas Sehun reprime a vontade de perguntar o nome, tenta relaxar no banco e se pergunta durante durante todo o trajeto para sabe-se lá onde o que estava fazendo da vida saindo com um jogador de futebol que mal conhecia. A curiosidade matou o gato, mataria também Sehun?

Honestamente, relações monótonas são entediantes. Gosta mesmo quando a coisa pega fogo, quando o ódio se torna um desejo camuflado e as provocações abrem caminho para a imaginação. Se ficasse com Chanyeol assumiria uma rotina previsível, parada e cansativa. Se bem que, era Park Chanyeol, impossível ser um tédio qualquer coisa que envolvesse aquele homem. Mas para os mais ousados que não abriam mão de uma aventura emocionante todos os dias, haviam outros homens por aí.

Por sorte Luhan tinha senso e bom gosto, já fora um bom começo, respirou aliviado ao entrar num motel luxuoso e terem ficado com a suíte mais cara do local, haviam recursos que atendiam à todos os seus caprichos. Sehun era exigente, vivia do luxo e não aceitaria menos que isso, era bom Luhan ficar ciente do homem que teria ao lado por hoje.

Sem um clima construída por eles os dois se entreolham, Luhan se aproximou tomando a iniciativa de pôr as mãos na cintura do coreano e tentou olhar no fundo dos olhos tão negros e "bravos". 

Num ato de pressa Sehun o empurra contra a cama deitando sobre ele, não é preciso dizer que o mais velho tem um sorriso satisfeito no rosto por tamanha atitude.

— Hoje eu vou ser seu. — diz o maknae.

— Só hoje?

— Para quem é já está de bom tamanho. Para me ter precisa atender às minhas necessidades. Se eu pedir uma estrela, você irá buscar!

Luhan gargalha, segura o queixo do mais novo, há superioridade em seu olhar.

— Não. Hoje não, garotinho. Você está muito mal acostumado, sem modos.

— Sabia que eu nunca ouvi "não"? Todo mundo faz o que eu mando.

— É? — o puxa para si selando os lábios por um breve momento, inspira o cheiro bom que vem dele. Separa olhando o maknae com uma expressão sexy e sussurra: — Eu não ligo. Não sou todo mundo. Hoje você não vai mandar, vai obedecer.

Sehun fica sem palavras, tenta agir como se soubesse exatamente o que fazer numa situação daquelas. 

— Vamos logo com isso, eu tenho mais o que fazer. — sem hesitar cola seus lábios ao de Luhan, são macios e lhe correspondem com agressividade, enterra a língua em sua boca e ao encostar das línguas se entrega completamente, um ardor desconhecido o acende, treme com inesperado desejo.

Tem uma paixão secreta indescritível por gente que beija bem, que o faz chegar tão alto como se não pesasse nada, e não é que a Barbie sabe conduzir? O beija avidamente. Subitamente está faminto por ele. "Faminto" é a palavra.

Interrompe o beijo para encarar o chinês que tomado por desejo morde o próprio lábio inferior. Sem perder tempo lhe arranca a camisa, desliza as mãos pelo tórax nu divertido com a visão, e como se não quisesse ficar para trás Lu faz o mesmo, contemplando o belo corpo de Oh Sehun. O segura com firmeza, rapidamente invertendo as posições ficando por cima.

— Você era passivo com aquele cara?

— O Minseok? Exato. Gostava de ser dominado por ele, mas com você, tenho vontade de dominar. Preciso deixar claro que não serei carinhoso.

— Não pedi para ser. Romance está fora de cogitação.

— Quero que feche os olhos.

— Para quê?

— Você não tem que saber, fecha.

Sorri vendo-o tão obediente de olhos fechados esperando o que reservou, o beija na boca mais algumas vezes antes de descer, massageia o volume alheio sob a calça se divertindo com o esforço do mais novo para não olhar.

— Bom garoto. — para começar, Luhan tira os sapatos. Desabotoa a calça e sem cerimônias, tira a cueca. Sehun não tem vergonha da nudez, sem que saiba é apreciado como um monumento sobre a cama.

Beija o baixo ventre voltando a usar as mãos sem a interceptação de tecidos, então dá as costas, volta com alguns apetrechos nas mãos delicadamente prendendo as mãos e pés do maknae à cama com amarras, aquilo é o suficiente para fazê-lo abrir os olhos.

— O que é agora? Vai usar um chicote em mim? Me obrigar a te chamar de "daddy"?

— Daddy? — sorri deslizando pele em pele. Os olhos em chamas. — Muito ultrapassado. Não quero te deixar com medo, apenas mostrar quem está no comando. Então, agora quero que me responda com: "sim, senhor". Quando eu conseguir o que quero você pode sair.

Muita esperteza da parte daquele jogadorzinho imobilizar, fazê-lo refém da submissão. Caso não obedecesse, ficaria preso à uma cama de motel para sempre.

— Eu odeio você.


Notas Finais


Momentinho Chanbaek, Momentinho Hunhan, será que alguém se empolgou? Pensei um pouco e acho que talvez o Sehun largar do pé do Chanyeol seja o grande marco dessa fic, então resolvi narrar só um pouquinho do começo de tudo pra vcs, espero que tenha ficado bom. Yay :3

AAAAAAAA MUITO OBRIGADA POR TUDO SEMPRE, EU SOU ETERNAMENTE GRATA E AMO VCS, BJOS DE (INSIRA AQUI ALGO QUE GOSTA).


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