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História Happy Pills - Capítulo 14


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Notas do Autor


Capa fofa para amenizar o capítulo kkkkkk

Aqui estoy com mais um capítulo! (Minhas provas começarão semana que vem, help!)

Não quero mais enrolar, pois não tenho nada a declarar, apenas que me perdoem por qualquer erro.

Aproveitem o capítulo! <3

Capítulo 14 - Looking For A Killer


Fanfic / Fanfiction Happy Pills - Capítulo 14 - Looking For A Killer

O homem já estava cansado de tanto esperar, ele olha para o telefone, pelo o que parecia ser a décima vez apenas em 1 única hora. Antes que ele pudesse desligar o mesmo, ouve passos.

- Está atrasada Toga. - Ela para e ele a observa. Seus olhos se voltam à além da loira. - Achei que Dabi viria com você.

- Não somos um casal para ficarmos andando juntos. - Responde, áspera. - E eu não estou em um bom dia hoje, se queres saber.

Ele ergue as mãos, em sinal de rendição.

- Me desculpe, não pretendia... - Ele interrompe a si próprio. Um sorriso perverso correu pelos seus lábios, finos e ressecados. - Deixe-me pensar... outra noite que resultou em um homem lhe dando um pé na bunda?

- Você é maligno Tomura... - A voz de Toga sai, fria, com um leve tom de irritação. Porém, antes que pudesse dizer algo mais, Dabi e Twice surgem lado à lado.

- Vejo que estão todos aqui. - Um sorriso surge de orelha à orelha no rosto pálido e repleto de cicatrizes de Shigaraki. - Como sei que vocês não queriam estar aqui, então vamos ao assunto. - Ele faz uma pequena pausa e dá início ao seu monólogo. - Como vocês puderam observar, Chisaki está governando o universo do mercado negro, nós, infelizmente, estamos atrás. Os chamei pois considero vocês como meus "braços direitos", se eu tivesse mais de um. - Ele ri sozinho. - Chisaki tem mais mercadorias, mais negócios, então, as coisas saem mais baratas, tenho alguns contrabandistas trabalhando para mim, mas eles não dão conta do recado. Por isso conto com vocês para que nossos negócios voltem a dar certo.

- Nosso? Por que está me incluindo no meio Shigaraki? - Dabi o interrompeu. - Olha, somos amigos já tem um tempo, mas não quer dizer que estou metido nesses 'teus' esquemas não! Pra falar a verdade, eu nem sei por que você me ligou para vir aqui. Nunca estive metido em seus contrabandos, sabe muito bem o que acho disso.

- Ora, por que é de você que preciso. - O sorriso parecia querer soltar de seu rosto. - Sinto lhe dizer Dabi, mas desde o dia em que viramos amigos eu tenho lhe observado. - O homem pálido se levanta e começa a rodear Dabi, que ainda se permanecia em silêncio. - Você é uma pessoa fria, calculista, ideal para os meus planos. Achei que nunca perceberia meus reais motivos com nossa "amizade".

- Você... apenas foi meu amigo por puro interesse...? - Sua garganta estava seca, o ódio estava lhe dominando.

- Me desculpe, mas sim. - O sorriso de Tomura fraquejou, mas em nenhum momento deixou de existir. - E não tem como dizer que você não participa, pois se disser isto... - Ele se aproxima do maior. - Sua vida estará fadada ao inferno...

Dabi observou pelo canto do olho a expressão dos outros, estes, estavam um tanto sérios e até mesmo cabisbaixos. Estava óbvio que Shigaraki já havia feito aquilo com todos.

- Você não presta Shigaraki Tomura... - O Todoroki se mantia sério.

- Eu sei. - O rapaz solta uma risada anasalada, fazendo Twice encolher os ombros. Ele parecia ser o mais afetado. - Eu quero que você me faça apenas um pequeno serviço. - Visto que Dabi não iria responder, Tomura continuou. - Como eu estava dizendo, nossos negócios estão caindo, a julgar pelo fato de que temos muitos devedores. E bom... vocês sabem que eu não gosto muito de não receber meu dinheiro em dia. - Toga e Twice concordam, Dabi ainda se mantia quieto. - Por isso eu quero dar um alerta a essas pessoas. - Sua expressão se torna mais sombria - Começaremos pelo o que está em... situação mais crítica, digamos assim. - Ele pega uma foto em cima do balcão e mostra para os outros. - Este é Iida Tensei, esse é o pior devedor, não quero fazer algo muito grave, pois se ele chegar a morrer, não terei meu dinheiro. Para isso, você - Ele aponta para Dabi. - será o cara perfeito.

O Todoroki puxou a foto das mãos do menor, observando mais detalhadamente. Cabelos pretos quase chegando a um azulado, sobrancelhas finas e longas, exibia um enorme sorriso. Nem parecia ser um comprador do mercado negro. Dabi se perguntava onde já vira alguém com aquelas mesmas características.

- Por que está me obrigando a fazer isso...? - Sua voz soara fraca, ele engolia em seco.

- Por favor Dabi, não me faça repetir. Você realmente não quer fazer isso... - Ele colocou as mãos no queixo, pensativo. Até que ele voltou a exibir o sorriso sarcástico em seu rosto. - Já sei! Você ficará fora dessa por enquanto. - O maior soltou um suspiro aliviado. - Mas... se encontrar um substituto.

Novamente, a tensão volta para seus ombros. Tudo o que Dabi menos queria era saber que fora envolvido no assassinato de alguém. Mas se não fizesse isso... Shoto, Fuyumi... Natsuo... sua mãe, todos eles correriam grande perigo.

Visto que pegara o "amigo" de surpresa, ele sorri gentilmente.

- Você tem uma semana.





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Midoriya voltava feliz de mais uma aula da faculdade, finalmente as coisas estavam voltando ao lugar, ele saíra com Kendo, que enfim estava em um relacionamento sério com Tetsutetsu. Mina estava sumida, o que fazia o esverdeado ficar com uma leve interrogação. Hagaruke já havia deixado o país, enfim havia entrado na faculdade de Medicina Veterinária, em outro continente.

Neste dia, em especial, ele iria passear com Jirou, a quem ele não falava havia quase 2 meses. A mesma estava ocupada com os estudos, Izuku não a culpava por aquilo, pois o mesmo também estava bastante atarefado, mais do que o comum. Ele havia entregado um enorme trabalho sobre Biologia Celular e Molecular, passara a noite anterior inteira acordado, mas estava feliz.

Midoriya parou ao ver uma cabeleira curta, e antes que a mesma pudesse dizer algo, Izuku já estava com seus braços entrelaçados à sua cintura.

- Misericórdia Izuku! Você quer me matar?! - Ok, Jirou poderia ser bem dramática quando queria, mas ela não estava totalmente errada.

- Desculpa, mas é que eu estava com muitas saudades de você!

- Muita saudade mata, sabia?

- Me considero morto então.

Ambos riram daquela piadinha sem graça, entraram conversando animadamente em uma lanchonete, Izuku estava com fome, e Jirou sabia muito bem daquilo.

- Como te conheço bem, sei que está morrendo de fome.

- Credo, sou tão previsível assim?

Kyoka não precisou responder mais nada, a barriga do esverdeado falou por si só. Izuku estava roxo de vergonha.

Enquanto a gótica pedia um refrigerante de cereja preta e uma porção (média) de batatas fritas, Midoriya pediu um refrigerante de limão, cheeseburger, uma porção (pequena) de batatas, além de uma pequena taça de sorvete.

Enquanto esperavam o pedido, eles enfim puderam colocar o papo em dia.

- E então? Como está na faculdade Jirou?

- Ah, até que estou indo bem, não planejava passar 4 anos da minha vida fazendo faculdade de Administração, mas até que não é tão chato quanto pensei. - Ela colocou uma mecha do cabelo rebelde para trás. - Sou uma das melhores desse curso, então, posso dizer que estou me saindo bem.

Izuku sentiu uma pequena pontada de inveja. Ele não era péssimo na faculdade, mas ser o melhor estava quase que inalcançável naquele momento, Camie, uma das alunas de sua sala, era uma pedra em seu caminho, atormentando o pobre coitado. Monoma também era outro, parecia estar lhe seguindo todo o tempo. Mas Izuku não se importava, ou pelo menos parecia não demonstrar.

- Ah, que ótimo Kyo. - Ele esboça um sorriso. - Estou muito feliz por você.

- Mas e você Izuku? Lembro desde a nossa última ligação, você parecia muito animado, parecia até ter ganhado na loteria. Não tem nada para me contar?

O esverdeado coça a nuca, envergonhado.

- É que... bom, eu estou estudando Medicina no turno da tarde. - O queixo de Jirou cai, porém, ela não diz nada, prevendo que o amigo iria continuar. - É cansativo, pois tenho que sair da U.A para ir direto para Ketsubutsu, mas tem valido a pena. Estou fazendo algo que sempre quis.

- Você está feliz, não é?

Izuku pareceu hesitar em responder. Se estava feliz? Claro! Era tudo o que ele mais queria. Mas ainda tinha medo em relação ao pai e aos seus amigos.

- Estou animado para o que der e vier. - Não era exatamente uma resposta para a pergunta da moça, mas a mesma se calou. Por sorte, os pedidos haviam chegado e o assunto passou a ser a comida.

- Céus, isto está maravilhoso! - Ele morde com voracidade o cheeseburger. Fazendo Jirou rir.

- Devagar Izuku! Ou vai se engasgar.

- Não sou criancinha, sei comer sozinho. - Deu língua para a amiga, que retribuiu. Ambos pareciam duas crianças, que aparentavam não ter preocupações ou angústias.

Passado um tempo, uma pergunta se acendeu na mente de Midoriya.

- E Kaminari?

Kyoka soltou um longo suspiro antes de falar.

- Não nos falamos tanto. Ao que tudo indica, provavelmente está com outra pessoa, mas não tínhamos nada sério. Então não devo me importar com ele. - A gótica bebe mais um gole de seu refrigerante, como se dissesse para botar um fim àquele assunto, e assim Izuku fez.

Jirou não era a amiga presente, a que ligava todo dia, a que diz sempre amar alguém. Ela não era nada disso, mas era alguém a quem Izuku podia confiar sempre, não importasse o tempo, parecia que ele sempre iria estar bem na companhia da gótica.

O esverdeado pegou uma embalagem de medicamento e misturou ao restinho de refrigerante que ainda tinha.

- Não sabia que estava doente. - A afirmação fez Midoriya quase saltar de medo e susto.

- É a m-minha garganta que está u-um pouco inflamada. - Soltou uma risada sem graça, fazendo Kyoka erguer uma das sobrancelhas.

- Se está com a garganta inflamada não deveria estar tomando refrigerante. Tem certeza que está prestando atenção nas aulas?

O esverdeado dá um leve soco no ombro da garota, fazendo-a soltar uma risada um tanto alta, fazendo ambos serem alvo de olhares curiosos.

- Você me faz passar por cada vergonha... - Izuku diz, encolhido no balcão.

- Izuku? Que bom te ver! - Midoriya se vira e dá de cara com Yaoyorozu, que estava acompanhada de Shoto. O estômago do garoto começa a revirar ao ver ambos juntos. De repente, a alegria que tinha parecia ter se dissipado rapidamente.

- Olá Izuku. - Shoto dá um leve sorriso, Momo percebeu o quão vermelho o amigo ficou e se sentiu mal.

- Oi gente. - Ele ouve alguém pigarrear. - Ah! Esta é a minha amiga, Kyoka Jirou! - A moça revira os olhos diante da ação de Izuku e apenas dá um leve aceno.

Momo a encarou, algo em si rapidamente mudou. Ela não sabia o quê, apenas ignorou aquilo.

- Sou Momo Yaoyorozu.

- Todoroki Shoto.

Um clima estranho se instalou entre eles. Principalmente entre Izuku e Shoto, que pareciam estar enciumados uns dos outros.

- Jirou? Acho que está na nossa hora. - Midoriya alertou a amiga. E realmente, já estava escurecendo e o mesmo precisava terminar um enorme trabalho de Tecnologia Arquitetônica.

- Se estamos atrapalhand-

- Não está. - Izuku falou, rapidamente. - É que preciso terminar um trabalho. Aquele do professor Mic, lembra Shoto?

Os olhares se voltaram ao bicolor, que ainda estava tentando entender os motivos de querer tirar Izuku dali para passar um tempo junto à ele.

- A-ah, sim, lembro. Por que não pediu minha ajuda? Terminei ele há alguns dias.

- Você não me disse nada. - O menor cruzou os braços. Momo e Kyoka observavam tudo, em silêncio, com um estranho sorriso nos lábios.

- Me desculpe. - A culpa não era de Todoroki, e Izuku sabia. Mas não esperava que o mesmo fosse se desculpar por aquilo. O coração do menor pareceu se esquentar por uma mísera fração de segundos.

- Então Izuku...! É melhor irmos, ou caso contrário me arrependerei de pagar a conta. - Ele nada disse, apenas se despediu rapidamente e saiu, causando risos na gótica, que se virou em direção à Momo e Shoto. - Foi um prazer conhecê-los. Que bom que estão presente na vida de Izuku, ele realmente pode contar com vocês.

Antes que algum dos dois pudessem dizer algo, a garota sai rumo à procura do esverdeado.

- Gostei dela. Ela é diferente. - O bicolor se senta ao lado da amiga, que permanecia estranhamente quieta. - Está tudo bem?

Yaoyorozu observou pelo canto dos olhos, Yuga estava à algumas mesas de distância, observando à tudo.

- Está sim. É que eu... - "Pensa rápido Momo!" - Estou cansada... tem sido um pouco difícil o curso... Não quero desistir, mas preciso de um tempo.

Shoto, nada disse, apenas a abraçou. A morena viu o loiro comemorando ao fundo. Ela gostava do bicolor, ele era ótimo com ela, mas não sabia se realmente estava disposta a ter algo com o mesmo.

Ela tinha certeza, até aparecer a gótica que lhe fez repensar tudo.





—//—//—//—






Era tarde da noite, mais um assassinato fora cometido. A Polícia já não sabia mais o que fazer, dia após dia, as mais variadas pessoas, todas eram mortas, apareciam estranguladas ou até mesmo desmembradas.

As pessoas eram as mais variáveis, mas eram pessoas que faziam mal à sociedade, como ladrões, estupradores, outros assassinos, até mesmo um político corrupto fora vítima, este, no entanto, conseguira fugir com três tiros nas costas, sendo um acertado em sua coluna, fazendo-o perder o movimento das pernas.

Ele era conhecido como "Assassino Justiceiro".

Dabi já sabia a quem procurar.

Stain estava em um telhado de uma fábrica abandonada, à espreita de sua próxima vítima, quando ouviu um barulho suspeito. Ele rapidamente atira uma faca na direção em que o barulho viera.

- Uau... você é bom.

- Quem é você e o que quer aqui? - Stain pergunta, demonstrando a mesma frieza que existia ao matar suas vítimas.

- Escuta, preciso de apenas um serviço.

- Estou ouvindo.

- Preciso que mate um devedor à um dos chefões do mercado negro.

- Não me meto com essa gente. - Stain deu de ombros, fazendo Dabi rolar os olhos. - Posso até fazer coisas ruins, mas eles estão um um nível bem acima do meu.

- Você mata pessoas...

- Correção, eu apenas castigo pessoas permanentemente. Você sabe, a Polícia sabe, eu mato apenas quem mente, mata, rouba ou estupra. Estes últimos merecem morrer no inferno...

- Por favor.

- E quanto ganho por isso?

- Hum... que tal uma boa grana em dinheiro.

- Não trabalho por dinheiro. - Assim estava difícil, mas Dabi sabia que precisava fazer um esforço para sua própria segurança e a da família.

- Está bem, uma troca de favores, você faz isso para mim, e quando você precisar, estarei à disposição.

Stain pensou por alguns segundos.

- Gosto do seu jeito de pensar. Está bem, nome, idade, características, rotina.

Era como estar vendendo sua alma ao diabo, mas era necessário.

- Está bem, eu contarei...


Notas Finais


Até o próximo capítulo! 💞💞


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