1. Spirit Fanfics >
  2. Happy Pills >
  3. Hide What You Feel

História Happy Pills - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oii! Estou de volta com mais um capítulo!

Obrigada pelos 12 favoritos, muito mesmo, estou tão feliz ^^

Sem mais enrolações, vamos para o capítulo.








Obs: Perdoe qualquer erro ksks

Capítulo 5 - Hide What You Feel


Fanfic / Fanfiction Happy Pills - Capítulo 5 - Hide What You Feel

Fecho meus olhos e me viro pouco a pouco, já era péssimo ser flagrado olhando para uma pessoa entranha, seria horrível ele vir falar comigo e tirar satisfações.

- Izuku? É você mesmo? - Abro um dos meus olhos e reconheço a cabeleira preta. Ele me dá um largo sorriso.

- Shindo?

Sou surpreendido por um abraço de Yo, ele foi meu primeiro namorado, terminamos depois que ele mudou de escola. Logo em seguida, me envolvi com Kacchan.

- Há quanto tempo! Achei que nunca mais te encontraria. - A voz dele penetrava em meus ouvidos como se estivesse em um sonho, ele havia terminado comigo por motivos compreensivos, tínhamos 15 anos na época, entretanto, minha mentalidade parecia de uma criança de 10. Eu havia interpretado tudo aquilo de outra maneira.

Eu achava que ele só queria terminar comigo para ficar com outra menina ou menino.

Uma parte de mim ainda achava isso.

- Pois é né...? 10 anos sem se falar dá nisso.

Nos separamos do abraço e ele me encarou. Um ar nostálgico estava no ar. Por incrível que pareça senti meu estômago revirar.

- Em que curso você está?

- Arquitetura.

- Ah, seu pai quis isso, como sempre. - Ele sorriu mais uma vez, compreensivo. Além de Kacchan, ele era o único que sabia a ambição de meu pai.

- E você? - Eu não queria ser o foco daquela conversa. O nó da minha garganta começou a se desfazer.

- Ah, eu estou fazendo Direito, por que é a única coisa que sei fazer "direito" - Não aguento e solto uma risada anasalada por aquela piada idiota.

- Você continua sendo o mesmo se tratando de piadas de merda.

Ele segura minha cabeça com a mão esquerda e com a outra mão começou a bagunçar meu cabelo.

- E você ainda é o mesmo baixinho de antes. Não cresce mais não? - Dou um tapa em seu braço e ele faz um bico fofo.

- Idiota. - Me solto de suas mãos e saio andando rumo ao bebedouro.

- Ah Izuku, desculpa! Não resisti! - Fiz bico, fingindo estar ofendido. Pego um copo e encho-o de água, pego os remédios de meu bolso e os tomo, de um por um.

Vejo alguém me observando, olho para minha imagem refletida pelo bebedouro e percebo o garoto da aparência estranha olhando para mim. Sem querer, me viro em direção à ele e o mesmo desvia o olhar rapidamente.

- Você namora Izuku? - Shindo surgiu ao meu lado, me fazendo pular de susto.

- Qual é a sua de chegar de fininho?! - Dou outro tapa em seu ombro, ele solta um gemido de dor.

- O que você não tem de tamanho tem de força, puta que pariu hein? - Ele massageia o ombro em que eu havia batido, cruzo os braços e solto o meu olhar sarcástico.

- Eu tinha que ser bom em alguma coisa. - Ele ri, eu olho para trás e percebo que o garoto já não está mais lá.

- Você ainda não respondeu a minha pergunta.  

O que eu diria? O namoro entre eu e Kacchan e eu estava quase pedindo por um tempo. Mas eu também não podia mentir que não estava na área.

- É, estou tendo uns rolos por aí. - Dou de ombros e ele ergue as sobrancelhas.

- Olha o Izuku, o baixinho arrasa corações. - Rio com aquele comentário. Seu olhar havia ficado mais triste e fico confuso.

Ficamos conversando por um tempo até que ouço alguém chamar o nome de Shindo.

- Preciso ir, a galera 'tá' me chamando. Me dá o seu número. - Ele me dá o celular dele para discar o meu número e assim fiz. Ele me abraça pelo o que parecia ser a décima vez naquele dia.

- Até mais baixinho... - Ele sai, me deixando um tanto desnorteado, dou de ombros e me lembro que deixei Ochaco e Iida sozinhos. Saí em disparada rumo ao encontro deles.


—//—//—//—


- Ahhhh, cadê o Izuku?? - Ochaco era fofa fazendo bico, não resisto e a beijo, ela fica vermelha na mesma hora.

- Já faz 4 anos que namoramos e você ainda fica vermelha por um beijo? - Seu bico aumenta ainda mais e começo a rir.

Foi estranho o jeito que começamos a namorar, graças à um desafio que Ochaco teve que cumprir - que era fingir gostar de mim - eu agradeço até hoje por ela ter que cumprir aquele desafio.

Mas ainda tenho medo que ela me troque por outro, mesmo com ela me negando que jamais faria isso. Insegurança é horrível.

- Pensando em algum chifre que acha ter levado de novo? - A voz de Ochaco havia diminuído, quase se tornando um sussurro. Engulo em seco.

- Desculpa... - Eu não podia mentir, prometemos sempre contar a verdade um ao outro.

- Tenya, quantas vezes preciso repetir? Eu não irei jamais fazer isso com você! Já lhe provei o que sinto por você, o que mais queres que eu faça...? Eu te amo Iida... - Seus olhos já estavam começando a ficarem vermelhos, me senti mal de fazê-la chorar, ela não teve culpa das experiências que eu tive que passar.

E pensar que eu realmente achei que ela iria me trocar por outro.

Abracei-a fortemente. Eu a amei e sempre iria amar, droga Tenya, por que ainda desconfia das pessoas? Por que não consegue seguir em frente? Fazer sua própria namorada chorar é inaceitável.

- Me desculpe Ochaco... eu nunca mais vou desconfiar de você... eu prometo. - Senti meus olhos começarem a lacrimejar.

Ficamos ali por um tempo, apenas desfrutando a companhia um do outro em silêncio.

Até que somos interrompidos por um pigarro.

- Atrapalho algo? - Era Midoriya na nossa frente, ele parecia mais... alegre?

- Claro que não Izuku! - Ochaco tentava inutilmente secar os olhos. Midoriya estava quieto.

- Alguma coisa aconteceu na sua ida até o bebedouro? - O sorriso de Midoriya se alargou ainda mais. Ouço Uraraka soltar risinhos.

- Ele deve ter encontrado algum crush já...

Midoriya fica mais vermelho do que os seus sapatos.

- Eu apenas encontrei alguns amigos de escola, tá legal? - Aquilo não foi muito convincente, porém, foi o suficiente para calar a boca de Ochaco.

—//—//—//—

Ficamos conversando sobre nossa antiga vida escolar quando o sinal toca.

- Ahhhh, mas já? Poxa eu queria fofocar mais! - Sua expressão de incredulidade era tão engraçada que Midoriya cuspiu o suco que estava bebendo, arrancando mais risadas por minha parte.

- Agora temos aula com o professor Sekijiro. Ou Vlad King, é melhor irmos andando. - Dou um beijo em Uraraka e saio conversando com Midoriya até a nossa sala, percebo que ele está um tanto inquieto, mas resolvo não comentar nada. Ele parece ser meio inseguro em relação às pessoas, assim como eu.

Ele parece procurar por alguém. Vlad King entra na sala e sua matéria vira o foco principal. Mas não deixo de notar que Midoriya ainda permanece inquieto.

Resolvi deixar aquilo de lado e comecei a prestar atenção na aula.

—//—//—//—

Me despeço de Iida e Uraraka, havíamos trocado nossos números para conversamos mais, eles realmente eram boas pessoas.

Paro em uma sorveteria e compro uma casquinha de chocolate, minha favorita. Sorrio para a atendente que arregala os olhos ao me enxergar melhor.

- Izuku-kun? - Aqueles enormes olhos não me deixavam enganar.

- Tsuyu? Que bom te rever! - Asui foi da minha sala nos dois últimos anos do ensino médio, ela que foi a "cupido suprema" que juntou a mim e Kacchan.

- Como está você e Bakugou? - Me silencio por alguns segundos, um sorriso falso surge. Não queria dizer o quão desastrosa estava a minha vida.

- Estamos bem, e você, já trabalhando?

A esverdeada sorri e me sinto péssimo por ter mentido.

- Eu casei e estou grávida. - Arregalo meus olhos ao receber aquela notícia. Por pouco o sorvete não cai de minhas mãos.

- Espera um instante... - Paro para pensar com quais pretendentes Tsuyu poderia ter se casado, até que um nome vem à minha mente. - É o Tokoyami?

Ela acente, um sorrisinho tímido sai de seus lábios.

- Ah puxa, estou tão feliz por você Tsu! Quantos meses?

- 2 meses, descobri há pouco tempo. O bebê mal começou a se formar e Toko já é um baita pai coruja. - Rio com aquele comentário. Olho para o relógio e percebo que já estava ficando tarde.

- Eu queria colocar o papo em dia, mas hoje não dá. Qualquer dia desses eu venho apenas para conversar com você. - Beijo sua testa como eu fazia antigamente e me despeço. - Até logo Tsu!

- Até Izuku-kun!


—//—//—//—


Chego em casa e já sou recebido por insultos de meu pai.

- Você não agiu feito um idiota, não foi Shoto? E então, já é o queridinho de algum professor, desembucha Shoto!

- Enji! Deixe ele descansar, deve ter sido um dia cheio. - Lá estava minha mãe, Rei, sempre me socorrendo nas horas de aperto. Ignoro os pitis de meu pai e ando em direção ao meu quarto.

- E aí Shoto? Teve um bom dia de faculdade? Não ligue para o papai, ele é um idiota. - Touya - ou melhor dizendo, Dabi - sorriu para mim e me entregou uma maçã, como eu estava faminto, não recusei.

Como ela em instantes, fazendo meu irmão arregalar os olhos. Lhe entrego o que sobrou da maçã

- Depois conto tudo. - Ele concordou com a cabeça e saiu, meus irmãos eram tão amáveis, minha mãe era um doce, meu pai era o único que parecia querer destruir aquela família.

Ele possuía um título idiota de " 2° melhor chefe" de um escritório de Arquitetura. Ele odiava o primeiro lugar. Yagi Toshinori. Como minha irmã, Fuyumi, havia se formado em Biologia, Natsuo era contador e Dabi nem havia entrado em uma faculdade, cabia à mim superar o " 1° melhor chefe. "

Aquilo era um saco. Admito, sempre quis entrar para a faculdade de Arquitetura, mas meu pai fazia com que aquilo, que era bom e legal para mim, se tornar um pesadelo.

Eu já não aguentava mais isso. Me jogo na cama, completamente frustrado. Fico de olhos fechados por alguns segundos até que o garoto estranho do cabelo verde vem à minha mente.

Ele era bonito, mas o jeito que ele me encarava era estranho, parecia me analisar. Assim como todos os outros faziam ao perceberem meu cabelo metade branco, metade vermelho e a minha queimadura no olho.

O observei ir até o bebedouro e ele percebeu que eu estava lhe encarando, saí de lá o mais rápido possível antes que ele viesse pedir explicações à mim.

Pego meu celular, ela não me mandou mensagens. Iríamos nos encontrar hoje.

"Por que você não apareceu hoje?"

A mesma não estava on-line. Suspiro, ela era a única que eu conhecia daquela faculdade. Faltar justo no primeiro dia é mancada.

- Shoto, o jantar está na mesa! - Ouço a doce voz de minha mãe me chamar.

- Estou indo mãe! - Deixo minha mochila e celular de lado e vou comer, sinto o cheirinho de soba.

- Fiz seu prato favorito como comemoração de você ter ingressado à faculdade. - O sorriso dela parecia querer sair de seu rosto. Aquilo me deixava tão feliz.

Fuyumi e Natsuo estavam trabalhando, chegariam apenas mais tarde. Fiquei um pouco triste por não estarmos todos reunidos. Ultimamente quase nunca comíamos juntos.

- E então? O filho de Toshinori está em sua sala?

Encaro meu pai, confuso.

- Nem sabia que Yagi possuía um filho. - Minha mãe parecia mais confusa que eu.

- Ele esconde isso, os boatos que rondam o escritório é que ele está preparando o moleque para se tornar o próximo sucessor à presidência. Como se eu fosse deixar... - Sua mão enorme apertava com força o copo.

- Enji, querido! Não aperte o copo desse jeito! - O tom de voz de minha mãe aumentou, papai revirou os olhos e largou o bendito copo.

- Não sei pai, como ele é? - Dei de ombros enquanto comia a minha soba.

- Acho que já vi esse moleque andando pelos corredores do escritório, ele é meio baixinho, possui o cabelo verde, acho que os olhos também são verdes, ele não se parece nada com Toshinori. Disseram que ele é idêntico à Inko. Tanto na aparência quanto na personalidade. Acho que o nome dele é Izuku... Aytiku, algo do tipo.

Quase me engasgo com a soba, o menino que estava me encarando na sala era o mesmo menino, filho de Yagi Toshinori, rival de meu pai?!

- Aytiku? Que nome mais estranho. Acho que deve ser Izuku mesmo. - Dabi se intrometeu.

- Tanto faz, e então, ele é ou não da sua turma? - Ele me encarava com curiosidade. Algo me alertou para não dizer ao meu pai que sim, ou ele faria a vida daquele garoto um inferno também.

- Não sei, não reparei muito, não vi ninguém de cabelo verde na minha sala. - Como um monte de macarrão para não ter que dar mais explicações.

- Entendo, que bom que você estava prestando mais atenção na aula do que em coisas fúteis. - Minha mãe lançou um olhar bravo ao meu pai, que deu de ombros.

Aquele assunto se deu por encerrado e começamos a conversar sobre outras coisas.

—//—//—//—

Tomo mais um punhado de remédios, começo a pensar se necessito deles realmente, eu já estava aos poucos voltando ao normal.

Faço um pouco de macarrão ao som da minha playlist aleatória.

- Can't read my, can't read my, no he can't read my poker face...! - Ai, Lady Gaga sempre me animando com seus clássicos.

Meu celular vibra bem no meio do refrão e eu bufo, quem ousa atrapalhar a cantoria da minha diva?

Era uma mensagem, número desconhecido.

Tomado pela curiosidade, abri a mensagem.

A colher caiu de minhas mãos, causando um barulho estrondoso, eu não queria acreditar no que estava vendo.

Não, não é real.

Aos poucos a ficha começa a cair e percebo o que já estava estampado bem na minha frente há séculos e eu era idiota demais para aceitar.

Kacchan nunca foi feliz comigo. Ele nunca me amou de verdade.

Sinto as malditas lágrimas descerem pela minha bochecha. Ali estava uma foto dele beijando Kirishima bem na boca. Eles pareciam muito felizes.

Meu namorado e ex melhor amigo, me apunhalando pelas costas.

Corro em direção ao banheiro para procurar minhas pílulas. E pensar que eu queria jogá-las fora. Pego todas as pílulas restantes e engulo, uma a uma, a seco.

Eu não conseguia mais voltar a ser o mesmo e aquela havia sido a gota d'água.

As coisas nunca mais iriam ser as mesmas.


Notas Finais


Até o próximo capítulo! ^^ 💞💞


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...