História Hard Decision - Season 02 - Capítulo 14


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Categorias Jesse McCartney, One Direction, The Wanted
Tags Harvard, One Direction, The Wanted
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Palavras 5.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tive que dividir em duas partes porque estava muito grande.
Não sei se estou atropelando um pouco os acontecimentos para poder manter a história em um ritmo mais fluido, mas tenho tentado ponderar isso.
Se alguém estiver por aqui me diga se está achando muito estonteante ou se está tranquilo de acompanhar.

Capítulo 14 - The Spring Break - Parte I


A claridade da manhã daquele sábado de primavera agrediu Louis quando o rapaz abriu os olhos e encarou o dormitório vazio. A persiana da janela estava aberta e o verde do gramado do campus parecia tão intenso sob o sol da manhã que lembrou a Louis os olhos de Tanner antes que pudesse evitar. Apesar do clima convidativo lá fora, o campus parecia assombrosamente vazio e Louis sabia que no dia seguinte seria um dos poucos que ainda estaria em Harvard.

                Dirigiu-se ao banheiro coletivo do andar, que também estava vazio e silencioso. O prédio inteiro parecia anormalmente quieto em contrate ao tumulto da noite anterior. Louis quase agradeceu a solidão enquanto lavava seu rosto até reconhecer o brilho verdejante e o acobreado dos cabelos de Tanner no reflexo a sua frente quando o rapaz entrou no aposento. As sardas se espalhavam em seu rosto como flores da primavera e Louis molhou outra vez o próprio rosto como uma desculpa para fechar os olhos.

                - Parece que somos os únicos que não temos para onde voltar nessa época, né? – o timbre agudo da voz do rapaz chegou aos ouvidos de Louis ainda mais claro por causa dos olhos fechados e da acústica do banheiro.

                - Eu tenho para onde voltar – Louis respondeu apenas. – Só não tenho como voltar.

                - Ouch... Essa doeu – o rapaz abriu um sorriso de lado. – Tudo bem, eu sei que eu mereço, mas... Talvez você pudesse me dar uma trégua e ao menos falar comigo já que vamos passar duas semanas praticamente sozinhos nesse alojamento.

                - Zayn já foi embora? – Louis perguntou sem mencionar a proposta.

                - Ele está arrumando as malas agora...

                Antes que Tanner dissesse mais alguma coisa, Louis saiu do banheiro e se dirigiu ao antigo dormitório, batendo na porta antes de abrir e se deparar com o colega moreno separando cuidadosamente seus pertences.

                - Você precisa de ajuda? – Louis perguntou entrando. – Que horas é o seu voo?

                - 11:30... Ainda falta uma hora e meia – Zayn suspirou. – Está tudo sob controle.

                - Alguma notícia do Harry?

                - Nem uma palavra... Eu só... Queria poder ajudar de alguma forma... Ele deve estar tão perdido! Tenho medo de que eles não consigam continuar em Harvard com o bebê...

                - Eles vão ter o apoio da família, Zayn, não se preocupe... Eu acho que nenhum dos dois jogaria fora essa oportunidade. O bebê vai ser um motivo a mais para que eles queiram se formar.

                - É, eu espero que sim... Nós... Podemos ajuda-los com as matérias e tudo o mais...

                - Claro – Louis sorriu para o amigo.

                Eles foram interrompidos por batidas na porta antes de Tanner entrar e Zayn trocar um olhar atento com Louis.

                - Vamos procurar algum lugar para tomar um café – o moreno disse. – Estou faminto.

                - Eu... Posso ir com vocês? – Tanner perguntou.

                - Não – Zayn respondeu secamente poupando Louis da resposta.

                Os dois seguiram para o corredor onde avistaram Niall e Liam, ambos com bagagens.

                - Que bom que vocês ainda estão aqui! – Niall sorriu para os amigos.

                - Vamos para o aeroporto juntos? – Liam perguntou.

                - Meu voo é só 11:30 – Zayn respondeu. – Estávamos indo tomar café.

                - Vamos no mesmo voo! Eba! – Niall comemorou. – Eu escolhi um com conexão em Londres para poder voltar com o Liam.

                - Na verdade eu tinha comprado na primeira classe, mas... Posso tentar mudar pra ficar junto com vocês – o moreno disse, sem jeito. – É muito desconfortável a classe econômica?

                - É... Aconchegante, podemos dizer assim – Liam riu. – Mas vai ser ótimo se conseguir ficar com a gente. Qual o seu assento, Louis?

                - Eu vou ficar em Harvard para o Spring Break – Louis lamentou. – Mas aceito companhia para o café da manhã.

                - Eu podia ter comprado uma passagem para você, Louis – Zayn pareceu chateado. – Nem lembrei disso... Se você quiser arrumar tudo ainda dá tempo e com certeza tem vaga na primeira classe, podemos ir juntos. Niall e Liam vão entender.

                - Você enlouqueceu? – Louis questionou o amigo. – Uma passagem na primeira classe deve custar uns 20 mil dólares!

                - Só a ida – Niall confirmou.

                - Você quer ir pra casa ou não? – Zayn perguntou a ele sorrindo com um ar convencido. – A não ser que prefira ficar sozinho aqui com o Tanner...

                Louis quase chorou de alegria e gratidão ao colega e eles correram de volta para o dormitório de Harry e Louis, ajudando o amigo a fazer as malas.

                - O Harry não levou muita coisa – Niall observou, pegando uma cueca cinza no chão e cheirando. – Se ele não lavar essas cuecas ele vai acabar ficando sem cueca limpa pra usar quando voltar.

                - Acho que esse é o menor dos problemas dele agora, Niall – Liam revirou os olhos.

                - Não tem mais lugares na classe econômica – Zayn suspirou com o celular em mãos. – Mas ainda tem quatro lugares na executiva... Posso comprar e assim voltamos todos juntos?

                Os três olharam espantados para o colega que encarou aquilo como um sim, comprando as passagens.

                - Esse neném vai ter muita sorte se for seu afilhado – Liam comentou quando eles entraram em um Uber a caminho do aeroporto de Boston.

                Pararam na primeira cafeteria do aeroporto, onde reconheceram Nathan e Alexander em uma mesa. O loiro canadense parecia consolar o outro, que chorava copiosamente.

                - O que houve, Nate? – Niall perguntou ao menino.

                - Ele terminou com o Tom – Alexander respondeu pelo amigo que só conseguia soluçar.

                - O QUÊ?! Como assim?! Vocês eram o último casal sobrevivente! – o irlandês parecia confuso e agitado quando os quatro tomaram lugares ao redor da mesa circular. – Vocês eram tipo, inseparáveis, perfeitos... Nunca brigavam....

                - Você não gosta mais do Tom? – Liam perguntou ao menino, que negou com a cabeça enquanto chorava ainda mais.

                - Não é isso – novamente foi Alexander que teve que explicar. – Tom tinha chamado Nate para passar o spring break com ele e os outros veteranos na casa do Max em Ibiza, mas ontem na festa ele desconvidou porque os colegas queriam que fosse algo só entre eles agora que mais nenhum deles está namorando.

                - E você terminou com ele só por isso? – Zayn deixou todos surpresos com seu tom indignado. – Você faz ideia das dificuldades que tivemos que enfrentar e passar com nossos términos? E você termina por causa de uma viagem que ele quer fazer só com os amigos?! Nathan, isso é muito infantil!

                - Eu sei – o menino conseguiu falar no meio do choro. – Por que acha que eu estou chorando? Eu já me arrependi! Não quero perder o Tom também...

                - Calma, Nate – Louis tentou consolar o amigo. – Quando ele voltar vocês podem conversar e...

                - Pode ser tarde demais – Nathan interrompeu. – Os outros podem fazer a cabeça dele agora que estão solteiros para que ele fique solteiro também... E fora que agora que terminamos ele vai ficar com outras pessoas lá na Espanha... E se ele se apaixonar por algum espanhol?!

                Zayn revirou os olhos e suspirou, pegando seu celular. Tinha recebido uma mensagem da sua irmã dizendo que estava ansiosa por sua chegada acompanhada de uma foto tirada com seus pais em alguma festa. A menina tinha dito que era o noivado do dono do banco em que seu pai tinha se tornado acionista. Zayn reconheceu Max na foto ao lado de um homem que deveria ser seu pai e uma bela e jovem mulher de cabelo acobreado.

                - Liam – Zayn chamou, tenso. – Era essa a mulher que você tinha falado?

                O moreno percebeu pela palidez e surpresa no rosto do amigo que sim.

                - Eu sabia que ela estava por trás disso! – Liam parecia consternado.

                - Pessoal, a gente podia ir atrás deles em Ibiza – Niall sugeriu. – Talvez a primavera nos ajude a reconquistar nossos amores.

                - Niall, não diga bobagens – Louis repreendeu o menino. – Eu não tenho um dólar na minha carteira.

                - Mas a gente precisa salvar o Max dessa roubada! E se essa mulher for perigosa? Todos eles podem estar correndo risco – o irlandês insistiu. – Podemos fazer uma vaquinha...

                - Eu topo – Nathan enxugou as lágrimas, parecendo determinado. – Nem que eu pegue dinheiro do meu fundo de Harvard.

                Louis olhou para Zayn e Liam esperando que um deles afastasse de uma vez aquela ideia absurda, mas os dois permaneceram em um silêncio surpreendente de reflexão.

                - Taytay me mandou uma foto da igreja onde vai ser o casamento amanhã – Alexander quebrou o silêncio, mostrando o celular aos amigos. – Pena que não posso ir... Aposto que vai ser uma cerimônia linda!

                Zayn observou a imagem da igreja na conta do Instagram do loiro sob a legenda “24 horas para o grande dia” com a marcação do local exato em Roma onde seria a cerimônia. Uma ideia maluca passou pela cabeça de Zayn antes que ele pudesse evitar ao mesmo tempo que as borboletas de nervosismo em seu estômago.

                - Pela primeira vez eu vou concordar com uma ideia maluca do Niall – ele disse para os ouvidos surpresos do grupo à sua frente. – Mas vamos passar primeiro em Roma!

                O grupo então acompanhou Alexander até o portão de embarque para o Canadá e procurou o guichê da companhia aérea para tentar trocar a passagem de Nathan para a mesma classe deles. Felizmente eles conseguiram o último assento disponível e embarcaram juntos na classe executiva empolgados com a aventura. Zayn explicou que queria passar primeiro na Igreja onde seria o casamento de Harry para dar apoio ao amigo e todos concordaram.

                Chegariam a Londres no final da tarde daquele dia e teriam que esperar até as oito da noite para o vôo com destino à capital italiana. Zayn comprou as passagens pela internet e reservou uma diária em dois quartos de hotel para o grupo, pois chegariam em Roma quase à meia noite.

                - Seu pai não controla seu cartão de crédito? – Niall perguntou ao amigo quando o moreno finalmente guardou o celular no bolso.

                - É uma das poucas coisas que ele não controla na minha vida... Além disso, eu nunca fui de gastar tanto quanto minha irmã e minha mãe com roupas, sapatos, bolsas, jóias... Mesmo depois dessas férias, aposto que minha fatura ainda vai ser a menor lá de casa.

                - Seu pai trabalha com o quê afinal? – Nathan perguntou.

                - Ele tem muitos negócios na verdade, mas o principal é uma refinaria de petróleo eu acho... Claro que ele tem outros sócios.

                - Mas então você é milionário? – Liam questionou.

                - Meu pai é considerado bilionário... Mas eu não tenho nada ainda...

                - Uau... Você não parece ricaço – Niall se surpreendeu. – Você sempre andou de ônibus com a gente e não tem um carrão importado, jóias e relógios de ouro...

                - Eu sou rico, não cantor de rap – Zayn brincou e os outros riram. – Na verdade eu prefiro não causar alarde sobre a minha condição do que ter que andar com seguranças, carro blindado e essas coisas...

                Os amigos desembarcaram no aeroporto de Londres, onde jantaram e organizaram melhor o plano das férias.

                - Taylor disse ao Alexander que o casamento vai ser às 09:00 – o tom empolgado de Zayn demonstrava o quanto ele adorava planejamentos. – Tem um vôo de Roma para Ibiza às 14:30 que podemos pegar após a cerimônia. O problema é que os hotéis decentes em Ibiza estão quase todos lotados... E pelo que eu sei a região onde ficam as mansões não tem hotéis. Alguém sabe onde exatamente é a casa do Max?

                Zayn olhou para Liam, que apenas negou com a cabeça.

                - Meu plano A seria alugar uma casa por temporada o mais perto possível na casa de Max – o moreno continuou. – Por ser um local muito caro não é tão acessível para a grande massa de turistas que está lotando os hotéis. Minha esperança é que algum ricaço que tenha casa lá já esteja enjoado de passar as férias e esteja interessado em uma proposta, mas para isso a gente precisaria ter o endereço certinho do Max para saber onde alugar.

                - Podemos simplesmente aparecer lá com nossas malas e dizer que não temos onde ficar... Eles não nos deixariam na rua – Niall sugeriu.

                - Prefiro tentar o plano A primeiro – Louis opinou.

                - Eu prefiro ficar na rua do que ter que depender do Max de novo – Liam falou.

                - Eu acho que tenho uma solução – Nathan surpreendeu os amigos. – Talvez eu tenha instalado um localizador no celular do Tom... Só por precaução.

                Os outros olharam estarrecidos para o amigo, que apenas encolheu os ombros e tentou forçar uma expressão inocente. Logo eles embarcaram no vôo com destino a Roma, que seguiu silencioso devido ao cansaço coletivo. O grupo chegou ao hotel quase dormindo e se dividiram nos quartos ficando Louis e Zayn juntos e os demais no outro quarto. Louis tentou acalmar Zayn ao notar que o amigo estava ansioso, mas também não conseguiu adormecer tão facilmente.

                Em outro ponto da cidade, Harry mantinha os olhos bem abertos para a escuridão daquela noite. Sua mãe e sua irmã dormiam tranquilamente nas camas de madeira que ocupavam as laterais do quarto cedido pelo tio-avô de Taylor em seu apartamento funcional. O céu de Roma parecia absolutamente diferente acima dele naquele momento do que estivera no último inverno com Jay. Um suspiro pesado tentou afastar a lembrança alegre da última viagem com o namorado e Harry se sobressaltou ao ouvir a voz de sua irmã.

                - Você não parece feliz... – Gemma o encarou com olhos atentos.

                - Eu vou ficar bem... – Harry respondeu depois de algum tempo. – Só preciso de um tempo.

                - Exato. Você precisa de um tempo para pensar melhor... Esse casamento foi tão repentino – a menina parecia aflita. – Claramente não é o que você queria. Eu sei que vocês não escolheram esse bebê, mas estão escolhendo se casar... Essa escolha não deveria ter sido feita sem pensar.

                - Estou fazendo isso pela Taylor e pelo bebê – Harry explicou. – Não seria justo com ela de outra forma e talvez isso implicasse na decisão dela sobre manter ou não o bebê... Eu faço parte disso agora. Eu não tenho escolha...

                Ele tentou tranquilizar a irmã, que apenas o abraçou, compreensiva.

                - Você é um bom menino, Harry – Gemma ficou na ponta dos pés e deu um beijo na bochecha do irmão. – Você sabe que eu defenderia qualquer mulher, mas não acho que esse casamento de mentira é uma boa saída.

                - Taylor quis assim... Eu só estou respeitando a vontade dela...

                No dia seguinte, a mãe e a irmã de Harry o ajudaram a se arrumar para a cerimônia, evitando expor suas opiniões pessoais e tentando apoiar o rapaz naquele momento. Eles foram para a pequena igreja escolhida para a cerimônia acompanhados do bispo, que parecia desconfiar um pouco daquela situação e não conteve seus olhares de reprovação ao cabelo comprido de Harry, mesmo que estivessem agora presos e mais alinhados que de costume. Ao menos as tatuagens de Harry não eram visíveis com o terno e não foram mais um motivo de estranheza para a família de Taylor.

                A construção medieval estava decorada com flores brancas e quase vazia. A família de Taylor estava tentando não chamar muita atenção para a cerimônia, provavelmente já desconfiados do real motivo daquele casamento às pressas, embora fingissem não saber de nada. A mãe de Taylor chegou um tempo depois, organizando o resto dos detalhes da cerimônia e Harry voltou ao seu estado de mero espectador dos acontecimentos à sua volta.

                - Taylor já está chegando com o pai – a mãe de Taylor surgiu do lado de fora da igreja onde Harry, sua mãe e sua irmã aguardavam ser chamado. – Oh, céus! Agora que eu notei que você não tem um padrinho!

                - É... Eu... Não entendia muito bem dessas coisas – Harry respondeu. – Só chamei minha família mesmo.

                - Precisamos de um padrinho para você! – a mulher parecia aflita, mas Harry permanecia absolutamente indiferente. – Você não pode subir no altar apenas com uma madrinha!

                - Eu sou o padrinho dele!

                Harry acordou de seu estado de transe rapidamente ao ouvir a voz de Zayn e levou alguns segundos para ter certeza de que não estava sonhando quando viu o moreno vestido em um terno elegante, acompanhado de Louis, Niall, Liam e Nathan na calçada à sua frente.

                - Como vocês...? – Harry abriu o primeiro sorriso dos últimos dias.

                - Perfeito! – a mãe de Taylor interrompeu o choque do futuro genro quando ouviu as primeiras notas do órgão e o som do coro de dentro da igreja. – Vocês precisam entrar agora! Os demais, peguem um lugar na igreja em qualquer fileira. Vão!

                A cerimônia ocorreu normalmente apesar de um clima quase funesto entre as pessoas no local. Taylor estava linda ao entrar na igreja com o vestido branco de renda e não era possível notar seu estado de gravidez. A menina pareceu surpresa ao notar os colegas de Harvard na igreja, mas não teve tempo para explicações. O “sim” de Harry na pergunta cabal foi quase inaudível, mas o bispo emitiu um sonoro “eu vos declaro marido e mulher” assim mesmo ao final da celebração.

                Quando o grupo conseguiu se reunir brevemente enquanto Taylor tirava fotos com a família, Zayn explicou para Harry o motivo de eles estarem todos ali e notou que o amigo pareceu triste ao pensar em Jay.

                - Ele me mandou uma mensagem dizendo que sabia de tudo e entendia – Harry contou aos amigos. – Eu só... Queria poder falar com ele pessoalmente agora e fazer a coisa certa.

                - Por que não vem com a gente? – Niall perguntou.

                - Eu... Não sei se deveria...

                - Vocês estavam pensando em passar a lua de mel aonde? – Nathan quis saber.

                - Madrid – Taylor se uniu ao grupo, respondendo à pergunta do amigo e parecendo pegar Harry de surpresa. – Eu precisava pensar em algum lugar e como é perto daqui pareceu uma boa opção – ela sussurrou.

                - Você se importaria se o seu marido fizesse um pequeno desvio e fosse para Ibiza com a gente? – Niall se adiantou e perguntou à menina antes que alguém o impedisse.

                - Precisamos entrar no mesmo carro agora, mas no aeroporto a gente despista eles e vocês seguem para Ibiza e eu para Madrid – a loira respondeu, piscando para o grupo e puxando Harry pelas mãos para mais fotos antes de embarcarem em um carro antigo com os dizerem “recém casados” no vidro de trás.

(... ...)

                O sol despontava na metade do céu azul de Ibiza quando Max acordou na enorme cama da suíte principal da mansão e abriu as cortinas que mantinham o aposento sombreado, saindo para sacada onde havia uma mesa de café da manhã e sofás de vime com almofadas brancas. O mar cristalino e quase privativo à sua frente parecia convidativo, mas o veterano reconheceu Jay sentado sozinho na areia, observando as ondas quebrando na areia e nas pedras.

                Max voltou ao interior da casa, que parecia silencioso, indicando que os outros amigos ainda estavam dormindo. Como eram apenas sete, só Kumar e Siva estavam dividindo quartos já que a mansão tinha seis suítes na planta principal fora um aposento externo que servia aos serviçais que eventualmente eram contratados por ocasião de algum evento maior. Max atravessou o andar térreo em direção ao pátio dos fundos onde havia uma enorme piscina com borda infinita dando a impressão que transbordava para o mar abaixo.

                O rapaz desceu as escadarias de pedra até o nível do mar sentindo a brisa agradável sob o calor do sol de primavera. Jay não notou sua presença até ele sentar ao seu lado.

                - Só veio admirar a paisagem ou está pensando em um pirralho cabeludo e ingrato com olhos da cor dessa água? – Max sorriu para o amigo, afagando suas costas.

                - Ambos... – Jay suspirou. – Esse último semestre foi tão intenso e sobrecarregado... Ver esse horizonte enorme me traz alguma paz. É uma sorte ter essa viagem e vocês... Acho que eu estaria bem pior em Harvard sozinho agora...

                - Esse semestre foi muito duro pra gente... Temos que tentar esquecer um pouco essas coisas e aproveitar nosso último spring break. Os calouros não merecem nossa preocupação. O mais importante é que temos uns aos outros.

                - Eu sei, eu só... Fico triste também por ser nossas últimas férias. Em três meses acaba nossa convivência em Harvard e cada um vai seguir a vida... É difícil não ter mais o Harry, mas vai ser mais difícil não ter vocês.

                - Você vai sempre ter a mim – Max abraçou o amigo. – Do que você está falando?

                - Eu sei que posso contar com vocês, mas... É triste encerrar esse ciclo e assustador pensar no que virá pela frente.

                - Não vamos pensar nisso até junho e não é o fim da nossa amizade... Temos esse mar lindo, esse sol, esse céu e eu estou louco pra colocar essa beleza de iate pra correr!

                O amigo indicou a enorme embarcação de quase 200 pés e três andares ancorada em um deck que se ligava ao pavimento superior da casa, ondulando com as águas e refletindo o sol ao longo de seu casco branco onde se lia “Majesty 175”.

                - Vamos acordar os outros e subir a bordo então – Jay levantou animado.

                Logo o grupo estava embarcando para passar o dia em alto mar. Max havia ligado para uma companhia local e pedido uma equipe especializada para conduzir a embarcação. Um grupo de quatro homens vestidos de marinheiros chegou ao local, parecendo surpresos com a mansão e o enorme iate. Até mesmo Max ficou admirado ao adentrar a embarcação luxuosa, que tinha sete cabines para convidados, além da cabine principal e capacidade para acomodar pelo menos 16 passageiros confortavelmente.

                - Isso é insano! – Jesse arregalou os olhos para o interior ricamente decorado da sala com três ambientes que contava com um bar ao fundo.

                - É maior do que eu pensava – Max sorria como uma criança. – Nunca pensei que meu pai me daria um presente tão incrível!

                - Só com esse patrimônio você nem precisaria mais trabalhar na sua vida inteira – Kumar salientou. - Isso deve ter custado mais de um milhão de dólares!

                - Pelo menos 32 deles – o aluno de Harvard brincou. – Nosso iate anterior não chegava à metade dessa tamanho e custou uns 16 milhões eu acho...

                - Como vocês lidam com essas cifras? – Jay brincou com os amigos. – Vocês falam como se fosse a coisa mais normal do mundo... Nem se custasse em milhares eu poderia comprar algo assim, que dirá em milhões!

                - Mas eu falei em dólares, não em euros – Max tentou argumentar, mas recebeu uma zombaria coletiva.

                - Ah, claro, em dólar tudo bem... É uma pechincha – Tom também brincou. – Vou querer um de cada cor.

                - O avião do Jesse deve ter custado o dobro e vocês não falaram nada! – Max acusou o loiro.

                - Mas você tem um avião e um iate – Siva ponderou.

                - O Jesse também!

                - O meu iate parece uma lancha perto desse – o loiro se defendeu.

                - Eu me sinto realmente pobre perto de vocês – Alex brincou indo direto ao bar e procurando algo para beber.

                - Imagine eu... – Kumar se uniu ao colega.

                - Senhor, qual o destino? – um dos rapazes de uniforme perguntou a Max em espanhol.

                - Vamos para a Sant Josep e depois Sant Vicent.

                Max logo encontrou o sistema de som e o grupo seguiu mar adentro ao som de uma música animada e bebendo sem se importarem com o fato de ainda estar de manhã. Na proa da embarcação havia um deck com uma piscina e logo eles estavam apenas de bermuda se refrescando sob o sol acolhedor da Espanha e chamando atenção de todas as outras embarcações menores quando se aproximavam das praias.

                - Eu devia me envergonhar, mas confesso que estou curtindo parecer milionário – Tom admitiu quando eles atracaram perto da praia de Sant Vicent no início da tarde.

                - Isso parece um sonho ou o paraíso – Kumar endossou. – Tem certeza de que não caímos naquele avião e estamos todos mortos?

                Siva jogou água da piscina em cima do irmão que estava pegando sol deitado no deck.

                - Você está bem vivo! – ele brincou.

                - Vamos pular no mar? – Kumar desafiou os outros, se aproximando da beira do iate e ignorando os avisos de Siva para que tomasse cuidado.

                Logo Jay, Alex e Max se uniram ao rapaz, mergulhando nas águas cristalinas e tentando acrobacias e saltos exibidos. Jesse trocou um olhar de reprovação com Siva e Tom, tomando mais um gole de sua limonada com ciroc e voltando a deitar na espreguiçadeira ao calor do sol, protegido pelos óculos de grife. Notou que a tripulação os observava da cabine de comando e se sentiu levemente desconfortável.

                - Como você vai fazer para conseguir os créditos que faltam para se formar agora Jesse? – Siva saiu da piscina e se deitou ao lado do amigo. – Sem querer ser estraga prazeres...

                - Eu não sei... Posso tentar o coral.

                Siva deu uma risada e Tom se aproximou dos dois, falando baixinho.

                - Vocês também estão achando esses marinheiros meios esquisitos? – ele perguntou aos amigos. – Eles ficam nos olhando de um jeito estranho...

                - Pensei a mesma coisa – Jesse refletiu. – Será que são gays?

                - Será que são de confiança? – Siva questionou.

                Naquele momento um dos homens se aproximou da sacada do andar de cima e se dirigiu a eles.

                - Estão precisando de alguma coisa? – o inglês com sotaque não tinha um tom acolhedor.

                - Não, obrigado – Jesse respondeu.

                - Gracias – Tom arriscou um espanhol, mas notou que o homem fechou a cara para ele antes de desaparecer novamente.

                - Ei, as três mocinhas não vão entrar na água? – Alex gritou lá de baixo para os amigos.

                - Vem Seev – eles ouviram a voz de kumar. – A água está ótima!

                Os três então se uniram aos amigos no mar tranquilo e límpido, deixando de lado suas preocupações. Quando todos estavam famintos Siva preparou uma paella de frutos do mar deliciosa com os ingredientes que haviam na cozinha do iate, pedindo a Max que oferecesse aos tripulantes, que aceitaram agradecidos e elogiaram o prato do moreno. Quando eles retornaram a cabine e[U1]  o grupo se espalhou pelo sofá da sala de estar Jesse externou seu estranhamento.

                - Pra quê quatro deles? – ele perguntou a Max. – Dois seriam o suficiente, não?

                - Eles disseram que mandariam mais dois pelo mesmo preço quando eu liguei... Deve ter sido pelo tamanho da embarcação ou algo assim...

                - Mas você já conhecia essa empresa? – Siva ponderou.

                - Não... O iate antigo era menor e eu mesmo pilotava às vezes.

                - Onde você ficou sabendo deles? – Tom questionou.

                - Na internet, por quê?

                A resposta dele deixou os outros três preocupados.

                - Mas você checou as informações? – Jesse parecia apavorado. – Podemos estar em perigo agora!

                - Calma, gente – Max tranquilizou os amigos. – O site parecia seguro... Quem vai tentar roubar um iria tentar roubar um iate desse tamanho? Além do mais, ele é rastreado e tem seguro.

                - O iate pode estar a salvo, mas nós não – Jesse continuou em pânico. – E se eles decidirem nos matar? Nem sabemos se estão armados!

                - Por que eles iriam nos matar, Jesse? – Max fez pouco caso.

                - Não sei... Eles não parecem muito simpáticos ou amigáveis – o loiro não se acalmou. – Sua casa é protegida por alguma empresa de segurança local?

                - Claro, Jesse, relaxa... Estamos seguros aqui... Sempre viemos à Ibiza e o mais grave que nos aconteceu foi quando o Alex e eu fomos presos por atentado ao pudor porque ficamos pelados na rua.

                - Esse dia foi épico – Alex riu.

                - Épica foi a fiança que vocês tiveram que pagar – Tom lembrou.

                - Você só pensa em números, Tomzito – Alex bagunçou os cabelos do amigo.

                Os colegas de Harvard acabaram desviando o clima tenso para voltarem a beber e conversar alegremente durante o resto da tarde, escolhendo a festa que iriam naquela noite.

(... ...)

                Quando chegaram em Ibiza, os calouros de Harvard se surpreenderam com o clima ensolarado e a beleza do céu e do mar da primavera. Com exceção de Zayn, todos os outros estavam ali pela primeira vez.

                - Alguém fala espanhol? – Harry perguntou aos amigos quando saíram do aeroporto, buscando um meio de transporte.

                - Eu aprendi algumas coisas com o Max no Brasil – Liam falou.

                - Eles não falam espanhol no Brasil – Louis corrigiu o amigo.

                - Não? – Nathan pareceu surpreso.

                - É o mais perto de espanhol que nós teremos – Zayn defendeu Liam.

                O mais corpulento dos garotos então se dirigiu a um homem com uniforme de policial e tentou pedir algumas informações.

                - Ele disse que podemos alugar um carro aqui no aeroporto mesmo – ele voltou ao grupo com um ar de quem salvou o dia.

                - Claro! Como eu não pensei nisso antes? – Zayn balançou a cabeça enquanto o grupo retornava ao aeroporto. – Sua habilitação está em dia, Liam?

                - Perfeitamente.

                - Você perguntou onde ficava a locadora de veículos?

                - Hum... Esqueci de perguntar – Liam fez cara de criança levada. – Mas você já veio aqui. Não se lembra de nada?

                - Eu estive em Ibiza, mas não no aeroporto – o moreno explicou. – A gente estava fazendo um cruzeiro pelo mediterrâneo e passamos por aqui.

                Com essa informação, o grupo não se surpreendeu quando Zayn pediu um carro quase do tamanho de uma caminhonete na locadora alegando que precisavam de um carro em que todos eles coubessem. De fato, os seis garotos couberam perfeitamente no Hummer preto que chamava atenção pelas ruas estreitas da província espanhola enquanto Liam os guiava parecendo uma criança com um brinquedo novo depois que eles passaram no caixa automático onde Zayn sacou algumas centenas de euros e distribuiu entre eles para emergências.

                Eles avançaram por uma estrada que saía do centro em direção à praia, seguindo o sinal que vinha do celular de Tom. Chegaram até uma praia onde não havia nenhuma casa, apenas hotéis.

                - Tem certeza de que isso está certo? – Zayn perguntou ao amigo.

                - Parece estar vindo do meio do mar – Louis observou o ponto no mapa que indicava a localização de Tom.

                Eles saíram do carro sob o olhar curioso das pessoas e olhou para água, onde viram um iate enorme entre outras embarcações menores. Daquela distância, o grupo não conseguia identificar nada além de silhuetas.

                - Eu tenho algo que vai ajudar – Harry falou, pegando algo em sua mochila no carro.

                O rapaz retornou com uma câmera profissional que apontou em direção aos barcos, usando o zoom para aproximar sua visão.

                - São eles – Harry informou aos amigos, mostrando a foto que havia tirado onde Jesse, Tom e Siva pegavam sol sem camisa no deck da enorme embarcação.

                - Eu não sabia que o Tom era tão gostoso – Niall comentou, recebendo um tapa de Nathan no braço. – Ai! Com todo respeito, Nate, é claro.

                - O que vamos fazer? – Liam perguntou, fechando a cara. – Nadar até lá?

                - Não, vou colocar o endereço da casa que eu aluguei no mapa – Zayn explicou. – Eu lembro que era bem perto de onde o sinal estava ontem.

                Os seis retornaram ao Hummer e contornaram a ilha em direção a um bairro formado por colinas rochosas com casas luxuosas espalhadas. Pararam diante da garagem de uma casa com uma arquitetura moderna em concreto e vidraças.

                - O proprietário me deu o código de acesso – Zayn explicou aos amigos, abrindo a vidraça e digitando os números no painel digital preso ao muro de pedra.

                Eles podiam ouvir o barulho do mar quebrando em algum lugar abaixo da estrada e o vento marítimo se espalhou pelo veículo enquanto entravam no pátio de pedra cercado de jardins bem cuidados.

                - O cara te deu a senha de segurança da casa dele assim sem nem olhar na sua cara? – Louis perguntou quando eles desceram do carro.

                - Ele tem meu cartão de crédito – Zayn esclareceu.

                - Uau, olha essa vista! – Liam exclamou quando eles seguiram a garagem até os fundos da casa onde havia uma piscina enorme e um deck de pedra com vista para o mar abaixo deles, cujo acesso era possível por uma escada de madeira pesada.

                - Só eu que acho essas casas vulneráveis demais? – Louis estranhou. – Se alguém vier pela praia poderia facilmente invadi-las.

                - Pelo que eu entendi no mapa o acesso a essa praia só é possível pelas casas daqui mesmo – Zayn refletiu. – E o único acesso de carro passa pela guarita que a gente passou lá embaixo.

                - Que sequer pediu nossos documentos quando passamos – Louis lembrou.

                - O cara viu um Hummer e a meu rosto inocente ao volante – Liam ironizou. – Foi o bastante para ele.

                - Aqui é um condomínio só de ricaços – Nathan opinou. – Você viu as casas ao redor? É uma vizinhança que transmite segurança.

                - A não ser que alguém chegue de barco e invada sua casa pelos funos – Louis não se deu por vencido.

                - E como fugiriam depois? – Zayn usou seu tom usual de sabe-tudo. – Pela costa do mar mais requisitado e vigiado do planeta?

                - Podemos entrar e ver se tem comida? – Niall reclamou. – A gente não almoçou ainda e eu estou faminto!

                Os amigos não haviam comido nada desde o café da manhã no hotel em Roma antes do casamento de Harry e já eram quase 16:00 de maneira que todos concordaram com a sugestão de Niall, entrando na casa pelas portas de correr de vidro que separavam o quintal da enorme sala de estar em conceito aberto e minimalista de onde podiam ver a cozinha em tons de cinza e uma escada de madeira que levava aos andares superiores. Não tiveram tempo de chegar até a cozinha quando viram um homem completamente nu descendo as escadas.

                Levou um instante para que ele notasse que não estava sozinho e levantasse os braços em sinal de rendimento, expondo o membro comprido e moreno cercado de grossos pelos bem aparados e negros como seu cabelo. Os olhos avelã olhavam assustados para o grupo e a barba por fazer somada ao corpo definido o tornava extremamente sensual.

                - Levem o que quiserem – o homem falou em espanhol. – Não me machuquem, por favor.

                - Fique calmo – Zayn tentou recobrar a consciência. – Não vamos te machucar. Você fala inglês?

                - Sim – o homem continuou com os braços para o alto, seu olhar percorrendo cada um rapidamente como se avaliasse seu risco. – O que vocês querem?

                - Hum... Desculpe, Sr. Iglesias? – Zayn perguntou.

                - Sim – o homem confirmou novamente.

                - Eu sou Zayn Malik, fiz uma reserva da casa para hoje no Airbnb...  

                - Ufa – o rapaz pareceu aliviado e tentou inutilmente combrir o membro com as mãos. – Pensei que estava sendo assaltado. Peço desculpas, eu não sabia que meu pai tinha alugado a casa. Na verdade, eu não deveria estar aqui na primavera. Ele provavelmente pensou que eu estaria na Grécia com minha esposa e as crianças, mas a gente brigou e eu... Bem, acho melhor eu colocar uma roupa primeiro e explicar depois. Desculpa outra vez.

                O homem se virou para subir as escadas, revelando sua bunda musculosa e deixando Liam e Harry excitados.

                - Sr. Iglesias – Niall chamou. – Não sei se falei certo... hum... Será que podemos comer alguma coisa? Estamos famintos!

                - Claro, podem comer o que vocês quiserem - o homem respondeu antes de subir depressa as escadas e sumir de vista.

                - Eu não teria dito isso ao Niall – Louis brincou.

 


Notas Finais


Até sexta que vem pessoas ;) (ou pessoa, no caso, porque não sei se tem mais de um leitor kkk)


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