História Hard to Say "I Love You" - Capítulo 10


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Categorias Sonic The Hedgehog
Personagens Amy Rose, Blaze The Cat, Cream the Rabbit, Knuckles the Echidna, Maria Robotnik, Miles "Tails" Prower, Rouge the Bat, Scourge the Hedgehog, Shadow the Hedgehog, Silver the Hedgehog, Sonic The Hedgehog
Tags Knouge, Shadaria, Silvaze, Sonamy, Tailream
Visualizações 20
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse cap é curto eu sei, eu sei foi mt rapido pra postar eu sei, mas esse cap eu tinha escrito tinha alguns meses atrás e eu precisei postar porque finalmente consegui encaixar os fatos direitinho itii
Espero que gostem, boa leitura

Capítulo 10 - Faca de Dois Gumes


Fanfic / Fanfiction Hard to Say "I Love You" - Capítulo 10 - Faca de Dois Gumes

- Certo! Já que a maioria do pessoal já foi embora da festa, que tal jogarmos um jogo legal? – Sonic pediu para todos sentarem no chão dentro da casa da Amy, formando uma roda.

- Que tipo de jogo? – Silver indagou, sentando ao lado dele.

- Verdade ou desafio.

Todos se olharam e já que não tinham outra opção, aceitaram.

O primeiro foi o cobalto, que pegou uma garrafa de vidro vazia e a colocou no centro da roda. Girando logo em seguida, parando em frente à Knuckles, fazendo o ouriço rir.

- Ei Knucklehead, verdade ou desafio? – Arqueou uma sobrancelha.

- Verdade.

- Me diga, o que está rolando entre você e a Rouge? – O equidna olhou para ela e logo após fitou o ouriço, suspirando.

[...]

Eram onze horas da noite.

Foram quando saíram da festa da Amy, os dois andavam na calçada lado a lado, o equidna colocou as mãos no bolso e já não esperava nada de Rouge. Ele já havia tentando puxar assunto com ela, que continuou calada. Levantou as sobrancelhas desorientado. Ela não iria falar nada?

- Morcega? – Não obteve resposta.

Com o silêncio em que os dois estavam, Knuckles conseguiu ouvir passos acelerados atrás dos dois que aumentavam de intensidade à medida que se aproximavam, ele se virou rapidamente e viu uma pessoa encapuzada avançando contra o mesmo. Defensivamente, acertou um forte soco no rosto do desconhecido, jogando-o para a rua.

Rouge se virou espantada e gelou com o que viu, ficou próxima ao rapaz tentando manter a calma. Tudo tinha acontecido muito rápido.

- O que aconteceu, Knuckles?! – Falou mais alto do que planejava.

- Me chamando pelo nome? Você tá mesmo com medo. – Não abaixou a guarda, tinha certeza que ele não tinha ido sozinho. – Rouge, sabe lutar?

- Não!

- Então fica colada na parede, eles não podem atacar por trás.

- Eles?!

- Eu não sei quantos, mas eu sei que ele não veio sozinho.

Os dois ficaram de costas para a parede, esperando o resto deles virem. De trás do carro saiu mais um, e de um beco do outro lado da rua o equidna viu uma figura familiar. Um ouriço verde, vestindo uma jaqueta negra com um óculos vermelho na cabeça.

- Aquele punk...

Dois encapuzados ficaram na esquerda e na direita do vermelho, enquanto Scrouge ficou no meio, sorrindo debochado, a vantagem numérica estava com ele.

- Achou que iria se safar depois da humilhação que você me fez passar?! Na frente da minha garota?! Eu vou te matar na frente da sua namoradinha e depois vou deixá-la pros dois aqui se ‘divertirem’, se é que você me entende... – Gargalhou alto, puxando sua faca e fitando o equidna de maneira mortal, como um predador caçando sua presa. – Você vai morrer, seu merdinha do caralho! Peguem ele!!

Os encapuzados avançaram um de cada vez. O da esquerda primeiro, que não conseguiu acertá-lo, já o próximo desferiu um soco em seu estômago, levando-o ao chão. O punk via tudo aquilo enquanto andava ao redor da ‘área de defesa’ que Knuckles tinha feito ao redor dele, viu que sempre que os dois se aproximavam naquela distância em especifico ele iria contra-atacar, mas Scrouge ainda não sabia o porquê ele estava tão na defensiva.

- Achei... – Ele havia notado, era a garota. Ele estava fazendo aquilo para os dois não se aproximassem de Rouge.

Quando viu a brecha que Knuckles tinha deixado, ele avançou, mas não nele, e sim em Rouge. O ouriço verde queria torturá-lo, queria deixá-lo sem nada e no final matá-lo. Porém num movimento ligeiro e arriscado, o equidna havia entrado na frente.

- Eu ganhei.

As mãos do punk estavam ensanguentadas, a arma estava fincada no estômago de seu rival. Ele não falava, nem um simples ruído de dor saiu de sua boca. Rouge e os comparsas tinham parado e observavam com os olhos arregalados, ela sentiu seus olhos ficarem molhados. Scrouge gargalhou como um psicopata que tinha acabado de executar sua vítima, tirou a faca do abdômen de Knuckles e a levou ao peito do mesmo, a morcega o amaldiçoava, caindo no chão em prantos.

- Seu maldito!! Filho da puta!! Você vai pro inferno, seu merda!!

- Agora rapazes, vamos nos divertir com essa aí. Tem uns peitões... Morcega, você tá fodida. Literalmente!! – Gargalhou novamente tentando retirar a faca do peito de Knuckles.

Mas ele não conseguiu, algo segurava a arma.

- Era só isso? – Knuckles levantou o rosto e encarou Scrouge, seu semblante mostrava ódio e rancor. Segurava o pulso do ouriço, impedindo que ele saísse de perto. – Faca de dois gumes, é o que dizem... – Levantou o braço, preparando o ataque.

Seu inimigo estava desesperado, não iria conseguir se afastar porque sua mão estava presa. Fechou os olhos e sentiu o soco e foi atirado ao chão, em frente do equidna que logo ficou em cima dele.

- Verme maldito. – Socava mais e mais, estava deformando o rosto dele. Os comparsas de Scrouge estavam paralisados, nunca viram tanta brutalidade em tão poucos golpes, parecia uma besta descontrolada, um demônio em fúria. – Você vai morrer aqui e agora. – Knuckles não gritava, apenas sussurrava suas palavras de ódio para sua vítima.

Atirou-o no carro ao lado da calçada, investindo novamente com um soco em seu peito. O punk começava a tossir sangue enquanto recebia mais golpes do equidna vermelho. Rouge via aquilo e ficou com medo do rapaz, ela viu que se continuasse daquele jeito o punk morreria ali mesmo, independente de gostar do ouriço verde, ela não queria que Knuckles virasse um assassino.

- Knuckles! Para!! – Implorou, se levantando, chegando ao lado dele. – Knuckles!! – Puxou seu tronco, caindo novamente em lágrimas, abraçada as costas do equidna. – Knuckles...

O silencio se estabeleceu no local, ninguém falava, ouvia-se apenas o som das fungadas e os soluços de Rouge. O maior se virou e colocou uma das mãos na cabeça da garota, acariciando os cabelos enquanto fitava os dois capangas de Scrouge.

- Levem ele daqui. – Falou alto e em bom tom, os encapuzados pegaram cuidadosamente o punk e partiram dali para nunca mais voltar. A morcega via como ainda estava firme e em pé depois de todos aqueles golpes, todo o cansaço e aquelas facadas.

O equidna previa aquilo, com a adrenalina esvaindo de seu corpo, começou a sentir o sangramento e a fraqueza. Cai de joelhos no chão, logo fora segurado por Rouge antes que pudesse deitar na calçada, deitou sua cabeça em seu colo e ligou rapidamente para uma ambulância.

- Rouge, desculpe... – Ouvia sussurros saindo da boca de Knuckles.

- Nem pense em morrer, idiota!! – Abraçou o rosto dele, derramando suas lágrimas enquanto esperavam o resgate chegar. – Seu maluco...

Apesar de toda a selvageria que ele tinha, só queria defendê-la, afinal ela não tinha nada a ver com sua antiga briga de trânsito. Apesar de todas as barreiras que ele construía, Rouge tinha certeza que ele tinha um coração tão límpido e puro quanto um diamante. Sorria timidamente, achava engraçado o que ele tinha em comum com seu vício por joias. Viu os olhos dele se fecharem e pulmão inflar, estava dormindo. Acariciava a cabeça do rapaz e rezava para que aquele coração continuasse a bater...

“Continue a brilhar, seu diamante maluco!"

[...]

Na emergência se passam algumas horas, um médico saiu da sala onde o equidna estava e foi em direção a morcega.

- Rouge, estou certo? – Perguntou o médico, com uma prancheta na mão.

- Sim.

- Qual seu grau de relação com o paciente? É cônjuge? Amiga?

- Amiga... – Disse com uma dor em seu peito.

- Conhece algum familiar?

- Não, que eu saiba só tem ele.

- Isso torna as coisas diferentes, você ficaria responsável por ele?

- Sim. – Respondia sem muita emoção.

- Certo. A facada na barriga não foi grave, mas a do peito está mais complicada. Você fez bem em não retirar a lâmina do corpo dele, parabéns.

- Brigada...

- Você evitou uma hemorragia, mas teremos que fazer a retirada da faca em uma cirurgia. Como já são uma da manhã eu recomendo você ir até sua casa e descansar, às oito horas pode voltar aqui para saber como ele vai ficar.

- Salve ele, por favor.

- Vamos fazer de tudo. – A morcega começou a chorar. – Vá para casa, descanse. – E dali o médico saiu.

Na portaria do hospital, Rouge só pensava em desabar na sua cama. Segurou seu choro depois que passara pela porta de saída, onde teve uma grande surpresa.

- Rouge! Aqui! – Uma mão tinha se levantado fora da janela de um táxi. – Rouge!

Amy, com uma roupa de dormir e olheiras nos olhos, desce do carro e vai correndo até ela. Ela não estava acreditando no que via.

- Amy? Querida, o que você está fazendo aqui?

- Eu vi o que você colocou online e vim direto te ver! Os outros devem chegar aqui assim que verem sua mensagem! – Abraçou a amiga forte.

- Eu quero ir pra casa. Minha cabeça dói... – Colocou os dedos nas têmporas.

- Certo, eu vou chamar um carro. – Pegou o telefone e esperaram alguns minutos até chegarem ao apartamento da morcega.

[...]

Estava na sacada de seu apartamento, com uma caneca na mão e vestindo roupão branco, ela via a pouca movimentação que as ruas de Westopolis tinham de madrugada. Sem conseguir dormir, sentia o vento frio bater nos seus cabelos, tomou um pouco de seu chá para em seguida deixá-lo numa mesa que tinha ali. Sentiu seus olhos marejarem um pouco, seu coração apertou, seus pelos se arrepiaram.

Ela estava com medo.

Aterrorizada de medo, medo de perder o rapaz que pela primeira vez na vida sentiu algo além de paixão. Ela o amava de todo coração.

Suas testa e mãos suavam frio, segurava o parapeito de mármore com força, quase machucando os próprios dedos. Um nó se criou em sua garganta.

- Ele não vai morrer. Ele não vai morrer. – Sussurrava pra si, já com a respiração descompassada.

Lembrava dos seus momentos com Knuckles, brigando, se divertindo, amando um ao outro sem dizer uma palavra sequer. E era essa a parte que mais se arrependia.

Nunca conseguiu dizer o que sentia.

Presa na própria barreira que seu medo criou. E agora, e se ele fosse embora para sempre? Nunca poderia dizer mesmo que quisesse, imersa em seus pensamentos ela apoiou os dois cotovelos na sacada e começou a acariciar os próprios cabelos.

Mas a carícia logo se tornou dor.

Segurava com força a raiz, o nó em sua garganta estava gigantesco. Ela não queria ficar longe dele sabendo que o equidna estava desacordado numa cama, numa situação instável daquela. Rouge desejava apenas uma coisa, a vida daquele rapaz.

Abraçou o próprio corpo, não queria ficar sozinha, como sempre foi antes dele: no escuro.

Estava tão concentrada em seus sentimentos que não sentiu a mão de uma pessoa tocar seu ombro, se virou rapidamente vendo Amy oferecendo um abraço.

- Eu não estava chorando! – A rosada não respondeu, juntou o corpo das duas, fazendo a morcega cair em lágrimas.

O choro estava tão intenso, chegando a molhar parte do pijama da ouriça. A única coisa que a amiga poderia fazer acariciar a cabeça de Rouge. A situação era realmente delicada. Não sabia quanto tempo teria que ficar ao lado da amiga, mas independente de qualquer coisa, ela continuaria abraçada.

Somente o tempo iria determinar se Knuckles viveria ou não.


Notas Finais


Esse capitulo é mais curtinho e é aonde as coisas vão começar a ficar legais :)
Os próximos vão ficar bem mais caprichados, prometo :3


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