História Harém Indra - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Madara Uchiha, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Abo, Alfa, Deserto, Deuses, Egito, Harem, Harem!invertido, Itanaru, Mitologia, Ômega, Persia
Visualizações 148
Palavras 2.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olha só quem tá publicando no prazo certinho hehe e como sempre eu agradeço a todo mundo que tá acompanhando. Finalmente chegou o momento tão esperado, até eu queria chegar logo nessa parte (de novo). ♥

Eu fico tão feliz com os comentários de vocês aqui que nossa, muito obrigada ♥

Capítulo 9 - Capítulo 8 - É preciso perder para encontrar


O dia iniciara com ventos quentes vindos do deserto e novamente o sol trouxera todo o calor do verão junto de si. O dia estava perfeito para um mergulho em uma das muitas piscinas espalhadas pelos jardins reclusos do Harém Indra e o ômega queria muito fazer isso após as aulas matinais. Contudo, os planos de Naruto e Hinata – que sempre o acompanhava – foram alterados por sua líder Indra.

Se não fosse por Sakura manter a calma e a paz naquele cômodo em que ele tivera de dividir com Ino, o ômega já teria desistido daquela sessão de tortura de cada dia. Sempre fora humilhado por ser diferente e só agora entendia que era pior do que se atestava. Seus estudos também eram monitorados pela ômega loira e, o pior, ela fazia questão de apontar seus erros culpando a genética de Naruto.

Ser um original o penava demais, o expunha demais e denunciava todas as suas emoções. Ele que sempre se julgou um ômega comum, só agora entendia que nada daquilo que passava consigo poderia ser chamado de comum. Ter um olfato aguçado e a intensidade de seu cheiro variar de acordo com suas emoções o caracterizavam como um original – e todos podiam sentir isso.

Naruto sentia o olhar das pessoas sobre si enquanto caminhava pela primeira vez pelas ruas da capital do Império Persa, eram as suas roupas novas que o denunciavam, já que o branco – por tradição – era usado apenas por futuros Indras. Ele apenas encarava rapidamente o chão para cada olhar que cruzava com o seu – estava chamando atenção demais.

Alheia aos pensamentos do ômega, Hinata o acompanhava alegremente pelas ruas e ainda que ele soubesse do parentesco dela com os outros Hyuuga, não cabia a si arruinar a felicidade da menina. Ela era tão pequena e ao mesmo tempo tão independente – seu andar denunciava não somente sua graça, mas seu empoderamento como ômega Indra.

Ambos receberam de Sakura a missão de encomendar mantimentos básicos para celebrarem a marca, a gargantilha, de Naruto após o ritual Indra. Assim, deviam comparecer a vários estabelecimentos diferentes, sendo que umas das razões era por conta do próprio Naruto, ele receberia as oferendas dos betas para levar ao templo de Anahita – deusa persa das águas e patrona dos ômegas por cuidar da fertilidade.

Somente ômegas podem pisar nos templos destinados a deuses de fertilidade em qualquer povo do deserto. E após escolher se tornar um Indra, era proibido realizar tal ato – a deusa os negava por deixarem de serem submissos e por partes do juramento que o ômega ainda desconhecia. Assim, era tradição na Pérsia oferecerem ouro, alimentos, perfumes, tecidos e outras coisas para não caírem na fúria da deusa Anahita. Tal ação já fazia parte dos Indras desde o primeiro, se tratava de algum acordo entre Indras e deuses do deserto.

Seria estranho para Naruto, pois a deusa da fertilidade dos egípcios era Isis e ele possuía uma forte devoção para com a mãe de todos os ômegas. Pela primeira vez seu coração se apertou ao imaginar não ser mais ouvido por Isis, ele sempre imaginara pedir bênçãos a ela quando engravidasse.

Estaria tomando decisões por impulso?

– Naruto? – Hinata notara a preocupação do ômega quando seu cheiro intensificou – O alcaçuz te denuncia, o que o preocupa?

– Não se arrepende? – Ele perguntou sem ao menos dizer ao que se referia, mas seu olhar fixado na gargantilha dela lhe deu certeza sobre o que era. O ômega não queria se arrepender de se tornar um Indra e precisava perguntar mesmo que ela fosse uma menina tão pequena ainda ou que nem ao mesmo tivesse passado pelo primeiro cio.

– Não vejo motivos para me arrepender – a resposta veio espontaneamente seguida por um sorriso brilhante.

– Pelo menos eu não precisarei mais usar branco – Naruto brincou ao tocar o tecido da túnica azul escura que Hinata usava.

– Essa é a melhor parte – e riram juntos.

Com exceção de Hiashi, os Hyuuga traziam leveza a Naruto e não poderia estar mais confortável com outra pessoa no momento, talvez só com aquele que já fora seu alfa. Voltou seu olhar os perolados que lhe sorriam, ele não sabia mais o que sentir após tudo o que acontecera. Já faziam poucos meses e tudo se tornava como um sonho daqueles em que se esquece um pouquinho ao passar do dia, para então, nunca mais se lembrar. Mas o pequena em sua frente era obra dos deuses, ele sabia, nunca poderia esquecer. Era como se Maat fizesse questão, pois parte da profecia pertencera a Neji.

“Mas esse não será seu maior sofrimento, ventos quentes trarão seu pior pesadelo e dentro dele a traição por amor.”

O alfa o traiu e isso era incontestável, mas não foi por amor próprio – de forma esnobe –, ou pelo bem de Naruto. Algo lhe dizia que tudo aquilo estava ligado a Hinata e por isso se responsabilizava por ela. Em vários momentos quis questioná-la sobre seus parentes, mas sempre que iniciavam o assunto o próprio Naruto o mudava. Ele dizia que falar de família o faria pensar em sua casa.

Casa... Qual era sua casa? Se voltasse ao Egito iria noivar, casar com algum alfa escolhi por seu pai e se tornar o suporte do novo faraó – nunca poderia governar sozinho e nunca poderia mandar em seu alfa. Ser dado como morto, plano que contava a sua mãe em carta, parecia a melhor opção do que voltar a submissão plena. Tópico esse que tanto debatiam nas aulas com Sakura.

“Porque você é a única chave para dar fim ao que já está corrompido.”

O trecho final proferido por Maat não lhe dava certeza de nada, mas sim, o deixava mais confuso. O Império Persa estava corrompido ou seria o Egito? Talvez algo mais distante estivesse esperando por si. Divagou por minutos até notar que a ômega esperava se recuperar, ela sempre era muito atenciosa e paciente.

Hinata estendeu sua mão para Naruto e continuaram o caminho falando de outras ômegas Indras e em como elas sempre perguntavam a pequena ômega sobre ele. E ser o único ômega delicado masculino dentro do palácio era o que aumentava sua popularidade. Existiam sim outros, mas eram guardas e não viviam mais dentro do harém. Assim como suas funções era diferente, alguns conseguiam até mesmo se juntar ao sanguinário exército persa.

As ruas estavam cheias e o sol radiante – era um dia muito bonito, todos pareciam felizes vivendo na capital e Naruto se alegrava por estar ali. Em nada se assemelhava ao Egito, ele nunca conseguiria passear livremente com outra ômega pelas ruas comuns para todas as classes.

Por vez ou outra um comerciante os chamava e entregava uma pequena oferenda, além dos elogios que recebia sobre sua pele, seus olhos e até mesmo seu atípico cabelo. Agradecia cada um timidamente e seguia caminho com Hinata rindo de suas reações.

– Sakura me disse que seria assim, todos sabem que você veio do Egito e que era um príncipe. Apenas estão tentando ser gentis o bastante para que Anahita os perdoem – dizia a ômega enquanto seguiam para a parte mais movimentada das ruas repletas de barracas e produtos pelo chão, assim como pessoas dançando ao som de flautas se vestindo da forma que Naruto desaprovava.

– Por que precisam do perdão dela? – perguntou enquanto encarava o que seria uma dança do ventre, ele conhecia a dança, mas sua mãe o alertou que um ômega só pode dançar para seu alfa. Contradizia o que Sakura lhe ensinava sobre usar o que mais lhe confortava, o que por vez contradizia a própria Indra que o obrigava a vestir roupas em que ele não se sentia confortável. Embora, todos lhe contassem que era uma questão de tempo até se acostumar com sua nova liberdade.

– Porque alguns deles não geram filhos – a ômega voltou seu olhar para a beta que dançava conforme o ritmo após notar que era isso que Naruto olhava franzindo o cenho, – não a julgue, é uma tradição de betas.

Embora ele soubesse sobre a infertilidade de betas, não sabia da necessidade de oferecem algo em troca de perdão. Ainda encarava a beta dançando, porém, sua expressão se suavizou – talvez sua mente estivesse muito fechada para um Império tão evoluído.

– Mas não é culpa deles.

– Não é, – concordou Hinata – pelo menos nessa época não é. Dizem que a deusa da justiça precisou cobrar uma dívida de um humano, mas ele a enganou e não pagou. Assim, fez seus filhos pagarem e os filhos de seus filhos. Desde então, em toda família formada por betas existem inférteis.

– E... e que tipo de punição estamos pagando por nascer ômega?  – sentiu Hinata apertar sua mão e devolveu o gesto ao olhar para ela. Ambos entendiam o que era sofrer em um mundo dominado por alfas e não podiam evitar sorrir um para o outro, pois com apenas seus olhares já sabiam o que o outro queria dizer.

– Bem, precisamos continuar – a ômega puxou Naruto pela mão e passaram pela beta que não hesitou em se ajoelhar e abaixar a cabeça até ao chão diante do ômega.

– Por favor! Leve minhas oferendas a Anahita – implorava a beta com muito exagero, – peça o perdão por nosso antepassado.

Não havia como Naruto reagir ao que seguiu em sua frente – uma multidão de betas mais humildes se juntou a eles e muitas pessoas agora faziam o mesmo que a beta, enquanto que outras lhe entregavam coisas que não conseguia carregar.

Aos poucos o caos se instalara e já não sentia Hinata ou o cheiro da flor escura que ela escolhera e nem sequer o seu suave cheiro natural de noz-moscada. O pavor o dominou e seu cheiro se intensificou e por nada conseguia se afastar dos betas que o tentavam levar até o templo.

O que estava acontecendo?!

Um alfa gritou para a multidão e sua voz de comando fez todos estremecerem – principalmente Naruto que se voltou para olhar o local de onde surgiu a voz. As vestimentas o indicavam como um guarda do Imperador, diferente do exército, suas roupas eram vermelhas como sangue.

O guarda se aproximou a passos rápidos e pesados empurrando todos os betas que instalaram o caos. Puxou o ômega fragilizado pelo braço sem usar força e enquanto lhe cobria com uma túnica negra – escondendo as vestes brancas do ômega, lhe segredou:

– Peço perdão por usar minha voz de comando, mas foi necessário para acalmar a multidão. Por favor volte para o Harém Indra, imediatamente – Naruto notou o tom que o alfa usou para lhe acalmar e se sentiu grato por isso, ele era muito pálido para um alfa e possuía olhos tão negros como a noite e sem brilho algum.

– O..obrigado – se soltou do alfa e seguiu para um caminho qualquer, apenas queria fugir daquela multidão.

[...]

Perdido.

Já estava horas andando pelo mercado que não se abalava com o escurecer do dia, o número de barracas só aumentava e de vendedores ambulantes também. Culpou a beta por criar um alvoroço ao lhe pedir pelo impossível, pois agora estava perdido e sem Hinata.

Ele não havia exatamente mentido a Sakura quando disse que saberia voltar sozinho, mas o caminho era tão complexo que deixou tudo por conta de Hinata.

Talvez estivesse em uma região totalmente diferente da anterior – não reconhecia uma esquina sequer. Decidiu que seria prudente voltar por onde chegou ali e foi o que fez, reconstruiria seus passos.

Mais confiante seguiu na direção oposta, porém sentiu uma sensação conhecida e parou instantaneamente no mesmo lugar. Tal sentimento era o mesmo de quando criança, de quando encontrara Maat e ouvira a profecia que mudaria sua vida.

Encarou chocado para o beco que emanava aquela presença, a mesma de seus sonhos, e não pensou antes de se encaminhar para o beco. Imaginou que seria igual da outra vez e pediria explicações para Maat, ou pelo menos algumas pistas do que fazer de seu futuro.

Ela me deve isso – pensou o ômega.

As mãos estavam inquietas e tremiam enquanto se aproximava, o caminho não era escuro, pois a lua já estava brilhantemente iluminando seu caminho, porém, passou por muitas curvas entre construções mais abastadas e luxuosas. Após andar alguns minutos percebeu que estava fora da zona de comércio, as vozes já não eram ouvidas com intensidade, muito menos aqueles burburinhos distantes.

O medo se fez presente ao notar que estava sozinho em ruas escuras, não sentia cheiros próximos – seu olfato não estava ajudando e mesmo assim ele continuava instintivamente ou eram suas pernas que o obrigavam a continuar.

Via ao fundo, ainda distante, o palácio do Imperador. Não podia negar a curiosidade que possuía em conhecer aquele palácio real, pois vivera em um a vida toda e amava conhecer estilos de arquitetura diferentes. Sempre recebia presentes de seus pais de quando algum escrivão ou comerciante egípcio viajava para outros povos e os guardava como seus mais preciosos tesouros.

Subitamente estremeceu com o calafrio que atravessou seu corpo e voltou o olhar para uma casa de banho próxima – a reconhecia como tal, pois um dos escrivães viajantes a descrevera com tamanha precisão que nem foi necessário ver uma antes. Entendeu o que sentiu ao se aproximar da entrada elegante e vazia.

Havia um alfa ali.

A presença era muito forte e não havia qualquer outra pessoa por perto, era como se todo aquele perímetro fora esvaziado para que um único ser usasse a casa de banho sem perturbações.

Estaria em seu cio? – Não, Naruto não sentiu alterações características na presença do alfa que indicariam tal fato, mas sentiu uma atração profunda em entrar naquele lugar – a presença lhe era tão familiar e estranhamente agradável.

Não conteve os passos, apenas entrou com pressa pelo local, o alfa provavelmente já o notara, porém não o repeliu e seguiu descendo as escadas que levavam diretamente onde sabia que ele deveria estar.

Era um local com águas quentes – um tipo de água termal, mas com sistema de aquecimento próprio – sentiu o calor do vapor ao descer com cuidado os últimos degraus. Notou que a piscina tomava toda a extensão daquela região pelo subsolo, era bem luxuosa e com certeza poucas pessoas poderiam entrar ali.

Correu os olhos por todo o local e de fato estava vazio, mas sabia que dentre todo o vapor que ofuscava e dificultava sua visão tinha um alfa no final. Não hesitou ao entrar na piscina e teve um déjà-vu – lembrou nitidamente de seu sonho, dos olhos vermelhos e de toda névoa que o impediu de ver quem estava em seu sonho também.

Seguiu apressadamente, sabia que o alfa chamava por si através da presença que emanava, nunca sentiu algo parecido em toda sua vida por uma presença. Contudo, não era qualquer presença e Naruto não soube entender a razão de estar tão atraído. Seu lobo queria correr em direção ao outro e foi isso que fez, a longa distância foi vencida e finalmente pode observar os traços do alfa com nitidez.

Era mais velho que si, as linhas de expressão em seu rosto denunciavam sua idade – ou seria cansaço? Seus cabelos eram negros assim como em seus sonhos e os olhos também eram vermelhos. Ele se apoiava em seus cotovelos no final da piscina e olhava Naruto com pesar – era uma visão assustadoramente bela para o ômega.

Naruto se perdeu no olhar penetrante do alfa até perceber que ambos estavam ofegantes e presos um ao outro sem conseguirem desviar os olhos por um segundo. Até que o alfa liberou mais seu cheiro e Naruto deixou escapar um gemido achando que sairia um simples suspiro.

Em qualquer outra condição ficaria constrangido e fugiria para o mais longe dali, mas não conseguia. Não conseguiu por causa do bendito cheiro de eucalipto.

O eucalipto que sempre o acalmara de seus pesadelos, que era o recurso de sua mãe quando seus cios se iniciaram e ele não teve Neji por perto. Era algo muito estranho em um ômega escolher o cheiro de alfa antes mesmo de o conhecer – agora tudo fazia sentido.

– Quem é você? – o alfa também tinha dificuldades para respirar – Com que permissão entrou aqui?

O alfa não usara a voz de alfa, mas para Naruto pareceu que sim e só tremia diante dele. Seus sentidos começaram a bagunçar enquanto uma sensação de alivio percorreu todo seu corpo relaxando sua musculatura – suas pernas amoleceram ao tentar acabar com os poucos passos que estavam distantes.

O alfa notou a súbita mudança na postura do ômega e se levantou a tempo de segurar o ômega que perdeu os sentidos e em seus braços desmaiou.


Notas Finais


Parei na melhor parte? hehe

Amanhã tem Por Amor (se tudo der certo)


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