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História Harry e Gina - Após a Guerra - Capítulo 57


Escrita por:


Notas do Autor


Oieee!!

Vou acabar com o sofrimento de vocês hoje heheh

Boa leitura! Até próxima terça 😘

Capítulo 57 - Cinquenta e Sete


Dia 07

 

Aquela noite havia sido preenchida por pesadelos, um pior que o outro. Quando Gina abriu os olhos pela manhã, parecia que sequer havia dormido. Sua cabeça doía e suas mãos tremiam, contudo, algo a fez suspirar em alívio. 

Harry estava ali. Ele tinha vindo dormir em casa e seu braço a segurava com firmeza pela cintura. Gina sentia a respiração suava dele em seu pescoço e fechou os olhos, absorvendo a sensação pequena de paz que sentia ao tê-lo ali. Era uma sensação pequena, mas suficiente para impedir que seu coração quebrasse completamente.

Com cuidado, ela se virou para ficar de frente para ele e viu que os olhos de Harry estavam abertos em pequenas frestas verdes.

– Pensei que estivesse dormindo – ela sussurrou.

– Eu não consigo dormir por muito tempo – respondeu ele, baixinho. – Você também não.

Não era uma pergunta, Harry sabia que Gina estava tendo tantos problemas para dormir quanto ele. 

– Me desculpe, Harry – disse Gina, envergonhada. – Eu não quis dizer aquilo.

– Eu sei – ele assentiu. – Eu sei que não, não é sua culpa. Eu já deveria tê-los encontrado.

– Embora eu queira mais que tudo que nossos filhos estivessem aqui agora, sã e salvos, eu sei que não é sua culpa – ela suspirou e levou a mão até o rosto de Harry, acariciando suavemente. – Eu sei que está fazendo tudo que pode, está fazendo muito mais do que eu. 

– Ainda assim...

– Não justifica, Harry. Eu estava nervosa, descontei em você e te magoei, foi errado.

Harry soltou um suspiro e a puxou para seu peito, a abraçando firmemente.

– Eu sinto tanta a falta deles – confessou ele. – Céus, eu não consigo entrar na nossa casa, sem quase enlouquecer de preocupação.

– Nem eu – Gina murmurou. – Eu estou com tanto medo. 

– Eu não consigo entender qual é o objetivo deles em sequestrar nossos filhos. Eu imaginei que a esse ponto já teríamos alguma notícia, alguma pista... 

– Eles não irão machucar as crianças – falou. – Pelos menos eu acho que não por enquanto. Eles querem te quebrar, te deixar tão desesperado que quando entrarem em contato com você, você fará qualquer coisa que eles quiserem.

– Eu já faria isso desde o primeiro dia – Harry respondeu, desanimado.

– Eu sei disso. Eles não. 

– Preciso voltar para o Ministério, hoje eu e os outros Aurores vamos expandir as buscas para Bristol. 

– Eu vou com você.

– Tudo bem.

Os dois se arrumaram e desceram as escadas d’A Toca, que era onde eles estavam ficando nos últimos dias, já que nenhum dos dois parecia muito apto em ficar na casa deles.

Embora fosse bastante cedo, o café da manhã já estava na mesa. O Sr. e a Sra. Weasley conversavam baixinho e pareciam tão preocupados quanto Harry e Gina. Ao ver que os dois chegaram na cozinha, a Sra. Weasley levantou-se num pulo e correu para o fogão, mas não rápido o suficiente para evitar que os dois vissem as lágrimas no rosto da pobre senhora.

– Estão com fome, queridos? – Perguntou ela, vindo com a frigideira e colocando ovos e salsichas nos pratos.

Harry e Gina se entreolharam mas permaneceram quietos. A refeição foi bastante silenciosa e apenas interrompida por um toque na porta.

– Eu abro – disse a Sra. Weasley, já se levantando. Ela andou rapidamente até a porta e sorriu ao ver quem era.

– Alô, Sra. Weasley – era a mesma voz sonhadora de sempre, contudo, parecia séria demais, sem a costumeira alegria.

– Luna, querida, como vai? Entre, por favor.

Arthur e Molly saíram discretamente da cozinha, dando privacidade aos três. 

– Luna? – Gina repetiu, também levantando da mesa.

Luna entrou na cozinha e seu olhar recaiu sobre Harry e Gina.

– Você não estava na Holanda? – Harry olhou para a amiga, que correu abraça-los.

– Eu vim assim que soube! Ah, eu sinto tanto! – Ela os soltou e seu olhar destilava preocupação. – Por que não avisaram antes? Eu teria vindo assim que falassem!

– Não queríamos preocupar, nem incomodar – Gina segurou a mão da amiga e apertou.

– Eu não acredito nisso, Gina! Somos amigas! Lílian é minha afilhada! Sabe o quanto eu me incomodaria? Nada. E sabe o quanto estou preocupada? Muito.

– Desculpe, Luna – Harry falou. – Obrigado por vir, de qualquer forma.

– Eu quero ajudar – avisou ela. – Inclusive, eu passei falar com Neville antes de vir aqui e ele também quer ajudar. Ele deve chegar em breve.

– Luna...

– Não ouse, Gina Potter!

Mais uma vez alguém bateu na porta e quando Harry foi abrir, não se surpreendeu ao ver Neville Longbotton. 

– Depois que os encontrarmos, eu mato vocês – avisou ele. – Mas antes, eu tenho uma ideia. 

 

~*~*~

 

Estava sendo difícil manter a esperança que o pai o encontraria quando seu estômago roncava de fome. A comida servida três vezes ao dia era ruim e cada dia que passava, Tiago sentia menos vontade de ingerir aquela gororoba. 

Naquele dia, enquanto tomavam banho, Tiago aproveitou para observar a floresta ao redor. Ele odiava admitir, mas sabia que alguma coisa estava errada, senão o pai já o teria encontrado.

Talvez a única maneira de sair dali, seria fugindo. Mas ele sabia que seria praticamente impossível, eles eram apenas crianças e sempre estavam os dois homens maus lá. 

Mas, ele não desistiria. Se ele conseguia pelo menos fazer com que os irmãos escapassem, já seria alguma coisa.


~*~*~

 

Dia 08

 

Neville havia sugerido algo muito simples, mas que poderia surtir algum efeito: imprimir fotos das crianças e sair perguntando em todos os lugares se alguém havia visto algum deles. 

Haviam muitas pessoas na sala da casa de Harry e Gina, todas ansiosas em poderem ser útil nas buscas. Harry não queria por esperanças demais naquele plano, tinha medo de que isso provocasse aqueles dois a esconderem ainda mais seus filhos, contudo, ele não podia simplesmente fazer tudo sozinho. Ele já tinha chego à conclusão de que precisava de toda a ajuda que pudesse contar. 

– Eu consegui imprimir essas fotos – Neville comentou, entregar um punhado para cada pessoa ali. 

Todos os Weasleys estavam presentes, boa parte dos aurores, colegas de trabalho de Gina, Luna, Rolph, Anna, até mesmo Hagrid e McGonagall haviam aparecido para reforçar as buscas. A sala parecia pequena demais para a quantidade de gente que ali tinha. 

– A polícia está fazendo a busca deles, nós faremos a nossa – Harry suspirou. 

– Alguém há de ter visto eles – Luna assentiu.

– Vamos começar ainda hoje – Carlinhos avisou, segurando um grande punhado na mão. – Pode ser um tiro no escuro, mas eu tenho contatos na Turquia, começarei por lá.

– Certo – assentiu Harry, abrindo o mapa da Inglaterra. – Eu pensei na divisão...

E então Harry designou um local para cada um iniciar as buscas, montando as estratégias e torcendo para que finalmente alguma coisa desse certo.

 

 

~*~*~

 

Dia 09

 

Tiago não estava preparado para aquilo, mas quando viu que naquele dia, apenas um dos homens estava na casa, ele decidiu que faria os irmãos fugirem.

– Alvo, eu vou distrair ele, você pega Lílian e corre – disse ele, baixinho. – Corre até achar ajuda. 

– Mas e você? – O irmão arregalou os olhos apavorados.

– Quando papai achar você, ele poderá me achar também – garantiu Tiago.

– Não vou deixar você...

– Calem a boca, vocês dois – resmungou o homem. – E andem logo, acha que tenho o dia todo?

Tiago queria gritar com o homem chato, mas reprimiu o impulso. 

– Feio, papai não grita! – Lílian disse e Tiago sentiu medo.

– Cala a boca, criatura insuportável – o homem espirrou água na cara dela e Lílian imediatamente começou a chorar. – Ah, não! Fique calada! Calada!

Vendo que Lílian não parava de chorar, o homem pegou um galho fino de árvore e apontou na direção de Lílian.

– Ou você cala essa boca, ou eu te faço calar, menininha!

– Você não chega perto dela! – Tiago sentiu o corpo tremer, mas não tinha mais volta. Não deixaria ninguém machucar sua irmãzinha.

– Ah, que comovente... e você vai fazer o que, filhote de aberração?

– Alvo, faça o que te falei – Tiago disse para o irmão. Vendo que ele hesitara, Tiago o olhou com insistência. – Agora. 

O menino andou rapidamente até a irmã e antes que o homem entendesse, Tiago já corri até ele, atacando-o com socos e chutes, enquanto Alvo já estava correndo e puxando a pequena Lílian atrás de si. 

– Me larga, seu merdinha – o homem derrubou Tiago no chão e começou a ir atrás dos dois, mas Tiago segurou a perna dele.

– Deixa eles em paz! Corre, Alvo! – gritava ele, enquanto o homem tentava de soltar do aperto de Tiago. 

– Me solta! Me solta ou você vai se arrepender!

– Não! Você não vai machucar eles!

O homem então puxou a perna com força, libertando-se de Tiago e voltando a correr.

– Não! – Tiago gritou desesperado e ainda deitado no chão, esticou a mão como se quisesse segurar o homem, que já estava a passos de distância. – Para! Para!

Foi quando ele sentiu algo quente retumbar em seu peito, fazendo sua mão tremer. Ele não entendeu como, mas por algum motivo, o homem caiu no chão. 

De olhos arregalados, Tiago se levantou e correu até ele. O homem parecia desmaiado e sem acreditar na própria sorte, o menino apenas pegou os casacos no chão e correu na direção que o irmão havia ido.

– Alvo! Alvo! – chamava ele.

– Tiago? Tiago! – O mais novo arregalou os olhos em surpresa e abraçou o irmão. – Como...?

– Não sei – ele entregou um casaco a Alvo e ajudou Lílian a vestir o dela. – Vamos correr antes que ele nos encontre.

Tiago vestiu o próprio casaco, segurou a mão de Lílian e então eles começaram a correr.

– Merlin, tomara que a gente encontre ajuda – sussurrou ele. 

A floresta parecia um lugar assustador, mesmo de dia. Eles nunca haviam estado lá, obviamente. A única coisa que os confortava, era não ver nenhum bicho assustador. 

– Estou com tanta fome – Alvo choramingou.

– Eu também – Lílian disse. – Fome. 

Tiago suspirou derrotado. 

– Deveríamos ter ficado lá – sussurrou ele.

– Não – Alvo balançou a cabeça. – Vamos continuar andando.

Em dado momento, Lílian já estava exausta, então Tiago a levava nas costas, mesmo sentindo que não aguentava mais. 

– Tiago, olha! – Alvo apontou mais à frente, onde vultos de carros pareciam passar. 

– Isso! Desça, Lílian. 

Eles subiram a pequena elevação e quando finalmente chegaram no topo, uma onda de alívio os atingiu. 

– Tem um lugar ali – Tiago apontou para a direita, onde um restaurante de beira de estrada ficava. – Vamos pedir ajuda, rápido.

Ele puxou Lílian e seu coraçãozinho quase parou ao abrir a porta. Pela primeira vez em dias ele viu um rosto conhecido e finalmente ele poderia voltar para casa.

– Tio Neville! – O grito esganiçado de Alvo chamou a atenção de Neville, que estava com um papel na mão e falava com uma moça no balcão.

Neville arregalou os olhos e sua boca abriu em choque. Tiago sentiu tanta alegria de ver o tio que seus joelhos tremeram e ele caiu no chão, sentia-se fraco. 

– Meu Deus! Crianças! – Ele correu até os três e os abraçou com força. – Meu Deus. 

– Tio Neville – Lílian sorriu para o tio, que estava emocionado.

– Sim, querida – ele assentiu. – Tiago, está tudo bem?

– Agora está, tio Neville – ele assentiu.

Neville o puxou para cima, levando os três até um banco. 

– Pronto... aqui – ele disse, afoito. – Vou trazer comida a vocês em um instante, antes preciso avisar Harry... Meu Deus...

Neville correu para fora e mandou um patrono a Harry. Quando retornou, pegou um monte de comida e levou até eles, que comeram como se não vissem comida a dias. 

– Você estava nos procurando, padrinho? – Alvo perguntou de boca cheia.

– Estava sim.

– Que bom... que bom que nos encontramos, tio – Tiago encostou a cabeça na mesa e imediatamente adormeceu, de tanto cansaço. 

 


Notas Finais


Finalmente os bebês estão segurossss!! Quem amou?

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