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História Harry Potter - Blue Ultra Marine - Capítulo 1


Escrita por: e Danny_Miller


Capítulo 1 - Prólogo - Sibilar das Cobras e a Força das Águas.


Fanfic / Fanfiction Harry Potter - Blue Ultra Marine - Capítulo 1 - Prólogo - Sibilar das Cobras e a Força das Águas.

Harry Potter - Blue Ultra Marine.

Prólogo - Sibilar das Cobras e a Força das Águas.



{...}

Oito anos.

Oito longos e malditos anos.

Oito longos, malditos e infelizes anos.

Céus, o que foi que fizera de tão mal para receber punição tão cruel quanto aquela? Qual fora o terrível pecado que cometera para receber tal infeliz castigo como aquele?

Ele estava exausto daquela convivência. Exausto e ferido. Infernos, era apenas uma pobre criança! Uma pobre e inocente alma de criança! Será que ninguém importava-se com sua sofrência?!

O menino de cabelos negros e olhos verdes suspirou, deitando-se em sua cama. Se é que podia chamar aquele amontoado de trapos velhos de cama.

Observou seus braços. Cicatrizes quase imperceptíveis de cortes que ali depositara, numa medidas drástica e desesperada de acabar com seu sofrimento.

Levou a mão a barriga, onde sentia a pele queimada em terceiro grau arder dolorosamente, do tempo demasiado longo que ficara em frente ao fogão, cozinhando para seus tios e seu primo.

Levantou-se, tirando a blusa e, olhando-se no espelho, fitou com dificuldade as cicatrizes em suas costas. Marcas que levaria consigo para sempre das surras de pedaços de madeira e cintas que sempre sofria.

Observou-se mais um tempo. Era anormalmente um pouco menor do que as crianças de sua idade. Tão magro que suas costelas apareciam sob a pele anemicamente pálida.

O menino quis chorar com seu reflexo, sentindo-se um lixo de ser humano. Deus, porquê tinha de viver assim?

Ele vestiu a blusa novamente, e, aproveitando que todos estariam dormindo, encaminhou-se para o banheiro.

Encheu a banheira o mais silenciosamente possível e entrou na mesma, de roupa e tudo. Não se importava.

Logo, todas suas dores foram imediatamente aliviadas. A água fria em seu corpo o relaxara por completo, dando-o um pouco de paz de espírito.

Seria estranho admitir em voz alta, pois o julgariam como um louco, mas sentia que a água comunicava-se consigo. Dando-o conselhos quando algo estava errado, confortando-o de maneira gentil quando sua dor passava da física para emocional, aninhando-o gentilmente como se tivesse vida própria. Abraçava-o com carinho, e parecia sussurrar canções dóceis em seu ouvido, o fazendo ficar pouco a pouco, sonolento.

Talvez por isso se sentisse tão ligado a água. Era seu elemento. Era praticamente seu lar e também sua família.

Mas logo teve de deixar a banheira, deixando o conforto da água gelada a contragosto. Limpou a banheira e após secar-se, voltou a seu quarto. Um cubículo que era na verdade um pequeno armário embaixo das escadas.

Trocou sua roupa por uma mais seca e, pensando nos jeitos mais mirabolantes de fugir daquela vida cruel, adormecera.

(...)

Despertou com os gritos de sua tia batendo na porta. Todos os dias era daquela forma que acordava. Suspirou, indo até a porta e sem esperar que sua tia lhe dissesse o que fazer, dirigiu-se a cozinha, colocando seu avental e preparando o café da manhã de todos.

Sua tia ficara surpresa, tão surpresa que quase não contera um sorriso involuntário, e logo esta se foi a chamar o marido e o filho para comerem. O menino dos olhos verdes ouviu atentamente a conversa.

- Seu aniversário é hoje, meu Dudoca! Estou pensando em levá-lo a um Pet shop, afinal, você sempre quis ter um bichinho de estimação! Seus outros presentes vão chegar daqui algumas horas.

Disse a mulher, apertando um garoto de ralos cabelos loiros e tão gordo que parecia mais um porco de peruca.

- Quantos são?! Quantos são?!

Questionava o porco, digo, o garoto, de forma birrenta. O de olhos verdes suspirou, enquanto colocava o prato de todos na mesa e pegava as sobras, sentando-se no chão para poder comer.

- Trinta e dois, meu amor. Dois a mais que o ano passado.

Disse a mulher, acariciando a cabeça do menino mimado. O homem, que lia o jornal, riu com gosto.

- Vamos deixar a aberração com a Sr. Figg. Aquela velha maluca deve estar com saudades dessa coisa.

Era sempre assim. Os adultos falavam como se o de olhos verdes fosse algo inferior. Ou como se nem sequer estivesse ali.

- Vou ligar para ela. Um momento, Vernon, querido.

Disse a mulher, saindo do campo de visão de todos. Quando o de olhos verdes terminou de comer, ele recolheu os pratos de todos e foi lavar a louça, entrementes, quando a mulher voltou, parecia ter chupado limão.

- Aquela velha maluca não pode ficar com ele esse ano. Está fora da cidade, ao que parece.

Disse, mandando um olhar sugestivo ao menino como se ele fosse o culpado. Logo, um choro, obviamente fingido, foi ouvido.

- Eu não quero que ele vá! Ele sempre estraga tudo!

Berrava Duda, o garoto porco, enquanto forçava as lágrimas e os soluços. Seus pais tiveram grande dificuldade em acalmá-lo, mas por fim levaram tanto ele quanto o de olhos verdes consigo.

Agora, eles observavam todo tipo de animal que a loja vendia. Um homem de longos cabelos loiros, presos em um coque, bocejava enquanto aquela família passeava pelo interior do pet shop.

O menino de olhos verdes parou em frente a um viveiro de cobra, se questionando porque um pet shop a vendia. Era normal? Ele não saberia dizer. Seu primo incomodou o pobre animal por muitos minutos, mas logo irritou-se ao a grandiosa cobra ignorá-lo.

- Que bicho chato!

Resmungou Duda, e logo saiu batendo o pé. O de olhos verdes suspirou, se apoiando na cerca que o mantinha meio metro longe do viveiro da jiboia.

- •Deve ser muito chato, viver em um pet shop onde as pessoas pensam que você é apenas uma atração. Os seres humanos parecem não se importar se está sofrendo, se está infeliz nesse lugar. Apenas se importam com a porcaria do dinheiro.•

Resmungou o de olhos verdes, levantando a cabeça rapidamente ao ver a cobra mirá-lo e piscar para si, como se o entendesse.

- •Enfim alguém que compreende. Estou surpreso, garoto, não existem muitos falantes de Perseltongue no mundo. O último desapareceu sete anos atrás. Como se chama?•

Indagou a jiboia, em sibilados. O menino olhou espantado para a cobra, sem entender o que estava acontecendo. Será que estava finalmente perdendo a sanidade?

- •Como assim falante? O que é Perseltongue? Eu não entendo... Eu nem sei como estou conseguindo me comunicar com você, dona cobra! Mas eu me chamo Harry. Harry Potter.•

Só então o menino percebera. Suas palavras não saiam palavras. Saíam sibilados. Sibilados de cobra.

- •Oh, você é bem famoso, criança. Mas me surpreende o fato de que não o saiba. Quem dera fosse, é óbvio que não saberia, sendo criado por aqueles trouxas imundos. Escute bem. Perseltongue é como chamamos nosso idioma, a Linguagem das Cobras. Poucos bruxos tem esse dom, pois é muito raro. Você é o segundo neste século a ter esta capacidade, depois do Lord das Trevas e obviamente, Salazar Slytherin.•

Explicou a jiboia, calmamente. Harry parecia que a qualquer momento iria explodir, diante tal explicação.

- •Então eu... Quer dizer que eu sou um bruxo...? E ainda por cima com um dom raro...? Isso é... É incrível, dona cobra. Mas acho que está me confundindo um pouco. Se eu sou um bruxo, porque não faço meus tios desaparecerem sempre quando querem me machucar?•

Questionou Harry, e a jiboia fez um som que pareceu ser uma risada.

- •Talvez seja o fato que não sabia ser um bruxo, até agora. Por tanto, quando queria se proteger, suponho que coisas estranhas tenham acontecido ao seu redor. Tenho certeza de que, com o treinamento adequado, você será um grandioso Bruxo, pequeno.•

Sibilou a serpente, e Harry sorriu.

- •De onde você é, dona cobra? Você tem um nome?•

Questionou, ficando na pontinha dos pés para aproximar-se do viveiro.

Nem a jiboia, nem Harry, haviam percebido o loiro do caixa os olhando intensamente.

- •Infelizmente, eu não posso nome, pequeno Potter. E sobre de onde eu vim? Oras, era um lugar maravilhoso, o Brasil. Muito bonito. Mas infelizmente fui capturada e passei por muitos lugares. Zoológicos e tantos outros, até chegar aqui. Sinto falta de minha filha, ela ainda está por aí, em um zoológico. Fomos separados quando ela ainda era um filhotinho.•

Informou a jiboia tristemente e Harry ficou triste, tentando encostar a mãozinha no vidro do viveiro.

- •Sinto muito, dona cobra. Queria poder te tirar daí. Hum... E se eu te der um nome? Você é muito bonita, e suas escamas parecem brilhar. Você também é muito grande... Quê tal Jörmundgander? Li em um livro velho do Duda que esse é o nome da serpente do mundo.•

Harry sorriu, e a jiboia fez um sibilado de aprovação, como se gostasse do nome. Porém, seu momento de paz estava muito bom para ser verdade.

Seu primo o empurrou para o lado, eufórico, enquanto puxava os pais pela mão até a cobra que sibilava com ódio para si, preocupada com Harry.

- Eu quero essa cobra! Eu quero, eu quero, eu quero!

Birrava, e os pais, Vernon e Petúnia Dursley, suspiraram, cedendo às vontades do filho. Entrementes, o que aconteceu a seguir deixou todos paralisados.

Harry encarava Duda com ódio. Canos de água estouraram no encanamento, molhando todos e dando leves curtos nas lâmpadas. O vidro do viveiro de Jörrmundgander desaparecera, e agora a jiboia arrastava-se até o menino Dursley.

Foi desespero total. A cobra deu um bote no garoto e o apertou até este implorar por ar, o largando com brutalidade e o fazendo cair nos braços de Vernon. Deslizou até Harry e enroscou-se em seu pescoço.

Petúnia torcia para a cobra matar seu sobrinho, pensava que isso aconteceria, mas fora um ledo engano.

Harry acaricou Jörrmundgander, que esfregou-se carinhosamente em si.

- •Obrigado, amigo. Finalmente estou livre! Mas permanecerei a seu lado. No momento que me dera um nome e me libertara de meu cativeiro, tornei-me sua familiar. Nunca o trairei, e sempre o protegerei, Harry.•

Afirmou Jörrmundgander, e Harry sorriu. Vernon perdeu a calma.

- ORA SEU...

Mas antes mesmo que pudesse desferir um chute no rosto de Harry, a água ao redor deles formara uma barreira, assustando todos.

Mas o caixa loiro não estava assustado. Estava alegre com a situação.

Logo, os Dursley e Harry voltaram para casa, mas desta vez na companhia de Jörrmundgander. O caixa a dera de graça a Harry com um sorriso e lhe dissera para cuidar bem da jiboia.

(...)

Não demorou muito para toda a disciplina da casa mudar com a presença de Jörrmundgander.

Ninguém ousava gritar, xingar, bater ou exigir nada de Harry. Ninguém se atrevia sequer a se aproximar.

O Potter podia comer o que quisesse, quando quisesse, sair e voltar quando desse na telha. Passou a dormir no segundo quarto de Duda e a aprender sobre o Mundo Bruxo, que Jörrmundgander lhe explicava o que podia.

Harry estava feliz, como nunca esteve na vida. Jörrmundgander, em um mês, tornou-se como sua irmã mais velha. Não, tornou-se como sua mãe. Sua mãe jiboia. (Autora: eu tô rindo disso)

Descobriu que podia respirar embaixo da água e controlar seus estágios, e nem mesmo a cobra mágica sabia dizer como era possível.

Mas sabiam que a partir dali, a vida de Harry, e a de Jörrmundgander, estariam tendo o seu verdadeiro início.



Graças ao Sibilar das Cobras e a Força das Águas.


Continua no próximo capítulo...?


Notas Finais


Obrigada pela capa @Jack_Frosty!


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