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História Harry Potter - Into The Darknees - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo - 2


   Harry estava sentado na cadeira em frente a uma escrivaninha que possuía em seu quarto, sua varinha recém adquirida estava pousada na mesa, ele a encarava, as palavras de Olivaras ainda martelando eu sua cabeça. Essa varinha seria tao poderosa assim? O que tinha de especial em sim para ter conseguido a lealdade dela?

Foi tirado de seus devaneios quando alguém bateu em sua porta, permitindo que a pessoa do outro lado entrasse. Sirius colocou a cabeça dentro do quarto primeiro antes de entrar por completo.

Assim que viu que era o padrinho Harry correu em sua direção abraçando a cintura do homem, Sirius deu uma risada e beijou os cabelos bagunçados do afilhado.

-- Como você está? Ansioso para Hogwarts?- Perguntou o padrinho se separando do abraço e sentando na beirada da cama.

-- Eu poderia mentir e falar que não estou ansioso, mas acho que não consigo esconder isso.- Falou passando a mão pelos cabelos bagunçando-os ainda mais.- Estou mais preocupado com que casa eu vou entrar.- Não escondia nada de Sirius, ele tinha sua confiança total, sempre foi assim.

O padrinho o olhou por um momento, percebeu a confusão no garoto.

-- Por que a preocupação com isso?- Realmente não entendia.

-- E se eu for para Sonserina?- Perguntou o moreno aflito.- Papai odeia sonserinos...

-- Seu pai não ia passar a te odiar só por causa de uma casa estupida, ele te ama demais. Não vejo problema em você ser selecionado para Sonserina.- Falou Sirius encarando o sobrinho.- Eu era para ter ido para lá, não fui porquê pedi, o chapéu aceita sua opinião.

O conselho de seu padrinho o deixou mais tranquilo, mas a ideia de mudar a escolha do chapéu o pareceu errada, mesmo que não quisesse ir para a casa das cobras, se o chapéu achasse que era a casa certa ele não iria desfazer sua vontade.

-- Tomara que dê tudo certo, não quero problemas dentro de casa.- Disse preocupado.

-- Não vão existir problemas, eu não deixarei, se caso tiver que interferir, eu irei, fique tranquilo.- Tranquilizou Sirius colocando a mão no ombro do sobrinho.

Após a conversa com o padrinho ambos desceram para o jantar na cozinha, que estava com a mesa maior que o normal, intrigado, Harry perguntou para a mãe o motivo, sendo que só viriam Sirius e Remus, não existia necessidade de uma mesa tao grande.

-- Esquecemos de avisar, assim que chegamos Molly nos chamou para um jantar na Toca, como iriamos fazer um hoje, chamei os Weasley’s.

Ficou feliz em ter mais visitas, adorava os Weasley’s a alegria da família contagiava qualquer um em qualquer festa, tinha uma certa amizade com os filhos do casal, apesar de não ser tão próximo assim, gostava deles, Fred e Jorge principalmente, os dois tinham as idades próximas e se entendiam facilmente, se divertia bastante com as palhaçadas dos gêmeos.

Não era tao próximo de Rony, James que possuía amizade com o garoto, na verdade sempre achara que o ruivo não gostava dele, sempre implicava com o moreno, Harry não entendia o porque.

Já Ginny nunca conseguira ter uma conversa normal com a garota, ela sempre ficava gaguejando e extremamente vermelha em sua presença, tanto de Harry quanto de James, achava que com James era pior porque com o irmão ela literalmente fugia dele.

Dos 7 filhos do casal Harry tinha contato só com 3, apesar de Percy estar em Hogwarts também não tinha contato algum com o menino e também não pretendia, Gui e Carlinhos já eram mais velhos então não existia contato também.


Depois de algum tempo, a família Weasley chegou na casa dos Potter animando o ambiente, a matriarca da família abraçou Harry, o apertando e parabenizando por ir para a escola e o pai da família lhe deu uns tapinhas no ombro.

Depois do jantar, Harry tinha se dirigido a sala de estar da casa, estava sentando em uma almofada em um dos cantos, onde existia uma pequena área com tapete para se sentar no chão e descansar. Girava sua varinha nas mãos brincando com a mesma e encarando o nada, não percebeu a aproximação.

-- Preocupado irmão?- Perguntou James sentando ao seu lado.

-- Estou mais ansioso que preocupado para falar a verdade, sonhamos tanto com esse momento que não perece ser verdade.- Respondeu pensativo.

-- Sonhamos juntos e você vai primeiro, ainda acho essa situação injusta, vou ficar sozinho uma ano todo, totalmente sem graça.- Lamentou James.

-- Não faça drama, vai passar rápido, ano que vem estaremos compartilhando os corredores de Hogwarts.- Tranquilizou o irmão, sabia que seria difícil para ele.

Ficaram mais uns minutos sentados conversando amenidades, até  que os gêmeos Weasley os chamassem para uma partida de Snap Explosivo. As horas passaram rápido, a família ruiva fora embora e só sobrara Remus e Sirius na sala dos Potter.

Seu padrinho e Remus conversavam com seu pai sobre algum assunto desinteressante sobre o ministério e a sessão de aurores, sua mãe cochilava na poltrona mais próxima, James Jr lia o livro Quadribol Através dos Séculos e Harry estudava um de seus livros adicionais sobre Feitiços e praticava alguns deles.

Logo depois de se despedir de Sirius e Remus, Harry subiu para seu quarto, estava muito cansado o dia fora cansativo, assim que colocou a cabeça em seu travesseiro não demorou muito para adormecer.



A semana passou extremamente rápido e o grande dia chegara, Harry levantou mais cedo que o normal, a ansiedade de ir para Hogwarts falava mais alto dentro se si. Antes das 8 da manhã tudo estava devidamente pronto e arrumado no andar debaixo próximo a lareira. O café da manhã da família Potter foi em clima de despedida, o horário da partida se aproximava e junto com o ânimo a tristeza se fez presente em Harry, percebeu que a despedida não seria nada fácil.

Por volta das 10:30 da manhã a família já se reunia na frente da lareira, Harry já estava em posse de seus pertences quando atravessou as chamas esverdeadas da lareira.

A plataforma 9¾ estava lotada com pessoas de todas as idades, os familiares junto dos alunos não paravam de chegar, o horário da partida se aproximava e a família Potter se dirigia a uma entrada do trem mais próxima, ao longe Harry conseguiu identificar um conjunto de cabelos ruivos que era característico da família Weasley, os cumprimentaram de longe pois estavam atrasados.

Avistaram uma entrada a alguns metros, iam se dirigindo a ela quando seu pai diminuiu o passo e segurou o ombro de Harry para que ele o acompanhasse, deixando Lily e James andando a sua frente.

-- Tenho um presente para lhe dar.- Falou o pai em tom de sussurro, mexendo no bolso de sua jaqueta James tirou uma capa das vestes, olhando para os lados se certificando que não havia ninguém os olhando continuou.- Meu pai me deu quando eu tinha a sua idade, e hoje sei que terá mais utilidades para você, estou grande demais meus pés sempre ficam a mostra.

Pegando das mãos de seu pai Harry viu do que se tratava, era a Capa da Invisibilidade que James tanto contava em suas histórias. Ao ver a expressão de assombro de Harry, seu pai lhe confortou.

-- É um presente, para se lembrar de mim enquanto estiver longe, sei que fara bom uso.- Disse, Harry percebeu o orgulho em seus olhos.

-- E-Eu não sei o que dizer, obrigado papai.- Respondeu emocionado.- Prometo usa-la bem.

Com um sorriso no rosto James fez um aceno com a cabeça para continuarem andando, Harry obedeceu e seguiu o pai, guardou capa em seu bolso e seguiu ate onde estava sua mãe e irmão.

O trem soou a buzina indicando que a hora da partida estava próxima, colocando suas coisas no chão a frente da entrada Harry se virou para sua família. Sua mãe quebrou a distância primeiro lhe dando um abraço forte e murmurou em seu ouvido para que comesse bem e se comportasse, seu pai também lhe abraçou e pediu para que tivesse cuidado, por fim seu irmão o abraçou e falou que sentiria saudades.

Depois de mais algumas despedidas emocionadas Harry entrou no trem, procurando uma cabine vazia que pudesse ler seu livro quieto. Após alguns vagões achou uma cabine vazia, guardou suas bagagens no devido local e se sentou.

Ocupou os primeiros minutos de viagem lendo o livro de Transfiguração que havia comprado como complemento para seus estudos, foi interrompido de sua leitura quando alguém abriu a porta de sua cabine.

-- Com licença, posso me sentar aqui? Todas as cabines estão lotadas, essa foi a mais vazia que eu achei.- Disse o garoto, Harry observou que ele parecia ter a mesma idade dele.

-- Tudo bem, não me incomodo.- Diz Harry

O garoto sentou em sua frente.

-- Meu nome é Luke Shafiq, é um prazer conhecer o filho de James Potter.- Disse estendendo a mão para um comprimento.

-- O prazer é todo meu Luke, me chamo Harry Potter. - Se apresentou apertando a mão do garoto.- Seu primeiro ano também?

-- Sim, estou bastante animado, espero que eu seja selecionado para Sonserina, e você qual casa quer ir? Soube que seu pai foi um grande grifinório.

-- Bem espero ir para Grifinória mas acho que é mais provável ser selecionado para Sonserina.- Respondeu Harry.

-- Uau! Seria divertido dividir a casa com você, espero que isso realmente aconteça.- Disse Luke animado.

Harry não respondeu apenas concordou com a cabeça, pensando bem ir para a casa das cobras não era uma ideia tao ruim assim, poderia fazer vários amigos e se divertir independente da casa. 

Harry gostara de Luke, eles tinham a mesma personalidade o que ajudava nas conversas. Luke era um pouco mais baixo que Harry, tinha os cabelos lisos arrumados e penteados para o lado, seus olhos eram claros, se misturam entre verde e o azul, tinha a pele clara mas não tao clara como a de Harry, perto dele parecia bronzeado.

Conversaram vários tipos de assuntos, o mais comentado fora Quadribol, ambos eram apaixonados pelo esporte e praticaram durante a infância, Harry jogava como apanhador e Luke se dividia entre goleiro e batedor, gostava da defesa.

-- Quem sabe ano que vem fazemos o teste e entramos para o time da Sonserina.- Disse Luke animado.

-- Sim! Eu adorei a ideia, mas acho que meu irmão não vai gostar. - Comentou Harry, sorrindo ao imaginar a cena de seu irmão zangado por não serem do mesmo time.

-- É mesmo! Você tem um irmão gêmeo não é!? Como é ter um irmão gêmeo? Quem é mais velho?- Perguntou rápido.

Harry sorriu com o ânimo do novo amigo e tratou de responder suas perguntas.

-- Bom, primeiro, nós não somos gêmeos, segundo, eu sou o mais velho um ano.- Agradecia todos os dias por isso, ter autoridade em algumas horas era muito bom.

-- Serio!? Sempre achei que eram gêmeos, todo mundo acha pra ser sincero.- Harry não o culpava, cansara das vezes que fora confundido com o irmão.

-- Verdade, já fui confundindo com ele milhares de vezes, estou acostumado.- Respondeu com um sorriso no rosto.

Alguém interrompeu a conversa que os dois garotos estavam tendo, a porta da cabine fora aberta e uma menina se encontrava na estrada.

-- Oi, será que posso me sentar aqui?- Disse a garota levemente corada.

-- Claro, como se chama?- Harry chegou mais para o lado e bateu a mão no acento ao seu lado, fazendo menção para a garota se sentar ali.

A garota ficou mais vermelha mas sentou ao seu lado.

-- Me chamo Kate Prince, prazer.- Se apresentou aos garotos.

-- Me chamo Luke Shafiq.

-- E eu, me chamo Harry Potter.- A garota permaneceu calada e ele puxou assunto. - Então Kate é seu primeiro ano também? Qual casa você quer ser selecionada?

-- Sim, mas não sei muito sobre a escola. Sou nascida-trouxa, meus pais são engenheiros no mundo trouxa, quando a ProfªMcGonagall foi em minha casa e disse que eu era uma bruxa meus pais quase a expulsaram, mas depois que ela fez a mesinha da sala virar um porco eles acreditaram.

Ambos os garotos riram com a história, seria engraçado ver a reação de dois trouxas vendo magia pela primeira vez.

-- Bom, eu sou sangue-puro então pra mim foi mais tranquilo, mas teve uma vez que eu fiz uma magia acidental que todos os moveis do meu quarto flutuaram ate o teto.- Contou Luke.

-- Uau, essa história é legal, minhas magias acidentais sempre foram sem graça.- Comentou Kate.

-- Meus pais dizem que minha primeira magia acidental, foi quando eu fiz todas os copos da mesa explodirem. Minha mãe falou que o motivo foi que as tortas de abóbora tinham acabado.- Disse Harry rindo, que foi acompanhado dos outros.

Harry percebeu que Kate tinha o sorriso muito bonito, seus olhos eram pretos como a noite, assim como seus cabelos, que passam um pouco do ombro, sua pele era em um tom bronzeado, como se tivesse acabado de voltar da praia.

-- Bem, eu sempre percebi que coisas estranhas aconteciam ao meu redor, tipo quando meu cabelo ficou verde sem explicação alguma, minha mãe achou que eu tinha pintado com alguma tinta.- Completou Kate em meio as risadas dos garotos.

-- Legal, mas você não me respondeu em qual casa quer ir. - Afirmou Harry

-- Eu não sei na verdade, as únicas que me chamaram atenção ate agora foram Grifinória e Sonserina, queria ser selecionada em uma das duas.

-- Que sorte, eu e Harry provavelmente iremos para Sonserina, seria legal se tivéssemos mais companhia.

-- Eu também acho, quanto mais amigos melhor.- Completou Harry, gostou da companhia da garota.

-- Então vou torcer para ser selecionada para Sonserina, não fiz muitas amizades. Pra falar a verdade não fiz amizade com ninguém, vocês são as primeiras pessoas que eu tive uma conversa mais longa.

-- Porquê? Alguém te tratou mal?- Perguntou Luke olhando para Harry.

-- Na verdade não, eu estava em uma cabine com outras garotas, mas elas só sabiam falar de garotos, esse assunto não combina muito comigo.- Comentou Kate.

-- Meninas, nunca vou entende-las. Conversam de garotos e na maioria das vezes eles são feios e sem graça. - Disse Harry.

-- Bem, elas só falavam de um famoso Harry Potter, filho de James Potter, o único que conseguiu destruir o Lord das Trevas. Nem sabia quem era ate te conhecer. - Disse Kate divertida.

O comentário da garota o fez ficar vermelho, não sabia quem eram as garotas mas não fazia sentido comentarem sobre ele, não tinha nada demais.

-- Você acaba de confirmar minha teoria, não entendo as garotas. - Foi a única coisa que conseguiu falar.

A viagem permaneceu tranquila. No final da tarde, quando já estava escurecendo Harry percebeu que estavam chegando a Hogwarts.

-- Acho melhor nós vestirmos nossos uniformes. - Falou Luke puxando seu malão.

Todos concordaram, minutos mais tarde estavam devidamente uniformizados. O trem foi diminuindo a velocidade até parar por completo, um alvoroço de estudantes saindo de suas cabines se instalou, Harry, Luke e Kate esperaram até que o tumulto cessasse para saírem do trem.

Já ao lado de fora, Harry percebeu ao longe um homem que se destacava na multidão, ele tinha por volta de uns 3 metros de altura, sua mão era do tamanho de uma bola de basquete e sua barba grande e crespa.

-- Alunos do primeiro ano, comigo! - Urrava olhando para todos os lados.

Harry e seus amigo se entreolharam seguiram em direção do homem que gritava. Junto com um grupo de primeiranistas esperaram até a estação estivesse vazia.

-- Estão todos aqui? Espero que sim, me acompanhem. - Dizendo o isso o meio gigante abriu caminho entre o grupo de alunos.

Aos escorregões e tropeços, eles seguiram o homem por um caminho de aparência íngreme e estreita. Estava tão escuro que Harry achou que deviam ter grandes árvores ali. Ninguém falou muito.

-- Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo.

Ao ter a primeira visão de Hogwarts, Harry não teve palavras para descrever a beleza do castelo. O caminho estreito se abria de repente até a margem de um grande lago escuro.

-- Só quatro em cada! - Gritou o meio gigante, apontando para a flotinha de barcos na beira do lago.

Harry, Luke e Kate entraram em um barquinho, mais uma pessoa entrou, mas Harry não sabia quem era e a garota também não se manifestou.

-- Estão todos confortáveis? - Gritou ele mais uma vez, tinha um barco maior só para si. - Então, vamos!

Então a flotilha de barcos arrancaram dos lugares todos ao mesmo tempo, o lago era liso como vidro, todos encaravam o gigantesco castelo no alto. Parecia maior cada vez que chegavam mais perto e Harry teve certeza de que todas as vezes que sonhou em conhecer o castelo, nunca fora desse jeito, era mais bonito do que sonhara.

Depois de passarem por uma longa cortina de Hera, foram impelidos por um túnel escuro que parecia os levar para debaixo do castelo, uma espécie de cais subterrâneo, onde desembarcaram.

Eles subiram por uma passagem na rocha e desembocaram em um gramado fofo e úmido à sombra do castelo.

-- Estão todos aqui mesmo não é!? - Se certificou o gigante.

Depois de perguntar o homem bateu na porta em sua frente três vezes.

Do outro lado da porta estava uma bruxa alta de cabelos negros e vestes verde esmeraldas. Tinha o rosto muito severo.

-- Alunos do primeiro ano ProfªMcGonagall.- Informou o gigante.

-- Obrigada Hagrid, eu cuido deles daqui em diante.

Ela escancarou a porta. O saguão era tao grande que Harry achou que caberia sua casa inteira ali dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes, o teto era alto demais para se ver, e uma imponente escada de mármore a frente levava aos andares superiores.

O grupo de alunos acompanharam a ProfªMcGonagall pelo piso de lajotas de pedra. A sua direita Harry conseguiu ouvir barulhos de centenas de vozes de uma porta, e imaginou que era onde os outros alunos estavam. Entraram em uma sala vazia ao lado do saguão, a sala não era grande o bastante para comportar aquela quantidade de alunos, então todos ficaram apertados olhando, nervosos, para os lados.

Harry não estava tão nervoso como Kate, a garota não entendia o que estava acontecendo, tentou tranquiliza-la.

-- Está tudo bem, meu pai me contou que nos trazem para essa sala antes das seleções. - Disse mais baixo para que só ela ouvisse.

Isso pareceu acalmar um pouco a garota, mas não totalmente.

-- Como é feita a seleção? - Perguntou ela apreensiva.

-- Por um chapéu. - Respondeu como se fosse normal, ao ver que os olhos da garota arregalarem, acrescentou rápido. - O chapéu seletor possui a consciência de cada fundador da escola, então ele te seleciona para a casa que acha que suas características combinam.

-- Tinha lido sobre algo parecido, mas não me lembrava que era um chapéu.

-- Se for te acalmar, eu também estou nervoso, mais do que eu achava que estaria. - Falou colocando a mão no ombro da amiga, pareceu acalma-la.

-- Bem-vindos a Hogwarts. - Disse a professora, chamando a atenção de todos. - O banquete de abertura do ano letivo vai acontecer daqui a pouco. Mas antes cada um de vocês será selecionado para uma casa. A seleção é uma cerimônia importante, pois enquanto estudarem aqui a casa que forem selecionados, será uma espécie de família. Vocês assistiram as aulas com seus companheiros de casa e passaram seu tempo livre na salão comunal.

“As quatro casas chamam-se Grifinória, Sonserina, Cornival e Lufa-Lufa. Cada uma tem sua história honrosa e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários. Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderão pontos para sua casa, enquanto os erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior número de pontos receberá a taça da casa, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa à qual vier a pertencer.”

“A Cerimônia de Seleção vai se realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam.”

As palavras da professora animaram Harry, que estufou seu peito e prometeu para si mesmo que seria o motivo de orgulho de sua casa e seus pais.

-- Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês, por favor aguardem em silêncio. - Dizendo isso se retirou da sala os deixando sozinhos.

Harry passava a mão na cabeça bagunçando ainda mais seus cabelos, um grupo de meninas o encaravam e cochichavam entre si, o que o deixou mais nervoso ainda. Olhando para os lados tentando se concentrar, viu que não era o único nervoso, a tensão estava presente no ar.

Alguns minutos mais tarde Harry e os alunos dentro da sala estavam cada vez mais nervosos, até que a porta de onde a professora tinha saído abriu novamente, McGonagall havia voltado.

-- Vamos andando, - disse com uma voz enérgica- a Cerimônia de Seleção vai começar. Façam uma fila e me sigam.

E assim foi feito, Harry entrou na fila atrás de Kate e a frente de Luke, todos os três nervosos, só Luke parecia um pouco menos que os outros dois, talvez estivesse escondendo bem.

Ao passarem pela porta, Harry conseguiu ficar sem palavras novamente, era muito maior do que imaginava quando seus pais contavam histórias da escola. O Grande Salão era iluminando por milhares de velas que flutuavam no ar sobre as quatro mesas, uma de cada casa ele percebeu, a sua direita próxima parede, com as cores vermelhas e dourado, Harry identificou como sendo a mesa da casa da Grifinória, a esquerda da mesa vermelha, tinha outra mesa azul e prata, ele identificou como Cornival, a terceira mesa tinha as cores amarela e preta, era Lufa-Lufa, a última do outro lado do salão tinha as cores verde e prata e Harry olhou para a mesa da Sonserina com receio, seria ali que seria selecionado?

A frente das quatro mesas, tinha outra comprida onde se sentavam os professores, foram direcionados para ela e ficaram enfileirados de frente para os alunos e de costas para os professores. Evitando os olhares dos estudantes, Harry olhou para cima e viu o teto aveludado e negro salpicado de estrelas, era exatamente como o livro dizia ser. Olhou para o lado e cochichou para Kate.

-- É enfeitiçado para parecer o céu lá fora, eu li no livro Hogwarts, Uma História.

A garota apenas acenou com a cabeça, parecia hipnotizada pelo teto.

Seu coração se acelerou quando viu a ProfªMcGonagall trazer um banquinho e colocá-lo a frente dos alunos. Em cima do banquinho tinha o chapéu, era remendado, esfiapado e sujíssimo.

Fez-se um silêncio total no Salão, então, o chapéu se mexeu. Um rasgo se abriu como uma boca e começou a cantar.


“Ah, vocês podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente do que o papai aqui.

Podem guardar seus chapéus-coco bem pretos,

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.

Não há nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso é só me porem na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverão ficar.

Quem sabe sua morada é a Grifinória,

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais;

Quem sabe é na Lufa-Lufa que você vai morar,

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes, sinceros, sem medo da dor;

Ou será a velha e sábia Corvinal,

A casa dos que têm a mente sempre alerta,

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais;

Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

E ali fará seus verdadeiros amigos,

Homens de astúcia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

Vamos, me experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador!”


O salão inteiro bateu palmas quando acabou a canção, ele fez uma reverência para cada uma das mesas e ficou imóvel mais uma vez.

A professora se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.

-- Quando eu chamar seus nomes, coloquem o chapéu e sentem no banquinho para seleção. Emma White.

A garota foi ate o banco e colocou o chapéu

Cornival ”- Gritou o chapéu, e a mesa da casa azul rompeu em comemoração.

-- Ross Garcia. - O menino fez mesmo que a anterior.

Grifinória”- Agora foi a vez da casa vermelha comemorar.

-- Megan Miller. - A cada nome citado o nervosismo de Harry aumentava, queria que aquilo acabasse logo.

Lufa-Lufa” – Mais gritos.

O numero de alunos diminuía cada vez mais, Harry olhava para seus amigos, que pareciam tão nervosos quanto ele. Até que sobraram 5 alunos a frente de todos, Harry seus amigos e mais dois.

-- Owen Moore.

Sonserina”- A casa das cobras comemoram mas pareciam mais contidos que as outras casas.

-- Kristy Lewis. - Harry tinha a impressão que ficaria por último, não estava tendo sorte naquele dia.

Grifinória”- Mais uma onde de gritos.

-- Luke Shafiq. - Ao seu lado direito Harry pode perceber seu amigo endurecer quando a professora o chamou. O observou caminhar até o banquinho e colocar o chapéu na cabeça.

Sonserina” - Mais uma onda de comemoração, e Luke olhou para trás procurando Harry, com um sorriso no rosto o cumprimentou e foi em direção a mesa.

-- Kate Prince. - Suas suspeitas se tornaram realidade, seria o último da lista, com certeza não era seu dia de sorte.

Sua amiga caminhou até o banco, parecia ter medo, mas n demorou muito. O chapéu demorou mais que o normal, parecia estar em dúvida de onde colocar a garota, por fim, gritou.

Se é o seu desejo, Sonserina” - Ela levantou satisfeita e bandou um beijinho para Harry que corou com o ato da amiga.

Então sobrara só ele, em frente a todo o salão, sentiu todos os olhos sobre si e tentou não sentir vergonha e esperou a professora chamar seu nome.

-- Harry Potter.

Uma onde de sussurros veio com a menção de seu nome. Não conseguiu distinguir o que falavam, apenas queria que acabasse, então foi em direção ao banquinho e colocou o chapéu em sua cabeça.

A voz do chapéu ecoou em sua mente.

- Difícil. Muito difícil. Uma mente inteligente, bastante coragem, Grifinória seria uma boa casa, mas tem grandeza dentro de si, consigo enxergar, só existe uma casa que suportaria tal grandeza, sim, está decidido...

Sonserina” - Pela primeira vez ouve silêncio, que demorou poucos segundos.

A mesa verde explodiu em comemorações, mais altas que todas as outras vezes, todos os alunos estavam de pé gritando e aplaudindo. Harry se dirigiu a onde Luke e Kate estavam sentados, ambos com sorrisos no rosto.

-- Nossos planos deram certo! - Kate comemorou, seus olhos brilhavam de ânimo.

-- Mal posso esperar, esse ano vai ser especial! - Gritou Luke em meios aos gritos de comemoração que ainda persistiram.

Acabaram quando o diretor da escola, Albus Dumbledore, se levantou de sua cadeira na mesa dos professores. Harry o observou, era impressionante a áurea que o bruxo tinha, tinha uma certa admiração pelo diretor e queria ser poderoso como ele um dia.

-- Agora que a Cerimônia de Seleção foi terminada, bom banquete a todos.

Assim que terminou sua fala, toda a mesa se encheu de comida, Harry ficou abismado com a quantidade de comida em sua frente, tinha tudo que se podia imaginar. Despois de satisfeito, empurrou seu prato, não tinha percebido que a viagem o deixara com tanta fome.

Mais uma vez o diretor se levantou de seu lugar e ficou em pé no pequeno palco.

-- Agora que estamos satisfeitos, gostaria de dizer algumas palavras, aos alunos do primeiro ano gostaria de dar minhas boas-vindas, que façam amigos em suas casas e estudem. É proibido andar na floresta da propriedade da escola, e espero que cumpram essa regra. Também queria dar as boas vindas a nossa nova professora de defesa contra as artes das trevas, Profª Galateia Merrythought.

A professora se levantou ao ser apresentada pelo diretor, Harry observou que ela devia ter por volta dos 40 anos de idade, seus cabelos eram negros e curtos iam ate o pé da orelha, tinha o nariz pontudo e olhos azuis. Todos aplaudiram a professora em forma de respeito, ela voltou a se sentar.

-- O Sr. Filch, o zelador, me pediu para lembrá-los de não fazerem magias nos corredores no intervalos das aulas.

“Os testes de quadribol serão realizados na segunda semana de aulas. Quem estiver interessado em entrar para o time de sua casa deverá procurar Madame Hooch. Agora antes de irmos para a cama, vamos cantar o hino da escola!”

Harry percebeu o desconforto dos colegas ao seu lado. Dumbledore abanou a varinha como se estivesse espantando um mosquito, uma fita dourada saiu da ponta de sua varinha e flutuo por cima das mesas formando palavras.

-- Cada um escolha sua música preferida.- convidou Dumbledore. - E lá vamos nos!

Em altos brados todos cantaram:


Hogwarts, Hogwarts, Hoggy Warty Hogwarts,

Nos ensine algo por favor,

Quer sejamos velhos e calvos

Quer moços de pernas raladas,

Temos as cabeças precisadas

De ideias interessantes

Pois estão ocas e cheias de ar,

Moscas mortas e fios de cotão.

Nos ensine o que vale a pena

Faça lembrar o que já esquecemos

Faça o melhor, faremos o resto,

Estudaremos até o cérebro se desmanchar.


Não fora nem um pouco sincronizado, cada um acabou em seu tempo, os gêmeos Weasley foram os últimos arrancando risadas de todos.

-- Ah a música. - Disse secando os olhos – Uma bela magia. Agora, hora de dormir! Vamos, andando!

Alguém na mesa sussurrou “Maluco” arrancando algumas risada abafadas. Era obrigado a concordar, o diretor não parecia bem em seus estados mentais, mas dizem que todos os gênios tem um pingo de loucura, e Harry percebeu que a frase tinha um tom de verdade.

-- Alunos do primeiro ano me acompanhem.- Disse um menino alto, se levantando da mesa. - Me chamo Garry Lewis, sou monitor-chefe da Sonserina. Vou leva-los ate a sala comunal da nossa casa.

O salão comunal da Sonserina localizava-se nas masmorras de Hogwarts. Sua entrada ficava atrás de uma parede de pedra.

-- Essa é a entrada da sala comunal, basta dizer a senha que ela se abre, mas de quinze em quinze dias ela muda então fiquem ligados. Sangue-puro.

Após o monitor dizer a senha a parede de pedra se abriu como uma porta, revelando uma pequena escadaria que dava para a sala comunal, esta era muito bonita, possuía sofás pretos, tinha um clima frio e agradável e a lareira fazia com que não fosse tão frio. Além de sofás possuía estantes, e tapeçarias com aventuras de outros sonserinos.

Ao ficar observando a sala comunal percebeu que todos os alunos da casa estavam ali, Harry deduziu que haveria outra reunião. Então um homem apareceu de umas das portas na parede, suas vestes longas e pretas, cabelos pretos compridos e nariz pontudo característicos o fizeram reconhecer como Severo Snape, o homem que seu pai odiava.

Snape parou de frente para todos os alunos, seus olhos pretos caíram sobre Harry, ele devolveu o olhar, depois de alguns segundos o encarando, o professor começou seu discurso.

-- Bem-vindos a mais um ano escolar, aos alunos do primeiro ano, vou repassar as regras como sempre faço todo ano. - Sua voz era calma e fria, o que o tornava mais sombrio. - Essa casa só entram os melhores, e eu vou querer isso de cada um de vocês, nem que precise arrancar com as minhas próprias mãos. Um sonserino não age por impulso ou caí em provocações, vocês devem ser frios, calculistas e o mais importante, inteligentes. Não serão aceitos conflitos com alunos de outras casas, principalmente a Grifinória.

“Aos conflitos com os alunos de sua própria casa, devem ser resolvidos aqui dentro, com a minha supervisão e aprovação. Se resolverem por si próprios estarão arrumando mais problemas para os senhores e senhoras. Todos os problemas são resolvidos com duelos marcados. Se entrarem em alguma confusão, saiam sem ser percebidos, usem a inteligência, se verem algum amigo precisando de ajuda, ajude, pois juntos conseguimos evoluir e nos tronar grandes.”

Fez uma pausa após alguns aplausos, ele observou que o professor era bem respeitado.

-- Sou o professor de poções e espero que saiam bem em minha matéria, não aceitarei erros nem desculpas esfarrapadas. Amanhã de manhã vocês receberam seus horários, se por acaso, tiverem esterco no lugar do cérebro e por acaso o perderem, ficará um anexado no quadro se avisos para vocês replicarem. Não a horário fixo para ficarem na sala comunal, mas não exagerem. Os dormitórios são individuais, cada porta tem seus nomes gravados, os dormitórios femininos e masculinos são separados, vocês só poderão entrar com a permissão do dono, sendo menino ou menina, isso é tudo, desejo aos senhores e senhoras uma boa noite.

E se retirou pela mesma porta que entrou, os alunos ali presentes começaram a se dispersar em direção aos dormitórios. Harry, Kate e Luke se sentaram em um sofá na frente da lareira.

-- Ele é sinistro. - Kate quebrou o silêncio.

-- Sou obrigado a concordar. - Luke fez uma careta.

-- Meu pai e ele se odeiam, acho que ele vai pegar no meu pé mais que o normal. - Lamentou o garoto.

-- Cara, sinto pena por você. - Disse o amigo e Kate concordou com a cabeça.

-- Acho que vou subir, quero conhecer os dormitórios e estou bastante cansada. Vejo vocês amanhã. - Kate se despediu indo em direção aos dormitórios.

-- Acho que devíamos seguir o conselho dela. - Se levantou Harry, seguido de Luke.

Entraram em um corredor largo com uma escada no final, cada ano possuía um andar, fazendo o 7° ano ficar no último andar. Harry e Luke procuraram nas portas seus nomes gravados, seu dormitório era um dos últimos do corredor, seu nome estava gravado na porta como se alguém estivesse queimado a madeira com as letras.

Ao abri-la Harry se deparou com um quarto luxuoso, não e tão grande mas o luxo do quarto o deixava maior. Era em forma retangular no lado oposto da porta se encontrava a cama de casal king size, a direita mais ao meio da parede existia uma lareira acesa, do outro lado quase em frente a lareira tinha uma prateleira e uma mesa com 4 cadeiras, todas pareciam confortáveis com suas almofadas verdes.

Mais ao fundo a direita, do lado da cama tinha uma porta, Harry descobriu depois que era um banheiro, era pequeno mas possuía uma banheira grande o suficiente para pegar todo o espaço, as pias eram brancas e os espelhos extremamente limpos.

 Harry admirou o quarto por mais alguns minutos, era muito bonito, foi ate sua cama e descobriu que ela era mais macia que a do seu quarto em sua casa. O cansaço tomou conta de si, então após trocar de roupas deitou-se na cama e se acomodou, estava ansioso para o início das aulas.





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