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História Harry Potter - Into The Darknees - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Capítulo - 4


11 de Agosto  - 1980


Dumbledore estava em seu escritório quando recebeu a carta.

Encontre-me as 00:00 na saída de Hogsmeade, tenho informações importantes.

S.S

Sabia que se Severo o procurasse uma de suas teorias estava certa, mas precisava de mais informações e poderia conseguir tirar isso do homem.

E no horário indicado o diretor aparatou no pequeno vilarejo, andou com calma até sua saída, e ao longe, viu o homem. Severos Snape estava de costas, olhando para o céu estrelado daquela noite.

-- O que queres comigo Severo? - Perguntou o diretor chamando a atenção de Snape.

-- Não se faça de tolo, ambos sabemos o porque eu estou aqui. - Respondeu frio. - O Lord das Trevas o escolheu.

-- Qual deles? - Dumbledore queria ter certeza.

-- Quem mais seria? - Disse com sarcasmo. - Ele irá atrás dela, por favor, não deixe. Esconda-os, todos eles. - Snape quase implorava, não podia deixa-la morrer, qualquer um, menos ela.

-- Você não está preocupado com o garoto não é? Não seja egoísta Severo, pelo menos uma vez em sua vida.

-- Não me importo, errei no passado, não tem mais volta. Mas não posso deixa-la morrer. - A dor era perceptível em sua voz.

-- O que ganharei com isso? Qual a garantia que me dará para confiar em você?

-- Eu lhe dou qualquer coisa. Apenas a proteja, é a única coisa que peço.

Dumbledore o encarou por alguns minutos, parecia decidir se confiava mesmo no homem em sua frente.

-- Sei que seus membros estão morrendo. Sei que existe um traidor entre eles. E eu sei quem é. Se fizer o que lhe peço terei uma dívida e obedecerei a suas ordens. - A informações de Severo pegaram Dumbledore de surpresa, se ele realmente soubesse tais informações, essa conversa seria o ponto chave da guerra.

-- Quando será o ataque? - Perguntou.

Severo relaxou, e pareceu agradecido de o homem ter acreditado nele.

-- Daqui 3 dias, esconda eles, ele fará o ataque em pessoa. Nada conseguirá para-lo.

-- Quem é o traidor? - Fez mais uma pergunta.

-- Peter Pettigrew. - Snape respondeu com nojo em sua voz.

-- Agradeço as informações, agora vamos as minhas ordens.

Snape travou, não sabia o que ele lhe pediria.

-- Quero que seja meu espião infiltrado.- Dumbledore disse como se fosse simples.

-- Ficou maluco!? Como vou lhe passar informações? Foi um grande trabalho te encontrar essa noite, ele vigia cada um de seus servos.

-- Bem, estamos a procura de um professor de poções. E sei que você tem mestre em poções, poderia substituí-lo facilmente.

Snape olhou Dumbledore como se achasse o homem louco.

-- Como entrarei em Hogwarts sem que ele desconfie? O Lord das Trevas não é burro se caso não percebeu.

-- Entrará em Hogwarts pelo mesmo motivo. Espionagem. Acredito que Tom gostaria de ter um de seus seguidores infiltrados na escola.

-- Ele não acreditaria.

-- Faça-o acreditar. São as minhas ordens, te encontro daqui uma semana em meu escritório.

Não deu tempo de Severo o responder, se virou e fez seu caminho de volta a escola.



2 de Setembro - 1991


Agora 11 anos depois, Dumbledore estava sentado em seu escritório. Algo ainda martelava em sua cabeça, se a profecia falava de um garoto, como James Potter conseguiu vencer Voldemort?

Isso dava a certeza a ele que Voldemort não estava realmente morto, ele voltaria. Mas agora tinham dois garotos, idênticos, a quem a profecia se referia?

A resposta veio no primeiro dia de setembro, a escolha de Harry Potter para a Sonserina respondia mais uma de suas perguntas. Mas o garoto ainda era novo demais, o futuro que o esperava era cruel demais para uma criança de 11 anos ter consciência, precisava de ajuda.

E sabia a pessoa certa para isso.

-- Me chamou senhor? - Severo apareceu na porta.

-- Sim, sente-se Severo. Que tal tomarmos um chá antes? - Disse levantando eu direção ao bule.

-- Do que se trata essa conversa diretor? - Perguntou Snape preocupado, sentando-se na cadeira.

-- Primeiro o chá, certo? - Desconversou Dumbledore, sabia que convence-lo seria difícil.

E assim foi feito, tomaram o chá em silêncio, Snape estava preocupado com o que o diretor queria.

-- Então, vamos direto ao ponto. O que o senhor quer comigo? - Snape perguntou quando terminou seu chá.

Dumbledore o fitou com seus olhos azuis por alguns segundos antes de responder.

-- Preciso de sua ajuda Severo. - Respondeu direto.

-- Para o que seria?

-- Ambos sabemos que Tom não foi destruído naquela noite de Halloween.

-- Onde eu me incluo nisso?

Dumbledore respirou fundo, não adiantaria mais enrolar o professor.

-- Ambos também sabemos que a profecia falava de um garoto, que ele teria o poder para destruir o Lord das Trevas. Apesar de novo na época, James não era um garoto quando o derrotou.

Snape temia para onde a conversa ia.

-- Diga-me que não está falando do garoto. - Falou mais para si mesmo enquanto passava a mão eu seu rosto, demostrando cansaço.

-- Preciso de sua ajuda, ele tem que ser treinado desde novo e por acaso ele foi selecionado para casa que você é chefe.

Snape tentava controlar sua raiva, não acreditava que aquilo estava realmente acontecendo.

-- Ele não é digno da Sonserina, o chapéu deve ter se enganado. - Respondeu entre os dentes

-- Não acredito que seja verdade, ouvi relatos dos professores que deram aulas para ele hoje. Estão bastante impressionados com sua inteligência e poder, isso é um sinal Severo. Temos que treina-lo. Eu tenho um plano, mas preciso de sua ajuda para dar início a ele.

-- Que plano é este? - Snape se mostrou interessado pela primeira vez.

-- Tenho o objetivo de manda-lo para a CIB. Mas antes ele tem que possuir um mínimo de treinamento, e você iniciaria esse processo. Mesmo que seja do meu desgosto, você, é o único confiável para ensina-lo.

Snape arregalou os olhos com as informações do diretor.

-- Deixe-me ver se entendi. Você, quer que eu, ensine e treine, um garoto de 11 anos?- Dumbledore confirmou com a cabeça- Você perdeu seu juízo.- Debochou.

-- Não negarei, mas é o único jeito. Ele precisa aprender tudo que puder, precisa usar as mesmas artimanhas de Voldemort.

Snape fez uma careta com nome dito pelo diretor, mas prosseguiu.

-- E o que a Confederação Internacional de Bruxos tem haver com isso? Por que manda-lo para lá? Se você mesmo pode treina-lo.

-- Eu posso e irei, mas como pode ver, não tenho um físico de um auror, Harry precisa aprender mais que apenas magia. Precisa ser rápido, silencioso, focado. Ele tem que se transformar em um soldado altamente treinado Severo.

-- E porque eu? Por que não o manda diretamente para a Confederação? Ou você mesmo o treina?

-- Quando Tom voltar, o farei acreditar que o escolhido é James, o irmão mais novo. Harry se infiltrará junto com você e acabaremos com isso de uma vez por todas.

-- Você ouviu o que acabou de dizer!?- Severo estava indignado.- O garoto tem apenas 11 anos, nem atingiu a puberdade, não é poderoso o suficiente.

-- Não agora, por isso você irá treina-lo, vai ensina-lo Legimência e Oclumência, a se proteger, como viver na escuridão, preciso que o prepare para a tempestade que se aproxima.

-- O garoto não vai ter chance de ter uma infância, provavelmente nem amigos. Vai acabar com a vida dele.- Respondeu se alterando.

-- Não me diga que já criou sentimentos por ele Severo.- Snape desviou o olhar rapidamente. - Acha que gosto de fazer isso? É necessário, ele carrega nos ombros o peso do futuro do mundo bruxo. Ele é a nossa salvação, somos apenas peões nesse tabuleiro. Devemos conduzi-lo, ensina-lo e prepara-lo, ele fará amigos, tenho certeza disso.

“ Ele pode possuir a aparência de James, mas sua personalidade é totalmente de Lily, até a forma como olha as coisas. Tem facilidade de fazer amizades, tenho certeza que seu irmão o ajudará nesse quesito.”

Snape não gostava, mas sabia que o diretor estava certo. Precisaria engolir seu orgulho e cumprir sua tarefa, pelo bem maior.

-- Quando iniciarei com ele?- Perguntou derrotado.

Dumbledore pareceu satisfeito.

-- No início do próximo mês. Deixarei ele se acostumar com as aulas, quero ver suas avaliações do primeiro mês. Agradeço sua ajuda Severo, sei que posso contar com você sempre que precisar.

-- Se esse garoto demonstrar um simples ato característico de James Potter em algumas dessas aulas, eu não continuarei. Entendido?

-- Entendo, mas sei que não vai acontecer. Considere nossa conversa encerrada. - Disse o diretor entrando para seus aposentos, deixando Severo sozinho no escritório.

A caminho de sua sala Severo já tinha se arrependido de aceitar a maldita proposta, Dumbledore conseguia ser bastante convincente quando queria e o odiava por isso. Não tinha como voltar atrás, única coisa que restava agora era analisa-lo, teria um mês para isso.

Se o garoto fosse exatamente como Lily seria doce e gentil, não arrogante e mimado como o pai.

Um mês.

Era o que precisava para ter certeza da decisão, se percebe-se que ele era como o pai, desistiria, não importava o que Dumbledore dissesse, decidiu enquanto entrava em seus aposentos.

     No dia seguinte conheceria Harry Potter e torcia para que ele fosse igual sua amada. Mal sabia que o garoto o surpreenderia.



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