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História Harry Potter - Príncipe das Trevas. - Capítulo 1


Escrita por: e Danny_Miller


Notas do Autor


Bom, eu estou com ideias a mil e pretendo postar todas. Ainda vou fazer um cronograma pra poder postar capítulos diariamente se puder de todas as fanfics Tomarry que tenho ^^
Resolvi começar a história de forma um pouco agilizada, meio resumindo o que podia no prólogo ^^
A cena que inicia nossa história é a parte em que estão no zoológico... Mas aí já começa nossos "E se?"
Pensem bem. E se a jiboia que Harry libertara do zoológico tivesse decidido ficar com ele? E se tudo começasse a mudar a partir desta pequena diferença?
Pois bem, vamos ao prólogo!

Boa leitura!



Ah sim, relembrando:

- Fala normal
" " Pensamento
• Perseltongue.

Capítulo 1 - Prólogo - O Sibilado das Cobras.


Fanfic / Fanfiction Harry Potter - Príncipe das Trevas. - Capítulo 1 - Prólogo - O Sibilado das Cobras.

Harry Potter - Príncipe das Trevas.

Prólogo - O Sibilar das Cobras.



{...}

Dez anos.

Dez longos e malditos anos.

Dez longos, malditos e azarados anos.

O garoto perguntava aos céus e aos infernos quando aquela convivência infeliz iria ter um fim definitivo.

Se perguntava a todos os momentos, como raios ainda estava vivo. Oras, já perdera as contagens de quantas vezes levara uma bela duma surra apenas por algo estranho ocorrer a seu redor.

Suspirou, observando aos mãos frágeis, e, calejadas. Os pulsos marcados com cicatrizes pelos vários cortes que ali depositava, a única forma de alívia-lo de sua própria dor. Sua dor física não era nada se comparada a psicológica.

As costas eram repletas de hematomas causados por pedaços de madeira, e uma grande cicatriz ziguezagueava por sua pele anemicamente pálida. Cicatriz essa causada por uma cinta grossa com espinhos propositalmente grudados a si.

O menino suspirou, enquanto tocava sua barriga por baixo da blusa larga que usava. Podia sentir com clareza a pele queimada em terceiro grau, de tantas vezes que ficou a frente do fogão mesmo sendo tão menor quanto o objeto.

Ódio.

Era a palavra que mais definia seu sentimento amargo perante aquela vida cruel. Demônios, era apenas uma criança! Qual fora seu pecado para receber tamanha punição?!

Entrementes, ele sentia-se um tanto satisfeito aquele dia. Os tios abusivos que "cuidavam" de si praticamente foram obrigados a levá-lo junto em um passeio ao zoológico, no aniversário de seu primo que mais parecia um porco do que ser humano.

Agora, eles estavam na ala de répteis. O menino não pode deixar de revirar os olhos quando seu primo tentou acordar uma cobra bem grande, que ressonava sem se importar com alheios. De certa forma, ele compreendia o tédio da serpente.

- •Deve ser entediante ficar presa, com essas companhias tão toscas vindo lhe encher o saco o tempo todo por esse vidro. Você devia ser livre. Todo animal devia ser. Sinceramente, o ser humano não pensa em nada exceto a própria ganância.•

Resmungou o menino em um sussurro, pendendo a cabeça para o lado ao ver a cobra erguer-se e virar a cabeça em sua direção, piscando logo depois. E apenas para confirmar que não estava ficando louco, piscou para a cobra. Esta lhe mostrou as presas ofídicas, como se sorrisse para si.

- •Devo concordar com você, criança. É solitário viver neste cativeiro. Entrementes, como se chama?•

O menino que, se antes estava surpreso, agora estava espantado. Realmente conseguira entender a serpente? Ou fora apenas imaginação? Resolvera conversar com a mesma e tirar as suas próprias conclusões.

- •Me chamo Harry. Harry Potter. E você, como se chama? De onde é?•

E com um sorriso, percebera que suas próprias palavras não saiam como palavras. Saiam como sibilados ofídicos, que a serpente sibilava em resposta.

- •Não possuo nome, criança. Olhe esta placa a seu lado direito.•

Instruiu a jiboia e o menino, Harry Potter, obedeceu. Sentiu-se triste pelo pobre ofídio ao notar que fora criado em cativeiro.

- •Sinto muito... Queria poder fazer algo para te tirar daí. Eu... Posso te dar um nome?•

Questionou e a cobra somente balançou a cabeça em confirmação, sibilando de forma como se apreciasse a ideia.

- •Você é linda, muito linda. Então que tal Bella?•

Sugeriu e a cobra sibilou mais alto, em sinal de aprovação. Contudo, o primo de Harry percebera e começara a chamar o pai para ver.

Ambos derrubaram Harry no chão. Seu primo pouco se importara ao pisar com força em suas costas, o deixando ofegante por alguns segundos.

- •Humanos... Sempre os odiarei por tudo que me fizeram. Os odiarei até o fim de minha vida. Exceto por você, pequeno Harry, pois sei que não é como eles. É diferente, é amigo.•

Sibilou Bella, e Harry deu um pequeno sorriso para esta. Olhou com ódio para o primo e num piscar de olhos, o viu cair dentro da jaula de Bella.

O vidro misteriosamente desaparecera.

Todos começaram a gritar quando a jiboia arrastou-se para fora da jaula, ressonando uma respiração profunda como se apenas naquele momento sentisse o verdadeiro ar puro.

Ela parou em frente a Harry e esfregou a cabeça carinhosamente em seu braço.

Todos olhavam com espanto. Os Dursley, que eram seus tios e seu primo, encaravam a cena com assombro.

- •Seja livre, Bella, e explore o Brasil. Explore o mundo. Você tem agora o que é seu por direito, Bella. Sua liberdade. Seja feliz•

Sibilou Harry com um sorriso fofo no rosto, sem se importar com os olhares que eram direcionados a si. A serpente fez um som que talvez fosse uma espécie de muxoxo.

- •Obrigada, amigo. Mas por mais que eu queira, pequeno, eu não posso ainda. Esses humanos querem lhe machucar. Não irei permitir. Vou estar a seu lado e te proteger. É isto que amigos fazem, não? Es o meu primeiro, criança.•

Sibilou Bella e Harry sorriu, esticando o braço e a serpente o circulou, observando todos de maneira perigosa. O gerente do zoológico havia chegado e intrigado com a situação. Tentava a todo custo tirar a serpente do pequeno Potter, que se recusava e por vezes o assustava falando com a cobra.

- Eu... Bem... L-Leve-a com... L-Leve-a c-com você... U-Um presente, considere... A c-cobra g-g-gostou mesmo de v-você...

O homem estava assustado, assim como os Dursley, e aquele dia voltaram para casa com a jiboia pendurada no pescoço de Harry.

Os tios de Harry se arrependeram muito de terem ousado brigar feio com ele, pois quase morreram por causa de Bella que lhes deu um bote. Mas logo foi acalmada por Harry, e então tudo começou a mudar.

Não demorou muito para a cobra mudar a disciplina daquela casa por completo. Seus tios não gritavam, batiam, xingavam ou exigiam nada de si. Bella ameaçava dar o bote neles com sibilados assustadores. O primo de Harry sequer se aproximava mais dele.

Pela primeira vez na vida, Harry teve paz. Sossêgo. Sentiu o que era felicidade, o que era ter carinho e afeto, sentiu o que era ter amigos. Em menos de duas semanas, Harry e Bella eram como irmãos. Ele ainda se perguntava como podia falar com cobras, mas estava grato por tal dom estranho.

E Bella sentia-se extremamente feliz convivendo com Harry. Pela orientação vez, podia ver a luz do sol. Podia sentir a brisa fresca. Podia andar por todo o espaço que quisesse. Podia subir em árvores, caçar o próprio alimento se quisesse, e assustar os adultos que importunavam seu amigo. Era o que mais gostava.

Logo, descobriu Bella, seria o décimo primeiro aniversário de seu "irmão". Estava triste por ele nunca receber presentes, carinho ou o que fosse de bom que humanos poderiam fazer entre si nessas datas especiais que eram os aniversários. Mas estava feliz de ver que o menino se contentava consigo, a tratava com amor e carinho, e uma forma bem liberal.

Mas tinha um mal pressentimento rondando a cobra. Quase como um sibilar de alerta em sua mente ofídica.

- •Ainda me pergunto como faço essas coisas estranhas. Começo a achar que sou mesmo uma aberração.•

Suspirou Harry, desabafando com Bella que enroscou-se gentilmente em sua cintura.

- •Nunca repita isso, Arry, por que você não é! Não se deixe abalar por idiotas. Você é especial, é diferente, mas e daí? É o que te torna único. Meta isso na sua cabeça.•

Sibilou de forma carinhosa, e Harry sorriu quase choroso. Deu um leve abraço da forma que pode no corpo grandioso da cobra, que soltou um sibilado de apreciação.

- •Bell... Obrigado.•

Disse o menino, os olhos esverdeados reluzindo alegria. Bella sibilou contente, até soltar um som semelhante a um gemido dolorido.

- •Pequeno... Estou com um mal pressentimento... Eu não sei porque, mas sinto que algo ruim vai acontecer... Em breve. Muito em breve.•

Bella sibilava de forma assustada, e Harry sorriu confortante para a amiga e irmã, acariciando o focinho ofídico.

- •Não importa. Vamos estar juntos, então não tenho nada a que temer. Não fique pensando demais nisso, ou vai ficar assustada. Porque não vamos lá no Duda assustar ele pra valer?•

Incentivou, e logo a cobra estava mais calma. Mas aquele sibilado de alerta permanecia em claro como água em sua mente. Embora não soubesse bem o que queria dizer.
























"•Jamais confie no diretor de Hogwarts, e proteja o menino."









Continua no próximo capítulo...?


Notas Finais


Bueno, era apenas isso mesmo!
Um abraço apertado para todos! ^^
Se tiverem gostado, comentem, se não, me xinguem XD
Ah, e agradeço muito a @Jack_Frosty pela capa da história! Agradeceria ainda mais se me ajudasse com capas para as outras! ^^


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