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História Harry Potter - Red Ultra Volcanic. - Capítulo 1


Escrita por: e Danny_Miller


Notas do Autor


Boa leitura! ^^

Capítulo 1 - Prólogo - Novas Irmãs.


Fanfic / Fanfiction Harry Potter - Red Ultra Volcanic. - Capítulo 1 - Prólogo - Novas Irmãs.

Harry Potter - Red Ultra Volcanic.

Prólogo - Novas Irmãs.


{...}

Dor.

Era isto que definia seu sentimento de agora. Contorcendo-se em seu quarto - um cubículo embaixo das escadas - pela mais genuína dor.

Seus olhos estavam vermelhos de tanto que chorava. Sua garganta seca e dolorida de tanto que soluçava.

Sangue escorria de seu nariz, este qual estava quebrado. Um curativo mal feito que ele próprio fizera em seu olho esquerdo, ocultando a ferida que ali jazia devido um "acidente" envolvendo as lentes de vidro de seu óculos.

Suas costas estavam pior do que arranhadas. Doíam mais do que o Inferno. A pele anemicamente pálida, agora vermelha e beirando a carne viva.

Seu pulso estava torcido, e por isso mal conseguia mover a mão esquerda.

Infernos, porque tinha de sofrer daquela forma? Porquê justo ele? Era só uma criança! Uma pobre e doce criança, que apenas desejava poder ser feliz! Porquê a Vida lhe era tão cruel? O que fizera de tão mal para ter de merecer aquela punição?!

Ele levantou-se de sua cama - se é que podia chamar trapos velhos de cama - e cambaleou até um minúsculo armário, onde suas roupas - que pertenciam a seu primo, mas já estavam apertadas neste - estavam amontoadas de forma a caber ali. Procurou por objetos em questão, e sorriu minimamente ao encontrar uma caixinha de fósforo que escondia ali.

Deveria acrescentar que o menino era fascinado pelo fogo? Pois era, e definitivamente, este era seu elemento.

Era estranho sua relação com o calor intenso, as temperaturas elevadas, o fogo em questão. Sempre ficara fascinado com o brilho das labaredas, o criptar das chamas. Era surpreendente o quão bem se relacionava ao elemento.

Podia lembrar-se da primeira vez que tivera contato com fogo, quando sua tia, de nariz arrebitado e cara enjoativa, o obrigara a aprender cozinhar, pondo-o em frente ao fogão.

Foi algo inacreditável de se ver. Ele pensava que ia se queimar, mas o calor intenso em sua barriga não o machucava. Sem que sua visse, e curioso com a aparentemente imunidade ao elemento, pôs a mão no fogo.

Não sentira nada. Nem uma única queimadura.

Ao contrário, o fogo pareceu curar-lhe, mesmo que minimamente. As mãos calejadas de tanto trabalhar na limpeza, pareciam como se nunca houvessem trabalhado.

Quando sua tia notou o que estava ocorrendo, imediatamente o tirou do fogão, e contou ao marido o ocorrido. Seu tio, um homem gordo que mais parecia um porco, enfureceu-se e o castigou. Mas o menino não entendia porquê.

Seus tios o insultavam de aberração. O motivo? Ele não sabia. Seus tios o detestavam. O motivo? Ele não sabia. Sua vida era cercada de acontecimentos estranhos, que resultavam em sempre apanhar. O motivo? Ele não sabia.

E por isso estava beirando o abismo da insanidade.

Tinha apenas oito anos, mas passou por muito mais coisas do que outras crianças de sua idade. Era dono de uma maturidade que não pertencia a seu corpo infantil. Era dono de uma mente dividida, entre o certo e o errado. Dividido entre a linha tênue da Luz e Escuridão.

Para que lado cederia?

O menino balançou a cabeça negativamente, afastando tais pensamentos incertos. Pegou o fósforo e o riscou, sentindo-o queimar lentamente sob sua mão. Levou o pequeno fragmento de fogo até seu nariz, e ali o deixou.

O sangue parou de escorrer, mas seu nariz continuava quebrado. O fósforo se apagou. Acendou outro e o levou novamente ao nariz, segurando um grito ao este voltar pro lugar. Novamente, o fósforo apagou-se.

Suspirou. Levaria anos para curar-se usando fósforos, então daria tempo ao tempo. Conviveria com aquela dor.

Pensou em curar o olho ferido, mas quando notou, estava sem fósforo. "Que azar", ele pensou.

Logo, ouviu violentas batidas na porta e apressadamente colocou uma roupa para esconder as feridas das costas. Abriu a porta o mais rápido que pode, deparando-se com sua tia que o olhava de nariz arrebitado.

- Aqui está sua lista de tarefas, aberração! Quero ver todas feitas quando eu voltar! Vernon tem um almoço importante para ir, mas primeiro vamos deixar Duda na escola. Tente não por fogo na casa!

Exclamou a mulher, saindo dali a passos pesados. O menino soltou a respiração, que nem notara que estava prendendo. Pegou a lista que a mulher jogara a seus pés e com dificuldade lera seu conteúdo.

Logo, começou a trabalhar, indo primeiro pelo sótão. Estava uma poeira que só. Revirando tudo que tinha, limpando e organizando, encontrou uma caixinha com seu nome escrito e o remente sendo apenas uma sigla, T.R.

Abriu a caixinha curioso, o que estava ali dentro, que lhe pertencia? E quem era esse tal de T.R? Sem saber, em breve descobriria.

Ao abrir a caixinha, deparou-se com um diário preto e empoeirado, também com a sigla T.R, mas que na contra capa, estava outra sigla, que logo associou a si. H.P.

Também havia um colar, muito bonito e brilhantes. Era feito de um material escuro, que parecia reluzir na luz fraca do sótão. Desenhos de serpentes estavam entalhadas no material. O pingente, entretanto, era o mais bonito do colar. Havia um H feito do que parecia ser esmeralda, um sinal de feito em o que parecia ser ametista, e um T feito em rubi. Por fim, encontrou um bilhete manuscrito, com letra arredondada, muito bem desenhada.

"Quando a hora chegar, e encontrar a caixinha, ponha o colar. Escreva no diário sobre o que quiser conversar com alguém, e terá uma boa surpresa. Espero que no momento certo, quando este chegar, possamos ficar juntos sem interferência de mais ninguém.

Com amor, seu Companheiro de Alma, T.R."

Era o que estava escrito. O menino colocou o colar alegremente, não entendendo muito do bilhete, e o colar brilhou numa mescla de verde e vermelho, desaparecendo em seu pescoço. A caixinha sumiu em névoa, o diário dobrou-se e transfigurou-se em uma presilha de cabelo, que o menino, sem se importar, colocou em seus rebeldes cabelos negros.

Logo, desceu ao jardim, cantarolando uma música que lembrava vagamente, em tom mesclado de tristeza e melancólia. Assustou-se quando mãos repousaram em seus ombros.

- Olá.

Disse uma garota de longos cabelos albinos, os olhos tão claros e azuis quanto o céu. Os lábios rosados formavam um belo sorriso sem mostrar os dentes.

- O-Olá...

Respondeu o menino, desconcertado pela beleza da garota. E ainda mais por alguém, fora seus tios e seu primo, falar consigo.

- Você é um bruxinho como a gente, não é? Sua aura mágica é forte. Eu não tenho tanta Sensibilidade Mágica, mas Lorena tem. Viemos até você quando ela sentiu a presença de sua magia.

Disse a menina de cabelos brancos, apontando para a morena a seu lado, esta que possuía olhos esverdeados escuros, um tanto quanto semelhantes ao do menino.

- B-bruxinho...? D-Devem estar me c-confundindo...

Murmurou o menino, sentindo um pouco de dor quando a morena tocou levemente seu olho ferido.

- O que aconteceu com seu olho? Alguém te machucou?

Indagou, afastando-se do menino quando este encolheu-se nos próprios ombros.

- Desculpe, bruxinho. Nós não queríamos te assustar. Eu me chamo Akyra. Akyra Morningstar. Esta é minha amiga, e também irmã de consideração, Holly Evans.

Disse a albina, com um sorriso muito fofo que o menino retribuiu, e com as bochechas agora rosadas, logo lhe disse seu nome.

- Harry Potter. Mas porque pensam que sou um bruxinho? E como assim, como vocês?

Indagou o pequeno Potter, agora curioso. Sentia-se confortável com aquelas meninas.

- Você exala magia, e uma muito forte. Fomos capazes de sentir a quarteirões. E não negue que é, pois você é um bruxinho sim! Se não acredita, então me responde, você nunca fez algo sem explicação? Nada estranho aconteceu ao seu redor, de repente? Pois isso, Harry, é o que faz de nós, bruxinhos.

Disse Holly, alegremente. Harry a olhou por alguns minutos. Ela era estranhamente familiar. Muito familiar. Mas de onde? Era a primeira vez que a via. Acabara de a conhecer, junto a Akyra.

- Então eu sou mesmo bruxinho? Isso é tão legal! Mas porque não faço meus tios desaparecerem, sempre quando me machucam?

Harry arregalou os olhos, ao notar o tanto que havia falado. As bochechas ficaram avermelhadas, e Akyra foi a primeira a se pronunciar.

- Eles machucam você? Mas porquê?! Eles foram os responsáveis por seu olho tá assim?!

Alterou-se a albina, uma expressão preocupada com o Potter a sua frente, enquanto sua voz exalava sua irritação.

- Akyra, acho que a família do Harry é trouxa. A única presença mágica no raio de três quarteirões, é só do Harry, e de uma moça que mora na vizinhança, mas a dela é muito fraca.

Comentou Holly, os ombros encolhidos e Akyra soltou um som parecido com um rosnado de raiva.

- Trouxas, tinham de ser trouxas!

Murmurou Akyra, soltando um suspiro. Ela enfim notou que as roupas de Harry eram muito maiores que ele. Que as mãos eram calejadas e ele era menor do que ela e Holly, algo incomum para uma criança da idade deles. Notou que ele era muito mais magro que o normal, e que andava envergado para frente, como se as costas estivessem machucadas.

Não foi difícil somar dois mais dois. Harry sofria maus tratos, e muito possivelmente, só por ser bruxinho.

- Ei, Harry, eu quero muito ser sua amiguinha. E quero muito poder te ajudar. Você aceita?

Indagou Akyra, os olhos reluzindo um brilho azulado de carinho, que tirou toda a desconfiança que Harry sentia.

- Aceito! Mas como vai me ajudar, Aky? Posso te chamar de Aky?

Perguntou Harry, fazendo um bico muito fofinho. Akyra soltou uma risadinha.

- Claro que pode, mas só se me deixar chamar você de Ary!

Disse Akyra, e Harry sorriu. Logo Holly entrou na conversa.

- Pode me chamar de Lly se quiser, Ary. Eu e a Aky vamos te ajudar, tirando você daqui. Você aceita ser parte da nossa família? Nós moramos juntas, e você moraria com a gente em uma casa muito grande!

Disse Holly e Harry só faltava pular no lugar.

- Aceito morar com vocês! Vamos ser grandes amiguinhos!

Disse o menino, e os três ficaram conversando. Não notaram os tios e o primo de Harry entrando no jardim.

- Quem são vocês?

Questionou Petúnia, a tia de Harry, com uma das sobrancelhas arqueadas, mas arregalando levemente os olhos ao olhar para Holly, embora ninguém percebesse. Vernon, o tio, estava com o cenho franzido, sem saber se estava irritado ou surpreso por àquelas garotas bonitas estarem falando com a aberração do sobrinho. Já Duda, o primo de Harry, olhava maravilhado para as duas meninas.

- Somos amigas do Harry. Vocês são os tios dele?

Questionou Akyra, mascarando o ódio em sua voz com um falso sorriso amável.

- Infelizmente... Digo, somos sim. A pequena aberração... Digo, o pequeno Harry, nunca nos falou de vocês.

Disse Vernon, o rosto ficando vermelho pelo nojo de falar decentemente do sobrinho.

- Eu sou Duda Dursley, prazer conhecê-las, meninas.

Disse o menino porco, dando uma piscada para elas, que reviraram os olhos, segurando a vontade de vomitar.

- Já que são tios do Harry... PORQUE VOCÊS O MAL TRATAM TANTO?! SÓ POR ELE SER UM BRUXO? EU TENHO NOJO DE VOCÊS! ESPERO QUE QUEIMEM NA MERDA DO INFERNO!

Exclamou Akyra, com ódio, sem perceber que sua magia estava agitada. Holly colocou Harry atrás de si, de forma protetora.

- VOCÊS SÃO OS PIORES TROUXAS QUE JÁ VIMOS ATÉ AGORA! ESPERO QUE MORRAM DA FORMA MAIS DOLOROSA POSSÍVEL!

Exclamou Holly, e logo, tanto ela, quando Akyra, liberaram uma pequena e forte explosão mágica, que jogou os adultos e o menino gorducho contra parede.

- Harry, corre!

Exclamou Akyra, e ambos se puseram a correr para longe dali, onde só pararam em um parque deserto, escondendo-se nos arbustos.

- Para onde vamos agora?

Indagou Harry, ofegante. Holly colocou uma mão em seu ombro, até notar uma cicatriz peculiar em sua testa.

Era a mesma cicatriz que ela tinha, no mesmo lugar, mas que estava escondida por seu volumoso cabelo preto.

- Vamos pra casa. Os elfos domésticos vão cuidar dos seus machucados, Ary.

Disse Holly, mordendo a propriamente para não perguntar da cicatriz, pelo menos ainda.

- Elfos?

Harry ficou curioso, até ver Akyra sorrir enquanto mostrava um anel e sussurrava algo para este. Este era feito de ouro rosé, com entalhes de lua e estrelas, e uma pedra de quartzo em forma de sol.

- Segurem-se em mim! Anel, nos leve para o Castelo Morningstar.

Harry e Holly fizeram o que Akyra disseram, e seguraram-se na mesma. Sentindo um puxão no umbigo, tudo girava ao redor deles, e logo estavam de frente a um enorme castelo.

Continua no próximo capítulo...?


Notas Finais


Akyra Morningstar é uma personagem feita por uma leitora que ganhou minha amizade por gostar tanto das minhas fics Tomarry! @cute-night-cat (se coloquei seu user errado, me corrige pfv)
E obrigada @Jack_Frosty (meu boyfriend cute) por estar fazendo as capas para minhas histórias Tomarry!
Quem quiser uma capa simples para uma fic, pode chamar ele que o próprio tá começando a carreira de capista :3





Mas quem será essa Holly? Porquê ela tem uma cicatriz como a do Harry? Porquê o nosso menino de ouro a achou tão familiar, se era a primeira vez que a via? Porquê Petúnia ficou perturbada?
Deixem suas teorias! ^°^


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