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História Harry Potter e a Filha Secreta - Capítulo 5


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Capítulo 5 - É Preciso Querer


Fanfic / Fanfiction Harry Potter e a Filha Secreta - Capítulo 5 - É Preciso Querer

O bruxo sorriu quando sentiu que a águia falante de sua filha havia pousado sob os seus ombros, como se também desejasse fazer parte do abraço. O bruxo acariciou as penas da águia, que fez o pai e a filha gargalharem ao pedir um autógrafo para Harry. Ele era sorridente, feliz, alguém que teve um passado doloroso mas conseguiu dar a volta por cima, ela admirava Harry e o olhava atentamente, tentando imitar seu pai, mas este parecia mais interessado na vida de sua filha, do que na sua própria. O bruxo pegou um jornal recente e sorriu ao mostrá-lo à garota, cuja foto sorridente e bondosa estampava a capa, segurando o pequeno hipogrifo que ela resgatara dos maus-tratos. É claro que a manchete dos jornais não diziam que ela havia torturado os contrabandistas de animais, mas quem precisaria saber daquilo? Ela era famosa..

"O fato de você ser famosa e conhecida no mundo bruxo, é a razão de Rita Skeeter ter vasculhado a minha história passada, na escola. Ela sabia que isso a traria mais leitores e assinantes, é por isso que eu só leio O Pasquim, sou um grande amigo das pessoas que administram esse jornal, me lembro da Luna como se fosse ontem, ela era meio esquisita, mas uma boa amiga e sempre leal" - Harry levava uma xícara de café à boca, café trouxa mesmo, feito nas máquinas, enquanto a garota observava o pai, não entendendo como ele poderia ser tão modesto em relação à si mesmo. Ela o olhava de perto como se obrigasse o seu cérebro a jamais se esquecer das feições do pai, enquanto Dutch movia o seu bico à ela, como se exigisse que ela se abrisse mais com o seu pai, como este lhe pedira. A garota então pigarreou e sorriu com os olhos e boca, tocando nas mãos do pai...

"Mas por quê? Por quê você se deitaria à mesma cama de sua maior inimiga? Todo mundo diz que você a odiava, e que ela te odiava também. A sangue-ru, quer dizer, a senhorita Granger disse que vocês dois eram inimigos, como? Por quê? Explique, pai" - Exigia a menina, não notando que o sorriso de Harry parecia mais caloroso ao ser chamado de pai, em ver como a filha única era segura de si, decidida, era forte e não ficava choramingando. Ele tocou no cabelo dela, sentindo a textura como se o mesmo quisesse se lembrar da comensal da morte com a qual tivera uma criança, e logo em seguida se levantou, esticou sua mão para dentro do bolso, de onde puxou um pingente pendurado sobre um cordão. O pingente era de prata, tinha a forma de um crânio de corvo e ele olhava para isto como se tivesse uma história com aquilo...

"Ela estava vestindo esse colar quando a gente se conheceu. Eu tinha quinze anos na época, é uma história muito difícil para eu contar, talvez você não acredite, ou eu mesmo não saiba como expressar tudo o que aconteceu. Eu quero que você veja e interprete com seu coração, minha filha, e me diga o que achou" - Harry colocou-lhe o colar sobre o pescoço, enquanto o dedo da morena tocava no pingente, como se a alma de sua mãe pulsasse através deste. A garota ficou em silêncio, estudando seu pai enquanto ele tirava uma bacia do seu armário e colocava em cima da mesa da cozinha, parecia uma bacia com um tipo de água mágica, e Harry lhe deu o frasco.

Era uma Penseira, ela se lembrava de ter visto uma quando ainda estudava na boa e velha Hogwarts, quando teve que ficar na detenção com uma colega corvina por terem "acidentalmente" feito uma inimiga em comum delas "sem querer" ter várias crises de diarreia enquanto ela dançava no baile do quarto ano. Ela segurou sobre o frasco que Harry lhe entregava, e soube que eram as memórias dele referentes ao tempo em que era um garoto. Harry então se sentou novamente e puxou um cigarro trouxa do maço, tragando enquanto via a filha despejar as memórias dele sobre sua penseira, enfiando seu rosto sob a bacia.

Um homem sorria para o seu jovem pai, antes de atravessar um estranho véu em uma sala escura e misteriosa. A luz verde ainda pairava sobre o ar ao surgirem seus berros, Harry, enraivecido, berrou tão alto com tanta agonia que não parecia real, a dor em sua voz era indescritível. Ele lutou e conseguiu se desvencilhar do aperto do homem mais velho, e saiu correndo como um louco na direção da mulher que ria e o provocava, enquanto ela saltitava longe...

"Eu matei Sirius Black, eu matei o Sirius Black, lalalala, vem me pegar Potter, vem me pegar, vem! Eu matei o Sirius Black, eu matei o...aaah" - A mulher gritou, estando surpresa por ter sido atingida por trás ao cair com violência no chão. Ela se virou e fitou Harry, havia pavor em seu rosto, ela sentia medo. Harry estava com a varinha apontada para ela, aos poucos surpreso por ver que seu feitiço não tivera efeito na mesma. Ele ofegava de tanto correr, seus olhos verdes continham tanta dor, embora Luella não entendesse quem seria Sirius e porque ele era tão importante para o pai:

"Crucio" - Harry disse, a varinha em sua mão tremendo, enquanto a mulher sorria e mordia o próprio lábio ao olhá-lo dessa forma, tão violento. Ela se apoiou com os cotovelos no chão e começou a balançar os pés como se ela fosse louca da cabeça e mudou de humor sem um aviso prévio e a risada dela era assustadora. Tinha seus dentes meio podres devido à cáries, seus cabelos enrolados balançavam ao falar...

"Nunca usou uma Maldição Imperdoável antes, não é, menino? É preciso querer usá-las, Potter! É preciso realmente, em seu coração, querer causar dor, ter prazer nisso. Raiva justificada não faz doer por muito tempo. Eu vou te mostrar como se faz, bebê Potter" - Ela ela muito bonita, e elegante, tinha olhos castanhos e usava o mesmo colar que Luella mantinha agora no pescoço. Bellatrix então se aproximou de Harry e segurou na mão dele com sua varinha, o fazendo abaixá-la, enquanto a mesma mantinha o seu rosto perto dele e arranhava as bochechas do jovem Harry maldosamente, mas sexualmente, como se gostasse daquilo. Havia mais coisas a se ver naquela memória, uma briga entre eles, uma tensão sexual, mas a morena já havia retirado a sua face da sua penseira.

Harry apagou o restante do cigarro sob o cinzeiro ao seu lado, enquanto a filha o observava, surpresa. Parte dela desejava muito ver mais lembranças dos pais lado a lado, mas algo dentro dela lhe dizia que ela não estava pronta psicologicamente e emocionalmente para compreender seus parâmetros, era uma relação complicada e o próprio Harry concordava com a filha, ao lhe dar um tapinha no ombro e beijar a cabeça dela, acariciando-lhe os cabelos com cuidado, ele seria um pai carinhoso, e finalmente Luella percebeu a sensação esquisita de estar com Andromeda, pois a mesma não era sua mãe, ela sabia disso:

"Depois que vocês ficaram juntos, depois que eu nasci, o que aconteceu? Como ela morreu? E por quê você não se casou com a Granger? Eu ainda não entendo, pai, eu não entendo, parece que quanto mais eu descubro, mais perdida eu fico, e por quê ela matou aquele homem cabeludo? Não faz sentido, nada faz sentido" - Gemia ela ao enterrar os dedos nos cabelos, com as mãos entrelaçadas na cabeça, enquanto o bruxo suspirava e a puxava para perto dele, não podia culpar a filha, ele sabia o passado dela, sabia que ela sofrera como ele sofreu, pois talvez esse fosse o fardo de ser a filha do menino que sobreviveu.



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