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História Harry Potter e a Jornada de Amy Green - Capítulo 38


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Capítulo 38 - Capítulo 5: O Voto Perpétuo


Amy chegou atrasada na aula de poções, mas o professor pareceu não ficar chateado. Apenas doze alunos continuaram em poções no sexto ano, e Malfoy e Zabini eram os únicos da Sonserina.

—Qual o seu nome, minha jovem? – o professor perguntou quando ela se ajeitou na mesa.

—Amélia Green, professor. Pode me chamar de Amy.

—Amy? Amy Green? Ora, mas então foi você que estava com Harry no Ministério, quando Você Sabe Quem apareceu? – ele perguntou impressionado.

—Sim, senhor – Amy disse meio sem graça.

—Muito corajosa, menina, muito corajosa. Dei aula para sua mãe quando ela estava em Hogwarts, vocês duas se parecem bastante. É um prazer tê-la em minha aula.

—Obrigada, professor – Amy disse, corando levemente.

Sem dúvidas foi uma boa aula de poções. Slughorn era bem melhor que  Snape, e até ofereceu um prêmio ao estudante que acertasse a poção. Para a surpresa de Amy, Harry foi essa pessoa, e não Hermione, o que deixou a amiga um pouco emburrada. E outra coisa que ela notou foi como Malfoy pareceu interessado no prêmio, a Sorte Líquida. De vezes em vezes, ela lançava olhares ao menino, observando-o.

—Como fez aquilo? – Hermione quis saber quando saíram da aula, Harry com o frasco em mãos.

—Só segui instruções diferentes – Harry disse, balançando o livro de Poções que pegou no armário da sala. – O dono do livro deixou algumas anotações, e pelo o que parece, ele era excelente em poções.

—Não acho que seja inteligente seguir as instruções de alguém desconhecido – Hermione disse.

—Sem essa, Hermione. Você só está assim porque Harry foi melhor que você na aula – disse Rony.

Harry e Amy deram um sorrisinho escondido com a frase de Rony, pois sabiam que era verdade.

Nos dias que se seguiram, Harry começou a carregar o livro de poções pra cima e pra baixo, o que deixava Hermione meio brava.

—Pelo menos assim ele parou de falar sobre o Malfoy. Só fala desse tal Príncipe, agora.

As aulas do sexto ano estavam ocupando eles mais do que nunca. Os tempos livres que tinham só serviam para conseguir colocar em dia os deveres de casa. O clima era diferente na escola, esse ano. Os alunos recebiam mais cartas dos pais preocupados e alguns simplesmente eram chamados para saberem que o pai ou a mãe foi encontrado morto. Além disso, Dumbledore parecia bastante ausente nas semanas que seguiram. Foram pouquíssimas as vezes que ele se sentou à mesa com os professores no passar dos dias.

Com todos os deveres e aulas, o passeio para Hogsmeade em meados de Outubro foi um alívio para os alunos, apesar da neve que já cobria toda a paisagem do vilarejo. Como de costume, eles passaram nas lojas para comprar doces e penas novas, depois ficaram um bom tempo sentados nos Três Vassouras, bebendo cerveja amanteigada. Hermione brigava com Harry por ter executado um feitiço do Príncipe Mestiço, e Harry tentava desviar o assunto para as atitudes suspeitas de Malfoy.

 Quando saíram de lá para voltarem para o castelo, Amy ainda pensava no que Harry havia falado sobre Malfoy, sobre estar vigiando ele com o Mapa do Maroto e muitas vezes o menino não estar presente no mapa, quando ouviram um grito de uma garota alguns metros à frente na estrada. Os quatro se entreolharam e correram em direção ao som. Quando dobraram a esquina, Katie Bell estava erguida no ar, os braços e a boca abertos. Ela gritava, seus olhos vidrados expressavam muita dor e angústia. Seu corpo então caiu dois metros no chão, a camada de neve fofa amortecendo levemente sua queda. Liane, uma amiga de Kate, olhava chorando para a amiga no chão. Amy, Harry e Hermione correram para onde elas estavam.

—O que foi isso, o que aconteceu? - Amy perguntou, verificando se Kate ainda respirava.

—Eu não sei… ela estava com esse embrulho… eu falei para ela… eu não sei o que foi… - Liane disse entre soluços.

—Vou chamar ajuda - disse Harry e saiu correndo de volta para Hogsmeade.  

Kate ainda tinha espasmos e os olhos arregalados quando Harry voltou com Hagrid. O professor pegou Kate no colo.

—Não toque nisso, Harry! Está amaldiçoado! - gritou Hagrid quando viu Harry se aproximar do embrulho.

Amy olhou em tempo de ver Hermione afastar Harry do pacote como uma mãe puxa uma criança de algo suspeito.

—Já vi esse colar antes, na Borgin e Burkes. Estava na etiqueta que ele era amaldiçoado. Como Kate conseguiu isso?

—Era isso que estávamos discutindo. Ela voltou do banheiro do Três Vassouras com esse pacote em mãos e falou que era um presente para alguém. Eu falei para ela deixar isso de lado - a menina disse, ainda chorando.

—Um presente para quem? - perguntou Amy.

—Ela não disse.

Amy e Hermione se entreolharam apreensivas. Hagrid levou Katie para a ala hospitalar de Hogwarts,e o quarteto e Liane foram chamados na sala da professora Minerva.

—Então, o que aconteceu? – perguntou a professora friamente, já se virando para os quatro, mas foi Liane que contou o que aconteceu. – Muito bem, Liane. Suba até a ala hospitalar e peça algo para o choque.

Quando a garota saiu da sala, Harry deu um passo à frente, olhando sério para Minerva.

—Professora, posso ver o professor Dumbledore, por favor?

—O professor está fora até segunda-feira, Potter. Qualquer coisa que tenha a contar, pode dizer a mim.

Harry pareceu relutar um pouco.

—Acho que foi Malfoy quem entregou o colar para Kate – ele disse.

Amy, Hermione e Rony arregalaram os olhos. Era uma acusação bastante séria.

—O que te faz pensar isso, Potter? - perguntou a professora.

Harry deu de ombros. Não tinha como justificar seu pensamento. Amy desviou os olhos da professora. Por que Malfoy daria um colar amaldiçoado para uma aluna? Não fazia sentido algum. Os quatro foram liberados e voltaram para o Salão Comunal da Grifinória. Como de costume, Harry começou a falar de suas suspeitas sobre Malfoy. Hermione e Rony pareciam discordar completamente do amigo, mas Amy não sentia que as ideias dele eram tão absurdas, contudo, ela não queria concordar com ele para não alimentar sua obsessão pelo comportamento do sonserino. A única coisa que tirava esse assunto da cabeça de Harry eram as aulas com Dumbledore. Amy ouvia com muita atenção cada palavra que o amigo contava sobre as aulas, sobre a história de Voldemort.

Em novembro, a neve caía forte em Hogwarts. Acordar para as aulas da manhã era cada vez mais difícil, ainda mais depois de passarem boa parte da noite fazendo deveres de casa. Acordar aos sábados para os jogos de quadribol também era bastante complicado, ainda mais com os meninos nervosos com os treinos, principalmente Rony. No dia do jogo com a Sonserina, para o espanto de todos, Malfoy não foi o apanhador.

—Como assim ele não vai jogar? – Amy perguntou incrédula. Ele nunca perdia um jogo de quadribol.

—Não sei, só sei que um cara do tamanho de um armário vai substituir ele no jogo – Gina disse, quando contava a novidade.

Amy percebeu a suspeita nos olhos de Harry, mas não falou nada. Foi um jogo meio tenso para o Rony, pois ele andava bastante instável nos últimos dias, principalmente depois que ele discutiu com Hermione sobre a festa de Natal do professor Slughorn.

Desde a primeira aula de poções, Amy recebia vários convites do professor para os seus encontros com alunos que ele admirava. Só tinha ido uma vez, junto com Hermione, e fez o possível para dar um jeito de fugir de todos os outros encontros depois. Hermione tinha contado, depois da discussão dela com Rony, que ela levaria Rony, enquanto Amy acompanharia Harry na festa de Natal, mas depois de suas grosserias, não fazia questão nenhuma de levar Rony. E tudo piorou depois do jogo daquele sábado.

Os alunos da Grifinória estavam no Salão Comunal, comemorando a vitória contra a Sonserina, quando Lilá Brown puxou Rony pelo braço e o beijou, na frente de todos. Amy fez uma careta com a cena. Nunca tinha visto Rony beijar ninguém, sabia que o amigo nunca tinha feito isso até então, portanto não foi um beijo muito bonito.

—Amy! – ela ouviu Harry chamar alarmado.

Ela olhou para ele, que tinha os olhos tristes, e apontou com a cabeça para a entrada da sala, onde Amy viu uma juba de cabelos crespos e castanhos sair apressada da sala.

—Ah, não – Amy sussurrou e saiu atrás dela.

Ela encontrou a amiga na primeira sala de aula vazia. Abriu a porta lentamente, e alguns pequenos canários de papel voavam ao redor da cabeça da amiga.

—Amy... oi – disse com a voz dura. – Eu estava praticando.

Amy deu um leve sorriso e se aproximou dela, sentando ao seu lado na mesa do professor.

—Acho que do mesmo jeito que eu não consigo mentir para você, você não consegue mentir pra mim, Mione.

—Eu... Amy, eu... – Hermione disse encabulada.

—Está tudo bem. Você não precisa me explicar ou falar nada – Amy disse com um sorriso pequeno e segurou a mão dela.

Hermione sorriu em agradecimento, uma lágrima escapando dos seus olhos, e depois apoiou a cabeça nos ombros da amiga, as duas em silêncio.

A festa de Natal de Slughorn chegou mais rápido do que Amy desejava. Ela não tinha muitas roupas formais, então pegou um vestido azul marinho de Gina, trançou os cabelos para o lado e destacou um pouco os olhos com rímel e lápis.

Quando desceu ao salão comunal, Harry estava parado, olhando para a lareira acesa. A sala estava vazia, muitos estavam no Salão Comunal, no jantar especial de Natal. Ela não precisava que ele virasse de frente para saber que Harry estava lindo. Ele visivelmente tentou arrumar os cabelos rebeldes, mas não deu muito certo.

—Melhor tomar cuidado para não ser visto essa noite, Harry – Amy disse, chamando a atenção dele. – Romilda Vane pode querer terminar a poção do amor mais rápido e acabar te envenenando.

Harry sorriu com a brincadeira. O traje preto só dava mais destaque para seus lindos olhos verdes.

—Não estou preocupado com Romilda. E você não precisa se preocupar também – ele disse.

—Eu não estou. Não sou eu que vou ser envenenada – Amy deu de ombros.

—Admiro sua preocupação comigo, Green. E você está linda também! – ele disse com um pequeno sorriso.

Os dois se encararam por alguns segundos e Amy se lembrou da última vez que eles tiveram sozinhos naquela sala, como foi bom beijá-lo, como, no fundo, ela queria aquilo de novo.

—Melhor a gente ir – ele disse e estendeu o braço.

Amy aceitou e os dois seguiram conversando até a sala do professor.

Estava mais lotada do que o normal, e era estranho ver os alunos em trajes formais. Hermione, pelo visto, tinha se arrependido profundamente de ter convidado Córmaco para provocar algum ciúme em Rony (apesar de ter dado certo). O professor apresentou Amy e Harry para diversas pessoas do Ministério e celebridades do quadribol. Apesar de alguns momentos chatos, Amy comeu pra caramba, diversos doces e salgados, o que já fez a noite valer a pena.

—Severo, não fique aí no canto, venha se juntar a nós! – Slughorn gritou uma hora.

Snape se aproximou com o rosto duro, como sempre, olhando de Harry para Amy. Os dois vinham desempenhando as atividades de Defesa muito bem, o que, claro, irritava Snape.

—Na verdade, professor, só queria dar uma palavrinha com o Sr. Potter e a Srta. Green – Snape disse.

—Claro, claro – respondeu sorridente o professor de poções.

Amy e Harry se entreolharam apreensivos. O que Snape queria com eles dois?

—O diretor Dumbledore pediu para lhe avisar, Potter, que sua próxima aula com ele terá que ser adiada, pois ele estará fora – Snape, disse, sem mudar o tom de voz.

Harry pareceu decepcionado. As aulas com Dumbledore estavam sendo a coisa mais empolgante em seu ano.

—Pode ir – Snape disse para Harry. Ele juntou as sobrancelhas e olhou desconfiado de Amy para Snape, que não fazia ideia do que o professor queria com ela. – E quanto a você, Srta. Green, o diretor me convenceu que seria apropriado lhe dar aulas de Oclumência, afinal.

Amy arregalou os olhos. Depois de três meses Dumbledore tinha convencido Snape a voltar atrás?

—Mesmo? Porque? – Amy perguntou surpresa.

—Isso não interessa. Após o Natal, nossos encontros serão marcados ao mesmo tempo que os treinos de quadribol. O professor Dumbledore não quer que seus amigos saibam disso, entendido?

—Sim senhor – Amy concordou, já pensando que não ia contar nada aos meninos mesmo.

Snape pareceu querer falar alguma coisa, mas algum protesto na entrada da sala fez todos se virarem para lá.

Argo Flitch estava segurando Malfoy pelo braço, que tentava se soltar e parecia furioso.

—Professor, esse rapaz estava se esgueirando por um corredor lá em cima. Ele diz que foi convidado para sua festa, mas logo percebi que era uma mentira – disse Flitch todo orgulhoso.

O professor pareceu meio encabulado, mas deixou que Malfoy ficasse em sua festa, mesmo depois das terríveis tentativas de puxar o saco que o menino fez.

Amy e Harry se entreolharam. Com certeza Malfoy não estava interessado em entrar na festa de Natal, deveria estar tramando alguma coisa.

—Gostaria de dar uma palavra com você, Draco – Snape se aproximou de Malfoy, e o levou para fora. A cara de desprezo que o menino fez surpreendeu Amy. Snape era o professor preferido de Malfoy, porque estava olhando-o daquele jeito?

Harry puxou Amy para um canto e tirou a Capa de Invisibilidade das vestes. Amy sorriu com o olhar para ele.

Encontraram os dois na segunda sala vazia do corredor e encostaram as orelhas na porta.

—... não tive nada a ver com isso, está bem? Kate deve ter um inimigo desconhecido. Não fui eu! – Malfoy falava na defensiva, porém com raiva na voz.

—Não pode se dar o luxo de errar, Draco. Se quiser a minha ajuda... – Snape disse, mas Malfoy o cortou.

—Sei o que está fazendo! Quer toda a glória para você, não é?!

—Estou tentando ajudá-lo, garoto. Jurei à sua mãe que o protegeria, fiz o voto perpétuo.

Amy respirou fundo, assustada, chamando a atenção de Harry, mas sem deixar de ouvir a conversa.

—Parece que vai ter que quebrá-la, pois não preciso da sua proteção. O plano está demorando mais do que eu previa, mas tenho certeza que ele dará certo! Continue na sua encenação tola...

—Onde acha que eu estaria hoje se não soubesse como representar, heim? Agora, eu sei que a prisão do seu pai o tenha deixado perturbado...

Os dois tiveram dois segundos para sair da frente da porta quando Malfoy passou apressado e raivoso, afastando-se com passos largos. Alguns segundos depois, Snape saiu, batendo a porta atrás de si.

Amy ficou parada, assim como Harry, os pensamentos à mil. Amy sabia que Snape fazia trabalhos para a Ordem da Fênix como agente duplo, mas aquela fala dele, fez a garota se perguntar a quem realmente o professor era fiel. Snape tanto poderia estar querendo mesmo ajudar Draco em sua missão dada por Voldemort, ou poderia estar querendo descobrir os planos do garoto como favor para Dumbledore. Apesar de Snape ser a última pessoa que ela confiaria naquele lugar, sabia que as razões desconhecidas da confiança de Dumbledore no professor tinham alguma relevância.

—Amy... o que é um voto perpétuo? – Harry perguntou algum tempo depois.

—Um voto perpétuo é um voto mágico, que não se pode quebrar. Se você quebrar, morre – Amy disse com a voz sombria, pensando o que levaria Snape a fazer um voto perpétuo com Narcisa para proteger o filho.

E se Narcisa fez o voto, com certeza achava que o filho corria grande perigo, o que era perturbador também.

—Vamos voltar para a festa – Amy disse, e os dois voltaram, a cabeça cheia de pensamentos que não os deixariam tão cedo.



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