História Harry Potter e a Outra Metade do Raio. - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Cedrico Diggory, Cho Chang, Cornélio Fudge, Dino Thomas, Draco Malfoy, Fílio Flitwick, Fleur Delacour, Fred Weasley, Gina Weasley, Gregory Goyle, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lílian Evans, Lílian L. Potter, Lino Jordan, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Personagens Originais, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Sirius Black, Tiago Potter, Tiago S. Potter, Tom Riddle Sr., Viktor Krum
Tags Cálice De Fogo, Draco Malfoy, Drama, Gêmeos Potter, Harry Potter, Hermione Granger, Lola Potter, Lord Voldemort, Mistério, Personagens Originais, Suspense, Torneio Tribruxo
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Palavras 5.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal tudo bem? Antes de começar a leitura se atente a esses avisos por favor:
1) Eu estou doente, me recuperando, mas doente. Então posso demorar a postar capítulos e se houver algum erro neste, peço que me desculpem e avisem o erro.
2) Estou postando essa fanfic e a Rouxinol no wattpad e algumas comunidades do amino, então se virem algo por lá, fiquem tranquilos que sou eu.
3) Não há nada parecido com este capítulo em nenhum dos livros ou filmes de Harry Potter, portanto é um capítulo totalmente inventado por mim, espero que apreciem!
Boa leitura a todos!

Capítulo 8 - Valsa pra que te quero!


A aula de feitiços do professor Flitwick passava vagarosamente, Lola, Cho e Luna faziam os exercícios de forma preguiçosa e automática. Alguns professores estavam liberando os alunos das aulas mais cedo, já que as festas de fim de ano estavam próximas, Potter torcia para que o diretor da Corvinal fizesse o mesmo com os alunos da sua casa. Enfrentar o Dragão tinha sido mais cansativo do que ela imaginava, além disso, quando tentou abrir o ovo dourado, ouviu apenas um barulho horrível que Cho e Luna discutiam, há várias semanas, ser entre um espírito agourento ou alguém sendo torturado.

- Guardem as penas, terminaremos mais cedo, tenho um aviso para dá-los então prestem atenção! – Falou o miúdo professor.

Os alunos guardaram os materiais em silêncio com expressões aliviadas. Em geral os alunos da Corvinal eram os mais comportados e centrados da escola e as aulas individuais da turma eram as mais tranquilas.

- Muito bem! Além das tarefas, o Torneio Tribruxo traz outro grande evento para a escola anfitriã – O estômago de Lola já começara a revirar neste instante só de lembrar que ainda teria de enfrentar mais duas tarefas – Na noite de Natal todos os alunos se reunirão para uma festa bem comportada, o Baile de Inverno!

Houve um burburinho geral, as garotas davam risadinhas nervosas e animadas, os garotos pareciam não se interessar muito.

- A casa de Rowena Ravenclaw é famosa no mundo da magia por terem os dançarinos mais elegantes de Hogwarts, e por isso, vou reservar alguns minutos finais desta aula para que vocês pratiquem e mantenham a tradição. Portanto levantem-se e arranjem pares para valsar!

O professor ligou uma velha vitrola e colocou um disco de vinil, uma valsa elegante começou a tocar. As meninas levantaram-se prontamente, os rapazes vagarosamente atenderam ao pedido do professor. Lola ficara ali sentada observando os alunos rodopiarem pelo salão, definitivamente dançar não era com ela; não tinha o menor interesse em participar da festividade.

- Alinhem esses ombros! Moças vocês devem ser conduzidas, rapazes a mão é mais para cima! – Flitwick corrigia os passos dos alunos.

E assim continuou por mais alguns minutos, alguns rapazes fitavam Lola com a intenção de tirá-la para dançar, mas desistiam no meio do caminho, ver uma garota enfrentar um dragão parecia deixar certos garotos desconcertados.

O professor Flitwick continuou dando mais e mais dicas sobre postura para os alunos, quando pareceu procurar por alguém em particular. Sem encontrar seu alvo procurou Cho e Luna.

- Onde está a senhorita Potter?

- Ela estava ali há um momento. – Falou Cho olhando por cima dos outros alunos.

- Precisava dar um recado a ela sobre o baile!

Cho havia falado certo: ela estava ali, porém como não existia o mínimo interesse em aprender a dançar, decidiu aproveitar a distração do professor e escapulir. Estava a caminho da casa de Hagrid, ela ainda não tinha ido tomar um chá com ele desde que ele a convidara antes do início do ano letivo. Ela bateu na enorme porta de madeira e Hagrid prontamente a abrira com um sorriso doce em seu grande rosto.

- Ah! Já havia pensado que tinha esquecido meu convite!

- Não esqueci, eu só fiquei muito ocupada sabe? Posso entrar?

- Claro, claro, vou colocar a chaleira no forno, sente-se ali, ah este é o Canino, não se preocupe, não faz mal a uma mosca!

Lola entrou na casa, tinha apenas um cômodo, com uma grande cama desarrumada, uma pia e uma despensa onde ficavam penduradas carnes diversas, uma mesinha com quatro cadeiras e algumas plantas esquisitas. Ela se sentou e Canino ficou aos seus pés fazendo manha.

Hagrid trouxera duas canecas cheias de chá e alguns biscoitos que ela aceitara de bom grado.

- Você realmente me surpreendeu na primeira tarefa, a maneira com quem lutou com aquele dragão norueguês foi notável! Embora eu realmente tenha ficado assustado quando você prendeu a perna e foi atingida pelas chamas, cheguei até pensar que pudesse... – Hagrid parou de falar e tomou um gole longo de chá.

- Morrido? Ah não se preocupe se tem algo que aprendi esse ano é que não morro tão fácil.

- Falando em aprender a você não deveria estar em aula?

- Flitwick decidiu dar aulas de danças para nós, diz que é para nos preparar para tal festa no Natal. Cá entre nós, prefiro enfrentar outro dragão a participar de uma bobagem dessas. – Ela fez uma expressão de profundo desagrado.

- Ah o Baile de Inverno! Já tinham me avisado, parece que vai ser formidável, mas por que você não vai participar?

- Simplesmente não tenho paciência com essas coisas. Além disso, não é como se alguém fosse me convidar para um baile.

- Bobagem, por que você acha isso?

- Ora eu não sou lá o maior exemplo de garota feminina que você vai encontrar aqui, e pelo que vi hoje, o fato de eu ter derrotado um Dragão faz com que os rapazes fiquem amedrontados.

- Ah, mas esses são os covardes, uma garota corajosa como você tem que ser convidada por alguém igualmente valente. E você pode muito bem convidar um garoto, pense nisso!

- Hm, não sei não.

Os dois estão decidiram conversar sobre outros assuntos como, por exemplo, os explosivins das aulas de trato de criaturas mágicas que Hagrid era professor. Ele contara à garota que os bichos resolveram devorar uns aos outros e que teve que coloca-los em locais separados. Às vezes parecia que ele sabia menos sobre as criaturas do que os próprios alunos, mas ela não se importava e gostava de ver como ele se empenhava e tinha um grande amor por aquelas coisas horrendas.

Depois de uma tarde agradável conversando com Hagrid, ela seguiu ao castelo, já estava bastante frio e nevando e ela não queria adoecer. Quando estava prestes a adentrar o salão principal uma voz desdenhosa a impediu.

- Ora, ora, ora, quer dizer que você fugiu da aula de feitiços hoje não é?

Lola virou-se desanimada. Ter um professor como padrinho e único responsável era realmente um fardo. O professor Flitwick deve ter procurado Snape, mas que droga! Tudo o que ela tinha perdido eram passos de dança.

- Eu apenas fui visitar um amigo, não precisa me tratar como criminosa.

- E o que acha que te dá direito de matar a aula de feitiços? Pensava eu que seu desejo era se tornar um auror, pois saiba que essa disciplina é imprescindível para obter uma nota alta nos seus NOMs.

- Mas quando eu saí, não estava ensinando feitiços e sim a dançarem valsa. Não vou participar deste baile tosco então não perdi nada demais.

- Talvez queira saber que os Campeões Tribruxos por tradição são os primeiros a dançar no baile, sendo assim a sua presença é obrigatória no baile! – Snape parecia um pouco alterado.

- Pro diabo com as tradições! Por tradição eram três campeões, neste ano são cinco, por que não quebrar mais uma regra? – Ela bateu o pé.

- Olha aqui garota, você está sob minha tutela, sendo assim vai fazer o que digo. Pra que você acha que eu lhe mandei comprar um vestido?

- Pensei que fossem mais uma daquelas coisas que mandam comprar e nunca usam na aula, como tinta guache na escola trouxa.

Snape deu um risinho sarcástico antes de responder.

- Já que matou as aulas de dança do professor Flitwick, eu lhe darei estas aulas, apresente-se na minha sala amanhã após a última aula. Não tolerarei atrasos e trate de conseguir um par para o baile.

Sem dar chance de Lola retrucar, Snape girou os pés e saiu andando depressa. A garota abriu a porta com mais força que o necessário e entrou bufando ao grande salão para jantar. Sentou ao lado de Cho e Luna que vendo a expressão assassina em seu rosto, decidiram esperar que a garota tomasse a iniciativa para contar.

- Mas também, quem mandou matar a aula Lola! – Disse Cho em tom de reprovação.

- Como eu ia saber disso Cho? Eu não sei o que é pior, dançar com Snape ou ter que acompanhar algum desses mongoloides ao baile! – Ela falava e comia enfurecida.

- Ah Lola, mas deve ter alguém legal que você possa convidar, ou melhor, ainda você pode ser surpreendida por um bom convite! – Luna como sempre tentara a animar.

Ela tentou refletir em suas opções: ir ao baile com seu irmão gêmeo seria a coisa mais humilhante do mundo; Ron provavelmente iria com Mione; sua única opção seria Cedrico, mas só de pensar em convidá-lo sentia borboletas revirar o estômago e uma sensação incômoda de calor em seu rosto. Além disso, ele era extremamente visado pela maioria das garotas o que tornava tudo ainda mais difícil.

[...]

Pela primeira vez desde que chegara a Hogwarts, Lola torcera para que a aula do professor Binns, um fantasma que lecionava história da magia, passasse o mais lentamente possível. Mesmo sendo uma das aulas que ela mais detestava, já que o professor conseguia transformar grandes revoluções e guerras mágicas em simples monólogos entediantes. Mas o tempo parece sempre funcionar ao contrário do que queremos, forçando-a a encarar seu destino triste.

- Lola você enfrentou um dragão e um comensal da morte, perto disso o que serão simples aulas de dança? Tudo bem que é com o Snape, mas...

- Cho eu preferia enfrentar um comensal da morte montado num dragão do que passar por isso, sinceramente. Sabe o que é a pior parte? Ter de arranjar alguém pra passar vergonha na frente da escola toda. – Lamentou.

- Você vai se dar bem, não se preocupe. – Luna era sempre otimista.

E assim as duas garotas deixaram Potter em frente à sala de Snape. Com uma expressão de criança que não ganhara presente de natal, adentrou a porta: encontrou as mesas encostadas ao fundo, uma vitrola velha e um disco de vinil.

- Você está cinco minutos atrasada. – Falou Snape mordaz.

- É que eu estava tão ansiosa para isso que até me atrasei. – Respondeu à mesma maneira.

- Qual sua experiência em dançar valsa?

- Não existe tal experiência e gostaria muito que continuasse assim.

O professor suspirou fundo, colocou o disco na vitrola que começou a tocar uma melodia triste; fez um sinal para que a garota se aproximasse.

- Primeiro começamos com uma reverência.

Snape dobrou o corpo de maneira elegante enquanto a garota dobrou os joelhos puxando as pontas da saia, totalmente desmotivada.

- Numa dança o homem conduz e a mulher é responsável por acompanhar e fazer os movimentos mais graciosos.

- Eu juro que quando souber quem colocou meu nome no cálice, vou fazê-lo sofrer. – Ela resmungou.

- Pare de reclamar e me acompanhe.

Snape colocou a mão direita na garota em seu ombro, posicionando a dele acima da cintura dela gentilmente. As mãos esquerdas ficaram entrelaçadas. O professor começou a conduzir a garota contando de um a quatro várias vezes; ela olhava para baixo numa tentativa inútil de não lhe pisar os pés.

- Olhe para frente e acerte essa coluna! – Ralhou

Foi ainda pior, ela tropeçava, pisava em seus próprios pés e algumas vezes quase acabara ao chão. Snape bufava a cada recomeço. A garota imaginou se as coisas fossem diferentes, se seu pai é quem estaria ali lhe ensinando a valsar. Uma expressão triste dominou irradiou a sua face.

- Tire essa expressão de enterro do rosto!

Padrinho e afilhada ficaram ali, girando e girando por várias horas, mas não estava sendo muito efetivo. Ela se sentia nervosa e simplesmente não conseguia acompanhar nenhum movimento, uma verdadeira desgraça.

- Vamos parar por aqui. – Disse Snape desligando a vitrola.

- Isso quer dizer que eu progredi um pouco?

- Quer dizer que eu cheguei ao meu limite por hoje. Amanhã recomeçamos. – O professor sentia os pés doerem por causa dos pisões da garota.

- O que? Quanto tempo eu ainda vou precisar fazer isso?

- Até o momento em que pare de dançar com a habilidade de um mamute raivoso.

- Isso não é justo! Não me ofereci para participar da droga desse torneio, por que tenho que me sujeitar a isso?

- Ah pobrezinha da Potter, o que são os problemas do mundo comparados a ter que aprender a dançar? Você, seu irmão e seu pai são todos os mesmos bebês chorões.

- Não fale da minha família! Sinceramente eu não imagino porque logo você foi escolhido para ser meu padrinho!

- Se não fosse um pedido pessoal da sua mãe, acredite, eu não o seria.

- Será que é pedir demais que você me conte sobre isso?

Snape fitou a garota por alguns minutos, tinha uma expressão confusa e triste ao mesmo tempo. Depois de avaliar o que poderia ou não falar ele murmurou.

- Conheci sua mãe muito antes de entrarmos em Hogwarts, antes mesmo de ela conhecer seu pai. Quando ela descobriu estar grávida de um casal de gêmeos ela decidiu que seu pai escolheria o padrinho do seu irmão e ela escolheria o seu. Apesar de nós termos nos distanciado por razões que não vou te dizer, ela me escolheu e eu não pude negar esse pedido a ela. Prometi a ela que a protegeria caso ela não pudesse.

Lola ficou imóvel tentando absorver aquelas últimas informações: sua mãe e seu professor tinham sido amigos de infância a ponto de ela o considerar como primeira escolha para apadrinhar um de seus filhos. Era bastante a se digerir.

- E então decidiu que para me proteger deveria me isolar do mundo? Bem acho que não foi muito inteligente da sua parte.

     Desta vez fora a garota que não deixara a oportunidade de resposta a Snape, saindo da sala silenciosamente. Enquanto caminhava atordoada e sem rumo pelos corredores. Quando se deu conta estava próxima ao campo de Quadribol. Cedrico encontrava-se ali sentado em um muro baixo com as costas escoradas a uma das pilastras, lendo entretido o que parecia ser um livro. Novamente seu ritmo cardíaco começou a se alterar e seu estômago parecia dar solavancos. Ela ainda precisava de um par para o baile e talvez aquela fosse a sua única oportunidade de lhe falar a sós. Antes que ela pudesse se decidir, Cedrico percebeu sua presença tirando os olhos do livro.

     - Oi Potter! O que está fazendo parada aí?

     - N-nada, eu só estava passando... – Ele realmente a pegara de surpresa.

     - Está tudo bem? Você parece estar se sentindo incomodada com algo.

     Agora era a hora. Ela tentou juntar todas as suas forças para dizer claramente o que queria, mas tudo o que conseguiu foi soltar um murmúrio quase inaudível.

     - É que... eu estava pensando...se de alguma forma... você... eu... – Cada palavra saía mais baixa que a anterior.

     - Desculpe, eu não entendi, pode repetir?

     Ela respirou fundo e falou um pouco rápido demais.

     - Você gostaria de ser meu par no Baile de Inverno? – Ela fechou os olhos com força sentindo o rosto em chamas.

     Cedrico ficou a observando, incrédulo, suspirou e deu seu veredito.

     - Eu sinto muito Lola, mas eu já convidei alguém e ela já aceitou. Se eu soubesse que você me considerava para tal coisa...

     - T-tudo bem, não é sua culpa, com quem você vai? – Ela sentia um nó na garganta e uma vontade súbita de sumir.

     - Com a Cho. Eu sinto muito mesmo, de verdade.

     - Claro. Eu me lembrei de que preciso terminar uma tarefa, então até mais. – A voz saíra um pouco embargada.

     - Espere!

     Sem dar qualquer chance de ser interceptada, Lola correu em disparada pelos corredores, sem enxergar muito bem para onde ia, tudo que ela queria era sumir dali, as lágrimas jorravam de seus olhos sem qualquer controle, ela nem percebera as pessoas que cruzavam com ela no caminho, esbarrando contra algumas. Correu até chegar ao lago novamente, já havia virado rotina procurar o local quando se sentia confusa, algo ali simplesmente a acalmava. A grama agora estava coberta de neve e o lago congelado, ela simplesmente deixou suas lágrimas fluírem enquanto observava a paisagem natalina. Faltavam menos de duas semanas para o baile e suas opções tinham se esvaído. Não entendia porque a simples recusa de Cedrico fazia seu coração doer, como se tivesse sido picado em vários pedaços. Simplesmente parecia que nada naquele dia estava dando certo. Por que aquilo a machucava tanto? Por que agora ela estava se comparando com Cho? Elas eram amigas, aquilo simplesmente não fazia sentido! Imersa em seus pensamentos ela nem pode perceber quando uma figura de cabelos louros se aproximava.

     - O que está fazendo? Tentando congelar?

     Ela reconheceu a voz de Malfoy se aproximando. Desde a visita inesperada na enfermaria eles não haviam se falado mais. Apenas se encontravam nas aulas. Simplesmente ele era a última pessoa que a visse em um momento frágil. Detestava chorar, detestava mais ainda que a olhassem chorar. Não estava disposta a aguentar gracinhas.

     - Me deixa em paz Draco, não estou com paciência de lidar com você agora. Se veio aqui apenas para caçoar da minha cara para seus amiguinhos, simplesmente vá em frente, só me deixe sozinha. – Ela falou ainda fitando o lago.

     - Você esbarrou em mim enquanto corria desgovernada e depois vi Cedrico com uma expressão esquisita, quer me explicar o que aconteceu? – Insistiu.

     Lola soltou um sorriso incrédulo e balançou a cabeça.

     - Você realmente precisa que eu te explique?

     - Me deixa adivinhar: você o convidou para o baile e ele recusou? Não é motivo para se abalar tanto.

     - Pra você é fácil falar! Você não é obrigado a comparecer, dançar na frente de todos e ainda ter de arrumar alguém para ir junto! Eu não conheço quase ninguém aqui, e como você já deve ter constatado, não sou a garota mais popular que conhece. – Ela se virou para encará-lo falando com ferocidade.

     - Por que o Cedrico recusou seu convite?

     - Porque ele já vai com a Cho.

     - É realmente não achei que ela se demoraria a ter um par, é bonita, popular e joga como apanhadora no time da Corvinal. Ela e a Fleur devem ser as garotas mais requisitadas. – Ele falou apoiando o a mão no queixo como se analisasse algo.

     - Então por que é que você não vai lá endeusa-las junto com o fã clube pessoal de cada uma delas e simplesmente não sai da minha frente? – Ela o empurrou com raiva, pisando firme no sentido contrário a ele.

     Draco revirou os olhos e gritou na direção dela enquanto a bruxa se afastava.

     - Quer ir ao baile comigo?

     Ela interrompeu seus passos e olhou por trás dos ombros, desacreditada.

     - Como é que é?

     - Não se faça de surda. Quer ir ou não?

     - Snape te ofereceu créditos extras por isso ou você está apenas tentando armar pra mim?

     Draco bufou, aquilo realmente parecia o ter ofendido.

     - Quer dizer que esses são os únicos motivos que você acredita que levariam alguém a te convidar? Quer saber que seja, vá e dance sozinha no baile então.

     Draco começara a caminhar parecendo furioso. Lola reavaliou suas opções, ela realmente não estava em condições de recusá-lo.

     - Tá legal, tá legal! Eu vou ao baile com você! Só não faça nenhuma palhaçada ok?

     - Ótimo, então te encontro às oito horas no portão principal.

     - Ok.

     Malfoy continuou seu caminho deixando Lola para trás. Ela chutou um pouco de neve do solo, se perguntando como é que as coisas tinham chego àquele ponto. Era um problema a menos a ser resolvido, mas ainda assim isso não a deixou nem um pouco mais satisfeita. Não tinha certeza sobre quais eram as intenções do seu par, mas mesmo em uma situação desfavorável, ela não permitiria qualquer presepada que ele estaria lhe preparando. Voltou ao castelo coberta de neve e se perguntando como reagiriam quando descobrissem quem era seu acompanhante.

[...]

     Os dias foram se passando e parecia que o baile de Inverno era o único assunto a ser falado por todos os alunos. As aulas de dança com Snape ainda não surtiam muito efeito e ela ainda continuava a tropeçar nos seus próprios pés. Durante algum tempo Lola teve a esperança de que Draco iria retirar seu convite, mas ele não o fez, então se viu obrigada a dividir o segredo com as amigas companheiras de dormitório. Cho caiu na gargalhada dizendo que sempre soube que toda aquela provocação tinha um motivo; Luna achou tudo muito fofo e comparou os dois com o Sol e a Lua, numa espécie de teoria yin-yang cafona.

     Como Lola era uma campeã tribruxa ela precisava informar com antecedência quem seria seu par para a responsável pelo baile, a professora McGonagal. Cho a acompanhou, pois também daria o nome dela e de Cedrico. No caminho a amiga lhe confidenciara que o irmão havia lhe convidado, mas que teria recusado o convite, pois já havia se comprometido com Diggory. Pelo jeito o azar estava impregnado nos genes Potter.  

     Minerva estava acompanhando as revisões dos alunos no grande salão, cada casa estava sentada em sua mesa com vários livros. A professora se encontrava na mesa dos professores a frente. As garotas se aproximaram silenciosamente.

     - Ah senhorita Potter, veio dar o nome do seu par para o baile? – Perguntou Minerva gentilmente.

     - Sim e Cho também, ela vai com um dos campeões.

     Minerva pegou um pedaço de pergaminho e molhou a ponta de uma pena e aguardou as informações.

     - Eu vou ao baile com Cedrico Diggory. – Cho falou docemente.

     - Muito bem, e você Lola?

     - Meu par é... Draco Malfoy. – Lola baixou a voz para que ninguém ouvisse.

     - Como disse? – Minerva estava atônita, pensar em um Potter e um Malfoy dançando juntos lhe causou estranheza.

     - Vou com o Draco professora, Sonserina.

     - Bem, já anotei os nomes, espero que tenham um ótimo baile meninas.

     Na cabeça de Lola não tinha qualquer chance daquele baile ser ótimo. No caminho ela viu que Harry e Ron acenavam para ela. Cho preferiu não ir junto, se sentia um pouco desconfortável depois de recusar o convite de Potter. Lola assentiu e foi até a mesa da Grifinória.

     - O que você e a Cho estavam falando com a McGonagal? -perguntou Harry.

     - Estávamos dando os nomes dos nossos pares no baile.

     - Quer dizer que você também já tem um par? Ah isso é terrível. – Reclamou Ron. – Com quem você vai?

     - Ah é uma surpresa.

     - Você e a Hermione combinaram é? As duas dizem que já tem par, mas não querem dizer quem é! – Ron parecia extremamente irritado.

     - Ué eu jurava que vocês dois iriam juntos.

     - Ron preferiu convidar a Fleur que simplesmente o ignorou, agora está todo irritado porque não consegue um par. Quem mandou priorizar beleza em vez de caráter! – Hermione agora se juntara a conversa.

     - Harry, por que não vai com a Gina? – Perguntou Lola.

     - Porque ela também já tem um par. Vai com o Neville. – Explicou Mione.

     - Sabe se a sua amiga Luna já tem um par? – Ron perguntou esperançoso.

     - Sim, ela já tem; Justino Fletcher, Lufa-Lufa. Vocês precisam se apressar; principalmente você Harry, os campeões são obrigados a fazer a primeira dança.

     - Eu sei. – Disse Harry pesaroso.

     - Bem eu preciso ir agora, boa sorte aos dois. Te vejo depois Mione, quero saber quem é seu par! – Lola dera uma piscadela a amiga.

     - Claro, depois eu te conto, mas tem que me contar o seu também.

     - Fechado!

     - Por que garotas vivem de segredinhos? – Ron perguntou irritado.

     - Porque é informação demais para vocês.

     Lola saiu ouvindo a risada de Mione. Achara muito engraçado que ela e Ron não iam ao baile juntos. Mas a graça pouco durou quando ela lembrou-se que estava atrasada para mais uma tediosa aula de dança. Ela se arrastou até a sala de poções, encontrando um indivíduo a mais na sala.

     - Draco? Que é que está fazendo aqui?

     - O senhor Malfoy me contou que irão juntos ao baile, nada mais do que justo que você pratique com o seu par. – Explicou Snape.

     - Parece mais é que você quer se livrar desta tarefa. – Lola cruzou os braços avaliando.

     - Vou ficar aqui supervisionando enquanto vocês dois praticam, é melhor que desenvolvam afinidades para dançarem melhor.

     A garota suspirou e se aproximou de Draco parecendo estar caminhando para um martírio.

     - Vamos acabar com isso logo.

     Os dois se reverenciaram e se posicionaram para valsar. Assim que a vitrola fora ligada, Lola percebeu que se era ruim dançar com Snape, com Malfoy era quinze vezes pior. Ela se sentia mais insegura e nervosa ao seu lado, o que a fazia errar mais vezes. As broncas de Snape e as reclamações de Draco sobre ela lhe pisar os pés, deixava tudo ainda mais tenso.

     - Ai que droga! Você tem dois pés ou um par de tijolos pendurados nas pernas? – Reclamou Draco depois de mais um pisão.

     Aquela fora a gota d’água: iria participar de um baile que ela realmente não queria ir; levara um fora do único garoto que havia se interessado e ainda precisava escutar Cho babar por Cedrico fingindo que nada daquilo a afetava, e agora mais essa. Ela sabia que dançava mal, mas eles não precisavam ser tão grosseiros assim. A ponto de explodir se desvencilhou das mãos de Draco bruscamente.

     - Ah quer saber! Já chega dessa idiotice! Eu posso até ser uma péssima dançarina, mas vocês também são péssimos professores! Que se dane a porcaria desse baile! – Esbravejou.

     Saiu marchando da sala, mas ainda conseguiu ouvir quando Snape acertara um livro na cabeça de Malfoy. Mais uma vez sentiu as lágrimas incharem seus olhos. Era a segunda vez que chorava por causa daquele baile idiota. Era mais do que costumava chorar em um ano. Decidiu voltar para o seu dormitório, estava frio demais para visitar qualquer parte exterior do castelo. Ela caminhou tristemente sem se preocupar se as pessoas estavam a vendo chorar ou não dessa vez. Antes que pudesse chegar ao seu destino, Lola sentira uma mão gentil lhe tocar o ombro.

     - O que houve? Por que está chorando? – Perguntou Hermione, aflita.

     Ela não conseguira responder, apenas desatara a chorar mais ainda.

     - Calma Lola, vamos para um lugar mais reservado. – Hermione percebera alguns olhares indiscretos e curiosos.

     Hermione levara Lola até a Sala Precisa, que era uma sala que só aparecia quando alguém realmente precisava dela e ainda oferecia qualquer recurso que necessitasse.

     - Como descobriu essa sala? – Perguntou Lola.

     - Eu li em Hogwarts: Uma história. Quer me contar agora o que está acontecendo?

     A simples lembrança de tudo que havia ocorrido já era o suficiente para deixar Lola furiosa novamente. Ela andou de um lado para outro enquanto contava todos os fatos ocorridos de maneira um pouco desordenada: ser forçada a ir ao baile; levar um fora; não saber dançar; sobre as aulas desastrosas de Snape e por ser obrigada a ir com um imbecil ao baile. Hermione ouviu pacientemente, enquanto fazia força para tornar tudo aquilo lógico de alguma forma.

     - Poxa, isso é horrível Lola, mas com quem você vai ao baile?

     Aquela pergunta ecoou na cabeça de Lola por alguns minutos, ela sabia por que ainda não havia contado com quem ia ao baile, porque a pessoa que a acompanharia tinha sido extremamente cruel com Harry, Ron e, sobretudo Mione. Como ela contaria para ela que iria com o alguém que a ofendera tão rudemente a chamando de sangue ruim? Logo ela que se tornara uma de suas melhores amigas, era sempre tão gentil, e, mais uma vez estava aqui lhe dando apoio. Essa culpa fez com que Lola mais uma vez viesse às lagrimas.

     - Me... me desculpe Mione, eu sou uma péssima amiga! – Murmurou Lola aos prantos.

     - Por que diz isso Lola, você é uma ótima amiga! Por favor, me diz o que está acontecendo.

     - Eu não concordo com ele, eu não concordo! Eu só não tive escolha! Eu nunca tenho escolha! Tenho sempre que arcar com o que as pessoas e a vida me impõem! Eu estou cansada de tudo isso, sinto que vou explodir!

     Vendo que a garota não conseguia dizer mais do que palavras sem nexo, Mione a abraçou e deixou que ela chorasse tudo aquilo que precisava chorar. Ela compreendia o quão Lola poderia estar se sentindo pressionada apenas pelo simples fato de ser quem é. Lola aceitou o afago e deixou que as lágrimas molhassem o ombro da amiga, enquanto esta por sua vez lhe acarinhava os cabelos. Após alguns minutos, sentindo que a Potter começava a se acalmar, ela prosseguiu:

     - Lola eu entendo que você viveu por muitos anos sozinha e sem ninguém para conversar, mas você tem amigos agora! Você está sobrecarregada e não pode levar o mundo nas costas, por isto me conte agora o que está havendo. Eu não vou te julgar, os amigos servem para nos apoiar principalmente quando fazemos besteira e não somente nas alegrias. Eu estou aqui para o que der e vier! Seja o que for eu vou compreender.

     Potter enxugou as lágrimas, era incrível como Mione tinha o dom de falar tudo o que se precisava ouvir. Ela respirou profundamente e tentou firmar a voz.

     - A pessoa com quem eu vou ao baile é o Draco. Eu simplesmente não tive muita escolha. Mas eu repito: não concordo com nada que ele e a família dele dizem.

     - Draco te convidou? Mas como isso aconteceu?

     Lola decidiu que era hora de contar tudo: falou desde o primeiro contato com Draco ainda no dia em que chegara a Hogwarts, do preparo das poções que usou na primeira tarefa, da visita inesperada na enfermaria, da recusa de Cedrico, do convite estranho de Malfoy e das aulas de dança torturantes. Hermione ficou parada como se analisasse cada informação, Potter esperava pelo pior, mas em vez disso Mione começou a rir desenfreadamente.

     - Mione do que está rindo? Eu pensava que ia ralhar comigo ou até me dar um tapa na cara! – Lola estava aturdida.

     - Desculpa, mas, é que isso é realmente muito engraçado, não se preocupa, não estou nem um pouco brava com você! – Hermione continuava a rir.

     - Mas do que diabo está rindo então? É legal me ver em colapso?

     - Não Lola, não estou rindo de você, estou rindo do Draco! Ele sempre ficou infernizando a vida do seu irmão, falando mal de quem não é sangue puro e agora vejam só: interessado pela irmã mestiça do seu maior rival! Quem deve estar colapso é ele!

     - Fala sério Mione, ele não está interessado em mim, apenas deve ter enjoado de infernizar o meu irmão e agora eu sou o foco. – Bufou Lola.

     - Ah é? Então porque ele foi te visitar na enfermaria, te convidou para o baile e ainda disse que a ajudaria com as outras tarefas? Bem deixe isso para lá, o fato é que eu te conheço bem suficiente para saber que você não concorda com Malfoy e muito menos irá deixar-se influenciar por ele. Na verdade ele que parece estar sendo influenciado por você, já que venho notado uma mudança, ainda que sutil, no comportamento dele. Você ainda quer aprender a dançar? Se quiser eu posso te ensinar, podemos utilizar essa sala, o que acha? – Sorriu Mione animada.

     - Tem certeza? O Snape nem o Malfoy exageraram em dizer que pareço um mamute desgovernado. E afinal onde iríamos arranjar uma vitrola?

     - Claro que sim! Já esqueceu onde estamos? Nessa sala é só pedir que ela nos ajuda!

     Magicamente uma vitrola surgiu e algumas tralhas foram afastadas, dando espaço suficiente para valsarem a canção alegre que irradiava.

     - Está bem professora Mione, mas só se me prometer não contar nada para ninguém e me dizer com quem você vai ao baile! – Lola sorria pela primeira vez naquele dia.

     - Eu prometo não contar nada! Ficara tudo somente entre nós duas. Quem me convidou ao baile foi o Vitor Krum da Durmstrang.

     - Não acredito Mione! O Ron vai morrer de raiva!

     Em meio a risadas e confabulações as aulas de dança começaram. Com a Granger era muito mais fácil, Lola não se sentia envergonhada e conseguia aos poucos se soltar. Hermione propôs que ela faria o papel de Draco e a conduziria, essa proposição gerou uma careta sincronizada nas garotas. Dançar com Mione era divertido, ela não brigava ainda que Lola lhe pisasse os pés, ela a corrigia de forma amigável e sempre a encorajava a continuar. As duas nem viram a hora passar, só se deram conta apenas quando o estômago delas começara a reclamar.

     - Por hoje acho que está bom. Você melhorou muito Lola, mais algumas aulas tenho certeza que você fará um show no baile!

     - Obrigada Mione, mas isso tudo é porque você é uma ótima professora e ótima amiga também. Nem acredito como você pôde compreender tudo e ainda me ajudar.

     - Amigos são para isso! Depois das aulas vamos sempre nos encontrar aqui para suas aulas.

     - Certo!

     As duas caminharam pelo corredor conversando animadamente sobre tudo. Era fácil conversar com Mione. Como eram de casas diferentes elas se despediram quando entraram no grande salão para jantar. Lola contou a Cho e Luna sobre as aulas de Mione, as duas ficaram um pouco enciumadas e fizeram Lola prometer deixar as duas cuidarem do seu cabelo e maquiagem para o baile.

     Potter estava tão faminta que fora uma das últimas a sair do salão. Enquanto caminhava pelos corredores quase vazios, alguém lhe cutucou os ombros. Lola virou-se e encarou um Draco com uma expressão culpada:

     - Olha aqui Draco se veio aqui me ofender ou desistir do baile saiba que eu não estou disposição para lhe aturar e que já dei nossos nomes para Minerva.

     - Não é isso. Eu apenas acho que exagerei hoje com você, então volte amanhã para continuarmos os ensaios.

     Lola deu um sorrisinho maldoso.

     - Não voltarei a ensaiar com você, pois encontrei um professor muito melhor. Portanto, avise o Snape. Nos vemos no baile. – Lola falou em tom desafiador.

     - Outro professor, quem? – Draco parecia um pouco irritado.

     - Não te interessa. Apenas saiba que ele dança muito melhor do que você e é muito mais paciente. Uma pena ele não ser meu par.

     Lola seguiu seu caminho enquanto Draco ficara imóvel com uma expressão perdida. Feliz por ter colocado Malfoy em seu lugar, a ideia do baile até parecia animadora agora, ensinaria mais uma vez, a Draco e a qualquer um, a nunca lhe subestimarem.

 

 

    

 

    

 

 

 

    

 

 

 

 

 


Notas Finais


Antes de ir queria informar que esta fic chegou nas 1000 visualizações! Portanto queria agradecer a todo mundo que tira um tempinho do dia para ler, comentar e favoritar esta história <3
Até o próximo capítulo!


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