História Harry Potter e a relíquia do tempo. - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Harry Potter, Personagens Originais, Tom Riddle Jr.
Tags Drama, Harry Potter, Homossexualidade, Lemon, Romance, Sexo, Tom Riddle, Tomarry, Tortura, Yaoi
Visualizações 1.341
Palavras 9.056
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me avisem qualquer erro, meu vizinho barulhento voltou com tudo para acabar com a minha concentração. :c

Tenham uma boa leitura!

Nos vemos nas notas finais. ;)

Capítulo 25 - Quebrando de vez.


O nome dele parecia gritar para mim do papel amarelado, mas eu me recusava a crer em meus próprios olhos. Pisquei várias vezes tentando ver se o nome sumia, mas ele seguia lá. Cheguei a largar o mapa de lado, tirar os óculos e coçar os olhos com os punhos cerrados, afinal já era tarde da noite e uma vista cansada poderia muito bem acabar vendo coisas pra mais em um pedaço de papel.

Entretanto quando recoloquei os óculos e fitei o Mapa do Maroto novamente, o nome gritante seguiu lá, andando de um lado para o outro diante do retrato da Mulher Gorda.

Meu coração acelerou, o temido dia finalmente chegou, mas eu bem que poderia fingir que não tinha visto o nome dele no mapa. Eu poderia fingir que não sabia o que se passava fora do Salão comunal da Grifinória e simplesmente dormir... Ou tentar dormir.

Mas eu não faria isso. Já estava mais do que na hora de enfrenta-lo. Quanto mais tempo isso demorasse, mais pessoas sofreriam por minha covardia.

Levantei da cama e nem me preocupei em trocar de roupa, apenas puxei um cobertor e o joguei por cima de meus ombros, cobrindo o meu pijama simples de listras azuis, calcei um chinelo macio e peguei o Mapa do Maroto.

Saí do dormitório e desci as escadas até o grande salão comunal que havia ali embaixo. A lareira ainda possuía um pouco de brasa, mas o fogo já havia se extinguido há um tempo. Fui até a saída do meu único santuário e hesitei antes de empurrar o retrato do meu caminho.

Respirei fundo algumas vezes, entrei em pânico e me acalmei novamente, tudo isso em um intervalo de poucos segundos.

Contei até dez e por fim empurrei o retrato da Mulher Gorda do caminho, dando de cara com um saguão vazio. Não havia ninguém naquela antecâmara de pedra, no entanto uma rápida olhada no Mapa do Maroto me revelava que eu não estava sozinho.

O nome dele seguia ali, ao meu lado, me espreitando em silêncio como um predador voraz.

— Siga-me. — Eu disse simplesmente ao sair andando pelo corredor do castelo à minha frente. A Mulher Gorda dormia tranquilamente em seu retrato, então ela nada disse sobre o fato de ter um aluno fugindo do dormitório àquela hora da noite.

O silêncio me acompanhou, mas uma nova olhada no mapa me provou que ele estava logo atrás de mim, provavelmente estava usando a capa da invisibilidade que ele herdou de Henry, ou talvez ele pudesse ficar invisível com um feitiço qualquer, afinal realmente existiam feitiços para essa finalidade.

Usei o mapa para me guiar em segurança até o meu destino, graças a ele eu não dei de cara com o Zelador Filch e nem com a sua gata, madame Nor-r-ra.

Mesmo sabendo que eu iria me arrepender amargamente disso, eu guiei Voldemort até a Sala precisa, eu o guiei até o lugar onde um dia ele feriu Henry assim como Snape me feriu.

Pedi à Sala precisa um lugar reservado, onde pudéssemos conversar em paz e assim ela o fez.

Entrei na sala a passos lentos e pude ouvir a porta se fechar atrás de mim logo depois. Meu coração acelerou ainda mais, não pude deixar de me lembrar da noite com Snape, ele também trancou a porta quando eu passei por ela. Nesse momento eu estava temendo ser enfeitiçado como naquela noite, eu estava temendo ficar incapacitado novamente, pude sentir os pelinhos da minha nuca se arrepiarem em antecipação, mas o feitiço nunca veio.

Virei-me para encarar o nada momentos antes dele sair de baixo da capa de Henry. Ele estava na minha frente, há uns dez passos de distancia de mim, como se quisesse respeitar o meu espaço pessoal. Fiquei grato a ele por isso e o fitei com atenção por um momento.

Ele estava quase igual ao que era na época em que me sequestrou naquela estação de trem. A única diferença era que ele estava usando um longo manto negro e parecia magro, muito magro mesmo, sem falar que ele possuía olheiras profundas, o que completava o seu visual, dando a ele uma aparência macabra que lembrava à morte.

Ele também me fitou intensamente por um momento. Seus olhos transmitiam saudosismo, mas no todo eu podia ver a angustia e a tristeza estampados neles.

— Oi... — Eu comecei a falar, não queria ficar naquele silêncio para sempre.

— Olá... — Ele respondeu com um tom baixo, quase inexistente.

Seus olhos me examinavam por completo, e eu pude ver que a tristeza neles aumentava a cada novo detalhe que ele captava em mim.

— Estou mais parecido com ele agora? — Questionei sabendo que ele provavelmente estava sofrendo ao ver o fantasma de Henry em mim.

— Ele tinha essa idade quando o conheci e quando... morreu. — Ele respondeu com melancolia, e ao fazer isso ele confirmou minhas suspeitas, ele estava se lembrando de Henry ao olhar para mim.

— Posso garantir que não somos assim tão parecidos... Ele não desistiu da vida assim tão facilmente como eu. Aposto que se não fosse pelas complicações da viagem, ele ainda estaria vivo hoje. — Baixei a cabeça sentindo vergonha por ser tão fraco.

No entanto minhas palavras parecem ter despertado uma memória mais recente em Voldemort. Suas feições perderam o tom de auto-piedade e passou a ter um toque de desespero e pena.

— Você está bem? — Ele me olhou com pesar.

Não! Eu não quero ser olhado assim, eu não quero que ele tenha piedade de mim, ele não tem tal direito. Afinal... ele fez o mesmo com o Henry.

— Não quero falar sobre isso. — Respondi de forma ríspida, quase rosnei em minha resposta.

— Se isso te faz sentir melhor, o Snape sofreu muito antes de... — Ele começou a falar, ignorando o que eu havia acabado de dizer, então o interrompi na mesma hora.

— NÃO FALE ESSE NOME! E não, isso não faz eu me sentir melhor. — Abracei meu próprio corpo por cima do cobertor que pendia de meus ombros. O quentinho do tecido me dava segurança, parecia que se eu simplesmente me cobrisse por completo com o coberto, nada de ruim me aconteceria, nada! Mas é claro que isso era uma falsa sensação de proteção, afinal se o Bruxo à minha frente quisesse me machucar, um cobertor fino não o impediria.

— Posso ver seus pulsos? — Ele pediu com um tom estranho. Seus olhos agora estavam fixos nas bandagens que apareciam levemente por debaixo das mangas do meu pijama listrado.

— Não! — Respondi de forma ríspida e escondi meus braços dentro do cobertor, me enrolando muito bem nele, agora minha cabeça e os meus pés eram as únicas partes do meu corpo que não possuíam cobertura.

Ele nada disse, mas pude ver a frustação em seu olhar. Ele até mesmo passou os dedos em seus cabeços lisos, jogando-os para trás em uma falha tentativa de aliviar esse sentimento de insatisfação e impotência.

— Como está sendo o seu reinado de poder? — Questionei enquanto o encarava com atenção. Eu queria mudar de assunto, pois falar da minha tentativa de suicídio só me trazia más lembranças e me fazia lembrar o quão miserável eu era.

— Está indo bem... Já tenho o Ministério da Magia sobre o meu poder. Todos os Bruxos influentes desse País ou me seguem ou estão sobre o meu domínio. Tenho um exército enorme, incluindo Gigantes e Lobisomens... Prevejo que logo, logo terei Hogwarts em minhas mãos também. — Ele respondeu com uma expressão que me passava cansaço, mas principalmente desapontamento e talvez... infelicidade também.

— Você não parece muito feliz com isso. — Comentei perante essa sensação de estar diante de um homem infeliz.

— Bem... Na verdade o poder não é tudo aquilo que eu imaginei e sonhei. — Ele deu um sorriso fraco de lado, parecia mais um sorriso desamparado e debochado, talvez até sarcástico, mas no todo sincero. Ele realmente estava desapontado com algo.

— Tem mais sangue do que o esperado? Ou isso não te afeta? — Questionei com aspereza. A minha vontade era de gritar com ele, bater nele, mas eu não faria isso, nada disso adiantaria... La no fundo eu sabia muito bem o que funcionaria melhor com ele.

— Sangue? Harry... pensei que você me conhecesse melhor. Eu não ligo para o sangue derramado. — Ele riu com escárnio, como se o que eu disse fosse uma piada para ele.

— Porque eu não estou surpreso com isso? — O encarei com nojo. Quantas famílias pereceram, quantas crianças ficaram órfãs por culpa dele assim como eu? Pior ainda... quantas crianças morreram ou foram corrompidas por ele?

— Era isso que esperava de mim? Remorso? — Ele riu fraco por um momento, como se realmente eu tivesse dito uma piada.

— Não, eu não esperava por isso, mas... Você parece tão infeliz que por um momento me deixei acreditar que você fosse capaz de se arrepender. — Respondi com o peito estufado. Eu realmente seria tolo de esperar algo assim dele, mas me sentiria melhor se descobrisse que ele era capaz de sentir empatia, remorso e culpa. Se ele fosse capaz de sentir essas coisas, quem sabe ele ainda possuísse uma salvação, quem sabe ele ainda pudesse ser considerado humano.

— Arrepender? Tem coisas de que realmente me arrependo, mas nenhuma delas envolve a guerra que estou travando e as pessoas que estou matando. — Ele suspirou cansado ao responder isso e uma fagulha de esperança se acendeu em meu peito. Se ele era capaz de se arrepender... então quem sabe eu pudesse fazer com que ele se arrependesse de tudo o que fez.

Por um minuto me questionei sobre o que ele se referia, do que ele realmente se arrependia. Seus olhos sobre mim diziam que talvez fosse algo relacionado com Henry, e talvez fosse isso mesmo.

— Então porque você está infeliz? Dominar o mundo não era o seu sonho? — Questionei com curiosidade.

— Porque à noite eu me sinto sozinho e... vazio. — Ele me surpreendeu com sua resposta, eu não estava esperando por algo assim.

Meu corpo paralisou diante do olhar ferido que ele me lançou e para completar ele seguiu falando.

— Eu tenho tudo, mas não tenho nada... De quê me adianta poder governar se isso não me trás nenhum sentimento? Todas as minhas vitórias são vazias e sem sentido. Eu vejo meus seguidores festejando cada vitória e só consigo olha-los sem entendê-los. Eu já nem sei por que estou fazendo isso. Eu não tenho mais ideologias, eu não tenho nada para seguir. — Ele voltou a passar as mãos pelo cabelo como se buscasse uma forma de extravasar o que estava sentindo.

— Então porque segue com isso? — Perguntei quase com um sussurro, o que ele dizia não fazia sentindo algum.

— Por que... eu não tenho mais nada. O que mais eu faria além disso? — Ele me questionou com um olhar intenso, como se procurasse em mim a resposta.

— Você... você cessaria essa guerra se eu... se eu voltasse com você para aquela cúpula? — Dizer isso foi difícil, foi mais difícil do que cortar os pulsos, mas eu não tinha outra opção, isso era tudo o que eu podia fazer para derrotar Voldemort... Afinal, eu nasci para isso, não é mesmo? Então meu sacrifício não é lá grande coisa.

— De que adiantaria voltar com você para aquele lugar? Seria tudo uma farsa... Você mesmo disse naquele dia em que descobriu tudo nas memórias de Henry, você não me ama e nunca me amará... você nunca me dará aquilo que mais desejo. — Ele rebateu sem emoção alguma.

— Eu posso lhe dar s-sexo. — Meu corpo entrou em pânico só de pensar em fazer isso com ele, mas isso não importava diante do meu dever. Eu estava desesperado para detê-lo, então o meu medo e desespero de nada valiam diante do peso das inúmeras vidas que dependiam de mim.

— Sexo? Eu não quero só sexo... Eu posso ter sexo com quem eu quiser, eu posso fazer até o Ministro da magia me chupar diante de toda a comunidade Bruxa. — Ele rebateu com um tom zangado, como se eu o tivesse ofendido.

Fiquei sem fala diante da resposta dele, então ele prosseguiu.

— Eu não quero só sexo... eu quero alguém que me dê um sentido. Quero alguém que me faça dormir sem esse peso da solidão no peito à noite. Quero alguém que me faça rir de besteiras irritantes como o Henry fazia. — Ele quase rosnou, ele parecia irritado com as minhas suposições, mas lá no fundo eu sentia a tristeza atrás de cada palavra dita.

— E-eu posso fazer tudo isso... eu juro que posso... — Quase me desesperei ao prometer isso a ele. Mas se era isso que ele queria, então eu daria a ele. Isso era algo difícil, mas ao mesmo tempo era melhor do que ser um simples prostituto na cama dele.

— Não me engane Harry, você sabe que não pode fazer isso, você não pode preencher o vazio que Henry deixou em mim. Sem falar que eu ganho muito mais dominando o mundo do que me isolando em uma cúpula com você. Quem sabe em algum momento eu me satisfaça, quem sabe quando eu tiver os Trouxas deitados aos meus pés, servindo de capacho eu me sinta bem. — Ele pareceu decidido em seguir no mesmo rumo em que estava. Na verdade ele parecia prestes a me deixar sozinho nessa sala e ir embora.

— Não... espera! Por favor, eu juro que tento... eu juro que tento te fazer se sentir bem. Eu... eu talvez não possa substituir o Henry, mas quem sabe eu possa... eu possa ser o suficiente para... — Entrei em pânico e quase me ajoelhei na frente dele, quase me arrastei como um verme aos pés dele. O medo de perder a minha única utilidade nesse mundo era desesperador. Esse medo era desesperador o suficiente para quebrar o resquício de sanidade que ainda me restava.

— Pare com isso Harry... Eu já decidi há muito tempo que não voltaria a intervir na sua vida. Ela é toda sua agora... Faça o que quiser com ela, ame quem você quiser amar. Viva onde você desejar viver... Eu juro que não irei destruir sua nova vida assim como fiz no passado ao tirar os seus pais de você. Então... apenas fique fora do meu caminho enquanto eu domino o mundo e tudo ficara bem. — Ele se afastou um pouco mais de mim, como se estivesse querendo dar meia volta e ir embora.

Senti o chão desabar sobre os meus pés.

Ele finalmente me deu tudo aquilo que eu sempre quis, tudo aquilo que sempre desejei, ele me deu liberdade para viver como eu bem desejasse, mas... Porque então eu não estava me sentido feliz?

Talvez fosse porque a liberdade que ele me deu pesou mais do que as correntes que sempre me sufocaram, que sempre me prenderem a ele.

O ar quase me foi tirado completamente, afinal eu sabia, eu sempre soube que nunca teria paz se apenas seguisse com a minha vida e ignorasse o resto.

Eu sabia que mesmo se eu encontrasse um pequeno paraíso, talvez uma pequena casinha de campo, onde eu viveria junto de uma pessoa que eu realmente amasse, eu sabia que nunca seria completamente feliz, afinal enquanto Voldemort seguisse ferindo as pessoas, a minha consciência seguiria pesando, o meu remorso seguiria me sufocando e a minha culpa seguiria me matando um pouquinho mais a cada dia.

A minha liberdade nada mais era do que uma tortura sem fim... Eu não aguentaria isso.

Então agora eu sei...

Eu preciso dele.

— Eu não quero isso... por favor... — Quebrei de vez e não pestanejei ao sair debaixo do cobertor, deixando-o cair ao chão para então diminuir o espaço que havia entre nós, eu corri para perto dele, eu praticamente me agarrei a ele como se precisasse dele para viver.

Voldemort nada fez diante do abraço apertado que dei em sua cintura, ele apenas ficou estático por um longo minuto antes de suspirar e começar a me empurrar para longe de si.

— Harry... eu só vim aqui ver como você estava. Eu me senti culpado pelo que Snape fez com você, eu tinha que vir ver com meus próprios olhos o quão mal você estava. Agora que sei que você está... seguindo em frente, que você pelo menos está em pé, eu tenho que ir embora. — Ele tentou soltar o meu abraço de si, mas eu não o soltei, eu o segurei com mais desespero.

— POR FAVOR, POR FAVOR... ME LEVA... ME LEVA COM VOCÊ, EU NÃO ESTOU BEM, EU NÃO ESTOU SEGUINDO EM FRENTE... EU NÃO CONSIGO, ME SALVA... ME SALVA! — Implorei em pânico, cada não que ele dizia só me deixava mais e mais desesperado e dependente dele.

— Harry... não faça isso, não diga essas coisa. — Ele me deu um leve abraço, no entanto parecia um ato distante e frio.

— Tom... por favor... eu te imploro, me dê outra chance... me leve com você e me salve de mim mesmo. — O encarei com os olhos cheios de lágrimas, a angústia crescia cada vez mais, minha mente aos poucos entrava em completo parafuso, eu estava enlouquecendo, eu sabia disso, mas já não ligava.

— Você... você me chamou de Tom? Essa é a primeira vez que você me chama assim. — Ele deu um suspiro triste, mas seu sorriso era contente.

— Você vai me levar agora? — O olhei com esperança.

— Não. — Ele respondeu categoricamente.

— Eu faço qualquer coisa Tom... por favor... eu juro que faço tudo o que você quiser. — Caí de joelhos na frente dele e me agarrei à sua túnica como se ela fosse uma boia salva vidas.

— Harry... — Ele parecia não ter palavras, ele parecia surpreso, mas ainda seguia decidido a não me levar consigo.

— Você quer ter sexo comigo? Podemos fazer isso, podemos fazer isso agora mesmo... a sala precisa pode nos fornecer uma cama. Eu faço isso... eu faço isso como prova de que estou disposto a tudo. — Deixei todos os meus medos de lado e praticamente me joguei aos pés dele, isso era humilhante, mas eu já não ligava, eu ia fazer de tudo para ele me querer de volta. Lá no fundo eu sabia o quão errado era isso, o restante de sanidade em mim gritava que estava tudo errado, mas eu ignorava isso veemente.

Os olhos dele se arregalaram diante do meu convite.

— Harry... levante-se, por favor, não faça isso. — Ele tentou me levantar do chão, mas eu apenas abracei suas pernas com ainda mais força e permaneci de joelhos diante dele.

— Vamos fazer... tá bom? Eu juro que não vou reclamar se doer... eu não vou chorar... eu vou me comportar, eu juro... — Prometi lhe lançando um olhar que implorava intensamente. Ele parecia chocado comigo agora.

— Harry pare de dizer essas coisas agora! Eu não quero te tocar desse jeito, se você não quer realmente fazer isso, não prometa essas coisas, não faça o mesmo que o Henry fez. — A expressão dele tinha um toque irritado e ao mesmo tempo triste, ele tentou soltar meus braços de suas pernas para se afastar, mas eu não queria soltar, eu estava apertando tanto, que estava abrindo meus ferimentos nos pulsos.

— Mas... mas você não vai me machucar, não é? Você vai cuidar de mim, não vai? Então não tem problema que a gente faça aquilo agora... — Tentei argumentar com o que eu achava estar certo, agora minha mente estava quebrada demais para analisar o quão errado era isso, o quão errado era me entregar dessa forma, eu só conseguia pensar em formas de tê-lo de volta, não importava o quão longe eu iria com isso.

— Por favor, me solte e volta ao seu dormitório. — Ele falou de forma dura, seus olhos evitaram os meus. Ele realmente... não me queria de volta.

— Não! Não... eu não quero, eu não quero... — Meu coração acelerou com a rejeição dele, minha mente entrou em pânico totalmente e meu corpo agiu por impulso. Soltei as pernas dele, mas foi apenas para apalpar sua virilha por cima da túnica fina.

— Harry! — Ele ralhou em meio à surpresa de ter suas partes acariciadas por mim. Suas mãos rapidamente seguraram as minhas e as afastaram de sua virilha.

— Eu posso fazer isso... eu juro que faço direito... me deixe... — Relutei para soltar minhas mãos das deles e voltar a tocar em seu membro, mas como ele não soltava, eu usei meu rosto para esfregar o lugar.

— HARRY! — Ele quase pulou para trás com isso, ele parecia extremamente irritado agora.

— Me leva com você... vamos viajar pelo mundo como você prometeu ao Henry... vamos procurar um lugar que te faça ficar contente... vamos viver juntos para sempre. — Mudei de técnica já que a apelação sexual não estava funcionando muito bem, ele não me desejava mais e isso estava me devastado muito, sei lá porque... acho que realmente perdi a sanidade de vez.

— Desista Harry. — Ele me largou e se afastou.

Eu pensei três vezes em uma cama confortável e a sala precisa me atendeu. Uma cama enorme surgiu ao nosso lado.

— Venha... vamos fazer. — Fiquei de pé e corri para segurar sua mão e reboca-lo até a cama.

— Harry... por céus! O que deu em você? Pare já com isso! — Ele se desvencilhou de mim e me lançou um olhar sério e zangado.

— V-você realmente não me quer mais? — Baixei a cabeça e desistir de tentar segura-lo.

— Não desse jeito. — Ele rebateu irritado.

— De quê jeito você quer então? — Questionei em desespero.

Ele suspirou pesadamente, passou as mãos novamente pelo cabelo liso enquanto me olhava intensamente, me analisando completamente. Eu apenas deixei ele me olhar, então ele pareceu se dar por vencido e foi se sentar na beirada da cama.

— Deixe-me ver seus pulsos. — Ele pediu estendendo as mãos à sua frente.

Me aproximei lentamente, observado a postura calma e relaxada dele sentando naquela cama como se ela fosse uma simples poltrona. Coloquei minhas mãos viradas para cima sobre as dele.

Riddle suspirou, largou uma das minhas mãos para desenrolar com cuidado as ataduras do outro braço. Quando o filete de tecido com um pouco de sangue caiu aos nossos pés, seus olhos se arregalaram.

— Céus! — Ele arfou ao examinar a profundeza do corte, seus dedos passaram levemente sobre o ferimento, o toque apesar de gentil doía, mas não reclamei.

Riddle puxou do bolso de sua túnica um frasco pequeno que possuía um líquido amarelado que lembrava a pus. Quando ele abriu o frasco e um cheio desagradável tomou o lugar, eu realmente acreditei que fosse pus, mas mesmo assim eu não o impedi de virar aquele líquido nojento sobre o corte. A dor aliviou quase que de imediato e apesar da ferida não ter se curar instantaneamente, eu senti que ela estava em processo de tal. Riddle puxou sua varinha e refez meu curativo nesse braço, depois passou para o outro. Ele estava tão concentrado na tarefa e fazia isso com toques tão displicentes que consegui me acalmar e até a confiar nele um pouco mais.

— Nunca mais faça isso, entendeu? Nunca mais! — Ele olhou direto em meus olhos enquanto terminava de fazer um novo curativo no meu pulso. Seu olhar tinha uma mistura de preocupação e raiva.

— Sim... Senhor. — Baixei a cabeça como uma criança que foi repreendida após fazer algo muito errado.

— Harry... olha pra mim. — A voz dele suavizou um pouco.

Ergui a cabeça e fitei seus olhos vermelhos e assustadores, mas mantive minha pose.

— Porque você quer vir comigo? Seja sincero... — Ele questionou ainda fitando o fundo dos meus olhos, parecia que ele tinha aprendido com Dumbledore a dar aqueles olhares penetrantes que pareciam expor sua alma.

Voltei a baixar a cabeça, eu não queria mentir, mas eu não tinha boas razões para ir com ele. Se ele estava esperando uma resposta romântica, ele não a teria.

— Responda. — Ele pediu com um tom mais autoritário.

— Pelos mesmos motivos que Henry fez tudo o que fez. — Respondi sem erguer a cabeça, fitei meus chinelos como se nunca tivesse visto nada igual em minha vida.

Tom pareceu desapontado com a resposta, ele até se levantou da cama e me deu as costas. Agarrei suas vestes para que ele não partisse e desatei a falar.

— Mas isso é bom, não é? Ele foi capaz de aprender a te amar com o tempo. Ele pode ter começado tudo isso para salvar os entes queridos, mas depois ele... — Tentei mostrar para ele que isso não era de todo ruim. Mesmo que eu não o amasse ainda, eu poderia aprender, assim como Henry, que originalmente só queria afasta-lo de seu futuro como Voldemort. Nesse ponto nós não erámos diferentes.

— Então você está vendo isso como um auto-sacrifício? — Ele puxou as vestes de minhas mãos e se afastou com um olhar que parecia ferido.

Baixei a cabeça novamente, eu não podia mentir, ele podia ler minha mente. Eu verdadeiramente estava vendo isso como um auto-sacrifício.

— Eu vou embora! — Ele anunciou ao se dirigir em passos largos para a porta.

— Não! Por favor... não me deixe... eu não quero mais isso, por favor... essa falsa vida me machuca. Eu não quero mais fingir desse jeito... eu não quero mais ficar me iludindo com a esperança de ter uma vida comum. — Não pude segurar mais, me desmanchei em lágrimas e chorei feito uma criancinha apavorada.

Riddle parou onde estava, virou-se para me fitar e suspirou pela milionésima vez hoje. Mas agora havia algo diferente em seu olhar, era algo que eu não conseguia distinguir.

— Pobre coitado... está tão quebrado... — Foi o que ele disse e por um breve, tão breve que pensei ter sido apenas minha imaginação, eu vi um sorriso sarcástico.

— Então me concerte, por favor. — Eu pedi sem ligar para o resquício de sanidade que gritava em minha mente.

Riddle tornou a suspirar, mas deu meia volta e veio até mim, me empurrando contra a cama. Me deixei ser deitado no colchão e tentei não tremer e não fugir. Se isso era um teste, eu planejava passar por ele com nota máxima.

Ele ficou sobre o meu corpo, se apoiando com seus braços e pernas, impedindo que seu peso me pressionasse. Snape voltou à minha mente, mas afastei essa imagem aterradora imediatamente, no entanto não havia para onde fugir, pois tanto na realidade, quando na mente eu estava em uma situação que me assustava.

Os lábios dele tocaram os meus levemente, pareciam mariposas a princípio, mas logo sua língua quente transitou sobre meus lábios, os separei, dando passagem livre para ele. Riddle aprofundou o beijo com desejo, parecia estar matando a saudade, parecia estar finalmente bebendo um copo gelado de água após anos no deserto.

O beijo não me desagradava por completo, porém com certeza isso seria algo que eu evitaria no meu normal, mas nesse caso, era algo suportável, era algo com o que eu poderia me acostumar e quem sabe com o tempo... eu pudesse me condicionar a gostar.

As mãos dele passearam pelo meu tronco, alisando meu peito por cima da camisa fina do pijama. Meus músculos se retesavam, meu corpo inconscientemente ainda tinha medo disso, a última vez havia deixado lembranças impressas em cada partícula de mim.

Fechei meus olhos e tentei pensar em qualquer coisa, fiquei tão concentrado nisso que nem reparei que ele havia parado de me tocar completamente, eu já não sentia nem o corpo dele sobre o meu, mas em compensação havia um peso no colchão ao meu lado.

Abrir meus olhos e fitei o Bruxo ao meu lado, ele estava deitado de lado, apoiando o cotovelo na cama e a cabeça em sua mão enquanto me fitava com intensidade.

— Isso me lembra a minha primeira vez com o Henry. — Ele disse simplesmente enquanto brincava distraidamente com a ponta dos seus cabelos usando a mão livre.

O encarei sem entender o que ele queria dizes com isso, então ele prosseguiu falando.

— Ele também estava se forçando, ele estava aguentando tudo calado só para me agradar. — Ele me lançou um olhar profundo, suas íris vermelhas pareciam brilhar no ambiente pouco iluminado ao nosso redor. Meu corpo arrepiou pelo medo de ter sido pego em minha farsa.

— E-eu não estou me forçando. — Me apresei a dizer e quase engasguei nas palavras.

— Mentiroso! — Ele sorriu e tocou a ponta de meu nariz com indicador. Havia um sorriso indescritível em seus lábios.

Abrir e fechei a boca procurando uma desculpa, qualquer desculpa que fosse. Enquanto eu fazia isso, Tom apenas me fitava despreocupadamente.

Quando me dei por vencido e finalmente fechei a boca, ele sorriu e voltou pra cima de mim, mas ao invés de retornar com as caricias sexuais, ele apenas me abraçou e então rolou na cama, me levando consigo.

— Vamos inverter então. — Ele disse me colocando por cima de si.

— O-o que você quer dizer com isso? — Meu coração disparou e um friozinho se espalhou por minha barriga.

— Quero dizer que você pode fazer o que quiser. — Ele respondeu despreocupadamente. O encarei sem crer enquanto ele simplesmente cruzava os braços atrás da cabeça, ficando em uma pose relaxada e calma embaixo de mim.

— I-isso quer dizer que eu posso... posso ser o Ativo? — Questionei sentido o pânico tomar conta de todo o meu corpo. Se meu cérebro fosse controlado por mini pessoas, nesse momento eles estariam correndo em círculos enquanto uma sirene berraria e uma luz vermelha ficaria piscando.

— O que você quiser. — Ele respondeu calmamente, tão calmo que parecia prestes a dormi.

Congelei no lugar sem saber o que fazer exatamente. Imaginei vários tipos de ações, mas todos me constrangiam ao ponto do meu rosto queimar ao corar.

— Não! Eu não consigo fazer isso. — Saí de cima dele e cobrir meu rosto com as mãos, ele por sua vez gargalhou ao ponto de fazer a cama vibrar sob nós.

— Viu só? Você está sendo mais sincero agora que o ato depende de você. — Ele disse após se acalmar do ataque de riso.

Eu não consegui encara-lo, eu estava morto de vergonha. Tom tornou a suspirar ao sentar ao meu lado.

— Aqui... Me dê sua mão. — Ele pegou minha mão com cuidado para não apertar o pulso e a colocou sobre o seu peito forte.

Senti seu coração bater sobre a túnica fina, ele estava um pouco acelerado, mas ele não transmitia qualquer sinal que indicasse nervosismo ou coisa do tipo. Fiquei tão focado em sentir seu coração que nem percebi que ele lentamente movia minha mão sobre o peito dele. Quando percebi isso, lhe lancei um olhar questionador.

— Afaste tudo de sua mente, não pense... só sinta. — Ele sussurrou antes de voltar a deitar na sua pose relaxada com os braços apoiando a nunca. Minha mão acompanhou seu movimento e permaneceu sobre o peito dele.

— Explore à vontade... entre no clima. — Ele me incentivou, então regido pelos conselhos dele, eu deixei minha mão passear por ali. Sentido cada relevo dos músculos duros, porém relaxados.

A curiosidade ganhou espaço em minha mente, deixando o medo em um cantinho escuro e afastado. Tom me deixou estudar seu tronco com calma, eu tomei o cuidado de nunca ultrapassar o limite do umbigo, eu não conseguiria descer mais do que isso.

— Viu só? Não aconteceu nada demais... você não me machucou... e eu não te machuquei. — Ele comentou após um longo minuto relaxante de toques sem malícia.

Concordei com a cabeça, ele estava certo, aquilo não era ruim, eu estava até pegando um pouco mais de coragem agora.

— Então agora é minha vez... — Ele anunciou simplesmente ao inverter as posições, agora eu estava deitado e ele estava sentado ao meu lado, com as mãos sobre o meu peito. Engoli em seco, mas me mantive calmo.

— Feche os olhos e apenas sinta. — Ele sussurrou ao deixar as pontas dos dedos transitarem por cima da minha camisa, contornando os botões enfileirados do pijama até chegar próximo ao meu umbigo.

Fechei meus olhos como ele mandou. Se eu confiava nele? Não, mas eu queria tentar. Afinal isso melhoraria e muito a minha qualidade de vida ao lado dele. Ter certeza de que ele não iria me machucar poderia inclusive me ajudar a perder um pouco do medo de ser tocado, quem sabe eu até pudesse esquecer o que aconteceu com Snape.

Os dedos dele fizeram uma massagem tão tranquila em mim, que eu quase dormir, afinal eu estava passando por dificuldades para dormir ultimamente e agora já passava da uma da madrugada.

Quando meu corpo todo amoleceu sobre o colchão quentinho, eu senti um toque diferente, em uma região diferente. Abri meus olhos assustado quando percebi a mão dele sobre a minha virilha.

— Calma... só feche os olhos de novo e sinta... Eu juro que vai valer a pena. — Ele manteve a calma diante do meu claro até de nervos.

Respirei fundo e fechei os olhos novamente. Se eu estava com medo? Sim, estava... Se eu queria seguir a diante? Isso eu não sabia responder, mas tentaria o máximo que conseguisse.

Senti a frente da calça do meu pijama ser puxado e então a mão dele invadiu a minha cueca. Por sorte eu estava com os olhos fechados, se não a vergonha me faria recuar novamente.

Ele iniciou um movimento sobre as minhas partes, um arrepio de prazer subiu por meu corpo, me pegando de supressa. Eu realmente não esperava que ser tocado assim fosse bom, talvez fosse porque os únicos toques que conheci antes desses foram dolorosos.

Tomando um pouco mais de coragem com isso, eu relaxei meu corpo e me concentrei naquela parte que estava sendo acariciada. Acho que ele percebeu que eu estava curtindo o momento, pois intensificou o toque e apetou o local com força. Isso fez meu corpo arquear as costas involuntariamente com o espasmo de prazer.

Logo depois disso, minhas calças desceram um pouco, expondo tudo da minha cintura até as minhas coxas. Novamente agradeci por ele ter me dado a opção de ficar com os olhos fechados.

De repente senti algo quente e molhado ao redor das minhas partes, os cabelos compridos dele fizeram cosquinhas em minha virilha e coxas. Meu corpo todo estremeceu com isso e quando senti a língua dele serpentear o local com experiência, eu não pude segurar o gemido e o desejo de levar minhas mãos para baixo, não para me cobrir, mas sim para empurrar a cabeça dele ainda mais contra minha virilha.

Como senti medo dele se irritar com as minhas mãos exigentes, eu apenas me agarrei ao lençol ao meu redor.

Meu coração acelerou quando as ondas de prazer começaram a se tornar mais e mais fortes e intensas.

Arfei quando senti uma pressão no baixo-ventre e senti o ápice do prazer, jorrando na boca dele.

De imediato tentei me desculpar por isso, mas percebi que não conseguia falar por estar arfando, como se fosse alguém que havia passado cinco minutos inteiros embaixo d’água sem respirar.

No entanto ele pareceu não se importar com isso, ouvi ele encolhi pesadamente o conteúdo de sua boca e novamente agradeci por estar de olhos bem fechados.

— Viu só? Não foi bom? — Ele questionou suavemente. Eu nada respondi, eu não conseguiria, eu estava envergonhado e sem fôlego.

— Posso continuar? — Ele questionou ao puxar minhas calças completamente, me livrando delas de uma vez por todas.

O medo retornou, quis fugir afinal eu ainda estava com medo e ainda possuía uma parte de lucides em minha mente que gritava que isso estava errado, mas eu apenas ignorei tudo isso, eu apenas fiquei imóvel sobre a cama, de olhos fechados, esperando ele fazer o que bem entendesse comigo.

Senti uma movimentação na cama e percebi que ele estava sobre mim novamente, seu rosto estava próximo ao meu, sua boca estava há centímetros da minha orelha.

— Confie em mim... e seja sincero. Se não gostar do que eu fizer... se você não aguentar, apenas me avise. Não repita o que Henry fez na nossa primeira vez. Apenas diga a verdade que eu pararei imediatamente e não ficarei zangado, entendeu? — Ele cochichou em meu ouvido.

Suspirei de alívio por saber que eu poderia parar sem que ele se zangasse com comigo e com as minhas frescuras. Confirmei com a cabeça e mantive sempre meus olhos fechados.

Ele me deu um rápido selinho antes de se afastar novamente.

Fiquei em expectativa por um longo momento enquanto ouvia o tecido de sua túnica farfalhar ao ser removida. Meus dedos se agarraram firmemente nos lençóis, o medo gritou, mas tentei acalma-lo, tentei acreditar nas palavras dele.

Senti que as mãos dele passaram por de baixo dos meus joelhos, erguendo minhas pernas lentamente, mordi o lábio para impedir que a palavra pare saísse dos meus lábios.

Minhas pernas foram parar em seus ombros e sua boca voltou a atacar meu membro agora desfalecido.

Senti novas ondas de prazer e isso me distraiu de um toque inusitado. Por um momento temi senti novamente a mesma coisa que senti quando Snape me tocou ali, mas não chegou nem perto daquilo. Não houve dor, senti apenas um estranhamento e um desconforto quando um dedo me penetrou.

Respirei fundo e foquei no prazer que ele estava me dando com a boca. Lembro que em uma das memórias de Henry, ele verdadeiramente foi capaz de curtir o sexo com Riddle, foi quando eles fizeram na torre de astronomia em seu primeiro piquenique romântico, então pude me deixar relaxar ainda mais.

O prazer se intensificou quando ele começou a chupar com força a ponta do meu membro, meu corpo retorceu com isso e nem senti quando um segundo dedo me invadiu.

Dessa vez não me segurei, eu não refreei minhas mãos que desceram para os cabelos dele, puxando-os com força para baixo. Ele fez um som de engasgo e surpresa, mas não afastou minhas mãos, nem me repreendeu, apenas intensificou seus movimentos.

Choraminguei fraquinho quando o terceiro dedo entrou, nesse ponto senti uma dorzinha incomoda, mas não foi nada comparado ao que senti com Snape, então não pedi para que ele parasse. Mesmo assim ele se refreou e afastou a cabeça de meu membro para falar.

— Se isso é demais para você, apenas diga... Já disse que não quero repeti os mesmo erros do passado, eu não quero fazer isso com alguém que está se forçando a... — Ele meio que me repreendeu ao tirar suas próprias conclusões. Senti frustação quando o meu prazer diminuiu, voltado à estaca zero, então grunhi.

— Cala a boca e continua. — Reclamei ao repuxar o cabelo dele de novo, aproximando seu rosto de volta ao ponto que estava me frustrando por ter ficado sem atenção.

Ele ficou quieto por um minuto, talvez estivesse supresso com a minha reação, mas logo senti seu riso sobre minha virilha antes de sua língua voltar a me acariciar em lugares que nunca imaginei que tivesse.

Os três dedos dele que seguiam dentro de mim permaneceram parados até que eu voltei a retorcer meu corpo pelo prazer que sua boca estava me dando.

Não pude deixar de comparar esse momento com o que tive com Snape. Era estranho pensar que nos dois casos eu estava passando pelo mesmo, mas de alguma forma, nesse caso eu estava sentido algo bom. Era surreal que isso pudesse ter duas faces, dois lados da mesma moeda. Em um lado havia dor e nojo... e no outro prazer e desejo.

Um vazio me tomou quando os dedos sumiram, resmunguei irritado quando a boca também se foi, no entanto logo uma mão substituiu os afagos no lugar.

Arrepiei quando algo maior pediu passagem em meu corpo. A sensação era familiar, mas ao mesmo tempo diferente. Havia dor? Sim havia, mas não era nada comparado ao que já senti em minha outra experiência, sem falar que a mão em meu membro tirava boa parte da minha atenção da dor.

Ele ficou parado pelo o que me pareceu uma eternidade, por incrível que pareça isso fez a dor diminuir e sumir quase que completamente. Isso me pegou de supressa, eu não sabia que se podia fazer isso sem sentir dor.

Aos poucos um peso terrível ia saindo das minhas costas, o peso de ter que aturar sexo para agradar a um assassino. Percebi que eu poderia tirar proveito disso, mesmo que eu ainda não tivesse sentimentos românticos por ele, mesmo que eu ainda tivesse que me condicionar a estar fazendo isso, agora lá no fundo eu sentia que eu poderia levar isso com tranquilidade.

Fiquei tão perdido nesse pensamento que nem percebi quando ele começou a se movimentar e quando percebi apenas relaxei e deixei os movimentos dele me levarem mais perto do nirvana.

A respiração dele aumentava de intensidade, acompanhando o esforço de seus movimentos, reparei que eu estava do mesmo jeito e achei interessante o fato de estar em sincronia com ele.

O braço livre dele passou por baixo das minhas costas envergadas e me abraçou forte. A sensação de calor humano era boa e só agora eu percebia o quanto isso me fazia falta. Meus tios nunca me deram tal... Dumbledore sempre se manteve afastado de mim... Claro que eu tinha meus amigos, meu padrinho e também os pais de Rony, que eram quase como pais para mim, mas ainda assim, esse calor me parecia algo quase inexistente no mundo, era realmente bom, era aconchegante.

O abracei de volta e juntos chegamos ao nosso ápice. Derretendo completamente após o intenso prazer.

.

.

.

Estamos deitados na cama, um do lado do outro, fitando o teto alto da sala precisa.

— Você quer mesmo vir comigo? — Ele questionou quando por fim recuperamos o fôlego e a sanidade.

— Sim... — Respondi agora muito mais tranquilo com isso. Eu não me sentia mais cometendo um ato de auto-sacrifício ao tomar essa decisão, mas eu sabia que isso ainda era exatamente isso, um sacrifício da minha parte.

— Então vá pegar as suas coisas, me encontre aqui em quinze minutos. — Ele ordenou com um sorriso ao se levantar da cama de um pulo, juntando sua túnica negra do chão e vestindo-a.

— Aonde você vai? — Questionei com inquietude.

— Conversar com um velho conhecido. — Ele sorriu calmamente ao se dirigir à porta da sala precisa.

— Você não vai machuca-lo, vai? — Meu coração acelerou ao perceber que ele se referia ao Dumbledore.

— Fique tranquilo... Agora que tenho você, eu não tenho mais motivos para ser Voldemort. — Ele respondeu ao abrir a porta.

Suspirei sentido o alívio me tomar, então também me ergui da cama, procurando pela calça do meu pijama.

Riddle saiu da sala precisa, fechando a porta logo depois. Respirei fundo, eu havia tomado a minha decisão, eu não podia voltar atrás agora. Eu iria até o dormitório trocar de roupa, arrumar minhas coisas e deixar uma carta de despedida aos meus amigos.

Meu coração doía por deixa-los para trás, mas eu sentia que estava fazendo o certo, eu sentia que estava salvando eles ao fazer isso.

Eu não sabia como seria minha vida a partir desse ponto, mas esperava que ao menos essa sensação de manipulação sumisse. Afinal... eu estava tomando minhas próprias decisões, ele havia me dado a oportunidade de fugir, ele havia me dito não várias vezes, então agora eu sabia que estava no controle da minha vida, fui eu quem insistiu. Só me restava agora esperar para ver se eu conseguiria ser feliz com isso.

P.O.V Harry Potter - Off

 

 

 

Corredores de Hogwarts.

Assim que deixou Harry na sala precisa, Tom Riddle marchou sem preocupações para o escritório de seu antigo mestre.

Seu sorriso de satisfação não saia de seus lábios por nada, a cada minuto ele se sentia mais e mais eufórico com a sua vitória essa noite.

Foi difícil para ele se negar tantas vezes a levar Harry consigo, mesmo com o garoto lhe implorando, mas isso era necessário, isso fazia parte de seu plano.

Quando ele chegou à entrada do escritório do velho Diretor, ele não teve dificuldade em encontrar a senha correta. Bastou pronunciar o nome de todos os doces Trouxa que conseguiu se lembrar. E como o esperado, a gárgula de pedra se moveu, dando lugar a uma escada rolante que subia em espiral até o escritório do Bruxo.

Riddle sorriu diante da abertura à sua frente, Dumbledore sempre foi um tolo para escolher as senhas de seu escritório, parecia até que ele queria que o lugar fosse invadido.

Lentamente ele subiu as escadas até chegar à porta. Ele não se prestou a bater, ele apenas entrou no local onde o velho, de barba e cabelos grisalhos, andava em círculos impacientes. O velho não se surpreendeu ao ver o antigo aluno ali em sua frente, afinal ele já o esperava, ele sabia que Riddle viria essa noite, por isso ele ainda estava acordado, mesmo já passando das duas da manhã.

— Olá Dumbledore. — Riddle sorriu ao fechar a porta às suas costas, se trancando no escritório com o antigo mestre.

— Riddle... você demorou! A sua carta dizia que você chegaria à meia noite. — Dumbledore reclamou ao se dirigir para sua mesa sem preocupações. O velho se largou na cadeira e fitou o ex-aluno com aspereza.

— De fato eu cheguei nesse horário, mas eu tinha assuntos mais imediatos a tratar com outra pessoa, você não era a minha prioridade. — Riddle sorriu de modo superior ao puxar uma cadeira em frente à mesa do Diretor para se sentar.

— Veio falar com o Harry? Finalmente essa tortura acabou? — Dumbledore parecia aliviado e ao mesmo tempo triste e arrependido.

— Sim, Dumbledore, isso finalmente acabou. Já pode voltar a respirar com tranquilidade. Levarei o Potter essa noite e amanhã você não me verá mais. Ninguém nunca mais nos verá... Garanto-lhe que Voldemort morre aqui. — Riddle prometeu com um sorriso prepotente enquanto encarava o velho cansado à sua frente.

— Pobre Harry... — Dumbledore parecia arrependido, na verdade parecia amargurado.

— Que foi velho? Está arrependido de ter sido cumplice disso? — Riddle riu da cara verde de seu velho Mestre, o homem de fato parecia arrependido.

— Foi difícil assistir o menino quebrando na minha frente sem fazer nada. — Dumbledore juntou as mãos diante do rosto enquanto apoiava os cotovelos na mesa, ele cruzou os dedos uns contra os outros e apoiou a testa contra os nós dos dedos. Ele parecia um homem realmente muito arrependido e culpado.

— Eu sei que foi difícil pra você ignorar o garoto por todo esse tempo... mas valeu a pena. Agora ele quer vir comigo mais do que tudo. — Riddle sorriu abertamente, enquanto o Bruxo do outro lado da mesa quase se desmanchava em lágrimas.

— Que isso Dumbledore? Não vai amolecer agora, vai? — Riddle riu da cara em pânico de Dumbledore.

O velho nada disse, então Riddle prosseguiu.

— Vamos Dumbledore, não faça essa cara... você sabia muito bem que não podia contra mim, você sabia que a única forma de se livrar de mim era sacrificando o seu pobre peão. — Riddle se divertiu ao ver seu antigo mestre desmoronando bem na sua frente, então decidiu cutucar ainda mais a ferida.

— Foi um bom plano, não foi Dumbledore? O seu peãozinho comeu direitinho em nossas mãos. Nós dois sabíamos que o menino só precisava de um empurrãozinho... E que melhor motivação do que o peso da morte dos outros e o medo da perda de seus amigos e entes queridos para fazê-lo se entregar de vez a mim, hein? Nós dois sabíamos que isso era tudo que faltava no Harry dessa realidade para que ele fosse exatamente igual ao Henry, você concordou comigo quando eu... — Riddle não conseguia disfarçar o regozijo em cada palavra, isso irritou o velho mago, que logo o interrompeu.

— Concordei... Eu não nego, eu concordei com isso, mas eu não esperava que você fosse ir tão longe! Quantos você matou Riddle? Quantos mais você mataria se o garoto continuasse a se negar a ir com você? Mataria os amigos dele? Mataria a mim? — Dumbledore quase socou a mesa ao questionar, mas manteve a compostura.

— Ah! Sobre as mortes... realmente isso saiu do controle, eu não planejava fazer tantas vítimas, afinal isso não passava de uma encenação para enlouquecer o garoto, mas sabe como é, né?... Eu tenho muitos seguidores. É muito difícil controlar todos em todos os momentos. Baixas desnecessárias aconteceram, eu admito. — Riddle sorriu sem peso algum em suas costas, não havia remorso diante da morte de milhares de inocentes.

— Mas isso não estava no combinado! Você me garantiu que ninguém sofreria nesse seu falso reinado. Eu confiei em você porque não queria que você reinasse de verdade, mas... vejo que sua palavra de nada vale. — Dumbledore usou um tom de voz que há muito não usava, ele sentia como se estivesse repreendendo um aluno novamente.

Riddle nada disse, ele apenas fitou o seu velho aliado. Ele não entendia porque Dumbledore estava dando chilique agora, o plano de seguir manipulando o Harry usando mortes alheias também havia sido dele.

— Céus... O que foi que eu fiz? Você não cumpriu boa parte do plano, mas... você vai cumprir o restante do acordo agora, não vai? Você nunca mais será Voldemort e irá cuidar bem dele, não é? — Dumbledore parecia preste a se desmanchar em lágrimas.

— Pode ficar tranquilo Dumbledore, você sabe muito bem que eu nunca tive a real intenção de voltar a ser Voldemort. Esses últimos anos foram apenas para afetar a Harry. Agora que o tenho, eu não preciso mais ficar brincando, vou acabar com todos os meus seguidores assim que deixar Harry em lugar seguro. — Riddle prometeu ao velho à sua frente e dessa fez foi sincero. Ele não possuía interesse em seguir com essa brincadeira de poder, o que realmente o interessava estava nesse exato momento fazendo as malas.

A expressão de Dumbledore seguia preocupada, então Riddle prosseguiu.

— E quanto ao Harry... pode ficar tranquilo, você sabe muito bem que ele é meu bem mais precioso, não irei deixar nada de ruim acontecer com ele. — Riddle garantiu, pois afinal, isso era a mais pura verdade. Ele daria tudo que o garoto precisasse para garantir que pagaria por tudo que lhe causou nesses últimos anos. Até com relação ao sexo ele estava disposto a ser mais... compreensível com o garoto.

— O que foi que eu fiz... o que foi que eu fiz... — Dumbledore agora soluçava, ele sabia muito bem que tipo de vida Harry teria.

— Bem, eu tenho que ir agora. Tenha uma boa noite Professor. — Riddle se ergueu da cadeira e rumou para saída do escritório do Diretor.

— Espera... eu mudei de ideia... deixa o Harry em paz, por favor... Riddle... Riddle volte aqui, vamos conversar... RIDDLE! — Dumbledore ergueu-se da cadeira e tentou correr atrás de seu ex-aluno, mas esse saiu do escritório sem dizer nada e trancou a porta com feitiço poderoso.

Tom sorriu ao terminar de descer as escadas em espiral, ele sabia muito bem que o Diretor não conseguiria sair de seu escritório até amanhã de manhã, que seria quando seu feitiço cessaria, então ele não tinha pressa em seu caminhar.

Seu sorriso aumentava drasticamente. Ele ainda não acreditava que seu plano havia dado tão certo. Ele havia bolado ele três anos atrás, enquanto Harry assistia as memórias de Henry em sua penseira. Riddle não era tolo, ele sabia que o garoto sairia furioso de dentro daquelas memórias, mas ele era um bom manipulador, ele era realmente um ótimo manipulador.

Fazer Harry acreditar que não estava mais sendo manipulado por não ter mais sua vida seguindo o mesmo rumo que a vida de Henry foi uma sacada de mestre. Fazer ele se culpar por Lord Voldemort ter voltado à sua vida de crimes foi a melhor ideia de todas. Unir forças com Dumbledore foi útil, mas seu plano teve lá suas falhas.

Fora ele quem pediu para Dumbledore esquecer as memórias da noite em que a mãe de Harry foi assassinada na penseira para que Snape assistisse. Ele sabia que o Professor iria enlouquecer e passaria a torturar o garoto, deixando ele ainda mais instável e frágil, mas Riddle não esperava que o mestre de Poções fosse chegar tão longe. Essa foi sua maior falha, mas no fim acabou sendo o seu maior triunfo.

Harry agora lhe pertencia, Harry agora estava tão quebrado que precisava dele mais do que tudo. Riddle agora tinha aquilo que mais desejava no mundo e não se arrependia dos meios que havia utilizado para chegar ali.

Ele chegou à sala precisa e encontrou Harry lá, ele estava com suas coisas, incluindo sua coruja branca.

Riddle não pode deixar de sorrir perante o olhar do garoto... Era um olhar que acreditava estar tomando as próprias decisões. Seu plano de se negar a levar o garoto consigo foi essencial para que isso ocorresse, pois fez o garoto acreditar que possuía a liberdade de decidi por si só.

O olhar do garoto lhe dizia ainda mais, ele podia ver isso, era um olhar que acreditava estar fazendo o certo, era um olhar até mesmo carente e completamente inocente.

O sorriso de Riddle aumentou diante da inocência do garoto. Ele o manteria inocente assim para sempre, com certeza ele o manteria.

Ele próprio era um louco, ele sabia disso e agora ele tinha um parceiro perfeito, alguém tão quebrado quanto ele.

Naquela noite Lord Voldemort e Harry Potter desapareceram da face da terra.

Riddle marcou uma reunião com todos os seus comensais da morte, os corpos de seus seguidores foram encontrados no dia seguinte, não restou nem mesmo um deles.

A comunidade bruxa passou a acreditar que Harry finalmente havia cumprido o seu papel de o eleito. Eles acreditavam que Harry finalmente havia ido atrás do bruxo das trevas para terem seu embate final, onde ambos pereceram.

Estátuas foram erguidas a ele. Sua data de morte foi colocada em uma lapide memorial no centro de Godric's Hollow e nos terrenos de Hogwarts também.

Mal sabiam eles que, na verdade, nesse exato momento Harry Potter estava por aí, conhecendo o mundo com Tom Riddle, acreditando que finalmente estava livre das correntes e das manipulações, enquanto na realidade... ele não passava de uma marionete nas mãos dos seu hábil titereiro.

Se Harry chegou a ter sentimentos por Riddle com o tempo? Talvez sim, mas como saber se eram sentimentos reais, sendo que todo o resto era uma mentira?

Se Riddle conseguiu viver com o peso dessa dúvida? Aparentemente sua loucura era grande demais para deixa-lo pensar nisso com clareza.

Se eles foram feliz? Quem sabe? Talvez de uma forma louca e quebrada eles foram capazes de tal feito, mas quem poderia jugar tal loucura?

Afinal de contas... O amor não é um sentimento louco às vezes?

 

Fim.


Notas Finais


Obrigada a todos que me acompanharam durante a trajetória dessa história. Amei cada comentário, cada crítica, cada favorito. Desculpa se não lhe respondi sempre, foram muitos comentários, cada capítulo batia um novo recorde, foi realmente muito surpreendente, eu juro que li todos os comentários e juro que irei tentar responde-los com o tempo.

Fiquei impressionada com o sucesso desse Fanfic então posso lhes garantir... teremos novas Fanfics de Harry Potter por aqui, fiquem atentos. ;)

Ah! E eu não me esqueci da versão M-preg dessa história, fiquem tranquilos, ela está sendo preparada e logo será postada. Se você não me segue, fique de olho nessa nota final, pois irei disponibilizar o link aqui.

Bem... Novamente obrigada por tudo e até mais. ^-^


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