História Harry Potter e a Revolta dos Sangue Ruins - Capítulo 14


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Categorias Harry Potter
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Palavras 3.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo 13 pronto.

Espero que gostem.

Capítulo 14 - Feitiço Involuntário


A pergunta sobre o futuro de Harry ficou na sua cabeça até chegar ao seu dormitório, onde teve o trabalho de arrumar tudo, pois os elfos domésticos já tinham passado por ali e arrumado o dormitório, e Harry estava conversando com McClagan, portanto não tivera oportunidade de deixar o malão com os outros garotos.


— Rony, será que não entende? - Harry ouviu uma voz vindo do Salão Comunal - Nós somos somente amigos, entendeu? Amigos! - repetiu ela com a voz bem alta e destacando os “amigos” com uma ênfase.


Harry meteu o ouvido na porta para tentar extrair algum som.


— Mas Hermione... - resmungou Rony com voz piedosa.


— Rony, entende, por favor? Eu só preciso de um tempo - disse ela como se tivesse falado isso várias vezes. E suspirou cansada.


— Mas... eu já dei esse tempo – “eu já dei esse tempo”, é, realmente ela havia falado antes com ele sobre seus sentimentos.


— RONALD! – berrou Hermione explodindo, chateada e raivosa - POR FAVOR!


— Ok, mas dois dias? – disse como se ele ditasse as regras de um jogo.


— RONY!- berrou Hermione histericamente, achava aquilo um absurdo, ele era inexperiente demais nesses tipos de assuntos - Você não cresce mesmo. Ah! com licença, vou procurar Harry, não o vi no jantar todo - ele percebeu um tom de preocupação lá do dormitório e isso o animou muito...


Harry escutou passos se aproximaram, imediatamente, desfez a risada estampada no rosto e correu para sua cama, começou a revirar o malão, fingindo procurar algo, para o seu espanto fingido, Hermione entrou no quarto.


— Ah! Ele está aqui, Rony. 


Rony veio pulando rapidamente e parou atrás de Hermione quase batendo em suas costas, olhando Harry, por cima do ombro da garota com seus cachos caindo levemente pelos ombros.


Harry fingia ignorar os dois, continuava procurando alguma coisa no malão e sentindo um frio percorrer pelo corpo, um arrepio descer pela nuca. 


— Harry, por que você não foi assistir a Seleção das Casas? - perguntou Hermione sentando na cama do lado como se tivesse total liberdade, Harry por um segundo queria se atrever em expulsá-la.


— Ah, não tive vontade - disse com amargura.


— Harry? - perguntou Hermione olhando nos olhos dele, mas ele nem ligava para ela, fingia procurar alguma coisa ainda no malão - Pára com isso, por favor? Você está se tornando chato.


— Se você não percebeu, eu sempre fui chato - respondeu agora encarando os olhos dela e abandonando o malão, Harry se levantou com violência e ia em direção à porta, onde Rony estava estupefato acariciando sua corujinha marrom.


— Harry - disse Hermione puxando ele pelo cotovelo com cuidado - A gente precisa conversar, não pode me ignorar assim, não a vida inteira, pelo menos... – a voz dela ia morrendo à medida que terminava a frase.


— Mas quero ficar o máximo possível longe de você - e deu os ombros tentando não olhar para a cara idiota de Rony parada à porta.


— Você não sabe o que está dizendo - disse chateada, em um tom pouco alto.


— SEI! - respondeu cuspindo nos pés de Hermione fazendo ela dar um salto para trás, para que a meleca não pegasse em seus sapatos.


— Harry! – berrou ela, incrédula - Precisamos conversar, aposto que não sabe da última, Minerva...


— ... é a nova diretora de Hogwarts - completou Harry sem ânimo algum - e como ela vai ser diretora, McClagan talvez será o novo Professor Chefe da Grifinória, acertei?


— Como soube?


— Estava na sala do professor McClagan, resolvendo uns assuntos particulares.


Hermione andou em volta da cama de Harry e disse.


— Foi por isso que não os conhecemos, Rony! - ele concordava com a cabeça.


As mãos de Hermione se elevaram à boca, soltou uma exclamação, ao contrário de Rony que continuou normal.


— McClagan? Não me diga...


— Aquele mesmo, que trabalha no Ministério - disse Harry se sentando na cama fazendo uma voz monótona.


Rony continuou normal enquanto Hermione parecia dar pulos de alegria.


— O que você estava fazendo na Sala dele, Harry?


— Larga a mão de ser curiosa, me deixe em paz - xingou com raiva.


— Me responda somente isso.


— Eu serei o novo professor de Hogwarts - disse chateado e voltando a sentar na cama - Do primeiro ano. - acrescentou depressa.


Hermione sorriu e soltou várias exclamações, junto com Rony, exclamações de felicidade.


— Isso é ótimo, Harry! Isso é realmente ótimo! Pensa bem! Você está feliz, não está? Afinal, todos vão poder ver suas habilidades e você vai acabar treinando mais, não é demais?


— Deveria estar feliz?- perguntou dando os ombros e saindo do cômodo.


Hermione e Rony se abraçaram de felicidade, comemorando, como se um deles tivesse virado professor.


— Vamos atrás dele - disse Hermione indo em direção à porta. 


— ESPERE - disse Rony puxando a mão dela - Será que você não percebeu, Mione?


— O que foi, Rony? - uma interrogação desceu entre eles.


— O Harry. Ele não quer nada com você.


Hermione franziu a testa.


— Mesmo? Sabe, eu não... – disse com a testa enrugada.


— Deixa ele, você precisa se animar um pouco.


— Ah, Rony, está com ciúmes?- brincou Hermione pegando um travesseiro e acertando a cabeça ruiva do garoto.


Rony corou até nas pontas das orelhas e imediatamente este agarrou o travesseiro e jogou na Hermione que soltou um gritinho histérico.


— AI - berrou ela segurando na parede para não desequilibrar e cair, depois caiu na gargalhada - pára, Ronald - brincou ela. 


Hermione foi empurrar Rony na cama de Harry, quando menos esperava tropeçou e ao invés de empurrar ele, ela foi junto com ele para a cama.


— Ai! - berrou ela de novo, eles já estavam embolados na cama, sorrindo um para o outro, então Hermione se virou e deitou de lado, ficando de frente a ele - Você me diverte, sabia?- disse ela deixando escapar uma risadinha bonita.


Ele retribuiu com a mesma risada, talvez com um pouco mais de malícia.


— Ah, Rony - disse ela corando e afastando a mão - Isso não é bom, sabe?


— Ah, posso te beijar?


Hermione corou, "lógico que não - ela queria dizer, eu amo o Harry!".


Rony sem demora colocou sua mão suada e imunda na nuca de Hermione e a puxou para um beijo, ela virou o rosto fazendo com que isso atingisse a bochecha.


— O QUE VOCÊS PENSAM QUE A MINHA CAMA É? - era Harry na porta, furioso.


— Harry, a gente pode explicar - disse Hermione pulando imediatamente da cama, sua cara estava vermelha como a de Rony.


— Explicar? Vão embora daqui agora!- disse ele apontando para a porta, vermelho de raiva, queria morder o Rony, dar um soco no peito de Hermione, matar os dois. Mas se controlou.


— Ah! Harry, não - disse Hermione descontrolada - Você precisa saber o que...


— CALA A BOCA! - respondeu Harry irritado, pegou Hermione pelos ombros e a empurrou com violência para fora do quarto, deixando-a abobada - VOCÊ VAI IR LOGO, RONY, OU TEREI DE LEVÁ-LO A FORÇA? 


Rony imediatamente agarrou sua corujinha que estava pulando agitada na cama e saiu do quarto, apesar de que o quarto também era seu, mas ele não queria caçar mais confusão. 


— DROGA!- berrou Harry chutando o malão com tanta violência que ele foi para debaixo da cama de Neville, agora Harry tinha mais duas dores no corpo, no dedão e outra no coração.

~~

— Rony, o Harry, não podia ter feito isso, você não tinha que ter tentando me beijar!- gritou Hermione zangada com a mão na cara, aterrorizada.


Rony recuou com medo, com o coração batendo a mil, batendo contra o peito como se estivesse vazio, batia como se fosse um pomo-de-ouro tentando arrombar o seu peitoral.


— Você queria isso! - disse com receio e um pouco de nervosismo pelo corpo - Aposto que queria!


— VOCÊ QUEM TENTOU ME BEIJAR! - respondeu nervosa apontando o dedo na cara dele.


— Ah, Hermione, corta essa, o Harry que é muito mimado - dizia concordando inutilmente com a cabeça.


— Ah! Rony, quer saber? Vá dormir - respondeu Hermione tirando a mão da testa e com a mão aberta no ar - Porque estou indo tentar esfriar a minha cabeça.


— Mas eu não tive culpa - sussurrou Rony antes que ela batesse a porta do dormitório feminino com violência.

~~

O dia seguinte o silêncio entre os amigos permaneceu da mesma forma, pelo menos até o café da manhã. Rony sentou entre Simas e Dino Thomas que conversavam animadamente sobre a temporada de Quadribol, enquanto Rony vagava seus pensamentos nos amigos.


Hermione sentou-se à mesa da Corvinal, tinha os olhos fixos na tigela de gelatina, Luna e Gina conversavam sobre o kit-maquiagem de Hogsmeade e o que poderiam fazer para que ficassem irreconhecíveis, volta e meia, Harry e Gina trocavam olhares tímidos.


— Hermione?- perguntou Gina pela terceira vez estralando os dedos na cara dela.


— Ah! Desculpa.


— O que aconteceu?- perguntou Luna buscando com os olhos uma torrada e balançando seu rabo-de-cavalo bem feito. 


— Nada! – disse suspirando - Gina, Luna, estou indo para a biblioteca, preciso pegar uns livros, Adeus - e acenou ainda de costas.


— Mas Hermione, hoje ainda é o primeiro dia de aula.


— ADEUS!- berrou ela saindo do Salão Principal, chamando a atenção de Harry e Rony, saindo sem rodeios para evitar mentiras.


Harry estava isolado com Neville em um canto da mesa, o gordinho acariciava seu sapo mas não percebia ainda que estava quase matando-o de tanto apertá-lo e mantinha os olhos fixos na manteiga.


— Aqueles comensais, sonhei com eles. 


Várias corujas entraram no Salão entregando os jornais para os donos, quando uma coruja pousou na frente de Neville, o professor McClagan veio correndo em sua direção e arrancou o jornal de sua mão de uma forma violenta e guardou nas vestes.


— Bom dia, Harry! Bom dia, Longbottom!


— Bom dia - respondeu Harry já que Neville olhava abobado para o professor sem ter o que dizer.


— Neville, tem algo que eu preciso dizer a você, por favor, venha comigo - disse dando duas palmadinhas nas costas de Neville e tirando-o da mesa, mais assustado do que o normal.


Harry ficou assustado quando ouviu uma exclamação de Dino.


— Essa não é a avó do Neville? - perguntou apontando para o jornal.


— Deixe-me ver - disse Rony se curvando para a direita - É ela mesma, eu já vi ela no St. Mungus.


Harry se levantou e foi até lá, a avó do Neville, ela mesma, uma foto dela no jornal, uma foto sorrindo e a manchete.


"Idosa é atacada por Comensais".


O coração de Harry congelou, não se importou se os amigos estavam ou não lendo, puxou o jornal imediatamente da mão deles e começou a percorrer os olhos espantados pelo jornal.


Entre Surrey e Gornh, fica a cidade de Penera, onde uma senhora de quase 70 anos estava abrigada em sua casa, tricotando como fazia toda noite, então ouviu um barulho no quintal, os vizinhos também ouviram e foram conferir para ver o que era, viram alguns raios vermelhos e verdes atravessando o quintal da idosa, alguns capuzes rodeando o local e em seguida a casa foi invadida, vários deles chamaram os policias, mas estes quando chegaram encontraram a casa vazia, de alguma forma misteriosa eles sumiram da casa.

"Simplesmente sumiram, eles não saíram, eu vi, vigiei o tempo todo" disse um deles.

Para mais detalhes leia a página 3 e 4.



— A avó do Neville, foi torturada - Harry jogou o jornal o mais longe que pode na mesa da Grifinória, o jornal caiu em cima do molho de tomate, deixando totalmente vermelho, Dino soltou algumas exclamações e Parvati chamou a atenção de Harry, este já estava saindo do Salão Principal atrás de Hermione.


Harry correu as escadas correndo atrás dela, quando esta estava subindo para o terceiro andar. Ele a chamou novamente.


— Ah? Harry? O que você quer?- perguntou ela com um certo ar de arrogância na voz. Era fácil pisar nos outros e pedir desculpas, não?


— A avó do Neville, torturaram-na até a morte, esta noite.


Hermione caiu no choro abraçando Harry quase o deixou sem ar.


— Ele precisa de ajuda, precisamos ajudá-lo.


— McClagan já levou Neville para a sua sala, acho que lá, vão ajudar ele. 
Hermione soltou Harry e começou a enxugar as lágrimas, sem coragem o suficiente para encará-lo, depois da briga de ontem.


— Ah! Harry, vamos, acho que ainda temos cinco minutos antes de ir para aula.


— Ah! Sim, claro, eu só esperava que o professor McClagan fosse entregar meu horário de aula, gostaria de saber...


— Vamos - disse Hermione pegando no pulso dele e puxando em direção abaixo.


Harry foi sendo arrastado por Hermione até o Saguão de Entrada onde ela quase esbarrou em Cho que conversava nada animada com Miguel Corner. Trocou olhares rápidos com Harry.


— Olá Cho - cumprimentou Hermione sorrindo, mas Harry sabia perfeitamente bem que ela só estava alfinetando.


— Olá Hermione - respondeu Cho olhando Harry por cima do ombro devolvendo a alfinetada.


Harry sentiu uma fisgada de ciúmes, mesmo que ele não sentisse nada por Cho, era ruim pensar que outras pessoas estavam com ela.


A sineta tocou assim que Harry e Hermione colocaram os pés no Salão Principal e com isso tiveram que caminharem para a aula, na qual Harry não sabia qual seria sua próxima aula.


— Teremos duas aulas por dia agora, Harry.


— DUAS?- perguntou astuto.


— Mas é bem mais longa né?- disse Hermione sorrindo.


Hermione mexeu na mochila e tirou o Horário de Aula, então Harry passou os olhos.


— Eu não vou fazer Trato das Criaturas Mágicas. 


— Harry, não podemos deixar o Hagrid.


— É... talvez você tenha razão – disse pensativo.


Harry e Hermione subiram sorrindo para a aula de Defesa Contra as artes das Trevas, foram os primeiros a chegarem na Sala vazia.


— Oh, não - disse Hermione pegando a primeira carteira e olhando no fundo - O Malfoy também vai fazer aula com a gente.


— Bom dia Sangue Ruim - disse Malfoy cumprimentando erguendo as sobrancelhas em expressão desafiadora.


Harry encarou os olhos de Malfoy, tentando enxergar além de seus olhos.
— Bom dia, Potter - disse ele quase cuspindo.


— Harry será o novo professor de Defesa Contra as artes das Trevas, sabia, Malfoy? - informou Hermione com os braços erguidos no ar entrando na frente de Harry como se fosse protegê-lo de algo terrível como um dementador ou de Aragogue.


— Foi o que mamãe disse, essa escola está indo cada vez mais para o brejo, Potter dando aula?- perguntou Malfoy olhando para os seus dois "capangas" e Pansy que estava de braços cruzados logo atrás, com um péssimo humor.


— Mas fique tranqüilo, Malfoy, não vou dar aula para você, só para o primeiro ano escolar.


Draco e seus amigos caíram na gargalhada, menos Pansy que continuou encarando Hermione, logo atrás Rony entrou conversando com Dino, mas ficou parado por alguns segundos ao ver Harry e Hermione conversando com Draco e com isso Rony tampava a passagem de algumas pessoas que eram obrigadas a esbarrem nele para entrarem na Sala de Aula.


— Ficou sabendo, Granger?- perguntou Draco com arrogância - Finalmente aquela velhota foi morta.


Hermione ia correndo na direção de Draco acertar um soco na cara dele, mas Harry a segurou imediatamente.


— Não liga, ele quer provocar a gente - disse Harry no seu ouvido.


Hermione sentiu um arrepio percorrer pelo corpo, o hálito refrescante de Harry no seu ouvido, como aquilo era bom, bom até demais.


McClagan apareceu logo atrás da porta, fazendo os alunos se sentarem nas cadeiras, foi descendo as escadas e se apresentando aos alunos. 


— Ok, agora vamos começar, página cinco... - ia dizendo o Professor antes de ser interrompido pelas mãos de Hermione e de Harry que se levantaram como dois foguetes no ar.


— O que gostariam de perguntar, Srs. Potter e Granger?- perguntou o Professor McClagan fitando eles por cima dos óculos redondos que estava apoiado na ponta do nariz.


— É sobre Neville - ia dizendo Harry.


— Ele está bem?- perguntou Hermione precipitadamente.


Harry ouviu Draco e seus amigos zombarem qualquer coisa insignificante sobre a avó de Neville, mas não se importaram.


— Ele já foi mandado para a casa dele. 


Harry e Hermione se entreolharam estupefatos, incrédulos, queriam ajudar o amigo.


— Não vou repetir - disse o Prof. McClagan - Página cinco, por favor - repetiu e a maioria dos alunos viraram algumas páginas - vamos falar sobre o Manticore; alguém poderia me dizer o que tem haver nossos sonhos com o Manticore?


A mão de Hermione levitou o mais depressa que pode no ar.


— Sim...- pediu o professor.


— Se há um animal capaz de causar pesadelos, esse animal é o Manticore, seu nome significa "devorador de homens" em persa, e seu passatempo favorito é devorar humanos.


— Excelente, 10 pontos para a Grifinória.


Hermione não sorriu apenas abaixou a cabeça e continuou com os pensamentos em Neville.


Harry a contemplava, a cada detalhe do seu rosto, ela estava nervosa, respirava fundo a cada momento que pensava no Neville, ficava bonita desse jeito.


— Descrito pela primeira vez no século V a.C, pelo médico grego...


— Ctésias - completou Hermione sem olhar para o professor.


— Obrigado Srta. Granger, mas eu não me lembro de ter pedido para você responder.


— Desculpe - disse ela sem tirar os olhos vidrados no livro.


— Continuando... - disse o Professor - Ctésias, que também foi o primeiro a falar sobre o unicórnio; O Manticore vive nas florestas da Índia, onde sua força, velocidade e violência fizeram dele o predador mais perigoso das redondezas.


Não foi uma aula das melhores, Harry não parava de olhar para Hermione e se lembrar de Neville, agradeceu quando a sineta tocou, anunciando o fim das aulas do período da manhã.


Hermione juntou o material e esperou Harry arrumar o dele, juntos saíram correndo em direção ao Salão Principal.


— Depois do almoço será que podíamos passar na biblioteca, preciso pegar uns livros e...?


— Você vai, eu preciso escrever uma carta ao Neville. 


— Você tem razão, eu vou ajudar você.


Harry sorriu e sentaram juntos na Mesa da Grifinória, Rony acompanhado pelos novos amigos Dino e Simas sentaram-se à mesa da Grifinória, logo Gina chegou com o cabelo todo desarrumado, deu uma piscada discreta para Harry e sentou ao lado dele, deixando Rony cheio de ciúmes.


Harry e Hermione deixaram o Salão Principal assim que terminaram de comer, não esperaram dez segundos, Rony seguia a saída dos dois com os olhos.


Hermione conversava com Harry até então esbarrarem em Pansy que não olhava nada alegre para eles.


— Olha por onde anda, sua, sua IMUNDA - respondeu Pansy limpando os ombros com as mãos sem necessidade - Vou ter que lavar minhas vestes! Argh!


Harry descontroladamente puxou a varinha e apontou na cara de Pansy.


— Você, nunca mais... repita isso na minha frente.


— Expelliarmus - murmurou Hermione com os olhos sem puxar a varinha, apenas com os olhos fixos na mão de Harry. 


Imediatamente os olhos de Harry e Pansy se viraram para Hermione, ofegante, era como se ela tivesse feito algo errado e eles tivessem encarando-a como culpada.


Hermione nunca demonstrara fazer magia involuntária, nunca.


— Ah, vamos embora - disse Hermione apanhando a varinha e saindo dali - Não vale a pena, Harry.


— Hermione?- perguntou Harry correndo para alcançá-la - Como você conseguiu?


— Consegui o que?


— Fazer aquilo? 


— Harry, francamente, qualquer uma pessoa consegue.


— Eu já fiz minha tia virar um balão, mas depois disso nunca desarmei alguém.


Hermione mexeu nos bolsos e tirou a varinha.


— Viu? Estava com a varinha.


— Ela estava nos seus bolsos.


— Não, eu não sei como fiz aquilo, agora vamos nos preocupar com a carta.


Harry sorriu e continuou o caminho com Hermione, antes de virarem o corredor, Harry escutou uma voz sussurrar seu nome.


— Potter?


Harry se virou automaticamente depressa, como se aquela pessoa fosse chamar ele e evaporar, Hermione se virou junto, era um garoto, com mais ou menos uns dezoito anos, sorrindo, tinha cabelos negros, bem cortados, os olhos verdes, realmente idênticos aos de Harry, era um garoto magricela, exatamente como Harry, apesar de ser totalmente diferente de Harry, parecia mais com Sirius, jovem.


— Quem é você?- perguntou Harry depressa.


— Eu estava doido para conhecê-lo, Duda me disse sobre você, assim que tentou me acertar um soco, então...


— Marco Evans?


— Sou eu mesmo - disse ele estendendo a mão, Harry abobado apertou a sua mão.


Notas Finais


Próximo: Embolados no Chão


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