História Harry Potter e a Revolta dos Sangue Ruins - Capítulo 15


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Categorias Harry Potter
Visualizações 18
Palavras 3.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capítulo 14 pronto

Espero que gostem.

Capítulo 15 - Embolados no Chão


Harry e Marco ficaram alguns minutos inquietos, soltando exclamações, os olhos de Hermione marejavam de lágrimas.

— Você, tem o mesmo sobrenome que a minha mãe, certo?

— Certo- murmurou ele sorrindo- Descobri, neste verão.

— Como?

— Eu estava atrás da árvore escutando a conversa do seu primo "Dudão" e...-
Harry e Hermione se entreolharam e caíram na gargalhada.

— Você está, na SONSERINA?- perguntou Harry estuperfato apontando o dedo para o brasão nas vestes.

Hermione parou de sorrir e então seu cérebro começou a funcionar.

— Ah, o papo está bom, precisamos ir, né Harry?- disse Hermione se virando para o corredor e ainda de costas puxando as manga das vestes de Harry.
— Ah! Sim! Claro! Adeus Marco- acenou Harry.

Hermione olhou por cima do ombro, Marco acenando.

— Bom almoço- respondeu Harry antes de se virar para Hermione- Hermione, por que você está pálida?

— Eu não estou pálida- respondeu precipitadamente e imediatamente berrou a senha.

— Calma, minha jovem- respondeu a Mulher Gorda.

— NÃO TEMOS O DIA INTEIRO- berrou Hermione aflita.

— Hermione, acalme-se.

Harry e Hermione cruzaram com a passagem e depositaram as mochilas em cima da mesa, Hermione tirou um pergaminho, uma pena e um tinteiro da mochila.

— Aqui Harry.

Harry se precipitou para pegar o tinteiro, então as mãos de Harry e Hermione se encontraram, ficaram um pouco corados, mas então Harry pigarreou e distanciou.

— Aqui está- disse Hermione entregando.

Após escreverem uma carta para Neville, na qual eles ofereciam ajuda ao amigo, eles pegaram as mochilas guardaram o material e desceram para a Aula de Feitiços, para a surpresa dos dois a classe toda já estava lá.

— Ah! Não, Malfoy denovo não- disse Hermione olhando que o único lugar vago era ao lado dele, Harry fez a volta em Hermione e ia naquela direção, mas então Hermione agarrou o capuz de Harry.

— Eu sento lá, sente-se atrás de Parvati.

— Ah, mas ...

— Eu sei o que fazer com o Malfoy- bufou Hermione.

Harry agradeceu e depositou a mochila atrás de Parvati, não deixando de olhar para Draco.

Hermione sentou ao lado de Draco, Harry não deixou de reparar que uma discussão começara.

— Ah, sua pentelha, por que não senta ao lado do seu namorado?

— Primeiro, Malfoy, o Harry não é meu namorado- respondeu Hermione tentando sorrir, pois essa era a melhor maneira de irritar o Draco- Segundo, a escola é pública, eu sento aonde eu bem quiser, terceiro, eu não estou contente de sentar ao seu lado, pode ter certeza- e piscou para ele.

Harry soltou uma risadinha abafada.

— Pentelha- murmurou Draco pelo canto da boca e olhando para as cortinas esperando o professor.

A aula foi tão sem graça, não usaram as varinhas, ficaram horas escutando como os feitiços foram inventados.

— Sr. Malfoy, isso cairá nos N.I.E.M´s- alertou o Flitiwinck.

Draco que quase dormia em cima da carteira se levantou assustado após várias gargalhadas da classe, o que deixou mais atento.

Na saída da Sala, Draco e Hermione trombaram e então ela aproveitou a oportunidade para tirar uma dele.

— O que você pretende ser, Malfoy?

— O que te interessa?

— Simples, eu pretendo trabalhar como uma Auror.

Draco imediatamente ficou branco.

— Auror? Eu também... Ah! Sua pentelha, não me diga que teremos de fazer faculdade, juntos?- perguntou assustado.

— Se você não quiser, pode mudar o cargo- respondeu Harry.

— Cala a boca, Mestiço- respondeu Draco aos sussuros.

Harry abandonou a mochila e estava prestes a voar no pescoço de Draco, mas então Rony e Dino Thomas abandonaram os materiais e foram segurar Harry, enquanto Hermione berrava histericamente com as mãos na cabeça, preocupada.

— Não vale a pena- respondeu Dino encarando os olhos de Draco tentando se afastar da briga.

— Nós vemos por ai, Potter- respondeu Draco erguendo as sobrancelhas antes de sair.

Harry bufou novamente e então Rony e Dino soltaram ele.

— Obrigado- respondeu sem olhar para os dois.

— Ah, não vale a pena mesmo, Harry, ele quer fazer isso, te irritar- disse Rony para o espanto de Harry.

— Ah, valeu, ok?- respondeu Harry saindo com Hermione.

Rony olhou cabisbaixo para Dino, pensando "Se eu não tivesse beijado Hermione naquela noite..." e cabisbaixo continuou andando com Dino, não sabia até quando suportaria a amizade daqueles dois (Simas e Dino).

Assim que Harry e Hermione dobraram o corredor Minerva vinha às pressas.
— Potter... preciso conversar com você, é sobre o quadribol.

— Ah, sabe Minerva, eu também queria entrar no time- disse Hermione para o espanto de Harry e Minerva.

— Como disse?- perguntou Harry estuperfato.

— Ah, te explico depois, será que eu poderia comparecer ao treino das artilheiras, sexta?- perguntou Hermione.

— Ah! Claro, então venha também, era sobre o quadribol que eu ia falar com o Potter.

Hermione sorriu e olhou para Harry que agora sorria também, juntos foram para a Sala do Diretor, que agora era de Minerva, para o espanto de Harry, os quadros não estavam mais lá, nenhum se quer, Fawkes também não, talvez estivessem no Ministério.

— Ah, prof. Minerva, aonde foram parar os quadros?- perguntou Harry.

— Fizemos uma Sala só para eles- respondeu ela sorrindo- Sentem-se.

Hermione ainda admirando a sala e os livros resolveu se sentar, ainda reparando naquela linda biblioteca ali dentro.

— O sr. Ronald Weasley é o novo capitão do Time...

— Eu já sei- cortou Harry entre os dentes.

— É, e Graças à Umbrigde, você perdeu o cargo de Apanhador no ano passado, gostaria de perguntar se você deseja voltar ao Time?

— Adoraria- respondeu sorrindo.

— Ótimo, é que os seus amigos, os Weasleys vieram conversar comigo, Gina saiu do cargo de apanhadora e seu amigo Rony pediu para que eu lhe desse o cargo de apanhador de volta.

Harry e Hermione se olharam um pouco assustados.

— Ah, e Srta. Granger, nessa sexta-feira, vão selecionar os artilheiros, seria bom se você participasse.

Hermione sorriu.

— Obrigada, podemos ir?

— Sim- respondeu Minerva sorrindo- Boa sorte- respondeu assim que eles se levantaram.

— Obrigada- respondeu Hermione antes de fechar a porta.

Harry olhou para Hermione.

— Ficou maluca?

— Só queria que você me achasse uma garota normal, se você não percebeu ainda, Harry Potter- brincou ela- estou tentando parecer uma garota normal para que ...

— O Rony te aceite?- arriscou bufando de raiva.

— Não, Harry, você sabe, eu gosto de você- ambos coraram e ficaram em silêncio por algum tempo.

— Bom, eu tenho a senha dos Monitores, vamos tomar um banho?

Harry sorriu.

— Podemos?

— Nas férias vieram uma carta dizendo que sim.

— Ué, vamos.

Harry e Hermione caminharam até os dormitórios para pegarem as roupas para irem tomar banho, Rony estava arrumando alguma coisa no malão, parecia uma foto, não, era uma foto, uma foto de Harry, Rony e Hermione, sem pensar duas vezes, Rony meteu a foto no malão e olhou para Harry.

— O que você quer?- perguntou com arrogância.

— Ah, obrigado, pela sua atitude, com Minerva.

— Só fiz isso pelo bem do Time, não foi por você.

— De qualer modo, obrigado.

— Não precisa agradecer- respondeu saindo do quarto sem olhar para Harry.

— Rony, espere- disse Harry parando ele- Obrigado mesmo, hoje pelo Malfoy, obrigado.

— Não precisa agradecer- respondeu antes de sair.

Harry revirou o malão, e lá estava o espelho de Sirius, estava diferente, sabia disso, estava mesmo, estava se lembrando mais um quadro do que um espelho, então ele percorreu com os olhos pelo dormitório e murmurou.

— Sirius?

O espelho foi escurecendo, ficou extremamente preto.

— Sirius Black?

Nada, o espelhou não mostrou mais nada foi escurecendo, estava acontecendo algo, Harry sabia disso, então apareceu o nome de Sirius no espelho, Harry soltou imediatamente o espelho, pegou as roupas e saiu correndo dali.

Hermione já estava a sua espera no sofá do Salão Comunal, acariciando Bichento.

— Você sabe por que Rony saiu daqui zangado? Vocês não ...?

— Não, eu só agradeci ele a tudo, mas ele foi super grosso comigo, bom, vamos?

— Vamos- respondeu ela sorrindo e deixando um Bichento preguiçoso no sofá.
Foram conversando animadamente sobre o Quadribol, até chegarem ao Banheiro dos Monitores.

— Serpensortia- disse Hermione como senha.

Entraram sorrindo e trocando piadas.

— Já estive aqui- sorriu Harry olhando para a banheira.

— Ah! É mesmo, bom, o box é aqui- disse Hermione apontando para o Harry.
Harry depositou as roupas limpas em um banco, pegou a toalha e jogou por cima do box, entrou no chuveiro e girando a torneira, Hermione via tudo de fora, ainda não começara a se despir.

— Ah, que água quente.

— Pois é- respondeu Hermione tirando a roupa e entrando no box ao lado.

Após alguns minutos de banho, Harry saiu do chuveiro enrolado na toalha ensopada, Hermione também se enrolou na toalha e passou uma toalha no cabelo para secar mais rápido e saiu do box.

Harry sentiu um arrepio correr pelo corpo, "Que garota maravilhosa" ouviu seus pensamentos dizer "Ela não é maravilhosa, é simplesmente minha amiga, não posso achar minha amiga maravilhosa".

— Harry, o que você está olhando?- perguntou Hermione sorrindo, enquanto ele revirava as roupas emboladas sem prestar atenção na vida, exceto no corpo de Hermione.

— Ah, nada não- respondeu pegando as roupas e voltando para o box.
Após alguns minutos Harry saiu, Hermione já estava trocada, pórem com aquela toalha na cabeça.

— Hermione, não seria mais fácil você deixar os cabelos secarem com o tempo?

— Não Harry, porque eles molhados poderam molhar minha roupa- respondeu sorrindo- além de que, eles secam mais rápido assim.

— Eu vou ter que esperar eles secarem?

— Não, acho que já secaram- respondeu Hermione deixando a toalha cair no chão mostrando lindos fios de cabelos, mais lisos do que o normal.

— Cadê a Poção do Cabelo Liso? Você não me engana- disse Harry brincando.
— Eu não estou brincando, Harry, bobo- respondeu ela pegando a toalha e agitando o cabelo de frente ao espelho- É um shampoo trouxa.

— Hem Hem- imitou Harry sorrindo.

— Pára bobo- disse Hermione empurrando delicadamente seu ombro em tom de brincadeira- Deixe as roupas ai, os elfos levam elas até a gente.

— Ah, os elfos? Tem certeza de que eles não vão me confundir?- perguntou Harry assim que saíram do banheiro e iam em direção ao Salão Principal para jantar.

— Pois é, Harry, o trabalho dos elfos é muito complicado, por isso, eu acho que você devia levar o F.A.L.E. mais a sério, e, obviamente, me ajudar.

— Ah, Hermione, francamente- disse Harry imitando ela.

— Ah, pára, tonto- disse ela dando um leve tampinha no seu ombro.

Assim que iam entrando no Salão Principal, Draco ao lado de Pansy iam saindo, pareciam bem felizes, até encontrarem Harry e Hermione, mas não trocaram palavra alguma.

Harry e Hermione foram até seus devidos lugares na Mesa da Grifinória, sentarem e começaram a escolher o que iriam comer dali alguns minutos.

— Precisamos visitar o Hagrid- disse Harry pegando um guardanapo e limpando os lábios, logo em seguida Hermione terminou.

— Hoje não podemos, acho que vai passar a lista das aulas que vamos cursar, até que enfim você poderá se livrar de Adivinhação.

Harry soltou uma gargalhada gostosa dando duas palmadinhas na barriga.

— Você tem razão, você vai continuar fazendo Runas Antigas?

— Sim, na Quarta-Feira à tarde, afinal, temos Aula Vaga neste período.

— Eu terei de dar aula neste período.

— Você vai se sair um ótimo professor- elogiou Hermione sorrindo.

— Eu só não entendo uma coisa- disse ele pensativo coçando o queixo com os olhos fixos na tigela de uva.

— O que?- perguntou Hermione um pouco astuta.

— Porque não escolheram você como professora, simplesmente você é melhor do que eu.

— Ah, Harry! Francamente, quem espantou cem dementadores?

— Mas se ...

— Quem lutou contra o Basilisco?

— Se não fos...

— Quem venceu... Vol...Voldemort no primeiro ano?- perguntou Hermione atraindo milhares de olhares zangados.

— Mas eu não...

O tom de voz de Hermione não aumentava, ela conseguia manter a calma mesmo em uma discussão.

— No ano passado? Quem venceu o Torneio Tribuxo?

Harry jogou o guardanapo e se levantou.

— CALA A BOCA- berrou nervoso atraindo mais olhares ainda e o silêncio todo pelo Salão Principal, Hermione corou por trás do pote de manteiga, e estava escorregando para debaixo da mesa, morrendo de vergonha.

Harry se sentou envergonhado encarando alguns alunos, então reuniu coragem e olhou para Rony, a única pessoa na qual tinha coragem de retrucar.

— O QUE FOI? PERDEU ALGO?- perguntou para o Rony, e além de fazer milhares de cabeças curiosas voltarem para a sua própria comida e lentamente o barulho de conversas voltou no Salão Principal.

— Desculpa, Harry- se desculpou Hermione.

— Tudo bem- disse ele mordendo uma torrada.

Nisso a pena, o tinteiro e lista chegaram até as mãos de Hermione, que assinou seu nome, escreveu as matérias que cursaria e entregou a pena ao Harry, que fez o mesmo, então Harry não deixou de espiar a lista do Rony, que cursaria todas as matérias de antigamente, menos Adivinhação e Poções.

Dino olhava Harry pelo canto dos olhos, contudo, estava com um pouco de raiva de Harry, afinal perdera Gina.

Harry percorreu os olhos pela mesa, depois de assinar e entregar o pergaminho para Parvati, à procura de Gina, para agradecer, afinal ela tinha saído do Time para dar a vaga ao Harry, para varia, Gina não estava na mesa da Grifinória, então espiando por cima dos ombros, seus olhos percorreram a mesa da Corvinal, por um segundo seus olhos e de Marieta se encontraram, mas ele não pareceu dar moral à ela, continuou a procura de Gina e lá estava ela, na ponta da mesa conversando com Luna.

"Ah, está tão longe, outra hora eu peço" disse Harry "Mas, Harry, você precisar ir, talvez amanhã ela te ache um sem educação".

Harry se levantou da mesa pedindo licença à Hermione e foi até Luna e Gina.

— Boa noite- cumprimentou Harry sem deixar de encarar seus olhos- Gina, a gente poderia se falar?

— Claro- disse ela abandonando o guardanapo- A gente se vê, depois, Luna- piscou antes de sair.

Harry se sentiu observado por várias pessoas e não deu outra, as pessoas que o observavam eram, Luna, Cho, Miguel Corner, Hermione, Rony e Dino Thomas.

Acompanhado por Gina, Harry deixou o Salão e puxou ela para ao lado da escada, com as mãos percorrendo pelos cabelos sem necessidade, pigarreou.

— Ah, Gina, eu gostaria de dizer, obrigado, pela sua atitude, ah! No quadribol.
— Não fiz isso por você, foi mais pelo time- respondeu com um certo ar arrogante.

Harry pensou que Gina fosse estar totalmente sua amiga, mas não, o que tinha dado naquela garota? Por que estava assim? Por que tratava Harry assim?

— Já posso ir?- perguntou ela saindo.

— Ah, não acabei- disse ele tirando a mão dos cabelos e apontando a mão em direção a ela.

— Diga logo, estou com pressa- respondeu zangada.

— Por que me trata assim?

Gina corou até nas orelhas.

— Eu estou normal.

— Não, não está, e eu me preocupo com isso.

— Pensei que você só se preocupasse com Hermione Granger, em vez de se preocupar com seus amigos.

— Hermione é minha amiga- retrucou defendendo-a.

— É, eu sei, mas eu e o Rony não somos?

— Você está com inveja.

— INVEJA?- perguntou ela se fazendo de cínica.

— Sim, inveja, só porque dou mais atenção a ela, do que você e o Rony.

— Eu será por que nós somos pobres?

— GINA- disse Harry precipitadamente dando um passo para frente- Eu também sou pobre, Hermione é podre, não vem com essa história não, sempre fui amigo de vocês, sabendo que vocês eram pobres.

Faltava pouco para Harry estar aos berros, um arrepio de raiva subia pelo seu corpo.

— Ah, quer saber? Vá se ferrar- disse Gina empurrando Harry para trás e voltando para o Salão Principal.

Harry ficou estuperfato, bagunçou os cabelos, girou os calcanhares e subiu as escadarias de mármore, queria conversar com Hermione, mas não conseguia voltar lá e falar com ela.

O mau-humor de Gina durou pelo menos até quarta, na qual Harry se levantou mais cedo, tinha aula de Herbologia dali uma hora, mas se levantou para estudar, pois hoje daria sua primeira aula, para o pessoal do primeiro ano, sem fazer barulho, desceu para o Salão Comunal, julgou que estivesse deserto, se assustou ao ver Hermione sentada, acariciando as orelhas de Bichento.

— Bom dia- cumprimentou Harry no seu ouvido.

Hermione deu um salto jogando Bichento no tapete, que miou aborrecido.

— Harry- disse ela colocando a mão no peito- Você me assustou.

— Não foi minha intenção- respondeu inocentemente.

— O que faz estar de pé, agora?

— Não consegui dormir, afinal, hoje tenho minha primeira aula.

— Ah, precisa de ajuda?

— Gostaria- respondeu agradecido.

Harry e Hermione pegaram alguns livros e começaram a revisar a matéria sobre Vampiros, após alguns minutos de ajuda, uma coruja entrou voando atrevidamente pela janela e depositou uma carta em cima da mesa, Harry agarrou o envelope como se fosse algum tipo de ouro que estava sendo disputado por milhões de pessoas, rasgou o envelope amassado, Minerva que mandara.



Prezado Harry Potter,



Gostaria de convidá-lo afim de que viesse ao meu escritório antes de ir tomar café, preciso te dar uma Poção para que você possa tirar ou dar pontos aos alunos do primeiro ano, mas caso muitos pontos sejam dados ou retirados você perderá o efeito da Poção.

Senha: Lágrimas de Unicórnio.



Atenciosamente,

Minerva Mcgonagall.




Harry leu a carta em voz alta.

— Ela já deve estar acordada- disse Hermione- Pode ir lá, eu levo seus livros para o Salão Principal.

— Obrigado- agradeceu saindo.

Harry andou por Hogwarts que já estava começando a ficar iluminada, foi até a Sala de Minerva e disse a senha.

— Lágrimas de Unicórnio- O gárgula ganhou vida e a escada começou a subir, Harry pegou uma carona e ao chegar lá, deu leves batidas na porta que dava no escritório de Minerva.

— Pode entrar, Sr. Potter.

Harry sorriu antes de entrar.

— Vim aqui porq...

— Eu sei, pegue um biscoito- disse ela empurrando o pote para mais perto do garoto, Harry tirou a tampa e pegou um biscoito elevando-o até os dentes.

Harry ficou parado de frente a escrivaninha esperando a reação da professora, ou ela tomar alguma atitude, mas ela continuou com a mão direita fixa na pena macia, escrevendo em um pergaminho.

— Ham? Perdeu algo, Sr. Potter?

— Eu queria tomar a tal Poção.

— Você acabou de comer.

Harry sorriu amargo, e se aquilo fosse um veneno? Por sorte tinha confiança na prof. Mcgonagall, mas se fosse o Snape, talvez não tivesse a mesma sorte.

— Ah... Eu pensei que você ia me dar uma Poção...

— Não... esses biscoitos são distribuídos para os professores, antes deles darem aula.

Harry sorriu.

— De qualquer modo, obrigado.

— Ah, um instante- disse Minerva tirando um saquinho, com um biscoito dentro, só um.

Harry apalpou o biscoito e ouviu a sineta tocar, iniciando as aulas que estavam para começar.

— Ah, o pacote só irá abrir as quartas e quintas-feiras e cada bolacha que você pegar, vai aparecer outra e não há feitiço que rasgue o pacote.

Harry sorriu.

— Então amanhã vai abrir e ...?

— Você vai poder pegar um biscoito- explicou Minerva.

Harry sorriu.

— Ah, obrigado, tenho que ir- disse ele guardando o biscoito nos bolsos.

Harry encontrou Hermione descendo as escadas para o jardim, cheia de livros nas mãos.

— Até que enfim- disse Hermione entregando os livros a ele.

Harry pegou os livros e caminhou ao lado de Hermione para a Estufa de Herbologia.

A cada segundo que Harry consultava o relógio do vizinho, sentia um imenso arrepio de medo percorrer pelo corpo, em algumas horas estaria dando aula para alunos do primeiro ano.

Quando a sineta tocou Harry deixou seu vaso cair no chão, só piorando as coisas, além de fazer a maior sujeira perdera 10 pontos para a Grifinória, então junto com Hermione ele foi em direção ao Salão Principal, não sentia vontade de comer, sentia aflito; e se os alunos fizessem um baixo-assinado para tirar ele da escola por ter sido um mau professor? Pensamentos sem nexo rodavam sua cabeça, um mais improvável que o outro.

— Anime-se- disse Simas dando duas palmadinhas nas suas costas, então um garoto de rosto gordo com um sapo gordo na mão adentrou no Salão Principal, com os olhos totalmente cheio de lágrimas, Harry e Hermione abandonaram a comida, os livros e correram na direção do amigo para ajudá-lo.

— Neville, eu lamento- disse Hermione na sua frente.

— Obrigado- disse ele apertando o sapo com força e abraçando Hermione, deixando-a sem ar.

— Eu também lamento muito, Neville.

Neville olhou para ele agradecido.

— Sinto muito, mas preciso ir, tenho aula para dar agora, Hermione vai te explicar tudo.

Rony e Simas vieram correndo na direção de Neville, Dino ao seu lado, logo Lilá, Parvati e outras pessoas se reuniam em volta do garoto, mas então quando Harry voltou para pegar os livros, Draco e seus dois "capangas" mais sua amiguinha, Pansy, se levantaram da mesa da Sonserina e foram até a rodinha de gente em volta do Neville, Draco e seus amigos queriam encrenca, então Draco se aprofundou na rodinha, ficando cara a cara com Neville.

— Sabe, aquela velhota merecia, não soube criar os filhos direito.

— MALFOY- berrou Hermione pálida.

Antes que alguém tentasse segurar Neville, o garoto de rosto gordo enviou um soco em cheio na cara do Draco que cambaleou no chão, então Crabbe e Goyle acertaram o traseiro de Neville que caiu em cima de Draco, fazendo-o gemer de dor, Pansy estava ajoelhada ao lado de Draco, lamentando.

— Oh, Draquinho.

— Olha aqui, não venha puxando saco dele, ouviu bem?- disse Hermione apontando o dedo na cara dela- Ele mereceu.

— Cala a boca, sangue-ruim asquerosa- berrou Pansy.

Hermione bufou mas não levantou a mão, seria arriscado perder o cargo de monitora em uma simples briga, apesar de que, ela não era monitora agora, mas sabia que o ano que vem a vaga era sua.

— Se bem que esse Longobottom...

— Não fale assim dele- disse Hermione com as narinas tremendo e abertas o suficiente de nervoso para um lápis entrar.

— É isso mesmo, Granger.

Harry só olhava, estuperfato, não poderia entrar na briga, iria comprometer o Cargo de Monitores para o ano seguinte, a vaga no Quadribol e um professor batendo em aluno, não iria dar certo, mas então Minerva e Snape vieram correndo do Salão Principal abrindo alas e deparando com Neville e Draco, embolados no chão.

— O que está acontecendo aqui?- disse Snape cruzando as mãos.

— Malfoy provocou Neville, professor- explicou Hermione.

— Eu não dirigi a palavra a você, quando pedi para alguém me explicar, estava me referindo ao Sr. Draco ou ao Sr. Longobottom, mas vejo que ambos não está com condições para responder, então será que a Srta. Parkinson poderia nos dizer?

— Sim professor, o Neville estava abraçando os amigos, então Draco veio pedir desculpas por tudo e ...

Uma vaia enorme começou pelos amigos de Neville, dentre eles, Rony e Simas, Minerva soltou um olhar de mistério ao professor Snape e foram ajudar os garotos.

— Vamos, os dois, para minha sala- disse a Prof. Minerva.

Com a ajuda de alguns alunos Neville e Draco se levantaram e seguiram a professora Minerva, enquanto Snape tirava os alunos da porta.

— Então, a gente se vê por aí, Hermione- acenou Harry.

— Boa aula- disse Hermione olhando ele por cima do ombro Rony, que também olhou Harry.

— Boa sorte- disse Rony.

— Obrigado- respondeu antes de virar as costas e rumar para a Sala de Defesa Contra as artes das Trevas.


Notas Finais


Próximo: Grope Selvagem


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