História Harry Potter e o Diário de Tom Riddle - Capítulo 9


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Harry Potter, Tom Riddle Jr., Tom Riddle Sr.
Tags Dark!dumbledore, Diário, Harry Potter, Light!harry, Light!tom, Tom Riddle, Tomarry
Visualizações 589
Palavras 1.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi! Olha quem veio com capítulo novo!
Eu gosto de comentários, tá
> ^ <
E aceito críticas crontutivas!

Capítulo 9 - Ajudando


Olho em volta, aparatei perto do lugar onde Harry e eu fomos da primeira vez.

Por eu deixar meu diário com ele, poderei saber quando estiver em perigo e mandar lições para ajudá-lo. O Harry também poderá escrever de volta para mim, apesar de eu não ter certeza se é uma boa coisa. Será ainda mais difícil ficar longe, quando posso me comunicar com ele.

Mesmo assim, quero mais proteção para o Harry, que alguém fique de olho nele enquanto estou longe procurando as horcruxs e sei exatamente para quem irei pedir. Alguém que fique por perto. Problemas costumam encontrar o Harry facilmente.

Acho que também irei procurar armas e artefatos poderosos para minha batalha contra Voldemort.

Bato na árvore do Vald três vezes, como faria com uma porta, antes de entrar.

Apesar que não seria necessário, ele deve estar sentindo minha presença desde que cheguei. E já devia ter aberto a passagem para mim.

À primeira vista, parece não haver ninguém em casa. No entanto, logo ouço alguns barulhos vindo do centro de uma montanha de coisas equilibradas umas nas outras.

- Vald?

Sua resposta abafada vêm de dentro da pilha.

- Espere só um instante, Mestre.

Ele sai da pilha segurando algumas caixas.

- Sente-se, o chá que está no bulê acabou de ser preparado. É chá de Flor Lunar, colhida na Lua Cheia.

Faço o quê sugeriu, colocando um pouco de chá numa xícara. A chávena é impressionante, muito inclinada a ser feita a mão e da mais alta qualidade. O cheiro está delicioso e sei que o líquido foi preparado no tempo de infusão correto.

Provo sem colocar açucar, como sempre preferi e instantaneamente percebo que sim, o chá está perfeito. Só alguém com habilidades e atenção tão finas quanto meu anfitrião poderiam preparar um chá assim.

Vald se senta também, colocando as caixas no lugar ao seu lado do sofá e também servindo para si próprio uma xícara, antes de pedir-lhe o favor, preciso saber onde sua lealdade está depositada,... Mesmo estando com medo de sua resposta ser contrária ao quê eu gostaria, porque quem mais eu poderia confiar?...

- Eu preciso saber uma coisa, Vald. Se você tivesse que escolher entre meu peadaço de alma, e o original ou algum dos outros, qual você escolheria?

Digo isso como se, por mais clichê que pareça, estivesse perguntando sobre o tempo. Por dentro, estou tão ansioso e temeroso, e é estranho como por fora continuo frio e calmo. Anos de prática devem ter feito isso, mas, me pergunto se conseguiria expressar minhas emoções de fato, se assim desejasse... Afinal, nunca pude fazer isso, não se eu quisesse vencer ou ao menos, sobreviver. Ele pensa por alguns momentos, o quê aprecio muito, uma resposta imediata me deixaria desconfiado, e depois me responde olhando em meus olhos, o quê nunca me intimidou, com nenhuma pessoa sequer.

- Você.

Uma resposta curta e direta, que normalmente eu apreciaria, só que nesse caso, uma explicação é necessária.

- Por quê?

- Porque o pedaço da sua alma que se apelidou de Voldemort enlouqueceu e nem sequer me reconhece mais. Tentei contáta-lo alguns anos atrás e não vi nada fora ódio e fúria em seus olhos. E não conheço os outros pedaços, é você que conheci décadas atrás e quem aceitou ser meu amigo. Além de tudo isso,... Realmente adorei o garoto que você trouxe aqui e quero ajudá-lo a salvá-lo. Então sim, aceito tentar protegê-lo.

Então... Ele me escolheu porque sou o único pedaço que lembra dele, e porque quer ajudar o Harry.

Sorrio, um sorriso caloroso, como quase ninguém tem valor o suficiente para ver.

- Oh, meu amigo! Continua tão afiado como sempre. É tão bom tê-lo do meu lado, não sei o quê faria sem você.

E é estranho falar a verdade tão abertamente, apesar de não ser de todo ruim.

- Quem sabe você não poderia me agradar trazendo alguns itens dessa sua viagem? Acho que vai encontrar muitos objetos realmente interessantes, além dos quê vai procurar. Bem, tenho algumas coisas especialmente para você.

Passamos a próximas horas escolhendo os itens para minha viagem. Eles serão muito importantes e alguns de certa forma se complementam com as horcruxs.

O Vald quer estudar as horcruxs depois, mas ele entende que elas ainda serão minhas.

Depois de algumas horas acabo com duas pistolas, elas usam a magia em volta, a transformando em projéteis, fora que também funcionam com balas normais. Os coldres impedem que minha magia se dissipe e também me ajudam a absorver a que está ao redor sem me deixar ser afetado por maldições ou controles mentais.

Tem tantas inscrições no conjunto que é difícil ver um pedaço de metal ou couro puro, isso mostra somente uma parte da habilidade do seu artesão, pois tenho certeza que até mesmo dentro do cano das armas existem escritas.

E nenhuma delas é em uma linguagem que alguém além do Vald possa entender completamente. Nem mesmo eu, que só consigo entendê-la vagamente.

Fora esses, tenho também alguns cristais, os quais os azuis teletransportam o Vald para onde eu estiver e os vermelho me levam até ele.

Também fizemos uma tatuagem de ligação, que é um desenho imbutido com magia que só fica completo juntando com a metade do outro mago. Cada par tem um conjunto diferente. É uma magia difícil de ser feita pois, ambas as tatuagens devem ser realizadas exatamente ao mesmo tempo. Elas permitem que nós dois nós comuniquemos telepaticamente.

Depois de dormir no sofá dele por algumas horas, o quê me surpreendeu, já que foi a primeira vez que dormi de propósito e o sofá era realmente confortável, parto em minha viagem.

O Vald queria me entregar algumas comidas antes de eu sair, no entanto, isso ainda não é necessário. Ainda não preciso me alimentar para sobreviver e seria um peso desnecessário.

Depois de algum tempo caminhando, sinto o Harry acordando e percebendo que não estou lá. Parece que a segunda coisa que ele pensou foi quê eu tinha voltado para dentro do diário. Então ele se pôs a escrever.

Tive que me sentar em um tronco de árvore, não esperava que fosse assim. Quando alguém escreve no diário e eu estou dentro dele, as palavras flutuam em dourado na minha frente, antes da tinta ser absorvida num potinho. Por falar nisso, dentro do diário é um quarto infinitamente escuro, a única luz sendo quando ele está aberto e as únicas coisas que existem em todo esse espaço são eu, um pote com tinta e uma pena-tinteiro. Só que, quando estou fora do diário, as palavras são escritas na parte interna dos meus braços, e consigo sentir a pena se movendo na minha pele. Por minha sorte, o Harry tem uma mão leve para escrever. Agora, me pergunto como conseguirei responder...

Pego um graveto longo e o trasmuto em uma caneta-tinteiro. Como não tenho nenhuma tinta, vou ter que escrever fundo o suficiente para cortar um pouco a pele, quem sabe meu sangue não seja tinta?

"Tom? Você está aí?"

" Harry... Não, eu não estou aí. Atualmente, já estou bem longe de onde você está."

E é realmente tinta por baixo... Isso é só mais uma prova que não sou nem remotamente humano e que não podia realmente ficar ao lado do Harry. A dor que sinto ao escrever, entretanto, me dá um pouco de esperança. Afinal, só seres vivos sentem dor, não?

"Por que você foi embora? E porque quando você me respondeu a tinta vazou pelas letras?"

"Eu te disse porque eu preciso ir embora. Eu preciso me afastar de você, e preciso te proteger. Então vou capturar as horcruxs no seu lugar e vou absorvê-las. E também deixei alguém para cuidar de você, se quiser, posso falar para ele se apresentar de novo, apesar de você já conhecê-lo."

Sei que é injusto eu ter evitado a segunda questão, mas a resposta só serviria para deixar o Mestre preocupado, e para quê? Uns 15 segundos depois se cura sozinho, a ponto de parecer nem ter acontecido nada antes.

Nesse momento, o Vald resolve iniciar uma conversa comigo.

  - - Olá! Adivinha quem é o novo professor de Artefatos Mágicos?! - -

  - - Mas nem existe aula de Artefatos Mágicos! - -

  - - Agora tem! Vão me apresentar no café da manhã. - -

  - - Okay, vou avisar o Harry. Acho que ele vai ficar animado. - -

  - - Bye! Também estou animado! - -

Aula de Artefatos Mágicos, wow. O Vald é um gênio, estou muito orgulhoso dele.

"Harry, se arrume é vá tomar café! Tenho uma surpresa que acho que você vai gostar no café da manhã!"

"O quê? O quê é essa sua surpresa??"

"Vá lá descobrir, você pode me contatar quando quiser, eu sempre vou estar aqui para você."

O Harry fecha o meu diário e eu sorrio. Sim, foi a escolha certa eu ir embora, porque quando voltar ninguém poderá me deter de ficar com o Harry. Nem mesmo eu, afinal ele pode ser meu desde que me tornei seu diário, no entanto sou dele antes mesmo de ter o conhecido e entender o quê era amar alguém.


Notas Finais


( / ~ \)


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