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História Harry Potter e o Presente da Morte - Tomarry - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


POSTEI E SAÍ CORRENDO!

Capítulo 15 - Papai Black


Harry se encontrava absorto nas histórias que Tom contava, ouvi-lo falar sobre suas experiências vividas era interessante, dava a Potter a chance de conhecê-lo cada vez mais. Além disso, observar a boca de Tom se mover a cada palavra que proferia era tentador.

Droga, Harry perdeu as contas de quantas vezes sentiu vontade de beijá-la!

Infelizmente, ele ainda era muito novo para essas coisas e duvidava que Tom se excedesse em qualquer tipo de contato com ele. Não haviam nem se tocado desde que chegara a Mansão Peverell. Isso, realmente, o frustrava.

— Harry — Tom chamou acenando a mão na frente de seus olhos.

— Oi? — falou parecendo despertar de um transe.

— Eu te chamei várias vezes, mas você estava parado sem dizer nada olhando fixamente para mim.

— Ahn… — Sorriu envergonhado, virando o rosto para o lado e tentando não olhar nas íris azuladas de Tom. — Desculpe, eu nem percebi.

— Tudo bem. Minhas histórias estavam chatas demais para você?
    — Não, não, não! Estou gostando de ouvi-las, as acho muito interessantes. Apenas… acabei divagando um pouco.

Tom riu nasalado, assentindo lentamente e dizendo:

— Não se preocupe, estava apenas brincando.

— Affs, por um momento eu achei que tinha te chateado. — Fez uma expressão emburrada.

— Não fique assim, eu sei que você não fez por mal. A minha beleza pode ser hipnotizante às vezes — disse sorrindo charmosamente, mostrando duas fileiras de dentes brancos, e passando a mão em seu cabelo sedoso.

Harry jurava que estava presenciando a mais perfeita das obras dos deuses.

O garoto fechou seus olhos por um momento e respirou fundo, mudando seu olhar para os detalhes da mesa de madeira, mordendo suavemente o canto do lábio inferior. Sem perceber, ele exalava um charme avassalador.

A pureza e inocência de suas ações faziam Tom sorrir e sentir seu coração aquecer por dentro. Harry era tão bonito, a maneira como as mechas do seu cabelo caiam sobre seu rosto despertava em Riddle o desejo de colocá-la atrás de sua orelha e acariciar sua bochecha, que deveria ser tão macia quanto pêssego. E seus lábios… Merlin, Tom nem se arriscava olhá-los por muito tempo ou poderia cometer uma loucura. Afinal, Harry ainda era apenas uma criança.

Por Salazar, nunca tinha sentido atração por uma criança antes! Só que tudo em Harry parecia lhe atrair, desde sua aparência até sua personalidade. Era o bendito fato de serem predestinados, e Harry ser um veela não ajudava muito. Sabia que ele se tornaria ainda mais lindo quando crescesse… 

Mas, até que esse dia chegasse, Tom se controlaria. Não era nenhum pedófilo, no final das contas. Seria neste momento apenas um abrigo para Harry, um porto seguro, alguém para que ele pudesse correr sempre que precisasse, nas horas boas e ruins. Quando o tempo chegasse, eles evoluíram seu relacionamento e se tornariam amantes. Até lá, poderia jogar uns flertes ocasionais, nada lhe impedia de provocar o garoto um pouquinho.

— Estava quase me esquecendo! — Tom exclamou quando o silêncio reinou entre eles, assustando Harry que estava absorto demais em olhar para a mesa e controlar seus pensamentos que corriam soltos como cavalos selvagens. — Tem alguém que eu quero lhe apresentar.

— Como assim? — Harry franziu as sobrancelhas. — Quem?

Tom se levantou sem dizer nada, sorrindo misteriosamente e desaparecendo no corredor por um momento. Quando voltou, carregava enrolada em seu corpo uma gigantesca cobra que, de primeiro olhar, era assustadora.

— Harry, essa é Nagini, minha familiar. 

Potter já a conhecia, lembrava-se perfeitamente dela na sua vida passada. Confessava que naquela época temia a cobra, mas agora sentia-se confortável e acolhido em sua presença, isso era devido a sua conexão como horcruxes.

— Olá, Nagini. É um prazer conhecê-la — Harry sibilou na língua das cobras, abrindo um sorriso em seguida.

— O prazer é todo meu, jovem Harry. Tom fala muito sobre você, estava ansiosa para conhecê-lo — respondeu a cobra deixando o corpo do Lorde e deslizando na direção do garoto.

— Tom fala sobre mim? — indagou surpreso.

— Muito, é difícil fazer ele fechar a matraca quando o assunto é você.

Harry conseguia imaginar a cobra rolando os olhos como um humano após dizer isso.

— Eu ainda estou aqui — Tom comentou desgostoso.

— Eu sei — Nagini sibilou se instalando no colo de Harry. — Vamos, criança, não tenha medo, me faça carinho.

— Você é uma cobra muito folgada — Riddle resmungou e Harry riu, iniciando carícias no corpo gelado da cobra.

— Se eu pudesse me comunicar com a minha familiar, creio que ela seria do mesmo jeito — Harry brincou voltando ao seu idioma de origem.

— Qual é o nome da sua familiar? — Tom perguntou.

— Edwiges. — Sorriu ao lembrar-se dela.

— E qual animal ela é?

— Uma coruja.

— Eu adoro corujas, são deliciosas — Nagini cantarolou fazendo Harry a olhar espantado. — Calma, criança, não vou comer sua coruja.

— Obrigado… eu acho.

Tom riu observando aquilo e tomou o assento ao lado de Harry, estendendo sua mão para acariciar a cobra também.

— Se ela tocar na sua coruja, pode ter certeza de que sofrerá as consequências de suas ações. Não é mesmo, Nagini? — falou a última parte em Parseltongue, lançando um olhar ameaçador para o animal.

— Sem graça, vocês não possuem senso de humor — Nagini reclamou descendo para o chão. — Vou ir caçar alguma presa, essa conversa sobre coruja me deu fome. — Então, sumiu no corredor.

— Ela é… interessante. — Harry riu balançando a cabeça negativamente, Nagini era uma figura.

— Ela é irritante, isso sim. — Bufou. — Perdoe-me por isso.

— Não tem o que perdoar. Eu gostei do jeito dela, na verdade. Apenas a parte de comer corujas que não me senti muito confortável. — Sorriu divertido, mas na hora que ouviu aquilo ficou nervoso com a possibilidade de Nagini comer sua coruja. Teria certeza de no futuro manter Edwiges longe do alcance da cobra, melhor prevenir do que remediar.

— Que bom que não se deixou afastar por esse jeito, ela é muito importante para mim.

— Outra horcrux sua, estou certo?

Tom lhe lançou um olhar surpreso, assentindo lentamente.

— Como sabe?

— Consigo sentir a conexão que existe entre os pedaços da sua alma.

— Todas?

— Acho que se estiverem perto, sim.

— … Eu não planejava te contar isso, pelo menos não agora, mas possuo mais horcruxes além de você e Nagini — comentou após alguns segundos em silêncio.

— Por que fez tantas horcruxes? — Isso era algo que Harry sempre quis compreender.

— Porque eu queria a imortalidade.

— Uma não era o suficiente?

— Era.

— Então por que fez tantas?

Tom demorou a lhe responder. Se fosse para qualquer outra pessoa, ele nunca estaria tendo esse tipo de conversa, lhe cortaria no início. Todavia, era Harry ali, seu predestinado. Sentia-se seguro para contar qualquer coisa para ele, mas essa segurança não tornava se abrir uma tarefa fácil.

— Eu temo a Morte. Muito mesmo. Todos acabam um dia sucumbindo para ela, nossa maior inimiga, nosso destino guardado, seja você o maior bruxo que existe ou não. Mas, se somos seres capazes de tanto poder, por que não podemos lutar contra ela? Se sou poderoso suficiente, irei enfrentá-la. Foi com essa mentalidade que encontrei as horcruxes e estava disposto a fazer de tudo para enganar a Morte e fazê-la perder essa batalha. Só que em meu medo, acabei criando mais horcruxes do que o necessário e magia tão escura quanto essa cobra seu preço no final.

— Quantas você fez? — perguntou fingindo não saber.

— Planejei criar seis horcruxes, dividindo assim minha alma em sete partes, sendo o pedaço que está em meu corpo a matriz. Também escolhi sete, pois é o número mágico mais poderoso que existe. Entretanto, não esperava criar você, minha sétima horcrux.

— Eu estraguei seus planos? — indagou mordendo a parte interna da bochecha.

— Não, agora tenho mais um meio de vida. E fico feliz que um pedaço da minha alma resida em você. — Sorriu segurando a mão de Harry que estava na mesa, entrelaçando os seus dedos.

Harry sentiu-se a derreter em seu interior. Por que Tom tinha que ser tão charmoso?

— Você disse que esse tipo de magia cobra um preço. Qual é o preço que você teve que pagar?

— Minha sanidade. — Riu sem humor. — Não importa o tempo que passe, sempre me sentirei quebrado por dentro, com um vazio se alastrando pela minha alma ou, melhor dizendo, este pedaço que me resta dela. Nunca serei inteiro enquanto as horcruxes existirem e isso pode me jogar no precipício da loucura. Esse é o preço que pago por criá-las.

— Existe alguma maneira de reverter isso? — Harry perguntou preocupado, a ideia de Tom se sentir quebrado e ser incompleto fez seu coração apertar de uma maneira inexplicável, não queria isso para ele.

— Há uma. Absorver os pedaços da minha alma que existem dentro das horcruxes, mas se eu fizer isso irei perder minha imortalidade. — Suspirou parecendo cansado, aquele tópico não lhe era muito confortável e já quebrou a cabeça pensando nele tantas vezes no passado. — Não se preocupe, eu sabia das consequências antes de criar minha primeira horcrux e estou totalmente adepto a elas.

— Se eu te pedisse para largar sua imortalidade, o que você faria?

— Você está pedindo para que eu largue minha imortalidade?

— Hipotéticamente.

— …. Eu não sei. — Suspirou fraco.

— Não quero que sofra, Tom, quero apenas o melhor para você.

— Acredite, se permanecer ao meu lado será o melhor para mim. Sua companhia não me faz sentir-me tão quebrado assim.

Harry sorriu encabulado, sentindo seu interior se agitar em euforia e seu coração dar fortes batidas.

— A imortalidade é algo tão importante para você?

— É meu segundo bem mais precioso — Tom admitiu.

— E qual é o primeiro?

— Você.

Harry não estava esperando por essa deixa e sentiu seu coração bombear com muita força, fazendo o sangue circular ainda mais rápido por seu corpo e se concentrar em seu rosto, deixando-o acima do vigésimo tom de vermelho.

Riddle sorriu apreciando a reação que causava nele e se permitiu desfrutar mais um pouco, levando a mão até a mecha de cabelo que estava caída próxima aos seus olhos e colocando-a atrás de sua orelha.

— Estava querendo fazer isso há algum tempo — confessou com a voz baixa.

Harry sentia que seu coração estava prestes a sair pela boca e que poderia desmaiar ali a qualquer momento. Era muita tentação para aguentar! Se continuasse assim ele pularia no colo de Tom e sairia de lá somente a força! Droga, como queria beijar esse homem.

Tom, sentindo que se continuassem naquilo as coisas poderiam seguir um rumo indevido, retraiu suas ações e afastou seu corpo. Suas provocações estavam chegando num limiar que ele não deveria cruzar, pelo menos, por agora.

— Estou planejando uma reunião com meus comensais, apenas os membros do círculo interno. Como estou completamente recuperado, quero dar continuidade aos meus planos — disse quebrando o clima que tinha sido criado entre eles.

— Acho bom fazer isso, terá algo para se ocupar. — Sorriu fraco, sentindo-se ainda atordoado pelo flerte. — Tem certeza de que todos são confiáveis?

— Nunca podemos confiar totalmente nas pessoas, Harry. Mas, sim, eles são confiáveis o suficiente. Também sabem o que lhes ocorrerá caso tentem me trair.

— Você pode confiar totalmente em mim — disse com sinceridade.

— Eu sei, porém você é exceção.

O resto do dia correu depressa, quando Harry percebeu ele tinha que voltar para o Largo Grimmauld ou era capaz de Sirius vir atrás dele e arrastá-lo pelos cabelos. Se despediu de Tom prometendo não demorar para visitá-lo novamente e deixou a mansão pela Rede de Flu.

— Você chegou mais cedo do que previ — Sirius comentou quando ergueu a cabeça e avistou o afilhado saindo da lareira, seus olhos minuciosos passaram de cima a baixo nele, procuram vestígios de alguma ação incriminatória de Riddle.

— Isso é bom?

— Muito bom. — Sorriu bebericando do chá que estava em cima de uma bandeja prateada na mesinha de centro.

— Como foi lá, filhote? — Remus questionou sorrindo terno, ele estava sentado ao lado de Sirius no sofá.

— Divertido, ficamos conversando sobre nosso passado e Tom me apresentou sua cobra.

Sirius, que ainda estava no processo de engolir o chá que tinha acabado de tomar, se afogou ao ouvir aquilo. Ao parar de tossir, olhou para Harry com os olhos arregalados e disparou apressadamente:

— C-como assim?

— Ele falou que queria me apresentar alguém e então me mostrou sua cobra.

— E como ela se chama? — Remus perguntou interessado, diferente de Sirius que pensava besteira, ele já havia entendido que era um familiar.

— Nagini e ela é enorme, parece assustadora à primeira vista, mas me tratou super bem e até me pediu para fazer carinho nela.

— Você fez carinho na cobra dele? — Sirius perguntou sentindo seus arredores embaçarem.

— Sim. Ela tem um humor muito peculiar. — Riu nasalado. — A única parte que fiquei desconfortável foi quando ela deu a entender que queria comer minha coruja.

— O QUÊ?! — Sirius esbravejou se levantando. — COMO ASSIM ELE QUER COMER SUA CORUJA?

— Nagini é fêmea e ela não quer comer minha coruja, apenas deu a entender, mas no fim ela estava apenas brincando comigo. Tom também a ameaçou e disse que se tentasse comer Edwiges, sofreria as consequências. Ele nunca deixaria sua familiar comer a minha. Só que é sempre melhor manter precauções, sendo assim, pretendo nunca deixar Edwiges ao alcance de Nagini.

— Nagini é a familiar de Tom? — Sirius perguntou incrédulo, finalmente entendendo.

— Sim. O que você achou que era?

Black ficou em silêncio, sentindo-se envergonhado pelas coisas que pensara, e Remus teve que tampar a própria boca para não rir. Foi então que Harry entendeu o que passara na mente do padrinho.

— Por Merlin, Siri! Tom não é desse jeito e eu não sou tão ingênuo assim! — o garoto exclamou sentindo o rosto pegar fogo.

— Você não é muito jovem para saber dessas coisas?

— Eu tenho 11 anos, não 1. Além disso, farei aniversário em poucas semanas. Você deveria ficar aliviado por eu ser informado.

— Entendi, entendi! Vamos esquecer desse assunto, sim? — Sirius respirou fundo e sentou novamente no sofá, por dentro ele estava envergonhado, mas sua pele era grossa e não deixaria isso transparecer em sua expressão.

— Falando em aniversário — Remus começou atraindo a atenção dos outros dois e dando o último assunto como encerrado. — O que você quer para o seu?

— Ah… — Harry ficou sem saber o que dizer por um momento. Comemorou seu aniversário apenas algumas vezes em sua última vida e sempre lhe era estranho tratar desse tópico. — Não sei, qualquer coisa que vocês quiserem planejar estará bom.

— Pretende dar uma festa?

— Pretendo apenas chamar alguns amigos e Tom, então será algo íntimo e pequeno.

— Não teme que seus amigos o reconheçam? — pontuou Sirius.

— São poucas as pessoas que conhecem a verdadeira forma de Tom, então não me preocupo com essa possibilidade.

Eles discutiram mais alguns detalhes da festa antes de Harry subir para seu quarto, ele estava cansado e queria tomar um banho antes de jantar.

 

***

 

As semanas passaram depressa e quando Harry percebeu já era dia 31 de julho, seu aniversário. Havia acabado de acordar, se espreguiçou na cama bocejando e assim que abriu as pálpebras se viu rodeado de presentes. Coçou os olhos algumas vezes pensando que estava vendo errado, mas os presentes continuavam lá.

O chão do seu quarto estava forrado com pequenos e grandes embrulhos, tanto que não dava para ver a madeira que o compunha. Harry teve dificuldade para passar por todos eles e chegar até o banheiro, precisava fazer suas necessidades matinais. Quando voltou ao quarto, sentou na borda da cama e começou a abrir seus presentes euforicamente, soltando exclamações de surpresa, felicidade e incredulidade a cada pacote que abria.

Não conseguiu abrir todos os presentes, sua barriga havia começado a roncar e decidiu ir tomar café da manhã, depois continuava. Assim que chegou na sala de jantar, avistou seus padrinhos sentados na mesa conversando, eles sorriam um para o outro e riam se tocando, seus olhos nunca desgrudavam. O garoto apreciou aquela cena, era linda, sentia-se feliz pelo relacionamento de ambos.

Remus foi o primeiro a notar o afilhado, seu sorriso ficou mais terno e disse se levantando:

— Harry, feliz aniversário!

Abraçou-o apertado e inalou o aroma de seus cabelos. Seu lobo adorava sentir o cheiro do menino, lhe acalmava e trazia a sensação de estar em casa. Quando quebrou o abraço, olhou em seus olhos e perguntou:

— Gostou dos presentes?

— Vocês são doidos por me darem tantos presentes. Mas, sim, eu gostei. Na verdade eu amei! Obrigado.

— Cada presente ali é para um aniversário que perdemos — explicou Sirius ainda sentado na sua cadeira, mas virado na direção dos dois.

— Parece ter mais presentes do que o necessário — Harry comentou divertido.

— Talvez um certo alguém tenha exagerado quando estávamos comprando — Remus dedurou olhando para Sirius.

— Eu tenho o direito de mimar o meu filho — disse se defendendo, percebendo logo depois a palavra que tinha usado para se referir a Harry. Olhou para o garoto, que apenas sorria encantado. — Quero dizer…

— Não me oponho a ideia de ser mimado pelo meu pai.

James sempre teria um lugar especial em seu coração apesar de terem convivido tão pouco tempo, porém Sirius era tão importante quanto ele. Já o via como uma figura paterna desde sua última vida, e conviver tão próximo a ele nesses últimos meses fez com ficasse gravado em seu interior a visão de um pai.

Potter sorriu caminhando na direção do padrinho e o abraçou apertado, murmurando:

— Obrigado pelos presentes, pai.

Siriu ergueu os olhos marejados para Lupin, que não estava muito diferente dele, e retribuiu o abraço do garoto, apoiando o rosto em seu ombro.

— Não foi nada. E feliz aniversário, Harry.

Depois disso, eles foram tomar café da manhã. Quer dizer, Harry foi tomar café da manhã, enquanto Sirius e Remus apenas lhe fizeram companhia, já haviam comido mais cedo.

Durante o resto da manhã, Harry esteve na cozinha com seus padrinhos, eles estavam tentando fazer seu bolo de aniversário, mas apenas conseguiram sujar o chão da cozinha com farinha e quebrar mais ovos que o necessário. Sirius, já frustrado com tudo aquilo, mandou Monstro preparar um bolo para Harry e todos irem se limpar, porque depois do almoço os convidados iriam chegar.

Quando deu a hora, Harry já estava arrumado. Usava uma calça social bege com suspensórios e uma camiseta branca, nada muito formal, mas apresentável para a festa. Resolveu deixar seu cabelo solto, caindo sobre suas costas e ombros, dando-lhe um ar mais feminino. Sorriu para a imagem no espelho, estava lindo.

Esperou na sala de estar junto aos seus padrinhos, conversava com eles quando a lareira acendeu e alguém pediu permissão para entrar. No momento que Sirius a concedeu, Draco apareceu sorrindo fraco, carregando uma caixa de presente nas mãos. Ele vestia um terno azulado com desenhos em preto de escamas de dragão e seu cabelo estava perfeitamente penteado para trás, até parecia que tinha sido lambido por uma vaca. Potter achou que ele estava formal demais, era apenas um simples aniversário, mas nesse ano de convívio com Draco aprendeu a nunca questionar o estilo do loiro.

— Feliz aniversário, Harry — disse assim que saiu da lareira e avistou o amigo. — Isso é pra você.

— Obrigado, Draco. — Sorriu aceitando o presente e o puxando para um abraço. Assim que abriu o embrulho, se deparou com uma pulseira dourada com um pequeno pingente grudado nela em formato de ampulheta. — É lindo.

— Que bom que gostou. É um vira-tempo, meu pai sempre diz que é bom ter um desses por perto, nunca se sabe quando precisará usar.

— Obrigado, eu realmente gostei.

Depois de Draco, não demorou muito para Crabbe e Goyle chegarem. Os três passaram a tarde se divertindo, fazendo brincadeiras e relatando como andava suas férias. Apesar de estar aproveitando seu aniversário ao lado dos amigos, Harry se sentia inquieto, Tom ainda não havia chegado e temia que o homem não viesse.

Foi quando o sol estava se pondo e o garoto perdendo as esperanças de que Riddle viria, que a lareira ascendeu. Após liberado o acesso, Tom surgiu elegante como sempre, saindo da lareira e batendo os requisitos de sujeira em suas roupas. Vestia um terno preto liso sem nenhum adorno e seu cabelo estava impecável como sempre. Ele estava impecável como sempre.

Harry abriu um grande sorriso ao vê-lo e saiu do lado de seus amigos, caminhando na direção do homem e exclamando:

— Você veio!

— Achou mesmo que eu perderia seu aniversário? — questionou divertido.

— Estava temendo, sim. Por que demorou tanto?

— Tive um pequeno contratempo com o seu presente, felizmente, está resolvido.

— Estou curioso, o que é isso que irá me dar que o fez se atrasar?

— Depois você saberá, quando eu lhe entregar meu presente mais tarde. — Sorriu achando graça da cara emburrada que o garoto fez.

— Que maldade me deixar na curiosidade. É o meu aniversário.

— É uma surpresa e, pelo que sei, aniversários estão cheios delas.

— Tudo bem, você venceu — disse a contragosto.

— É melhor voltar para perto dos seus amigos, eles estão lhe esperando. Depois podemos conversar.

— Tudo bem. — Harry assentiu se virando hesitantemente e deixando Tom. Queria passar o resto na noite conversando com ele, mas não poderia simplesmente ignorar os seus amigos.

— Quem é ele? — Gregory perguntou quando Potter se juntou a eles novamente.

— Tom.

— O mesmo Tom que estava nas suas cartas? — Malfoy indagou sorrindo malicioso. — Ele é muito bonito.

— Não acredito que você leu quem era o remetente! — Harry exclamou pasmo, sentindo-se invadido.

— Você que deixou sua carta aberta na altura que eu podia ler. — Deu de ombros não se importando muito.

— Hmm, então Harry tem um namorado e não falou pra gente? — Vincent provocou.

— Tom não é meu namorado — respondeu apressado.

— Ainda — Malfoy cantarolou.

— Você não se importam que ele seja mais velho?

— Não. — Os três negaram em conjunto.

— Não é incomum na comunidade bruxa ter diferença de idade entre um casal — Crabbe explicou calmamente.

— A coisa mais importante é saber se você gosta dele — disse Goyle. — Você gosta dele?

— … Gosto — Harry assumiu sentindo o rosto esquentar. Só havia assumido uma vez que gostava de Tom para outra pessoa e essa pessoa era Draco, além disso, na época nem disse o nome dele para o loiro.

— Então pronto, seja feliz e nos convide para sermos seus padrinhos de casamento! — Greg falou dando tapinhas em seu ombro.

Harry apenas riu balançando a cabeça, seus amigos eram mesmo umas figuras. Quando estava prestes a abrir a boca para falar, as luzes da sala apagaram e Remus entrou na sala ao lado de Sirius, carregando um bolo de chocolate com doze velas acesas em cima. No momento que começaram a cantar, os demais convidados se juntaram a eles e Harry ficou sorrindo igual um bobo. Caminhou na direção dos padrinhos e Remus abaixou o bolo na altura do seu rosto, quando a cantoria acabou, o lobisomem disse:

— Faça um pedido.

Harry fechou os olhos e assim o fez, soprando as velinhas sem seguida. Todos o aplaudiram e o bolo foi depositado na mesa. O aniversariante decidiu dar os dois primeiros pedaços do bolo para seus padrinhos, depois tirou três para os seus amigos, um para Tom — que insistiu em ser um dos últimos a pegar — e, por fim, pegou um para ele.

A festa continuou até às nove da noite e foi exatamente como Harry queria, simples e pitoresco. O primeiro a ir embora foi Crabbe, alegando que sua mãe não queria que ele ficasse fora até tarde, e Goyle foi junto com ele, pelo visto iriam dormir juntos naquela noite. Não muito depois foi a vez de Draco ir, não sem antes do loiro fazer mais algumas provocações em relação a Harry e Tom e lançar alguns olhares maliciosos para os dois.

Não tardou para Harry se ver sozinho, Sirius e Remus tinham deixado a sala e Tom havia também havia desaparecido. Procurou o último pela casa e o encontrou analisando a linhagem da família Black. 

— Eu estava te procurando — Harry falou parando ao seu lado, também olhando para a parede que continha seus antepassados.

— Me encontrou. — Sorriu desviando os olhos da parede para o garoto.

— Todos já foram embora. Desculpe deixá-lo sozinho por tanto tempo.

— Eu te incentivei a ficar perto dos seus amigos, então não tem problema.

— Você vai dar meu presente agora? — perguntou Harry não aguentando mais a curiosidade, ele esperou seus amigos irem embora para isso.

Tom soprou um riso fraco e assentiu, mexendo no bolso da calça e tirando o que parecia ser um livro pequenininho. Pegou sua varinha e transfigurou o objeto de volta ao seu tamanho original, revelando que não era um livro, e sim um caderno de couro preto com um bordado em dourado escrito “Tom Marvolo Riddle”.

Harry reconheceu na hora o diário e ofegou em surpresa ao perceber que aquele era o seu presente.

— Este é o meu diário da época em que estudei em Hogwarts, é um dos meus bens mais preciosos, não só por conter um valor sentimental, mas por também ser uma das minhas sete horcruxes — explicou lentamente.

— Tom, isso… você tem certeza?

— Eu quero que ele fique com você. Sei que cuidará muito bem dele e também poderá conversar com outra parte minha, uma que acho muito tola e ingênua por sinal.

— Se acha isso, por que está me entregando? — Ergueu uma das sobrancelhas.

— Porque eu não posso entrar em contato com você todos os dias. Se mantiver o diário, poderá conversar comigo quando quiser e ninguém irá desconfiar de nada. Claro, não é exatamente comigo que irá conversar, e sim com o meu eu mais novo, mas é alguma coisa. Se tiver alguma dúvida sobre as aulas ou o colégio, pode escrever no diário que elas serão sanadas. Já deixei-o avisado para te tratar da forma que merece, caso ele extrapole a linha, você pode vir falar comigo e eu resolvo isso.

Harry acariciou a capa do diário, lembrando de quando o destruiu com o dente do basilisco e salvou Gina. Devia tê-la deixado morrer e Tom voltar a vida, assim as coisas teriam seguido um rumo totalmente diferente. Dessa vez, manteria o diário seguro.

— Eu não sei o que dizer — o de olhos verdes admitiu, estava muito tocado com o presente e as palavras lhe fugiam a cabeça.

— Um “obrigado” é suficiente — brincou sorrindo fraco.

— Obrigado, mesmo.

Então Harry se aproximou dele e abraçou sua cintura. Tom ficou surpreso por um momento, mas logo retribuiu seu abraço, sendo inebriado pelo cheiro doce que vinha de Harry.

— Feliz aniversário — disse beijando o topo de sua cabeça.

Potter sorriu e o abraçou ainda mais apertado. Ficaram assim por algum tempo, era boa a sensação de estarem nos braços um do outro, se sentiam completos e em casa. Se separaram apenas porque ouviram alguém pigarrear e quando viraram para a entrada da sala avistaram Sirius de braços cruzados olhando de uma forma ameaçadora para Tom.

— Acho que já está na sua hora de ir também — falou o animago mantendo a pose.

— Mas, Siri… 

— Está tudo bem, Harry — disse Tom o interrompendo. — Seu padrinho tem razão, está ficando tarde e todos já foram embora, por que eu não iria também?

— Prometo te visitar amanhã, quero saber como foi sua reunião — Harry falou ao se lembrar.

— Estarei lhe aguardando ansiosamente. — Sorriu terno. — Até amanhã, Harry.

— Até amanhã, Tom.

— Lorde Black — Riddle se despediu assim que passou por ele, caminhando até a lareira da sala de estar e voltando para a mansão Peverell.

— Contente? — Harry perguntou quando sobrou apenas ele e Sirius no cômodo.

— Sim.

O garoto revirou os olhos. Entendia o lado do padrinho, mas precisava ser assim tão exagerado? Droga, a maior parte da festa ele passou longe de Tom e quando finalmente conseguiram um tempo juntos, Sirius veio e atrapalhou tudo. Harry estava frustrado, muito frustrado.

— Boa noite, Siri — murmurou irritado.

— Boa noite.

Sirius apenas o assistiu deixar o cômodo a passos duros. Ele realmente era superprotetor, mas não deixaria que Riddle tocasse em Harry até que completasse a maioridade. Ainda faltavam seis anos para isso.

Os dois que lhe aguentassem, pois o papai Black estava na cidade.


Notas Finais


Eu sei que eu demorei, por favor não me atirem tomates na cara! kkkkkkkk Peço perdão por isso, mas a minha criatividade é muito insconstante.

Porém, me esforcei para trazer este capítulo hoje em homenagem ao Harry, que está fazendo aniversário. Ainda não chegou na meia noite, então conta shaushauhshau.

Espero que gostem do capítulo, particularmente eu o amo! E está cheio de Tomarry para morrermos de fofura!

Vou tentar, enfâse no tentar, não demorar muito pra atualizar. Já tenho o próximo capítulo, que será um bônus, completo na minha mente, então não será muito difícil escrever.

É isso. Encontro vocês na próxima!

Beijos <3 <3 <3

Obs: Obrigada pela paciência e favoritos, hihi ^^


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