História Harry Potter e o último inimigo - Capítulo 12


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Categorias EXO, Harry Potter
Personagens Blásio Zabini, D.O, Draco Malfoy, Harry Potter, Hermione Granger, Kai, Lay, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Theodore Nott
Tags Drarry
Visualizações 120
Palavras 4.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HELLO, IT'S ME
Boa noite minha gente linda! Tudo bom com vocês? Hehe
Eu venho aqui nesta linda noite de sábado postar o capítulo 12, onde vocês devem estar esperando respostas não é mesmo? Eu sei que sim, bajsksk
Esse é outro capítulo que gostei de escrever, ele fluiu tão bem da minha mente para o "papel" que simplesmente deu gloria aos deuses e as vezes dou umas olhadas pelo dia só ora garantir que está inteiro ( vai que ele simplesmente apaga igual o 11 tinha feito? Os deuses que me livrem disso!)

Então né, só queria avisar mesmo que essa semana é de prova, então to bem ferrada. E que eu me inscrevia pra prova do IF e to tipo: "eu tenho e estudar pro IF, mas tenho de escrever, estudar pra passar de ano e tenho de fazer os desenhos do livro!" (= eu to ficando loucassa)
E por fim quero dizer que estou com tendinite, então escrever estar sendo um pouco difícil, tive de usar uma munhequeria por dois dias para descansar a mão e só agora ela parou de doer tanto mas logo a dor volta porque estou escrevendo mais ainda, mas não se preocupem, logo eu melhoro!

Enfim: Enjoy!

Capítulo 12 - Hogsmaed


Mais tarde naquela noite, Draco pegou comida para os dois assim que ouviu o estômago de Harry roncando e comeram juntos no quarto já que não poderiam fazer o mesmo no Grande Salão, seria incomodo, depois ambos se ajeitaram para dormir, o Griffyndor perguntou se ele realmente queria que dormissem juntos, e claro que Draco queria e mesmo que não quisesse, dormiria do mesmo jeito e por isso quando as luzes estavam apagadas e o silencio predominava, estavam ambos encolhidos na cama de Harry, os corpos muito próximos, diversas partes se tocando, joelhos, braços, cotovelos... Tudo na medida certa para ambos dormirem. E assim foi feito.

Naquela noite não houvera pesadelos, não houvera gritos, choro ou Harry apertando tão forte as mãos que as unhas machucavam e cortavam a pele. Foi uma simples noite de sono para os dois, no começo de tudo e o que fosse aquilo que eles haviam começado, não em forma de palavras, mas de forma silênciosa com olhares e minimos gestos.

Na manhã seguinte quando Harry acordou se sentia mil vezes melhor, como se nada no dia anterior tivesse acontecido, abriu os olhos viu que Draco ainda dormia e estava quase caindo da cama, querendo evitar possíveis reclamações o puxou para perto e com a primeira varinha que segurou, conjurou tempus e viu que se não andassem logo perderiam o café da manhã, por isso, levantou e vestiu seu uniforme completo, colocou os óculos e tentou de tudo para ajeitar os cabelos rebeldes que possuía, e então, ao lado da cama onde Draco estava, cutucou o loiro, chamando-o baixinho, querendo que ele acordasse.

— Dray... Dray...  — Chamou bem no ouvido dele, baixinho. — Vamos Dray, acorda. Vamos perder o café desse jeito! — Ele resmungou, balançando ele delicadamente.

Por um segundo o pensamento de como acordavam ele na Malfoy Manor passou em sua cabeça, e de como ele acordava sempre no horário nos dias de semana, qual era a mágica? Ele parecia ter um sono extremamente leve enquanto se remexia na cama de madrugada e o acordava... Mas Draco parecia uma perfeita pedra ali! Com os pensamentos a mil tentando achar uma forma de o acordar, algo que definitivamente seria a última coisa que pensaria entrou em processo pelas engrenagens de seu cérebro, sendo refletindo e chegado a uma resposta que o fez fazer uma cara de extrema indignação.

Era tão óbvio que chegava a ser ridículo.

— Eu não acredito que você esta fazendo isso, Draco Malfoy! — Ele exclamou, guinchando com raiva pelo que o loiro estava fazendo. A risada baixinha de Draco foi ouvida e Harry jogou um travisseiro nele, cruzando os braços irritado. — Seu idiota!

— Ah, Harry... Não fique irritado... Ai! Não faz esse biquinho senão eu mordo!

Draco estava acordado fazia um bom tempo, precisamente, ele acordou muito antes de Harry, quando o sol tinha acabado de nascer.

— Como não?! Seu... Seu... Seu... Argh! Filho da puta! — Ele bateu o pé, emburrado, indignado, irritado e querendo bater em Draco para depois se arrepender dos prováveis machucados das unhadas que daria e os beijaria, um por um. — Porque simplesmente não disse que estava acordado? Iremos perder o café por sua culpa!

— Olha, em minha defesa eu tenho meus motivos. — Ele disse se levantando da cama e indo pegar o uniforme que mesmo sendo comprado no mesmo lugar deve ter um tecido muito mais caro que os uniformes dos outros alunos.

— E quais seriam?

— Eu queria saber como você me acordaria, e bem, eu não resisti em fingir mais um pouco só para escutar sua voz no meu ouvido.

Já vestido e com um sorriso malicioso, Draco se aproximou e segurou o rosto de Harry delicadamente, a qual estava mais vermelho que o tom berrante usado em Griffyndor. Um beijo calmo foi disposto nos lábios do mais baixo, nos primeiros segundos foi apenas um selar simples e demorado, mas Draco passou a lingua nos lábios de Harry, que de imediato os abriu um pouco num arfar deleitoso e que fez o Slytherin se afastar satisfeito, dando um beijinho na ponta do nariz e nas bochechas ardentes de Harry.

— Vamos? O café já deve ter acabado, mas ainda temos tempo para comer... Theodore deve ter pego nem que seja um pão ou um pedaço de torta para mim. — Ele sorria, aquele maldito sorriso que fazia você perder todas as suas estruturas e se derreter por inteiro, rastejando igual uma manteiga derretida ao lado dele, mas não fazia o efeito completo em Harry. — Darei a você como desculpas por te-lo feito perder uma refeição, okay?

— Argh... Okay, Dray. — Ele resmungou, olhando para ele, que com um balançar de varinha pegou suas mochilas cheias de livros e assim sairam do quarto.




Mais tarde naquele dia, depois das aulas onde Harry possuía seu tempo livre para terminar alguns deveres, ou apenas ficar de bobeira, onde ele as vezes passava no Salão Comunal de Griffyndor onde um aviso lhe chamava à atenção a um bom tempo, por isso levantou e caminhou até ele. Em letras que pareciam ter saido dos moldes para crianças, pretas e grandes tinha escrito VISITA A HOGSMEAD, ali explicava que duas semanas antes das férias de natal ocorreria uma ida a Hogsmead, provavelmente para quem fosse ficar no castelo poder comprar presentes para algum amigo que também fosse ficar, e isso deu uma ideia maravilhosa a Harry.

Ele e Draco poderiam muito bem sair da escola para as ferias de natal, a qual ele definitivamente não queria passar no castelo e nem na casa dos Weasley, não havia recebido nada deles desde que o artigo no Profeta Diario saiu e com a provável continuação que teria quando fossem a Hogsmead não deixava Harry animado para ir para A'Toca aquele ano. A inimizade com Rony continuava, Jorge nem mesmo olharia na cara dele, a Sra. Weasley o trataria bem mas de forma muito falsa, o Sr. Weasley sempre foi bem compreensivel mas odiava os Malfoy, e com os três mais velhos não era possivel saber sua reação, a única que teve uma boa reação fora Ginny, pois ela, bem, ela agia normal com ele.

Na verdade tinha suspeitas que ela era a única da família de ruivos a apoiar abertamente o relacionamento dos dois.

Por isso só sobrera duas opções: Largo Grimmauld ou castelo. E ele não queria que seu primeiro natal com o loiro fosse ali, queria outro lugar e por isso decidiu que organizaria tudo, e de quebra ainda apresentaria Teddy para o Draco – Andrômeda teria de viajar para resolver um problema naquele período, e alegou que Teddy estava com saudades dele.

E com isso divagou com o assunto por muito tempo.



                             ****



Hogsmead ficava ainda mais bonita coberta por neve ou era apenas uma impressão que Draco possuía quando ia ali? Usando no mínimo quatro camadas de roupa, além de luvas, cachecóis, gorros e uma capa mais grossa, o Malfoy andava pelo vilarejo com seus passos precisos e cálculados, o rosto impassível, mantando a pose de sempre, mesmo que por dentro sorrisse largo e animado. Caminhava em direção a Dedos-de-Mel, compraria algumas várias guloseimas para comer nas duas semana das férias de natal, sozinho, e mesmo estranhando que Pansy e os outros não estivessem com ele, não ligava. Tinha mais liberdade para pegar quantos caramelos e chocolates quisesse, sem que Theodor ficar o perturbando, dizendo que ficara com carie.

Ao passar pelas portas do estabelecimento cheio de alunos de Hogwarts, foi direto para onde havia os doces que mais gostava, teve de ser rápido com alguns, para conseguir te-los já que as crianças pareciam pegar tudo em segundos – todos ali eram crianças para ele, Draco era um tanto mais velho que todos –, na fila para pagar, ele segurava as guloseimas com alegria que transpareceria em seu rosto se a procurassem, ignorava os cochichos, apenas esperava a sua vez. Enquanto colocava tudo na bancada para que contassem quanto tinha dado, Draco pensou repentinamente se tinha algo que Harry gostasse ali, e que os outros também, até mesmo o Weasley chato a qual o moreno mantinha amizade.

Suspirou, e entregou os galeões para pagar e assim pegou sua sacola de papel repleta de doces, saindo da loja em seguida. Parou em frente e olhou ao redor, não tinha para onde ir, todos os seus amigos haviam sumido, até os Griffyndors, ir a Hosgmaed sozinho era chato, não tinha com quem conversar ou dividir cerveja amanteigada, não podia se sentar em frente a cerca da Casa dos Gritos, ou fazer qualquer outra coisa, então decidiu fazer algo simples:

Iria comprar presentes para todos.

Com esse pensamento Draco voltou a andar, olhando as lojas que o vilarejo possuía, se não encontrasse nada de seu agrado teria de sair do castelo nas ferias, e ele não queria isso, Malfoy Manor estava em seus dias mais sombrios. Para os Slytherins foi fácil comprar algo, Pansy ganharia um lindo colar com pedras brilhantes e que conbinavam com seu vestido favorito, Theodore livros novos sobre plantas mágicas e Blaise... Bem, Blaise ganharia  um livro sobre relacionamentos amorosos, ele estava precisando. O real problema do ato repentino, foi que não sabia o que o Trio de Ouro gostaria de ganhar, não sabia o que Harry gostaria de ganhar, mesmo que uma hora ou outra visse Pansy, Mione e Harry andando por ai animados, não tinha coragem de se aproximar e perguntar, e também, queria fazer uma surpresa para os dois, já que: 1° Estava começando a ter algo com Harry, queria mostrar que prestava atenção nele para saber o que ele gostaria de ganhar; 2° Mione o tratava bem e o deu várias dicas sobre como tratar Harry, além de virar sua psicóloga junto a Pansy, queria agradece-la.

Uma pessoa passou por sua cabeça, a pessoa a qual tombrou minutos depois, ruivo, alto, com sardas no rosto e vestes de segunda mão: Ronald Weasley. Ambos se olharam com desgosto, Draco abraçava até demais as sacolas nos braços, seu cérebro alertava que amassaria tudo, mas não conseguia relaxar, quando achou que Ron seguiria seu caminho, ele se aproximou de Draco, o olhando com irritação, ou algo parecido.

— Preciso falar com você.

E foi assim que ele se viu desconfortável sentado em um tronco podre de uma árvore, olhando a Casa dos Gritos com o Weasley ao lado, esperando que ele começasse a falar qual foi o milagre ocorrido para que ele estivesse ali, falando com ele – principalmente depois de ser pego em cima de seu amigo o Grande Harry Potter dias antes –, ou tragédia.

— Preciso que me ajude a achar um presente pro Nott.  — Saiu rápido, baixo, numa mistura de irritação e vergonha. Uma mistura estranha. — Não sei o que comprar para ele de natal, afinal, vocês são ricos, tem tudo que querem não é? Não posso falar com Parkinson e Zabine não é opção, então...

— Espera, calma, por partes. — Ele pediu confuso, estava realmente tendo essa conversa? Em que tipo de realidade paralela eles estavam vivendo naquele momento? — Você quer dar um presente para o Theo?

— Sim.

— Assim, do nada?

— Não é do nada, tenho meus motivos.

— Sabe que ele tem namorado, né?

— Claro que sei, tem dias que ele só fala no Zabine. — Revirou os olhos, Draco estava ainda mais confuso sobre isso.

— Você gosta do Theo?

Silencio. Um rosto vermelho, sangue na cabeça, um gritinho contido.

— CLARO QUE NÃO SUA DONINHA DESMIOLADA! — Rony tentou bater em Draco mas recuou a mão quando viu que ele realmente esperava um soco e nem mesmo se defenderia. — Eu não gosto do Nott.  — A frase saiu com convicção mas não foi verdadeira, ambos sabiam disso. — Eu só quero agradecer a gentileza dele durante esse tempo, mesmo eu sendo um crápula, Nott me tratou bem, apenas quero lhe dar um presente. Só isso.

Draco ainda estava processando a informação quando concordou em ajuda-lo, poderia ter algo em troca, afinal, duvidava que o Weasley tenha achado que tudo seria de graça, mas o preço não séria caro, não custaria nada na verdade.

— Eu vou ajudar mas eu quero uma coisa em troca... Me ajude a escolher um presente para o Harry e para a Mione.

Rony claramente detestou que Draco a chamasse daquele jeito mas fazer o que se ambos acabaram amigos e que o Harry gostava dele e ele do Harry? Na verdade, ainda estavam em processo, Hermione parecia estar mais no meio por causa de Harry, provavelmente com medo de algo dar muito errado ou sem muita confiança nos Slytherins, ou os dois. O Weasley comprimiu os lábios, o maxilar duro e respirando fundo, assentiu com a cabeça. Draco estendeu a mão para ele, que a contragosto apertou, selando assim o acordo.

— Então... O que sugere?

— Não tem nada em Hogsmaed que Theodore vá gostar. Mas ele tem uma grande admiração por aterfatos trouxas, e por livros também. Porque nas férias não anda pela Londres trouxa e vê se acha algo interessante? – Sujeriu, ajeitando o pacote de papel nos braços. — Se for dar livros, pode ser algo de terror ou romance, acho que os únicos livros trouxas que Theo leu foram os infantis.

— Eu não entendo nada de livros, Malfoy. — Resmungou, olhando pra cima, frustrado.

— Não precisa entender para comprar um, idiota! Nas livrarias tem vendedores, é só pedir para lhe mostrarem o tipo de livro que você quer e pum! Escolha o que tiver a sinopse mais interessante.

Com aquilo, Rony pareceu adepto a se aventurar no mundo trouxa atrás de livros, afinal, nada podia ser pior do que caçar e destruir horcruxes. Com um suspiro, o ruivo começou a falar:

— Hermione gosta muito de ler, sobre tudo, para ela conhecimento nunca é demais. Mas sei que ela se interessa por uma coisa ou outra feminina... Mas a praia dela é realmente se sentar na janela e ler durante horas. — A forma como disse aquilo, deixou claro para Draco que ele realmente gostava dela. Weasley podia ser um ogro as vezes, mas que amava Hermione, amava. — Com Harry pode dar algo haver com Quadribol, como um Kit novo para manutenção de vassouras... Mas na sua posição atual, recomendo que de algo... Significativo, algo que mostre que gosta dele. Um bracelete, essas coisas... — Ele mexia as mãos nervoso e envergonhado por dizer aquelas coisas, ele realmente estava tentando aceitar aquele relacionamento, por Harry e a amizade dos dois, mas estava sendo um processo lento.

— Meu deus...

— O que foi?

— Foi a coisa mais delicada que você disse na vida. — Draco tinha um sorrisinho irônico no rosto, aquele de dar nos nervos.

— Ah, cala a boca! Apenas repeti o que a mamãe me disse uma vez! — Ele tentava parecer irritado, mas era obvio que estava com vergonha.

— A Sr. Weasley é legal. Se for me dar uma chance de me redimir, gostaria de dizer que tudo o que disse da sua mãe era mentira. Eu sentia inveja, na verdade ainda sinto. Molly Wesley tem um monte de filhos e ama cada um incondicionalmente... Mamãe já não me dava atenção imagina se eu tivesse irmãos?  — Tudo saiu mais melancólico do que ele realmente queria, por isso Draco lavantou-se rapidamente e olhou o ruivo. — Vê se não evita o Harry mais. Ele esta mal por você ficar com essa besteira toda por culpa minha e dos outros... Ele ainda é seu amigo, pode não gostar e não confiar em mim, mas não destrua essa amizade de anos por nada. 

Com sua pose seria sendo destruída pela forma a qualquer abraçava seu pacote cheio de doces, Draco saiu andando, mas antes de ficar muito longe se virou e olhou para Ronald mais uma vez.

— O que gostaria de ganhar de natal?

— Não quero nada de você, Malfoy.

Revirando os olhos se virou, andando novamente, poxa estava tentando ser legal e ele tinha de ser um idiota? Enquanto resmungava tudo isso andando, sentiu o outro lhe seguir, não lhe seguir, estava apenas voltando para o vilarejo como ele, mas não disseram nada, Draco estava procurando algum conhecido quando a voz do Weasley soou em seus ouvidos novamente:

— Sinceramente, gostaria de um novo tabeuleiro de xadrez bruxo. O meu está terrivelmente velho.

Etapa 1: tenha uma convivência minimamente amigável com Ronald Weasley, completa. 

Sorriu internamente, satisfeito. Só falta o resto da família.  Suspirou e continuou a andar.



Okay, Harry nunca pensou no quanto seria difícil achar algo para Draco.

Não, sério, ele realmente achou que seria fácil. Mas não, não era, ou os gostos dele eram incrivelmente peculiares ou nada estava a altura de um Malfoy, o que deixava ele frustrado. Pansy prometeu ajudar mas parecia que estava impossível achar algo em Hogsmead, por isso desistiram com pouca busca, e os três – Mione, ele e Pansy – decidiram fazer outras coisas, como comer caramelos e tomar muita cerveja amanteigada, no final do dia quando estavam voltando todos juntos na mesma carruagem – com um clima diferente entre Rony e Draco, Hermione meio grogue e ele mesmo com o rosto vermelho pelo álcool injerido, porque mesmo que tivesse pouco na cerveja, eles tomaram muito – Blaise e Theodore pareciam brigados e todos estavam calados, como estava com sono até demais, apenas se encostou em Draco, fechando os olhos e ressonando baixo, cochilando.

Quando chegaram ao castelo, Ron foi lidar com Hermione e Theo com Pansy, Blaise sumiu e Draco deu conta de levar Harry para o quarto, o mantendo acordado, não queria ter de carrega-lo, séria estranho e tinha certeza que ele não queria estar sendo o assunto mais um vez dos alunos. Mas, antes de poderem começar a descer para as masmorras, Mcgonagall havia os avistado e chamado, fazendo com que Harry tivesse de acordar de uma vez.

Envés da sala dela, se encontravam  indo na direção da ala hospitalar, e quando entraram viram JongIn tentando fazer KyungSoo comer alguma coisa, sem sucesso, mas não desistiu, mesmo depois de Mcgonagall anunciar sua chegada, Harry e Draco sentaram em uma maca ao lado da que eles estavam.

— KyungSoo sera que da para comer?! — Era visível que estava tentando manter a calma, mas não estava conseguindo por culpa da birra do fada. Com a negação do mesmo, só fez JongIn rosnar, literalmente. — Ótimo então morra de fome! Quero saber como vai conseguir ajudar seu irmão desse jeito. — Foi frio e jogou sujo, isso os três que assistiam podiam notar.

JongIn tinha uma veia Slytherin muito eficiente pois logo KyungSoo estava comendo e os dois direcionaram sua atenção aos visitantes.

— Oi, Harry. Draco. — KyungSoo sorriu. — Creio que saibam o porque de estarem aqui, correto?

— Eu sim, mas... E o Draco? — Harry estava realmente confuso, porque ele estava alí afinal.

— Por que eu sei que ele não deixaria você vir sozinho e Draco seria o primeiro a descobrir sobre tudo sem ser da minha boca então tanto faz. — KyungSoo continuou comendo, suspirando cansado. — Seus sonhos, Harry... São do meu irmão mais velho.

Um silêncio se instalou alí, apenas o som de KyungSoo mastigando podia ser ouvido durante três minutos inteiros. Draco tentava imaginar todas as possíveis explicações que viriam, Harry ainda estava tentando entender se havia ouvido direito, mas sim, ele tinha. Mcgonagall apenas observava quieta, também querendo saber todos os minimos detalhes de toda aquela explicação.

— Disso eu entendi.... Mas... Por que o seu irmão?

KyungSoo suspirou, deixando a comida de lado e dessa vez JongIn não disse nada sobre ele ter de comer, apenas trouxe o fada para mais perto de si.

— O nome dele é Yixing, meus pais em uma viajem para a China para visitar alguns parentes o acharam, bem, ele estava em uma situação parecida a de Harry na casa dos tios. A questão era que os pais dele tinham sido mortos e ele foi jogado na casa do tio, e ninguém nos contatou. De primeira pensaram que ele era um aborto e por isso ficou ali... Mas ele não era. Ele era metamorfomago, tinha o cabelo roxo quando o conheceram, e além disso,  tinha o sangue de uma linhagem antiga de fadas... — Parou por um tempo, respirando fundo e tentando se concentrar para não chorar na frente deles. — Eles pegaram a guarda dele e o levou para a Coréia, eu já era nascido e adorei ele desde que chegou em nossa casa... Mas ele era estranho. Parecia ser forte demais. Era suspeito. Ele era inteligente, corajoso e astuto demais para alguém que acabou na Hufflepuff. — Ele suspirou pesadamente, olhando para o longe e continuou alguns segundos depois. — Quando eu entrei para Hogwarts ele estava em seu terceiro ano e mesmo em casas diferentes me ajudou com tudo que podia e cuidou de mim.... Em resumo da história, Yixing era muito mais forte do que deveria. Mesmo já em seu quinto ano ele ainda tinha explosões de magia e isso não era normal, não era nada normal.

“Claro que não acontecia com frequência, Yixing sempre foi sensato e controlado, como também extremamente calmo. No seu último ano, um monte de gente queria o Yixing, no sentido de usar o sangue dele para fazer poções malucas as quais eu não gosto nada de saber sobre, diziam que o sangue dele podia fazer algo para trazer o carinha sem nariz de volta, baboseira na minha opinião, mas que pode deixar alguém muito forte, ah sim, pode.”

Ele deu mais uma longa pausa, tentando lembrar de todos os detalhes necessários que deveria contar para eles, todos os possíveis no momento. Não podia esquecer nada, poderia ser muito perigoso esquecer.

— Yixing sumiu um mês antes da guerra acabar. Pensamos que ele tinha fugido com o namorado por ele provavelmente ter engravidado... Besteira novamente, o Jun foi encontrado todo machucado duas semanas depois. E nada do meu irmão... Bem, até agora. Para ele é fácil se comunicar com alguém pela mente ou por sonhos, como já disse, ele era muito inteligente, mais do que sua amiga, mais do que a maioria dos Ravenclaws e muito forte. Aquela  menina, é o Yixing, metaformado, mas é ele. Provavelmente esta se passando por outra pessoa, mas ele não vai aguentar ficar naquela forma por muito mais tempo. — E aquilo foi o maximo que ele conseguiu falar antes da voz embargar e começar a chorar, as mãos no rosto e com um braço de JongIn ao redor de seu corpo, tentando o acalmar.

— Resumindo... — Draco começou, minutos depois de KyungSoo começar a chorar. — Cara mal, irmão sequestrado, poções com sangue e ano escolar normal indo pro espaço?

Aquilo fez um pequeno sorriso brotar no rosto de todos, mas a tristeza foi maior, o medo e o cansaço das batalhas também.

— Não queriamos incomodar, só...

— Eu vou ajudar. — Harry disse finalmente, olhando para os dois coreanos de forma séria e decidida. — Vou fazer o que eu puder. Eu prometo.

Ninguém tentou contradize-lo, faria algo mudar? Não, Harry não mudaria de ideia e continuaria a querer ajuda-los e iria, era mais fácil apenas deixa-lo fazer o que queria. Mcgonagall foi embora ao ser chamada por culpa de alguns problemas, Harry e Draco só foram embora assim que Madame Pomfrey decidiu que os professores já tiveram muitas visitas e emoções por aquele dia, mas Draco ainda precisava falar sobre algo, por isso deu Harry ao primeiro amigo que achou – Neville – e voltou em disparado para a enfermaria. Tinha algo a dizer que era importante demais para esperar, sem vistas de Madame Pomfrev se aproximou do leito deles.

— O que houve Draco? — Foi JongIn, nem mesmo havia lhe olhado, estava de costas e cuidava de KyungSoo com cuidado.

— Eu quero que me ajude. — As palavras saíram tão incertas, tão inseguras do que deveriam e o que queriam passar.

— Ajudar? — KyungSoo o encarou, com um sorriso pequeno. — Com o que? Você é um Malfoy, sabia todas as azarações possíveis antes do 6° ano e no 1° lançou um feitiço de corpo preso perfeito. Com o que eu lhe ajudaria a essa altura?

Draco pensou um pouco no que falar e mesmo que não passasse tudo o que sentia no momento, pareceu ser o suficiente para os dois:

— Quero que... Quero poder protege-lo. Eu quero poder ajuda-lo quando tivermos de enfrentar alguém, eu quero proteger o Harry e meus amigos atrapalhados. Eu quero e preciso ser mais forte.





Do e Kim sorriam um para o outro com nostalgia, como se já tivessem ouvido isso em algum outro lugar, a alguns anos. 


Notas Finais


Foi isso meus amores! Tá um pouco tarde? Pra mim que tenho sono as 19 horas está sim, mas tudo bem!
Espero que tenham gostado do capítulo! E eu só digo que há muitas coisas vindo por ai, sério, muitas coisas em muitos sentidos!
Provavelmente sábado vai acabar sendo dia fixo de postagem, mas não prometo nada, viu?
Por favor comentem, okay? Adoro interagir com vocês!
Beijooos!

Byebye~


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