História Harry Potter e os entes amaldiçoados - Capítulo 25


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Categorias Harry Potter
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A herdeira se revela aos Comensais da Morte e conclama os seguidores do mal a uma nova ordem. Será que eles a seguirão?

Capítulo 25 - O retorno dos Comensais da Morte


       O retorno dos Comensais da Morte

 

            A velha  “Casa dos Riddle” ainda se mantinha  imponente no alto da colina, outrora opulenta e vistosa, jazia agora entre escombros e teias de aranha, a umidade e decrepitude tomando conta do prédio. Mas esta noite havia luz por detrás das tabuas nas janelas. A sala de jantar parecia ter sido recém arrumada, tudo  estava em perfeita ordem, o  candelabro lançando claridades multicores com suas luzes em forma de gotas fosforescendo sobre a mesa dava um ar de refinamento ao ambiente.

Delfine observou o lugar. Pensou em como deveria ter sido a vida de seus antepassados, os Riddle foram muito ricos, donos de muitas terras, tiveram uma vida privilegiada, cheia de facilidades. Em nada se parecia com a vida dura que ela tivera desde criança. Entendia como seu pai se sentira quando aniquilara todos eles. Sim, aquele era o lugar ideal para reunir o grupo, não havia palco melhor do que aquela casa e a cidade de Litlle Hangleton para o show daquela noite.

_ Peter!

_ Sim, milady.

_ Dê-me o  braço_ o tom imperioso não permitia recusa.

O contato da varinha com a tatuagem ressaltou a imagem da marca negra. Em instantes vultos foram se materializando, longas capas negras e máscaras escondiam suas identidades. Enquanto aumentava o  número de participantes Peter  Pettigrew desaparatou.

 

            Os  Comensais permaneceram imóveis e silenciosos, não sabiam o que esperar. A jovem que os olhava não demonstrava qualquer sinal de perturbação, tinha olhos agudos e exalava uma aura de poder  que os intimidava. O silêncio se estendia, eles aguardavam. Delfine não mostrava pressa, seus movimentos eram calculados. Andou lentamente até os homens, olhou-os nos olhos, o silêncio prolongado os incomodava, mas ela não tinha pressa, havia esperado muito por este dia.

_ Quem é você e o que quer de nós?_Lucio Malfoy falava com autoridade, parecia não ter se intimidado com a jovem.

            _ Você pode não saber quem eu sou Lucio, mas eu sei muito bem quem é você, quem é sua família e o que vocês fizeram..._ a frieza na voz da garota e a dureza no olhar o fizeram recuar.

            Os outros comensais assistiam a tudo atentamente e perceberam o momento em que Lucio deu um pequeno passo para trás, como se tivesse sido atingido por uma chicotada invisível. Ele chegou a abrir a boca para replicar mais foi bruscamente interrompido.

            _Imperius!

            O feitiço atingiu-o  em cheio, a máscara  foi arrancada com um gesto de varinha e expôs a expressão abobalhada e servil. Os outros acompanharam com incredulidade, não sabiam o que a garota faria.

            _ Então Lucio, você foi um covarde, não foi? Vai negar que saiu correndo de medo em Hogwarts? Que se escondeu como um rato depois da queda de seu Lord? Vai negar que aquela sua esposa traiu o mestre? Que mentiu sobre a morte de Potter?  Responda, seu verme!

            _Sim, é verdade, mas foi para salvar nosso filho. E fugimos, mas o mestre já havia caído, não podíamos fazer mais nada.

            A maldição Imperius não o deixava mentir, os outros ouviram sem reagir, sentiam que o ódio da garota era muito grande e não queriam que se voltasse contra eles.

            _ Ora, não se preocupem, as coisas serão consertadas, os traidores pagarão e seus descendentes também.

            _ Pensem, senhores, para quem devem sua lealdade, tenho certeza que todos vocês prezam pelos seus, devem ser responsáveis por eles, pela segurança deles...

            Uma gargalhada seguiu-se e ecoou pelo recinto, era um som bem conhecido deles, parecia emanar do passado, como se a própria Bellatriz tivesse levantado do túmulo.

            _ Bem,  senhores eu os convido a sentarem-se. Yaxlew, Walden, Ticknesse, Rowle, Travers, Gibon e até você Malfoy _ como se fossem alunos obedientes cada um deles tomou lugar à mesa. Delfine sentou-se à cabeceira, olhou um de cada vez  com olhos penetrantes.

            _ Creio que tenham ouvido rumores sobre o herdeiro, na verdade herdeira, eu sou Delfine Riddle, herdeira de Tom Riddle... e de Bellatriz Lestrange. Por anos estive na clandestinidade, me preparando para este momento. Agora estou pronta para me vingar daqueles que impediram os planos de dominação do meu pai. Quero que a sua vontade seja feita, vou criar a sociedade que ele pensou, onde os  melhores estejam no comando, vou acabar com esta mania do Ministério de misturar trouxas e bruxos como se fossem iguais. Vou desbancar esses sangues –ruins que se acham no poder, vamos purificar a nossa raça. Seja pelos meios que forem necessários eu chegarei ao meu objetivo, e quero que os senhores retomem sua posição na sociedade, sei que estão obscurecidos no meio bruxo, mas garanto que isto pode mudar. Vocês serão respeitados e temidos novamente.

            _ Mas e quanto ao Ministério da Magia, eles não vão deixar barato, quem nos garante que não seremos presos e condenados?_ Yaxlew parecia duvidar da liderança de Delfine.

            _ Em breve o Ministério sofrerá perdas irreparáveis e ficará desestabilizado, então será nossa vez de agir. Tenho planos e estou trabalhando nisso.

            Walden Macnair  encarou-a com descrédito, não estava com intenção de seguir ordens de uma garota desconhecida com pretensões de grandeza, ousou enfrentá-la_ E se não quisermos seguir suas ordens, afinal nem a conhecemos direito! Para mim você não passa de uma garotinha que mal deixou as fraldas e acha que pode mandar em nós com pretexto de ser filha do Mestre. Afinal você pode ser apenas  uma maluca.

            Alguns risos eclodiram pela sala e os homens começaram a falar todos ao mesmo tempo em apoio ao que Walden havia dito.

            Num gesto brusco Delfine apontou a varinha para Macnair _ Crucius!_ O homem se contorceu , caiu de costas no tapete enquanto seu rosto, despojado da máscara,  se transformava em uma careta de dor.

            Os outros se levantaram, Gibon, Travers e Rowle sacaram as varinhas. Antes que pudessem usá-las Delfine os desarmou apenas com um gesto, as varinhas voaram para longe, os outros apenas observaram. Walden jazia desacordado, imóvel sobre o tapete.

            _ Senhores, sejam educados, não costumo ter tanta paciência, sugiro que pensem na proposta que lhes fiz , vou relevar este incidente porque é nosso primeiro encontro.  Agora quero que conheçam meu amigo.

            Usando seu dom de ofidioglota  ela evocou: _ Venha Ruffus, conheça meus novos amigos _lentamente uma enorme cobra branca com manchas marrons rastejou entre os pés dos convidados, parou em frente ao corpo inconsciente de Macnair.  Delfine volta a falar com o animal  que segue até seu lado e com movimentos ondulantes se acomoda sob sua cadeira. Os olhos de todos acompanham a enorme serpente com assombro. Nesse instante Walden  abre os olhos, parece confuso, mas não há mais sinais de resistência em sua atitude. Senta-se e olha para a cobra aos pés de Delfine, não se atreve a abrir a boca.

            _Estão dispensados senhores, mas em breve nos encontraremos, sugiro que fiquem atentos aos acontecimentos que virão. 

            Depois que eles se foram ela ficou um longo tempo degustando o bom vinho que Peter lhe serviu ao retornar de sua missão. O ar de contentamento deixou Peter com a certeza de que Delfine havia conseguido convencer os homens de sua identidade e depois do que fizera hoje sabia que eles não teriam mais dúvidas sobre a “menina”.

 


Notas Finais


Quais serão os planos de Delfine para o retorno do mal?


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