História Hasu no hana - A Flor de Lótus - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Armin Arlert, Eren Jaeger, Historia Reiss, Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Armin, Attack On Titan, Eren, Levi, Mikasa, Rivamika, Romance, Universo Alternativo
Visualizações 58
Palavras 1.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!
Primeiramente, a imagem de capa da fanfic eu retirei da internet para usar de referência para a ambientação desta fic. Quem ficou curioso, ela é a entrada de um gastropub japonês chamado Izakaya!
Eu não sei fazer imagens de capa então por isso que todas as outras não tem. So sad.
O enredo é simples, mas me apaixonei pela idéia assim que comecei a escrever. Classifiquei como dezesseis anos mas sabem como é a vida de fã de rivamika, capaz de alterar para +18 daqui a pouco haha!
Espero que gostem!

Capítulo 1 - O espelho d'água


A rotina dos proprietários do restaurante Hasu no Hana (ou “Flor de Lótus”) começava sempre muito cedo: às cinco horas da manhã a jovem chef Mikasa Ackerman ia ao porto da cidade no mercado de peixes escolher produto a produto, participando dos leilões de peças especiais e sempre conseguindo bons preços. Armin Arlet era seu principal fornecedor e ela tinha plena certeza da qualidade dos produtos, afinal sabia que era fruto de pesca artesanal e que tudo que o loiro vendia era adquirido por ele próprio durante a madrugada no mar. Mikasa o conhecera em seu primeiro dia na feira de peixes e simpatizou imediatamente com o rapaz. Com o tempo, ele lhe contara que seu sonho desde pequeno era se aventurar pelos mares e viu na pesca um meio de sustento e de satisfazer seu sonho. A identificação fora mútua. Muitos não confiavam nele a princípio por ser jovem, mas se mostrou aos poucos muito bom no que fazia e já tinha uma clientela fiel.

Após a ida ao porto, Mika passava na distribuidora de alimentos da cidade para encomendar os demais ingredientes e finalizava todo dia em uma floricultura pequena, onde encomendava arranjos para a decoração do ambiente do restaurante. Por volta das 10h ela retornava ao restaurante, que já estava aberto recebendo as entregas de suas compras e organizando a limpeza para o dia, função desempenhada por Eren e a atendente, Christa.

Eren Jeager, o outro sócio, era também seu melhor amigo, praticamente um irmão. Se conheceram ainda no colégio e Jaeger foi o primeiro a apoiá-la quando contou o que respondera na orientação vocacional em seu primeiro ano do segundo grau: queria abrir um restaurante oriental. Por conta desse objetivo eles juntaram forças trabalhando durante todo ensino médio para arrecadar dinheiro para o restaurante, trabalhando durante as férias e também quando não estavam em época de provas. Assim, ao final do terceiro ano, já tinham dinheiro suficiente para investir num pequeno estabelecimento em uma parte relativamente charmosa da cidade. Como era uma área que estava em processo de investimento conseguiram um bom preço para a entrada, pagando as prestações que faltavam mês após mês, sagradamente.

Cinco anos se passaram e o pequeno restaurante agora ganhava prestígio, sendo comentado em alguns blogs na internet e tendo um visitantes fiéis. Se no começo o público parecia estranhar um sushi bar comandado por uma mulher - afinal, muito se fala como sendo uma profissão masculina por regra e isso certamente foi um empecilho no início - agora não passava de uma lembrança incômoda para seus sócios. Todos gostavam e elogiaram os pratos da jovem chefe Mikasa Ackerman.

 

Alguns bairros depois, mais tarde, em um hotel modesto do centro, Levi Rivaille encarava o envelope espalhado sobre a mesa de forma contrariada. Não gostava nem um pouco do trabalho que lhe passaram. Pegou novamente a foto da jovem de cabelos muito pretos, presos a um coque firme com a franja lateral presa de lado com uma faixa vermelha e branca presa na testa, um uniforme impecavelmente branco, posando ao lado de um rapaz, seu sócio, com um bonsai entre eles. Sua expressão indicava bastante confiança e por isso, somente por isso, Levi ainda tinha algum interesse neste caso em especial.

Rivaille, enquanto crítico gastronômico, teria motivos de sobra para falar mal do restaurante: os donos eram muito jovens, uma pirralha e um moleque chamado Eren Jaeger, além do óbvio fato de ser ela, e não o garoto, a responsável pelo manuseio dos peixes. Mãos femininas são quentes e não tão precisas quanto uma mão masculina, além do tamanho para o preparo de rolls e sushis. Só de repassar essas informações mentalmente Levi sentia raiva de estar ali. Bebericou o chá que pedira à recepção do hotel, arrependendo-se amargamente ao sentir o gosto de bebida pronta, sem aroma e sem o gosto que apreciava. Quis cuspir fora, mas se conteve e apenas revirou os olhos, passando as costas de sua mão direita sobre os lábios. Eram três restaurantes para avaliar em uma semana. Terminaria logo com este para poder se concentrar nos demais e assim poderia passar o resto da semana aproveitando a cidade aos custos do seu editor. Ao avaliar sua programação tomando forma ele pareceu se animar e então conferiu o relógio, vendo que eram quase 18h, tempo suficiente para aprontar-se e sair.

 

O restaurante por fora parecia realmente pequeno, mas tinha uma aura convidativa. As portas eram identicas a dos restaurantes tradicionais mas, em vez de papel, eram lajotinhas de vidro. Flâmulas vermelhas com os ideogramas que diziam “Seja bem vindo!” estavam dispostas em cima da porta de entrada e uma placa branca com letras pretas informavam o nome do local. Havia uma janela ao lado, que agora estava fechada, provavelmente para entregas ou serviços do tipo. Alguns vasos de plantas, dois letreiros luminosos, lanternas tradicionais japonesas em papel vermelho, mas nada de mau gosto. Ele adiantou-se alguns passos à frente, pensando que entrar seria bom visto que o frio do início do inverno começava a incomodar. Foi recepcionado por uma jovem mais baixa que ele, loira e com os cabelos presos num rabo de cavalo. Seu uniforme lhe caía muito bem, uma espécie de kimono moderno, todo em tons vermelhos e brancos, combinando com a decoração local. Em seu peito uma pequena plaquinha indicava seu nome: Christa.

- Boa noite, senhor. Seja bem vindo ao Flor de Lótus! - exclamou a garota de forma simpática e acolhedora - mesa para um?

- Sim, por favor - Levi a respondeu, sendo conduzido a uma mesa mais ao canto, porém com visão do sushi bar. Ele se acomodou, retirando o sobretudo que usava e colocando na cadeira à frente, sentando-se no sofazinho. Ela lhe entregou um cardápio, permanecendo alinhada a seu lado.

- O senhor já conhece nossa casa?

- Não, primeira vez.

- Gostaria de alguma sugestão?

- Não, nada por enquanto.

- Certo! Eu voltarei em instantes. Fique a vontade, por favor - e ela se retirou, deixando-o com o cardápio.

Discretamente, Rivaille passou a ponta dos dedos sobre a mesa, percebendo que estava completamente limpa. Isso era algo que certamente tiraria muitos pontos, visto que ele era extremamente exigente com higiene e limpeza. Já dera uma avaliação de uma estrela para um restaurante sem sequer comer, pelo fato de que os funcionários atravessaram o salão com um saco de lixo fechado. Na verdade, ele dera nota zero, mas seu editor não queria a reputação de carrasco para sua publicação. Isto eram apenas casos correntes e frequentes que tornavam o crítico Rivaille tão temido pelos estabelecimentos.

Ele olhou em volta, observando o local: toda a iluminação era feita em tons claros e amarelos, com lanternas japonesas dispostas estrategicamente. Haviam apenas cinco mesas para duas pessoas cada, mas que podiam ser unidas se necessário. Além disso, o sushibar ficava de frente à essas mesas junto a parede, com cinco banquinhos a frente para quem quisesse comer junto ao balcão. A casa estava relativamente com movimento. Duas meninas dividiam uma mesa duas depois ao seu lado e haviam três pessoas no balcão. Ele finalmente abriu o cardápio, reparando que até as opções eram mais tradicionais, embora tivesse um setor só de especiais. Haviam alguns pratos quentes, como nirá, guiozas e harumakis, porções de yakissoba também, mas a parte de destaque eram os rolls, sashimis e sushis. Ele escolheu uma combinação e estava pronto para pedir. Mal levantou os olhos para procurar a atendente e ela prontamente o observou, aproximando-se.

- Está pronto para pedir?

- Sim. Gostaria de um missoshiro para entrada e este combinado de vinte peças - ele indicou no cardápio, enquanto ela lançava os pedidos em seu smartphone.

- Acaso gostaria de provar uma entrada da casa como cortesia? Nossa chef preparou especialmente para hoje pequenos guiozas com recheio de carne de porco e nirá.

- Tudo bem, pode mandar trazer.

- Certo! Algo para beber?

- Sake. Gostaria de indicação da casa.

- Sim, senhor. Com licença, irei providenciar.

Ela se retirou, pegando o cardápio de volta e indo até o balcão. Pouco depois se aproximou, trazendo duas garrafas em uma bandeja, com dois pequenos copinhos de cerâmica. Pediu licença, servindo um pouquinho em cada um e os oferecendo a ele. Provou ambos, optando por um de gosto mais suave. Até agora não tinha do que reclamar, mas o mérito era da casa e não de sua chef.

Pela primeira vez desde que chegara ele olhou diretamente para o sushi bar e a encontrou com a mesma aparência que na fotografia que vira mais cedo, os cabelos bem presos e arrumados e a roupa bem passada. Não conseguia ver a preparação dali, mas era óbvio que ela parecia muito atenta.

Quando Christa voltou trazia sua bebida, o missoshiro e os tais bolinhos de porco e Levi se perguntava se havia feito o certo ao aceitar a cortesia. Ele não era muito fã de carne de porco desde que tivera uma indigestão terrível que o levara ao hospital por conta de um porco mal preparado. Se ele sofrera por dois dias de indigestão e lavagem estomacal, o pobre restaurante levou alguns meses para recuperar a clientela usual. Qual fora sua surpresa ao perceber que não apenas eram muito gostosos, como a combinação de sabores combinava muito bem. Ficou grato de ter recebido dois e anotou mentalmente que pediria mais dois, se houvesse a oportunidade. Quase concomitante com o final de sua entrada a atendente voltou com o pedido principal em um pequeno barquinho, muito bem disposto e arrumado. Havia uma bandeirinha do Japão presa ao barquinho, arranjos de abobrinha, nabo e cenoura.

O jantar transcorreu tranquilamente, enquanto ele degustava tranquilamente peça após peça, fazendo anotações mentais. Pessoas entravam e saiam, mas o clima era harmônico e Christa parecia dar conta de todos com desenvoltura. Quando acabou, pediu a conta, colocou o pagamento dentro e, antes de entregar a caderneta para sua atendente, resolveu perguntar:

- Você trabalha aqui há muito tempo?

- Estou aqui há dois anos, senhor. Trabalho no turno da tarde e noite.

- E quem prepara as refeições?

- Os próprios donos - ela respondeu parecendo satisfeita com aquilo, orgulhosa da casa onde trabalhava - O sr. Eren cuida dos pratos quentes e a chef Mikasa dos pratos frios - ela aceitou a comanda, colocando no bolso de sua roupa, sem conferir - Deseja algo mais?

- Não - ele se arrumou para levantar, pegando o casaco e guardando a carteira.

- Vou acompanhá-lo até a saída!

Enquanto andava para fora do restaurante, Levi olhou para o sushibar mais uma vez mas, neste momento, os olhos dele e da chef se cruzaram. Os dois mantiveram a observação, sem conseguir desviar os olhos um do outro, até que Levi estava fora do estabelecimento. Com certeza, o interesse fora mútuo, embora por motivos diferentes: Ele estava intrigado como uma mulher poderia ter feito o jantar que mereceria todas as cinco estrelas e ela quem era o homem de cabelos pretos e olhar intrigante que viera pela primeira vez ali.

 

Ao retornar ao hotel, Levi ainda estava pensando na noite que teve. Passara em uma loja de conveniências e comprara o melhor vinho que encontrada - mas longe do que normalmente consumiria - apenas para afastar o tédio modorrento do hotel até o dia seguinte. Serviu-se em um copo de vidro qualquer que achou em seu quarto e sentou-se de frente ao seu computador, ligando o notebook e encarando a tela em branco por praticamente quarenta minutos, não conseguindo escrever mais que o nome do restaurante na folha. Enquanto virava um copo atrás do outro, inquieto e disperso, não conseguia pensar em nada que sujasse a reputação do restaurante, ou mesmo que ameaçasse o ótimo serviço prestado. No terceiro copo fechou a tela do computador praguejando, os olhos da oriental vivos em sua memória, percebendo que teria de voltar no dia seguinte ao local. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...