História HaTe. - Capítulo 4


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Categorias Nirvana
Personagens Kurt Cobain, Personagens Originais
Tags Drama, Grunge, Kurt Cobain, Nirvana
Visualizações 27
Palavras 1.721
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aiiii eu sei q to sumida kkkkk
Mas... Ta aí mais um cap. :)
Espero que gostem :)

Capítulo 4 - Capítulo 4.


    Um mês. Um mês desde que tudo aconteceu. Por vezes, parecia que tinha se passado mais tempo, outras como agora, pareciam ter acabado de acontecer. A dor vinha tão silenciosa e cruel, porém, amiga. Tudo o que fazia era ficar neste quarto de hospital, sentado na poltrona, que inevitavelmente moldara-se ao meu corpo. Devo ter engordado uns poucos quilos, os remédios despertavam uma fome que nunca tive. Folhas de caderno preenchiam a mesinha de centro, enquanto o violão repousava em minhas pernas. Versos sobre a dor, perda e morte, juntavam- se a melodias tristes e raivosas, expressando toda a confusão dentro da minha alma.

Tanta coisa escrita. Ri amargo, ao pensar que tudo aquilo daria um belo álbum de estúdio, venderia como água, todos adoram uma boa propaganda, ainda mais depois de tudo. Imaginei os apresentadores dos vários canais de música, contando sobre o que o cd representaria, a dor que passava e a “volta por cima” de alguém condenado pelas drogas. Tocariam as faixas principais em pubs ou galpões, onde as pessoas empurrariam umas as outras, não importando-se com o depois.

O copo com chá esquenta minha mão. Tomo um gole sentindo o liquido descer e, o calor preencher-me. Lágrimas que achei não ter mais, deslizaram solitárias, traçando seus caminhos. Procuro o maço de cigarros, acendendo um, tragando toda a nicotina possível. Escuto a porta abrir atrás de mim, não olho, sei que é Beth vindo retirar o café da manhã. Encaro a janela, fingindo ver a paisagem pelas grades, porém, sinto sua mão tocar levemente meu ombro, para depois subir e afagar meus cabelos, como uma mãe faria. Fecho os olhos sentindo o carinho que me é dirigido, isso me emociona, não estou acostumado a ser o alvo de demonstrações de afeto. Não sei quanto tempo se passou, apenas sei que minha alma se acalmou. Beth chamou-me suavemente.

- Kurt, sei que está gostando do carinho, mas, tenho notícias para lhe trazer. – Disse sorrindo, ao me ver tão relaxado. Suspirei alto, erguendo a cabeça até encontrar seu olhar, que transmitia um pouco de ansiedade. Cerrei os olhos, esperando que continuasse, o que ela prontamente fez. – Sabemos o quanto você está se esforçando, e esse tempo aqui na clínica foi para o seu bem meu querido, ainda mais depois de tudo que passou. - Beth parecia desconfortável ao tocar nesse assunto. – Bem... doutor Bolton quer ter uma palavrinha com você, se quiser podemos ir agora.

Pisquei algumas vezes, encarando-a, levantei da poltrona, passando as mãos nos cabelos, tentando estar o mais decente possível. Doutor Bolton era o psicólogo e chefe da área psiquiátrica do hospital, passei por algumas consultas com ele nesse meio tempo, mas, hoje não era dia de consulta, o que me deixa curioso e um pouco aflito, no entanto, procuro mascarar as dúvidas que rondam minha mente. Adianto-me á porta, esperando silenciosamente pela mulher baixinha que me ajudou até ali, não só por obrigação como imaginei no princípio, mas por uma afeição genuína, que ainda não sei de onde se originou.

O corredor é claro, e tem cheiro de limpeza profunda, sinto um pouco de frio, involuntariamente abraçando á mim mesmo. Um desconforto surgi dentro do meu estômago, minha gengiva coça, como sempre acontece quando estou ansioso, principalmente por antecipação. Sinto os olhares curiosos de alguns pacientes e funcionários, já que desde que cheguei, foram poucas as pessoas que tive contato. Após um tempo que me pareceu infinito, Beth parou e bateu suavemente em uma discreta porta branca, onde uma placa com o nome Dr. Frederick Bolton, indicava que havíamos chegado. Segundos se passaram até que uma voz nos mandasse entrar, Beth deu-me um sorriso reconfortante, como se quisesse dizer que tudo ficaria bem, afagou meu braços algumas vezes, antes de se virar e continuar seu caminho, por entre os corredores hostis. Respirei fundo virando a maçaneta e entrando no consultório. O rosto coberto por uma barba branca olhou-me atentamente antes de sorrir e cumprimentar-me.

- Olá Kurt, é bom vê-lo. – O médico já estava em pé. - Venha e sente-se meu rapaz, precisamos conversar um pouco. – seu tom era brando como sempre. Sentei, esperando o que viria á seguir. – Como sabe, nesse tempo estando aqui conosco, nosso método de recuperação é baseado na confiança em relação aos pacientes. Se demostrarem realmente a força de vontade ao querer recuperar-se, nossa relação somente será melhor e mais rápida. – Dr. Bolton encarava-me profundamente, e sem perceber, me encolhi um pouco, desconfortável. – Você deve estar querendo saber onde quero chegar com isso, não? – o homem soltou um riso fraco antes de continuar. – Bem... sabemos o quanto você está esforçando-se, independente de seus motivos para isso. Também sabemos que sendo alguém famoso, tivemos que adaptar algumas de nossas regras, mas, tudo para que você pudesse melhorar e, você demonstrou essas melhoras Kurt, ainda sabemos que há muito o que fazer, pois todos os dias terá escolhas, a de ficar limpo, ou regressar todo o progresso feito até aqui, mesmo não sendo tanto tempo. – sinto minha respiração pesar, encaro a mesa de madeira, concentrando-me nos vincos. – Trouxe você aqui hoje, para dar-lhe a notícia de sua saída. – meu olhar recaí sobre o homem á minha frente, seus olhos de um castanho escuro, por trás de óculos, nada revelam além do olhar sem julgamentos. – Sabemos que não será fácil como disse anteriormente, porém, tenho fé em você Kurt, se saíra bem. Somente tenho que lhe passar algumas coisas antes de liberar-lhe, como as consultas com o psicólogo, que continuarão, mas, não comigo. Indicarei um colega, irá gostar dele. – um cartão de visitas foi me dado, guardei-o no bolso da calça sem me importar em ler o nome. – Também é importante lembrar que terá um acompanhamento nosso, o visitaremos frequentemente para verificar se estará se saindo bem, e por último haverá consultas de rotina, aqui mesmo no hospital, apenas para acompanharmos sua recuperação. E Kurt, sei que está preocupado com sua filha. Saiba que poderá ter a guarda dela novamente, somente fique na linha meu rapaz. – Dr. Bolton sorria satisfeito enquanto levantava-se, a deixa para eu fazer o mesmo, me dirigindo a porta.

- Adeus Dr. – disse antes de sair para o corredor branco e vazio, exceto por Beth que me esperava sorridente.

- Como foi meu querido? – a mulher baixinha parecia animada, pegando e dando palminhas nas costas das minhas mãos. – Deve estar contente por poder ir embora, logo mais verá Frances novamente, os filhos são nossa vida. – percebi que o olhar de Beth perdeu-se por alguns segundos, antes de voltar sua atenção para o corredor, ditando o caminho de volta.

O percurso foi pareceu mais rápido dessa vez, o silêncio nos fazendo companhia. Entrei no quarto lentamente, parando e olhando em volta. Seria essa a última vez? Desejava que sim. Comecei a arrumar as poucas coisas que pertenciam-me, Beth que estava observando-me da porta, apenas afastou-se e seguiu pelo corredor. Poucos minutos se passaram, e eu já havia arrumado minhas coisas. Sentei-me na cama, á esperar, meu olhar passeia por entre os móveis, o teto, e o chão. Ascendo um cigarro, encostando minha cabeça na parede, esticando as pernas preguiçosamente em cima na cama, só restava-me esperar, já que obviamente, alguém deveria ter ligado para Carl, que a essa altura estaria á caminho. Não sei quanto tempo se passou enquanto estava contando as imperfeições das paredes, somente ouvi o bater da porta, tirando-me de minha distração. Esperei que entrassem, vendo o rosto de meu amigo com um leve sorriso, parando de frente a cama.

- Pronto para ir embora? – Carl pergunta-me, pegando a mala aos meus pés.

- Nem um pouco. – uma risada debochada deixa meus lábios, o homem á minha frente ri comigo enquanto levanto e, me encaminho á porta. Olho uma última vez o quarto antes de ir, seguindo Carl para uma das saídas alternativas do hospital, onde encontro Beth esperando-me enquanto fuma um cigarro. Ela me olha divertida, como uma criança pega fazendo travessuras.

- Todos temos nossos vícios querido. Não me olhe assim! – disse falsamente ofendida a mulher que me ajudou com sua afeição. – Oh Kurt! Sentirei sua falta! – senti os braços de Beth circundando-me em um abraço apertado. Não me dei conta de que também estava abraçando-lhe fortemente, um nó crescendo em minha garganta, juntos com as lágrimas que formavam-se em meus olhos. Fechei-os fortemente, na tentativa de recuperar o controle dos meus sentimentos. Respirei fundo algumas vezes antes de abri-los novamente. Nesse momento um pedaço de papel foi empurrado para as minhas mãos, Beth ficou na ponta dos pés, e deu-me um beijo longo na bochecha, como uma mãe faria. Uma lágrima solitária maculou a face bondosa da mulher, enquanto acariciava meus cabelos oleosos. Quase protestei quando sua mão afastou-se, deixando uma sensação vazia e fria. Beth começou a se afastar lentamente, mas, eu segurei seu braço firmemente, encarando-a por algum tempo antes da certeza de que poderia falar sem falhas.

- Muito obrigado. – Eram só duas palavras, mas meu olhar transmitia tudo o que eu não consegui dizer, e sabia que Beth havia entendido, pois mais lágrimas traçavam caminhos difusos em seu rosto. Dei- lhe um sorriso sincero, como há muito não fazia, antes de dar-lhe as costas e encontrar o olhar de Carl, dizendo que tudo ficaria bem. Eu realmente rezava para que tudo desse certo, eu só teria mais essa chance de concertar minha vida, e mesmo não merecendo, receberei de bom grado, não por mim, mas por Frances, minha única razão de viver.

Entro no carro, Carl passa-me meus óculos escuros. O dia está ensolarado, coisa rara em Seattle, ascendo um cigarro e abro a janela, pego o papel que Beth me deu no bolso da calça, ali escrito caprichosamente, um número de telefone e uma frase “ligue quando precisar”. Um sorriso suave desponta em meus lábios, e uma sensação de que não estou sozinho me preenche. Abro o vidro do passageiro, liberando a fumaça acumulada, enquanto cantarolo a música no rádio. Vejo os paparazzi de vigília na entrada principal. Quanto tempo mais até descobrirem que fui embora? Realmente não me importo. Somente quero aproveitar o agora, antes de cair na mortal realidade novamente. Aumento o volume do rádio, fecho os olhos ao mesmo tempo que minha cabeça pende para trás, e apenas sinto, como há muito não sentia. A vida.

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Notas Finais


Prometo que as coisas vão melhorando kkkkkkk


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