História Haunted - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V), Personagens Originais
Tags Age Play, Bangtan Boys (BTS), Ddlg, Fantasma, Kim Taehyung, Romance, V Bts, Yandere
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Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - O Começo do Fim II


Quando as coisas ficaram feias, NooRi estava em seu quarto, sedada e praticamente entubada, a espera da cirurgia e posterior tratamento alternativo revolucionário do Dr. Han. 

Mas óbvio que a menina não sabia que o médico havia sido morto friamente por sua tia Suzy, assim como o resto da equipe médica que ousou atendê-la. Assim, ela foi deixada para degradar em total solidão e descaso, com seu estado a continuamente piorar.




 

° ♧ °




 

- Com licença, você quer alguma coisa? 

A jovem abriu os olhos com dificuldade. Mesmo piscando e mantendo o foco por bons minutos, sua visão estava lesada e ela via contornos embaçados, mas com cores, de sua própria realidade física. Tentou mexer o corpo, virá-lo em direção do som, mas sua dupla região pulmonar doía muito e ela não conseguia respirar ao se mover. Seus dedos estavam gelados e seu corpo, descoberto. 

- Mais… perto… - Noori sussurrou para a pessoa desconhecida. 

Não se ouviu som de passo algum, mas logo uma forma pequena, quase do mesmo tamanho ou um pouco menor que NooRi, a qual ela tinha imensa dificuldade de discernir as feições, mas claramente uma jovem moça, passou as mãos pequenas e gordinhas sob os olhos da outra, como que para comprovar sua cegueira.

- Ela deu óleo-de-papa-selvagem pra você, não foi? 

… O que voc…? 

- Eu vejo daqui. E também… esse cheiro asqueroso do óleo está impregnado em algumas coisas do seu quarto. Mas afinal, por que você deixou? 

-… - ela já não tinha fôlego para dialogar, nem calma, ao perceber que estava um pouco cega e que isso acontecera de forma intencional. 

- Oh. Desculpe. Esqueci que ele também age no sistema respiratório, um múltiplo destruidor, isso que ele é. Mas não se preocupe, eu te ajudo! - e logo a acamada sentiu-se ser tocada levemente no peito, mãos espalmadas sob este, e um calor suave começou a chegar aos seus pulmões, ventilando sua corrente sanguínea, como se trazendo um ar fresco para suas narinas, que ela expeliu com gratidão. Respirou fundo.

Ao abrir os olhos de novo, já podia enxergar com clareza. Seu peito não doía mais ao se mexer. E as mãos haviam sumido.

Olhou em volta do quarto, esquadrinhando a partir da sua direita. Do lado de fora, tudo estava assustadoramente escuro, com apenas uma luz distante do corredor chegava em feixes vagos pela janela, e algumas cobertas estavam jogadas sob uma poltrona. Eram de sua mãe.

Ao virar para a esquerda, ela a viu. 

Era uma menina. 

Se algum dia Noori teve medo de ver fantasmas, sempre foi porque achava que todos eram assustadores e agressivos como nos filmes asiáticos que ela via com seu pai quando mais nova. Aquelas coisas vinham de filmes de terror pesados, mas aquela menina não parecia ter saído de um desses, apesar que sim, ela era uma aparição sobrenatural.

Ela estava encolhida na fresta da parede, na exata conjunção das duas paredes, de joelhos, a pele assustadoramente pálida, com roupas comuns, os olhos normais, o cabelo preso em coque e escondido sob uma boina. Ela parecia só muito pálida, quase cadavérica, e assustou a menina Im ao colocar um dedo na frente da boca fechada, pedindo silêncio. 

Ao ouvir passos, NooRi deitou-se novamente, mas virada para o lado da menina. Elas ficaram se encarando. 

- NOORI! FILHA! - era a voz abafada de JangMi, parecendo muito nervosa. 

- Cale a boca, idiota, não queremos correr o risco de sua fedelha acordar. 

- Como você pôde?! A Ordem… eles nunca serviriam você! Eu sou a líder espiritual!

- Você foi a líder espiritual no passado, antes de nos abandonar em nome do seu "conto de fadas de redenção" nos EUA junto de seu marido e a fedelha. Ficamos aqui sofrendo com as calamidades e diabruras de Taehyung, que mesmo estando selado, ainda tinha poder forte o bastante para nos atacar. Mas você não; você foi morar fora, se casou com nosso melhor médium e teve uma filha. É claro que eu não podia deixar sua vida ser perfeita - por que acha que Noori nasceu tão doente? 

- MALDITA! Você..!

- Silêncio. Maldita aqui é você, não acha? Ora, JangMi, você sacrificou uma criança inocente na juventude apenas para conseguir poder, fez inúmeros rituais e feitiços proibidos, tudo por poder. Se Taehyung existe, irmãzinha, você é responsável. Tudo isso, até onde estamos agora, é produto do que você plantou.

- Se o que está falando é verdade, você não é tão melhor que eu. Pelo menos me arrependi do que fiz; você não passava de uma cobra esperando o momento certo para nos picar! Acha que não lembro como você ficava perto do meu marido, o jeito que olhava minha filha? Por amor a nossa irmandade, eu me ceguei e acreditei que você apenas nos amava como família.

- Ah, irmã, você sempre foi burra! Lerda! Mas tudo terá sua ordem natural restabelecida depois que Taehyung quebrar o selo e vier atrás da Ordem. Estaremos esperando por ele. 

- Não tem ideia do poder de Taehyung… ele vai…

- Nos destruir? Espere e verá.

- NOORI!

Noori tapou os próprios ouvidos ao ouvir os gritos da mãe e se recusou a prestar atenção em qualquer coisa, até que a menina-fantasma lhe estendeu uma lancheira aberta da My Melody*, que continha arroz frito à moda coreana, bolinhos chineses recheados com queijo e kimchi, uma omelete com um pouco de molho de pimenta Samyang, um pedaço redondo de carne bulgogi, um tofu médio, algumas folhas de alface, couve e rúcula, 1 tomate, um frasco pequeno de óleo de gergelim fermentado e torrado* e alguns bolinhos de feijão-musgo. 

- Isso é seu? - Noori questionou a outra. 

- Sim, minha lancheira. Eu sou Sook. Eu estava te perguntando se você quer alguma coisa. 

- Você é um fantasma? - indagou, meio receosa. 

A menina sorriu de modo malicioso, de uma travessura quase infantil. 

- Talvez. 

- Então eu não posso comer sua comida, ela é fantasma.

- Não, boba, toque nela. É real. Papa nunca me dá comida fantasma, nem me deixa comer. Não é bom pra mim, mas como eu esqueci onde tinha deixado minha lancheira, acabei tendo que comer… espero que nenhum dos dois descubra. E também espero que não faça mal. 

- Papa?

- É meu pai, mas de certa forma também não é. Não sei se você entenderia. Cuida de mim, me dá comida e me protege.

Noori colheu um bolinho chinês e o enfiou na boca para esconder o calor nas bochechas. Abaixou a cabeça. 

- Acho que sei… o que você diz. 

Sook a olhou de forma curiosa. 

- Então você tem um pai também? No meu caso, são dois. Papa 1 e Papa 2. Eles são muito diferentes, mas quando estão bravos comigos, não sei quem é pior. Papa 2 sempre me assusta quando fica bravo, ele está sempre sorrindo e brincando, então é estranho vê-lo sério. 

- Oh. - Sook ia falando, enquanto ambas dividiam a comida como velhas conhecidas. - Você está perdida? 

- Também. Eu vim do Mundo Espiritual e no caminho perdi minhas coisas. Prometi que iria a um lugar, mas não sabia mais onde ficava. Então fui vagando por aí. Nem sei como vim parar aqui, de todo modo. 

- Quantos anos você tem?

A moça abriu as mãos cheinhas, mas parecia ter perdido a conta entre os dedos. 

- Eu não me lembro mais. 

- Como vai voltar pra casa? 

Ela surrupiou o último bolinho de feijão-musgo e o mastigou com uma cara de amargor.

- Provavelmente vou ter que esperar alguém me achar. Eu também não lembro o caminho de casa. É isso que dá vir para o mundo dos vivos de forma forçada e despreparada, e ficar muito tempo aqui. Agora… é melhor ficarmos quietas. Alguém está vindo.

Logo surgiu tia Suzy, usando um longo manto azul-escuro de camurça com capuz. Ela se aproximou da Noori, que fingia ter acordado há pouco tempo e ainda deitada imóvel na cama. Sook havia desaparecido.

- Retire a roupa, garota. A cerimônia vai começar. 

- O que? 

- Você é surda?! Fique nua e coloque isso. E saia deste quarto em exatos quatro minutos, ou eu vou te puxar pelos cabelos até lá.

- Tia Suzy…

- Não me chame de tia, sua retardada! Se troque logo! 

Ela foi para o lado de fora. Algumas lágrimas caíram do rosto de Im. 

- Eu te acompanharei. Se troque. Vai sair disso. - Sook tocou no rosto dela com suavidade. Ela se sentiu revigorada.

 


Notas Finais


My Melody = personagem da turma da Hello Kitty.
Óleo de gergelim fermentado e torraso = vulgo Shoyu.


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