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História Haus Private Investigator - Capítulo 3


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Notas do Autor


Hoje é sábado e dia de atualização dessa estória incrível!
Fiquem com mais um caso resolvido pela Jess J Haus

Capítulo 3 - O Roubo Dos Diamantes do Rei


Fanfic / Fanfiction Haus Private Investigator - Capítulo 3 - O Roubo Dos Diamantes do Rei

-O senhor está me dizendo que os seus diamantes guardados num banco de altíssima segurança foram roubados? E só eles?

-Pelo que me passaram no banco, sim, senhorita Haus. – Eu olhava para o senhor Ji na minha frente sem acreditar muito. Eu tinha deixado o Bin Kwan na cama dormindo para atendê-lo e o tal senhor engomado me faz isso.

-Pode me dizer como eram os diamantes?

-Eles eram conhecidos como os Diamantes do Rei. Está na minha família a gerações. Conta se que eles pertenceram a um rei e foram um presente desse rei à minha família. Por isso eles têm esse nome. Eu pretendia leiloá-los e doar o dinheiro para a caridade. Eram sete diamantes, dois rosas de 12 quilates cada, os outros brancos, 2 de 30 quilates, 2 de 35 e um de quarenta. – Pelo meu baixíssimo conhecimento de pedras preciosas era muito quilate e o conjunto deveria ser caríssimo. Eu começaria vendo leilões ilegais na internet para ver se eu encontrava algum engraçadinho tentando lucrar em cima do fruto do seu roubo. O que uma pessoa sensata faria. Também ninguém rouba diamantes com o nome Diamantes do Rei para ficar admirando. Com certeza, vai querer vender as pedras para converter em muito dinheiro de preferência, o máximo que conseguisse.

-Sabe me dizer em quanto estava avaliado o conjunto todo? – Ter uma ideia de preço ajudava na hora da pesquisa.

-O conjunto total estava avaliado em 40 milhões de dólares, mas esperava arrecadar cerca de 60 a 70 milhões de dólares, as pessoas tendem a ser generosas com a caridade. – Aquilo sim era muito dinheiro, nem eu sonhava com esse tanto de zero na minha conta algum dia. Esperava que o ladrão fosse esperto e não tivesse aparecido em nenhuma câmera de segurança.

-Alguém além do senhor tinha acesso a senha do cofre?

-Somente eu e mudava a senha periodicamente, ah sim e o meu gerente do banco, mas não o considero um suspeito.

-O senhor tem alguém em mente?

-Posso pensar em algumas pessoas que poderiam ter acesso a senha. – Ele anotou cerca de cinco nomes, deviam ser secretários ou funcionários do banco. Eu teria que investigar cada um deles com muita cautela e vê quem poderia ser. Mas acho que um bom caminho para começar é vendo os leilões ilegais. Quem quer que tenha os roubado, por peso na consciência vai querer vender e logo. Já que deve estar precisando e muito do dinheiro. Então alguém endividado é um bom caminho para se conseguir algum suspeito.

Quando o senhor Ji, saiu que eu ouvi Bin Kwan se levantar e começar a preparar um café da manhã tarde para nós. Eu me aproximei dele na cozinha e o abracei por trás passando os meus braços pela cintura dele. Amava com todas as forças a companhia dele. Parecia que ele espantava os meus pesadelos, eu só conseguia dormir calma com ele ao meu lado. Nada de sono agitado, então eu gostava quando ele aparecia e eu podia dormir abraçada e aconchegada a ele. Só esperava não acabar grávida nessa brincadeira. Apesar que sempre nos protegíamos. O Bin Kwan era toda a calmaria que eu precisava nessa vida de caçar bandido que eu levava.

-Dormiu bem Binnie?

-Como um bebê, Jess, cliente novo?

-Sim, ele quer que eu investigue um roubo. Parece que ainda hoje terei que ir ao banco onde os diamantes eram guardados. – Eu o soltei e fui me sentar à mesa.

-Qual banco?

-É um privado, estrangeiro e ultra seguro, nem sei como diamantes caríssimos poderiam ter sido roubados de lá, sendo que só o cara e o gerente tinham acesso direto a senha para a retirada.

-É bem confuso, isso sim... – Bin Kwan colocou a minha tigela de arroz na minha frente e se sentou ao meu lado com a dele na mão.

-O que vai fazer hoje? – Perguntei depois de ter colocado uma colherada de arroz na boca.

-Escrever a minha coluna semanal sobre o último homicídio resolvido pela polícia. Acho que você tem que achar um punhado de diamantes valiosos.

-Sim, mas acho que vou passar no orfanato que a Min Jae trabalha para vê-la, faz tempo que ela não aparece por aqui. Estou preocupada com ela.

-Ah! A sua amiga freira, fala que mandei um oi. – Eu ri baixinho e seguimos comendo. Nós dois nos vestimos e seguimos cada um para o seu lado. Preferi ir ver Min Jae primeiro. Estava mesmo preocupada com ela. Devia ter acabado por agora a primeira missa do dia.

Eu a encontrei arrumando a roupa de umas das crianças. O olhar dela era maternal para a criança e ela parecia muito conectada com Min Jae. Bem suspeito, até onde eu sei Min Jae era a menina mais comportada de todo o Diamond e muito fiel aos seus princípios. Não sei se engravidaria de alguém com o debut batendo na porta. Mas que o menino parecia estar conectado emocionalmente com ela, parecia.

Ela se levantou e acompanhou o caminhar da criança e depois se virou e me viu.

-Só tem dois motivos para o olhar que você tinha, ou você adotaria aquela criança se pudesse, ou você é a mãe dele. – Era um menino bonito e não sei por que ele me lembrou o nosso antigo manager. Eu vi Min Jae ficar instantaneamente vermelha como se tivesse sido pega no flagra. – Seja qual for a opção eu não te julgo Min Jae. Ah e o Bin Kwan mandou um oi.

-Ele é uma gracinha mesmo né? Acho que é um pouco a primeira opção. Ainda vendo o repórter Jo. Não vai me dizer que vocês estão dormindo juntos... – Min Jae estava sendo misteriosa, acho que ela não iria admitir nem tão cedo quem de fato era o menino. – Obrigada por não me julgar, Jess. Já me julgam demais pela minha decisão de ter me tornado freira, mas o que a traz aqui? – Ela tinha toda razão. Só porque ela era bonita não podia ser freira? Ela amava servir e era bem feliz com a sua decisão. Ela deu mais uma olhada por cima dos seus ombros para o menino que ela ajeitou a roupa mais cedo e fomos caminhando sem rumo.

-Queria ver a minha amiga, faz tempo que não vai me visitar, eu sinto a sua falta. E sim ando vendo o repórter Jo e sim estamos dormindo juntos a um tempinho já.

-Você sente falta é das compras que eu faço para você. – Ela suspirou, como se não acreditasse que eu tinha confirmado que estava dormindo com um cara. Desde quando sexo consentido é crime? – Só me promete que vai se proteger...

-Eu sou adulta, Min Jae, já tenho mais de 30 amos, eu sei que tenho que me proteger. As compras são importantes, mas gosto da sua companhia. Você é a única amiga da época Diamond que ainda fala comigo.

-As outras não têm mais tempo para nós. Afinal elas debutaram e são um grupo de sucesso com vários wins em todas as eras, são premiadas nacionalmente e internacionalmente, como podem ligar para duas ex trainees que nem tem mais chance de debutar?

-Tem razão... – Eu dei um suspiro chateado. Min Jae olhava para os seus sapatos e depois para mim. – Viu alguma das meninas recentemente? Digo sem ser pela televisão.

-A Dae Soo apareceu por aqui para se confessar, só falou com o padre e foi embora, mal a vi.

-Nem sabia que ela era católica.

-Nem eu. – Min Jae disse dando de ombros. Ela era pequena perto de mim, mesmo que passasse fácil dos 1,60. – Tem vezes que sinto falta delas, mesmo que estivéssemos treinando juntas, acabou que a nossa amizade firmou bastante. Foram quase dois anos nós sete, antes da entrada da Min Joo, Acho que ela assumiu o nome Ha Neul como o artístico dela. Eu lembro que a Han Hee só faltou morrer no dia que descobriu que você tinha sido cortada do grupo.

-Nós éramos bem apegadas mesmo, também dormíamos no mesmo quarto e eu era uma das mais velhas e ela a maknae que saiu cedo demais de casa. Eu era quase a irmã mais velha dela.

-Isso era mesmo. Acho que ela se chamou de Hee Min como nome artístico. – A minha amiga ponderou por um minuto se lembrando de quando fora dada a opção a elas de escolherem os seus nomes artísticos.

-Eu soube que ela queria usar JJ, uma forma de me homenagear, a empresa que não deixou. – Min Jae caiu na gargalhada.

-Pior que foi. Eu tenho algumas tarefas a fazer e do jeito que está arrumada deve estar indo investigar alguma coisa. Está com o seu casaco preto. – Eu só botava as minhas roupas sóbrias quando eu precisava ir causar uma boa primeira impressão em alguém. Isso incluía um gerente de banco de quem eu precisaria da cooperação.

-Um roubo de diamantes. Tenho mesmo que ir, preciso pegar o banco abrindo. Vamos tentar reunir as meninas algum dia.

-Ok! Boa sorte Jess! Ah e venha a missa, por favor! Se conseguir falar com alguma delas me avise está bem? Quero ir nessa reunião.

-Estou mesmo te devendo isso, Min Jae, vou ver se venho. Claro que vou te avisar, não vai ser tão divertido sem você! – Com isso me despedi da minha amiga e saí pensando em um monte de coisas e algumas dela incluíam como um conjunto de diamantes de 40 milhões de dólares pode ter sumido simplesmente. Eu ia falar com o gerente primeiro e depois começaria a olhar os leilões ilegais. Acho que o gerente seria o mais indicado a me dizer por onde começar, isso se ele mesmo não fosse um suspeito.

Cheguei ao banco e fui logo revistada. A única arma que eu tive na vida era do meu pai. Eu a tinha herdado junto com o direito de portá-la. Mas eu a mantinha num cofre no meu pequeno apartamento, só para proteção. Eu só tinha comigo um bloco de anotações, caneta, carteira, celular e um pingente em formato de lanterna de papel que fora da minha mãe. Enfim consegui falar com o gerente que parecia bem nervoso em me ver. Ele devia ter mais de 50, com certeza.

-Senhorita Haus correto? – A pronúncia de alemão dele foi muito boa, sempre acabam falando o meu nome pela pronúncia americana.

-Sim, acho que o senhor Ji falou sobre mim e minha vinda aqui.

-Ele falou que mandaria um investigador particular. Já que ele diz que não confia na polícia. Ele também ficou sabendo da senhorita pelos noticiários.

-Eu já apareci em alguns, ele foi específico quanto a algum caso?

-Ele me mencionou o do incêndio.

-Ah sim. Aquele caso ganhou muita repercussão mesmo. – Eu comecei o meu interrogatório e o gerente parecendo nervoso. Afinal fazia parte do slogan do banco que ele era o mais seguro de toda a Coréia do Sul, se estourar que houve um roubo com um prejuízo estimado em 40 milhões de dólares, aí dança tudo.

Ele me levou até onde ficavam guardados os diamantes. Eu peguei uma luva de plástico e verifiquei a portinhola. Ela tinha um pequeno furo feito a laser. Pequeníssimo, só daria para ver melhor com lupa, mas o rastro do que queimou pelo caminho ficou e eu como a formada em química que eu sou, notei.

-Alguém queimou a fechadura para abri-la, logo estava atrás desses diamantes especificamente.

-Como pode ter tanta certeza senhorita Haus?

-Estudei química e tem traços de queimadura a laser na portinhola. Provavelmente quem está com os diamantes já deve tá querendo vendê-los.

-Deve estar em algum leilão na internet.

-Onde o senhor estava na noite do roubo?

-Na casa dos meus pais, fui levar os meus filhos para verem os avôs. – Parecia mesmo que o tal gerente era gente boa, respondeu a todas as minhas perguntas e ainda me mostrou onde os diamantes estavam guardados. Pessoas culpadas escondem a culpa debaixo de muitas camadas de negação e ele não parecia assim. Ou então era o melhor ator que eu já tinha visto na vida. Olha que já lidei com muitos atores.

Saí do banco e fui direto atrás do primeiro suspeito. Pelo que eu pesquisei de forma rápida sobre o cara, ele era o ex motorista do senhor Ji. Não sei por que ele colocaria o seu antigo motorista como o primeiro na lista de suspeitos. Acho que ele tinha lá os seus motivos, eu só não os entendia ainda.

O cara morava numa casa simples. Até me convidou para entrar, ele era só um pouco mais velho do que eu. Devia ter no máximo 40 anos e pelo tanto de garrafas vazias de soju na lixeira, bebia com certa frequência. Ele só não tinha um dos elementos principais para mim. Dívidas que justificassem um comportamento desesperado para conseguir dinheiro. Pelo menos não dívidas legais, nunca se sabe com quem podemos nos envolver.

-No que posso ser útil? – Ele me perguntou depois que me sentei no sofá dele.

-Os Diamantes do Rei que eram de propriedade do seu antigo chefe foram roubados de dentro do banco.

-Ele não ia doar o dinheiro que receberia com eles para a caridade.

-Isso mesmo! – Como ele sabia dessa informação? – Como soube?

-Fui despedido recentemente.

-Qual o motivo da demissão?

-Cheguei para trabalhar algumas vezes de ressaca e outras bêbado.

-Entendi... – Isso explicava o tanto de garrafa de bebida alcoólica que tinha por ali.

-Eu entendo o senhor Ji e não tenho nada contra ele, mas a governanta da casa o detesta, ela poderia ter pedido para alguém roubar os diamantes.

-Por que o senhor diz isso?

-A mulher é uma megera de tão ruim que é! Não sei como o senhor Ji a mantém na casa! Eu tive um bom motivo para ser demitido, mas ela já destratou todo mundo. Teve cliente dele que foi enxotado da casa por ela e o senhor Ji não falou nada. – De fato o relato parecia bem suspeito.

-Algo mais a acrescentar senhor Kim?

-O senhor Ji tem três filhos que moram fora do país, mas teve um que voltou recentemente. Converse com ele também.

-Como é o nome dele?

-Ji Won Seok. – O nome me soava familiar, mas num país onde um monte de gente tem nome parecido, isso quando não é igual nada mais me surpreende.

Saí da casa do motorista e segui para a mansão do senhor Ji, creio que o filho ficaria hospedado lá. Eu nem sabia o que esperar na verdade. O filho poderia ter algo a ver com o roubo, mas achava pouco provável. A não ser que tivesse dívidas de jogo que justificariam roubar os diamantes do pai para poder se safar. Ainda tem a governanta é claro. Eu deveria me preparar para falar com ela, mas ninguém nunca vai vencer a manager Hwang. Aquela sim que era ruim de verdade.

Eu cheguei à casa e era uma baita mansão, nem sabia que em Seul tinham casas daquele jeito. Como eu também tinha de falar com o meu cliente. Eu não tinha muitas pistas do paradeiro ainda dos Diamantes do Rei, mas esperava que com mais algumas perguntas pudesse chegar mais perto de pelo menos um suspeito.

Eu toquei a campainha e levei um susto ao reconhecer Lee Moon Sook. Só a primeira que a empresa tirou do Diamond, ela não ficou nem cinco meses treinando conosco. Será que ela era a tal megera que o senhor Kim falou?

-Jess? O que faz aqui?

-Sou Investigadora Particular. Estou investigando o roubo dos Diamantes do Rei do senhor Ji.

-Ah sim, por favor, entre. – Ela abriu a porta para mim e eu entrei na casa. Ela não devia ser a megera. Eu a conheci a alguns anos, mas sabia que ela não machucaria uma mosca, nem destrataria ninguém. Ela era muito boa para isso. Então pisa na sala de estar uma senhora com um pouco mais de 40 anos e me olha de alto a baixo. Como eu era mais alta pude intimidá-la.

-Quem é, senhorita Lee? – Moon Sook mantinha a cabeça baixa, mas respondeu a senhora.

-É a senhorita Haus, ela que está investigando o roubo que o senhor Ji sofreu.

-Jessica Joo Haus ao seu dispor. – Falei com a minha melhor voz altiva, o meu passaporte ainda dizia que eu era americana e eu não me dobrava a ninguém tão fácil.

-A tal investigadora particular que o senhor Ji contratou. – Ela falou com desdém. Devia me achar nova para o serviço. – Posso ver as suas credenciais? Não quero ser enganada. – Eu revirei os olhos e peguei a minha identificação e mostrei a ela. Só não estava gostando da posição serviçal que Moon Sook se postava. Ela não merecia aquilo. Lembro que ela era uma excelente dançarina. Saiu da nossa empresa para ir a outra para debutar, eu sei que isso fazia mais de dez anos, mas não imaginava que agora ela estaria nessa situação.

-Tudo em ordem para a senhora? Eu tenho trabalho a fazer. – Falei com o meu tom de voz firme. Ela bufou com raiva me devolvendo a identificação. A senhora megera como me contaram saiu da sala. Então Moon Sook se ergueu. Ela até mesmo se alongou um pouco.

-Nem sei como o senhor Ji mantém essa mulher, ninguém gosta dela. Como têm passado Jess? Sinto muita falta de vocês. Eu gostava do grupo que virou o Diamond.

-Por que saiu então?

-Joon Min. Ele me enganou, acabei engravidando dele. Como a empresa não queria se livrar dele e eu não quis abortar, fui devidamente chutada.

-Que horrível! – Foi tudo que eu disse. – E o seu filho?

-Filha, ela se chama Hee Ah, é o amor da vida da mãe. – Ela sacou o telefone e me mostrou uma menina de uns 13 anos. Ela era linda, mas admito que tinha mais do Joon Min em seu rosto do que eu gostaria.

-Joon Min sabe dela?

-Nem sonha que tem uma filha da idade dela, nunca contei. A empresa descobriu por acaso depois que desmaiei em uma aula de dança, eu já sabia a algumas semanas, mas comendo uma maçã e um copo de leite por dia, uma hora você desmaia, ainda mais com um bebê crescendo dentro de você. Desde então vivo por ela. Se não fosse Hee Ah já teria desistido desse emprego só por causa da senhora Oh. Mas paga bem, tenho previdência garantida e plano de saúde para mim e Hee Ah. Logo não preciso me preocupar. Se a senhora Oh não implicar comigo estou a salvo.

-Acho que ele devia saber sobre a filha, e Hee Ah sobre o pai.

-Ela já sabe. Eu tive de contar a ela quando a empresa veio atrás de mim com um contrato exigindo que eu nunca falasse sobre Hee Ah em público. Estou apenas sobrevivendo agora, pelo menos ela recebe pensão e é herdeira de parte dos royalties do Joon Min. Então estou satisfeita. – Moon Sook deu de ombros e me ofereceu de me sentar. Acabamos conversando bastante. Foi muito bom reencontrá-la. Até mesmo peguei o seu telefone para reunirmos as meninas, mas imaginava que as de fato debutaram seriam as mais difíceis de reunir conosco. Mas não recusariam o convite com certeza, esperava só que elas não se chocassem com a escolha de profissão da Min Jae. – Ainda tem contato com alguém daquela época?

-Sim, a Min Jae. Lembra dela?

-Claro! Ela era a nossa omma! Como posso me esquecer dela? Como ela está?

-Bem, ela decidiu ser freira, ela fica num convento um pouco depois do centro. O que tem o orfanato da cidade.

-Imaginei, bem a cara dela. Ela sempre treinava com um terço no pescoço. Diga a ela que me encontrou e que mandei lembranças.

-Com certeza Moon Sook unni! – Nós acabamos rindo e um rapaz bem parecido com o senhor Ji surgiu na sala. Ele se despedia de uma moça. – Quem é Moon Sook unni? Ainda posso te chamar de unni né?

-Claro Jess! Ah e esse é o senhor Ji Won Seok. Ele treinou conosco, era para ele ter entrado no quarteto que ia estar o Joon Min, mas no final desistiram. Ele agora tem uma carreira como rapper nos Estados Unidos. Até que está indo bom. Tirou umas férias para ficar com a família.

-Komawo Moon Sook unni. – Eu me levantei e caminhei até o senhor Won Seok. Ele era mais alto do eu. Não foi uma novidade tão grande. Ele nem disfarçou o olhar lascivo para mim. Olha que eu estava vestida dos pés à cabeça.

-No que posso te ajudar? – O tom de voz era de quem realmente queria me dar uma cantada.

-Sou uma investigadora particular, estou atrás de quem pode ter roubado o seu pai.

-Ah sim, Haus? Certo? Pronúncia inglesa ou alemã?

-É um dos poucos que me perguntou, alemã. Meu pai era de ascendência alemã.

-Ok... – Ele corrigiu a própria postura e fechou o roupão que vestia. – Então como posso ser útil?

-Quando chegou? Conhece alguém que poderia estar endividado e que saiba manipular cofre e cortadores a laser de alta precisão? – Won Seok pareceu ponderar e depois me pediu que o seguisse. Ele entrou numa espécie de escritório e me entregou alguns documentos.

-Meu pai soube do roubo um pouco depois que esses documentos chegaram. Pode ser que eles tenham algo a ver. Um deles é sobre o consentimento dele no leilão dos diamantes.

Eu peguei aquele documento e o observei com calma. Era do banco onde os diamantes estavam guardados. Devia ser algo de rotina para o gerente não ter me falado nada. A assinatura me incomodava. Não parecia com a assinatura do gerente. Eu olhei outros documentos do banco e de fato não batia.

-Eu posso ficar com eles.

-Tudo por uma ex colega. Você era lendária na empresa, Haus.

-A garota nem alemã, nem coreana, gigante e que aparentemente poderia ser uma boa rapper?

-Não, todo mundo te conhecia por ser a melhor rapper da empresa, você devorava qualquer um que te desafiasse como se fosse balinha, não sei por que não entrou no Diamond.

-Acho que eu não me parecia o suficiente com uma coreana. – Essa era a minha resposta oficial, mas sabia que mexer com Joon Min era como flertar com a morte. Esse foi o motivo que me chutaram da empresa.

-Ainda é tão bonita quanto me lembro Jess, vamos sair algum dia. Não precisa ser um encontro, só uns drinques entre ex colegas de empresa. Que tal? – Eu revirei os olhos, não tinha mal nenhum nisso. Peguei o meu cartão e estiquei a ele.

-Pode me ligar nesse número, sempre atendo, só quando eu estou em perseguição que eu não atendo. – Ele me olhou como se tentasse entender por que eu falei em perseguição. – Qualquer culpado primeiro corre e depois tenta descobrir quem é você.

-Ah! – Ele riu e então saí do escritório do senhor Ji junto com alguns documentos. Saí da casa me despedindo de Moon Sook no caminho e fui para o meu escritório. Eu só precisava de mais algumas peças. Eu iria ao banco mais tarde.

Observei os documentos por horas a fio. Foi quando eu percebi que a assinatura poderia do gerente poderia ter sido falsificada. Agora eu tinha tudo que eu precisava. Não era ninguém que o senhor Ji apontou, só alguém de dentro poderia falsificar a assinatura do gerente.

No outro dia fui ao banco e depois de trocar algumas palavras com o gerente que cuidava dos diamantes. Então fiquei observando um de seus funcionários. Eu me aproximei dele apenas para puxar papo. Só não esperava que ele fosse correr. Eu já tinha chamado a polícia e eles iam me dar cobertura.

Persegui o cara até ele tropeçar numa poça de água. Eu parei de supetão e o cara estava estatelado no chão. Quando ele ia se levantar o faxineiro colocou a vassoura nas costas dele.

-Onde pensa que vai ladrão? – A voz conhecida que o denunciou.

-Você sabe onde estar, não é?

-Sei reconhecer um bom furo quando vejo um. Também ouvi você falando de diamantes, logo pensei em vir ao banco. Quando te vi decidi me disfarçar e ficar por aqui, ninguém liga para o faxineiro que pode ouvir mais do que imaginava. – Bin Kwan levantou o rosto e me deu um beijo estalado na boca. Eu teria uma noite e tanto se dependesse dele.

O ladrão foi identificado como Park Se Hyun. Recuperamos os diamantes na casa dele. Não faltava nenhum. Ele não tinha anunciado as pedras num leilão para quem pagasse mais. Então o que ele queria com os diamantes afinal? Mas o meu trabalho estava feito. O que o senhor Ji me pagou daria para uns quatro meses de aluguel e mais algumas graças. Iria guardar uma parte para poder viajar um pouco. Ia precisar.

Os Diamantes do Rei foram vendidos para um Sheik que pagou a bagatela de 75 milhões de dólares pelo conjunto. Como o prometido pelo senhor Ji todo o dinheiro foi doado para a construção de policlínicas em diversos países mais pobres.

Eu passei mais uma noite ao lado de Bin Kwan no apartamento dele e eu amava isso. Cada minuto com ele é como se me acalmasse. Ainda tinha um novo quebra cabeça para montar, mas hoje eu aproveitaria para ficar com Bin Kwan, acordar ao lado dele e lhe fazer omeletes de arroz. Ele era a normalidade na minha vida e não ia arriscá-la por nada!


Notas Finais


Quem diria não? A Jess dá cada sorte né?
Essa fic terá o mesmo esquema de postagem de Jumper, um cap por semana! Então aguardo todos semana que vem!
Enquanto aguarda mais da Haus que tal ir lendo as minhas outras fics?
Essa é de mistério, suspense e uma pitada de romance
Grupos utilizados: BTS, Lovelyz e o ator Lee Joon Gi!
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A minha estória 100% original! Ela se passa no Japão Feudal, confiram lá!
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A minha One Shot Lírica para quem quiser uma leitura rápida!
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Outra One Shot sobre amor próprio!
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A minha fic com o EXO, Hello Venus, Uni.T e f(x)
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Uma equipe da resistência pode salvar toda a galáxia? Venha descobrir a resposta junto com o VeriVery e o ONF
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