História Have to choose - Capítulo 17


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Hopemin, Hopev, Jihope, Seoktae, Taehope, Taeseok, Vhope
Visualizações 142
Palavras 4.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


FIC NÃO BETADA, PERDOEM OS ERROS.
FATOS PROPOSITALMENTE REPETIDOS.

Capítulo 17 - Perdas e Promessas.


Fanfic / Fanfiction Have to choose - Capítulo 17 - Perdas e Promessas.

 A guarda particular do alfa Kim juntamente a polícia local foram acionadas – por sorte, havia uma viatura naquelas imediações com uma promessa de que iriam para o local o mais rápido possível – no momento em que o outro se viu mais desesperado sem mais nenhuma notícia vinda do menino, provavelmente por conta do terror que o tomava e por seu choro de puro sofrimento. O Kim ainda teve tempo de mandar uma mensagem para JungKook e TaeHyung, avisando aos dois o que estava se passando. Seu pensamento ia de encontro ao pequeno alfa que se encontrava atordoado e sem saber como ajudar o seu pai. Ainda era uma criança e não podia fazer nada, assim como SeokJin não queria que ele presenciasse nenhuma cena ruim que pudesse lhe assombrar posteriormente. Ele queria chegar até eles, isso ia além de uma necessidade, era como se sua vida dependesse disso, por mais que soubesse que duas vidas realmente dependia. Sua mente estava nublada e ele não via mais carros, pessoas ou que quer que fosse em sua frente, seu intuito era apenas acelerar e acelerar em direção a casa de NamJoon, com o pensamento de chegar a tempo e salvar tanto o ômega quando o seu filho. Tinha medo do tempo que passava e de não conseguir encontrar as pessoas que mal conhecia, mas que já passou a amar vivas.

Acelerou o máximo que pode e sem cuidado jogou o carro por cima da calçada, tendo sorte por não ter nenhum pedestre naquela hora para ser atingido pelo veículo. Seu coaração acelerou ainda mais quando notou que duas viaturas estavam paradas no outro lado da rua, aquilo significava que ele podia ser positivo, esperar que os oficiais tivessem impedido o pior de acontecer e que NamJoon e Mingyu estivessem bem. Por isso correu, sem se importar com elevador, subiu os lances de escada de dois em dois, como se o cansaço e o peso nas pernas não existisse.

Estava suado, seu coração praticamente – figurativamente – saindo pela boca, as pernas tremendo, uma dor de cabeça se alastrando e aquela dor precordial sendo mais incisiva. Sua vista estava turva e ele quase se podia julgar um cedo ou louco quando passou a correr pelas escadas e depois pelo corredor que dava acesso as portas dos apartamentos. Ele esqueceu por um momento qual deles era o do Kim, tamanho seu desespero, mas quando encontrou uma porta escancarada e ouviu gritos sentiu o seu mundo girar, seu lobo reagir enraivecido e seu corpo enrijecer. Ele estava preparado para o que viesse.

Kim SeokJin adentrou o local e se deparou com a pior cena que poderia ver em toda sua vida. Kim NamJoon estava no chão, banhado por sangue enquanto era amparado por um dos guardas que ele sabia serem de sua companhia. Park Jimin gritava sem controle enquanto era imobilizado por um oficial de polícia, dizendo entredentes palavras que o alfa não fez questão de entender. Um zumbido forte ecoava por seus ouvidos. Parecia que ele não estava mais conseguindo se situar no espaço, tudo ao seu redor estava sumindo, sumindo. Ele quase caiu, o cheiro do sangue lhe trouxe náuseas, o desejo de sair dali lhe arrebatou, mas ele compreendia que aquilo era apenas coisa da sua cabeça, lembranças ruins que vinham nesse momento e o impediam de se focar no que realmente importava. Aos poucos as coisas foram voltando ao foco. Parecia que um dos seus empregados falava consigo e ele se sentiu tolo – por um momento – ter entrado em choque. Mas o que realmente o libertou daquele estado foi a voz sôfrega de Namjoon.

– Meu filho, Jin hyung, meu filho… Por favor, meu filho, salve meu filho… – o Kim pedia entre lágrimas, o som da voz mal saindo, o desespero na voz e o medo nos olhos. O sangue de Namjoon escorria do local onde a faca perfurou, mas também por entre suas pernas. Uma onda de temor tomou conta do alfa, que se abaixou e ficou ao lado do ômega que estava sendo amparado por um homem que passava algumas informações que Jin não conseguia ouvir. – Eles já chamaram uma ambulância que não deve demorar, por favor, meu filho, tire meu filho desse sofrimento. Ele não está escutando ninguém, ele não abriu a porta para ninguém, eu estou com medo, por favor…

SeokJin ficou apenas alguns segundos tentando absorver tudo aquilo, sua mente continuou dando voltas e ele quase não conseguiu se reerguer. O zumbido estava diminuindo, o cheiro do sangue invadindo sua mente, lhe trazendo de volta a realidade. E depois de pouco tempo ele entendeu que o seu papel ali não era de vítima. Ele não podia se desesperar e pôr em risco a vida de ninguém, ele quem tinha de salvar NamJoon. E pelo visto não tinha conseguido impedir o pior, mas se estava ali, ao menos libertaria Kim Mingyu do tormento que estava o assombrando. Se fosse para ficar em choque e não fazer nada mais do que ser uma parte da paisagem, ele nem ao menos precisaria ter ido.

– Senhor, o ferimento foi superficial, pelo que podemos analisar não atravessou nenhum órgão, mas o paciente está sangrando muito. A ambulância está a caminho, não conseguimos fazer com que o filhote destrancasse a porta e um arrombamento seria pior. – finalmente SeokJin entendeu o que o rapaz estava repetindo para ele pela terceira vez. O alfa fez que sim. Agora estava compreendendo o que tinha de fazer.

– Fiquem aqui, por favor façam a ambulância viro mais rápido que puder. – SeokJin pegou na mão do ômega, sentindo ele trêmulo e frio. Seu coração estava acelerado e uma dose extra de adrenalina estava sendo despejada em sua corrente sanguínea. Ele tinha de agir. Estava parado a tempos demais. – Não vou deixar que nada aconteça com ele, eu juro. Eu vou tirar ele daquele quarto e vou colocá-lo em meus braços. Depois disso, ele e você nunca mais sairão das minhas vistas. A minha vida agora será para protegê-los. Eu juro.

Caminhou pela sala e antes de ir para o quarto onde o filhote estava ele pode ver Park Jimin ser algemado, a arma do crime ensanguentada não muito longe dali e uma marca de soco em sua bochecha. Achou aquilo pouco, por ele Jimin aprenderia a voar do alto do edifício. Mas não podia agir pela emoção mais do que já agiu. Foi prejudicado demais por um choque, por lembranças ruins e por sua falta de agilidade. Agora não era mais a hora de deixar-se levar por coisas inúteis.

– Faça com que ele cale a boca, meu filhote está assustado e eu não quero que ele escute o som desse ser desumano. – o policial que estava consigo fez que sim e com a ajuda de outro rapaz levantaram Jimin e o encaminharam para fora. O Park se debatia e chamava NamJoon de puta a todo momento. Dizia que ele tinha estragado a sua vida e que pagaria por isso. SeokJin não fez mais questão de ouvir aquilo, precisava cuidar de outra coisa no momento. Por isso, ao conferir se o Park estava fora do apartamento e vendo que realmente a ambulância havia chegado, já que dois paramédicos com uma maca estavam entrando no apartamento ele respirou aliviado.

Namjoon receberia atenção. Ele precisava salvar o filhote do desespero.

Um policial estava a porta do quarto onde o pequeno estava, com todo cuidado, querendo convencer o menino a abrir a mesma. Mas Mingyu apenas chorava e se negava a sair de baixo da cama para abrir a porta para o policial. Ao ver o alfa chegando perto o homem reportou a situação e disse que estavam pensando em arrombar a porta, não podiam deixar aquela criança sozinha e indefesa dentro daquele quarto. Sabiam que o menino tinha ouvido os gritos, o cheiro do sangue.

– MinGyu, sou eu. – SeokJin disse em bom tom. O choro desenfreado do filhote parou. – Eu estou aqui, o seu papai está aqui. Eu não vou deixar que ninguém machuque você e vou cuidar do NamJoon também. Por favor, Mingyu, abra a porta. – o alfa estava ofegante e de novo era tomado pelo medo do pequeno não lhe obedecer e continuar inserido no desespero.

– Senhor, uma chave mestra, o dono do apartamento disse onde estava. – um oficial veio em sua direção e lhe entregou o objeto metálico. – A vítima está sendo imobilizada e estava levando ele para o hospital. – SeokJin agradeceu e usou a chave para abrir a porta. Até mesmo em momentos como aqueles NamJoon pensava no bem-estar do seu filhote, era incrível com o amor de um pai para com sua cria era gigantesco. SeokJin também estava sendo atingido por esse sentimento, de querer cuidar daqueles dois. Não que ele não estivesse preocupado com o ômega, estava muito e sentia que poderia ter um infarto se, mas a prioridade agora era Mingyu.

– MinMin? – com cuidado o alfa abriu a porta, ouviu um grito do menino, ele estava transtornado e o seu cheiro ainda não era forte, mesmo sendo um alfa, por ser muito pequeno, mas qualquer um podia ver o quanto ele estava assustado. – O papai está aqui. Eu estou aqui, MinMin. – SeokJin se abaixou, não acendeu a luz, deixando apenas a do abaju continuar ligada. O menino estava em baixo da cama, com as mãos pequenas nos ouvidos e chorando muito. – Acabou Mingyu, acabou. Ninguém vai mais gritar com seu pai, nem machucar ele. Aquele alfa maldoso foi preso e o seu papai vai ser tratado. – o Kim tentava proferir palavras positivas enquanto se aproximava da cama. Ele também estava nervoso, nunca tinha passado por situações assim, mas tinha de honrar o título de alfa que possuía.

O menino se tremia, mas quando ouviu a voz do alfa mais velho se acalmou um pouco. Retirou lentamente as mãozinhas dos ouvidos e abriu os olhos – que mantinha fechados – podendo ver que realmente era Kim SeokJin quem estava ali. E como se sua vida dependesse disso o menino saiu de baixo da cama as pressas e correu em direção ao alfa, se jogando em seus braços e deixando o choro mais dolorido do mundo escapar de si. SeokJin chorou também, infelizmente a cena do menino em seus braços, trêmulo e com o coração em pranto lhe desistabilizou.

– Ele machucou o papai, ele gritou com ele e fez mal a ele. Disse que ele era uma puta. – o menino dizia as palavras atrapalhadas, quase tropeçando no próprio idiota, mas o Kim conseguia entender pela proximidade. – Ele gritou muito e fez dodói no papai. – o choro não cessava, o corpinho estava quente demais, febril. – Eu quero o meu papai, não quero que ele chore mais. O papai estava com medo, eu senti. – o mais velho apertava o corpinho no seu, impedindo que o tremor continuasse e tentando passar confiança. – Porque demorou tanto? Meu papai chamou seu nome, você não estava aqui. – o choro continuava, os soluços inundando o quarto, as lágrimas gordinhas respingando na camisa do outro e o menino parecia se banhar ainda mais com febre. SeokJin o abraçou ainda mais forte, mantendo o cuidado de não machucar o mesmo. Tinha de levá-lo ao hospital também. Não podia deixar aquela criança naquele estado.

– O seu papai está bem, nada de mal vai acontecer mais a ele. Eu estou aqui, Mingyu, desculpe por demorar. Mas eu nunca mais vou sair de perto de você ou do seu pai. Eu juro. Nunca mais, me escute, meu bem. – o Kim se afastou minimamente do filhote para olhar o rostinho vermelho, os olhinhos inchados pelo choro e o bico nos lábios rosados. – Nunca mais vou te deixar sozinho. Você agora é a família desse hyung e eu vou cuidar de vocês. – foi sincero, olhando nos olhos sofridos do filhote.

– Jimin hyung também disse que éramos família. – o choro que tinha cessado momentaneamente voltou, o menino mal conseguia enxergar o mais velho mediante as lágrimas. – Mas ele machucou o papai.

– Eu sei que isso aconteceu, eu sei o quanto doeu em você e o que houve com o seu papai. Mas eu não sou ele, eu sou um hyung diferente. Eu amo vocês dois e vou cuidar de vocês para sempre. Eu não quero que essas palavras sejam jogadas ao vento, eu tenho interesse de fazer com que elas sejam postas aqui. – o Kim pegou a mãozinha do filhote e colocou contra seu peito, sorriu pequeno ao perceber o quanto a mão do outro ficava diminuta e o quanto queria cuidar daquele menino. – Escute o coração do seu hyung. Ele é verdadeiro. Eu não tenho intenção de entrar na vida de vocês e sair como se nunca estivesse estado lá. Eu quero ser mais do que um amigo para o seu pai e para você. Eu vou ser o papai que você não tem.

– Não me deixe sozinho, hyung. Não deixe mais que o papai fique dodói. Eu sou pequeno ainda, não tenho forças para defender o meu papai. – o menino dizia baixinho, a vista ficando turva e o coraçãozinho ainda mais apertado. SeokJin não queria que uma criança tivesse de passar por aquilo. Doía em si de forma imensurável.

– Eu vou proteger vocês. Seu pai te ama e se orgulha demais do filho que tem. Você é o melhor filhote do mundo.

Mingyu chorou, chorou muito até desmaiar. SeokJin se desesperou por um momento, chamou os paramédicos que ainda se encontravam ali. Eles examinaram o menino e disseram que se tratava de um desmaio provindo do desgaste emocional. O Kim respirou aliviado. O alfa levou o corpo pequeno e desacordado para o mesmo hospital que o pai do mesmo, sabia que o menino estava bem, mas que o perigo que ele corria não era físico e sim emocional. E como tinha dito antes – repetiria até cansar – daria sua vida pela felicidade daqueles dois.

 

[…]

 

JungKook, TaeHyung e HoSeok chegaram ao hospital geral de Seul minutos depois do ocorrido. SeokJin informou onde estavam e os três correram em seu auxílio. TaeHyung não queria que o namorado fosse, visto que estava grávido e temia que o abalo fizesse mal a ele e ao bebê, mas HoSeok informou que seria pior ele estando dentro de casa – esperando por notícias e ficando mais nervoso ainda – do que ali, por isso caminharam em direção ao hospital o mais rápido que apoderam. Ao chegarem ouviram pela boca do alfa Kim tudo o que tinha acontecido até o momento em que ele chegou, complementado com informações passadas pelos seus seguranças e pela polícia. Fizeram suas suposições e pelas palavras ácidas que SeokJin ouviu de Jimin, puderam deduzir que Namjoon havia contado ao Park que estava esperando um bebê seu e foi isso que motivou o ataque do mesmo. Não precisavam pensar muito nisso para constatar o óbvio. E foi o que chocou a todos não foi somente isso. Ninguém, nem HoSeok que o conhecia a mais anos, não esperava que Jimin fizesse o que tinha feito e nem que tivesse ido tão longe.

– E como ele está, no geral? – HoSeok perguntou aflito ao Kim. – E o MinMin, onde está o Mingyu?

– Fique calmo Seok-ah, pode fazer mal ao seu bebê. – SeokJin disse preocupado, sendo acompanhado por TaeHyung que abraçou de lado o namorado. – o Mingyu está bem, apenas estava cansado demais. Fizeram alguns exames nele e não encontraram nada demais. Agora ele está dormindo e me garantiram que foi um desmaio provindo do trauma. – SeokJin concluiu tudo com um sorriso sem humor. – Ao menos uma boa notícia em meio a tudo. – TaeHyung compreendeu, pelo olhar do amigo em sua direção que algo estava errado. Mas foi JungKook quem fez repetiu a pergunta que o Jung tinha feito.

– E o bebê dele, hyung? O que aconteceu com o bebê? – SeokJin respirou fundo, mesmo sem querer algumas lágrimas começaram a escapar de seus olhos e ele tratou de enxugar o mais rápido que pode. Aquilo lhe doeu bastante. Mas ele não podia mentir para as pessoas a sua frente assim como não poderia mentir para Namjoon quando chegasse até ele e desse aquela notícia. Ele estaria ao lado dele, cuidaria de si o tempo todo.

– A facada não foi profunda, os médicos supuseram que NamJoon tenha empurrado o quadril para trás por reflexo quando o Park o atingiu. Felizmente não perfurou nenhum órgão vital e estamos tranquilos enquanto a isso. – O Kim hesitou por um momento. HoSeok já deu um passo para trás e foi amparado pelo namorado. Não precisava dizer mais nada, ele já sabia. Mas mesmo assim, com lágrimas nos olhos, SeokJin disse aquilo que todos esperavam. – Pelo susto e pelo trauma ele não conseguiu segurar a criança. NamJoon perdeu o bebê.

O choro alto do ômega invadiu os corredores. Mesmo sabendo que não era sua culpa, compreendendo que estavam – ele e NamJoon – sendo vítimas de uma pessoa doente como Jimin, HoSeok chorou pelo amigo. Chorou pela dor que ele sentiria ao acordar e perceber que a criança tão amada por si não estava mais em seu ventre. HoSeok não sustentou mais o peso de seu corpo, foi ao chão sendo amparado por TaeHyung. Era uma dor que não se podia medir, um sentimento arrasador que não sairia de sua mente tão cedo. Os dois outros alfas presentes sentiam o mesmo, mas não se atreceram a chorar, tinha de ser fortes por SeokJin, amigo deles, por Namjoon – que ainda não sabia da notícia – e por HoSeok. A culpa as vezes pesa, mesmo em quem não é o dono dela.

 

[…]

 

SeokJin andou pelo corredor do hospital em direção a ala pediátrica. Tinha de ver como estava Kim Minguy antes de passar por Namjoon. As enfermeiras tinham comentado que o menino estava bem, sob observações enquanto apenas dormia. Ele ficou aliviado e pediu que o chamassem se qualquer coisa acontecesse. Mas o médico plantonista da ala tinha lhe garantido que o menino não corria nenhum perigo – de novo – e qualquer recorrência ele seria sinalizado. O alfa ficou tranquilo, pelo menos um pouco, e disse que veria como Namjoon estava.

Se despediu os profissionais daquela área e caminhou pelos corredores em direção ao local onde o ômega estava. Sentiu que o seu mundo girar com a possibilidade de ter de contar ao mais novo que ele não estava mais esperando um filho de Jimin. Não queria ser ele a dar essa notícia, mas quem seria? HoSeok estava abalado enquanto era consolado por TaeHyung. JungKook disse que ia ao banheiro, mas ele sabia que o alfa mais novo estava indo chorar escondido. Isso não era uma surpresa visto que o Jeon era sensível. E outra que ele não tinha a intimidade que ele tinha com o Kim. Essa tarefa era dele.

Quando chegou a enfermaria individual onde o ômega estava, pode ver uma enfermeira aplicando medicação no acesso venoso do mesmo. Esperou que ela terminasse de fazer o que tinha de fazer e se aproximou lentamente, mas só porque NamJoon estendeu a mão para ele. Não queria incomodar em nada, ainda mais se os médicos tinham pedido repouso para aquele paciente e por mais que ele quisesse estar ao lado de Namjoon, tinha de respeitar as prescrições médicas. Suspirou ao ver o outro tão pálido pela perda de sangue. Por sorte ele não precisou de transfusão.

– Queria agradecer. – o ômega começou a dizer, baixinho, mas o outro escutava bem.

– Pelo que? Eu não consegui chegar a tempo. Eu me sinto… – o Kim o interrompeu, negando com a cabeça enquanto pedia que ele se sentasse ao seu lado na cama e mesmo não sendo permitido, o alfa acatou aquele pedido.

– Foi um segurança seu quem chegou primeiro no meu apartamento, um deles quem socou Jimin e impediu que ele empurrasse a faca com mais força em mim ou que fizesse mal ao meu filho. Se não tivesse pedido que um deles chegasse lá o mais rápido eu nem sei o que tinha acontecido conosco. – o Kim ficou feliz em ouvir aquilo, por mais que quisesse ele mesmo ter impedido que algo de ruim tivesse acontecido.

– Mesmo assim. Eu não estava lá quando vocês precisavam. Isso nunca vai sair da minha cabeça. – NamJoon riu sem humor. Parecia que SeokJin não entendia o bem que tinha feito a eles.

– Você colocou seus guardas para nos proteger, fez com que o meu filho saísse de baixo daquela cama e se sentisse seguro. – Antes que o Kim perguntasse com ele soube disso, o outro continuou. – Eu estive conversando com as enfermeiras. Estava abalado demais e para que eu me acalmasse uma delas tinha dito que o “meu alfa” já tinha cuidado de tudo. – o Kim fez aspas com as mãos, SeokJin riu. – Obrigado hyung, muito obrigado por deixar ele seguro, por ter o chamado de seu filhote e ter protegido ele. Isso valeu muito e como eu disse, e quero repetir mesmo, você nos protegeu indiretamente. A polícia não chegou a tempo, Jin hyung, eles sim. Vê o que isso significou? – o alfa nada disse, de momento estava processando tudo aquilo enquanto pensava nas coisas ruins pelo qual aqueles dois passaram.

– Queria que entendesse que você nunca teve obrigação de estar na minha vida ou na do meu filho. – NamJoon continuou falando. – Mas desde que entrou nela só fez bem. Por mais que fossem poucos dias, o Mingyu nunca confiou em alguém tão rápido quanto em você. Eu não queri falar no nome dele, mas o Jimin só conquistou meu filho porque ele cresceu ao lado dele, achando que estava entre família. Mas se não fosse por isso, creio que ele tinha visto através daquela máscara. Crianças são sim intuitivas. – NamJoon era calmo ao dizer. – Você se mostrou o que ele quis que um dia um alfa fosse na nossa vida. Você nos salvou hyung, a mim e ao meu filho. E eu sei que tentou ao máximo fazer com que essa criança que eu esperava também pudesse viver. – SeokJin se assustou.

– Como você… – o alfa não sabia como formular as palavras, mas ao ver as lágrimas surgindo dos olhos do ômega ele se calou.

– Eu ouvi. Uma enfermeira sem querer comentou do lado de fora do quarto e eu ouvi. Mas nem se ela não tivesse dito, sabe? Eu sinto que eu não o tivesse mais aqui. Eu não o tenho mais… Meu bebê Jin hyung, ele matou o meu bebê. – as lágrimas foram soltas, a dor transpassando a carne e transbordando pelos olhos. O alfa abraçou aquele ômega, sentiu com ele a dor de perder alguém que não tinha culpa de nada. – O Jimin não o merecia… – NamJoon soluçava, SeokJin sentia como se estivessem perfurando o seu coração. Ele já havia passado por aquilo, no dia em que sua mãe chorou em seus braços depois de ter perdido o seu irmão mais novo. Ele entendia aquela dor como ninguém e podia ver, como se fosse agora, a imagem da mais velha ensanguentada no chão da sala, depois da queda da escada que fez com que ela perdesse o filhote. – Mas o queria hyung, eu o queria tanto. Eu queria o meu filho comigo. Eu quero o meu filho de volta. – o ômega gritava a plenos pulmões. O alfa o apertou contra o peito, sentindo o corpo alheio tremer e ficar febril. Não tinha forças para chamar alguém da ala médica para acalmar Namjoon, mas uma enfermeira que estava passando notou a situação e fez ela mesma esse procedimento. Antes que os médicos chegassem SeokJin deu ao Kim a única coisa que podia lhe dar.

– Eu sei que você queria aquela criança e que o Jimin não o merecia. Eu sei que não posso te dar tudo, nem trazer o seu filho de volta. Mas eu prometo estar ao seu lado e do Mingyu. Prometo ser seu alfa, sua família e caminhar junto a você em rumo a felicidade. Eu vou ficar aqui sempre, ser o homem que você precisa e quem sabe, poder um dia, te dar o filho que ele te roubou. Fique ao meu lado, NamJoon. Namore comigo e me deixe te dar tudo aquilo que ele não deu.  


Notas Finais


Chorosa, pena demais deles. Alguém me abraça.


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