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História He is Art - Capítulo 1


Escrita por: e felicatus


Notas do Autor


Então, eu basicamente fiz essa fanfic após o almoço. Foi algo muito derrepente, em homenagem a minha gatinha, então espero que gostem.

Capítulo 1 - A carta


Taehyung respirou fundo olhando para a pintura a sua frente. Havia chegado a hora de seguir em frente, mas não sabia se estava pronto. Não tinha certeza do que escrever na — talvez, última — carta em homenagem ao ex-namorado. Não tinha certeza se realmente conseguiria seguir em frente e como faria isso, já que tudo lembrava-o. 

Sentou-se na cadeira, puxou a mesinha, e pegou um papel e um lápis; precisaria fazer isso de um jeito ou de outro. Se continuasse como estava, nada iria melhorar e Tae sabia disso, mas também estava um tanto quanto receoso sobre o que poderia acontecer no futuro que tinha planejado antes de tudo aquilo ocorrer.

Era inverno, a estação preferida de Taehyung, e foi isso que lhe fez pensar em seguir em frente. Desde a morte do ex-namorado nada lhe alegrava, já que ficava apenas se culpando e nada mais fazia sentido para si. Foi então que o inverno chegou, foi quando ele percebeu que não poderia continuar assim. Ele precisava seguir sua vida, ele não podia depender de alguém — principalmente alguém que já havia partido.

Colocou os fones de ouvido e começou a escrever a carta, deixando apenas que seu coração comandasse o que fosse escrever. 

“Bom dia, meu amor. Como está?” Taehyung rapidamente apagou aquilo. Era óbvio que não estaria bem. Aliás, ele nem leria a carta, estava morto. Sem muita demora, voltou a escrever.

“Eu gostaria que esta fosse minha última carta de desabafo em relação a você, meu doce de coco. Vou tentar seguir em frente, pois, finalmente, percebi que não posso depender de você para viver. Você sempre dizia isso, lembra? Dizia que não podemos nos prender aos outros porque todos vamos embora algum dia, de diversas formas. Então, temos que aproveitar o momento sem nos apegar 100%.

Ontem eu pintei um quadro. A verdade era que eu queria pintar uma rosa, mas eu acabei pintando você. Comecei a lembrar dos nossos melhores momentos e, sem perceber, já estava lhe desenhando.

Comecei pela cabeça, mesmo que fosse algo que eu sempre tive dificuldade. Lembro bem do dia em que você disse que, com os mais simples e pequenos traços, que fazemos os mais belos rostos. Lembro, também, que você me ensinou a começar pelo rosto; você dizia que era a maçaneta da porta. Naquele dia, eu quase te bati. Não tinha entendido, mas, hoje, eu entendo o que queria dizer com isso.

Logo depois, fiz e pintei seu pescoço e corpo. Por todo ele fui desenhando alguns planetas e estrelas, pois o teu corpo era como uma galáxia. Adorava me perder no cheiro do perfume de morango que impregnava sua clavícula, como a escuridão me faz entrar num labirinto imenso. 

Resolvi começar a pintar o desenho. Com as cores mais cinzentas eu pintei o teu corpo, mais detalhado que obras de Michelangelo. A partir disso, eu pude relembrar quem você realmente era por dentro, sem nenhuma máscara. Era sua cor preferida também, lembra? Você dizia que as cores cinza e preta eram tão profundas quanto qualquer outra. Você repetia diversas vezes: se juntarmos todas as cores na mesma quantia, ela sempre ficará cinzenta ou preta; essas cores escuras escondem as mais alegres, é como o ser humano.

Depois disso, olhei fixamente para seus olhos. Lembrei do brilho que eles carregavam, então, foi com as cores mais brilhantes que pintei teus olhos. É com estas cores vibrantes que trago a sua alma perdida ao teu olhar, meu amor.

Você sempre dizia que os olhos eram as janelas da alma. Se você quisesse saber o que a pessoa realmente estava sentindo, era apenas olhar em seus olhos; se observasse bem, veria, às vezes, coisas que não iria querer ver no momento. Eu nunca entendi isso muito bem, e talvez nunca vá entender. Provavelmente será até melhor.

Eu agradeço imensamente a todos os momentos bons que tive com você, a todos os pensamentos que você compartilhou comigo e todas as noites em que eu me sentia no céu. Agradeço imensamente a tudo que você me fez antes de partir.

Por fim, eu olhei minhas mãos. Estavam com tintas até não poder mais. Você dizia que aquilo refletia como estava me sentindo naquele momento. 

E depois de tanto trabalho eu venho dar meu último adeus. Com minhas mãos sujas de tinta, eu venho me acusar de assassinato. Perdão, mas preciso lavá-las.”

Tae colocou o ponto final e fechou sua carta, colocando na caixa junto das outras e quadros que havia feito quando a melancolia atingia o ápice em si, o levando a surtar e pintar o que viesse em sua mente, muitas vezes o momento da morte de seu ex, Yoongi. 

Limpou as lágrimas e levou a caixa para o porão da casa, onde ele, com toda certeza, entraria raramente. Finalmente seguiria em frente e tinha a certeza de que Yoongi adoraria saber que ele estava se desapegando de si.


Notas Finais


Eu gostaria primeiro de falar sobre... essa fanfic é como algo para mim mesmo, para que aprenda a superar o sumiço da minha gata. Eu não imagino onde ela esteja ou como está, e dia 15 de fevereiro ela fez dois meses que sumiu e dia 25 de fevereiro faria um ano que eu fui lá no pet shop e adotei ela... ela me ajudou em tantos momentos difíceis, ela me fazia sorrir quando eu achava que não tinha mais jeito, mas, infelizmente, ela fez k que podia fazer, então eu tenho que aprender seguir em frente sem ela agora.

E gostaria de agradecer imensamente pela betagem da @blobfish. Sério, muito obrigade, meu amor 💕 e pela capa da @sasayuyu! Superou minhas expectativas, ficou incrivelmente linda!


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