História He is not my boyfriend. - Capítulo 8


Escrita por:

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Categorias EXO
Tags Exo, Kai
Visualizações 8
Palavras 2.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - I hate, goodbyes.


He is not my boyfriend.

 

Capítulo 8

 

{O que você decide fazer, depois de meses? qual é a bagunça, que você pretende arrumar?}

 

Posso afirmar, que eu tinha uma enorme bagunça de sentimentos para arrumar, a bagunça que eu mesma causei, o fato de esconder cada vez mais o que eu sentia, de me afundar nisso, aliás nisso não, me afundar em tudo isso. Se eu for pegar, tudo que aconteceu lá atrás, e comparar meu eu de agora, com o meu eu de antigamente, certamente eu vou estar maluca, ao ver do meu passado, tudo que eu menos queria aconteceu, mas será que eu nunca quis isso? O engraçado é que, quando eu estou com aquele garoto, eu não sinto dúvidas do que sinto, parece que aquela Moe que batia o pé no chão, pra dizer “ele não é meu namorado” nunca existiu, e só existiu a parte de mim, que se entregou completamente naquele dia, isso é estranho? bom, pra mim é sim, mas quando ele sorri pra mim, isso não é nada estranho, aliás tudo é tão bonito quando ele sorri pra mim, então por que eu teria dúvidas?

 

{...}

 

Depois daquele dia, que eu tomei coragem pra dizer pra ele, o que eu realmente sentia, tudo mudou dentro de mim, e eu tinha certeza que mudou dentro dele também. Bom, não teve essa de “vamos com calma”, a gente saiu quebrando todos os contra tempos que tínhamos, e por um momento esquecemos que éramos amigos em uma época distante, e pra ser sincera eu estava adorando, adorando, essa nova etapa, que me fez até pensar que eu era louca, em negar tudo que sentia por ele.

 

— Você não tem medo, disso que estamos fazendo acabar, Kai? - falei enquanto passava meus dedos, em sua barriga.

 

— Não, por que não vai acabar, mas.... espera... você me chamou de Kai? - disse o garoto soltando um risada soprada.

 

Me levantei do aconchego do seu peito, e olhei para ele sorrindo, já que fazia muito tempo, que eu não chama o mesmo pelo o nome que ele gostava.

 

— Sim, eu te chamei de Kai, você merece. - falei sorrindo enquanto aproximava meu rosto para dar um beijo no garoto.

 

— Por que eu mereço? - ele disse interrompendo o beijo que criamos ali, com um tom de curiosidade.

 

Meu peito apertou, e em questão de segundos eu senti meu coração acelerar, junto com uma onda de insegurança, que fazia minhas mãos soarem involuntariamente, eu queria falar algo, eu queria muito dizer aquilo, que eu sentia que deveria ter falado a tanto tempo, eu sabia que ele sentia o mesmo, mas por que eu ainda insistia em sentir medo?

 

— Por que... eu te amo. - falei e quando percebi que o garoto, estava olhando nos meus olhos, eu desviei o olhar e me sentei na cama.

 

Nos ficamos em silêncio, e aquilo me incomodava, me fazia pensar se ele tinha estava mentindo quando disse que me amava de outra forma, eu estava de costas para ele, quando senti sua presença sentar ao meu lado, eu mexia os dedos das minhas mãos, e ficava remoendo a situação, me perguntando por que eu tinha dito aquilo, e que era melhor ter ficado calada, ou ter dito de outra forma.

 

— Tem certeza do que acabou de me dizer? - ele falou e pegou no meu queixo me fazendo olhar para ele.

 

— Por que? você não me ama também? e nada disso do que eu falei é mentira Jongin. - cruzei meus braços ao falar, e senti um estresse vir sobre mim, talvez eu tenha ficado com raiva, por ele não ter dito que me amava também, os filmes de romance que eu assistia, não estava me ajudando nesse momento.

 

— Eu já sou o “Jongin”?  eu ia dizer que te amava também, mas você já não me ama mais aparentemente. - ele falou sorrindo para mim, e apertou minhas bochechas, o ato que me fez ficar envergonhada.

 

— Para de apertar minhas bochechas, você sabe que eu odeio isso Kai. - falei franzindo o meu cenho, e tirei suas mãos das minhas bochechas.

 

— Eu também te amo Moe, e você já sabe disso. - ele disse ao perceber que eu o chamei de “Kai”, e se aproximou de mim, olhando em meus olhos, como costumava fazer sempre.

 

— Hm, e você já sabia que eu te amava? aliás, por que gosta tanto de olhar nos meus olhos? - falei e olhei para ele também, e apertei minhas pálpebras e segurei no seu rosto, me aproximando.

 

— São bonitos, e toda vez que olho para eles, me faz lembrar por que eu te amo. - ele disse ainda me olhando, ignorando totalmente a minha primeira pergunta, me fazendo sanar as dúvidas que eu tinha sobre ele.

 

— Kai, você é tão... bobinho... - eu disse em um tom baixinho, aproximando meus lábios perto dos lábios dele, sentindo meu coração ficar mais acelerado do que antes.

 

E ali, nos beijamos, fazendo nossos corpos se deitarem na cama, e voltar a ficarem suados das mesmas coisas, que fizemos antes.

 

{...}

 

Então o tempo foi se passando, e cada vez que os dias se passavam, eu tinha certeza do que eu sentia por ele, e do que ele sentia por mim, na escola todo mundo já estava sabendo sobre nós, só que dessa vez tinha um detalhe muito diferente, eu não escondia aquilo, e era tão bom não ser cativa do que eu sentia, ser livre para dizer para o Kai que eu o amava, e sempre iria continuar o amando.

A bagunça do meu coração, finalmente estava arrumada, por que todos os meus sentimentos por ele, estavam em seus devidos lugares, era ele o tempo todo, e eu estava negando isso de todas as formas, e quando assumi isso, tudo ficou mais claro, me fazendo perceber que eu era burra por ter escondido.

 

Mas, eu não esperava que uma coisa fosse acontecer, depois que eu e o Kai ficamos juntos, eu nunca pensei como seria tudo sem ele daqui pra frente, o que me fez ficar despreparada para qualquer partida do garoto.

 

{...}

 

Quarta-feira, 19:35, começo de uma longa noite cheia de emoções, e eu estava de mãos dadas com o Kai, estávamos andando pelas ruas, rindo e falando sem parar, nada de incomum nem para mim, e nem para ele. 

 

— Vou te levar a um lugar, especial. - ele disse e acariciou seu dedo na minha mão entrelaçada a dele.

 

— Ah! eu odeio surpresas, diga logo, por favor. - falei e olhei para ele fazendo bico, por que sabia que ele não iria resistir.

 

Errei, e bem feio dessa vez.

 

— Hoje, isso não vai funcionar, sinto muito amor. - ele falou ficando sério de repente, o que me fez estranhar e não insistir mais.

 

Eu apenas concordei com a minha cabeça, e senti ele apertar forte a minha mão, e fomos caminhando até o local que ele me disse, cada passo em silêncio eu ficava ansiosa, e ele não dizia nada, o que já me fazia desconfiar que algo estava acontecendo, e que eu não fazia a mínima ideia do que seria.

 

— Está acontecendo alguma coisa? você ficou estranho de repente. - falei olhando para ele, enquanto andávamos em direção a uma rua escura.

 

Ele negou com a cabeça, o que me trouxe alívio e me fez acreditar no que ele disse, então para desviar aquela tensão toda que estava ali, eu comecei a puxar breves assuntos com ele, mas o mesmo não respondia, o que só reforçava que ele mentiu, quando negou que estava acontecendo algo.

 

Nós paramos em frente a um prédio, que estava visivelmente abandonado, eu não consegui prestar muita atenção nisso, minha cabeça estava cheia de paranóias, eu conhecia muito bem o Jongin, e sabia que ele queria me dizer algo.

 

— Você está mentindo pra mim. - falei parando em sua frente, com meus braços cruzados.

 

Ele deu as costas para mim, e foi entrando no prédio abandonado, e eu o segui indignada por ele não ter me dado respostas.

 

— Kai? - chamei pelo seu nome, mas sem sucesso ele continuava a andar, como se não estivesse me ouvindo, e aquilo me fez entrar em um breve desespero.

 

— Jongin, me responde, eu não sou invisível. - falei e peguei no ombro dele, fazendo ele virar para mim.

 

— Por que você nunca espera as coisas? - ele com um tom meio alto, olhando nos meus olhos, e quando sentiu que uma lágrima iria cair, ele abaixou a cabeça, se afastando de mim.

 

— Por que você me esconde as coisas? eu sei quando você quer me falar algo, então por que não fala? - eu falei com um nervosismo no meu coração, por perceber que ele iria chorar, e por ainda não saber o que estava acontecendo.

 

Eu gostava de ter o controle das situações nas minhas mãos.

O silêncio novamente pairou sobre aquele local, e eu permanecia atrás dele de braços cruzados, sentindo minha respiração ficar ofegante, e minha paciência se perder.

 

— Mais que porra Jongin!!! me fala logo que está acontecendo aqui, e por que estamos nesse prédio abandonado. - bufei.

 

— É só uma metáfora Moe, mas você vai estar com muita raiva, pra poder entender agora. - ele falou se virando para mim, e se aproximou um pouco.

 

— Metáfora? você não têm noção da ansiedade que está me causando. - falei olhando para ele.

 

— Eu.. não vou mais estar aqui, mas quero que você permaneça, igual esse prédio, velho, mas está de pé. - disse ele de cabeça baixa.

 

Eu escutei aquilo, e a minha mente deu um nó, me fazendo franzir meu cenho e olhar para ele confusa.

 

— Seja direto, não use metáforas, eu quero que você seja claro comigo. - falei ainda o olhando sem entender.

 

— Eu vou embora, Moe. E não tem como reverter isso. - disse o garoto com tom de voz melancólico.

 

Eu olhei para ele, e me afastei, tentando entender o que eu tinha acabado de escutar, e fui pegando todos os fatos antes de escutar o que eu ouvi ali. Meu peito doeu, a ansiedade passou, e no lugar dela o desespero foi adicionado.

 

— Por que você vai embora? e por que não tem como você ficar? - falei olhando para ele, buscando explicações.

 

— Você sabe dos meus sonhos, e sabe que eu sou muito bom, no time da escola, e nisso eu ganhei uma oportunidade para morar em outro país, pra poder seguir esse sonho... mas eu vou voltar, isso não é para sempre. - ele falou tentando se aproximar de mim, o que foi inútil por que eu só me afastava mais.

 

— Aí você quer que eu te espere, enquanto você vá viver seus sonhos? que visivelmente eu não faço parte dele? - falei com os braços cruzados, sentindo meu peito doer.

 

— Você faz parte, por isso quero que espere por mim. - ele disse tentando mais uma vez se aproximar.

 

— Isso não é um filme, é a vida real, e nela você me jogou fora dos seus planos, desculpa se estou sendo egoista pra você, se era esse seu plano até hoje, era melhor ter dito, eu tinha me preparado pra isso. - falei expressão decepção.

 

Eu sentia meu peito doer cada vez mais, como se uma faca tivesse entrado aqui dentro, nos meus sonhos ele fazia parte de tudo, e eu não conseguia entender por que eu não fazia parte dos sonhos dele, e por que ele me fez se apegar tanto assim, se um dia ele iria embora.

Então esse é o amor? você ama, se doa 100% para a pessoa simplesmente ir?

 

— Eu não sabia que isso iria acontecer, tente me entender pelo menos dessa vez. - ele disse eu vi ele passar a mãos nos seus cabelos, o jogando para trás.

 

— Mas aconteceu Jongin, e agora você vai embora, e eu vou ficar aqui tentando superar, a falta que você vai fazer. - falei sentindo lágrimas descerem.

 

— Isso não é pra sempre Moe, eu disse que vou voltar, quando que eu menti pra você? - ele se aproximou rapidamente, e pegou no meu rosto me fazendo o olhar.

 

— Você mentiu quando disse que só iríamos ser amigos, quando disse que ia ficar comigo para sempre, você acha mesmo que eu sou romântica o suficiente, pra acreditar que você vai voltar? - falei e tirei suas mãos do meu rosto.

 

Eu limpei minhas lágrimas, e voltei a cair na real, o que eu estava pensando? ele nunca foi meu completamente, nessa história só eu me doei completamente, ele com certeza deve ter se preparado, e tão fácil vir aqui, dizer que vai embora, por que não é ele que vai ficar aqui, em um lugar aonde todas as coisas me lembram ele.

 

— Você está me culpando, por tudo isso que aconteceu entre nós? então, você se arrepende? acha que eu não vou voltar? - falou franzindo o cenho, e dessa vez ele que se afastou.

 

— Sim, nunca pensei que depois de meses eu iria dizer isso de novo, mas nesse momento tudo que eu mais queria agora, era que fôssemos só amigos, por que a culpa dessa merda toda, foi a droga desse namoro que nunca deveria ter acontecido. - falei expressando raiva, enquanto as lágrimas desciam sem parar.

 

Com certeza eu errei em ter dito aquilo, mas eu me arrependi de ter tido tudo isso com ele, foi intenso, e agora eu não sabia mais o que fazer com isso, acho que me desesperei por que ele ia embora, acho que eu não sou madura o suficiente para amar o Jongin.

 

— Isso significou muita coisa pra mim, então não diga isso, isso dói pra caralho Moe. - ele falou suspirando no final da frase.

 

Eu escutei o que ele disse, mas a minha mente só frisava na parte de que ele ia embora, e todos os momentos que eu tive com ele foi indo pra longe, como se eu visse agora somente a mim, sozinha, tentando esquecer o Jongin.

Eu não aguentei mais olhar pra ele, nem ficar ali, então eu virei as costas e fui saindo, vendo o garoto vir atrás de mim.

 

— Eu não vou esperar por você, por favor pare de me seguir, vai viver seus sonhos... - falei chorando, e coloquei a mão no peito sentindo ele doer. — Eu odeio despedidas, então esse é o modo mais fácil, não lembre de mim na viagem, eu não quero. - falei ainda de costas para ele.

 

Eu não queria falar aquelas coisas, mas foi o único jeito de não ser mais vulnerável, de me esconder, aquele foi o único jeito.

 

— Moe... você vai me deixar? tem certeza. Isso não significou nada pra você? absolutamente nada? - ele falou parando seus passos.

 

— Você me deixou primeiro. - falei e limpei a última lágrima que caiu do meu rosto.

 

Eu não sei quem tinha deixado quem naquela história, eu não quis olhar para trás e ver o garoto ali, eu tinha certeza que voltaria e o abraçaria, e pediria para ele ficar comigo, me beijar uma última vez, ou foder comigo uma última vez, mas não... eu não iria fazer isso, eu estava me poupando de sofrer mais, eu queria achar um jeito de tirar esse sentimento de mim, de apagar todos os dias que ele sorriu pra mim, fazendo essa estupidez crescer dentro de mim.

Eu fui andando, em passos apressados, eu queria chegar logo em casa e sumir nas minhas cobertas, ou acordar no meu quarto com ele do meu lado, me fazendo ter certeza que aquilo foi um sonho ruim. Eu nunca mais iria acordar com ele do meu lado, por que acabou, tudo, a amizade, o namoro, simplesmente acabou, e ele estaria longe demais para poder consertar tudo.

 

O que eu vou fazer depois desses meses? como vou arrumar, a bagunça que meu coração se tornou novamente?

 

 A sensação de que tudo estava bagunçado, voltou, me fazendo querer gritar de dor, de sumir, ir pra longe, mas aonde eu iria eu ia lembrar da porra do sorriso do Jongin, que me fazia por instantes parar de raciocinar. A dor, de não ter ele mais uma vez voltou, e agora não ia ter nada para anestesiar isso.

 

Acabou.



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