História Head Above Water - Yoonkook - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga)
Tags Asma, Avril Lavigne, Bangtan Boys (BTS), Depressão, Drama, Head Above Water, Jeon Jungkook, Min Yoongi, Sadfic, Shortfic, Sugakook, Yaoi, Yoonkook
Visualizações 105
Palavras 2.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - First


Eu estava cansado e ofegante, isso porque só tinha descido a escada de casa. Uma coisa comum, mas complicada para alguém como eu. E eu não podia nem culpar o sedentarismo. Já estava no pé da escada, tentando controlar a minha respiração para não preocupar a senhora Min, que estava na cozinha fazendo o café, mas mesmo assim a respiração continuava densa e pesada. Era uma merda ter asma, mas era uma merda tripla ter asma grau 4. Você não vive, apenas acha um jeito de sobreviver com esses pulmões de araques. Porém ultimamente minha situação vinha piorando.

Quando a respiração aliviou um pouco, segui meu caminho para a cozinha silenciosamente e sentei na bancada, sorrindo o máximo que eu podia para a minha mãe - assim ela não perguntaria tanto se eu tinha acordado bem e se estava tudo em ordem. Desde que eu fui diagnosticado com essa doença aos oito anos, minha mãe fazia o possível para poder ficar mais tempo perto de mim. Não por ter medo de eu morrer, mas para realmente cuidar de mim. E isso, infelizmente, incluía cozinhar. O que não era uma de suas qualidades.

— O que fez hoje para o café da manhã, mãezinha? – perguntei todo esperançoso para que fosse salada de frutas. Pelo menos não teria gosto de queimado.

— Panquecas com morangos e café com creme, do jeitinho que meu bebê gosta. – respondeu minha mãe, fazendo com que eu revirasse os olhos. Realmente, café com creme era a única especialidade da minha mãe na cozinha.

— Precisa me chamar de bebê mesmo? – questiono com tédio. Odiava quando ela falava assim.

— Claro que sim, Min Yoongi! – exclamou ela rindo e se aproximando de mim, apertando minhas bochechas antes de continuar. – Você é meu bebê e sempre vai ser!

— Acho que você precisa de um namorado... – resmungo, comendo aquela meleca, um pouco receoso, enquanto ela revirava os olhos. O medo de passar mal era tão grande que acrescentei em um sussurro. – Cozinheiro de preferência ou vai ter que arranjar um filho novo.

— Eu ouvi isso! – reclamou a senhora Min Jinjoon, saindo da cozinha e subindo as escadas para o quarto. Eu ri um pouco e bebi mais do café gostoso.

Depois de alguns minutos, pego minha mochila e vou esperá-la no carro. Infelizmente eu tinha que ir para escola como um garoto normal – o que eu não me considerava – e agir como um deles, o que na maioria das vezes eu não conseguia. Eu podia perfeitamente pegar ônibus, mas tinha aquele lance de eu me atrasar e ter que correr atrás de ônibus e isso não era muito recomendado na minha situação. Então eu tinha que esperar minha mãe me levar todo dia, fazendo com que ela se atrasasse para abrir sua loja. No fundo eu me sentia muito mal, não queria atrasar a vida da minha mãe, mas algumas coisas não podem ser mudadas. Enquanto minha mãe não chegava aproveitei para por uma música no rádio. Eu sabia que ela não era muito chegada em tecnologias, então conectei meu celular por via Bluetooth e escolhi algumas musicas para tocar, mesmo sabendo que ela as odiava. Eu realmente era um filho muito ruim, mas ela nunca desconfiaria.

Minha mãe chegou enquanto tocava Boys Like You de uma cantora pouco conhecida chamada Anna Clendening. Eu cantarolava baixinho, enquanto minha mãe colocava o cinto de segurança me olhando com o canto dos olhos e logo eu sabia que viria algum comentário. Não demorou muito, na verdade durou apenas o período entre ela ligar o carro e sair da garagem.

— Está apaixonado, Yoon? – perguntou Jinjoon, sem tirar os olhos da rua enquanto sorria minimamente. – Meu bebê está amando?!

— O quê? Nãooo! – respondi exaltado. – De onde você tirou isso?

    — Para quem sempre escolhe estações de rádios depressivas, hoje colocou uma música um tanto... felizinha?! – murmurou ela, achando graça da minha reação. – Quando você vai me apresentar ela? Me avise primeiro para eu poder comprar um jantar legal...

— Mas e se for ele? – questionei, apenas para ela parar de falar, o que resolveu, mas surpresa, ela pisa no freio com tudo por não ter visto o sinal fechar. Minha alma foi e voltou umas duas vezes antes de eu olhar para ela que me encarava boquiaberta.

— Você gosta de meninos e nunca me contou? – perguntou ela, com um tom de voz magoado.

— Não, mãe! – tentei dizer. – Quero dizer, eu não sei, nunca gostei de alguém de verdade!

— Ah... - soltou minha mãe, voltando a olhar para frente. Logo ela acelerou o carro e seguiu o trajeto até a escola. – Você devia sair mais...

— Por que você acha isso? – indaguei com a cabeça encostada no vidro. Hoje o dia estava meio quente, mas ainda havia uma corrente de ar frio que me obrigava a usar um moletom. Tudo isso por causa da minha saúde um tanto frágil. – Você sabe que eu não me adapto bem a lugares estranhos e a qualquer hora posso ter uma crise...

— Mas você não pode se prender, filho! – interrompeu. Eu conseguia ver que ela estava chateada, não comigo, mas com a situação. E mesmo eu dizendo a ela que odiava sair e conhecer estranhos, a senhora Jinjoon ficava triste. – Você tem que aproveitar o máximo, ainda mais por ser adolescente! Não pode se privar de fazer algumas besteiras, beber com alguns amigos... menos usar drogas! Isso eu não aceito!

Eu ri dela, mas não respondi. Era difícil para mim me empurrar além do que eu estava acostumado. E era mais difícil ainda não poder corresponder às expectativas da sua mãe, pois sentia sua vida por um fio. "Eu nunca vou me apaixonar!", ditava a mim mesmo. Eu não podia. Tanto por mim, quanto pela outra pessoa. Não era justo com ela e nem comigo, porque eu sabia que não ia querer morrer se eu tivesse mais alguém na minha vida. Não que minha mãe não fosse o suficiente, ela era, e se eu pudesse pouparia ela de passar por isso e todo o sofrimento que ela ainda irá passar. Mas, infelizmente eu não podia fazer nada disso. Embora estivesse um silêncio um pouco carregado de tensão, seguimos até escola com ele.

»«»«»«

Eu entrei na escola com meu moletom cobrindo a cabeça e meus cabelos pretos totalmente tampados. Meu fone de ouvido estava num dos últimos volumes e eu seguia calmamente até o meu armário. Eu peguei meu material e caminhei até a sala no segundo andar. O sinal bateria em alguns minutos e algumas pessoas me atropelariam por subir tão devagar, mas eu não me esforçaria para andar mais rápido, se quiserem, terão que ter paciência.

Eu, na maioria das vezes, era tão perdido e distraído que quase levava tudo o que estivesse ao meu redor, incluindo pessoas, e mesmo colado na parede da escadaria, andando como uma lesma, euzinho, Min Yoongi, bati em alguém, derrubando meu próprio celular.

— Aish, que desastrado! – resmunguei um pouco alto ao ver o celular espatifado no chão. Agachei-me cuidadosamente, para não cair daquele inferno, e peguei as peças jogadas do celular. Sorte que ninguém estava indo por ali, senão seu celular já estaria sendo pisoteado.

— Quem?! Eu?! – questionou uma voz rouca, me fazendo estremecer de medo. Droga, eu ia começar uma briga na escola? Eu perderia facilmente. Parei de tentar montar o celular e levantei meus olhos até a pessoa com um sorriso culpado e encontrei um garoto muito bonito me encarando curioso.

— Não, desculpe, estava falando comigo mesmo. – disse sem gaguejar, por milagre de Deus. O garoto era Jeon Jungkook, o badboy da escola, ou simplesmente o "Garoto Emo Problemático", como Jimin gostava de chamá-lo.

— Hmm... quebrou? – perguntou apontando para o meu celular. Neguei com a cabeça, sem confiar na minha voz dessa vez e ele suspirou. – Menos mal...

– Desculpe trombar em você... – falei um pouco rápido e me curvei, saindo da vista dele o mais rápido que meus pulmões e minhas pernas curtas permitiam.

Entrei na sala e vi Jimin batucando na mesa, visivelmente irritado. Me aproximei, sorrindo de nervoso e me sentei na carteira atrás dele, ao lado da janela. Quando me viu, fuzilou-me com os olhos e eu senti meu sorriso desmanchar.

— Você é o pior melhor amigo que existe! – acusou ele, apontando para mim. – Você disse que ia comigo!

— Eu sei, mas minha mãe achou melhor eu não ir... – menti, tentando soar verdadeiro. Nunca fui bom com isso, sempre acabava me dedurando.

— Mentiroso! – retrucou alto. – Sua mãe sempre implora para você sair de casa! – o Park começa a fingir um choro. – Você nunca sai comigo, sempre inventa uma desculpa ou tenta mentir...

— Me desculpa, Chimchim... – peço me sentindo um lixo. Além de pior filho, sou o pior melhor amigo. – Que tal irmos hoje? Depois da escola?

— Não quero mais! – resmungou ele virando a cara. – Era para a gente ir no final de semana! Só não deixo de ser seu amigo, porque você nunca vai achar alguém melhor que eu!

— Eu nunca vou achar outra pessoa que queira ser meu amigo... – resmungo baixo, mas mesmo assim ele escuta. Eu sei que ele odeia quando eu falo isso, mas é a verdade. Viro meu rosto para a janela aberta e da mesma vem um vento fazendo com que meu capuz caísse. Sem me importar, apoio meu queixo sobre a mão e observo o lado de fora.

— Yoongi, você sabe que isso não é verdade... – começou Jimin, um pouco nervoso. Afinal, ele achava que era um assunto delicado – e era –, mas eu não me importava.

— Claro que é, Jimin! – interrompi ele. – Ninguém quer ser amigo de um garoto que pode explodir a qualquer momento. E você sabe que eu sou uma granada prestes a explodir...

— Pare de falar como a Hazel Grace, porque você não tem câncer e isso não é A culpa das estrelas! – reclamou, revirando os olhos com o drama. – E qualquer um gostaria de ser seu amigo, mas você não deixa ninguém se aproximar...

— Quem está mentindo agora, Jimin? – pergunto, rindo irônico, deixando-o confuso. – Você só é meu amigo porque moramos na mesma vizinhança e crescemos juntos e não venha dizer que não é, porque eu sei bem disso... – paro um pouco para respirar e molho os lábios, um tanto nervoso. – E eu sei que você parou de brincar na rua com Jaemin e os amigos dele, porque eles disseram que eu só atrasava o grupo e você tinha pena de me deixar sozinho, fazendo com que você brigasse com eles.

— Isso não vem ao caso... – retrucou baixinho, depois de se recuperar da surpresa. Sem poder pensar numa resposta boa o suficiente, Park suspira e olha para frente, emburrado. E eu ri, voltando a encara a janela e os passarinhos voando.

»«»«»«

Eu estava visivelmente incomodado. Tinha que ir para sala correndo para não ser deixado para fora e mesmo assim, aquela garota irritante não largava do meu pé. Ela ficava falando sobre ela, sobre mim e, o pior de tudo, sobre nós. Um nós que nunca aconteceu e nem iria acontecer.

— Olha... – comecei, interrompendo ela. Eu até tinha esquecido o nome dela - ou talvez nunca nem soubesse. – Eu não me lembro do seu nome e muito menos do porquê de você está falando tanto de um nós que não existe. – ela tincou os dentes, irritada, com tanta força que até fiquei com medo deles caírem a qualquer hora. – Só me deixa ir para sala, sim?

— Você é um idiota, Jeon! – ralhou a garota, com um ódio palpável. – Nunca mais me procure!

A garota saiu da minha frente, batendo os pés até sumir no corredor e nem me disse o seu nome. Bem que os mais velhos diziam que essa geração estava mal-educada. Taehyung se aproximava com um sorriso maldoso e dois livros na mão.

— Nossa Jungkook, o que você disse para ela sair tão irritada daqui? – perguntou ele curioso, ainda com aquele maldito sorriso. – E pega logo essa porcaria e vamos logo para a sala... – continua, me entregando um livro de geografia e eu faço uma careta ao pegar.

— Primeiro de tudo, eu nem a conhecia e segundo, – dei uma pausa dramática propositalmente e começamos a andar. – Por que viemos mesmo para a escola?

— Porque a diretora ligou para os nossos pais e se não viermos, ficaremos de castigo ou pior, teremos que fazer esse ano tudo de novo... — respondeu ele prontamente, com um calafrio ao mencionar a última parte.

— Me convenceu. – respondi de imediato, caminhando até a última sala daquele corredor.

Eu estava muito distraído hoje e depois de quase uma semana matando aulas, parecia que eu não conseguia nem mais reconhecer meus colegas. Uns até me cumprimentavam, mas eu não fazia ideia de quem eram, cumprimentei de volta. Eu entrei na sala e por sorte a professora demoníaca não se encontrava. A sra. Lee possuía uma grande habilidade de guardar rancor de quem não ligava para as suas aulas, principalmente se esse alguém fosse eu.

Procurei algum lugar adequado para sentar, onde não receberia cuspe de professor e longe de pessoas que encheriam o saco, e encontrei na última carteira da fileira do meio. Enquanto andava até o lugar, cumprimentei alguns garotos que eu reconhecia e alguns deles brincaram que eu resolvi aparecer numa segunda-feira. Foi uma surpresa realmente. Sentei-me na cadeira e logo Taehyung sentou à minha esquerda. Ele não parava de reclamar de como sua mãe implicou por ter recebido uma chamada da diretora.

Finalmente a velha havia aparecido e feito algumas piadinhas conforme viu que eu estava ali e logo tratou de passar matéria. Meu tão fiel amigo acabou cochilando e quando fui chamá-lo, meus olhos se desviaram, sendo direcionados ao garoto que estava a algumas carteiras depois da do Kim.

Era aquele garoto que esbarrou em mim mais cedo. Não havia percebido o quão bonito ele era. Eu por acaso era cego? Eu nunca havia o visto por aqui. Desde quando somos da mesma sala?! Mesmo olhando-o de perfil, algo nele exalava beleza e delicadeza. O sol batia em seus cabelos escuros e fazia-o parecer um anjo, talvez fosse mesmo. Nunca me considerei tão gay como naquele momento. Todas as meninas bonitinhas e fofas que haviam naquela escola, nunca, na vida delas, conseguiriam chegar aquele patamar.

Algo dentro de mim implorava para sair perguntando quem era aquele garoto, mas para quem eu perguntaria? O inútil do Taehyung sabe menos do que eu nessa escola. Tinha que descobrir quem o garoto era, mesmo que fosse apenas para observá-lo. Ele olhava além da janela e respirava de um jeito estranho, mas fofo. Afundei a cabeça nos meus braços e ri sozinho, baixo. Eu estava fissurado num garoto que havia trombado não fazia nem uma hora. Eu sentia minha mente programando que agora toda segunda-feira eu viria para escola, somente para ver aquela obra de arte. Levantei a cabeça e apoiei meu queixo sobre a mão direita e revezei meu olhar da lousa para ele, sem deixar que a velha decrépita notasse algo. Eu não podia perder essa aula por nada nesse mundo, mas pouco me interessava geografia, eu estava mesmo era pensando em um jeito de descobrir quem era e como eu me aproximaria dele.

»«»«»«

"Preciso manter a calma antes da tempestade

Eu não quero menos, eu não quero mais

Preciso fechar as janelas e as portas

Para me manter seguro, para me manter aquecido"


Notas Finais


Bom gente, eu espero conseguir terminar de postar a fic aqui pois meu pc esta uma merda (novamente). Essa fic é uma adaptação de uma jikook que eu fiz ano passado e espero de coração que vocês gostem.


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