História Head Down (interativa) - Capítulo 3


Escrita por:

Visualizações 135
Palavras 1.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela, Saga, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim
Finalmente
Depois de oitenta e quatro anos
SAIIIIIIIIU

Espero que gostem

Capítulo 3 - 1.1 - Homeless


“I walk through the valley

Of the shadows and death...”


Homeless


Cerca de 3 meses atrás. 

Início da antiga Anyang; Coreia Unificada

Lora Takesue


Os coelhos selvagens se tornavam especialmente fofos durante o inverno. Os pêlos branquinhos que formavam uma camada térmica de proteção às mais baixas temperaturas os deixava ainda mais adoráveis nesta época do ano.


No entanto, nem mesmo a fofura impediu que a flecha atravessasse a cabeça do pobre roedor, que distraidamente havia ido para o lugar errado, na hora errada, obviamente  só para si.


A pontaria extremamente precisa de Nana com o arco sempre me impressionou. Quando mais nova, eu admito que sentia uma certa inveja. Ela era muito habilidosa desde o começo do seu treinamento, enquanto eu, que não conseguia chegar nem perto de alguma flecha sem tremer, era um completo desastre. Hoje em dia, consegui melhorar através da prática, mas nada se compara com o dom de Naomi.


– 3 coelhos só hoje. Não é nada grandioso mas… Comeremos alguma coisa que não vai ser aquelas malditas frutas secas que o Hansol nos deu. – minha irmã pulou de alegria, correndo até a mancha de sangue e o coelho, prendendo tanto o coelho quanto a flecha utilizada, em bolsos específicos de sua mochila.

– Não seja ingrata! – dei um tapa leve na cabeça da garota quando cheguei perto dela, sentindo leve arrependimento ao ter a sensação de ligeiro congelamento nos dedos. – Ele foi praticamente um anjo em ter nos dado comida e abrigo nesse fim de semana.

– Não era mais que obrigação dele… – resmungou, revirando os olhos.

– Naomi!

– Ah, qual é? Nós salvamos ele e aquele velho escroto que cuida da Colônia que ele mora! Devíamos ganhar uma casa para passarmos as férias naquele lugar.

– Ah, se for assim, eu apoio. Imagina morar próxima da costa, no verão?

– Um sonho.

– Sem dúvidas.


Olhamos uma para a outra e sorrimos, seguindo nosso caminho para o centro da antiga Suwon e terminarmos o nosso trabalho.


– Vamos chegar lá hoje?

– Não. Está ficando tarde, e mesmo  estando tão perto, vamos ter que dormir na estação e seguir pelos trilhos até chegarmos no “lugar” do Junmyeon. – percebi a expressão de decepção da minha irmã, que parecia muito uma criança naquele momento.

– Ah, mas que merda! Por que os melhores trabalhos são na puta que pariu?

– Porque, justamente, eles são muito longe e ninguém quer fazer esse tipo de coisa ganhando pouco. – ela parecia pensativa, e estagnou no meio da neve por alguns segundos, não muitos, mas o suficiente para que eu ficasse um tanto assustada.

– Ok, você tem um ponto.

– E quando eu não tenho, idiota? – mordi meu lábio tentando controlar a risada ao ver a menor ficando vermelha de raiva.

– Vá se foder, Lora.

– Também te amo, irmãzinha.


Puxei ela para perto com a destra e, deixando-a com a cabeça praticamente no meu ombro, continuei seguindo, ainda tentando não rir dos resmungos que, hora ou outra, saiam dela.


Nós éramos uma espécie de “Faz-tudo” do Mundo Exterior. Pelo preço certo, estávamos aceitando qualquer trabalho. Desde coisas simples como pegar alguma entrega em tal lugar até alguns não tão honestos, digamos assim, como trabalhar para contrabandistas, que era justamente o serviço que fazíamos naqueles últimos 6 meses. Não era o estilo de vida mais saudável que tínhamos ao nosso dispor, nem de longe, mas é o que menos se envolve nas merdas que ocorrem “lá fora” e, depois de uma conversa longa com a minha irmã, antes de deixarmos a última colônia em que moramos, decidimos que era o melhor a se fazer. Sem dependências com vilarejos, sem ninguém mandando em nós, sem cobranças ou coisas do gênero. O único quase-problema, ao meu ver, é a falta de uma casa fixa, mas particularmente isso se tornou mero detalhe depois de um tempo. Depois de crescer e viver sem uma, o termo “casa” só me remete às poucas memórias que tenho de nossos pais, que não são as mais confortáveis.


– Lora. – Nana me chamou, baixinho, enquanto apontava para um riacho e, consequentemente, para uma moça que estava próxima, arrumando sua mochila. – Acho que é uma neutra, como nós.

– Ou uma viajante de alguma aldeia. – me aproximei da cena, apoiada em uma árvore. Evitando fazer grandes ruídos, peguei a primeira pistola que achei no bolso da minha mochila. Não gostava de ser arisca, mas era o que me manteve viva até então, e estava um pouco tarde para mudar de estratégia. Larguei minha mochila próxima à minha irmã e me apoiei em uma árvore que estava logo a frente.


Haviam só duas balas no cartucho. Se fosse alguém amigo, não teria que gastá-las. Caso contrário, eu teria que ser rápida e certeira. Mesmo tendo Nana como reforço, eu precisava evitar envolvê-la.


Tomando todo o cuidado do mundo, caminhei na neve fofa e me agarrei a uma outra árvore, tendo uma visão completa da lateral esquerda da garota. Não carregava nenhum símbolo de Colônia consigo, e suas roupas eram comuns, simples, e me pareciam até um tanto finas demais para o inverno rigoroso de janeiro. Como ela não havia morrido de hipotermia com aquela temperatura?


Coloquei a arma, já destravada, na mão direita e havia deixado um canivete suíço escondido na manga esquerda da minha jaqueta, para garantia em qualquer combate corpo a corpo. Respirei ruidosamente e me aproximei dela, enquanto aquecia minhas mãos soprando ar quente nestas. Me sentei às margens do riacho congelado, me preparando para qualquer possibilidade de ataque. Ficamos alguns segundos em silêncio, então, levantei minha arma e a apontei em direção ao seu crânio.


– Tard ou neutra? – questionei simplória, observando-a de soslaio, não notando qualquer sinal de hesitação na continuação da organização que ela fazia, mas ainda sorriu, me deixando confusa.

– Neutra. – Menos mal, uma suspeita confirmada.

– 'Pra onde vai? – continuei a apontar o calibre para si, notando que, agora, ela me observava.

– Para a próxima vila que encontrar. – Enigmática demais, informação de menos. Não é uma neutra recente. A fala da moça era estranhamente límpida, e eu não reconhecia um possível sotaque.

Por que parou no meio do caminho?

– Por que ainda faz perguntas apontando essa arma à minha cabeça mesmo sabendo que eu não vou fazer nada? – Perguntou rápido, transparecendo um leve tremor durante suas falas.

– Como eu saberia disso? – arrastei o dedo para o gatilho. Queria acabar logo com aquilo, meu corpo, mesmo revestido, estava perdendo calor.

– Se eu quisesse um conflito, já teria te atacado, não acha? – sorri de lado, abaixando a arma, mas não a destravando.

Touché, cara colega viajante. – brinquei, olhando para seu rosto  diretamente, notando que não havia nenhuma marca de cirurgia em sua testa e que ela era muito nova, aparentemente minha idade. – De onde veio?

– Do antigo Anexo Secreto dos neutros. – Longe, muito longe. Há quanto tempo ela estava andando?

– Expulsão?

– Minha localização foi entregue por uma traidora. – Uma mestiça. Por isso tão longe. – Você conhece Min Yoongi?

– Claro. – Afinal, quem não o conhece? Ela me encarava, e uma espécie de sexto sentido não apontava na de ruim em relação à ela. Esses pressentimentos nunca haviam falhado comigo, mas como para tudo há uma primeira vez, eu ainda mantinha a arma de fogo próxima

– Você sabe onde ele está?

– Sim.

– Você pode me levar até ele?

– Talvez.

– Talvez?

– O que quer com ele? Sua resposta irá definir se eu te ajudo ou estouro sua cabeça, então seja no mínimo convincente se quiser sair viva. – Novamente, ergui a arma, impaciente. Se eu demorasse demais ali, quem morreria seria eu.

– Emprego. E comida. É 'pra isso que recorremos aos contrabandistas, não? – E então, o que esperava aconteceu: uma expressão nervosa e ansiosa apareceu.

– Ok… – suspirei e baixei a arma, passeando minhas mãos praticamente congeladas no meu cabelo e me levantei rápido. Fiz um sinal para Nana se aproximar. – Min Yoongi mora na Antiga Daegu, à uns duzentos e poucos quilômetros daqui. Você tem ao menos uma noção básica de para onde deve seguir?

– Nunca estive naquela região do país. Sempre morei muito próxima às partes costeiras. – Levantou-se e olhou para minha irmã, enquanto a mais nova me entregava um par de luvas e a minha bolsa.

– Se você quiser… Eu posso te levar até lá. Não por bondade, mas de Suwon, vamos para Daegu também. – a desconhecida assentiu freneticamente pegando suas coisas e correndo atrás de nós enquanto fazíamos o caminho de volta para a trilha principal. – Não vou garantir que a viagem irá ser gratuita, até o fim dela eu decidirei isso. E, outra: se quiser nos acompanhar, saiba que algumas coisas podem acontecer até chegarmos lá. Brigas com outros andarilhos e etc. Se durante qualquer um desses eventos, eu suspeitar de alguma atitude sua…

– Você me mata. – arregalei os olhos, mas sorri, assentindo. E ela estendeu as mãos em sinal de rendição, e/ou de paz. – Muito obrigada por me acompanhar. Faz muito tempo que não vejo outra pessoa.

– Foi levada para algum exílio? – Nana perguntou, entregando uma dúzia de pequenas frutas secas na mão da moça, que agradeceu com a cabeça e sorriu, comendo uma por vez antes de respondê-la, contando sobre a sua fuga da quase-colônia neutra.


– Por sinal, acabei de lembrar que ainda não sei seu nome. – Naomi comentou, me fazendo reparar também nesse detalhe. Ah, eu e minha memória de peixinho dourado em questão de comunicação com pessoas desconhecidas.

– Bem… meu nome… – ela pareceu indecisa, ponderando sobre algo. – Saibam apenas que eu tenho um nome de um animal, no coreano nativo.

– Um animal? – minha irmã parecia querer advinhar qual. – Você me lembra uma raposa… Seu nome é Yo-u?

– Não, não… – a menor (em questão de altura) riu devido a tentativa da minha irmã, pondo a mão em frente a boca e pressionando os olhos. – Mas seria interessante.

– Então, até eu advinhar seu nome, vou te chamar de Yo-u. – Naomi fez uma careta, semelhante à uma criança.

– Bem-vinda ao time Takesue, Yo-u. – suspirei, abraçando à mim mesma com um pouco mais de força e prosseguindo. – Eu me chamo Lora e ela é a Naomi.

– É um grande prazer em conhecê-las, Lora e Naomi.


Notas Finais


A personagem "Yo-u" é a querida cria da @MeCookie, esse anjinho lindjo. Espero que tenha gostado da interpretação dela :3

BY THE WAY, EU REALMENTE ESTOU MUITO CONTENTE, e doente. E é só isso mesmo.

Au revoir!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...