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História Hear Your Silence - Yoonseok - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Eu tinha dito para uma pessoinha ai que o capítulo sairia dia 10. Maaaaaaaaas, recebi um incentivo maravilhoso e em resultado a isso me veio um lapso criativo.
(lá vamos nós na att quilométrica de quase 6k que vocês gostam. Não consigo encurtar, não adianta)
Hear Your Silence já está com 27 favoritos e eu me realizo todinha toda vez que vejo esse número. MUITO obrigada pessoal. Vocês são incríveis!

Também estamos chegando a 500 views!!
Meu Deus! Mãe, to famosa!
Hahahah

Vamos conversar sobre isso nas notas finais, estou organizando uma surpresa pra vocês ; P.
Por hora... Uma Excelente leitura!

(P.S: Gente, eu sei que parece uma grande sadfic, mas eu garanto que -assim como na vida real- isso vai passar. Aguentem só mais um pouquinho e logo estarão dando risada comigo.)

Capítulo 8 - Ato 1 - VIII


 

Dois anos antes, mesmo hospital.

“-Joonie, posso entrar¿... -Seokjin colocou a cabeça para dentro da sala.

-Ainda está ai¿ -Ele largou o que fazia e se levantou–Seu horário já acabou, deveria estar em casa. Tudo bem¿

-É que eu estava ajudando uns funcionários novos, nada demais –Ele passou as mãos nos braços cobertos pelo jaleco –Queria tirar algumas dúvidas.

-Estou todo a ouvidos –Namjoon tocou o rosto dele, fazendo o enfermeiro travar no lugar –Calma, só estou tirando talco do seu rosto

-Bom, é que... –Ele olhou para todos os cantos da sala, procurando as palavras corretas –Porque os quartos são individuais¿

Namjoon parou com os toques. A resposta era óbvia: Pacientes pagam por privacidade, mas Seokjin era esperto, provavelmente queria contestar algum protocolo do hospital. O médico já sabia, não era a primeira vez.

-Não é isso que quer me perguntar, não é¿ -Namjoon deitou a cabeça na porta, sorrindo para o homem incrível que tinha a sua frente.

-Ah, ser seu amigo é muito chato as vezes! –Os dois riram –É que... Ser tão reservado 12 horas por dia é bem exaustivo, então se um funcionário pudesse ser mais próximo dos pacientes seria legal.

-E se os pacientes pioram, como se sentiria¿ -Ele girou o rosto para o outro lado –Por isso que não cuidamos de pessoas que temos vínculo.

-Eu sei disso, mas... –Ele estalou a língua na boca –As pessoas melhoram mais rápido quando tem zelo e atenção junto aos remédios.

-Não estou entendendo o que quer propor.

-Talvez –Ele passou os olhos pela sala toda de novo -Não fosse necessária tanta formalidade. Entende¿ Porquê chamar de senhor¿ Ou porque as pessoas tem que comer sozinhas¿ É preciso atravessar o hospital todo para pegar uma cadeira de rodas só porque não podemos tocar o paciente¿ Pessoas doentes precisam de chamegos, não de bajulação!

Namjoon ajeitou a postura recuando um passo atrás, por dentro sorria, admirado por quem nunca foi muito bom com palavras.

-Eu tô ferrado, não é¿ -Se encolheu ainda mais, depois de ter criticado todo um sistema que Namjoon criou.

Se fosse outro funcionário talvez estaria até demitido, mas era Kim Seokjin.

Namjoon ia manter religiosamente a tradição de ceder ás ideias incríveis dele.

-Não, não está. –Viu o alívio percorrer o corpo do outro disfarçado num piscar demorado -Prometo pensar nas suas incógnitas, mas antes –Estalou os dedos e apontou para a porta –Casa...

-Ah graças a Deus, obrigado Joonie, obrigada mesmo –Ele fez várias reverências –Nem sei o que dizer.

-Diga: Boa noite e até amanhã –Disse com tom sério na voz –Vamos, rua!

O garoto fez mais um par de reverências e girou meia volta nos calcanhares, tropeçando nos próprios pés para girar a outra metade e se virar novamente para Namjoon.

-Boa noite e até amanhã –Saiu correndo trazendo o silêncio para novamente tomar a sala.

Por pouco tempo apenas, pois o médico desatou a rir sozinho.

Seokjin era... Uma figura.

Sinceramente, um pontinho de luz que apareceu naquele hospital. Namjoon poderia arriscar uma briga com a própria razão ao afirmar para si mesmo que estava... Argh, julgava essa palavra tão adolescente: Apaixonado.

Apaixonado pela teimosia e resiliência, pelo esforço e pelo amor ao trabalho árduo que Seokjin vinha demonstrando ao longo dos plantões.

Mas onde arranjaria tempo para se apaixonar¿ Trabalhava o dia todo e pelo visto seu pretendente seguiria pelo mesmo caminho.

Balançou a cabeça afastando todos esses pensamentos “Juvenis demais” para si e voltou a se sentar e ler suas receitas.”

 

13h24 18\11

“Antes eu tivesse arriscado”... –Namjoon parou no meio da porta ainda com a maçaneta em mãos para olhar a plaquinha nela. Um papel colorido por uma criança, e ao centro o nome “Min Yoongi. Yoonie”

Duas ideias criadas por Seokjin juntas: Informalidade com pacientes e desenhos das crianças internadas.

-Eu vou leva-lo para a sala do outro paciente e depois volto a avisar você. –Namjoon disse fechando a porta, onde uma enfermeira calçava os sapatos em Yoongi –Lembre-se, ainda existe uma ordem de afastamento contra ele por parte de Park Suran então quando te perguntarem se ele o viu você nega pela sua vida, entendeu¿

-T-Ta... –Respondeu contrariado, não achava certo mentir –Doutor, isso não é errado¿ ele não pode ser punido¿

-Ah, eu só quero ver Min Yoongi feliz, ninguém vai saber. –O médico tocou o ombro dele. O tom de voz demonstrava algum tipo de piedade, mas para Hoseok parecia meio falso.

-Doutor, com todo o respeito, por que o senhor é assim¿ -Hobi juntou as mãos na frente do corpo –Parece que não gosta dele.

-Você me conheceu hoje garoto, não tire conclusões precipitadas!

Hoseok assentiu rapidamente e fez uma reverência.

-Vou leva-lo pra casa dele hoje, se sentir insegurança a meu respeito nos encontre lá, entendeu¿ -Disse, quase grosseiro para Hoseok que assentiu mais –Seus amigos estão te esperando ali fora.

Hobi ergueu a coluna e se virou para a porta, vendo Lisa usando o celular e Jungkook olhando para ele sério pelo vidro.

Hoseok era bem medroso, a maioria de seus temores viravam brincadeiras e risadas, mas na parte séria da lista que facilmente o faria chorar em agonia estava aquele olhar repreensivo dele.

Por que não era a primeira vez.

Andou até a porta já sentindo as mãos tremerem e o ar falhar na junta dos pulmões, não teve força para girar a maçaneta da primeira vez, da segunda a abriu com força suficiente para os amigos acharem que estava irritado. E ai tudo explodiu.

-Ta, agora senta ai e explica que porra é essa –Lisa foi para cima dele

-Lisa, calma... –Disse baixo, quase gaguejando

-Calma nada. Você sabe quem é esse cara¿ Sabe o que ele fez¿

-Não acredito no que dizem

-Pelo amor de deus, bondade tem limites! –Ela passou a mão nos cabelos e se virou

-Vem cá, por que vocês estão aqui¿ -Criou coragem para perguntar

-Por que a gente tava preocupado com você¿ -Jungkook respondeu de braços abertos, em tom de questionamento.

-Olha Hobi. Ele tem aquele amigo médico rico e que vai ficar aqui cuidando dele, você tem suas coisas pra cuidar também. Vamos embora – Lisa agarrou o pulso dele e foi saindo

-Não! – Num impulso soltou o aperto- Não confio naquele médico maluco e vocês não sabem o que eu passei, não estavam na minha pele e por isso não entendem ele! Ele precisa de mim e eu vou ficar aqui!

-Não Hoseok! Você não vai! Por que está fazendo isso só pra substituir o que fazia com Zuru! Esse cara sequer liga pra você!

-Jung, isso é algo que eu deveria saber¿ -Lalisa respondeu

Pronto, a palavrinha mágica foi dita.

-Não, isso é algo que nenhum de vocês deveria saber! –Esbravejou –Uma vez na vida vocês querem parar de ficar se preocupando comigo¿ Eu já disse que estou bem agora. Não preciso de vocês como escudos.

Palavras doem mais do que cortes as vezes. E escutar isso doeu tanto em Jungkook quanto um corte no peito.

Cansava ser sempre o responsável.

­-Tem razão –Jungkook jogou a bolsa nos pés do professor e lançou um último olhar agressivo pra ele antes de se virar e simplesmente sair.

Lalisa ficou sem palavras, alternando o olhar entre um e outro, até Jungkook segurar seu pulso e leva-la para fora. Hoseok realmente não precisava de escudos, mas se tinha uma coisa que não suportava era sentir que estava sozinho. Ninguém estava na sua pele para saber como era sufocante a proteção constante, vê-los ir embora, sentir-se desamado também era um tiro no peito.

-Kookie... –A voz saiu sem som, por que logo ele começou a correr atrás deles -Jeon! Jeon, eu não posso ir embora, eu não posso deixar ele sozinho senão... Por favor, não fica bravo comigo eu errei, desculpa.

-Achei que não precisasse de escudos –Tentou pegar a chave no bolso sem olhar para ele, mas foi impedido por Lisa que agarrou seu braço.

-Não vê que ele está desesperado¿

-Jungkook pelo amor de Deus, eu não posso dizer, mas não fiquem bravos comigo... –Ele passou a puxar as roupas do outro, com a respiração completamente desregulada.

Em estado são Hoseok nunca chegaria a ponto de ter uma crise de desespero. Durante a vida toda somente uma coisa, especificamente uma pessoa conseguiu desestabilizar ele assim

-Para, para, PARA! –Jungkook gritou segurando os pulsos do amigo e tentando o forçar a olhar pra si. –Hope... Hope, olha pra mim.

Jungkook tentou erguer seu rosto mais uma vez sem sucesso sentindo agora todos os músculos dele se enrijecerem. Hoseok definitivamente não estava bem.

Mesmo com toda a empatia do mundo, é possível entender o medo que ele sente em estar sozinho¿

-Quando eramos crianças Hyuna fez a gente prometer que estaríamos juntos sempre que o outro precisasse, não foi¿ -Jungkook olhou para Lalisa e ela entendeu que deveria se aproximar –Que quando desse merda a gente ia se levantar, lembra disso Hope¿ Lembra¿

A primeira respiração pesada veio, depois a segunda, a terceira e então finalmente ele relaxou os músculos, permitindo ser abraçado.

-Hobi... Conta pra mim porque ta ajudando esse cara. –Lisa abraçou seus ombros também e acariciou a orelha. Onde ele gostava mais. –Pode falar, eu to aqui pra escutar você. Sei que está te magoando

-Foi pelo Zumbi.

Jungkook rolou os olhos, pronto para responder, mas Lisa lhe jogou um olhar raivoso implorando silêncio.

-Como assim, meu anjo¿

Atitudes carinhosas vindo dela eram extremamente raras, ter a oportunidade de vê-la mansa como um gatinho não acontecia todos os dias, então mesmo que quisesse, Jungkook não ia interferir.

-Ele estava envolvido naquele acidente horrível que saiu nos jornais. Estava dirigindo. Acabei encontrando ele na escola sem querer e descobri que a ex namorada dele estava com... Com o Zumbi

-Cacete... –Jungkook levou uma mão a testa. A situação estava pior do que ele imaginava. –Eu não sabia, me... Me desculpa. Falei o nome dele sem pensar.

Jeon disse que ele estava substituindo Bae Tzuru porque era assim que o relacionamento deles funcionava. Hoseok se esforçava ao máximo para vê-lo saudável e o outro nada fazia além de destruir cada vez mais a vida do professor. Não sabia que a relação era direta.

-Eu conversei com um professor dele e ele prometeu cuidar de Zuru por mim, que se sentisse bem na escola e que fosse dispensado caso aquilo atacasse. E ai ele veio conversar comigo, perguntou seu estava bem.

-A doença dele não é mais sua responsabilidade. –Lisa tentou ser o mais doce possível.

-É claro que é! –Olhou para ela –Eu coloquei isso nele.

Jungkook suspirou, só apertando mais o corpo que tremelicava de leve. Um dia conseguiriam o fazer entender que nada do que aconteceu no passado foi culpa dele. Mas esse dia não seria hoje.

-A situação é diferente, mas Min Yoongi está sentindo exatamente o que eu senti. A diferença é que eu tinha Hyuna e vocês, ele não tem ninguém.

-E se ele fosse culpado, colocaria uma pessoa perigosa em casa¿ -Jungkook tentou falar no tom mais calmo possível, mas ainda sim foi uma frase forte.

-Se o Hobi fosse culpado pela bagunça que Tzuru fez, a gente colocaria mesmo assim –Lisa buscou o olhar de Jungkook e assentiu. Não era o melhor momento para contraria-la.

-Ele é o cara que vai trabalhar com a gente... E eu me sinto mal, por que não deveria pedir nada em troca por ajudar alguém.

-Não, não, não Hope. Não tem nada a ver. –Lisa abraçou o amigo o mais forte que pôde e beijando seu rosto.

O outro personal ainda se sentia magoado.

-Vamos combinar uma coisa então –Jungkook atraiu a atenção deles –Você não vai ajudar Min Yoongi. Nós vamos. Mas nada de colocá-lo na academia.

-Eu juro que ele não é perigoso, Kookie

A frase “Tzuru também não era” ficou presa na garganta.

-Não importa –Ele limpou o nariz que escorria e se afastou da amiga –Preciso voltar lá e saber como vai ficar a situação dele.

-Nós vamos com você –Lisa olhou para Jungkook assentindo, antes que ele negasse –E ai vamos pra casa, organizar tudo. A academia pode esperar por hoje.

-Ta... Claro, podemos. –Hoseok respondeu sem vontade de lutar.

Jungkook apertou os lábios, quando sempre fazia quando irritado.

Hoseok poderia ser o mais velho, mas Jungkook nunca, nem por cima de seu cadáver, permitiria que machucassem seu hyung de novo. Ele trabalha com esporte, esporte tem todo tipo de pessoa, então se precisasse pagar alguém para sumir com Namjoon e esse Yoongi, o faria.

-Vamos comer alguma coisa – Tocou o ombro dele e foi andando para dentro, com Lisa e Hoseok cabisbaixo logo atrás dele.

-Não liga pra ele –Lisa acariciou a clavícula dele, com a outra mão esticada para alcançar a cintura num abraço torto. –Sabe que só está preocupado, não sabe¿

Hoseok assentiu, querendo que a própria confusão acabasse logo.

-E você precisa almoçar...

 

18\11 13h45

O médico parou na frente da porta onde Jimin estava internado respirando algumas vezes e pensando como iria agir. Logo que soube que tinha acordado imediatamente pediu uma bateria de exames, Namjoon tinha os resultados em mãos, só que eles não eram os melhores possíveis.

Jimin tinha um metabolismo excelente afinal era jovem, mas um acidente de carro seguido de coma trazem reações inimagináveis para um corpo humano, por mais forte que seja.

E ainda tinha as reações sociais, que ele ia descobrir agora.

-Chim¿ -Namjoon deu batidinhas na porta e abriu sorrindo grande para o adolescente.

-Moni! –O garotinho chutou as cobertas do próprio corpo e se levantou correndo para um abraço

-Calma, calma! –Ele riu com o choque –Não pode se esforçar assim senão sua pressão vai cair, meu garoto.

-O Suga veio¿ Ele quer me ver¿ -As íris escuras tremiam em ansiedade

-Mini, calma –Ressaltou a palavra, segurando os ombro dele e o levando para a cama. –Sim, seu Hyung já vem ver você, mas antes você precisa saber de algumas coisas, por isso preciso que sente.

-Ele... Ele está bem¿ -O sorriso diminuiu aos poucos

-Vai ficar quando te ver –Balançou os ombros dele – Mas agora é sobre você que vamos falar.

-Mas eu me sinto bem...

-Seus exames estão ótimos, mas tem coisas que só uma boa conversa pode dizer, não é¿ Me diga pequeno, qual é a última coisa que se lembra¿

-Ah, é obvio né Moni –Ele sorriu e revirou os olhos –Eu fiz 16 anos ontem! Ou anteontem¿... Só sei que a gente se divertiu muito e eu passei um pouco da conta, é por isso que estou aqui, né¿

35 dias. O garoto passou 35 dias desacordado e não se lembra de nada.

Namjoon se sentia derrotado. Mas tudo bem, teria que fazer ele mesmo o trabalho sujo.

De novo.

-Claro! Claro, foi isso mesmo... –Namjoon sorriu leve e abaixou o olhar para os papéis em mãos. –Me diga pequeno, como era o nome do bar que nós fomos¿ Eu acho que também passei da conta e esqueci uma coisa lá, preciso ir buscar.

-Ah, é o... Bom, eu acho que... Ai Moni, eu não me lembro! –Ele riu do próprio embaraço e bateu na testa. –Já posso ver o Suga Hyung¿

“Reaves... É o seu bar preferido Jimin” –O médico suspirou com o pensamento o invadindo. O sonho dele era ir lá pela música boa, discoteca e festas temáticas. Foi um aniversário legal, uma pena que não acabou bem.

-Não tem problema, vamos voltar lá –Namjoon sorriu e abaixou o rosto para escrever na prancheta.

“Amnésia psicogênica anterógrada”.

-Yoongi está no quarto seis te esperando –O menino se levantou bruscamente mas foi segurado pelos braços ágeis –E você precisa ter cuidado quando falar com ele, ok¿

-Moni, me diz o que ele tem! –Tentou se debater mas o médico o puxou pelos ombros, olhado seu rosto

-Ele não está escutando direito. Vamos fazer uns exames para descobrir o que é, então preciso que evite conversar, ok¿

Os músculos do adolescente relaxaram e a expressão ficou mais confusa que antes.

-Como que ele não está escutando¿ Ele não é músico¿

-Eu não sei, Mini. –Deu de ombros e negou –Suga Hyung está igual Beethoven agora.

-Moni, faz ele melhorar, por favor – O médico suspendeu seu corpo e o sentou novamente na cama. A voz chorosa era de cortar o coração até do médico mais frio.

Mais um motivo para Namjoon se preocupar, Jimin perdeu muito peso.

-Vou fazer o meu melhor e você também vai –Esfregou os dedos nos ciclos dele – Agora vamos lá andando dar todo o amor do mundo pra ele, ok¿ Sei que é ótimo nisso.

Jamie esfregou o avental hospitalar e passou as mãozinhas gordas no rosto impulsionando as pernas para se levantar, Namjoon o ajudou, mas ainda sim estava fraco o suficiente para não se aguentar nos próprios pés.

-Doutor Kim, vamos buscar uma cadeira de rodas para ele –Uma enfermeira se adiantou

-Não precisa, eu faço questão de levá-lo, obrigada –Sorriu simples e continuou seu caminho pelos corredores confusos.

Namjoon concluiu que em algum lugar do universo Seokjin estaria sorrindo.

Quando a porta foi aberta o rosto do platinado se virou de súbito e correu para a criança.

-Yoonie! –Jimin empurrou o peito do médico, conseguindo dar apenas dois passos e cair nos braços do outro.

-Jimin! –Ele apertou seu corpo, enterrou o rosto por onde pode beijando e sentindo o cheiro dele misturado com o de hospital

-Faz só dois dias que a gente não se vê, mas eu senti sua falta... –Jimin disse acariciando a cabeleira branca

-Ele não pode ouvir, lembra¿ -O médico disse da porta, mentalmente dando graças a Deus. Procurou entre os papéis da prancheta um bloquinho que tinha separado especialmente para isso e entregou a ele junto com uma caneta –Tome, conversem.

Yoongi quem esticou o braço e fez uma reverência leve pegando os materiais e se apressando com as mãos trêmulas para escrever.

O médico ficou ali, olhando por mais de uma hora. Sentindo-se feliz em ver a felicidade deles. Jimin era um ser humano realmente precioso. Também perguntando a si mesmo como iam resolver a bagunça que tinham criado. Com a mídia, com a sociedade e com eles mesmos.

Acredite, a última parte é pior.

Mas de duas coisas ele tinha certeza: Que a culpa não era de Yoongi e que Seokjin sabia disso. Só isso importava.

Foi tirado de seus pensamentos muito tempo depois com três pessoas notáveis vindo e fazendo barulho pelo corredor até então ocupado por cochichos inconsistentes de Jimin e Yoongi.

-Oi Doutor, como ele está¿ -Foi a melhor coisa que Hobi conseguiu pensar para responder, unindo as mãos na frente do peito para evitar que tremessem.

Mas não adiantava. Os olhos pequenos tremiam e a palidez confirmava que tinha acabado de passar por alguma instabilidade.

-Hoseok, você está bem¿ -O médico perguntou, desconfiado

Imediatamente o professor arrumou a própria expressão. Qualquer piso em falso não ficaria mais com Yoongi. E não, ele não ia perde-lo.

-Sim, estou ótimo –Mostrou um sorriso sem dentes – Vai precisar de mim¿ Digo... Da gente¿

Ele olhou para os companheiros, um de cada lado tão desconfortáveis quanto.

-Bom, Yoongi está com meu paciente recarregando as energias, garanto que ficará bem mais disposto quando formos para a casa dele.

Hoseok olhou para os dois, Jimin sentado em uma das pernas de Yoongi abraçando ao corpo dele, escrevendo. Mesmo sendo uma atividade simples o pianista parecia enérgico, muito empenhado em entreter o adolescente e conversar.

Aos olhos de Hoseok, era outra pessoa.

-O que você fez com ele¿

-Demagogia o nome. Min Yoongi pode ser muito frio quando quer, mas não o leve a mal. É apenas uma defesa.

-Ainda não entendi o que você fez.

-Fiz ele entender que precisa de ajuda. -Ele guardou as pranchetas em uma pasta, e se virou de costas falando com Hoseok por sobre o ombro -Pode dizer isso para você, mas enquanto ele não disser pra si mesmo não seria uma verdade. Com licença, Chim¿

O garotinho virou o rosto mostrando uma risada boa com algo que lia.

-Daqui a pouco sua mãe chega ver você, precisa voltar para o quarto.

-Mas tá tão bom aqui com o Hyung –Ele laçou os braços no pescoço do mais velho que sorriu de olhos fechados.

As narinas de Hoseok se dilataram um pouco mais quando ele respirou fundo digerindo a cena. Não parecia o Min Yoongi de antes. Até a cor da pele parecia mais saudável.

-Hyung¿ -Jimin chamou a atenção do outro que girou o rosto –Você me leva para o meu quarto¿

Yoongi fez cara de confusão.

-Você –Tocou o peito dele –Me leva – Usando dois dedos imitou uma caminhada –Pro meu quarto¿ -Puxou o tecido da própria roupa e espalmou a mãozinha pequena no ouvido, indicando algo parecido com “dormir”

O pianista se levantou e em pouco tempo estava abraçado com o adolescente sumindo pelo corredor. Olhou por sobre o ombro para o médico como se indicasse que logo voltaria.

Depois do silêncio ficar realmente constrangedor Jungkook resolveu se pronunciar.

-É... Doutor Kim –A voz mais grave das três chamou, fazendo-o se virar muito lentamente, temendo perder a paciência –Sei que o hospital tem ala fisioterapêutica, mas pode levar seu amigo na Dance With Me. Garanto que o serviço será muito bem feito e ele andará logo.

Namjoon sorriu. Sorriu grande mesmo, mas com uma quantidade pequena de sinceridade.

-Claro, vou pensar nisso.

Jungkook fechou a boca e ergueu levemente o queixo em resposta ás palavras debochadas.

-Bom, nós... Vamos esperar no carro, né JK¿ -Lisa enlaçou o braço nele. Conversem ai e nos avisem do que precisarem.

Em pouco tempo Min Yoongi voltou dando pulinhos animados, como se não tivesse a aura péssima horas antes. Namjoon entregou um pequeno post-it para ele, que assentiu e o acompanhou em direção a saída

-Espera, e eu aqui¿ -Hoseok ergueu as mãos

-Ah sim –O médico tocou o braço de Yoongi o fazendo parar -Senhor Hoseok, Min Yoongi está liberado do hospital, tem que tomar um anti-inflamatório e um remédio para a ansiedade. Vou acompanha-lo até em casa.

-Ah... Claro –Hobi coçou a nuca –Tem mais algo que eu possa fazer¿

-Não

Sempre foi contra o feitio de Namjoon soar mal educado e violento, mesmo que a situação pedisse tais circunstâncias.  Então ele olhou por sobre o ombro uma última vez demonstrando uma reverência respeitosa com a cabeça.

-Pode nos encontrar lá a noite, fazer uma visita. Muito obrigado por se preocupar.

Ele continuou seu caminho a passos apressados, antes que fosse interrompido novamente. Em pouco tempo estavam dentro do carro dirigindo para casa.

-Hyung –A voz sussurrante disse

-O que, Yoongi¿ -Namjoon tirou uma das mãos do volante para pegar o bloquinho no porta luvas e entregar a ele.

Quando com Jimin talvez não tivesse se importado em escrever. Mas agora, quando tinha vontade de ter uma conversa tranquila com seu amigo o fato lhe incomodava. Alguns segundos depois de hesitar ele pega o bloquinho e o guarda novamente.

Namjoon se sentiu mal por isso, usando suas últimas forças do dia para pensar em algo ele finalmente desviou o caminho do carro, mesmo que estivessem quase chegando. Eles passaram na mesma ponte onde, dias antes, Yoongi tinha pensado em acabar com a própria vida. Na outra extremidade um show de luzes e agua era assistido por muito poucas pessoas, que comemoravam algum feriado que nem elas mesmas sabiam qual era.

Sem descer do carro eles ficaram ali assistindo, vez ou outra tirando foto de algum movimento mais bonito.

Namjoon sabia que Yoongi adorava esses shows de água. Agora gostava ainda mais por que a prefeitura de Daegu fazia questão de economizar em arte e esses espetáculos nunca tiveram música.

Graças a deus.

Na frente do apartamento, quando já era noite o psiquiatra girou a chave na ignição e se recostou novamente no banco. Não tinha força sequer para sair do carro. Yoongi parecia recarregado, mas também não tinha ânimo para voltar pra casa. Então eles ficaram ali, em silêncio.

Fingindo que era uma opção.

-E agora Yoon. –Ele passou as mãos no rosto, inflando o máximo que pôde os pulmões –O que a gente faz...

O pianista puxou o celular do próprio bolso e digitou uma mensagem.

Yg: Obrigado por hoje

O médico leu com atenção, ainda envolvido na própria sobrecarga.

Nj: Vamos precisar fazer terapia

Yg: Não quero fazer terapia.

Nj: Você é a pessoa com quem eu converso meus piores demônios. É a ultima do mundo que eu achei que fosse tentar uma atrocidade dessas como suicídio.

Yoongi revirou os olhos e baixou o celular, não queria falar sobre isso. Não queria ser julgado pelo próprio surto confuso de sentimentos que, inclusive, já tinha acabado. Bastava a própria vergonha pelo descontrole.

Yg: Hoseok estava me ensinando sinais

Nj: Onde arranjou esse cara, sinceramente¿

Yg: Ele se ofereceu, é chato as vezes mas não é uma pessoa ruim

Nj: Poderia ser um repórter querendo nos ferrar

Yg: Ele me protegeu dos outros e da mãe do Jimin

Yg: Acha que devo desconfiar¿

Nj: Achava até ele ir ao meu consultório.

Nj: Quando conversamos vi que não passa de um cachorro acanhado. Aquele cara tem problemas demais.

Nj: Mas tudo bem, logo ele não vai mais se meter nos nossos assuntos.

Yg: Por que está com medo dele¿

O médico posicionou os dedos para responde, mas desistiu. Yoongi era literalmente a única pessoa do mundo que poderia julgar os sentimentos dele e eventualmente acertar.

Nj: Você sabe porquê.

Nj: Me diz, você surtou mesmo por causa da Kaori¿

Yg: Agora que perguntou não tenho certeza. Me diz você.

Nj: Quer mesmo saber o que eu acho¿

Yg: Por favor

Yoongi girou o pescoço pela demora da resposta, forçando os olhos a se acostumarem a enxergar a pele azul em função do escuro com uma linha amarelada leve vinda da rua a contornando em perfil, as narinas abrindo e fechando bem rápido e o vapor quente saindo por elas em forma de fumaça.

Nj: Já passaram 35 dias daquela merda e parece que foi ontem. Você tem todo o direito de estar completamente desestabilizado, fodido, morto por dentro. Eu também estou.

Nj: De todas as coisas que você sente, uma garota seria a última a te fazer desistir.

Nj: Eu sei disso e você também sabe.

Nj: Sinceramente¿ Me dói saber que eu não pude fazer nada por nenhum de vocês.

Nj: E não vou deixar nenhum filho da puta engraçadinho brincar com vocês. De novo.

Ele sentia raiva. Raiva era um dos ingredientes pra Kim Namjoon conseguir demonstrar amor.

Não controlamos o que sentimos, mas controlamos as reações disso. E é cansativo controlar de si mesmo, 24 horas por dia por 5 semanas depois que você participou de um evento que mudou seus amigos pra sempre. Até matou um deles.

Yg: Onde que está a arma e o Tae¿

Nj: Estão na minha casa

Yg: Então você já está fazendo um bem por todos nós

Não que o médico repudie elogios, mas não é o melhor momento e situação para ter o ego alimentado, por que, em sua concepção, não estava fazendo tudo o que podia para ajudar, logo, tentaria desviar o assunto o máximo que pudesse.

Até os homens sábios praticam auto-sabotagem.

Nj: Vamos lá pra cima¿

Yoongi demorou reagir, então como se pudesse o incentivar, abriu a porta num impulso e pulou para fora, sendo seguido. Depois do elevador silencioso abrir as portas Yoongi se deparou com a visão triste de sua porta escancarada e a bagunça que Miuh e Hoseok deixaram para trás.

E a comida que tinha feito sobre o fogão.

-Sente e coma... –Sussurou para o mais alto preparando um prato pra ele, antes de se sentar á mesa o observando se alimentar. Apesar do Jejum, o platinado não estava com fome.

Yg: Se me colocar para ver Jiminie foi um jeito de me deixar melhor, você conseguiu

Yg: Inclusive, Ele está bem¿ Parecia um pouco esquecido

Namjoon travou o garfo na metade da boca, segurando-se para não engasgar.

Nj: Foram os remédios que eu receitei, logo melhora.

Yoongi ergueu o olhar rapidamente para ele, que nem se moveu focado no celular. Infelizmente Namjoon era um excelente mentiroso.

Yg: Joonie

O apelido sempre vinha antes de algum contra argumento, geralmente um muito bom.

Yg: Não da pra fugir de tiros, ser comprimido dentro de um carro e sair sem nem um arranhão

Desgraçado.

Nj: Eu juro que ele está bem.

Uma parte pequena de Yoongi acreditou, o suficiente para mudar para um outro assunto muitíssimo importante.

Yg: Deixa eu ver seu machucado

Nj: Estamos aqui pra cuidar de você, não de mim.

Yg: DEIXA EU VER

Namjoon riu das letras garrafais, imitando um grito. Mas logo relaxou os músculos do rosto e inflou o peito numa respiração receosa. A mesa foi empurrada pelas mãos grandes impulsionando o corpo e a cadeira para trás, ficando finalmente em pé.

O processo de tirar o blazer, desatar a gravata e abrir botão a botão a blusa foi lento, mas logo um grande curativo apareceu escondido do tecido branco, misturado na bagunça de cores da pele machucada e os remédios líquidos.

A gase branca cobria desde o mamilo direito até quase metade da barriga. Não parecia um machucado relevante, porém absolutamente ninguém além dos enfermeiros de confiança do médico e quem estava no acidente sabia o que tinha ali embaixo.

Namjoon levou um tiro.

Nj: O corpo humano é realmente incrível

Ele escrevia, ainda de roupas abertas.

Nj: Ela veio com pouca velocidade por causa do vidro, atravessou o músculo e ficou presa entre duas costelas do lado direito, o coração fica posicionado mais para o outro lado.

Yg: Foi uma puta tacada de sorte.

Yg: Todos nós meio que tivemos. Menos o Jin

Yoongi abaixou a cabeça novamente, Namjoon deu a volta na mesa e tocou seu ombro balançando de leve, como não surtiu efeito tocou o queixo pequeno e forçou o rosto para cima para fitar seus olhos.

Podiam ser dois homens muito frios, mas também tinham sentimentos. A química explica como as reações são diferentes no corpo masculino, algumas acontecem com menos frequência, mas com mais intensidade.

E Namjoon estava morrendo de saudade dos olhos negros do seu amigo pianista favorito.

-Seokjin sabia o que estava fazendo –Disse em sussurro devagar o suficiente para que ele entendesse –Fez certo.

Yoongi sorriu sem dentes. A sensação de verdadeira paz o invadindo.

Os últimos dias tinham sido um turbilhão de emoções se confundindo para tentar estabilizar a situação. Nenhuma delas voltaria ao normal até que Namjoon as colocasse no lugar, como estava fazendo.

-Que indecência é essa aqui¿

O médico virou o rosto para a porta da cozinha, assustado. Vendo o professor de dança parado ali com a expressão furiosa. Tinha uma mala mala nas costas e uma escova de dentes em mãos.

Fala sério, qual o problema desse cara¿

-Esse Strip-tease é algum tipo de piada¿

-Não te devo satisfações, senhor –O médico escondeu a própria confusão fechando as roupas o mais rápido que pôde. -E você, por que trouxe essas coisas¿

-Também não lhe devo satisfação nenhuma

-Não precisa mais dormir aqui –Se recompôs por completo e conferiu se a blusa não estava amassada –Min Yoongi não vai fazer nada de errado, não é¿

Namjoon olhou para trás assentindo e o amigo copiou o movimento. Obvio que não sabia sobre o que estavam falando, era apenas um hábito.

Mas realmente, passar pela “humilhação” do descontrole novamente não seria tão prazeroso assim

Dito isso o médico fez uma reverência e saiu, deixando os outros dois para trás se olhando sem saber o que fazer.

Yoongi inflou o peito numa respiração nervosa e puxou o celular, baixando os olhos para escrever.

Yg: Fome¿

Hs: Já comi, obrigado.

Hoseok pigarreou e abriu a bolsa, guardando a escova de dentes e deixando uma pequena sacola sobre o balcão.

Hs: Eu só vim deixa mais um livro pra você estudar

Hs: E um doce de limão

Hs: Já vou indo, boa noite

Mentira, tinha trazido o necessário para pernoitar ali. Yoongi olhou a mochila e depois para a sacola empurrando a cadeira com as pernas para ficar de pé se arrependendo logo em seguida da atitude compulsiva.

Hoseok parou e o olhou por sobre o ombro, esperando.

Yoongi não se importava de ficar só. Se sentia bem, mas em respeito a pessoa que, sem motivo aparente, cuidou dele deveria mudar o pensamento.

Apenas isso, respeito.

-Come comigo... –Disse fraco indo até a sacola com o celular em mãos. Logo Hoseok sentiu o vibrar do aparelho em suas mãos.

Yg: Não liga pro Namjoon. Acho que começamos do jeito errado.

Yg: Min Yoongi, muito prazer. E muito obrigado por doar seu tempo pra mim. Mesmo sem me conhecer.

O pianista puxou a mão de Hoseok e apertou, num cumprimento educado.

Yg: É mal educado se convidar a dormir na casa das pessoas.

Yg: Então eu convido. Você poderia dormir aqui e me ensinar sinais¿ Como fizemos a uns três dias¿


Notas Finais


Ok. Todo mundo respira bem fundo agora...
Respirou? Conseguiram processar o turbilhão de informações que apareceream aqui?
A história envolve muita filosofia, mas vocês acostumam, eu garanto ;) Vai ser bom para conhecerem vocês mesmos melhor.

Diminui o máximo que pude as pontas soltas, então já podem começar as teorias:
Que raios aconteceu no acidente e que raios aconteceu no passado do Hoseok.

Entaaaao, quando chegarmos a 500 (ou 600, to pensando ainda) vamos fazer um especial que VOCÊS vão escolher entre:
-Especial LisHopekook: Sobre o passado deles, de crianças MUITO marrentas e engraçadas
-"10 fatos sobre HyS": Curiosidades, coisas peculiares ou engraçadas que acontecem enquanto escrevo.
-"Vale spoiler": Esse eu que inventei. Vocês vão poder fazer perguntas. Sobre mim, o enredo, algum spoiler, qualquer coisa! E a mais "votada" entre vocês será respondida de muito bom grado

ME CONTEM NOS COMENTÁRIOS O QUE PREFEREM :D

Por hoje foi isso! Divirtam-se, protejam-se, passem alcool gel e FIQUEM EM CASA!


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