História Heart 2 heart - Drarry - Capítulo 8


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Harry Potter
Tags Angst, Consequencias, Dor, Draco Malfoy, Escolhas, Harry Potter, Mpreg, Slash
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Palavras 5.557
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Calmaria antes da tempestade


A vista da Torre da Astronomia era linda. Por uma das janelinhas era possível entrever uma grande parte dos terrenos de Hogwarts, totalmente cobertos por uma grossa camada de neve. O céu escuro estava pesado. Provavelmente teriam outra nevasca em breve, e a temperatura voltaria a cair, obrigando a todos a se protegerem com camadas de grossas blusas por baixo das capas.

Porém, o frio que Pansy sentia não tinha nada a ver com a neve ou com o tempo. Era uma sensação cortante que envolvia seu coração e fazia-o doer. E não diminuíra nada naquelas longas semanas. Ela nunca imaginaria que pudesse doer tanto.

Recusara-se a passar as férias de inverno em casa. Não estava preparada para encarar a mãe ainda, por isso ficara em Hogwarts, para passar um natal solitário com os pouquíssimos alunos que ali ficaram. Dois Gryffindors, outro Slytherin e um Ravenclaw.

Pansy suspirou e debruçou-se sobre o peitoril da janelinha, apoiando todo o peso de maneira displicente. A Ceia natalina devia estar acontecendo naquele exato momento, mas o que menos queria era presenciar a alegria que as outras pessoas estariam sentindo. Foi nesse momento que a porta da Torre se abriu. Pansy ouviu som de passos furtivos adentrarem o local e virou o rosto de lado para ver quem era. Seu semblante fechou em uma carranca e ela deixou um muxoxo de tédio escapar.

Hermione Granger não se abalou. Avançou até a Slytherin e também se apoiou na janela, deixando os olhos castanhos observarem os terrenos soterrados pela neve branca. A Gryffindor recusara o convite de Ron para passar o natal n’A Toca. E tampouco fora para sua casa. Tinha coisas demais acontecendo em Hogwarts para se afastar nesse momento. Ela sentia que sua presença era necessária ali. Fazendo valer suas características da Casa do Leão, ficara em Hogwarts. E no fundo, queria repensar seu relacionamento com o ruivo. Temia não conhecer Ron bem o suficiente.

— Bela noite, não? - disse a recém-chegada em guisa de puxar assunto.

— O que quer, Granger? Perdeu algo aqui? - Pansy inquiriu de maus modos.

— Não. Só passei pra ver se estava tudo bem...

— Ah, claro! - debochou a morena - Não preciso do consolo de uma Sangue Ruim.

Hermione pestanejou. Por pouco não recuou diante da postura defensiva e da ofensa. Havia prometido a si mesma mais cedo que daria seu apoio, apesar de não entender porque Pansy usara uma Equivalente.

— Estou aqui de qualquer modo.

Pansy estreitou os olhos parecendo ofendida. Um vento mais forte entrou pela pequena janela onde as duas se apoiavam compartilhando o espaço reduzido. Hermione estremeceu de frio. Pansy permaneceu firme.

— Não preciso de consolo.

— Sei como se sente.

Pansy soltou uma risada pelo nariz: - Sabe é? - perguntou incrédula - E como é que pode saber? Já perdeu algum bebê antes?

— Não...

— Então não tem a mínima idéia de como me sinto.

— ... Mas minha mãe já.

A afirmação fez Pansy arregalar os olhos e soltar uma exclamação de surpresa.

— Eu não estudava em Hogwarts ainda... e era muito criança para entender... Lembro que foi uma alegria imensa quando mamãe engravidou... E ela levou a gestação até o sétimo mês... Meu irmãozinho nasceu prematuro e não resistiu. Foi uma barra... Ele já tinha um quartinho montado com berço e muitas roupinhas... Seu nome era Hector...

A voz da Gryffindor estava carregada de emoção. Não desviou os olhos de Pansy em nenhum momento. A morena, por sua vez, parecia abaixar a guarda gradativamente.

— Ele teria sete anos... Eu me pergunto se viria para Hogwarts comigo ou seria Muggle...

A morena deu-se por vencida: - Dói muito não é?

— Ah, dói. E não tenha ilusões, vai doer sempre. Muito.

Pansy sorriu fracamente: - Esse é o consolo Gryffindor? Agradeço enternecida.

Hermione sorriu de volta: - Eu passei a tarde toda pensando em como consolar uma Slytherin. Se você fosse Gryffindor, eu já teria te abraçado e enchido de doces.

O sorriso de Pansy aumentou: - Não tenho nada contra doces! Mas guarde o abraço para seus amiguinhos pegajosos.

Mais que depressa Hermione meteu a mão no bolso e tirou uma cestinha mínima. Havia reduzido um estoque de doces e trouxera escondido pro caso de ser rechaçada... Com um toque de varinha a cesta voltou ao seu tamanho normal. Estava repleta de doces que Mione comprara em Hogsmeade na última visita. Com cuidado ela depositou a cesta sobre o chão frio da Torre de Astronomia e sentou-se em frente a ela.

— Então, Parkinson. Quer dividir esses doces?

Pansy sorriu arrogante e sentou-se também.

— Vou permitir que compartilhe a glória da minha presença, Granger.

Hermione rolou os olhos e não disse mais nada. Com um aperto no coração, viu os olhos negros de Pansy avaliarem o conteúdo da cesta. As íris escuras brilhavam, mas não era de satisfação por todas aquelas delícias açucaradas. Era pelas lágrimas, que a Slytherin se recusava deixar rolar... Com uma forte vontade de varrer a dor que Pansy sentia, Hermione rendeu-se a mais um impulso Gryffindor: - Estou... Fazendo pesquisas sobre a gravidez de Draco, sabe?

— Hum? - a Slytherin não podia falar, estando com a boca cheia.

— Gravidez masculina é muito rara. Geralmente se usa um tipo de poção difícil de fazer... No caso de gestação espontânea, deve haver um bom motivo...

— Você acha? - Pansy pareceu se interessar.

— Sim! Tenho procurado em vários livros da biblioteca, mas não encontrei nada! Gostaria de me ajudar?

— Eu...? - Pansy nem tentou esconder a surpresa.

— Sim. - respondeu Mione. Estava desanimando de procurar sozinha. Harry e Draco estavam envolvidos demais para ajudá-la, e Ron não queria nem saber do assunto - Seria bom não precisar fazer sozinha.

— E você acha que eu tenho cara de Traça de Biblioteca? - Pansy resmungou enquanto pegava um outro doce.

Hermione ficou em silêncio, vangloriando-se interiormente. Pansy não dissera ‘sim’. No entanto tampouco dissera ‘não’.

HPDM

Harry Potter estava mais satisfeito do que podia se lembrar. Ele ficara para passar o natal em Hogwarts por um motivo muito forte: Draco Malfoy também ficara. O loiro se aproveitara que seus pais estavam de férias na Espanha e enviara um pergaminho avisando que não queria se expor ao clima terrível daquele país. O casal Malfoy não estranhou a recusa.

O feriado não fora tão ruim assim. Haviam almoçado com os professores, Hermione, Pansy e um segundanista de Ravenclaw. Conseguiram escapar de compartilhar a Ceia com os outros.

Estavam agora escondidos em uma das inúmeras salas de aula vazias do colégio. Harry pedira a Dobby que providenciasse algo para eles comerem (sim, senhor! Tudo o que Harry Potter quiser senhor!), e o elfo doméstico exagerara nas proporções mais uma vez.

Trouxera comida e guloseimas o bastante para um batalhão de gente. Por mais que ele e Draco houvessem comido, ainda restara muita coisa. Completamente satisfeito, o loiro conjurara um colchão enorme e macio e sentara-se nele. Harry jogara-se sobre o colchão e deixara-se ficar lá, saciado e feliz. Apesar de ser um colchão grande, eles estavam bem perto um do outro.

Harry começou a esfregar a barriga enquanto mascava mais um chicle de baba e bola. Em segundos uma bola azulona foi juntar-se as outras, de diversos tamanhos, que flutuavam pela sala. Harry adorava aquele chicle.

Sentindo-se como um gato gordo, Harry suspirou e olhou para Draco. O moreno sentia-se como um gato gordo, mas Draco parecia um gato gordo e satisfeito. Ele estava sentado sobre o colchão, muito ereto, dedicando especial atenção à uma caixa de Biscoitos Amanteigados da Suíça.

Sem o Glamour, a barriga arredondada começava a aparecer contra as vestes apertadas. A pele pálida reluzia de forma saudável. Havia um brilho nos olhos cinzentos que Harry não se cansava de admirar. Draco nunca parecera mais saudável. Mais bonito.

Harry enfiou mais um chicle na boca, enquanto os olhos fixavam-se na barriga saliente. Ali estava abrigado e protegido seu filho... Uma forte emoção fez com que piscasse e coçasse o nariz, tentando disfarçar. Não queria parecer vulnerável.

Não que Draco fosse notar, pois parecia totalmente absorto pela caixa de biscoitos. Parecia. Na verdade estava muito atento a tudo o que acontecia, pois se desviou agilmente de uma bola azulona particularmente grande que passou raspando perto de seus macios fios loiros.

— Potter! Se um desses seus chicles grudarem no meu belíssimo cabelo você vai se arrepender! - enfiou um biscoito de chocolate na boca, mastigando furiosamente. Não tinha nem de longe a classe característica dos Malfoys. Harry achou muito fofo.

O Garoto que Viveu riu e alcançou uma tortinha de abóbora. Começou a degustá-la devagar, mais por gula do que por fome. Foi então que Draco parou seu ato de levar um biscoito aos lábios e olhou muito sério para o Gryffindor.

— Harry, eu estive pensando...

— Hum...? - incentivou preguiçosamente.

— Já escolhi o nome do meu filho. - fez uma pausa teatral e dramática antes de anunciar - Ele vai se chamar Adolf Hitler Malfoy.

Harry engasgou com a tortinha de abóbora. Quase soltou um pouco de recheio pelo nariz. Teve que limpar o rosto na manga da blusa de frio.

— O que? - perguntou abismado.

— O nome do meu filho será Adolf Hitler Malfoy. - repetiu o loiro parecendo orgulhoso.

— Meu filho não vai se chamar Adolf Hitler! - de espantado o Gryffindor passou a irritado.

Draco ficou irritado também: - Por que não, Cara de Cicatriz? Só porque eu escolhi esse nome? Meu pai me disse que era o nome de um grande herói entre os Muggle. Todos o respeitavam.

— Draco, seu pai precisa ler livros mais confiáveis. Hitler não foi um herói entre os Muggle. Bem, até foi, pros nazistas.

Draco não entendeu nada. Ainda achava que Harry estava com despeito por ter sido ele a escolher aquele nome. Antes que reclamasse, o Gryffindor continuou:

— Hitler foi... - Harry procurou uma palavra adequada para explicar, e resolveu fazer uma comparação mais prática - uma versão Muggle de Voldemort.

O loiro estremeceu ao ouvir o nome do Lorde das Trevas e uma expressão de terror passou por seu rosto.

— Que disse?

— Hitler matou, cruel e covardemente, milhões de pessoas só porque eram diferentes dele. Foi um assassino terrível que matava homens e mulheres, crianças e velhos. Nunca foi considerado um herói entre os Muggle e sim um líder sanguinário e bárbaro. E... Perdeu a guerra.

— Isso é verdade?

— Pergunte para Snape.

Draco deu-se por satisfeito com a seriedade que Harry expressava no rosto e acabou cedendo: - Meu filho não vai ter esse nome horrível!

O alívio que Harry sentiu foi tão grande que ele relaxou o corpo tenso sobre o colchão e olhou para o teto da sala, agradecendo a todas as entidades por ter conseguido fazer o loiro mudar de idéia. Mas Draco não deixou o assunto morrer:

— E como é que vamos chamá-lo?

Harry sorriu: - James Malfoy Potter

— Nem em seu mais agradável sonho. Prefiro Lucius Potter Malfoy.

— Se vai ter o nome do seu pai tem que ter do meu também! - Harry afirmou resoluto.

— Lucius James Potter Malfoy... James Lucius Potter Malfoy...

Os garotos se entreolharam e fizeram uma careta quase ao mesmo tempo.

— Bizarro! - exclamou Draco naquela característica voz arrastada.

— Eca! - Harry concordou. - Mas... e se for uma menina?

— Não será. Não se preocupe.

— Como pode ter tanta certeza?

— Eu sei e pronto. Meu primeiro filho não será uma menina!

— Primeiro? - Harry riu.

Mas Draco não se deu por achado: - E único. Não se preocupe. Não pretendo passar por isso outra vez.

Harry concordou em silêncio. A emoção de ter um filho era indescritível, mas ele sabia o quanto estava em jogo naquele processo. Era uma situação delicada e grave, onde não apenas a vida do bebê estava em risco, mas a de Draco também. Harry nunca o exporia àquilo outra vez.

Draco mexeu-se incomodado, porque enquanto divagava, o moreno olhava fixamente para si. Tinha um olhar tão intenso que arrepiava...

— O que foi? Perdeu algo na minha cara? - perguntou tentando soar ameaçador.

— Não. Eu só...

— Só...? - Draco foi vencido pela curiosidade.

Como resposta Harry levantou-se, e se ajoelhou, parando em frente a Draco. Segurou o rosto pálido e fino com as mãos registrando muito vagamente que o loiro corava e arregalava os olhos.

— Eu só... Senti vontade de beijá-lo...

Quando os lábios de Harry tocaram os seus, Draco fechou os olhos e deixou-se levar pelas sensações, que a muito desejava apesar de não admitir. Reconheceu o toque, como se já tivesse sido beijado por Harry e não se lembrasse, o que de fato acontecera. Era familiar, tal qual uma canção antiga que ronda a mente mas cuja letra não lembramos mais...

Para Harry, foi como reviver uma antiga fantasia. Tinha tudo muito nítido na memória, e cansara-se de fingir que não sentia nada.

— Desculpe... Por aquele dia... - Harry sussurrou entre outros beijos.

— Ah... - Draco não queria estragar o momento com palavras. Diferente de Harry.

— Vou consertar isso. Prometo. - afirmou o Gryffindor olhando muito sério para o loiro. - Não posso voltar o tempo, mas...

— Já entendi! Você fala demais!

Harry riu da afirmação entendendo que nada mudara nos sentimentos do Slytherin desde a noite no banheiro há quase quatro meses atrás. Draco apenas camuflara o que sentia. Já haviam se enganado por muito tempo. Precisavam correr atrás do prejuízo ou só se arrependeriam quando fosse tarde demais. E Harry Potter estava cansado de se arrepender tarde demais. Tinha que apreender algo das lições sofridas naqueles cinco anos e meio de Hogwarts. Principalmente, tinha que tirar algo de útil na tragédia que ocorrera com o padrinho no Ministério durante o ano passado.

— Não vou deixar nada acontecer com você e com nosso filho... - garantiu, sussurrando muito próximo do ouvido de Draco. - Prometo.

— Espero que cumpra... - Sussurrou junto aos lábios de Harry. - Você se lembra do que aquela velha gagá disse na sala dela?

— Quem? - Harry ficou confuso.

— Madame Pomfrey! - respondeu irritado e com o rosto corado.

O Garoto Que Viveu franziu as sobrancelhas, cada vez mais confuso e intrigado. Madame Pomfrey dissera tanta coisa na sala dela, desde que descobrira que Draco estava grávido. Mas... O que poderia ter dito que fizesse uma pessoa pálida como o Slytherin ficar tão vermelho?

Então, fez-se a luz na mente do moreno e ele corou também: - Ah! Aquilo...

“Sobre sexo. Não há nada que impeça. Não existe perigo de machucar o bebê, desde que não tentem nada muito esquisito”.

Draco sorriu e balançou a cabeça ameaçando: - Tenha cuidado, ouviu?

Como resposta Harry deslizou para o colchão, tendo precaução de puxar Draco consigo mantendo-o ao seu lado. - Se Madame Pomfrey havia dito, eles acreditavam piamente... - Deslizou as mãos suavemente, descendo e subindo pelas costas, da nuca até o quadril, massageando carinhosamente os músculos tensos do Loiro que sentia emoções conflitantes passarem por seu corpo. Ora arrepios de prazer, ora estremecimentos de apreensão pelo que estavam prestes a fazer. Draco reconhecia as sensações dos afagos, das carícias, e já não sabia mais se o reconhecimento vinha dos seus sonhos ou da noite de amor que tinham vivido juntos.

Acomodou a cabeça loira no seu ombro, deixando que uma das mãos continuasse com os carinhos, enquanto a outra lhe acariciava a face, mantendo os olhar preso aos olhos cinza em profunda comoção, deixando que a mão descesse pelo pescoço e peito...

— Eu vou ter cuidado... - Beijou suavemente os lábios rosados. - Todo cuidado e carinho... - Seus dedos firmes foram abrindo os botões um a um, maravilhando-se com a pele clara, e arrepiando-se ao ver que os mamilos haviam escurecido e inchado, destacando-se na brancura leitosa. Não resistiu ao impulso de tocá-los com os dedos, arrancando um gemido lamentoso do loiro que estremeceu violentamente e o deixou fervendo de desejo.

Harry beijou-o carinhosamente enquanto continuava com os toques delicados nos biquinhos sensíveis com a palma da mão alternando com leves pinçadas com as pontas dos dedos ora em um, ora no outro. A boca atrevida desceu pelo pescoço suave, roçando e beijando enquanto as mãos não paravam, incessantes.

— Harry...! - O loiro mordia o lábio, tentando desesperadamente conter os gemidos que iam ficando cada vez mais exaltados.

Mas não pode mais se controlar, gritos roucos vieram acompanhando o prazer intenso das mãos acariciando o seu ventre, a pele tão sensível, e dos lábios nos mamilos extremamente excitados, provocando uma descarga elétrica em seu corpo deixando-o tesso e ansioso... Mas Harry tinha outros planos, e a pressa não estava incluída neles, mesmo aqueles gemidos provocando reações tão fortes no seu corpo, deixando-o cada vez mais duro.

Draco afundou os dedos nos cabelos negros, agarrando e torcendo-os entre os dedos desesperadamente enquanto a língua do moreno umedecia toda a auréola, pressionado-as firme e vagarosamente, aumentando ainda mais a ânsia do loiro. Os dedos leves e atrevidos continuavam passeando pela pele macia do abdome saliente, fazendo o loiro se contorcer entre seus braços, até chegarem no cós da calça, brincando com o botão...

Ah, ah... - O loiro arfava incontrolavelmente...

Harry deitou-o confortavelmente, apoiando suas costas no colchão, ficando totalmente livre para cercá-lo de todos os carinhos e cuidados... Enquanto a boca cobria-lhe a barriga de pequenos beijos, uma das mãos cuidava do botão e do zíper, redescobrindo a emoção de tocar, provar, fazer amor... Franziu as sobrancelhas com tal pensamento.

Draco murmurava incoerências enquanto as mãos do moreno desciam as suas calças pelas pernas esguias, a boca acompanhando o movimento e beijando e chupando todo pedacinho de pele encontrado pelo caminho. Caminho que as mãos fortes faziam deixando-lhe o corpo arrepiado... Beijos e carícias nas coxas firmes que deixavam-no entregue nos braços do gryffindor.

Harry pousou a mão no joelho do loiro, puxou-o, apoiando em seu braço passou os dedos pela pele sensível na parte interna da coxa, abaixando a cabeça e esfregando o rosto ali, passando a língua, experimentando o gosto da pele...

— Ahnnnnn... Harry...! - Draco abriu a outra perna, num movimento convidativo.

Harry avançou, se acomodando entre elas, beijando ambas as coxas e a virilha, chegando-se perto do membro duro, ainda encoberto pelo tecido da cueca... Levantou o olhar e deparou-se com o semblante ansioso do loiro, corado, com os olhos fechados, completamente entregue... O coração do moreno deu uma cambalhota no peito, uma sensação de déja-vu que o fez estremecer e um frison percorrer todo seu corpo. Abaixou os lábios e pressionou os dentes no membro tesso por cima do tecido...

— Ahhhhhhhhh! - O grito de surpresa e prazer fez com que o moreno avançasse e abaixasse o tecido fino, expondo a carne sensível aos seus lábios ávidos. Beijos e lambidas percorreram da base à ponta... - Ahn, Harry... Mais, mais... - Draco levantava os quadris, tentando aumentar o contato com a boca úmida...

Harry estava enlouquecido com a resposta apaixonada do loiro, deixou que sua mão o acariciasse mais, envolveu o pênis com carinho, masturbando-o lentamente em movimentos cadenciados... Apoiou-se na outra mão e erguendo o corpo para não apoiar-se nele e beijou-o profundamente, abafando os gemidos de prazer.

Então Harry envolveu-o todo com a boca, acariciando-o com a língua... Draco agarrou-o pelos ombros, enterrando-lhe as unhas na pele, sentindo o membro sendo sugado e massageado, sentindo o corpo quente, a respiração rápida, a pele formigando... O tempo parou por alguns segundos, a boca não parava e o prazer era tanto... E quando achou que era tão grande que estava se tornando insuportável, Draco se derramou dentro daquela boca, puro prazer deliciando o moreno que sorveu até a última gota...

Harry ergueu o corpo e se deitou ao lado dele, que o agarrou e lambeu-lhe a boca, experimentando os lábios que ainda tinham o seu gosto, e invadiu-a com a língua, beijando-o profundamente, quente pelo desejo que ainda o excitava... E enquanto beijava, puxou a camisa para cima, passando-a por sobre a cabeça, deixando os dedos passearem inseguros pela pele dourada, até chegarem na calça, abrindo-a e puxando-a para baixo, deixando o moreno completamente nu... Queria dar a ele o mesmo prazer.

Draco deixou que o instinto o guiasse, tocando levemente, temeroso de que fosse mais um de seus sonhos. Mas o calor, a firmeza e maciez da pele, sob suas mãos, era bem real... Beijou seus lábios, enredou os dedos pela trilha de pelos até encontrar o membro tenso pelo desejo, arrepiando-se com o gemido baixo e rouco que escapou por entre os seus beijos.

— Draco... - Harry gemeu quando o loiro acariciou-o lentamente... - Hummm... - Sentiu os dedos longos e delicados fechados sobre o membro pulsando de tesão, apertando e manipulando, indo e vindo deliciosamente... - Eu quero você... Ah! Tanto... - A voz grave e rouca provocou um desejo quase selvagem nele, fazendo-o cravar os dentes na pele do pescoço do moreno já sensível pelos chupões e lambidas... - Aiii... Ahhh!!! - O loiro lambeu o lugar ferido várias vezes para compensar, e foi descendo e fazendo uma trilha de beijos pelos ombros, pelo peito...

— Quer...? - Draco dava beijos leves e delicados por todo peito do moreno, alternando com pequenas e doloridas mordidas, quase perdendo a compostura. - Então venha... E me tenha... - Ele deitou-se e puxou o moreno para si, puxando-o pelos cabelos e firmando a cabeça morena, atacando os lábios finos e vermelhos com beijos selvagens.

Harry avançou sobre ele, correspondendo à urgência que se apossara do outro, invadindo-lhe a boca com sofreguidão e lascívia, acariciando o corpo sensível pelo recente orgasmo... Deixou suas mãos percorrerem o peito, tocando-o possessivamente, sentindo na boca o gosto metálico do sangue pelos beijos selvagens do loiro e os movimentos incessantes das mãos que o masturbavam firmemente, quase levando-o a se perder da realidade. Aquilo era uma loucura, estava quase se deixando levar... Segurou nos pulsos de Draco, e prendeu-os acima da cabeça, impedindo-o de continuar a enlouquecê-lo e tentando impor o seu ritmo novamente...

Olharam-se nos olhos, ofegantes, a paixão selvagem vibrando entre eles. Mas os olhos verdes se enterneceram, e Harry beijou-o docemente e virou-o de lado, de costas para si, beijando-o na nuca, e nos ombros, e ao longo das costas, tocando a ponta da língua na entrada, lambendo e se insinuando para dentro, tocando com um dedo, entrando e saindo, dois dedos, preparando...

Acomodou-se por trás, enlaçando-o num abraço e trazendo-o junto a si, com a outra mão guiou o membro e encostou-se nele, forçando a entrada gentilmente. Levantou o joelho do loiro, facilitando, entrando devagar para que não o machucasse, movendo-se lentamente, contendo-se para que o loiro não sofresse e sentisse o máximo de prazer.

Draco prendeu a respiração enquanto sentia-se ser preenchido lentamente, um pouco dolorido, mas também delicioso... E Harry começou a mover-se, penetrando cada vez mais fundo, tocando-o todo por dentro, enlouquecendo-o com a sensação plena de ser amado. Os sussurros e gemidos ficaram cada vez mais intensos, os movimentos cada vez mais rápidos e profundos.

Harry buscou o membro de Draco novamente desperto, e acariciou-o com a mão, mexendo, manipulando, acompanhando os movimentos que os arrastava na loucura a cada vez mais perto do gozo... O gemido longo alertou Harry, que acelerou os movimentos levando o loiro ao prazer total, derramando-se na sua mão. Espalhou o sêmen no ventre do loiro, e numa estocada mais profunda gozou, agarrado a ele, gemendo no seu ouvido...

— Draco...! Eu... Eu te amo...

Por alguns instantes permaneceram agarrados, ofegantes, suados, ligados um no outro... Harry beijou o ombro de Draco carinhosamente, a mão acarinhando o ventre amorosamente, fazendo o loiro suspirar satisfeito e retirou-se de dentro do corpo quente...

Draco virou-se dentro do abraço, aninhando-se no peito do Gryffindor, enlaçando os dedos nos cabelos negros acariciando a nuca preguiçosamente. Beijou o peito do moreno e sentiu o beijo nos seus cabelos. E entre carícias leves, adormeceram abraçados.

HPDM

Pansy torceu os lábios e resmungou alguma coisa que nem ela mesma entendeu. Os olhos negros estavam fixos na garota que caminhava uns três passos a sua frente, quase saltitante tamanha sua felicidade. Iam para o Grande salão, atrasadas para o café da manhã.

Hermione abraçava um livro grande e velho, muito pesado e empoeirado. Cantarolava ‘conseguimos, conseguimos’ numa voz um tanto desafinada mas transbordante de alegria. Nem o frio intenso diminuía a felicidade da garota.

As garotas estavam pesquisando a mais de um mês, sobre o que poderia ser aquele tão misterioso ingrediente que ocasionava a gravidez masculina, sem o uso de poções especificas.

E depois de passar noites e noites escondidas na biblioteca, vasculhando pilhas de livros velhos e enormes, Hermione encontrara um livro que dava a resposta ao enigma. A garota dera um gritinho animado e rodeando a mesa puxara Pansy para um abraço, quase derrubando-a da cadeira.

Ao lembrar-se da cena, a Slytherin balançava a cabeça pesarosa. Hermione se deixava envolver na busca por conhecimento de tal forma que as vezes assustava a morena. E ela dava tudo de si na busca por uma resposta de algo que não tinha nada a ver com ela. Pelo contrário, era algo que queria descobrir para seus amigos.

Pansy não podia entender aquela atitude altruísta, despida de interesse próprio. Afinal ela era Slytherin. Fora criada e educada para agir sempre em troca de algo, sempre visando beneficio próprio.

O jeito desinteressado de ser, e totalmente envolvido com as pessoas que gostava, de Hermione confundia Pansy. Não que ela reclamasse. Pelo contrário. Só tinha a agradecer pela lealdade descompromissada que a Gryffindor lhe oferecia.

Hermione tinha razão ao dizer que Pansy sempre sofreria por sua perda. Doía. Doía muito. Mas graças à outra garota era mais suportável. Claro, ainda podia contar com Draco, mas era diferente.

Pela primeira vez na vida, Pansy Parkinson tinha uma amiga. E ela não queria abrir mão daquilo. Queria que seu lado Slytherin falasse mais alto e lhe desse o desejo egoísta de não compartilhar a nova amiga com ninguém. Mesmo que isso lhe custasse noites em claro na biblioteca, fingindo ler pesados livros, ou horas discutindo sobre os poucos casos de bruxos grávidos que haviam ocorrido. Pansy gostava desses momentos. Eram-lhe preciosos.

Sua alegria crescia a passos largos, ao ver como Hermione e Ron haviam se distanciado naquele tempo. Mal pareciam namorados. Mesmo que não falassem sobre o pobretão, Pansy achava que entendia o que podia estar se passando, pois ocasionalmente Hermione deixa escapar frases como ‘a vida é importante’ e ‘não existe nada mais importante do que a vida de alguém’, querendo, talvez, ter certeza de que Pansy compartilhava aquela idéia. E Pansy concordava plenamente. Principalmente se pudesse agradecer toda a ajuda que Hermione lhe dava, e retribuir à altura.

— Harry vai adorar saber disso!

Pansy observou a Gryffindor que ainda saltitava parecendo uma Hufflepuff a sua frente.

— Espero que ele faça valer a fama Gryffindor e tome providências!

Hermione parou de andar e encarou Pansy.

— Você diz sobre se vincular? - a morena balançou a cabeça concordando - Eu já disse isso ao Harry várias vezes. Não sei o que espera para se vincular ao Malfoy! A idéia de casamento pare deixá-lo apavorado...

— Gryffindors. Ele espera até um desastre acontecer. Eu te disse, Granger, minha mãe me deu aquela Equivalente de presente... O Senhor Malfoy não será tão bonzinho assim com Draco.

Hermione piscou. A mãe de Pansy fora tudo, menos boazinha.

— Ele não vai descobrir...

— Não deviam agir sob suposições. Potter tem que se garantir e se vincular a Draco. É a única forma de proteger a ele e ao bebê. Você é amiga dele e deve convencê-lo.

— Tenho tentado, mas não posso obrigá-lo... - Hermione sabia a importância dos contratos mágicos no mundo Bruxo.

— Hunf. Draco nunca vai se humilhar e propor o vínculo. É muito orgulhoso pra isso. Depois não digam que não avisei.

A Gryffindor não rebateu a afirmação. Metade da alegria se apagou dos olhos castanhos.

HPDM

— Como você se sente, Draco?

— Pesado. - respondeu o loiro com um péssimo humor, enrolando-se mais na capa cara. - E com frio.

Draco usava Glamour em dose mais forte, pois a barriga estava maior, nada exagerado para aqueles cinco meses e uma semana, como dissera Madame Pomfrey.

Para alívio dos progenitores, de Madame Pomfrey e de Dumbledore, Draco chegara aos cinco meses e nada de ruim acontecera. Mas como deixara claro a enfermeira, tinha que ir todos os dias a Ala Hospitalar e ao menor sinal de distúrbios tinham que procurar ajuda.

Os cinco meses haviam chegado, mas isso não o deixava livre do perigo, pois a magia de seu filho apenas começara a se desenvolver. E levaria, em média, um mês para se desenvolver por completo. Era o tempo que o corpo de Draco precisava para criar uma barreira mágica que separasse sua própria magia da magia do bebê.

Se fosse uma magia muito forte, ambas entrariam em conflito e um aborto não seria difícil de acontecer. Talvez até mesmo a morte de Draco.

Toda atenção no momento era mais do que necessária. Era vital.

E apesar do Glamour camuflar perfeitamente a barriga de cinco meses, não aliviava o peso. Draco cansava-se muito fácil. Tinha dificuldades em respirar, pois como Madame Pomfrey explicara, o feto em desenvolvimento empurrava os órgãos de Draco, comprimia a bexiga (por isso a constante vontade de ir ao banheiro) e espremia os pulmões, o que explicava a constante falta de ar.

E tudo isso, num quadro geral, contribuía para mau humor de Draco, constantes crises emocionais que comumente culminavam em muitas lágrimas por parte do loiro... E desespero por parte de Harry, que se sentia um inútil e culpado da situação delicada.

Naquela manhã, estavam atrasados para o café, pois tinham passado a noite em uma sala de aula vazia e perdido totalmente a noção do tempo.

— Falta menos da metade. - Harry incentivou. - De gestação, eu digo.

O humor de Draco piorou: - Se isso é um incentivo, desista!

Ele caminhava devagar e desengonçado, com o corpo meio inclinado para frente. Harry tinha péssimas lembranças do dia em que comparara o andar do loiro com o andar de um pato... O Slytherin não gostara nada do comentário...

— Está se sentindo bem mesmo?

— Não tenho um pingo de fome, e meu estômago parece pesado... - reclamou com falta de ar.

— Vamos a Ala Hospitalar na hora do almoço.

Draco balançou a cabeça concordando. Próximos a porta do Grande Salão se separaram, pois tinham que manter as aparências de rivais.

Harry observou com olhos preocupados enquanto Draco caminhava para a mesa de Slytherin e sentava-se com um longo suspiro ao lado de Pansy, que parecia recém chegada.

Depois de se assegurar que estava tudo bem com o loiro, foi sentar-se ao lado de Hermione, encontrando a morena muito agitada e feliz.

Na mesa de Slytherin, Pansy olhou para Draco.

— Você está bem querido?

— Me sinto enorme, Pansy. Meus pés doem e meu estômago está estranho. - lamuriou-se.

Pansy sorriu. Já estava acostumada a escutar as reclamações do Príncipe Slytherin. Draco era o rei do melodrama, porque acreditar que algo simples como uma gravidez mudaria isso?

— Você está pálido. Devia ir a enfermaria.

— Irei na hora do almoço. Me dá algo pra comer, sim? Não tenho fome, mas não quero ouvir aquele Cara de Cicatriz enchendo meu saco... “Você tem que comer...”, “Tem se alimentado?” Chato!

Pansy sorriu ainda mais. Esticou a mão e preparou algumas torradas com geléia para o loiro. Ia pegar um copo de suco de abóbora, quando sentiu alguém segurar em seu braço.

Era Draco. O loiro estava tão pálido, que assustou a moreninha. A mão dele tremia, estava gelada, e suava. Apertava o braço de Pansy com tanta força que deixaria hematomas.

Um frio imensurável fez Pansy estremecer, enquanto ela sentia seu coração se rasgar em duas metades. Draco estava sangrando. Um filete vermelho vivo escorria de suas narinas e seus ouvidos.

— Pansy... Não... Me... Sinto... Bem...

A garota arregalou os olhos ao notar que havia sangue nos lábios do loiro. Entendeu imediatamente o que acontecia, e sem pensar duas vezes ou medir as conseqüências do que fazia, ficou em pé e começou a gritar. Sua voz esganiçada de pânico ecoou alto através das conversas e fez o Grande Salão cair em profundo silêncio.

Harry estava sentado ao lado de Mione, observando o jeito com que ela tentava lhe explicar alguma coisa, falando muito rápido e de maneira desarticulada.

Parecia ter descoberto alguma coisa, mas Harry não conseguia entender exatamente o que seria.

— Mione! - Harry riu - Respire. Fale devagar, palavra por palavra.

A amiga riu também.

— Desculpe. Estou tão empolgada. Você vai adorar saber disso! Descobri o fator mais importante para que ocorra a gestação masculina. Sabe o que é? É...

Mas um berreiro cortou a revelação de Hermione. Ela se arrepiou ao ouvir a voz desafinada de Pansy gritando da mesa ao lado:

— POTTER! DRACO ESTÁ ABORTANDO! FAÇA ALGUMA COISA!!

— Deus! - exclamou Mione - Harry, você...

O moreno não estava mais sentado ao lado dela. Já estava agindo.

Cinco segundos. Cinco segundos foi o tempo que Harry Potter levou para ‘voar’ até a mesa da Casa da Serpente, tirar forças sabe-se lá de onde, e erguendo Draco nos braços, correr com ele para a Ala Hospitalar.

Dois segundos. Dois segundos foi o tempo para que o silêncio surpreso fosse quebrado, e murmúrios exaltados tomassem conta das mesas repletas de alunos das quatro casas de Hogwarts...


Notas Finais


Até segunda!


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