História Heart by Heart - Clace - Capítulo 40


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 167
Palavras 2.134
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora
E lhes trago uma TEMPESTADE de hbh
BOA LEITURAAAA

Capítulo 40 - Capítulo Quarenta


A manhã trouxe uma novidade irônica. Uma que Clary não estava preparada para encarar.

-- Você entende o que isto significa. -- Com as primeiras luzes da alvorada, Jace vestiu a camisa pela cabeça e enfiou os braços nas mangas. -- Agora nós temos mesmo que planejar um casamento.

-- Oh. -- Ela parou de abotoar a chemise. -- Temos, é?

-- A não ser que eu tenha sonhado com tudo isso... -- Ele lançou um olhar cheio de significado para a cama. -- Eu tenho certeza de que temos.

Ela lhe deu um beijo tranquilizador.

-- Você não sonhou com nada disso.

E ela também não. A noite dos dois tinha sido maravilhosa, maravilhosamente real. Depois que fizeram amor pela primeira vez, eles levantaram para tomar banho e jantar. Então conversaram até caírem no sono, um nos braços do outro. Mas não por muito tempo. Duas vezes, durante a noite, ele a acordou com beijos que logo se transformaram em algo mais. Eles repetiram o ciclo enquanto a noite durou – fazendo amor, adormecendo, depois acordando para fazer amor de novo. Como se uma noite pudesse parecer várias.

-- Não é a ideia de casamento que me incomoda --, ela disse. -- É só a parte do planejamento. Você já me carregou pela escadaria – eu vestida de renda marfim. Já demos bolo um para o outro. Passamos nossa noite na suíte de lua de mel. Não podemos dispensar toda a cerimônia? Eu me contentaria em casar no meio do campo, com um vestido que já usei vinte vezes, desde que ame o homem com quem estiver me casando.

-- Eu gosto de simplicidade. Não vou reclamar da falta de bandeirolas.

Sorrindo para si mesma, ela pegou o espartilho.

-- É claro que eu gostaria de contar com as minhas irmãs. Ainda que às vezes elas possam ser inoportunas, meu casamento não seria o mesmo sem elas.

Ocupado com o fecho de sua calça, ele não respondeu.

Ela se encolheu, arrependendo-se no mesmo instante das palavras impensadas.

Sim, ela poderia contar com a presença das irmãs. Quando casassem, Jace não teria a presença do irmão. Sebastian talvez nunca mais falasse com nenhum deles.

Jace estava desistindo de muita coisa por ela. Clary não tinha o hábito de acreditar que valesse tanto, para qualquer pessoa. Mas ele também valia tudo para ela. Clary tinha jurado amá-lo intensamente, para que ele nunca sentisse carência de amor.

Enquanto desembaraçava as fitas do espartilho, uma ideia se formou em sua cabeça. Ela molhou os lábios e criou coragem.

-- Lembra o que você me disse outro dia? Que quando nós éramos mais novos você não aguentava olhar para mim, às vezes, porque na sua cabeça nós fazíamos coisas obscenas?

-- Lembro --, ele ergueu uma das sobrancelhas.

Ela deixou o espartilho cair do seu lado, e ficou diante dele apenas de chemise e meias.

-- Faça-me fazer essas coisas obscenas.

Ele a observou por um instante, como se tentando medir a sinceridade dela. Ou talvez a coragem.

Clary endireitou as costas e empinou o queixo.

-- Então...?

Com passos calmos, ele foi até a poltrona e se sentou. Quando falou, a voz dele soou sensual como o próprio pecado.

-- Tire a chemise. Deixe as meias. 

A excitação dela foi instantânea. Um rubor quente cresceu no seu rosto enquanto abria os mesmos botões que tinha acabado de fechar. Ele a observou enquanto Clary se despia, e seu olhar descarado não dava a ela chance de se esconder. Ainda que tivesse sido ideia dela, Clary se sentiu tímida e exposta. Mas desconfiou que a timidez fazia parte da fantasia dele, então não tentou fingir outra coisa.

-- Ótimo. -- O olhar dele passou pelo corpo nu dela. -- Agora venha tirar a minha roupa.

Ela se aproximou da poltrona com passos delicados, felinos. Com os dedos trêmulos, pegou a bainha da camisa dele e começou a levantá-la, expondo seu peito, que mais parecia uma obra-prima esculpida por deuses. Ela teve a  consciência repentina de que aquela vez seria diferente de todas as outras daquela noite. Afinal, estava de dia. Eles podiam se ver com clareza. O corpo de Jace era tão perfeito que era difícil, para ela, não se sentir constrangida.

Mas, a menos que ele fosse um ator muito bom, Jace também parecia estar apreciando o corpo dela. Seus olhos passeavam por cada curva. Enquanto ela puxava a camisa por sobre a cabeça dele, deixou que seus seios roçassem a face dele, o que o fez inspirar fundo, produzindo um chiado agudo.

Então ela olhou para os fechos das calças dele. Aquilo seria difícil, se não impossível, de abrir com ele sentado na poltrona.

-- Você não quer levantar? --, ela perguntou.

-- Não.

O significado da negativa a atingiu em cheio. Para retirar as calças dele, teria que se ajoelhar. A ideia a excitou de um modo que ela não imaginava. Ela puxou as calças para baixo, e ele ergueu os quadris apenas alguns centímetros para ajudá-la. Ela baixou as calças, enfim, libertando toda a dura extensão da ereção dele. Uma virilidade pura e orgulhosa que a encarava de frente.

Envergonhada, baixou os olhos.

-- Olhe só --, ele disse, e seu tom brusco a atingiu no baixo-ventre. -- Olhe o que você fez.

Ela sentiu o rosto queimar. Mas Clary tinha começado aquele jogo. Não poderia desobedecer agora. Então olhou. Foi ela que fez isso, mesmo? Tudo isso? Em caso positivo, se sentia muito orgulhosa. Ela pôs as duas mãos nele, pegando o máximo que conseguia daquela extensão grossa. Então trabalhou as mãos para cima e para baixo.

-- Estou fazendo certo?

-- Muito certo. Agora... -- Ele ficou sem ar. -- Agora use sua boca em mim.

O comando rude fez um arrepio erótico percorrer o corpo dela.

-- Como?

-- Comece com a língua.

Abaixando a cabeça, ela deu uma lambida receosa na ponta.

-- Assim?

-- Isso. Assim mesmo. Em tudo.

Ela rodeou a cabeça avermelhada com a língua, depois desceu pela parte de baixo. Ele cheirava a sabão e pele recém-lavada. Ela não esperava que fosse tão macio. Tão macio e tão duro ao mesmo tempo. Quando ela voltou com a língua até a ponta, ele prendeu a respiração. Ele estendeu a mão para segurá-la pela nuca.

-- Agora assim.

Ele empurrou a boca de Clary sobre a cabeça de seu membro, enroscando a mão nos cabelos ruivos dela para guiá-la para cima e para baixo. Além daquela breve lição, ela não precisou de mais encorajamento. A obscenidade do ato a excitava além de tudo que pudesse ter imaginado. Ela fez o possível para tomá-lo bem fundo, depois mais um pouco – adorando o fato de que nunca conseguiria o engolir todo. Adorando o gosto de Jace, saboreando os gemidos suaves que ela arrancava do peito dele.

-- Clary... Céus.

Ele firmou a mão no cabelo dela e a afastou com delicadeza. Ela choramingou, decepcionada.

-- De pé --, ele lhe disse. -- Abra as pernas e sente no meu colo.

Ela fez o que ele pediu, movendo-se com rapidez. A meia dela prendeu no forro da poltrona, mas ela não se importou.

-- Levante os seios --, ele disse, parecendo impaciente. -- Traga-os até a minha boca.

Ela os ergueu conforme pedido. Primeiro um, depois o outro. Então os dois ao mesmo tempo. Ele moveu a cabeça de um lado para o outro, estimulando os mamilos com beijos alternados a lambidas. Tomou um na boca e o chupou com firmeza. Ela sentiu o rosnado dele vibrar por todo seu corpo.

-- Por favor --, ela sussurrou. -- Eu preciso... eu quero...

-- O que você quer, amor? Diga-me.

-- Eu quero você.

Ele fez um carinho com a mão no braço dela.

-- Você me tem. Estou bem aqui.

-- Você sabe o que quero dizer. --Ela se contorceu no colo dele. -- Eu... eu quero você dentro de mim.

-- Assim? -- Colocando a mão entre eles, Jace deslizou um dedo para dentro dela. A sensação a deixou sem fôlego.... mas não foi o bastante.

Aquele demônio. Ele sabia exatamente o que ela queria e estava apenas a provocando.

-- Mais --, ela gemeu, movendo os quadris de encontro à mão dele. Cada vez que seu sexo roçava a palma dele, uma onda de êxtase passava por ela. -- Eu quero mais.

-- Então diga. -- Ele a puxou para perto e beijou sua orelha. -- Diga que você quer o meu pênis.

Ela gelou. Um arrepio ricocheteou dentro dela.

-- Vamos --, ele insistiu, enfiando o dedo mais fundo. -- Eu estou sentindo como você está molhada. Você gosta de me ouvir dizer essas coisas. Então diga-as você mesma. Diga que quer meu pênis bem fundo dentro de você. Duro e rápido.

-- Eu... eu não consigo dizer isso.

-- Por que não? Ele já esteve na ponta da sua língua. E é só uma palavra..

-- Uma palavra obscena.

-- Você queria fazer coisas obscenas.

Sim, mas ela esperava que falar obscenidades fosse a parte dele. Quando se tratava de falar de desejos carnais, ele não parecia ter dificuldade. Mas Clary tinha dificuldade. Muita dificuldade. Grandes pilhas de dificuldades que reuniu ao longo da vida.

Ele a provocou descrevendo círculos com o polegar, bem onde sabia que ela sentiria mais. A respiração dele acariciou o cabelo de Clary.

-- Você está aqui. Comigo. Está tudo bem. Você pode dizer o que sente.

O corpo todo dela doía de desejo. Ele a tinha excitado tanto, que ela teria feito qualquer coisa.

-- Eu quero seu pênis. --  A voz dela estava trêmula. -- E quero dentro de mim.

Ele tirou o dedo dela e pegou sua ereção na mão, posicionando a cabeça larga e lisa na entrada dela.

-- É isso o que você quer?

-- Sim.

Ele pôs as mãos nos braços da poltrona.

-- Então pegue.

Ela afundou nele, aos poucos, enterrando toda a dureza de Jace dentro de si em um movimento deliciosos, até sentar no colo dele.

-- Agora olhe. -- Ele virou a cabeça para a penteadeira. -- Olhe o que você fez.

O reflexo dos dois preenchia o espelho. As mãos grandes e bronzeadas dele agarrando a pele clara dela. Os pulos delicados dos seios dela enquanto Clary o cavalgava em um ritmo preguiçoso. O desejo ardendo na expressão dele.

-- Deus... você é linda.

Ele cravou as mãos nos quadris dela e a guiou em um ritmo mais rápido, movimentando os próprios quadris para preenchê-la. Ela se inclinou para a frente, enterrando o rosto no pescoço dele, entregando-se por completo. A sensação da dureza dele entrando e saindo dela, estimulando seus lugares mais sensíveis sem parar... O prazer cresceu e se acumulou com tanta rapidez que o clímax a atingiu sem ela esperar. Clary ficou mole nos braços dele, soluçando baixo com o prazer, confiando nele para manter o ritmo de que ela precisava. Foi o que ele fez. Quando os últimos tremores cessaram, ele apertou os braços ao redor dela e acariciou seu cabelo. 

-- Isso não saiu como eu planejava --, ela disse, quando finalmente recuperou o fôlego. -- Eu deveria estar dando o prazer obsceno para você.

-- Ah, mas você deu. Com certeza deu.

Ele colou sua boca na dela, e foi como o primeiro beijo na torre – doce, suave, o mais puro amor espalhado sobre uma porção de carência. Ela ficou maravilhada com a paciência dele. Jace continuava tão grande e duro dentro dela. Ele devia estar desesperado pelo alívio. Baixando a cabeça, ela o beijou no pescoço. Clary passou os dedos pelos ombros dele e desceu até os pelos escuros em seu peito. Ele começou a se mover dentro dela de novo. Arremetendo devagar. Com suavidade. Tão fundo que Clary podia senti-lo no coração.

O braço dele se firmou na cintura dela e suas investidas ficaram mais firmes, mais desesperadas. Até que cada uma extraía um soluço dela e um som áspero, gutural, dele. Fechando os olhos, ele encostou a testa na dela. Suas estocadas redobraram em força. Eles trombavam um contra o outro – face contra queixo, dentes contra lábios. Beijo selvagem, de boca aberta.

Então a mão dele se firmou no cabelo dela e Jace interrompeu o beijo, puxando-a para muito perto. Ele a segurou com muita firmeza, impedindo que Clary sequer olhasse para outro lugar. Ela não teve chance a não ser encará-lo nos olhos.

-- Olhe só --, ele disse. -- Olhe o que você fez.

Aqueles impetuosos olhos dourados continham fome, ânsia e um desejo decidido, ousado. E algo mais. Algo que só podia ser amor.

-- Eu sei --, ela disse. -- Eu sei. Vai ficar tudo bem.

Ele pareceu inchar dentro dela. Um... dois... três estocadas finais, desesperadas. Então, com um uivo, estremeceu e se desmanchou nos braços dela. Enquanto a respiração dele ia se acalmando, ela passava a mão em suas costas, murmurando palavras doces em sua orelha. Parecia que o ato tinha deixado Jace tão abatido e vulnerável, que ele se permitiria ser mimado – e ela tirou vantagem disso.

-- Isso foi... -- Ele soltou o ar, depois pareceu desistir completamente do que ia dizer.

-- Foi mesmo. -- Ela levantou os olhos para ele. -- Vamos para casa.


Notas Finais


OZADIA E ALEGRIA DISTRIBUÍDA AKI PRA VCS
😂🔥

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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