História Heart by Heart - Clace - Capítulo 41


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 232
Palavras 3.008
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A BARATA DA VIZINHA TA MINHA CAMA
E AGR UQ EU VOU FZR?

Sair correndo e dxr minha casa para ela, o mais sensato e oq eu faria

BEM ALEATÓRIO MAS É PQ EU N TINHA NDA PRA COMENTAR 😂

BOA LEITURAAA

Capítulo 41 - Capítulo Quarenta e um


Jace alugou uma carruagem para levar Clary de volta para casa. Ele voltou em seu cavalo. Poderia ter ido com ela no veículo, mas teve seus motivos para cavalgar sozinho. Primeiro, porque sabia que ela devia estar com o corpo dolorido depois da noite de paixão que os dois viveram. E passar duas horas com ela em um espaço escuro e apertado? Ele não conseguiria ficar com as mãos longe daquele corpo. Em segundo lugar, porque precisava de tempo para pensar.

Havia tanto a ser feito. Depois que Clary estivesse acomodada no castelo, Jace precisaria acertar as coisas com os advogados. Em seguida, cavalgaria até Dover para esperar por Sebastian. Não seria uma festa à beira-mar receber o irmão com a notícia de que a noiva dele não era mais noiva dele. Mas Jace não queria que a notícia lhe chegasse por nenhuma outra pessoa. Enquanto isso, havia outras dificuldades a serem superadas. Como seu desentendimento com Sir Simon Lewis.

Quando eles chegaram ao Castelo Twill, contudo, pareceu que o acerto de contas teria que esperar.

-- Que surpresa --, Clary disse, depois de consultar Sophie e trocar a roupa de festa por um vestido mais simples. -- Nós chegamos antes deles. Devem ter ficado até muito tarde no baile. Ou até hoje cedo.

-- Vai ver eles não quiseram viajar na chuva.

-- Desde que estejam bem e em segurança, nós tivemos sorte. -- Eles entraram no hall do castelo e Clary falou com Jace em voz baixa. -- No que diz respeito às pessoas que estavam no baile, você me trouxe para casa ontem à noite. E com relação às pessoas no castelo, nós passamos a noite na Casa Lovelace. Pode ser que não tenhamos que nos explicar para ninguém. Não até Sebastian voltar para casa.

-- Não vou esperar que Sebastian chegue. -- Jace contou para Clary sua intenção de ir até Dover.

-- Dover? --, ela perguntou. -- Mas sou eu quem vai contar para ele. Nós até praticamos na outra noite.

-- As coisas mudaram. É a minha assinatura que está naqueles papéis, e ele merece uma explicação minha.

-- Mas passei o caminho todo praticando meu discurso. E eu tive a melhor ideia. 

Ela o levou por um corredor lateral até uma sala que parecia ser o escritório dela. As prateleiras estavam repletas de livros de literatura e contabilidade do castelo. Na parede estavam afixados mapas topográficos das terras da região e vários desenhos arquitetônicos.

-- Sente-se na poltrona, por favor. Atrás da escrivaninha.

Espantado, ele fez o que ela pediu.

-- Estou sentado na poltrona. O que foi?

-- Eu tenho os esboços para a estufa e a cervejaria. -- Ela pegou um livro de contabilidade. -- Já fiz os cálculos de quanto vai custar para substituir as plantações locais por lúpulo. Mas antes de entrarmos nos números, quero que veja isto.

Se a intenção dela era fazer com que Jace compreendesse algo, Clary fez a pior coisa possível. Ela colocou dois livros sobre a escrivaninha, lado a lado. Um encadernado em azul, o outro em vermelho.

Jace consultou os títulos e seu entendimento não melhorou.

-- Livros de culinária?

-- Por favor, acompanhe meu raciocínio. Você vai entender.”l -- Ela abriu o primeiro – o volume azul, desbotado – no índice. -- Este é o livro de culinária da minha mãe, comprado assim que ela se casou. -- Então, ela abriu o segundo livro na mesma página. -- Esta é uma edição nova, que eu ganhei no meu aniversário de 18 anos. Se você consultar os dois, lado a lado, vai ver que são muito  parecidos, mas não idênticos. Consegue encontrar a diferença?

Só de bater os olhos? Ora, não. E Jace não tinha paciência para ler as duas listas para descobrir.

-- Curry. -- Ela tocou o centro da página com o dedo. -- E aqui, ponche de aguardente de arroz. Está vendo? 

Ele tamborilou os dedos, acreditando que alguma explicação viria a seguir.

-- Não havia nenhum prato indiano no livro de culinária da minha mãe. Hoje, não se encontra nenhum livro de receitas sem influência indiana.

Inexpressivo, ele a fitou.

-- Guarde esse pensamento. Tem mais. -- Em seguida, ela pegou um pedaço de tecido e o entregou para ele. -- Veja.

Ele virou o pano em suas mãos. Um pedaço de tecido estampado.

-- O que eu devo fazer com isso?

-- Olhe bem. Pense nele. -- Ela estava quase dando pulinhos.

Jace observou o tecido. E pensou um pouco nele, mas não fazia ideia do tipo de pensamento que deveria formular a respeito de ramos e flores estampados em algodão barato.

-- É chita --, ela disse. -- Quando nós éramos crianças, a moda era tecido indiano importado. Usado em cortinas, xales, colchas e almofadas. Mas agora as fábricas usam tecido doméstico e estampam a chita aqui. Não é mais importado.

Ele franziu a testa.

-- Não sou a pessoa certa para interpretar Sebastian nessa situação. Ele é o viajante.

-- Não, não. Isto diz respeito à Inglaterra. E você é a pessoa perfeita.  -- Os olhos dela faiscavam de empolgação. -- Confie em mim.

Jace se remexeu na poltrona, sentindo-se desconfortável.

-- Você pode explicar do que se trata?

-- A questão é esta.”l -- Ela apoiou as mãos espalmadas no tampo da escrivaninha. -- O que acontece na Índia, não fica lá. Vem para a Inglaterra e se torna a última moda aqui. Isso foi verdade para o curry e para a chita, e vai ser verdade para a cerveja.

Ela abriu uma pasta, de onde tirou sua última prova. Um recorte de jornal.

Maravilha. Mais coisas para ler.

Ele encarou a notícia em letras pequenas.

-- Então, houve um naufrágio.

-- Não é o naufrágio que me interessa. É a carga. -- Ela apontou para uma linha específica. -- O conhecimento de embarque informa que esse navio transportava um novo tipo de cerveja maltada. Os fabricantes do norte já a estão fabricando há alguns anos, especificamente para exportar para a Índia. O clima lá não é adequado à produção de cerveja, e os fabricantes acrescentam lúpulo adicional na mistura para que a cerveja aguente a viagem de mar. Os ingleses que moram lá adoram essa bebida. Sebastian até mencionou isso em uma de suas cartas.

-- Mas já estão produzindo no norte.

-- Sim, para exportação. -- Ela apoiou o quadril na mesa.  -- Isso significa que este é o momento ideal para conseguirmos uma fatia do mercado doméstico. Quando homens como Sebastian voltarem de suas viagens, vão querer tomar a mesma cerveja que apreciaram no exterior. Então o gosto vai se espalhar. Assim como aconteceu com curry e chita. Dentro de uma geração ninguém mais vai estar bebendo porter. Essa nova cerveja maltada da Índia vai se tornar a bebida mais procurada. Tenho certeza. Essa é a oportunidade da minha cervejaria.

Ela parou de falar e inspirou fundo e devagar.

-- Bem? --, ela insistiu, depois que alguns instantes se passaram. -- Consegui convencer você?

Ele se reclinou na poltrona e a observou, admirando-a.

-- Eu acho que sim. Você deveria ter sido advogada.

-- Ah, mas eu tenho outros planos. E melhores. -- Ela sorriu. -- Vou abrir uma cervejaria. A Cervejaria Herondale.

-- Você vai pedir ao Sebastian que seja seu sócio nesse negócio?

-- É claro que não. -- Ela riu. -- Jace, estou pedindo a você.

Sócio dela? Ele não sabia o que dizer.

-- Eu pensei que você poderia hesitar --, ela disse. -- Mas na verdade, estou preparada para isso. -- Ela lhe deu um sorriso malicioso. -- Prepare-se para ficar deslumbrado.

Deslumbrado.

-- Esqueça tudo o que eu disse outro dia, sobre enfiar canecas nas paredes. -- Ela andou até a entrada do escritório. -- Imagine seu nome na porta. Bem aqui. Lorde Jace Herondale, Sócio na Cervejaria Herondale.

-- Clary...

-- Não, não. Eu só estou começando. -- Ela fez gestos largos indicando o aposento. -- Imagine que este é o seu escritório. Você teria papéis e livros de contabilidade. E assistentes, claro. -- Ela correu para uma escrivaninha menor na lateral da sala e se sentou, posando com uma caneta. -- Quer que eu escreva uma carta, meu lorde?

-- Uma secretária. -- Ele disse e se recostou na poltrona. -- Ela seria tão bonita quanto você?

-- Seu secretário seria um homem de meia-idade e calvo, mas muito eficiente.

Ela levantou e voltou para a porta. 

-- E as pessoas viriam durante todo o dia para se reunir com você. Pessoas importantes. Pessoas como... -- Ela continuou, saindo do escritório e voltando depois de um minuto, vestindo um casaco velho de outra pessoa e um chapéu de palha. Em uma mão, trazia um ancinho. -- Fazendeiros.

Saiu de novo e reapareceu usando uma boina e segurando uma caneca com uma mão, enquanto mantinha a outra sobre a boca, fazendo um bigode com o dedo.

-- Ou cervejeiros, -- ela disse engrossando a voz.

Jace lutou contra o impulso de sorrir. Ele tinha perdido a batalha. Ela era encantadora. Ridícula e possivelmente com problemas na cabeça, mas encantadora.

Clary desapareceu mais uma vez. Ele esperava que ela reaparecesse brandindo outra ferramenta ou usando uma fantasia. Em vez disso, o que apareceu à porta foi William. Usando cartola e óculos.

-- E até mesmo escudeiros --, ela disse.

Então, ele não conseguiu evitar de rir.

Ela surgiu de trás do batente e acariciou o buldogue.

-- Na verdade, reuniões com escudeiros serão improváveis. Com advogados, sim.

Advogados. Maldição. Jace passou a mão no rosto. Não sabia o que dizer se não a verdade.

-- Eu não sirvo para trabalhar em escritório.

-- Mas essa é a melhor parte. Você não precisaria ficar aqui o tempo todo. Quando terminarem as reuniões, vai poder andar pelos campos, conversar com o tanoeiro sobre os novos tonéis, ou provar a cerveja que está sendo produzida. Posso lhe prometer toda a cerveja que você conseguir tomar. E ainda ofereço meu coração como parte do negócio. -- Ela sentou na escrivaninha na frente dele, os pés pendurados. -- Então? Está pelo menos um pouco tentado?

Tentado? Jace estava à beira do precipício da Perdição. O retrato que ela pintou diante dele tentaria até um santo. Mas e o acordo que ela propôs?  Administração, contabilidade, correspondência...

Ela balançou as pernas para a frente e para trás.

-- Então?

-- Eu pretendo sustentar você --, ele disse. -- Tomar conta de você. Mas sou um lutador, não um burocrata.

Jace se conhecia muito bem. Ele podia querer ser bom naquilo. Faria promessas e tentaria ao máximo por algum tempo. Mas, no final, a decepcionaria.

-- Isso está fora de questão por enquanto. Tenho que voltar para o ringue. Assim que nos casarmos eu vou voltar aos treinos e...

-- Assim que nos casarmos? Assim que nos casarmos você vai embora? Para treinar para a revanche contra Hodge...

-- É claro. Se é com a cervejaria que você está preocupada, deveria querer o mesmo que eu. Ninguém vai beber a Cerveja do Herondale Derrotado. Vou ser mais útil para você depois que recuperar o título.

-- Você vai ser mais útil para mim se mantiver sua saúde! -- Ela levou a mão ao peito. -- Eu te amo. Não posso suportar a ideia de perdê-lo.

Eu te amo. Droga, ele esperou a vida toda para ouvir isso. Mas toda vez que ela dizia, seu instinto era evitar o sentimento.

-- Você não vai me perder. -- Ele se levantou da poltrona e colocou as mãos nos ombros dela. Com o polegar, ele desenhou a curva suave da clavícula dela. -- Eu sei que está com medo, mas eu faço isso há anos. Não existe um bom motivo para...

-- Motivo número um. Você pode ser morto. -- Ela foi contando com os dedos. -- Dois, você pode ficar aleijado. Três, você pode matar ou aleijar um oponente. Quatro, você pode ser preso, condenado por tumulto e agressão e enviado para a Austrália, e nunca mais ser visto. Esses são quatro motivos excelentes, Jace. Quatro.

-- Não é provável que nenhuma dessas coisas aconteça.

-- Mas elas são todas possíveis. E só porque não aconteceram ainda, não quer dizer que nunca irão acontecer.

Ele suspirou, impaciente.

-- Você não acredita em mim?

-- É claro que eu acredito em você. Mas também sei que Hodge é um adversário diferente dos outros que você enfrentou. Faz anos que acompanho o esporte, lembra? Eu sei como ele demoliu Mark, e li sobre o que fez com Gideon. Os jornais esportivos disseram que o homem nunca mais poderia lutar.

-- Phillips vai lutar de novo. -- Talvez não conseguisse mais mastigar, mas lutar ele conseguiria.

-- E vi com meus próprios olhos o que Dubose fez com você. Eu ainda consigo ver, Jace. Cada fratura. -- Ela passou um dedo pela curva irregular do nariz dele, depois fez um carinho em seu rosto. -- Cada machucado.

Ele pegou a mão dela e a apertou.

-- É por isso que não posso encerrar minha carreira desse modo. Eu preciso provar para mim mesmo – e para todo mundo – que não sou apenas um valentão acabado.

-- Então não seja um valentão acabado. Jace, você tem tantos talentos. Você poderia fazer muito mais com a sua vida.

Muito mais? Ele fechou os punhos. O que seria mais do que ser o melhor lutador profissional da Inglaterra? A maioria das pessoas consideraria isso um feito e tanto.

-- Quantas pessoas podem dizer que são as melhores? Em qualquer coisa? -- Ele baixou a voz. -- Nós já discutimos isso. Eu não preciso ser salvo do esporte que amo. Pensei que você compreendesse isso. Pensei que você me compreendesse.

Ela apertou a ponte do nariz e suspirou.

-- Só uma vez. Só uma vez eu queria saber qual é a sensação de ser importante para alguém. Passei oito anos sendo colocada de lado por causa da carreira do seu irmão. E agora, depois de tudo o que fizemos na noite passada, percebo que na sua vida, também, eu estou em segundo lugar.

-- Isso não é justo. Não se trata de estar em primeiro, segundo ou terceiro lugar. Isso faz parte de mim. Pedir que eu desista de lutar é o mesmo que pedir que eu desista de um braço.

-- Eu nunca pediria que você parasse de lutar. Só estou perguntando se não existe outro modo de você continuar no esporte que não coloque sua vida em risco logo nos primeiros meses de nosso casamento. -- Ela gesticulou para as paredes do castelo. -- Se não gosta da ideia da cervejaria, talvez possa abrir uma escola aqui. Uma escola de boxe. Você seria um ótimo professor.

-- Para ensinar almofadinhas como Simon Lewis, você quer dizer? Ah, seria ótimo.

-- Não precisaria ser uma escola para cavalheiros ricos. Podia ser para garotos com dificuldades.

Ele meneou a cabeça.

-- Essa é uma ideia bonita para algum dia, depois que nossa renda estiver garantida. Mas você mesma disse. Não existe muito dinheiro em órfãos.

E Jace precisava ganhar dinheiro. Mais do que qualquer coisa, ele queria  sustentá-la, protegê-la e lhe dar a vida que ela merecia. Viver com o dote dela e a renda do castelo seria possível, acreditava. Mas seu orgulho exigia que ele também contribuísse. Estava confiante que poderia fazer isso, depois que voltasse aos ringues. Mas a gaiolinha restritiva que era aquele escritório? Ele só poderia se dar mal ali.

-- Eu não posso... -- Cristo, ele nunca tentou explicar aquilo para ninguém. -- Eu não consigo fazer esse tipo de coisa. E não é porque não queira, ou porque sou preguiçoso demais para tentar. Não consigo me concentrar em contabilidade, programações e livros. Eles fazem como se estivesse com a cabeça presa dentro de uma colmeia. Eu fui assim minha vida toda. Eu acabo ficando cansado de tentar e... perco o interesse.

-- Você perde o interesse.

Ele deu de ombros.

-- Essa é a melhor forma que eu consigo descrever. Sim.

Ela mordeu o lábio e o encarou.

-- Você tem medo de que vá perder o interesse por mim? --, ela perguntou.

-- Isso é diferente. Você é diferente --, Jace respondeu.

-- Como pode ter certeza?

-- Como você pode duvidar disso?-- , ele devolveu a pergunta.

As palavras foram pronunciadas com intensidade demasiada. Soaram irritadas até aos ouvidos dele. Sua consciência – aquele espírito vivo constituído por uma vida de pecados acumulados – gritava para ele naquele instante. Recue, ela dizia, antes que você vá longe demais. Antes que diga algo que não queira dizer.

-- Eu sou um lutador --, ele disse. -- Se você quer um homem para ficar mexendo em papéis nesta escrivaninha... talvez você devesse casar com Sebastian.

Assim que ele ouviu suas próprias palavras, Jace se arrependeu delas.

Jace, seu idiota.

Ela estremeceu.

-- Eu não acredito que você disse isso.

Ele esfregou o rosto com a mão. Jace desejava também poder ficar surpreso com o que tinha dito. Sua vida toda era uma sequência de palavras e ações impensadas que desejava poder retirar. Na noite anterior, esses impulsos tinham funcionado de um modo que deu prazer a ela. Mas Jace soube, então, que era questão de tempo até estragar tudo. Sabia que realmente havia um demônio dentro dele. Que estava destinado a afastar as pessoas que mais amava. Ele nunca seria capaz de manter algo realmente bom. Se perdesse Clary, teria feito por merecer. Diabos, no que dizia respeito a ela, talvez fosse melhor assim.

-- Escute --, ele disse. -- Eu não deveria ter...

E então – só porque era tudo a vida de Jace não precisava naquele momento – Magnus apareceu na entrada do escritório.

-- Aí estão vocês. Espero que o baile tenha sido agradável. Eu --, Magnus juntou as mãos com um estampido, -- tenho ótimas notícias.

Jace duvidava. Ele fez gestos para que o outro se calasse.

Magnus, como era natural, os ignorou.

-- Primeiro, Srta. Fairchild, fico feliz de relatar que o anel de noivado foi... bem, recuperado.

-- Sério? --, Clary perguntou. -- Quão oportuno. Nós estávamos mesmo discutindo os planos de casamento. Não estávamos, Jace?

Maldição.

-- E segundo --, Magnus continuou, -- seus vestidos novos acabaram de chegar de Londres. Foram feitos sob medida para você, e são magníficos. As costureiras estão esperando na sala de estar.

Jace sacudiu a cabeça.

-- Ela não quer...

-- Ah, mas eu quero. -- O olhar frio dela encontrou o de Jace. -- Eu quero, Sr. Belcourt. Não posso esperar para provar os vestidos.



Notas Finais


O CIRCO VAI PEGAR É FOGO

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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