História Heart by Heart - Clace - Capítulo 42


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 126
Palavras 2.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


COMO EU DISSE
EU N COLOCO LENHA NA FOGUEIRA
EU TACO É UM GALÃO DE GASOLINA E ACENDO O FÓSFORO
🌝😂😋

BOA LEITURAAAA

Capítulo 42 - Capítulo Quarenta e Dois


Na verdade, provar mais vestidos cheios de babados era a última coisa que Clary queria fazer naquela manhã. Mas ela e Jace precisavam de um pouco de distância um do outro, e aquele pareceu o melhor modo. Após uma semana inteira dizendo para ela que não podia romper um noivado que tinha sido combinado aos 17 anos... Eles tiveram uma discussão e Jace já estava cancelando o casamento deles? Isso era um pouco assustador, a rapidez com que a cabeça dele saltava do domínio de “desentendimento leve” para “diferenças irreconciliáveis”.

Talvez você devesse casar com Sebastian. De tudo o que ele poderia ter dito... Mas ela sabia que ele não falava sério. E Clary devia saber que não devia colocá-lo sob tanta pressão quando se tratava da luta.... Ele a tinha avisado, não tinha? Salões de festa, recepções, salas de aula, escritórios... quando ele se sentia desconfortável, alguma grosseria podia acontecer. Mas o que ela admirava nele era que Jace reconhecia que isso acontecia com ele, e assim encontrou seus próprios meios não apenas de ter sucesso, mas de se desenvolver. Se quisesse construir uma vida com ele, teria que entender e respeitar isso. Ela lhe devia desculpas, mas Clary duvidava que ele já estivesse pronto para ouvi-las. Para passar o tempo, não custava nada experimentar um vestido bonito.

Enquanto caminhava até a sala de estar, ela ouviu a carruagem parando na entrada. Um após o outro, seus familiares saíram do veículo.

Clary correu para cumprimentá-los no hall de entrada.

-- Tessa. Como você está?

-- Extremamente cansada. -- Com isso, sua irmã mais nova desapareceu em direção à biblioteca.

Bem. Clary achou que podia parar de se preocupar. Essa era a Phoebe de  sempre.

Isabelle e Simon vieram a seguir.

Clary fez uma mesura para seu cunhado. Ele estava com o chapéu inclinado para disfarçar o rosto machucado, e mal a cumprimentou com um movimento de cabeça antes de subir para o quarto.

-- Clary, é melhor você estar agradecida. -- Isabelle parou ao lado dela para se explicar. -- Nós abusamos da hospitalidade dos Lovelace da pior forma possível.

-- Você abusando da hospitalidade de alguém? É difícil acreditar.

-- Eu estava decidida que devíamos ser os últimos convidados a ir embora --, ela disse. -- Nós precisávamos controlar os boatos, você sabe. Simon foi um santo por você. Riu do soco como uma brincadeira entre amigos. Nós contamos para todo mundo que você desmaiou e Lorde Jace a acompanhou até em casa. -- A irmã se aproximou e a encarou. -- Foi isso o que aconteceu, não foi?

-- Mais ou menos.

Os eventos não tinham se desenrolado na ordem em que Isabelle acreditava, e muito mais coisas tinham acontecido. Mas podia-se dizer que ela não havia mentido.

-- Então, ótimo --, a irmã disse, inspirando profundamente. -- Foi isso.

Clary não era boba. Ela sabia que o esforço de Isabelle e Simon tinha sido tanto para preservar o status social deles quanto o dela. Mas se o escândalo em potencial tinha sido evitado, ela não precisava se apressar e fugir para casar com Jace. Poderia ter o tipo de casamento que quisesse. Continuava tendo todas as escolhas.

-- Agora --, Isabelle disse, -- a menos que você queira me transformar na pior espécie de mentirosa, é melhor que esse casamento seja espetacular. E que aconteça logo.”

Clary levou a irmã até a sala de estar.

-- Talvez aconteça. Venha comigo.

Nada menos do que seis costureiras e assistentes esperavam para ajudá-la. A sala estava tão tomada por babados brancos que parecia que um vulcão tinha entrado em erupção. Um vulcão de merengue.

Clary se virou para Isabelle e disse as palavras que, ela sabia, a irmã esperava ouvir há anos.

-- Faça com que eu fique linda.

■■■

-- Isso é loucura.

Jace tinha passado tanto tempo em salas de estar naquela semana que sua cota estava completa até o fim da vida. E ele não tinha vontade nenhuma de ver Clary experimentar um vestido que não era para o casamento deles.

-- Talvez nós devêssemos ir embora --, disse.

Ele não sabia o que havia de errado consigo, mas se tivesse um pingo de decência iria parar de querer impor esse erro a Clary.

-- Você é sifilítico? --, Magnus perguntou com a orelha colada na porta adjacente à sala em que Clary provava os vestidos. -- Nós não vamos embora. Jace, você não sabe o que eu passei nos últimos dias. Só para trazer essas costureiras de Londres já foi uma dificuldade enorme. E o anel? Ah, você me deve muito por esse  anel.

Jace não sabia como rebater isso. Na verdade, tinha todo tipo de dívida com Magnus. Pensou, então, que seu treinador talvez fosse a única pessoa, em sua vida, que ele não conseguiu afastar.

-- Há quanto tempo nós trabalhamos juntos? --, Jace perguntou. -- Cinco anos?

-- Seis, pelas minhas contas.

-- E suponho que você sonha em deixar de me treinar com a mesma frequência que eu penso em me livrar de você.

-- Diariamente, você quer dizer? Ah, com certeza.

-- Então como é que nós mantivemos essa parceria tanto tempo?

Magnus lhe deu um olhar enfadonho.

-- Sem ficar pensando demais.

Certo. Talvez houvesse algo de verdade na resposta impaciente do seu treinador. Jace tinha que parar de pensar demais nas coisas. Ele amava Clary e faria qualquer coisa para ficar com ela. Qualquer coisa. Essa era uma verdade divina que morava no seu coração, e que pretendia dizer para ela no momento em que Clary saísse por aquela porta.

-- Ela está vindo. Levante-se.

Ele sabia que estava em apuros antes mesmo de Clary entrar na sala. Conseguia perceber isso pelo ritmo dos passos dela. Vivacidade. Confiança. Determinação. Nada de tropeços ou hesitações. Ela se sentia poderosa. O que significava que devia estar linda.

Ele se pôs de pé, encontrou seu ponto de equilíbrio, deixou os membros relaxados e se preparou para receber o soco.

As portas se abriram. Santo Deus. Ele não tinha nenhuma chance. Ela era um nocaute.

Magnus deu um soco no ar.

-- Agora sim.

Jace nem mesmo viu o vestido. Era branco, ele supôs. Ou cor de neve. Ou marfim. Devia ter seda e babados. Talvez alguns brilhantes ou pérolas. Ele não conseguiria descrever o corte, o estilo ou o tecido, mesmo se sua vida dependesse disso. A única coisa que viu foi ela. O vestido era como um suporte de ouro feito por um mestre-joalheiro. E Clary era a joia que brilhava nesse suporte.

-- E então? -- Isabelle quis saber. -- O que você acha?

Uma pergunta excelente. O que ele achava? Seu cérebro tinha parado de

funcionar. Palavras. Devia dizer alguma coisa, mas não encontrava as palavras. Estava ficando difícil para ele respirar. Tudo que saiu foi:

-- Você... está... ahn...

-- Incomparável.

A declaração articulada com suavidade veio de algum lugar atrás dele, mas Jace reconheceu a voz no mesmo instante. Nem precisou se virar. Agora que o velho marquês estava morto, aquela voz só podia pertencer a um homem.

-- Sebastian --, Clary suspirou.

Era Sebastian. Em carne e osso. Cada vez que Jace via o irmão, Sebastian estava mais parecido com o pai deles. Alto. Forte, mas magro. O cabelo escuro mostrava alguns fios prateados novos. Os ombros retos pareciam sustentar qualquer peso, e aquele rosto aristocrático – o nariz sem fraturas e tudo mais – era clássico. Os olhos azuis que viam tudo e encontravam imperfeições em tudo.

-- Não consigo acreditar que você está aqui --, Clary disse.

-- Mas estou. Voltei para a Inglaterra definitivamente desta vez. E esta é a melhor recepção que eu poderia ter. -- O olhar dele se alternava entre Clary e  Jace. --Ver vocês dois. As duas pessoas de que mais gosto no mundo.

Sebastian atravessou a sala em passadas decididas, estilo Herondale, e ficou de frente para Jace.

-- Sobre nosso pai.

Todas as desculpas e explicações que Jace tinha ensaiado durante os últimos meses... sumiram de sua mente. E então seu irmão o puxou para um abraço.

-- Desculpe-me --, ele sussurrou na orelha de Jace. -- Sinto muito que você teve que o enterrar sozinho. Droga. Eu deveria estar com você.

Oh, Jesus.

-- Isto é mágico. -- Magnus enxugou uma lágrima no canto do olho. -- Eu mesmo não teria planejado melhor.

Jace não queria ouvir sobre Magnus e sua mágica. Estava com suas próprias emoções tão confusas que achou que fosse vomitar. E a coisa só piorou. Sebastian andou até Clary e colocou as mãos em seus ombros.

-- Olhe só para você. Incomparável. Perfeita.

E então... Oh! Ele a beijou. Sebastian beijou a noiva dele na frente de todo mundo, e não havia nada que Jace pudesse fazer. Exceto uivar e sangrar por dentro.

-- Eu deveria ter feito isso anos atrás --, Sebastian disse ao levantar a cabeça. -- Bem que eu queria.

-- Você queria? --, ela perguntou.

-- É claro.

-- Então... por que com oito malditos anos de atraso? -- Jace não tinha o direito de perguntar, mas não conseguiu evitar.

-- Foi para sua segurança. -- Sebastian soltou um suspiro pesado. -- Devo milhares de desculpas a vocês dois. Eu tenho mentido a vocês nos últimos anos.

-- Mentido? A respeito de quê?

-- Da natureza do meu trabalho.

-- Você não é um diplomata? --, Clary perguntou.

-- Ah, eu estava trabalhando para o Ministério das Relações Exteriores. E diplomacia era uma grande parte do que eu fazia. Mas havia outros deveres, também. Deveres que eu não tinha liberdade para discutir.

Jace praguejou.

-- Você não está dizendo que era algum tipo de espião?

-- Não. De modo geral, nós evitamos dizer isso. -- Ele se virou para Clary. -- Não parecia justo casar com você até eu terminar meu trabalho. Mas essas malditas guerras foram se arrastando e... O que é isso? -- Sebastian levantou a mão dela e a examinou. -- Você não está usando seu anel.

-- Ah, isso. -- Magnus se apressou a explicar. -- Está sendo limpo, meu lorde.

Sebastian se virou para ele e o encarou.

-- Quem diabos é você?

Magnus ajeitou a lapela do paletó e endireitou a coluna.

-- Quem você acha que eu sou?

-- Um idiota pretensioso?

Magnus colocou seu monóculo diante do olho.

-- E agora?

-- Um idiota pretensioso com um monóculo.

Talvez aquela cena fosse mesmo um pouco mágica. Jace sempre soube que havia muito para se admirar em Sebastian. Mas naquele momento sentiu que gostava do irmão.

-- Oh, Lorde Herondale --, Isabelle interveio. -- Não seja tão malvado. Você sabe quem é o Sr. Belcourt. Estivemos trabalhando a semana toda nos preparativos do casamento. Tudo está pronto. Ora, com Clary pronta... vocês dois podiam casar hoje.”

-- Isabelle --, Clary disse.

A irmã respondeu entredentes.

-- Não discuta. Seria uma ideia prudente, depois da noite passada.

-- O que aconteceu a noite passada? --,  Sebastian perguntou.

Isabelle fez um gesto com a mão.

-- Aconteceu uma cena horrível no baile, mas Clary não teve culpa. Foi tudo culpa de Lorde Jace.

Sebastian abriu um sorriso.

-- As piores cenas geralmente são culpa de Jace.

Ah, sim. São mesmo. E Jace sentiu que outra cena se aproximava. Seu irmão estava com um braço ao redor de Clary. Como se tivesse o direito. Aquilo era o bastante para fazer Jace sentir gosto de fumaça e cheiro de sangue. Afaste-se dela, Jace pensou. Ela não é sua.

-- Sebastian, nós precisamos conversar --, Clary disse.

-- Sim, acredito que precisamos. Estou começando a suspeitar que na verdade ainda estou no continente, e que tudo isto é uma alucinação complexa. -- Sebastian pigarreou e incorporou o clássico tom de autoridade Herondale. -- Alguém pode  me dizer, em poucas palavras, o que está acontecendo?

-- Eu posso. -- Tessa adentrou a sala segurando um livro. -- Clary não vai se casar com você. Ela vai morar aqui no castelo e abrir uma cervejaria.

-- Obrigado --, Sebastian disse. -- Agora sei que estou ficando louco.

-- E ela não é sua --, Jace soltou.

-- Como? --, Sebastian perguntou.

Jace sabia que deveria estar pedindo perdão. Mas aquilo tinha que ser dito, e ele não conseguia mais esperar.

-- Você me ouviu. Ela não é mais sua.

O olhar de Sebastian se estreitou, formando um facho frio e questionador.

-- O que você fez?

-- Só o que ela me pediu.

-- Seu bastardo. Você tocou nela?

-- Eu...

-- Jace, não --, Clary exclamou, a voz frenética. -- Por favor.

Suas palavras foram uma facada no coração de Jace. Está certo que foi uma facada merecida. Ele ficou a semana toda repetindo que ela deveria casar com Sebastian. Repetiu a mesma estupidez naquela manhã. E agora o noivo estava de volta, acalmando todas as inseguranças dela com um ar de quem conhecia o mundo inteiro e bancando o herói. E com direito a beijos. Por que ela escolheria Jace? Se pudesse escolher ser qualquer homem naquela sala, não escolheria ser ele próprio.

-- Você precisa saber --, Claru disse ao se virar para Sebastian, -- que seu irmão tem sido muito leal a você. Quando tive dúvidas a respeito do casamento, ele tentou me fazer mudar de ideia. Ele fez todos os esforços para me convencer e disse coisas encantadoras em seu nome. E isso não foi tudo o que ele fez. Jace administrou Oakhaven na sua ausência. E espere até ver como ele foi maravilhoso com...

A voz dela foi sumindo enquanto Clary passava os olhos pela sala, abaixando-se para espiar embaixo dos móveis.

-- Oh, céus. Alguém viu o cachorro?


Notas Finais


O CACHHOOORRUUU
MEU DEUS DO CEEEU
😂😂😂😂
AI AI GENTE
AI AI!
TEVE BJO CLABASTIAN
TEVE SEBS QUASE APANHANU
TEVE JACE QUASE APANHANU

SERÁ Q A CREURI DESISTIU DO JACE?!
OH, NÃO!
VEREMUUUX

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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