História Heart by Heart - Clace - Capítulo 43


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 212
Palavras 1.623
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


"O BANDIDO BONITÃO É APAIXONADO PELA RUIVA LÁ LÁ LÁ..."

ERA ASSIM? MDS!
SÓ QUEM LEU CRIMINAL VAI ENTENDER! 😋💕

BOA LEITURAAA

Capítulo 43 - Capítulo Quarenta e Três


-- William! William, querido, onde você está?

Clary correu de um lado para outro pelos caminhos dos jardins, abaixando-se para espiar debaixo de cada banco e arbusto, parando em cada esquina para enxugar a chuva de seus olhos. Eles já tinham procurado pelo castelo inteiro. O cachorro tinha que estar em algum lugar do lado de fora. As poças de lama prendiam seus sapatos de salto, diminuindo sua velocidade. Clary acabou se cansando dos sapatos e os tirou. Suas meias já estavam completamente molhadas.

Com os sapatos em uma mão e as saias recolhidas em outra, ela começou a correr pela fileira de sebes e pérgulas. Quanto mais longe ia sem encontrar o buldogue, mais ansiosa Clary ficava. A constituição dos cães lhes permitia aguentar um pouco de frio e chuva. Mas um cachorro tão velho, já com a saúde  debilitada?

Pobre William. Pobre Jace. Ele ficaria arrasado se alguma coisa acontecesse com aquele cão. Tinha tomado conta daquele animal com tanta dedicação, por tantos anos. Aquelas dietas meticulosas, o cuidado especial com veterinários... Não seria apenas uma questão de esforço sendo jogado fora, ou da frustração de decepcionar o irmão. Jace amava aquele cachorro velho e feio.

Clary sabia que sim. E Clary amava Jace.

Começou a correr mais. Um galho espinhoso agarrou a manga bufante do vestido, e ela se livrou com um puxão, rasgando o tecido.

-- William! William, cadê você?

Ela tropeçou em uma pedra do caminho, torcendo o tornozelo e quase caindo de cara na lama. Ainda assim, caiu de quatro, sobre as mãos e os joelhos. -- Droga.

Clary se levantou, limpou as mãos na seda marfim arruinada e continuou,  controlando seu pânico. Concentre-se, Clary. Medo não iria ajudá-la. Ela começou a elaborar uma lista mental de providências. Assim que encontrassem William, mandaria um dos cocheiros buscar o veterinário. A governanta deveria providenciar água quente e toalhas aquecidas, e a cozinheira, preparar carne picada com ovos crus. Os cachorros tomavam caldo de carne? Afinal, era bom para pessoas resfriadas. Eles tinham que encontrar o cachorro. Eles iriam encontrar aquele cachorro.

Quando passou debaixo de uma pérgula, ela parou. Uma coisa branca chamou sua atenção. Ali. No lado mais distante do jardim, junto ao chão. Embaixo do canteiro de rosas cor de damasco. Será que...?

Deixando as saias caírem na lama, ela afastou de sua testa o cabelo encharcado pela chuva e forçou a vista em meio à chuva. Sua respiração  ofegante dificultava a concentração. Ela se esforçou para manter a calma e o foco.

-- Ah, não.

Lá estava William, amontoado embaixo da roseira, deitado de lado. Imóvel. Por favor. Por favor, Deus. Não deixe que esteja morto. Seu temor cresceu como uma nuvem de chuva enquanto ela corria na direção do buldogue. William estava do outro lado das roseiras, de modo que ela teve que correr toda a extensão do canteiro e rodeá-lo pela outra trilha para chegar ao cão.

-- William, querido. Aguente aí, estou indo.

Clary dobrou a esquina e parou de repente... Jace. O casaco verde-escuro dele se misturava aos arbustos, e ela não tinha conseguido vê-lo quando estava debaixo da pérgula. Mas ali estava ele, agachado junto ao buldogue imóvel, com uma de suas mãos grandes e nodosas sobre o flanco do cachorro. Jace não levantou a cabeça, mas Clary sentiu que ele sabia que ela estava ali. 

Ela engoliu o caroço que sentia na garganta. Enquanto se aproximava, toda a urgência sumiu de seus passos.

-- Ele está...?

Clary nem mesmo conseguiu fazer a pergunta. Ele negou com a cabeça. Clary sentiu uma onda de alívio ao cobrir a distância que restava até Jace.

-- Oh, graças a Deus!

Quando chegou lá, conseguiu ver a lateral do animal subindo e descendo com a respiração. Graças a Deus. Mas embora o cachorro estivesse vivo, todo vigor parecia ter abandonado Jace. Ele estava tão quieto.

-- É melhor não deixar o pobrezinho deitado aí --, Clary disse, tentando parecer animada. -- O chão está tão molhado e frio. Vamos agasalhá-lo e carregá-lo para dentro. Não se preocupe, nós vamos dar um jeito. Vou mandar buscar o veterinário na vila. Aquele de Londres, se você preferir. A cozinheira comprou um filé excelente no açougue. Era para o nosso jantar, mas será perfeito para William. Nós podemos picar a carne e...

Jace sacudiu a cabeça.

-- Não adianta, Clary.

-- Claro que adianta.

-- Ele ainda não se foi, mas está indo.

Ele mal tinha acabado de falar e o cachorro soltou um chiado fraco.

-- Não! --, Clary protestou. -- Não, ele não pode morrer.

-- Não vai demorar muito, agora. É assim que os cachorros fazem. -- A voz dele saiu baixa e sem emoção enquanto ele acariciava a orelha do cachorro. -- Eles são assim. Sabem quando sua hora chegou. Então afastam-se e encontram um lugar tranquilo para...

A voz dele falhou e o coração de Clary falhou junto. Ela levou a mão à boca para segurar sua emoção, para não causar mais aflição ao animal nem ao homem. Apesar disso, sua voz tremeu quando esticou a mão para acariciar a pata de William. 

-- Nós estamos aqui, querido. Estamos aqui, pelo tempo que você precisar.

-- É melhor você entrar --, Jace disse. -- Eu vou ficar com ele.

-- Não vou deixar nenhum dos dois.

Clary esfregou as duas mãos, para aquecê-las, e tocou com delicadeza na pata de William.

-- Você é um bom garoto. E nos deixou muito orgulhosos.

Jace levantou para tirar o casaco, e quando se abaixou de novo, fez menção de colocá-lo em volta dos ombros de Clary. Um gesto atencioso, mas ela o deteve sacudindo a cabeça.

Ela pegou o casaco das mãos dele e o colocou sobre o cachorro.

-- Ele precisa mais do que eu.

Aos poucos, os outros foram chegando.

-- Oh, céus. -- Isabelle e Simon vieram pela trilha. -- Ele está...

-- Logo, logo --, Clary disse.

-- Ah, não. Ah, não. -- Magnus disse ao se juntar a eles, pela primeira vez sem se preocupar em esconder seu sotaque plebeu. -- Agora não. Como ele pode fazer isso conosco? Com certeza deve ter algo que possamos fazer.

Tessa foi a próxima a chegar.

-- Ele tem 14 anos --, ela explicou, agachando-se ao lado de Jace. -- A expectativa de vida de um buldogue não é maior que 12 anos. Se compararmos com a idade humana, ele teria algo perto de cem anos de idade. Então não há motivo para surpresa. Nem para luto. Ele teve uma vida longa.

-- Eu sei --, Jace aquiesceu.

-- Ainda assim, eu... -- Tessa jogou os braços ao redor dele em um abraço  desajeitado. -- Eu sinto muito por seu cachorro.

Oh, céus. Agora Clary ia chorar mesmo. A respiração de William foi ficando mais ruidosa e rouca.

-- Ele está indo, não está? -- Isabelle enterrou o rosto no peito do marido. -- Não consigo olhar.

-- Nós estamos aqui, querido. --Clary engoliu suas lágrimas e acariciou a cabeça enrugada do cachorro. -- Estamos todos aqui com você. Fique em paz.

E então a respiração barulhenta parou. Tudo ficou em silêncio.

-- Aí estão vocês. -- Sebastian se juntou ao grupo. -- É William que está embaixo da roseira?

Ninguém sabia o que dizer. Clary pegou a mão de Jace. 

-- Eu tentei --, Jace disse com a voz rouca. -- Fiz o meu melhor, mas eu deveria saber...

Se Sebastian o ouviu, não respondeu. Ele apenas ajoelhou entre Jace e Clary, separando-os. Aproximando-se do cachorro, ele ergueu a ponta do casaco.

-- Meu bom e velho William. Você sentiu minha falta, amigão?

-- Não adianta --, Jace suspirou. -- Ele se foi.

-- Não, não. Nós fazíamos essa brincadeira o tempo todo. Ele só está se escondendo. Não está, malandro?

Debaixo do casaco de Jace... alguma coisa se mexeu. A respiração canina cheia de chiados que tinha minguado até sumir... voltou. E começou a ficar mais forte. O cachorro levantou a cabeça, saiu debaixo do casaco e começou a lamber a mão de Sebastian. O toco de rabo ia de um lado para o outro.

-- Nossa! --, Magnus exclamou. -- Ele está vivo! O cachorro está vivo!

-- É um milagre! -- Isabelle tirou o rosto do peito do marido.

E talvez fosse mesmo. William parecia um filhote, abanando o rabo não existente, pulando e cheirando a mão de Sebastian.

-- Esse é o meu garoto --, Sebastian riu enquanto coçava o cachorro revivido atrás das orelhas. -- É bom ver você de novo. Já faz alguns anos.

-- Ele está feliz de ver você --, Clary disse.

-- Parece mesmo que ele está feliz por eu ter voltado. -- Os olhos de Sebastian encararam os dela. -- E você está feliz por eu ter voltado?

-- Eu...

Oh, Deus. Sebastian sempre foi atraente, mundano, assertivo... e o que quer que ele tivesse feito durante os últimos oito anos tinha pegado aquelas qualidades e as transformado em armas. A ausência de qualquer vulnerabilidade na atitude dele foi o que convenceu Clary de que as fraquezas dele deviam estar em algum lugar debaixo da atitude controlada. Ela sentiu isso quando ele a beijou. Ele não era mais um jovem diplomata arrogante, mas um homem que havia passado por provações e confrontado sua própria mortalidade. Um homem que talvez estivesse pronto para compartilhar as partes vulneráveis de sua existência com outra alma confiável.

-- Estou --, ela disse. -- Estou muito contente em ver você, Sebastian. Você voltou no momento perfeito.

Ela estava feliz por Sebastian estar em casa. Ela estava feliz porque parecia que ele a queria. E estava feliz por ele a ter beijado – uma única vez, depois de tanto tempo. Porque ela então sabia, sem qualquer dúvida, que as escolhas em seu coração eram realmente dela.

-- Eu tenho uns documentos que você precisa ver --, Jace disse. Com uma expressão sombria, ele se levantou. -- Vou correr até o quarto para pegá-los, e então nós poderemos conversar.

-- Rafe, espere!



Notas Finais


OH, NAUM!

NA MORAL,
TROSSLEEEEYYYYY

KSKSKSK
WILLIAM TA VIVÍSSIMO
DIFERENTE DE CLACE....
UKE?

FALEI NDA

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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