História Heart by Heart - Clace - Capítulo 44


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 231
Palavras 2.036
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


QUE RUFEM OS TAMBORES

BOA LEITURA

Capítulo 44 - Capítulo Quarenta e Quatro


Jace chacoalhou os braços enquanto andava de volta para o castelo. 

Aquilo era típico de Sebastian. Não era suficiente que ele fosse o filho preferido do pai. Não era suficiente que ele tivesse voltado de algum trabalho misterioso e perigoso a serviço da Coroa, e que provavelmente receberia condecorações, títulos e louros. Não era suficiente que ele tivesse a noiva mais bonita de toda a Inglaterra, pronta para entrar na igreja com ele naquele dia mesmo. Tudo isso já seria bastante impressionante para a maioria dos homens. Mas não, Sebastian tinha que exagerar. Ele também ressuscitava cachorros. Aquilo era demais. E tão previsível.

Jace entrou no castelo pela entrada nos fundos e começou a subir as escadas em espiral. Mas alguém o seguia. 

-- Aonde você está indo?  A voz de Clary ecoou pela escadaria.

-- Vou pegar os papéis da dissolução. E vou conversar com Sebastian. Nós vamos acertar isso hoje.

-- Com certeza isso não...

-- É tarde demais. -- Ele a interrompeu. -- Não tente discutir. Nós dois sabemos que você pode estar carregando meu filho agora mesmo. Você disse na noite passada. Não tem volta.

-- Você... -- Ela correu para alcançá-lo. -- Você acha que eu mudei de ideia?

-- Não culpo você. -- Ele voltou a subir. -- Acredite em mim, isso não é novidade. Quem não preferiria Sebastian a mim? Meu pai preferia. Todos os tutores e babás o adoravam. Até o maldito cachorro o prefere.

Ele a ouviu soltar uma risada.

-- Eu achei que eu não era o cachorro!

Ele parou no alto da escada e se voltou para o corredor.

-- Eu tentei avisá-la. Eu lhe disse que você se arrependeria de vir atrás de mim. Eu lhe disse que Sebastian gostava de você – mesmo que ele não demonstrasse.

-- Isso não importa. Nada disso muda qualquer coisa.

Ele escancarou a porta do quarto dela.

-- Onde estão suas coisas? Sua empregada já guardou tudo. -- Ele foi até a escrivaninha. -- Imagino que ela guardaria os papéis aqui.

-- Bom Deus, Jace. Você não está me ouvindo!

Ela correu na frente dele e sentou na escrivaninha antes que ele pudesse  vasculhar as gavetas.

-- Clary, saia daí.

-- Não.

-- Saia ou eu tiro você.

Ela o pegou pela camisa e o prendeu com o olhar.

-- Você se lembra da sua luta com o Merlion?

O quê? A pergunta o pegou com a guarda baixa. Sim, ele se lembrava do embate com Merlion. Lembrava-se de cada detalhe de suas lutas. Mas isso fazia três anos. O que isso poderia ter a ver com qualquer coisa?

-- Eu sei que ele caiu no quarto golpe --, ela disse devagar, franzindo a testa ao se concentrar. -- Mas então ele se recuperou. Vocês dois duelaram por várias vezes. Não lembro direito como você acabou com ele. Não foi com um direto no rosto, no nono ataque?

-- Foi um gancho no rim. No décimo-terceiro golpe. O que tem essa luta?

-- Nada. -- O olhar dela se suavizou. -- Eu só precisava que você se acalmasse para que nós pudéssemos conversar.

Santo Deus. Ela o conhecia tão bem. Ele amaria, sangraria, rastejaria, imploraria e morreria por ela – apenas por ela o conhecer assim. E ela pensou que ele a deixaria ir embora? Até parece que deixaria. Ele se concentrou, então. Talvez fosse a conversa sobre a luta. Ou talvez fosse apenas ela. Clary estava linda.

Uma noiva linda em seu vestido de seda marfim. Com aquele rubor sutil subindo pelas faces.

Ele apoiou as mãos na escrivaninha, uma de cada lado dela.

-- Lá embaixo. Você parecia tão... Eu queria... E então ele chegou. Eu passei tantos meses desejando que meu irmão voltasse para casa. Tendo a esperança de consertar nossa relação. Mas quando ele a tocou, eu tive vontade de socá-lo no rosto.

-- É compreensível que você esteja bravo com seu irmão.

-- Essa é a parte mais irritante. Eu nem consigo ficar bravo com ele. -- Jace fechou a mão e bateu no tampo da escrivaninha. -- Olhe só para ele. Não basta que seja um diplomata. Ele arriscou a vida a serviço da Coroa. É provável que seja um maldito herói. Ele pediu desculpas para mim. Ele é sempre perfeito. Sempre melhor que eu, não importa o que eu faça. -- Ele a encarou. -- Mas ele cometeu um erro. Sebastian ficou longe tempo demais, e agora é tarde. Ele não pode ficar com você.

-- Não. Ele não pode, porque eu não o quero. Jace, você sabe que eu te amo.

Ele não sabia na verdade. Ele sabia que ela ficava repetindo isso, mas era tão difícil de acreditar. Toda vez que ele tentava fazer isso entrar em sua cabeça, seu coração tentava escapar de seu peito. Aquilo não fazia sentido.

Ela segurou o rosto dele com as mãos, obrigando-o a olhar para ela.

-- Sim, Sebastian é uma boa pessoa. Sim, parece que ele gostava de mim mais do que eu acreditava. Sim, talvez ele seja mesmo um herói. Estou aliviada, acima de qualquer coisa, por vê-lo de volta à Inglaterra, a salvo. E fico feliz por ele ter voltado neste momento. Assim não haverá nenhuma dúvida.

-- Não há nenhuma dúvida. Você vai casar comigo.

-- É claro que vou, seu homem ridículo. -- Ela soltou o ar. -- Você diz que seu irmão é perfeito? Bem, parece que eu prefiro homens com defeitos. Talvez Sebastian seja um dos heróis da Inglaterra. Mas Jace, você é o meu herói. -- Ela apertou a mão na camisa dele e o puxou para perto. -- Está me ouvindo? Você é meu. Estou tomando posse e nunca mais vou largar.

Deus. Ele não sabia até aquele momento, mas era isso que ele quis a vida toda. Não possuir, mas ser possuído. Irrevogavelmente. Sentir a liberdade de amar e ser amado, sem o medo constante de que algumas palavras impulsivas pudessem pôr fim a tudo.

-- Se você quiser continuar a lutar, eu não vou atrapalhar. Mas você vai precisar de um novo nome de guerra. -- Ela o encarou com um olhar firme e decidido. -- Agora você é o Homem da Clary. Se o diabo quiser você, vai ter que passar por cima de mim.

Aquilo era demais. Demais. Ele não sabia se o seu coração iria aguentar.

-- Está me ouvindo, Jace? Você é meu. Você é meu. -- Clary repetiu, porque a sensação era muito boa, e porque a expressão carente e abalada dele tocava o fundo de seu coração. -- Meu herói. Meu amor. Meu futuro marido, espero.

-- Seu futuro marido. Com certeza. -- Ele a agarrou pela cintura e seus olhos ficaram intensos. -- Eu sou seu, então. E você também é minha.

Ela aquiesceu.

-- Fale para eu ouvir --, ele sussurrou, a voz rouca. -- Diga as palavras. Diga que você é minha.

-- Eu sou sua, Jace. Para sempre.

Aconteceu tão rápido. Os lábios dele caíram sobre os dela, e com os braços ele a recolheu em um abraço apertado. Suas bocas se combinaram em um beijo tão impetuoso, tão carente, que nem mesmo um sussurro poderia se colocar entre eles. Clary sentia necessidade do toque dele. Ela queria senti-lo em todo o corpo. A mão dele tomou seu seio por cima do vestido. Não foi suficiente. Clary puxou a seda apertada, tentando baixá-la. Ela não tinha paciência para botões no  momento.

-- Não rasgue seu vestido. -- Ele deslizou a mão por baixo do tecido, envolvendo um dos seios. Quando o polegar tocou o mamilo duro, ela suspirou de prazer.

-- Já está estragado. -- Ela arrancou uma tira de renda que tinha sido rasgada no jardim para provar o que dizia. -- Não importa. Eu só quis usar isso para você.

Alguma coisa mudou nele quando Clary disse isso. Uma impetuosidade diferente tomou conta dele. Ele beijou o pescoço dela. Depois os seios. Suas mãos estavam em todos os lugares ao mesmo tempo. Ainda assim, ela queria mais. Finalmente, lá estava a intensidade pela qual Clary ansiava. A paciência da noite anterior deu lugar ao desejo puro e sem restrições, o que a deliciou. As mãos dele desceram e levantaram as camadas e camadas de tecido molhado acima da cintura dela. Jace afastou os joelhos dela e se colocou entre as pernas.

-- Eu preciso de você. -- A voz dele estava intensa. Seus dedos encontraram e acariciaram as partes mais íntimas dela. -- Aqui. Agora.

-- Sim.

Ele colocou a mão entre os dois, para abrir os fechos da sua calça.

Ela passou uma perna pelo quadril dele, puxando-o para perto. Clary moveu a pelve, roçando-se contra ele de um modo que fez os dois gemerem.

-- Eu... -- Ele praguejou. -- Não sei se consigo ser delicado.

-- Então não seja delicado. Seja apenas você mesmo.

Ainda assim ele hesitou.

-- Você não vai me machucar”, ela mentiu.

Suas partes íntimas ainda estavam sensíveis e doloridas por conta da noite anterior, e ela não era tola de pensar que mais uma em cima da escrivaninha fosse melhorar as coisas. Mas ela queria aquilo assim mesmo.

Ele a fez deitar por completo sobre a mesa, e então passou os ombros por

baixo dos joelhos dela, abrindo-a por completo. Ver o contraste entre suas pernas claras usando meias e os ombros bronzeados dele a excitou.

Ele enfiou fundo.

-- Diga-me se for demais.

-- Nunca vai ser demais. -- Ela agarrou os braços dele.

-- Eu te amo. -- Ele foi mais fundo. -- Eu te amo. Aceite isso.

Ela sentiu o coração inchar. Com cada movimento, ele empurrava a coluna dela contra o mogno inflexível. A firmeza da escrivaninha não lhe dava abrigo. Clary estava à mercê dele, e estava adorando. Quando chegou ao clímax, ela gritou. De dor, de prazer. Ela enterrou as unhas no pescoço dele. Jace rugiu em resposta, segurando-a firme enquanto se derramava dentro dela.

Depois, ele a abraçou com todo o carinho. Junto ao coração que batia forte.

-- Eu fui tão idiota esta manhã --, ele sussurrou. -- Se você quiser que eu trabalhe com papéis, é o que eu vou fazer. Se você quiser que eu desista de lutar, eu desisto. Eu faria qualquer coisa para ficar com você, Clary. Eu te amo. Eu queria ter meios melhores de mostrar isso. Mas tudo que eu tenho é este coração bruto e insensato. Mas ele é seu.

-- Sério? -- Ela encarou os olhos dele.

-- Sério.

-- Ótimo. Espero que seu amor por mim sobreviva a isto.

Ela abriu a gaveta superior da escrivaninha, encontrou os papéis da dissolução que Jace tinha assinado... e os jogou no fogo.

-- Clary, não!

Ele correu para tentar salvá-los, mas era tarde demais. Os papéis se incendiaram e queimaram na lareira.

Ele passou os dedos pelo cabelo.

-- Por que você fez isso?!

-- Porque não vou deixar você ser o vilão, hoje. Eu também fui idiota esta  manhã. E quando Sebastian chegou, percebi que isto está acontecendo rápido demais. Nós precisamos de algum tempo. Nós dois. Você precisa lutar suas batalhas. Eu preciso lutar as minhas. E nós precisamos fazer isso direito. Devemos isso ao Sebastian. Vocês continuam irmãos --, ela continuou, -- apesar de tudo. Ele precisa de alguém que o acolha em casa, e não vou ser eu. Se nós casarmos imediatamente, você nunca mais vai conseguir se entender com ele. Mas se eu der a notícia do rompimento e nós dermos tempo ao tempo... Sebastian vai superar qualquer decepção que poderia sentir. Com um pouco de sorte, logo ele escolherá outra noiva.

-- Ele é um homem rico, nobre e privilegiado. Sebastian pode cuidar dele mesmo. Eu quero cuidar de você.

Ela tocou os ombros dele.

-- Eu sei. Mas como eu poderia dizer que te amo, e depois lhe pedir que escolha entre mim e seu único irmão? Você não vai ter que escolher nada, se nós esperarmos.

-- Não posso pedir que você espere. Eu sei que você detesta essa palavra. Já esperou oito anos.

-- Eu aguento mais alguns meses. -- Ela acariciou o rosto dele. -- Vai ser diferente, agora. Desta vez eu sei que vale a pena esperar.

Ele enfiou as mãos no cabelo dela e a segurou perto dele.

-- Você vale tudo nesse mundo. Você sabe disso, não sabe? Eu engoliria pregos. Andaria sobre o fogo.

-- Ah, isso seria fácil demais. Vou pedir a você que faça algo muito pior. Vá passar algum tempo com seu irmão.


Notas Finais


ESSE
CAPÍTULO
ME
FAZ
CHORAR
DE
EMOÇÃO

SÉRIO ELE É S E N S A C I O N A L!!!!!! AMOOO ❤❤❤❤

COISA MAIS LINDA!
PRIMERO Q TEM HOT!
SEGUNDO Q TEM EU TE AMO DO JACE!
TERCEIRO Q VAI TER JACE E SEBS CVC... 😂😂

BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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