História Heart by Heart - Clace - Capítulo 46


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 187
Palavras 850
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


É O ÚLTIMO DE HJ!
PROMETO!

BOA LEITURAAAAN

Capítulo 46 - Quarenta e Seis


-- Os administradores me disseram que estes campos podem ter melhor utilidade. -- Jace deteve sua montaria no limite sul de Oakhaven. -- O que você acha de cevada?

-- Eu não sei se meus sentimentos por cevada são muito fortes --, Sebastian respondeu.

-- Eu não sei se os seus sentimentos por qualquer coisa são fortes.

Sebastian puxou as rédeas e firmou a mandíbula.

-- Na verdade, eu tenho alguns sentimentos fortes. Nenhum deles é muito positivo neste momento.

Jace fez sua montaria descrever um círculo tenso. Eles estavam há menos de dez minutos em Oakhaven e já tinham retomado os velhos e conhecidos conflitos da infância. Se Clary não tivesse lhe pedido para fazer aquilo...

-- Talvez nós dois devêssemos resolver logo isso --, Jace sugeriu. -- Vamos tirar nossos casacos, enrolar as mangas e acabar com isso.

-- Eu não vou lutar com você. Não seria justo.

-- Acho que você tem razão. -- Jace estufou o peito. -- Eu fui campeão peso-pesado da Inglaterra por quatro anos.

-- Eu sei como matar um homem com um abridor de cartas e fazer parecer um acidente --, Sebastian disse com frieza. -- Quis dizer que não seria justo para você.

Jace revirou os olhos.

-- Você é tão previsível. Desde que me lembro, tenho vivido à sua sombra.  Sempre fracassando. Sempre com inveja. Lutar é a única coisa que eu faço melhor do que o perfeito e correto Sebastian. Mas não. Tinha que ir e me superar nisso também.

-- É claro que sim. Você não era o único com inveja.

-- Por que diabos você teria inveja de mim?

-- Por uma centena de razões. Você sempre fez o que teve vontade. Disse o que quis. Você se divertiu mais. Com muito mais garotas. Você tinha o ar rebelde de que todas elas gostam, e seu cabelo faz essa coisa.

-- Meu cabelo o quê? -- Jace fez uma careta. -- Que coisa?

Sebastian não quis explicar.

-- Eu aceitei missões que normalmente não teria pegado. Trabalho perigoso. Porque embora nós estivéssemos separados por um continente, e a verdade sobre o que eu fazia devesse ser mantida em segredo de todo mundo, eu não podia evitar de sentir que continuava competindo com meu irmão mais novo. E, como se viu, nós estávamos mesmo competindo. De um modo, pelo menos. E, ao que parece, eu perdi.

Então, ele parecia ter compreendido a verdade a respeito de Clary. Jace tinha vencido essa disputa, não tinha? Já era hora.

-- Eu não me sinto culpado por isso --, Jace disse. -- Estou longe de ser perfeito, mas sou melhor em amar aquela mulher do que você jamais conseguiria ser. Eu a conheço de maneiras que você não conhece. E necessito dela de formas que você nunca compreenderia. E lutaria para ficar com ela até meu último suspiro. -- Ele inspirou fundo para se acalmar. -- Mas ela não quer que nós lutemos. Ela quer que sejamos amigos.

-- Amigos? Eu não acredito que nós possamos ser amigos --, Sebastian declarou.

-- Você tem razão. Seria estupidez tentar.

Droga. Lá ia Jace de novo. Soltando palavras em um surto de raiva. Palavras que ele não queria dizer.

Ele encarou aquela nuvem negra e malformada de ressentimento que vinha ocupando seu peito desde que eles partiram do Castelo Twill. Era uma raiva nascida da baixa autoestima e de todo aquele tempo desperdiçado. Se ele tivesse sido homem o bastante oito anos atrás, poderia ter proposto casamento a Clary primeiro. Mas isso teria sido um desastre. Eles teriam casado jovens demais, e Jace não teria meios de sustentá-la. Talvez o pai dele tivesse lhe proporcionado algum meio de vida, e Jace com certeza teria fracassado de modo espetacular. Clary teria ficado isolada, grávida ao fazer 18 anos, ainda sofrendo os efeitos da educação danosa que sua mãe lhe deu. Se ele tinha alguma chance de fazê-la feliz, era somente porque os dois tinham sido forçados a esperar. Talvez por isso ele devesse ser grato ao seu pai e a Sebastian.

O tempo só é desperdiçado quando não se aprende nada.

-- O que eu acabei de falar, não foi para valer. -- Jace encarou o irmão. -- Desculpe-me. Vamos tentar.

-- Ser amigos? Eu não vejo como...

-- Só me escute, tudo bem? Não sou um grande orador, mas de vez em quando eu tenho o que dizer. Se a minha carreira de lutador me ensinou alguma coisa, é que amigos são fáceis de encontrar. Verdadeiros oponentes – rivais que forçam você a trabalhar com mais empenho, a pensar mais rápido, a ser melhor do que você pensava que poderia ser – são muito mais raros. Se é isso que somos um para o outro, para que mudar?

Sebastian olhou para longe, além dos campos.

-- Talvez você tenha razão. Então, não vamos ser amigos. Vamos continuar sendo adversários vitalícios afetuosamente ressentidos.

Jace meneou a cabeça. Quaisquer que fossem as missões especiais que seu irmão tinha desempenhado, ele era, em essência, um diplomata. Ninguém mais arrumaria quatro palavras grandiloquentes para dizer algo que uma palavra simples resumiria.

-- Nós podemos chamar assim --, Jace disse. -- Ou nós podemos apenas dizer irmãos para poupar saliva.

-- Muito bem. Então seremos irmãos.


Notas Finais


EU AMO ESSE CAP!
😂💕
BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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