História Heart by Heart - Clace - Capítulo 47


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Personagens Originais, Simon Lewis, Tessa Gray
Tags Clace, Clary, Jace, Os Intrumentos Mortais, Shadowhunters
Visualizações 269
Palavras 2.503
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


EU FALO AGR?
OU DPS?
OU DX PRA SER SURPRESA?!
MDS.....

APENAS DIGO PARA LEREM AS NOTAS FINAIS! PLEAAAAASE!

BOA LEITURAAAA

Capítulo 47 - Capítulo Quarenta e sete



Oito anos, quatro meses e dezesseis dias depois de aceitar o pedido de casamento de Lorde Sebastian Herondale, Clary fez uma visita a ele em seu novo escritório na Casa dos Lordes.

-- Ora, William. -- Ao entrar, ela cumprimentou o buldogue ancião com um carinho na cabeça. - Você está tão em forma quanto um filhote.

-- Entre --, convidou Sebastian. -- Sente-se.

Clary se acomodou em uma poltrona e tirou uma bolsinha de veludo de seu bolso.

-- Primeiro isto. Não quero correr o risco de me esquecer. -- Ela despejou o conteúdo cintilante sobre a escrivaninha.

-- Eu não preciso do anel --, Sebastian disse. -- Você deveria ficar com ele.

-- Ficar?

Clary olhou para a joia de ouro e rubi. E depois olhou para o cachorro.

-- Um gesto magnânimo, meu lorde. Mas ainda assim um gesto que não posso aceitar.

Ele começou a protestar.

-- Eu insisto. -- Ela o silenciou com uma mão aberta. 

-- Eu não posso... de fato... e sinceramente... aceitar.”

-- Muito bem, então. -- Dando de ombros, ele pegou o anel e o colocou em uma gaveta com chave da escrivaninha e pegou um maço de papéis. -- Sinto muito ter que pedir que você venha até Londres por isso.

-- Não tem problema. Eu sei que você é ocupado, e eu tinha mesmo negócios em Londres.

Clary passou os olhos pelo escritório dele. Pilhas enormes de papéis, volumes de lei e registros parlamentares arrumados à espera da análise dele. Ele estava se jogando nesse novo papel com a típica dedicação e atenção a detalhes dos Herondale. E ela tinha que admitir que aquele manto de autoridade lhe caía bem. Mesmo com os toques grisalhos no cabelo loiro, ele estava mais atraente do que nunca. Ela imaginou que tipo de mulher poderia ameaçar a dedicação que ele tinha para com o dever. Clary se perguntou que segredos ele poderia contar a essa mulher durante a hora mais silenciosa da noite. 

Mas não cabia a Clary descobrir essas coisas. Não mais. Nunca coube, na verdade.

-- Não estou tentando fazer você mudar de ideia, mas só por curiosidade --, ele começou, -- existe alguma coisa de diferente que eu poderia ter feito?

Ela sorriu.

-- Além de se ausentar do país por oito anos e de nunca ser honesto quanto aos seus objetivos?

-- Isso mesmo. Além disso.

Clary meneou a cabeça.

-- Você só poderia ser você mesmo. E eu precisava crescer e me descobrir. Foi melhor assim.

A assinatura dos papéis foi bem amigável. Depois que eles terminaram, Sebastian se recostou na sua cadeira e a encarou.

-- Então você tinha negócios na cidade. Relacionados à cervejaria?

Ela aquiesceu.

-- Estamos seguindo em frente. A plantação de lúpulo vai começar na primavera. A construção da estufa começa no mês que vem. Acabei de ver a planta com o arquiteto.

No fim, ela decidiu não converter a velha torre do castelo. O arquiteto tinha avaliado a estrutura como sólida o bastante, mas Clary não conseguiu se convencer a destruir o lugar favorito da região para namorar. Não depois que ela fez uma inspeção do local com o capataz e observou uma nova e notável adição aos grafites dos apaixonados.

              JH CF

Bem na parede. Gravado em pedra. Ele devia saber que ela veria. Clary se perguntava quando ele teria feito aquilo. Devia ter sido em algum momento depois do retorno de Sebastian. Mas podia ter sido logo depois do primeiro beijo dos dois. Será? Esperar pouco tempo por Jace era mais difícil do que tinha sido esperar oito anos por Sebastian. Ela sentia falta de tudo dele – sua impaciência, sua delicadeza, sua força, seu toque, seu cheiro. Mas esses meses não foram tempo desperdiçado. Para se distrair, ela se jogou no trabalho, realizando mais em menos tempo do que qualquer um – incluindo ela própria – teria imaginado. Ela esperava que Jace tivesse feito o mesmo.

-- Como está seu irmão?

Ela não conseguiu evitar de perguntar. Clary esperava que a pergunta que escapuliu de seus lábios tivesse soado leve e educada, e não carregada de emoções reprimidas.

-- Está ótimo --, Sebastian respondeu. Então, ele acrescentou, -- Eu acho.

-- Você acha?

-- Eu não o vejo há semanas. Ele está treinando outra vez.

-- Oh. Ele está com uma luta marcada, então?

-- Parece que sim.

Uma pontada de expectativa cutucou seu coração. 

-- É com Hodge? Ele vai lutar para reconquistar o título?

-- Eu não sei. Mas outro dia eu recebi um folheto... -- Remexeu em uma pilha de papéis sobre a escrivaninha até que encontrou o que procurava. -- Ah. Aqui está.

Sebastian estendeu para ela o papel – um cartaz com o desenho de Jace. Deus, só de olhar para o retrato dele ela sentia como se sua grande mão de boxeadorentrasse em seu peito para mexer com seu coração.

Ela passou os olhos pelo texto enérgico do cartaz.

-- Jace Herondale... o Filho do Diabo... o confronto de sua vida... atrás da Torre Torta em Alicante...

Oh, céus. Ela acenou com o papel para Sebastian.

-- Isto vai acontecer hoje, a quinze quilômetros de Londres. Vai começar dentro de poucas horas.

-- É mesmo?

-- Sim! --, ela disse. -- Por que você está aqui? Não vai assistir à luta?

-- Eu... não tinha me programado. 

-- Mas você tem que ir. -- Clary levantou de sua cadeira. -- Você tem que estar lá.

Sempre um verdadeiro cavalheiro, Sebastian também se levantou.

-- Não vejo por que...

-- Você precisa ir --, ela repetiu com firmeza. -- Sebastian! Ele enviou este cartaz para você por um motivo. Você é a família dele. Ele o quer lá. -- Ela viu o chapéu dele pendurado em um gancho na parede, e o pegou e enfiou na cabeça do ex-noivo. Depois, agarrando-o pelo braço, ela o puxou. -- Nós vamos. Nós dois.

-- Nós dois? Claro que não. Uma luta não é ambiente para uma dama.

-- Tampouco o são uma cervejaria e o Parlamento, pelo que me disseram – e, no entanto, estive nesses dois lugares hoje mesmo. Depressa! Nós vamos chegar bem a tempo, mas só se sairmos agora.

-- Por que você está tão decidida a fazer isso? --, ele perguntou, franzindo a testa. -- Por que a luta do canalha do meu irmão é importante para você?

A pergunta pairou no ar por um momento.

-- Porque eu o amo --, ela disse, quebrando aquele silêncio pesado com as únicas palavras que possuíam força suficiente. -- E você tem que vir comigo porque também o ama.

■■■

-- Há quanto tempo você ama o meu irmão?

Sebastian fez a pergunta enquanto a carruagem rangia pela Estrada Velha de Kent, em algum lugar perto de Gravesend. Como se estivessem apenas continuando a conversa que interromperam duas horas antes no escritório dele.

-- Desde sempre, eu acho. -- Ela entrelaçou as mãos. -- Mas só percebi recentemente.

A reação dele foi, como era de se imaginar, estoica. Clary não conseguia  entender como Sebastian permanecia tão calmo em face às suas revelações. Muito menos diante daquele trânsito. Bom Deus, o ranger das carruagens e carroças na ponte teria causado apoplexia no cunhado dela. Até mesmo Clary tamborilava os dedos no assento e remexia os pés. O dia de outono estava ficando quente, e o calor não melhorava sua paciência.

A carruagem parou de repente.

-- Por que paramos? É um pedágio?

-- A estrada está cheia de carruagens, daqui até a curva --, Sebastian disse, esticando o pescoço. -- Devemos estar perto.

Clary conferiu seu relógio. Quase meio-dia. Não havia tempo a perder. Ela levou a mão à maçaneta.

-- Então vou fazer o resto do caminho a pé.

-- Clary, espere!

Ela riu enquanto abria a porta e escapava da carruagem. De todas as palavras fúteis para lhe dizer. Clary, espere. Ela não iria esperar nem mais um segundo!

Sebastian a seguiu enquanto ela corria ao lado da estrada, passando por cima de uma cerca para cortar caminho através de um campo. O mato alto e impertinente se enroscava em seus sapatos e agarrava na bainha de sua saia.

Quando ela chegou à taverna, percebeu que a luta tinha atraído dezenas de espectadores. Talvez centenas. Todos se dirigiam como um cardume de peixes ao campo gramado atrás da estalagem. Ela levantou as saias e correu a distância que faltava, tentando abrir caminho em meio à multidão.

-- Com licença, por favor. Com licença. Por favor, deixe-me passar.

Um homem pisou no pé dela.

Ela fechou o punho e o preparou.

-- Saia daí!

A última fileira de espectadores deu passagem e Clary surgiu na clareira do centro. Lá estava ele. Era ele. A menos de dez metros dela. Estava de costas para Clary, mas ela reconheceria aqueles ombros em qualquer lugar do mundo.

-- Jace! -- Ela atravessou a clareira correndo. -- Jace, espere!

Ele se virou, parando enquanto arrumava o punho da camisa, e franziu o rosto para ela.

-- Clary. Você chegou cedo.

Cedo? Talvez Clary devesse ter se perguntado por que ele parecia estar esperando por ela, mas estava muito ocupada se sentindo aliviada por não ter chegado tarde. Era evidente que a luta ainda não estava para começar. A roupa dele era muito boa para boxear – casaca azul, gravata recém-engomada e um colete listrado de seda. E aquelas botas altas e reluzentes. Bom Deus, ele estava magnífico.

-- O que você está fazendo? --, ele perguntou, olhando por cima dela na direção da estrada. -- Onde está meu ir...

-- Eu não... -- Ela colocou a mão na barriga, tentado recuperar o fôlego. -- Eu não vim para impedir você.

-- Não?

Ela negou com a cabeça.

-- Eu não vou nem assistir, se você não quiser.

-- Você... não vai.

Ela sacudiu a cabeça.

-- Mas eu queria que você soubesse que estou aqui. Torcendo por você. Acreditando em você. Mais que tudo, eu preciso lhe mostrar isto. -- Ela tirou um papel do bolso e o desdobrou, entregando-o para Jace. -- Vamos, dê uma olhada.

Ele fez o que ela pedia.

-- É para a cervejaria --, ela explicou. -- Eu acabei de encomendar setecentos tonéis com esse desenho. Então é melhor você vencer. Eu odiaria ter que mudar tudo isso agora.

Ele leu a inscrição em voz alta.

-- Champion Pale Ale.

-- Você vai derrotá-lo, Jace. Eu sei que vai. É o homem mais forte e valente que conheço. E o mais corajoso. Você apoiou meus sonhos. Eu acredito nos seus. Vá recuperar seu título.

Ele ficou quieto enquanto olhava fixamente para o papel. Durante instantes intermináveis.

-- Você poderia... -- Ela engoliu em seco, nervosa. -- Poderia dizer alguma coisa? Ou fazer alguma coisa? Qualquer coisa, na verdade. Eu estou me sentindo muito sozinha, no momento.

Ele afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, e a sensação a deixou sem fôlego de novo. Ela tinha ficado tanto tempo sem o toque dele.

-- Você não está sozinha. Nunca vai estar. -- Dobrando o papel, ele acrescentou, -- Eu acho que Champion Pale Ale é um belo nome. Só que... você vai ter que pedir ao Hodge para endossá-la.

-- Não, não. Você vai endossá-la. Você vai derrotar Hodge hoje.

-- Isso vai ser difícil, já que ele não está aqui.

Ela não entendeu.

-- Mas eu vi o cartaz. Dizia ‘Veja Jace Herondale encontrar seu oponente mais formidável. A luta de sua vida’. Quem mais poderia ser, se não Hodge?

Aquele sorriso juvenil torceu os lábios dele.

-- Quem, não é?

Clary estava confusa. Ela recuou e girou, pela primeira vez olhando direito para tudo. O espaço era amplo e aberto, mas ela não via o adversário de Jace em nenhum lugar. Os espectadores pareciam muito bem vestidos para uma luta e... Nossa. Que esquisito. Aquela era sua prima Catarina? O que ela estava fazendo em uma luta?

-- Onde está o ringue? --, ela perguntou, virando-se para ele. -- Não tem ringue.

-- Ah, mas hoje eu não preciso de ringue. Eu preciso disto aqui.

Ele enfiou a mão no bolso da casaca e tirou um anel brilhante de ouro, que equilibrou entre seus dedos enormes, polegar e indicador.

Um bolo se formou na garganta de Clary enquanto ela olhava para a joia. Três lindas esmeraldas verdes rodeadas por brilhantes menores.

-- Você disse que sua cor favorita é verde. Espero que essa seja uma das  verdades.

-- Isso é para mim?

-- É tudo para você. O anel, os convidados, o cartaz. Desculpe, mas pensei que você já tinha sofrido bastante com preparativos de casamento. E eu não tive paciência para fazer convites formais.

O coração dela se agitou dentro do peito quando Clary começou a entender.

-- Isto não é uma luta, então. É um casamento.

Ele aquiesceu.

-- O nosso, eu espero.

Oh. Oh, aquele homem. Ela se sentiu sem ar.

-- Não posso acreditar que você fez isso.

-- Você disse que não se importava se o casamento fosse no meio de um campo. Desde que amasse o homem com quem estivesse se casando.

E ela o amava. Clary o amava tanto que era difícil respirar.

Ela olhou então para Sebastian, que só naquele momento a tinha alcançado.

-- Você sabia --, ela acusou. -- Você sabia o tempo todo. Você é mesmo ardiloso.

Sebastian deu de ombros.

-- Eu lhe devia um casamento, depois de tudo.

-- Acredite em mim --, Jace disse, -- você não conhece metade das emboscadas de que ele é capaz de planejar. Nós estamos trabalhando nisto há semanas. Ele ajudou a planejar tudo.

-- Esse é o dever do padrinho --, Sebastian disse.

Os dois trocaram um olhar de conspiração fraternal. Se Clary não estivesse tão feliz por vê-los se entendendo como irmãos, teria puxado a orelha deles por torturá-la daquele modo.

-- Mas e quanto à luta? O campeonato?

-- Eu não parei de lutar --, Jace disse. -- Mas Magnus está negociando com o treinador do Hodge. Pode ser que nós cheguemos à conclusão de que podemos ganhar mais dinheiro com uma exibição.

-- Uma exibição?

-- Uma série delas, na verdade. Campeão contra campeão. Seriam lutas de verdade, mas legais. Conduzidas em arenas de verdade. Com luvas e mais regras, de modo que fique menos perigoso.

Clary gostava do que estava ouvindo.

-- E essa série de lutas de exibição precisaria de um patrocinador? Uma cervejaria nova, talvez?

-- Pode ser. -- Ele inclinou a cabeça, indicando a estalagem ao lado. -- Agora vá lá para dentro. Isabelle e Tessa estão à sua espera, com o vestido e o buquê. O almoço de casamento também está esperando. Foi o Magnus que planejou, então prepare-se para o pior. Mas eu mesmo providenciei o bolo.

-- Que tipo de bolo?

Ele se aproximou e encostou o rosto na orelha dela.

-- Bolo de todos os tipos.

Ela não conseguiu segurar o riso.

-- Clary, você é tudo para mim. É você quem consegue me desafiar, me igualar golpe a golpe, e me deixa querendo mais. Você me faz ser melhor. Eu quero passar o resto da minha vida fazendo o mesmo por você. -- Ele pegou a mão dela e colocou o anel em seu dedo. -- Case comigo. Em um campo. Na frente de toda essa gente.

Ela olhou para o anel em seu dedo, com as esmeraldas reluzindo sob o sol do meio-dia. Então ergueu os olhos para ele, encarando aqueles olhos dourados tão intensos e cheios de amor.

Ela pôs sua mão na dele.

-- O que nós estamos esperando?


Notas Finais


AAAAAAAA BEU DEUUSSSIIIIII Q COISINHA MAIS LINDA!!!!!!!!!!!!
OVO GUARDA NUM POTINHO ESSA COISA TOTOSA Q É ESSE CASAL!
BEU DEUS!
*vomitando arco-íris*

Enfim; segue o que eu qria flr:
1 - O próximo cap é epílogo (😢💔)
2 - Agr uma perguntinea....

VCS QREM UMA RELEITURA SIZZY?!
EU JÁ TENHO O LIVRO PRA ELES! E É SENSACIONAAAAAL! E MTO MEGA FOFO!!!!!!!!

(PLEASE, QUEIRAM A RELEITURA!!)


ENFIM, VOLTANDO
Eu aviso se postarei a releitura Sizzy ou n, só depende de vcs, amorexxxx

Falando nisso, preciso de um nome pra vcs!! Seus safradus! 😁


BJO BJO E ATÉ O PROX CAP DE HBH


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