1. Spirit Fanfics >
  2. Heart Evil >
  3. Capítulo Dois

História Heart Evil - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura a todos ^^

Capítulo 2 - Capítulo Dois


- Não vai ser tão ruim assim, tente ver um lado bom das coisas, Chimchim - JeonGyeon tentava alegrar ou obter alguma reação do ômega ali, mas tudo que conseguiu foi um silêncio desconfortável, enquanto arrumavam a mala de Jimin.

Ele mal poderia acreditar que aquilo estava acontecendo consigo. Ele foi vendido por sua mãe como um escravo e ainda por para trabalhar em um lugar que odeia, cheio de pessoas que odeia.

- Vai ser péssimo - responde dobrando suas roupas - Aqui também sou tratado como servo, a diferença é que lá vou ter que, além de arrumar tudo como uma boa arrumadeira, vou ter que servir os nobres do palácio. - Põe a roupa que dobrou dentro da mala - Vou ser esquecido pouco à pouco.

- Não diga isso! Eu nunca esqueceria você - diz fazendo o ômega a olhar, vendo que seus olhos estavam marejados e seu rosto corado - Oh, não fique assim. Deixe que eu acabo, pode ir dar um passeio ou andar pelo vilarejo... Não sei, mas tente relaxar.

O ômega suspira sabendo que não teria escolha, ele precisava dar uma volta, mas não é como se ele não estivesse sendo obrigado. JeonGyeon era quase uma omma para ele e isso incluía o fato dela mandar no menor.

Jimin sai do quarto colocando seu casaco pelo frio, ele odiaria pegar um resfriado naquele momento. Saiu de casa pelos fundos para não ser notado, e teve que mudar o caminho de sua rota quando viu que o motorista estava parado à frente de sua casa esperando por seu irmão para seu programa de boas maneiras. Besteira, ao olhar do menor. Uma escola preparatória de boas maneiras era desnecessário, principalmente para seu irmão que honestamente não sabia nem como tratar um cachorro.

Ele gargalha com os próprios pensamentos olhando para seu pés que eram a coisa mais interessante ali, olhava atentamente seus pés se movendo um na frente do outro. Ele se sentia um idiota por está fazendo aquilo mas o que dizer? Ele era feliz desse jeito.

Foi fácil que seu sorriso sumi-se de suas feições delicadas ao lembrar que seria vendido. Sentiu seu nariz gelar, e não era porque estava frio, sua garganta parecia atolada e ele segurava firme o choro.

Com aquilo foi fácil tropeçar e esbarrar em alguém por estar distraído, o homem beta o olhou com raiva e ele cora sabendo que não saberia lidar com aquilo.

- Desculpa - abaixa o tronco - Eu só estava...

- Não me importo - o homem rosna - Na próxima vez preste mais atenção.

- Ele pediu desculpas, idiota - Jimin se encolhe com o tom de voz atrás de sí, ele se recusa a olhar para trás mas sente logo um corpo quente em suas costas.

- E você, quem pensa que é? - o beta retruca mas o corpo nas costas do ômega continua parado.

- A pessoa que vai quebrar sua cara se não dar o fora daqui - seu rosnado fez finalmente o beta temer, ele olha para os lados amedrontado. Jimin se sente mal por ter criado aquela confusão por ser desatento, ele procura se afastar do alfa corando, ainda encarando o chão.

O beta sem mais saber o que fazer ali se mandou temendo que o alfa fosse atrás dele, deus sabe o que poderia acontecer com ele.

Jimin não demorou para ter uma reação com tudo aqui e disse:

- D-desculpa, mas não devia ter falado aquilo. Você foi grosso com ele e a culpa foi minha.

O ômega levanta o olhar decidido para o alfa que o olha sem interesse, ele dá de ombros e deixa seu corpo tombar para lado se inclinando em uma só perna.

- Grande E grosso - dá ênfase no "E" sorrindo sacana - Não me importo mesmo, apenas pare de olhar para o chão ou vão acabar batendo em você. - sai andando sem esperar resposta, mas é claro que Jimin foi atrás.

- Grande e grosso? Sim, você é um grande grosso - dita, nem mesmo sabendo o significado de suas palavras - Eu não estava olhando para o chão! - retruca parando de andar mas o alfa apenas se virou, analisou e respondeu.

- Talvez um dia eu mostre como sou um grande grosso - sorri mais uma vez fazendo Jimin reparar em seus dentes incrivelmente brancos - Só pare de parecer um idiota.

Com isso o alfa vai embora deixando um ômega baixinho e corado para trás, ele nem ao menos havia ouvido a ultima parte ele só ficou fitando o alfa à sua frente. Aquele contratempo quase fez com que ele esquecesse os problemas, mas depois ele apenas deixou que tudo voltasse e desmoronasse em cima de suas costas.

Ele queria rever aquele alfa intrometido que o defendeu e talvez, pedir desculpas e agradecer pelo feito à alguns segundos antes.

•••

- Aonde você estava? - sua omma, mesmo sendo ômega, rosnava com os olhos brilhando em odeio.

Ela simplesmente odiava que Jimin saísse, ela tinha medo que vissem aquela aberração, de acordo com ela, na rua e descobrissem que se tratava de um Park. Ela não queria que seu filho manchasse o nome da familia com seu jeito ignorante.

- Eu es-ta-va a-apenas andando - ele confessa não conseguindo fitar sua Omma.

Havia acabado de voltar de sua passeada mas esqueceu de entrar pelos fungos por estar alheio a tudo, acabou entrando na porta da frente e dando de cara com sua Omma. Ele nem mais sentia raiva, ele nunca conseguia ficar muito tempo com raiva de alguém mesmo se quisesse.

Ali, ele só estava pensando no alfa que encontrou andando por ai. Se perguntou aonde morava e se morava por ali, ou se ia voltar a vê-lo...

- Você está me ouvindo?!

Jimin volta para a realidade corando fortemente.

- E-estou... Eu só estava...

O cortou.

- Não quero nem saber aonde estava, Jimin! Vai para seu quarto e espero que esteja tudo pronto, você vai embora amanhã cedo. Não quero ouvir soluços ou choro igual a noite passada, eu preciso dormir!

O ômega assente e a mulher rola os olhos resmungando consigo mesma o tanto que Jimin era inútil e em como ficaria feliz sem ele ali.

Jimin não conseguiu mais segurar as lagrimas e correu para seu quarto, fechou a porta e se jogou em sua cama simples afundando o rosto no travesseiro.

Ele queria tanto que alguém se importasse verdadeiramente com ele, ele queria que sua família gostasse pelo menos um pouco dele... Mas na realidade, ele só tinha JeonGyeon.

•••

Pela manhã Jimin levantou cedo, mais cedo que o normal, ainda estava escuro e não se passava das quarto da manhã. Ele foi para seu jardim, o seu local favorito, se sentou no murinho que havia ali e ficou observando o céu ainda estrelado.

Ele sentiria muita falta dali, não das ofensas ou do desgosto que era viver ali, mas ele sentiria falta do jardim, dos pássaros cantando de manhã cedo, do por do sol, de Jeongyeon e acima de tudo, de sua familia. Mesmo sabendo que ninguém de sua família se importava com ele.

Jimin era um ômega que gostava muito das pequenas coisas e ele amava os poucos momentos de paz ali, sabia que no palácio ele estaria completamente sozinho, sujeito à alguém que não conhece em um lugar desconhecido.

Depois de um tempo parado a noite caiu e o sol subiu radiante como sempre, ele ouve um barulho e se vira para trás vendo Jeongyeon ali. Ele sabia que era a hora de ir.

Quando estava já ao lado de fora abraçando de lado Jeongyeon, que era como uma mãe para ele, sua carona chega e ele tem que se desfazer dela. O carro de luxo para à sua frente e ele segura a mala, com suas poucas coisas dentro e vê um homem alto com um chapel de motorista sair do veiculo e abrir o porta malas. Depois de colocar suas coisas ali o motorista sussurra para ele, dizendo para não demorar muito e que já estavam atrasados. Jeongyeon abraça o menor ouvindo a omma de Jimin chegar bufando.

- Isso aqui parece um enterro - olha para o motorista dentro do carro ligado e da de ombros - Chega de baboseira. Deixei Jeongyeon te acompanhar não diga que nunca fiz nada por você - olha a empregada sem expressão - Volte para dentro e termine seus afazeres, não precisa ficar segurando vela aqui.

Jeongyeon ia rebater já enraivecida mais o menor apertou firme sua mão com sua pouca força, deu um olhar de consolação para a mais velha que suspirou sabendo que o menor não iria querer que a mesma perdesse o emprego por ter xingado ou batido em sua chefe.

- Qualquer coisa me ligue, fique com isso - fala baixo a última parte para a omma de Jimin impaciente não ouvisse, entrega discretamente um aparelho móvel para o menor que o pega e agradece.

Se fosse em outra ocasião ele não teria aceito mas naquele momento ele só tinha que ser rápido, além do mais ele iria querer manter contato com a beta.

Ele suspira e abraça a beta pela ultima vez guardando o celular no bolso da jaqueta, abre a porta do carro e se senta atrás. O motorista olha para trás. Era um homem elegante, e usava seu uniforme azul marinho bem escuro.

- Por favor, coloque o cinto de segurança - o alfa dita deixando que sua voz ecoasse pelo carro.

Ele havia pedido educadamente, então Jimin assentiu colocando o cinto. O carro começou a andar, e com os vidros levantados Jimin olhou para fora da janela. Olha pela janela vendo a expressão tristonha de Jeongyeon, como se ela fosse chorar a qualquer momento mas não o fez para deixar Jimin pior ainda.

Ele acena levemente mesmo não sabendo se ela estava vendo, talvez sim já que ela acenou de volta e levando uma bronca de sua omma a fazendo entrar outra vez na mansão. Jimin vê seu irmão agora ao lado de sua mãe, eles parecem conversar mas o ômega apenas vê o irmão batendo o pé e entrando na casa.

Jimin volta sua atenção para dentro do carro encarando suas mãos juntinhas, ele cora ao notar que nem havia cumprimentado o motorista. Ele se sentia um sem educação. Mas ele era educado, Jeongyeon havia o dado educação junto à outras empregadas, babás e governantas que cuidavam dele quando menor.

- Desculpe pela minha falta de educação. Sou Jimin - dá o minimo sorriso que consegue da não obtendo resposta, mesmo assim ele sentia que o alfa não seria alguém malvado então volta a falar - Como é o príncipe e os reis? Eu nunca os vi.

Ele mordeu os lábios nervoso, mesmo sabendo que o máximo aconteceria ali seria ele ficar sem resposta, mas não foi isso que ocorreu.

- Não posso lhe dar essa informação, desculpe. Não tenho permissão.

Pelo menos ele respondeu.

Jimin fica calado depois disso, só prestando atenção no caminho do lado de fora enquanto seguiam viagem. Quem visse o carro do lado de fora, pensariam que havia alguém muito importante ali passeando, mas era totalmente ao contrario, estava sendo levado embora. Não estava sendo sequestrado, alias, tinhas sido vendido por sua família por conta de uma droga de herança que ele nem ligava e nem gostaria de obter. Muito dinheiro afasta as pessoas e você acaba se afastando de você mesmo pela ambição, Jimin detestava isso. Sendo assim, Jimin não pertencia mais a sí mesmo, e agora não tinha liberdade para fazer nada, mesmo antes não tendo muita liberdade, ainda era alguma coisa.

Um celular tocou e o ômega pensara que era o dele mexendo no bolso para pegar o aparelho, mas para, ao ver o motorista atender enquanto que com uma mão dirigia o volante.

- Sim, estamos a caminho, está tudo pronto? Tudo bem, assim que chegarmos você continua, agora me deixe. Sim, vou preparar ele.

Jimin se arrepia sabendo que falavam de sí. Ele se sentia um objeto. Um presente para uma criancinha mimada.

O motorista desliga o celular e Jimin cruza com seu olhar pelo retrovisor, mesmo quase não conseguindo ver direito a face do alfa.

O motorista vira a esquina.

- Tudo isso deve ser difícil para você, eu compreendo.

Estava tudo tão absorto que conversar com o motorista como se nada mais se importasse.

- E você? Faz isso sempre, digo, transportar servos em uma limousine para o palácio? - pergunta tentando não soar rude, Jimin não era malvado.

O motorista apenas ri.

- Para ser sincero com você, essa é a primeira fez que faço isso - revelou - E para ser mais sincero ainda nunca vi outra pessoa entrar nesse carro além do patrão.

Ergui a sobrancelha.

- Serio? Então porquê?

- Não sei, mas estou falando serio. Não preciso mentir para você.

Estava estranho aquilo tudo e mais ainda do que aparentava estar. Jimin queria saber mais, e aproveitaria que o motorista estava disposto a responder e ser sincero.

- Vou ser um servente para todos ou apenas para o príncipe? Terei que ajudar no evento... Competição que está tendo?

- Não precisa ter pressa, vai ter muito tempo para saber mais conhecer tudo.

- Mas eu quero saber! - retruca esperando uma resposta mais é surpreendido não apenas com o silêncio.

O motorista não responde mais nada, e além de tudo, aperta um botão no seu painel e um vidro escuro sobe separando os dois, impossibilitando Jimin de continuar a conversar com ele.

Um tempo depois o carro segue para um grande edifício, e entram por um portão grande e dourado decorado com o nome da familia real, "Jeon" em uma cor de ginza mesclado com o dourado que se abriu automaticamente, entraram na entrada do castelo e Jimin aos as admirou tudo em silencio.

O carro para e antes que Jimin abrisse a porta o motorista o faz.

Jimin tira o cinto de segurança, e vê o motorista alto sair e rodear o carro até abri-la e ele sair. Sente o ar frio do solo aos seus pés olhando para os mesmo.

- Por favor, me acompanhe, vamos por aqui.

Jimin obedece nem lembrando de sua mala e acompanhando o alfa para a entrada dando acesso à entrada da mansão enorme. Ele é convidado a entrar e entra.

- E-ele está aqui? - deixa a fala escapar nervosamente. O motorista sem o olhar o encoraja, tirando uma chave de seu uniforme e abrindo a porta.

- Queira entrar.

Sem escolhas Jimin acaba entrando e separando com o grande salão que ali estava. Sentiu o paletó em contato com sua mãos e o encarou, depois levou o rosto para olhar o motorista e perguntar o que estava havendo.

Jimin abre a boca para falar e deixa o paletó escorregar por suas mãos atordoado.

- O quê é isso? - pergunta olhando para o alfa que joga o chapel fora e tira o uniforme. Jimin fica branco ao saber que conhecia o alfa a sua frente e que foi enganado.

- Não estava querendo saber como sou ou me conhecer? Prazer, meu nome é Jeon Jungkook e sou o futuro rei daqui.

Jimin estava tremendo. O sorriso frio estampado no rosto do alfa que havia o defendido no dia anterior o fazia entender que ele não estava mentindo... O que ele estava fazendo com o ômega? Fingiu ser aos as um motorista ainda conversou diretamente com o menor de forma natural se passando por um subordinado que apenas obedecia ordens.

- Você mentiu para mim... Por que não disse quem era ontem? Por que fez isso? - reuniu muita coragem à medida que Jeon tirava sua camisa, mostrando sua barriga sarada e forte.

- Não seja tão insolente. Eu sou seu dono, então o que eu vier a fazer ou falar, você não precisa saber ou retrucar, apenas obedecer, fui claro? - ele enrola a camisa e joga na direção do ômega, mas desta vez o menor não a pega - Meu deus, vamos lá, você tem que pegar o que eu jogar para você, não quero minhas roupas importadas espalhadas pelo chão, você entendeu?

Jimin ouvia mas nem piscava. O que aquele alfa era afinal? Porque estava fazendo joguinhos com o ômega... E o principal o que ele faria de Jimin?


Notas Finais


Obrigada por ler, até a próxima ^°^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...