História Heart Of A Lion - Capítulo 2


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekyeol, Chanbaek, Luta, Taekwondo, Vizinho
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Palavras 2.263
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Lemon, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


cheguei um pouco mais cedo pra deixar esse capitulo quentinho pra vcs. peço desculpas se estiver chato ou parado demais, mas capítulos assim são necessários para dar continuidade a historia.

se vc está gostando de Heart Of A Lion, demonstre. :) <3

boa leitura.

Capítulo 2 - Um pouco de açúcar e nada mais


" ​Taekwondo: O caminho dos pés e das mãos através da mente. ​​"

 

 

  É sábado, o que significa que não é necessário acordar antes de, no mínimo, onze horas da manhã. Era assim que Park Chanyeol ao menos pensava.

  Errado

  Para Park, uma boa noite de sono é seriamente essencial pois interfere em todo o seu dia. Com sono fica irritado; estressado; mal humorado; indisposto; e por isso, tentava manter no mínimo suas oito horas de sono.

  Por ter essa preocupação com o sono, Chanyeol acordava com o humor razoável e livre de indisposição. Aos fins de semana não costumava a controlar muito o seu tempo de sono; não dormia muito tarde, até por conta da rotina que havia se adaptado, e também não acordava cedo.

  Mas o garoto àquela manhã havia se equivocado, havia se enganado feio por supor que aquele sábado seria como os outros.

  Lógico que não seria, carambolas!

 Até poderia ser, isto é, se o tão animado e energético Oh Sehun não estivesse em sua casa após dormir noite passada ali.

 Infelizmente, o pobre Chanyeol teve seu tão delicioso sono interrompido ao ser despertado bruscamente por um heavy metal extremamente barulhento em um volume exagerado — ensurdecedor para aquele horário, ainda mais pra quem estava dormindo, Park diria. —.

  O garoto arregalou os olhos sentindo-se completamente desnorteado e sentou-se rápido a cama. Assustado e sonolento, olhou em volta com os olhos semicerrados por conta do sono e não demorou a encontrar Sehun rindo enquanto abaixava o volume do som e acessava algo em seu celular, este que a poucos momentos atrás estava direcionado ao Park agora recém-acordado .

— Sehun, eu vou acabar com você. — Park sussurrou, soando assustador em seu ponto de vista, e se pôs a encarar o alaranjado numa mistura de seriedade e irritação. Pôde se deliciar um pouco ao perceber o amigo aderindo uma expressão assustada, o que seria engraçado caso Park não estivesse com sono, fome e estressado.

[...]

  Depois do sermão longo sobre bons modos a Sehun, Chanyeol e o amigo foram para a cozinha.

Enquanto se deliciavam com o café da manhã deixado pela senhora Park, Chanyeol foi informado por mensagem que sua mãe e a irmã passariam o dia fora e só voltariam a noite.

  Ok. Tudo certo. Não é como se fosse a primeira ou a segunda vez que isso acontece.

— Não vou ficar por muito tempo, pra' sua infelicidade. — comenta Sehun enquanto passava geléia em uma torrada, ganhando a atenção de Chanyeol que a poucos momentos atrás estava direcionada ao seu aplicativo de mensagens. — Tenho de levar e fazer companhia para meu primo Jongin numa academia de Taekwondo aqui perto. — O moreno assentiu em concordância, servindo o suco natural de melancia em seu copo após perceber que voltou a ficar vazio pelos goles já dados. — Ele começou a ter aulas lá esta semana, está super entusiasmado.

— Que bom que está gostando. Não sabia que ele gostava de Taekwondo.

— Aliás, você não imagina quem trabalha lá. — Park voltou o olhar para o amigo pelo tom sugestivo na voz e parou de servir o suco em seu copo.

— E eu conheço? — questionou, sem muito interesse.

— Perfeitamente. — sussurrou Sehun dando um risinho.

— Fala logo quem é.

— Ok, chega de enrolação. O seu vizinho, o gatinho arisco da frente trabalha lá na academia. — o alaranjado soltou de uma só vez. Chanyeol o olhou estranho.

— O que disse? — perguntou Park, um tanto surpreso pela nova descoberta.

— Eu disse que o seu vizinho gatinho e mal-humorado que mora bem em frente a sua casa, trabalha na Academy K-lion. Por que a surpresa? Ficou interessado? — sugere Oh dando uma risadinha mais que maliciosa.

— O que? Nada disso, seu idiota. — Chanyeol revira os olhos, terminando de servir o seu copo. Em seguida, pôs novamente a jarra com o restante de suco de melancia sobre a mesa.

  Talvez tenha sim, surgido um pingo de interesse por parte de Chanyeol naquela informação, mas é óbvio que jamais assumiria ao amigo.

— E eu já disse que ele não faz meu tipo. — finalizou, dando outro gole no suco.

— Sei bem. — por fim Sehun comentou, usando de segundas intenções. Chanyeol lhe olhou fingindo ter se ofendido com a sugestão maliciosa.

— Eu só não imaginava, caralho. Agora calado. — o moreno explicou-se com rapidez para não render mais sobre aquele assunto e enfiou em seguida um pedaço de bolo na boca do amigo, afim de não receber mais nenhum comentário com aura maliciosa.

[...]

  É fim da tarde e Sehun havia ido embora horas atrás como prometido, deixando Chanyeol só naquela casa.

  Em momentos que se encontrava sozinho, Park se pegava tendo recordações de seu pai e episódios junto a ele.

  O garoto aprendeu a não chorar, não mais, ao se lembrar do pai e sim a sorrir. Poxa, seu pai não merece lágrimas, seu pai merece sorrisos.

  Mas apesar de estar sozinho e em paz no mais completo silêncio, incrivelmente Chung-Ho não era quem rondava os pensamentos do garoto. O vizinho da frente os rondavam.

  Chanyeol não conseguia tirar da cabeça o que Sehun havia lhe dito hoje mais cedo. Não conseguia parar de imaginar o seu vizinho dando aulas com aquele seu jeitinho durão de ser.

  Por céus.

  Park não estava gostando de pensar em Baekhyun de maneira tão insistente, por mais atraente ele fosse. É explícito o fato que Baekhyun não gosta de si e o mais sensato a se fazer é bani-lo de seus pensamentos.

  Chanyeol sempre foi do tipo que pensa e age com a razão e não com a emoção, e não é agora que seria diferente.

  Por a tarde estar caindo e a noite surgindo, a casa se encontrava escura e fria pelo inverno que havia dado início dias atrás. Yong não gostava de ambientes escuros e sua justificativa era que ambientes naquele estado trazia más energias e, quando Chanyeol lembrou-se disso, optou a pausar o documentário que estava assistindo e acender algumas luzes da casa.

  Ao caminhar pela casa foi acendendo algumas lâmpadas, o suficiente para deixá-la devidamente iluminada. Quando concluiu a missão de ter deixo a casa iluminada, Chanyeol se preparou para voltar ao quarto e dar continuidade ao documentário que assistia, mas foi interrompido pelo toque da campainha.

Quem seria àquela hora? Sua mãe e Yoo-ra tinham a chave e Sehun sabia o esconderijo da chave reserva.

  Certamente é alguém que não conhecia.

  Park então atravessou a sala e caminhou até a porta, não demorando a destrancá-la. Abriu-a sem muita pressa e não conteve a surpresa ao ver quem tocava a campainha.

— Olá. — o homem de madeixas vermelhas vibrantes lhe cumprimentou, olhando para o moreno com seu típico olhar indiferente.

  A sensação que Park tinha, é que Baekhyun estava pouco se importando com tudo e todos a qualquer momento.

  As expressões sérias, o ar indiferente e o olhar que transmitia tantas coisas e ao mesmo tempo nada, atiçavam Park de uma forma inexplicável e avassaladora, por mais que tentasse evitar e controlar.

  Chanyeol se tornou perito em culpar seus hormônios por sentir-se atiçado a Byun. E se convenceu daquilo.

  E todo aquele papo de banir Byun de seus pensamentos e ignorá-lo foi ralo à baixo.

— Oi.

— Sua mãe está em casa? — perguntou Byun passando a mão pelos cabelos vermelhos e os jogou para trás sem outra intenção que não fosse tirar os fios que atrapalhavam sua visão. Estava mais que na hora de cortar a franja, Byun fez uma nota mental.

  Aos poucos os fios de sua franja foram caindo majestosamente e voltaram a tapar a testa de Baekhyun, entrando em completa harmonia com seu rosto.

  Chanyeol foi ao céu e ao inferno de uma vez só naquele momento.

  Porcaria!!

  O ruivo ficaria lindo até mesmo careca, Park já tinha aceitado e admitido aquilo a si mesmo.

— Não. — Chanyeol respondeu e se esforçou para não gaguejar na frente do vizinho.

— Desculpe incomodar, mas será que poderia me dar um pouco de açúcar? O mercado a essa hora está fechado. — o ruivo pediu com educação e manteve o olhar fixo em Chanyeol, fazendo o garoto ficar cada vez mais nervoso e desviar vez ou outra o olhar para qualquer outro lugar que não fosse o ruivo.

  Park depois de ter visualizado melhor o homem a sua frente, percebeu que o ruivo segurava em mãos uma caneca vazia. Voltou o olhar ao rosto de Baekhyun e notou que estava sendo observado a espera de uma resposta.

— Dou sim, sem problemas. — respondeu soando gentil como já era de seu feitio, pegando com as mãos um tanto trêmulas a caneca das mãos do outro. — Pode esperar aqui dentro se quiser. — o garoto por fim ofereceu, esperando logo um não como resposta. Observou por breves momentos o céu nublado com relâmpagos destacando vez ou outra entre as nuvens carregadas numa mescla de cinzentas e rosadas.

  Talvez nevasse esse inverno. E possivelmente cairia uma tempestade àquela noite.

— Eu aceito, obrigado. — respondeu Baekhyun despertando Park de seus pensamentos e sugestões climáticas. O garoto, surpreso, abriu mais a porta dando espaço para o outro entrar em sua moradia.

  Mesmo estando nervoso e agitado por dentro, tentava manter a calma e não agir como um tremendo bobo na frente do homem, que até o momento, mantinha a mesma expressão oscilando entre seriedade e indiferença.

  Chanyeol caminha sem muita pressa até a cozinha e abre a parte do armário onde se encontrava o pote de açúcar. O abriu e preencheu com açúcar a caneca de Baekhyun.

  Após ter guardo novamente o pote de açúcar em seu devido lugar, o garoto voltou a sala e encontrou o homem de pé próximo a porta. Andou até o mesmo e estendeu em sua direção a caneca preenchida com açúcar.

— Obrigado. — Byun agradeceu e segurou a caneca em mãos.

— Por nada. — Chanyeol responde baixinho e sem jeito olhando para o homem de maneira disfarçada e, secretamente o admirando.

  Ao continuar sendo fielmente encarado por Baekhyun, Chanyeol decide retribuir aquele olhar tão firme.

  Tudo parecia ainda mais intenso ao ter ambos olhares presos em uma distância tão curta em comparação a ontem. E talvez os dois nem tivessem noção o que de fato estava rolando ali.

  Chanyeol e Baekhyun mantiveram aquela troca de olhares até o ruivo interromper saindo às pressas da casa do garoto sem dizer nenhuma palavra a mais, e o Park, continuou o olhando até entrar em casa e fechar a porta.

  O que aconteceu?

  Chanyeol fechou a porta e voltou para o quarto. Ao entrar no cômodo, observou o documentário pausado na TV.

  Encerraria a noite daquela forma.

  Olhou para as portas de vidro da varanda e notou que uma forte chuva carregada de trovões assustadores havia dado início. A cada clarão aos céus, um novo estrondo tenebroso.

  Talvez o vizinho tenha saído daquela forma porque percebeu que começou a chover. - pensou o garoto.

  Sem muito o que fazer, Chanyeol andou até a cama e tirou os chinelos. Estava pronto para se deitar, quando o pior acontece:

  A energia cai seguida de um estrondoso trovão.

  Assustado, Park pega o celular e liga a lanterna que iluminava precariamente o quarto.

O que faria agora?

  Não mentia e nem exagerava quando dizia que sua vida não era um mar-de-rosas.

  Pensando com calma em seu próximo passo, Chanyeol sentiu o celular vibrar e logo soar o toque de chamada em sua mão. Encarou a tela e viu o contato de sua mãe destacando ali junto da foto que a identificava, e então, não demorou a levar o aparelho até a orelha depois de ter aceito a chamada.

— Oi, mãe. Aconteceu alguma coisa? — perguntou o garoto fechando os olhos.

— Channie, eu e sua irmã vamos dormir fora hoje. A chuva nos pegou de surpresa e agora não tem como sairmos daqui. Se quiser, não precisa ir a escola amanhã. Chegamos aí a tarde, ok?

  Chanyeol suspirou longamente antes de responder à mãe.

— Ok, mãe. Sei me cuidar.

— Boa noite, filho. Te amo. Qualquer coisa me ligue.

— Tá bem. Também te amo. — sussurrou antes de encerrar a ligação.

  Park abriu os olhos a espera da energia ter voltado mas somente a luz da lanterna do seu celular continuava a iluminar o quarto.

  ​Droga. Mil vezes droga.

  Chanyeol não queria ficar sozinho e no escuro, e pensando daquela forma teve a idéia de ir se refugiar na casa a frente.

  Provavelmente não seria uma boa coisa a se fazer mas Park já estava ferrado e levar um belo não ao pedir para entrar na casa do ruivo não seria o fim do mundo.

  Ao andar pelo quarto ainda usando o celular como única fonte de luz, Chanyeol pegou sua capa de chuva amarela dentro do armário e a vestiu no corpo.
 
  O garoto desce as escadas a caminho da sala e, com calma para não esbarrar em algum móvel ou derrubar quaisquer objeto, continuou a caminhada até a porta principal. Desligou a lanterna do celular quando encaixou a chave na fechadura da porta e guardou-o no bolso traseiro de sua calça.

   Chanyeol abre a porta sendo recebido por um forte e frio vento acompanhado de grossos pingos de chuva. Foi rápido em ajeitar melhor a capa de chuva no corpo e atravessar a rua.

  Decidido, deu três firmes batidas a porta alheia e não demorou para ouvir passos pela casa.

  Ouviu o barulho de chaves e a porta não demorou a ser aberta, revelando o vizinho que tanto desejava ver enrolado em uma coberta cor-de-rosa.

— Oi. — Park pronunciou-se sem jeito olhando para Baekhyun, que mantinha a expressão indiferente enquanto lhe encarava com a sobrancelha arqueada.

 

 

[Continua no próximo capítulo...]

 


Notas Finais


toda crítica construtiva será bem aceita. <3
vejo vcs no próximo fim de semana. ;)


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