História Heart of Fire - Capítulo 9


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Palavras 1.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi gente

finalmente decidi todo o rumo da fanfic, vão ter que me aturar mais um tempo ai

capitulo só pra encher linguiça pro plot mesmo, paz

boa leitura

Capítulo 9 - Capítulo 9


Nada de ruim aconteceu naquele dia. Continuaram na cachoeira até o fim da tarde, mais brincando na água e jogando conversa fora do que qualquer outra coisa. Aproveitaram bem o dia, tanto que estavam exaustos quando este chegou ao fim.  

Os assuntos foram dignos de garotos jovens e aventureiros. Bakugo contou tudo o que andava fazendo desde que era mais novo, deixando de fora as partes em que sua mãe queria seu pescoço por desaparecer sem avisos. Teve várias aventuras em sua vida, mas nenhuma se comparava ao que vivia no momento. Tinha um amigo, um dragão. Os dois eram raridades, lhe surpreendia que estivessem em um só corpo.  

Viu o sol desaparecer da entrada da caverna. O frio subia aos poucos, acompanhado da típica brisa noturna. Encarar o céu escurecendo lentamente lhe trazia uma calma estranha, uma sensação boa, mas ao mesmo tempo vazia. Estava confuso, querendo evitar pensamentos mais profundos naquele momento.  

O que Kirishima havia lhe dito pela manhã ainda perturbava sua mente, não queria preenchê-la com mais coisas. Via os olhos de animais brilhando no escuro, procurando pela figura humana de segundo em segundo. O ruivo havia saído para procurar comida, avisando que seria mais seguro se fosse sozinho. Confiou em sua palavra, porém não deixou de se preocupar. 

Pelo que percebia, o tempo já estava se estendendo demais. Cruzou os braços com irritação, nervoso por pensar que algo poderia ter acontecido. Era tão engraçado como conseguia ficar tão preocupado com alguém que conhecia há um tempo consideravelmente curto. Seu coração havia sido tocado de uma maneira inédita, era quase como se estivesse enfeitiçado pelo dragão.  

Mas sabia que não estava. Tudo o que sentia era real e vinha de dentro, mais profundo do que qualquer feitiço poderia ser. Pensar em feitiços lhe recordava da história que ouvira de Eijiro. Tudo o que ele disse parecia verdade, porém ainda achava que alguma coisa estava faltando. Uma corrente ligando os fatos aos ocorridos ou coisa assim. Podia estar pensando mais a fundo do que deveria, talvez fosse apenas coisa da sua cabeça. 

Outra coisa que lhe preocupava eram os moradores de seu vilarejo. Teriam eles desistido da caça ao dragão? Teria sua mãe matado todos eles, já que sabia que seu filho estava com a criatura? Não sabia dizer estando tão longe. Os que apareceram ali antes de si estariam mortos...? Era outra questão que lhe perturbava.  

Queria muito tocar nesses assuntos com Kirishima, contudo, simplesmente não encontrava uma brecha para fazê-lo. O garoto estava sempre sorrindo, lhe abraçando, demonstrando sua felicidade por ter uma companhia e etc., se sentiria um monstro caso acabasse magoando aquela criatura tão iluminada.  

Pensar tanto fez com que não percebesse o passar do tempo. Quando se deu conta de que a noite havia caído por completo e que sua pele estava praticamente congelada, levou um susto. Seu peito acelerou e seu olhar correu por todos os cantos, o alívio lhe atingindo quando detectou a imagem do outro a se aproximar com uma cesta cheia em mãos.  

— Que demora! — Vociferou, não tendo nem tempo de se sentir em paz. A irritação sempre sobressaía todos os outros sentimentos existentes em seu corpo.  

— Desculpa, acabei me distraindo com alguns pássaros... Eles são tão fofos! — A resposta foi digna. Revirou os olhos para o sorriso contente, arrancando a cesta dos braços do mesmo. 

Bufou, marchando para dentro da caverna já iluminada pela fogueira que montou anteriormente. Sentou sobre um tronco, soltando a cesta no chão para que pudesse cruzar seus braços.  

— Você não diz que está com um pressentimento ruim e depois some na floresta... — Resmungou, ainda emburrado com o ocorrido recente.  

— Ainda tá pensando nisso?! Foi só uma sensação, nada vai acontecer! Você mesmo disse, não é? — Kirishima se manteve sorridente, indo sentar ao lado do loiro sem hesitar, apesar da cara feia deste.  

— Sei bem o que eu disse. — E ainda não conseguia ficar certo de suas palavras. Por mais que afirmasse tanto para si quanto para o dragão, o que disse naquela manhã não parecia tão real. 

Tinha a vaga impressão de que, se algo ruim fosse realmente acontecer, não teria como impedir. Lutaria para se provar o contrário, é claro, mas a sensação de derrota era real. Estava angustiado, esta era a palavra que procurava para definir seus sentimentos.  

Não sentiu vontade de comer as frutas, focando seu olhar nas chamas alaranjadas da fogueira. Queria que aquele fogo lhe desse alguma resposta, mas sabia ser impossível. Era apenas fogo e não um ritual de magia negra ou coisa parecida.  

Manteve-se imóvel, observando a aproximação alheia com o canto dos olhos. Kirishima veio sentar ao seu lado, quieto e aparentemente pensativo. Encarava o fogo também, os olhos brilhantes ficando ainda mais vivos.  

— Bakugo... — O ruivo chamou em voz fraca, sabendo que tinha atenção mesmo que o outro não estivesse lhe encarando. — Você ainda tá pensando no que eu falei...?  

— Não é como se eu pudesse evitar. — Respondeu, evitando pousar o olhar sobre o dragão. Queria muito tocar nos assuntos os quais pensou anteriormente, imaginou que aquele fosse um bom momento. — Kirishima...  

— Sim? — Foi um erro encará-lo. O simples ato de olhar para Eijiro causou sua desistência instantaneamente.  

— Nada, esquece. — Conseguiu disfarçar, irritado consigo mesmo por estar sendo tão fraco diante de coisas importantes.  

— Tudo bem... Ah... Amanhã eu quero te levar em um lugar. Pode ser? — Apesar de ainda não estar em um 100%, Kirishima se mostrou mais animado. Seu sorriso era falho, mas estava ali.  

Katsuki concordou, evitando perguntas. Ficou curioso para saber onde iriam, porém não questionou. Às vezes o silêncio era a melhor escolha e ambos sabiam que aquele era o momento ideal para poupar palavras.  

Não demorou para que se ajeitassem para dormir. Eijiro manteve-se na forma humana por mais uma noite, dormindo ao lado do loiro sobre a pele felpuda que usavam como cama. Era quente e confortável, a sensação de terem um ao outro sendo reconfortante.  

Os únicos sons presentes eram os das respirações baixas e do fogo queimando a lenha lentamente. Era agradável, quase um calmante. Aos poucos o sono foi se apossando de ambos, deixando todas as sensações ruins para trás. Seria muito melhor se ficassem assim para sempre, era o que Bakugo pensava antes de realmente pegar no sono.


Notas Finais


desculpem pelo tamanho dos ultimos capitulos arrr

até o proximo


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