História Heart Of Gold - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Hyoga de Cisne, Hypnos, Ikki de Fênix, Kanon de Gêmeos, Kiki de Áries, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Pandora, Paradox de Gêmeos, Personagens Originais, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Shaka de Virgem, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Sonia de Escorpião, Thanatos, Tokisada de Relógio da Morte
Tags Cdz, Saga De Gêmeos, Seiya
Visualizações 28
Palavras 5.840
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oooi meus amores <3
Como prometido o Cap está prontinho e eu espero de verdade que vocês curtam

Capítulo 5 - Reencontro


Fanfic / Fanfiction Heart Of Gold - Capítulo 5 - Reencontro

Nós caminhamos em completo silêncio até o Santuário, durante a nossa trajetória pude observar alguns resquícios de batalha como árvores partidas ao meio, rastros de terra e alguns poucos lugares com um pouco de fogo ou queimados. Aiolia seguia um pouco à frente com Sonia nos seus braços ainda desacordada.

Quando chegamos ao pés da escadaria que nos levava para a Casa de Áries, Aiolia se virou e me olhou profundamente, eu sustentei seu olhar por um bom tempo, Aiolia sorriu levemente se aproximou de mim, minha respiração pesou instantaneamente, era como se eu estivesse hipnotizada por ele que nem ao menos eu havia percebido que ele estava tão perto que nossas respirações se chocavam levemente, eu olhei automaticamente para seus lábios e depois novamente para seus olhos, eu me castiguei mentalmente por estar totalmente ruborizada e suando frio

- Eu te deixo tão sem jeito assim Amazona de Gêmeos ?– Aiolia disse pausadamente e sorriu para mim

- N-Não oras – sorri sem jeito

- Não é o que parece sabia? – ele chegou mais perto de mim e eu apenas o encarei

- S-Sério? – disse e Aiolia chegou mais perto

- Super sério – ele disse à centímetros dos meus lábios e mordeu levemente meu lábio inferior, eu senti um forte arrepio percorrer todo meu corpo, após isso Aiolia se afastou de mim e se virou em direção a escadaria – Vamos, não podemos perder tempo – ele disse frio e começou a subir. Eu suspirei e afastei certos pensamentos da mente e comecei a subir as escadas devagar.

E assim se passou, nós atravessamos por todas as casas e todas elas tinham fortes sinais de batalha por todos os cantos, via Aiolia cansado e hora ou outra ele mancava um pouco e toda a vez que eu tentava ajuda-lo ele me certificava que estava bem, ao contrário de mim que sentia uma forte falta de ar e com isso eu caminhava devagar. Ao chegarmos na Casa de Peixes eu vi as inúmeras rosas do Tio Afrodite destruídas e grandes fissuras nos pilares e paredes da casa, eu peguei uma das rosas destruídas com delicadeza e a encarei, seu veneno havia se dissipado e agora as lindas pétalas vermelhas daquela rosa, estavam sem vida e perdendo sua cor marcante, eu a coloquei no bolso de trás da minha calça e fui caminhando para a escadaria que nos levava para a sala do Grande Mestre, alguns breve momentos Aiolia olhava para trás para ver se eu ainda o acompanhava, era como se ele soubesse que não estava respirando direito mesmo sem eu demonstrar isso.

Chegamos na sala do Grande Mestre e lá estavam Seiya e os outros bronzes, junto com duas amazonas de prata e os cavaleiros de ouro, alguns estavam machucados e os que não, estavam cuidando dos outros. Aiolia colocou Sonia deitada nos degraus perto do trono do Mestre e automaticamente tio Milo se aproximou dela

- O que aconteceu com ela? – ele perguntou enquanto checava sua pulsação

- Fomos atacadas – disse enquanto me sentava com dificuldade – Sonia tentou nos defender e levou a pior – expliquei sem mais delongas e dei um longo e pesado suspiro

- E você? – tio Kanon se aproximou – Está bem? – ele me perguntou e eu apenas assenti com um semblante de dor

- Saphira – ouvi a voz imponente do meu pai e levantei a cabeça rapidamente para procura-lo, ele estava do lado do tio Kanon, assim que nossos olhares se encontraram, meu pai se aproximou de mim rapidamente – Você está bem mesmo? – ele me perguntou e eu neguei com a cabeça – O que foi? – ele me perguntou e eu coloquei minha mão em cima da minha costela esquerda e quando retirei a mão, eu vi sangue, eu havia machucado durante aquela briga

- Vem cá – Aiolia disse e senti dois braços fortes me levantando e me transportando para algum canto daquele lugar, eu olhei lentamente para cima e vi Aiolia com um claro semblante de preocupação e raiva em seu rosto e seus músculos rijos estavam denunciando sua fracassada contenção de raiva, assim que ele me olhou, minha visão ficou turva e depois eu apaguei


P.O.V’S Aiolia

Assim que a deitei em um dos divãs que haviam na sala do Grande Mestre, rapidamente eu rasguei sua camiseta e vi um grande arranhão em sua costela e de lá jorrava sangue, rapidamente eu agarrei algumas ataduras que haviam ali perto junto com uma bacia com água e um pano dentro e uma caixinha com agulha e linha, peguei o pano molhado e limpei seu machucado com certa rapidez e logo após comecei a suturar onde a pele havia rasgado, senti a pele de Saphira esquentar consideravelmente para indicar febre, com certa rapidez eu enrolei as ataduras em volta de seu tronco. Eu suava frio quando finalmente a olhei, seu rosto, mesmo inconsciente, transparecia sentir um pouco de dor e seu peito subia e descia irregularmente ainda, suas bochechas estavam bem vermelhas e sua pele continuava quente ao toque

- Ela vai ficar bem? – Sonia disse e eu olhei para trás, ela estava perfeitamente em pé, apenas com ataduras em sua cabeça e pernas

- Eu espero que sim – disse sucinto e me sentei no chão ao lado do divã na mesma hora que Sonia se aproximou e se sentou também

- Desculpa – Sonia disse e eu a olhei confuso – Se não tivéssemos saído tarde do Taça Azul, provavelmente ela não teria se ferido assim – ela disse e abaixou a cabeça

- A culpa não foi de nenhuma das duas – disse e peguei na mão de Saphira – Vocês não tiveram culpa de espectros terem atacado o Santuário na calada da noite

- Então era espectros mesmo – Sonia disse e olhou para Saphira – Mas a Guerra Santa não havia acabado? – ela me perguntou

- Sim ela acabou, mas também não entendi como esses espectros ainda estão vivos, eu me lembro que todas as contas do rosário de Shaka haviam escurecido, e saberíamos se Hades tivesse despertado novamente – disse e encarei os outros cavaleiros de ouro ao longe

- Deveríamos ir para nossas casas – Sonia comentou

- Por mais que eu deva, eu não vou deixar a Saphira, pelo menos não assim – disse decidido

- Nós também não -  Demétrio disse atrás dele estava Fox e Kiki

- Meninos – Sonia suspirou e olhou para eles

- Aiolia, como a Saphira está? – Kiki disse e se aproximou de nós

- Ela só está com febre, mas acredito que o pior já passou – eu suspirei e olhei para ela, ela ainda estava ruborizada, porém seu peito subia e descia regulamente, eu apertei levemente sua fina e pequena mão e acariciei com meu polegar

A conversa que Demétrio e os outros estavam tendo apenas se passou como sussurros quase inaudíveis, eu fixei os olhos na Saphira, que mesmo desacordada ainda continuava tão linda quanto estava naquele palco, sua pele extremamente branca se clareava ainda mais com o forte tom avermelhado dos seus lábios e bochechas, ela continuava a mesma menina gentil e alegre que eu havia conhecido quando criança e agora tinha uma pequena pitada de malícia, ela soube me provocar durante o show dela na taverna sem que ninguém reparasse, ninguém a não ser Sonia. Saphira dava algumas descargas elétricas pelo corpo que fazia com que ela apertasse minha mão levemente e isso havia me levado diretamente para quando ela havia ficado doente por ter caído no mar do Cabo Sounion, durante o inverno e o quanto manhosa ficou para que eu ficasse do lado dela o tempo todo, depois disso minha mente me transportou diretamente para a nossa promessa e me martirizei por isso, eu prometi a ela que ficaria do seu lado sempre e tudo o que soube fazer até agora era afastá-la de mim. Eu fui interrompido por um toque forte no meu ombro

- Aiolia – Saga me chamou e eu o olhei – Preciso leva-la para casa agora – assim que Saga terminou de me dizer isso, ele se aproximou de Saphira e a pegou no colo, me deu uma última olhada e saiu caminhando com ela em seus braços

- Amanhã nós iremos até a casa de Gêmeos ver ela – Sonia começou – Você vai com a gente?

- Claro que vou – disse sem dar a devida atenção e me levantando do chão – Irei amanhã cedo ver ela – disse e sai andando

- Espera! – Sonia disse e eu virei para olhá-la – Não vai cuidar dos seus machucados? – ela me perguntou

- Eu cuido deles quando eu chegar na casa de Leão – disse seco e sai rumo para as escadarias do Santuário


P.O.V’S Saga

Eu havia posto a Saphira deitada em sua cama e a cobri com cuidado, soltei seus cabelos e depois me sentei na beirada da sua cama e a observei, automaticamente eu levei uma de minhas mãos no seu rosto e a acariciei com cuidado, Saphira soltou um longo suspiro e se mexeu lentamente.

Eu havia ficado longos 13 anos longe dela, não sabia de nada que havia acontecido com ela nesse tempo todo e muito menos por onde ela havia andando sem minha proteção, olhando ela naquele estado, machucada e febril, só me fez regressar ainda mais no passado, principalmente quando ela ficava doente e não queria sair de perto de mim. Eu ria comigo mesmo ao me lembrar das tantas e tantas vezes que ela aprontou junto com os outros e depois vinha correndo para se esconder debaixo da minha cama para que ninguém a encontrasse, realmente eu estava sentindo saudades desse tempo e agora ela estava na minha frente, machucada e fraca e ainda me pergunto como ela não me esperou em casa para que eu pudesse vê-la

- Saga – meu irmão, Kanon, me chamou e eu o olhei rapidamente – Como ela está? – ele me perguntou enquanto se aproximava da cama e se sentava na outra beirada

- Ela parece bem – comentei – Mas ainda continua febril – disse e encarei suas bochechas vermelhas e sua testa levemente suada

- Sabe que Aiolia está preocupado – ele comentou e eu o encarei

- E recomeça a saga dos dois – revirei os olhos e soltei um ar de desprezo – Nada contra ele lógico, mas ainda não esqueci aquele selinho que ele deu nela quando eram crianças – completei

- Exatamente, eles eram crianças Saga – Kanon me olhou -  Agora eles estão maiores e pelo jeito que ele a trata, te garanto que ele não vai se aproximar dela, pelo menos não dessa maneira

- Acredito que eu precise falar com Atena agora – disse e me levantei – Ficarmos aqui não vai fazer com que ela se recupere logo, mas quero que fique de olho nela enquanto eu dou meus relatórios à Atena – disse e sai do quarto


P.O.V’S Aiolia

No caminho para a casa de Leão, eu dei uma parada na casa de Sagitário, para ver meu irmão e como ele estava e nunca pensei que admitiria isso mas eu precisava de alguns de seus conselhos, então eu parei na 9ª casa do Santuário

- Irmão? – o chamei e olhei para os lados da casa

- Pensei que não viria mais aqui – Aiolos apareceu de um dos cantos da casa e abriu seu largo sorriso

- Sabe que ando ocupado – comentei enquanto nos abraçávamos

- Anda tão ocupado com a volta da sua amada Saphira não é mesmo? – ele disse e riu logo em seguida

- Não começa por favor – suspirei alto – Pode dizer que eu estou maluco, mas eu preciso que você me diga o que fazer – eu o encarei

- Claro, o impotente Leão da 5ª casa do Santuário de Athena está precisando de conselhos do irmão mais velho – meu irmão riu e me guiou até um dos cantos da casa de Sagitário

- Sabe quanto odeio que você fale assim? – comentei e me sentei em uma das cadeiras estofadas q tinha por ali

- Eu sei – Aiolos disse e se sentou na minha frente – Então me conta – ele se inclinou no encosto da cadeira dele e me olhou sorrindo

- Não sei bem, só sei que quando eu a vi  com alguns rapazes, os mesmos com quem ela tocou essa noite lá na taverna, um deles se insinuava para ela e isso me deu raiva, dai depois, quando eu fui pedir para que Sonia e os outros a deixassem descansar, ela me abraçou e eu me senti – olhei para minhas mãos – Não sei, eu me senti bem mas ao mesmo tempo me incomodei com isso, e então depois fomos treinar, quando voltamos eu fiz um maldito café da manhã pra ela em seguida ela deitou a cabeça no meu ombro e na hora no show dela ela me provocou um pouco e eu gostei daquilo – eu abaixei a cabeça, respirei fundo e depois voltei a olhar para o meu irmão, que se mantinha atento a cada palavra minha

- Era exatamente o que eu e Shura estávamos conversando hoje, vocês dois sempre foram bem juntos e agora que ela voltou é visível que todo aquele sentimento que você tem por ela desde muito cedo está ai só que você tenta esconder a todo custo, e entendo afinal de contas, você ainda está com a Marin e seria bom você resolver isso antes que seja pior, e vamos combinar que não quero ver você apanhando pra Saphira de novo – Aiolos riu e eu o olhei – Claro que se você gosta da Saphira, não tem o por que de vocês não ficarem juntos – ele completou

- Tem um porém, eu vou ter o Saga como sogro, e vamos combinar que ele me deu aquela dura lá no aniversario dela – eu disse e meu irmão começou a gargalhar

- Eu lembro, querendo ou não foi engraçado demais – ele disse e eu sorri – Mas você tem que resolver isso – ele disse

- Tem razão – agradeci ao meu irmão e me levantei – Agora tenho que ir pra casa de Leão, amanha irei ver a Saphira – disse e sai rumo para a casa de Leão

 

3 dias depois...

 


P.O.V’S Jade

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Eu me via novamente em um corredor longo e estreito, ele era pouco iluminado, olhei para trás e não via saída, olhei para frente novamente e vi um pequeno feixe de luz no meio de toda aquela escuridão. Respirei fundo e comecei a correr até essa pequena luz, em todo o trajeto e ouvia vozes, vozes pedindo desculpas, pedindo para que eu parasse e até mesmo me pedindo por socorro. Em meio a tanta escuridão eu vi uma silhueta alta e forte, eu estava disposta a continuar correndo, quando um pequena rastro de luz iluminou aquela silhueta, revelando meu pai ali, eu fiquei em choque ao vê-lo e parei brutalmente e o encarei, meu pai estava machucado e seus olhos estavam tão negros quanto sua pupila, ali eu pude constatar que ele estava cego. Eu segurei e suas mãos e ele deu um pequeno sorriso, que logo se desfez em meio as lágrimas que ele derramava

- Por que minha filha? – ele disse – Por que traiu o Santuário? – eu o soltei rapidamente e o encarei ali horrorizada

- Por que diz que eu trai o Santuário pai? Sabe que eu nunca faria isso – disse trêmula

- Você fez – meu pai disse agressivo – Preferiu entregar nossas cabeças em vez de lutar por Athena, traidores como você merece a morte – eu o olhei assustada e comecei a me afastar dele rapidamente, enquanto meu pai tomava sua posição de ataque – Outra Dimensão! – ele gritou...

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Acordei rapidamente após esse sonho, eu estava suando frio e ofegante, eu olhei para os lados e eu estava no meu quarto, a pouca luz que ali entrava estava varrendo todo o cômodo, eu estava com uma fina camisola branca e meus cabelos estavam soltos e grudados nas minhas têmporas, olhei para a porta na mesma hora que comecei a ouvir passos se aproximando rapidamente

- Saphira – meu tio Kanon apareceu todo ruborizado e ofegante – Está tudo bem? – ele se aproximou rapidamente e logo atrás vinha Aiolia, que me olhou preocupado

- Ouvimos você gritar – Aiolia explicou superficialmente

- Sim, está tudo bem – coloquei a mão na testa e dei um leve sorriso – Foi apenas um sonho – pousei minhas mãos no meu colo – Apenas um sonho ruim

- Como você está? – Aiolia me perguntou e eu o olhei

- Melhor, bem melhor aliás – sorri e me levantei da cama – Acho que posso até treinar hoje – comentei

- Hoje já não da mais – tio Kanon comentou rindo – Já é de noite Saphira e você tem compromisso – o olhei

- Compromisso? – o olhei confusa – Se está falando das apresentações no Taça Azul, eu sei , aliás preciso me arrumar – disse enquanto ia até um dos meus baús e procurava por roupas

- Não do Taça Azul – tio Kanon falou e eu o olhei – Grande Mestre pediu para que assim que você acordasse, você fosse de encontro com ele

- Espera – parei de frente para o tio Kanon – Como assim, “assim que acordasse” ? – perguntei

- Você ficou desacordada por cinco dias Saph – Aiolia explicou

- Bom, se é assim – corri meus olhos pelo meu quarto – Preciso de um banho antes de ir falar com o tio Shion – parei meus olhos no tio Kanon e no Aiolia – Então podem me dar licença? – tio Kanon sorriu e foi caminhando até a porta e sumiu por ela. Aiolia então sorriu pra mim e se deitou na minha cama colocando as mãos atrás da cabeça – Isso vale pra você também – disse e me aproximei dele

- Fique tranquila, não tem nada ai que eu já não tenha visto – ele disse e eu corei violentamente

- C-como assim? – perguntei  e Aiolia me olhou sem tirar o sorriso sacana dos lábios

- Quem você acha que tirou aquela sua roupa e colocou essa que você está? – ele me perguntou com ironia, que fez se acentuar mais ainda o vermelho das minhas bochechas – Aliás, essa sua tatuagem de leão é bem bonita – ele disse e deu uma leve risada na mesma hora que comecei a encher ele de tapas

- Quem disse que eu tenho tatuagem Aiolia? – continuei deferindo tapas atrás de tapas nele, enquanto o mesmo se esquivava e ria

- Eu sabia que você não tinha nenhuma sua boba – ele riu novamente e quando ia dar mais um tapa nele, o mesmo pegou nos meus pulsos e me olhou – Que bom que você está bem – ele disse, soltou um dos meus pulsos e acariciou meu rosto com a mão livre – Eu me culparia o resto da vida se algo pior tivesse te acontecido – ele suspirou – Você é importante pra mim Saph, muito importante

- E por que me trata mal as vezes? – eu perguntei enquanto Aiolia soltava meu outro pulso

- As vezes é melhor te afastar para que eu não te machuque, só que você é teimosa demais – ele disse e eu ri levemente -  E é nessas horas que minha vontade é de te socar

- Vamos combinar que você apanha de mim desde quando erámos crianças – comentei rindo

- Só que a senhorita estava fora do Santuário, a mais tempo que todos nós, então logo você está fraca ainda em combate e se eu quisesse, eu te derrubava fácil – ele disse e sorriu

- Então tenta – disse decidida e segurei seus pulsos acima da sua cabeça – Tenta me atacar – me aproximei do seu ouvido – Leãozinho – sussurrei em seu ouvido e em seguida mordi o lóbulo de sua orelha

- Não me provoca – Aiolia disse pausadamente e vi seu rosto ruborizar levemente

- Ou o quê? – perguntei e mordi levemente seu pescoço

- Ou eu não respondo por mim Saphira – ele disse e eu sorri maliciosamente pra ele

- Como foi que eu disse lá no show pra você? So put your hands on my body baby – sorri e Aiolia me olhou num misto de raiva e excitação, eu ri daquela situação e sem perceber, Aiolia trocou de posição comigo, o deixando por cima de mim e segurando meus pulsos

- Não sabe a hora de parar né? – ele disse e depositou alguns beijos no meu pescoço e acima dos meus seios, que me faziam ter arrepios longos e intensos – Agora se não me pedir desculpas – ele disse e em seguida deu mordidinhas no meu pescoço – Serei obrigado e arrancar essa sua camisolinha branca – ele disse no meu ouvido e deslizou suas mãos até uma delas chegar na minha cintura e a outra na minha coxa esquerda enquanto Aiolia distribuía beijos e mordidas pelo meu pescoço e acima dos meus seios, eu tentava segurar meus suspiros, porém alguns ainda escapavam. Aiolia então passou a alisar e apertar minha coxa esquerda

- P-para – pedi com dificuldade e o encarei totalmente ruborizada

- O que foi? – ele sorriu de canto – Não aguenta minhas provocações Amazona de Gêmeos? – ele disse irônico e saiu de cima de mim

- Sabe o quanto odeio que você me chame assim? – me levantei da cama e o olhei

- É eu sei, e eu adoro te chamar assim – ele disse e sorriu pra mim – Agora eu vou indo, preciso fazer umas coisas e você – ele se aproximou de mim e me deu o meu colar com a armadura de Gêmeos – Está sendo convocada para a sala do Grande Mestre – eu peguei meu colar na mesma hora que Aiolia me deu um beijo no canto da boca e em seguida saiu do meu quarto.

Eu suspirei alto e passei uma de minhas mãos sobre meus cabelos enquanto caminhava até a banheira que estava atrás do Biombo no meu quarto, eu despejei as jarras de água quente na banheira e joguei algumas pétalas de narcisos e alguns sais de banho, me levantei e fui até um dos meus baús, peguei uma toalha azul clara e voltei para trás do Biombo, me despi e entrei na banheira. Permiti que minha mente vagasse com o perfume que exalava da simples mistura que fiz, onde eu havia machucado ainda doía um pouco, mas era uma dor que não me incomodava tanto. Eu respirei fundo e me afundei na banheira, ficando imersa na água e deixei que minha mente me espairecesse sobre o estranho sonho que tive a pouco e as provocações de Aiolia, querendo ou não, eu gostei daquilo, de provocar e ser provocada por ele, com toda a certeza do mundo se tivéssemos ido além talvez eu me arrependeria ou ele se arrependeria, afinal de contas nós dois não somos mais crianças e acredito que isso teria afetado a pouca aproximação que temos após minha volta. Eu submergi da água, que agora estava morna, peguei um sabonete de Sândalo e comecei a deslizá-lo pelo meu corpo com movimentos circulares com o mesmo, após feito isso, eu lavei meus cabelos cuidadosamente com um shampoo e condicionador de rosas brancas que o tio Afrodite havia me dado.

Após ter feito tudo, eu sai da banheira e me enrolei na toalha que havia pego e fui caminhando até os meus baús de roupas, eu abri um deles e peguei um conjunto de lingerie cinza, um shorts de malha fina preto, uma regata branca, calcei um par de sapatilhas pretas e prendi meus cabelos. Peguei minha armadura, que havia descoberto que no formato em que ela estava guardada era chamada de “Stater”, a prendi no meu pescoço e no mesmo instante uma luz forte brilhou da Stater e foi se ampliando por todo o meu corpo, senti a armadura de Gêmeos envolver meu corpo e aos poucos a mesma luz ia se concentrando novamente na Stater até que sumisse de vez. Olhei para as minhas mãos e as vi revestidas por ouro, eu ainda não havia me acostumado com a armadura, direcionei meus olhos para o espelho que havia na parede do meu quarto, vi meu corpo todo revestido com a armadura, ela era realmente linda, no meu elmo eram apenas as duas faces de Gêmeos nas laterais da minha cabeça que eram ligados por duas correntinhas, uma no topo da minha cabeça e a outra corrente passava pela minha testa e no centro dela havia uma pedra vermelha que brilhava com muita intensidade, eu encarei meu reflexo por um tempo e pude me analisar ali, eu estava mais pálida do que o normal e ligeiramente mais magra, talvez devido ao tempo que fiquei desacorda e também aposto que a febre tenha contribuído para isso. Afastei esses pensamentos da minha mente e sai do meu quarto rumo ao salão principal da casa de Gêmeos

- Saphira – ouvi tio Kanon me chamar e me virei para olhá-lo – Onde vai? – ele me perguntou

- Estou indo agora ao encontro com o tio Shion – disse e ele se aproximou de mim

- Antes de ir lá – ele pousou uma das mãos no meu ombro – Seu pai quer te ver

- Onde ele está? – perguntei ansiosa

- Nas escadarias para a casa de Câncer – ele me avisou, dei um beijo no rosto do tio Kanon e sai correndo rumo a saída da casa de Gêmeos

Havia alcançado a saída em alguns segundos, apesar da minha dor onde havia sido ferida estar me incomodando mais ainda, eu deixei a dor que sentia de lado assim que vi meu pai e meu tio Máscara da Morte conversando, e assim que me viram haviam parado e me olhado, eu coloquei as mãos no joelho e tentei respirar um pouco, que devido ao ferimento eu havia me cansado fácil e estava com algumas dificuldades para respirar. Meu pai e meu tio se aproximaram de mim, tio Máscara da Morte me ajudou a sentar nos degraus que tinham ali

- Sabe que não pode correr e ainda assim faz isso sua maluca? – meu tio disse num tom autoritário – Se acha que vou até o Yomotsu te trazer de volta por causa disso, você está bem enganada – meu pai olhou com um olhar sanguinário para o meu tio e eu não pude deixar de rir com aquela cena

- Relaxa que pro Yomotsu eu não irei, pelo menos não tão cedo assim – disse – Ainda tenho muito o que aprontar por aqui, afinal tenho que compensar 13 anos – sorri e demos risada. Tio Máscara da Morte se despediu de nós e seguiu descendo as doze casas

- Agora vai me explicar o que está fazendo em pé e correndo – meu pai disse e eu o olhei

- Eu estou bem e soube que tio Shion quer me ver, então levantei e me arrumei para ir à sua convocação, tio Kanon disse que você estava aqui fora e o que tem de errado em eu querer te ver? – disse e meu pai sorriu

- Foram treze anos Saphira – meu pai comentou – Foram longos treze anos, e quando todos voltaram e você não, eu pensei que havia morrido – ele se sentou do meu lado e eu deitei minha cabeça em seu ombro – Se você não tivesse queimado seu cosmo naquele dia, eu nunca saberia que você estava viva e por um momento fiquei com medo de perder você na noite em que o Santuário foi atacado... – o interrompi

- Fica tranquilo que eu sou dura na queda e sabe muito bem o que sou capaz de fazer com alguém, eu só queria te ver logo, senti saudades pai – ele me olhou e sorriu

- Eu também minha pequena – ele me abraçou forte – Eu também senti saudades

Ficamos por um tempo ali conversando, meu pai queria saber tudo o que aconteceu nesse tempo que fiquei fora dali e inclusive o que aconteceu enquanto ele estava em missão e eu aqui no Santuário. Foi uma breve conversa que tivemos, após isso eu segui para a sala do Grande Mestre, toda a vez que sentia falta de ar eu parava um pouco, já estava na casa de Peixes e meus pulmões gritavam por ar e isso doía ainda mais meu ferimento, porém ainda com dificuldades para respirar eu subi as escadarias que me levavam ao tio Shion.

Assim que pisei no mármore frio da sala do Grande Mestre, eu me parei um pouco e me encostei em uma das pilastras que ali existiam e tentei respirar um pouco, meu ferimento latejava com muita intensidade. Após ter ficado por um tempo devidamente longo me recuperando, eu me recompus e fui caminhando até onde tio Shion se encontrava, ele estava com as roupas do Grande Mestre e estava sentado em sua cadeira, eu me aproximei dele e me ajoelhei na sua frente

- Amazona de Ouro, Saphira de Gêmeos se apresentando – disse com cordialidade e me levantei

- Saphira, te passaram então que precisava conversar com você, certo – ele se levantou e veio até mim – Como se sente? – tio Shion me perguntou

- Bem, estou bem melhor, obrigada – respondi com veemência

- Ótimo, eu tenho uma missão para você e o cavaleiro de Leão – tio Shion começou a explicar – Quero que sigam o rastro que temos sobre os inimigos que nos atacaram aquela noite, irão apenas os dois e caso ocorra imprevistos, vocês tem a obrigação de se intervirem. Vocês partem amanhã ao raiar do Sol – tio Shion terminou e me dispensou

Eu parti rumo as escadarias e comecei a descer as 12 casas,  admito que descer essas escadas é bem mais fácil e rápido do que subi-las, afinal de contas eu estava completamente desacostumada com isso. Eu havia passado por todas as casas e parei na de Leão e fui procurar Aiolia por ali. O procurei por todos os cantos até que finalmente me dirigi até seu quarto, sua porta estava entreaberta e pude perceber um movimento naquele quarto junto com alguns barulhos um tanto abafados, eu me aproximei devagar e evitando fazer qualquer barulho possível, eu olhei pelo vão da porta e vi uma moça, seminua, ruiva, pelas roupas que estavam no chão do cômodo eu pude constatar que era uma amazona, eu varri aquele local atrás de Aiolia na mesma hora em que ele vira a amazona, ficando por cima dela.

Meus olhos se encheram de lágrimas na mesma hora, eu tapei minha boca com as duas mãos e tentei respirar fundo, eu não estava acreditando na cena que presenciava, o Aiolia que estava no meu quarto e me provocou todo esse tempo, estava ali fazendo coisas com uma amazona. Sem que eu conseguisse controlar, eu acabei soltando um pequeno e baixo suspiro, na hora em que Aiolia se virava para ver de onde vinha, eu me afastei dali correndo a fim de encontrar a escadaria que me levaria para a casa de Câncer. Pude ouvir de longe a voz de Aiolia gritando, mas ainda assim continuei correndo. Passei pela casa de Câncer e desci as escadas em pouquíssimo tempo, assim que entrei na casa de Gêmeos eu corri até o quarto do meu pai, ele estava ali deitado sem camisa e lendo um livro qualquer, eu parei na porta, tirei minha armadura e o olhei

- O que foi Saphira? – meu pai me perguntou enquanto fechava o livro e colocava na mesinha ao lado da cama dele

- Nada – menti e dei um sorriso falso – Só queria perguntar se podia ficar aqui com você – disse ofegante devido a corrida

- Você se esforçou de novo? – ele me perguntou e eu assenti enquanto tentava respirar – Sabe que não pode ainda – meu pai disse sério – Vem cá sua teimosa – ele sorriu em seguida e eu me aproximei da outra extremidade de sua cama, tirei meus sapatos e me deitei no seu lado

Eu deitei no seu ombro e meu pai me abraçou, ficamos ali conversando coisas banais e coisas importantes, disse a ele sobre minha missão de amanhã com Aiolia, meu pai mesmo sendo contra eu ir em missão ainda em fase de recuperação apenas disse para que eu tomasse cuidado. Evitei falar para ele sobre a cena que vi, por mais que aquilo me machucou por dentro, eu preferi guardar isso pra mim. Meu pai alisava meus cabelos enquanto cantava comigo as canções de quando eu era criança, cada musica me trazia uma lembrança diferente e ali por um momento eu senti que havia voltado a ser criança de novo, sem obrigações, sem culpa de nada, era apenas eu e meu pai ali e eu sentia falta disso tudo, do carinho dele, da voz dele, do afeto e do amor que meu pai sempre teve por mim . Meu pai começou a cantar “Daughter Of The Moon”

 

 

Trail amidst the snow-clad trees, winding is the way (Trilha entre as árvores cobertas de neve, sinuoso é o caminho)

Sunless is the path we roam, bitter is the air we breathe (Sem sol é o caminho que vagamos, amargo é o ar que respiramos)

Fell is the icy blast, coming from the hills (Caiu é a explosão de gelo, vindo das colinas)

Blowing through my ailing heart, wailing in the emptiness inside (Soprando através do meu coração doente, lamentando no vazio interior)

Vanished is the light we had, hidden deep in rimy soil (Desaparecido é a luz que tinha, escondida no solo coberto de geada)

Bereft of us the one we cherished, lost for ever our love (Desprovido de nós o que nós acarinhados, perdeu para sempre o nosso amor)

 

Still at night I see her figure (Ainda na noite Eu vejo sua figura)

Flickering on moonlit glades (Cintilação em clareiras de luar)

But passing is the hope she’s giving (Mas é a passagem ela era a esperança dando)

Just a faintest breath of air and she’s gone again (Apenas um leve sopro de ar e ela se foi novamente)

 

The clouds are moving heavily, across the livid sky (As nuvens estão se movendo muito, em todo o céu lívido)

Yonder the hues are darkening, slowly turning grey to black (Acolá os tons estão escurecendo, girando lentamente cinza ao preto)

For the two who stray in dusk, all hope is long since gone (Para os dois que vagueiam no crepúsculo, toda a esperança é longa desde então)

Cruel is the winter’s reign, merciless the grasp of despair (Cruel é o reinado de neve, impiedoso do alcance de desespero)

 

For what mirth there is left in life for a motherless son (Para alegria que resta na vida para uma filha órfã de mãe)

What solace in this world for a widower to find (O consolo neste mundo para um viúvo de encontrar)

 

Slender the shape in night, unbearable the beauty (A forma esbelta a noite, a beleza insuportável)

Shining in the silvery light, watching me with wistful eyes (Brilhando na luz prateada, me olhando com os olhos melancólicos)

Evanescent this vision, unattainable this illusion (Evanescente esta visão, esta ilusão inatingível)

But an image in my troubled dreams, hewn out of yearning and rue (Mas uma imagem em meus sonhos conturbados, cavado em anseio e rua)

 

E assim, em meio a voz do meu pai proferindo cada verso num tom doce e amoroso e suas caricias pelo meu cabelo, eu adormeci, sem pensar em problemas, mágoas e decepções, era somente eu e meu pai ali, junto finalmente depois de tanto tempo

 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...