História Heart of Kaleidoscope - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Tags Otayurio, Victuri
Visualizações 194
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, meus floquinhos de neve, como estão? Espero que bem, por que não quero nimquem deprimido aqui, já basta o capitulo rsrs

Ainda não respondi os comentarios anteriores por falta de tempo, mas assim que pode dou uma passada lá.

Esse é um capitulo de transição, mas vai ter surpresinhas e umas coisinhas pra deixar uma pulguinha atrás da orelha de vocês.

Boa leitura!

Capítulo 20 - Pensamentos e dúvidas


Se jogou na cama do hotel, não se incomodou em tirar os sapatos. Sua cabeça estava a mil por hora, era muita informação de uma vez só. Não conseguia raciocinar tudo o que ouviu aquela noite.


Primeiro; Yuuri estava vivo. Sim, o mesmo Yuuri que ele tinha a tempos se convencido de que nunca veria mais. O mesmo Yuuri que participou de seus sonhos na infância, de suas tristezas e compartilhava das mais felizes lembranças, mesmo que tenham se visto apenas por um dia e a vários anos atrás. Era incrível que sua cabeça não tivesse deletado aquele dia, era como se um único dia tivesse sido o suficiente para cravar o nipónico em sua sina e o guiasse para junto dele depois de tantos anos. Rolou na cama e abraçou um dos travesseiros espalhados por ali.


Segundo; ele era um ômega. Biologicamente analizando, era o parceiro ideal para si. Era lindo, gentil, uma criatura encantadora e com um brilho próprio que atrai as mais diversas pessoas para junto de si. Encantador aos seus olhos  aos olhos do mundo. Era a pessoa perfeita para compartilhar sua vida, criar uma família e um lar, porém, isso o levava ao terceiro tópico de seus pensamentos…


Ele não podia gerar filhos…


Aquilo lhe caiu como um balde de água fria.


***


Os dias se seguiram rapidamente e duas semanas passaram voando. Na primeira semana, o platinado e o moreno não se falavam direito, pareciam tentar dar um tempo um ao outro. Talvez para pensar, talvez pra assimilar cada coisa… juntar as peças daquele quebra cabeça complexo e confuso. E na segunda as mensagens simplesmente cessaram.


E assim se aproximou a data das gravações e o, inevitável, encontro entre o alfa eo ômega. Victor teve que chegar cedo ao estúdio e Yuri ao seu lado não parava de reclamar de sono, apesar do loiro andar bem mais calmo e perdido ultimamente, ainda era o mesmo Plisetsky de sempre, irritado e escorregadio. Mesmo com as investidas do platinado para saber o que estava acontecendo, de uma forma ou outra, o loiro sempre conseguia escapar. Admitia que a insistência em saber da vida do outro era só uma forma de se esquivar dos próprios problemas e dúvidas, mas sabia que em algum momento teria que encarar tudo aquilo.


Foram cumprimentados por várias pessoas ao pôr os pés na área de filmagem, onde toda uma equipe ainda arrumava o cenário e carregava equipamentos de um lado ao outro. Um ambiente agitado a qual já estavam habituados. Os olhos azuis varreram o local a procura de uma pessoa em específica, mas esta não se encontrava em lugar algum, suspirou frustrado.


– velho!– Yuri gritou ao pé de seu ouvido o assustando. Virou para o mais baixo imediatamente enquanto tapava a orelha com uma das mãos, indignado!


– por que fez isso?!


– por que você está no mundo da lua de novo!– o loiro gritou novamente, algumas das pessoas que passavam por ali começaram a encará-los então, um pouco constrangido, abaixou o tom de voz, mas a irritação ainda permanecia– o Yakov está chamando para irmos até a área externa falar com o diretor. Aqui está agitado demais.


O platinado bufou e praticamente se arrastou até a área externa do local. Assim que pôs os pés para fora do prédio, permitiu-se absorver a beleza daquele jardim repleto de cores. Árvores de sakura prontas para desabrochar exibiam botões rosa claro, pessegueiros e outras árvores se espalhavam por um gramado impecável e canteiros com diversas flores completavam a paisagem junto a um pequeno lago e caminhos de pedras lisas e claras. Uma visão calmante que fez muito bem aos seus nervos em polvorosa. Mais para o centro do jardim, conseguiu visualizar Minako acompanhada de Yakov, um homem alto e de cabelos castanho presos em um rabo de cavalo caído sobre os ombros que conversava animadamente com uma outra mulher e, rodeada por algumas crianças, Yuuki.


Ah! O quanto se segurou para não sair correndo e puxar o ômega para seus braços e confortá-lo, sentir seu cheiro delicioso e único. Era estranho, mesmo que estivesse em dúvida, confuso com tudo aquilo, ainda queria estar ao lado de Yuuri, tê-lo em seus braços.


De acordo com que se aproximava podia ver melhor como estava o ômega, vestia uma calça jeans claro que acentua suas coxas e quadril combinando com botas de cano curto de veludo branco e salto baixo, uma blusa folgada lilás de alça e com um laço abaixo dos seios _ que ele se perguntava como diabos eram colocados e como eram tão perfeitos e reais _ usava pouca maquiagem e em cores neutras como marrom e um pouco de branco, o batom coral delineava os lábios cheios e os deixava com uma aparência tentadora. A pouca maquiagem era o suficiente para acentuar seus traços e deixar seu rosto mais feminino, os cabelos estavam mais curtos e ele mais magro do que se lembrava. O que teria acontecido?


Um pouco mais afastado estava um alfa de cabelos curtos e olhos negros, este observava, discretamente enquanto fingia mexer no celular, os dois russos aparecerem no jardim. Observava mais especificamente o loiro mais baixo, que também o olhou com atenção, verde- azulado e ônix se encontraram e se misturaram no ar. A tez branca das bochechas de Yuri adquiriram um tom rosado e este desviou o olhar, passando a encarar qualquer coisa naquele jardim que não fosse Otabeck. O alfa se permitiu rir baixinho do constrangimento do outro.


Ainda lembravam a conversa que tiveram a algumas semanas, no mesmo dia que foram pegos no quarto do moreno por Yuuki, sobre seu segundo género. Tivera tanta vergonha de revelar que era um ômega. Yuri Plisetsky era a prova viva de que a natureza podia se enganar, porque, de longe, ele não se encaixava nos padrões de um ômega; submisso, frágil e dependente...ou a prova viva de que um ômega nem sempre se encaixa nesse padrão esdrúxulo criado pela sociedade e sustentado por tantos séculos a fio.


– Vitya– Yakov se pronunciou ao notar a proximidade do platinado.– quero lhe apresentar uma pessoa, este aqui é Celestino Cialdini, o diretor que está encarregado das gravações – apresentou o homem que tinha se posto ao lado do russo mais velho, este estendeu a mão ao de cabelos longos.


– Victor Nikiforov, é um prazer enfim conhecê-lo – estampou um sorriso nos lábios, aceitando o comprimento e apertando a mão do outro. Celestino sorriu. A conversa transcorreu tranquila enquanto o diretor explicava como funcionaria as primeiras cenas _ estas que creriam gravadas por atores mirins semelhantes aos atores principais _ e a apresentação das crianças aos mais velhos. A todo tempo os olhos de Victor arranjava uma maneira de se desviar até a atriz que brincava com as crianças.


Yuuri, ou Yuuki já que estava com roupas femininas e no estúdio, sorria junto às crianças _ que mais pareciam clones dos mais velhos. O loirinho que estava perto do ômega parecia não querer desgrudar de sua cintura enquanto uma menininha de cabelos negros não parava de implicar com um de cabelos platinado como os do Nikiforov. Teve vontade de rir com a cena, mas ao mesmo tempo uma melancolia lhe bateu. Como seria se tivesse filhos com o ômega? Yuuri estaria tão radiante como estava agora?


–...então começaremos em algumas horas. Estou apenas esperando a equipe de maquiadores estar pronta.  – concluiu Celestino com um sorriso no rosto. Victor concordou com um sorriso, mesmo não tendo ouvido metade do que o tailandês tinha dito.


***


Suspirou cansado. Arrependia-se amargamente de não ter dado volvidos ao diretor. Basicamente,  eram os atores principais que iriam instruir os mirins e corrigir seus erros e falas, chamar atenção a alguma coisa que tivessem esquecido e tudo mais. Devia ser tranquilo, sim, poderia ser...se o pirralho que estava no seu papel não fosse uma cópia tão perfeita do Nikiforov. Teimoso, cabeça oca e que não dava ouvidos a nada do que o mais velho dizia.


E lá estava ele, dando mais uma bronca numa miniatura de si mesmo. Sério, onde diabos tinham conseguido arranjar uma criança com os mesmos traços que o platinado? Sabia que seus cabelos claros eram peruca, mas os olhos azuis eram idênticos e os traços quase exatos aos que tinha quando criança. E para completar o menino, cujo nome era Luke também era russo!


Parecia que tudo o que falava pra ele entrava numa orelha e saia pela outra. Por deus! Nunca mais iria ignorar Yakov!


– tendo problemas?– olhou para o lado seguindo aquela voz melodiosa que tanto apreciava. Yuuki estava parada ao seu lado e encarava o roteiro em suas mãos com demasiada atenção.


– Digamos que não sou muito habituado a lidar com crianças– foi sincero, não era mesmo. A morena sorriu, se aproximando do platinado menor e sussurrando algo em seu ouvido, Victor ergueu uma sobrancelha em pura curiosidade. Quando a atriz se levantou, criança saiu em disparada para junto das outras para retomar as gravações, animada. – o que você disse a ele?


– que Dalila iria rir dele se errasse mais– respondeu com naturalidade. Victor compreendeu de imediato, o ômega tinha usado psicologia inversa, infringindo um desafio ao menino usando a atração que este sentia pela atriz mirim que atuava no lugar de Yuuki. Boa jogada!


***


Ao fim do dia, fez o que já estava se tornando rotina; se jogar em sua cama de hotel e reclamar de dor nas juntas. “Estou ficando velho” reclamou internamente, enfiando a cabeça no travesseiro e ansiando por um cochilo gostoso. Porém, como nada ocorre de acordo com as vontades do homem, seu segurar apitou avisando a chegada de uma nova mensagem. Resmungou contra o acúmulo fofo de penas de ganso que era o travesseiro enquanto pegava o aparelho irritante entre os dedos e abria o aplicativo. Para sua surpresa, era uma mensagem de Yuuki;


Haverá um festival de comemoração ao início da primavera e apreciação as cerejeiras, quer me fazer companhia?” ficou encarando a tela do celular, lia e relia aquela curta mensagem. Seu cérebro lento tentando raciocinar e compreender cada palavra ali, era isso mesmo? Yuuri estava o convidando para um encontro?



Continua... 


Notas Finais


O que acharam do Victor tomando um chá de Yakov Live? Rsrs

O festival de primavera dura cerca de quatro dias, no primeiro teremos o encontro Otayurio e no segundo o nosso tão esperado encontro Victuri.

O Próximo capítulo é o resultado da enquete, teremos uma limonada bem "suave" no cardápio, com direito a mais de 2000 palavras pra agradecer a vocês pela participação. Espero que gostem.

Alguém aqui matou a charada de o por que o Yuuri estar mais magro?

E ai, gostaram? Odiaram? Teorias? Criticas? Comentem, comentem, o teclado não morde e eu também não!


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