História Heart on Fire - Camren - Capítulo 5


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Categorias Fifth Harmony, Gal Gadot, Sophie Turner
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila, Camila Cabello, Camren, Camreng!p, Dinah Jane, Heat On Fire, Intersexual, Lauren, Lauren Jauregui
Visualizações 72
Palavras 2.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Could it be a deep fantasy?
Could it be a secret to keep?
Are you waiting for something?
(Imagine it was us)
Tell me, would you wait all night?
Are you thinking about it like I do, I do?
I would wait all night

— Jessie Ware, “Imagine It Was Us”.

Capítulo 5 - 04


Fanfic / Fanfiction Heart on Fire - Camren - Capítulo 5 - 04

 

 

Lauren POV

 

Acordei com a sensação de não saber onde estava, até me dar conta de que era o quarto do Heart on Fire. Como tinha o hábito de viajar muito, por causa da minha carreira de modelo, sempre tinha a sensação de não pertencer a lugar algum. Eu já devia ter me acostumado.

Para completar a manhã nada agradável, minha agente me mandou uma mensagem por WhatsApp surtando sobre o fato de eu ter saído de férias sem que ela soubesse. Eu havia deixado uma mensagem no Facebook, mas ela estava off-line; não era minha culpa. E outra, eu conhecia a minha agenda de cor, sabia que não tinha nenhum evento marcado para esse período, a não ser o desfile no Japão, que era só daqui a um mês e meio.

Olhei para o lado e vi Lua dormindo de bruços, ressonando na cama do meu quarto. Eu a havia alugado a noite toda, reclamando e filosofando sobre os homens e os problemas que nós arrumamos ao nos apaixonarmos. Agora, em plena luz do dia, parecia que tudo tinha sido um sonho, um pesadelo entre o prazer de me interessar por alguém e a angústia de precisar fugir. No entanto, por algum motivo, eu ainda conseguia sentir os lábios dela sobre os meus.

— Lua? — Chamei-a cautelosamente. Sabia que ela não era uma pessoa matinal. — Já amanheceu e eu quero comer alguma coisa e talvez curtir a piscina. Só vamos chegar ao Caribe amanhã.

Eu estava um pouco ansiosa para ver as praias incríveis que minha amiga me garantiu que existiam. Segundo ela, o cruzeiro Heart on Fire fazia questão de atracar o navio somente após a hora do almoço nos portos, pois sabia que a diversão ia até tarde da noite, diferente dos outros cruzeiros, que paravam de manhã cedo e partiam às seis da tarde.

Havia muita aventura pela frente.

— Vamos, Lua. Eu quero pegar uma cor.

— Me deixa dormir. — Ela pediu, choramingando. — Vai você curtir a piscina. Eu só quero a cama.

— É, né? O cara que você saiu ontem tirou toda a sua energia.

Lua tinha me contado sobre a experiência sobrenatural que tivera com um homem. Segundo ela, não estava apaixonada e nem perto disso, mas tinha sido uma noite inesquecível. Pelo que entendi, ele era holandês. De acordo com a minha melhor amiga, vinha gente dos quatro cantos do mundo para esse cruzeiro.

— Sim. E depois você me sugou por horas para reclamar da ‘Trevo de Quatro Folhas’ que o destino jogou no seu colo.

Para mim, ela era a Batgirl. Mas minha melhor amiga, que havia acreditado que a mulher mascarada era um achado na humanidade, a apelidou de Trevo de Quatro Folhas.

— Esse apelido não faz sentido e eu não quero falar da Batgirl.

— Você vai ter que decidir se vai na festa das máscaras essa noite, Lauren. Precisamos comprar um lingerie na hora de voltarmos. — Desabafou Lua, suspirando com a voz sonolenta.

— Eu não vou. — Disse com a voz tremida, quase confessando em voz alta quão incerta estava sobre a minha decisão.

— Torre seus neurônios no sol e me deixe dormir por mais cinco vidas.

— Tudo bem, Lua. — Disse sorrindo. — Eu vou te deixar com os travesseiros.

Plantei um beijo em sua testa e a ouvi resmungar mais alguma coisa antes de pegar no sono novamente. Meu estômago protestou de fome e eu decidi pedir ao serviço do navio o café da manhã no quarto antes de sair. Minha alimentação foi uma simples salada de frutas ao molho de laranja e leite. No final, troquei meu pijama por um biquíni azul-marinho com detalhes em dourado e coloquei óculos escuros, parecendo mais hostil que a Cruela Devil.

Sem as festas acontecendo e a iluminação baixa nos deques, o Heart on Fire parecia como qualquer outro cruzeiro. As paredes não eram tão intimidantes e sensuais, adornadas com luzes douradas e vermelhas, e os carpetes não pareciam puro veludo, enquanto eu caminhava por eles em meus simples chinelos. Era como se o navio perdesse o encanto poético e passasse a ser apenas mais um cruzeiro comum.

As garotas circulavam em seus biquínis e vestidos em direção à parte externa e alguns homens — que se assemelhavam a criminosos na noite passada — estavam como meros turistas, trajando bermudas ou sungas. Claro que as máscaras me impediram de guardar fisionomias e, como ontem foi apenas o primeiro dia, não havia reparado nos rostos dos passageiros. Era como se todos fossem estranhos e nunca tivessem se conhecido. Isso me fez questionar: as pessoas que se beijaram ontem se reconheceram hoje? Eu seria capaz de identificar os cabelos castanhos longos e os lábios cheios da minha Batgirl?

Foi inevitável sentir o coração acelerar na expectativa e ansiedade de vê-la por ali. Também a sensação genuína de pavor se acabasse reconhecendo-a pelos poucos traços que a escassa iluminação da noite anterior me permitira ver. Na luz do dia, as coisas são completamente diferentes e me dei conta de que, assim como eu, havia pelo menos mais 500 mulheres com os cabelos no tom do meu e com a cor da minha pele. Se a Batgirl estivesse me procurando, seria incapaz de achar, e eu carregava essa certeza da mesma maneira que sabia que ela não cruzaria essa linha e não teria coragem suficiente para perguntar uma a uma quem era sua misteriosa Cristal.

O sol bateu em minhas bochechas e acabei aceitando que uma das funcionárias do navio esguichasse no meu corpo o protetor solar em spray. A garota estava ali como uma estátua, carregando aquele produto com as duas mãos e um sorriso no rosto. Assim que passava um convidado, perguntava de modo delicado se queria se proteger dos raios UV.

Eu poderia reclamar o quanto quisesse, mas nenhum cruzeiro tinha o serviço que esse oferecia. Os funcionários eram extremamente discretos e serenos e as instalações, puro luxo. A área de uma das piscinas, a que eu estava, possuía inúmeras cadeiras para relaxamento e massagem ao ar livre. Existiam dois rapazes fazendo coquetéis e um grupo ao vivo tocava um reggae suave. As pessoas estavam cantando e mergulhando, descendo pelo tobogã transparente com altura razoável.

Eu sorri quando me inclinei em uma das cadeiras.

Estar em alto-mar era uma das sensações mais prazerosas e únicas. Eu podia ver algumas gaivotas sobrevoando o céu límpido, a bola de fogo redonda e bem alta nos aquecendo e o oceano azul sendo recepcionado por uma imensidão plana. O inquestionável pensamento de que eu era apenas uma gota em um lugar tão lindo quanto o planeta Terra foi inevitável e eu admiti quão pequenos eram os nossos problemas se comparados a todos os outros do universo.

Inspirei a brisa e deixei a sensação me envolver, o sol dourando a minha pele pálida e o tempo curando vagarosamente as dúvidas que essas últimas vinte e quatro horas haviam me trazido.

 

 {...}

 

Camila POV

 

— Setenta e Oito. Setenta e nove. Oitenta...

Nath estava me ajudando a contar o número de abdominais que eu conseguia fazer. A série de cem consistia em muito sofrimento. Quase podia beijar os meus joelhos e estava cansada.

— Não pode dar mole, Camila. — Exigiu Nathalie. — Oitenta e três. Você precisa disso. Oitenta e quatro. Precisa dessa barriguinha linda. Oitenta e cinco. Você está indo bem. Depois, vamos fazer flexões. Oitenta e seis.

Quando cheguei ao cem, rapidamente me estirei de costas no chão. Bebi toda a garrafa de água gelada e ofeguei, fechando os olhos. Os exercícios faziam parte da minha rotina e já não eram mais uma questão de estética, mas de estilo de vida. Manter o corpo são deixava a minha alma e a minha mente sã. Afinal, depois que a Cristal me bagunçou, eu precisava de um tempo para me colocar novamente nos trilhos.

— Vamos fazer mais um pouco de abdominal, agora suspensa em barra fixa. — Ordenou Nathalie. — Faremos juntas.

Além de organizada e responsável, Nathalie era completamente regrada com a rotina de exercícios. Seu corpo era o mais definido de todas nós e ela passava cerca de duas horas diárias entre correr e malhar. Era meio louco observar como Nathalie podia ser tão determinada, mas não deixava de admirá-la por correr atrás dos seus objetivos.

Levantei-me com o corpo quase detonado, ainda que tivesse energia suficiente para ir adiante se quisesse. A academia do cruzeiro era enorme e, com a exceção de nós duas, havia apenas mais duas garotas praticando aeróbica. Elas não vieram conversar conosco, preocupadas demais em suar na esteira. De qualquer forma, eu não estava a fim de conversar com qualquer pessoa, porque a maldita Cristal acabou com o meu bom humor. Ainda que estivesse mais calma depois de descontar toda a ansiedade nos músculos, sentia a inquietude correr nas veias como uma praga.

Insegurança, algo que nunca mais havia tido desde a adolescência, agora era uma realidade.

Agarrei as barras de ferro, ficando com o corpo suspenso no ar, e flexionei os joelhos a ponto de sentir queimar a barriga. Nath começou a contagem e nós nos prolongamos em mais cem longos e tortuosos abdominais. No nonagésimo segundo, Dinah apareceu com uma toalha no pescoço a parte de cima de um biquíni e um short da adidas, sorrindo maliciosamente.

— Vocês estão nisso ainda? — Perguntou, erguendo as sobrancelhas em deboche. — Já fui à piscina, escorreguei num tobogã foda e ainda por cima beijei um garoto.

— É, você não dormiu a porra da noite toda e foi malhar às seis da manhã. Pelo menos, a gente vai aguentar ficar acordada para o baile de máscaras. — Ralhou Nathalie, descendo das barras e ficando em pé. Fiz o mesmo e, mais uma vez, bebi toda a água disponível.

— Claro que vou, vadias. A primeira coisa que farei é dormir e me preparar para a festa.

— A donzela da Camila vai estar lá? — Nath agora já sabia de todo o drama da noite anterior.

— A situação da Camila é pior do que a do príncipe virgem da Cinderela. Se bem que, sei lá, ele pelo menos tinha o sapatinho. — Provocou Dinah, nos fazendo rir, embora eu estivesse realmente preocupada com a pouca informação que tinha sobre a Cristal.

— Vai ser difícil achá-la. — Falei, desanimada, passando a toalha seca pelo suor do rosto, braços e barriga. — Mas não vou desistir. Como vocês disseram, ela deve ir a essa festa e eu vou encontrá-la.

— Tem umas dez morenas branquinhas na área da piscina. — Contou Dinah e eu prontamente neguei a ideia.

— Não quero descobrir quem é ela à luz do dia. Quero retirar a máscara de maneira especial e em um momento em que ela não possa fugir de mim como o Diabo foge da cruz. Preciso daquela Cristal tão mergulhada em mim que não queira mais escapar.

Dinah e Nathalie trocaram olhares preocupados.

— Você está obcecado por ela, Cam. — Alertou Dinah. — Toma cuidado, beleza?

Assenti, impossibilitada de responder a verdade. Não havia como tomar cuidado, eu já estava na zona de perigo.

 

 

{...}

 

 

Lauren POV

 

Fiquei no sol até às quatro da tarde e tive o prazer de almoçar na beira da piscina um prato leve que envolvia carne assada, abacaxi e nozes. Para meu sossego, não tive nenhum sinal da minha melhor amiga, que provavelmente tagarelaria sobre a mulher mascarada, tirando toda a minha paz de espírito. Imaginava que ela estaria dormindo até eu ir ao seu encontro, sinal de que a noite com o holandês tinha sido mesmo mágica.

Subi pelo elevador, que foi devagar como o meu coração tranquilo, e cheguei ao deque em que estava hospedada. Assim que abri a porta do meu quarto, tive um deslumbre da Lua envolvida com um conjunto de lingerie dourada e uma máscara gigante e repleta de penas envolvendo seu rosto.

— Pensei que estivesse dormindo. — Disse a ela, franzindo as sobrancelhas. — Posso saber que produção é essa?

— A festa começa às oito, amor. Eu estou apenas testando as possibilidades. E advinha? Como sei que você queria ficar tostada, fiz questão de passear pelas lojas do cruzeiro e comprar várias peças para você escolher. O que acha do amarelo? E do rosa?

Ela falou tão rápido que não tive tempo nem de piscar, puxando uma série de corpetes e calcinhas da cama.

— Eu não estou tostada.

— É, realmente.  — Concordou Lua.  —  Mas se queimou um pouquinho, pelo menos. Conseguiu uma marca?

Puxei a alça do biquíni para o lado, mostrando a ela o feito que raramente uma pessoa do meu tom conseguia conquistar. Eu tinha no corpo uma saia e nada mais além do biquíni, até porque todo mundo que saía da área externa sequer se preocupava em se cobrir.

— Bom, então acho que vai ficar bem com o conjunto preto. Bem femme fatale. — Lua disse, olhando-me de cima abaixo. — Eu comprei um especial, Lauren. Vou te mostrar.

No meio da bagunça, surgiu um sutiã rendado com acabamento em perolas. Além disso, havia um delicado e pequeno ponto de luz entre os seios, que ressaltava o decote e dava à peça certa meiguice ousada. Acompanhando o sutiã, tinha tiras de strappy acima do seio e um tecido preto levemente transparente descia, formando um corpete sensual que, pela nudez, deixava pouco para a imaginação. Para completar, tinha uma calcinha rendada capaz de deixar qualquer corpo um espetáculo.

(N/A modelo da lingerie da Lauren.)

— Eu não vou usar isso. — Disse à Lua. — É ousado demais.

— Lauren, querida, você andou com um conjunto branco ontem que era quase totalmente transparente. Isso aqui é uma burca, se formos comparar.

— Eu não sei... não sei se quero impressionar alguém.

— Você quer, Lauren. Acredite, eu te conheço tempo suficiente para saber que sua indecisão é apenas medo, e não falta de vontade. Como eu te disse ontem, você não vai se apaixonar e tenho certeza absoluta de que vai ter o melhor sexo da sua vida com essa mulher. Então, não me julgue se só estou tentando te dar um bom momento.

— Eu sei, eu compreendo seu ponto de vista.

Lua suspirou e me trouxe uma máscara que tinha pontos brilhantes como a lingerie. Era preta e pomposa como a sua, trazendo no corte olhos de gato que cobriam boa parte do meu rosto.

— Você quer há tempos quer alguém a abale e você finalmente encontrou essa pessoa. Agora, não fuja. Compreendido?

Encarei os olhos acastanhados da minha amiga e assenti, ouvindo meu coração ressoar nos tímpanos.

— Isso. — Elogiou. — Agora, vamos nos aprontar, pois temos apenas duas horas para o show e eu quero te deixar irresistível.

 

 

{...}

 

Camila POV

 

Segundo as regras do segundo baile de máscaras, ainda era pré-requisito os ‘homens’ usarem roupas sociais. Nathalie fez questão de comprar um conjunto novo para mim, e lingeries novas para ela e Dinah embora eu não visse problema em repetir a mesma porcaria de roupa.

O modelo hoje tinha que ser ousado, segundo minhas amigas eu teria que impressionar a minha Cristal, então eu estava com um conjunto preto, sem camisa nenhuma por baixo, um cinto dourado definindo minha cintura e uma calça justa, além de saltos.

(N/A eu amo a Camila nessa roupa.)

— Vamos logo. — Resmunguei. — Eu já esperei demais por essa noite.

Dinah e Nathalie caminharam na frente, zanzando pelo deque em busca do local novo em que aconteceria a festa. Eu estava tão determinada que meus passos transmitiam segurança e a respiração tranquila e suave de um atirador de elite.

A máscara da mulher gato envolvendo o rosto era apenas o lembrete constante de que, sem falta, essa noite eu revelaria quem eu era para a minha Cristal. Não me sentia ansiosa, mas envolvida por uma situação da qual eu não tinha saída.

Queria vê-la, precisava tê-la, queria que soubesse quem eu era antes de decidir fugir. Evidente que eu não prometia nada para ela e nem para mim mesma, pois não queria pensar sobre o que esse estranho desejo significava, mas uma noite... só uma noite e nada mais. Isso eu podia prometer.

No instante em que Dinah e Nathalie abriram as portas, fechei os olhos e inspirei fundo.

— Está preparada, Cam? — Nathalie ofereceu seu apoio com a mão no meu ombro.

Abri um sorriso para ela, assistindo as luzes multicoloridas da pista pintarem o rosto da baterista da The Rock Skull.

— Como nunca estive antes.

 


Notas Finais


Olá, olha quem cheguei!!!!

Até mais,
M.


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