História Heart on Fire - Camren - Capítulo 6


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Gal Gadot, Sophie Turner
Personagens Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui
Tags Camila, Camila Cabello, Camilag!p, Camilaintersexual, Camren, Camreng!p, Dinah Jane, Heat On Fire, Intersexual, Lauren, Lauren Jauregui
Visualizações 594
Palavras 1.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu só quero saber
Em qual rua a minha vida
Vai encostar na tua

— Ana Carolina, “Encostar Na Tua”.

Capítulo 6 - 05


Fanfic / Fanfiction Heart on Fire - Camren - Capítulo 6 - 05

 

Sete anos atrás

 

Camila POV

 

Nos fones em meus ouvidos, a música que tocava era um rock pesado demais, ao qual eu estava desacostumada, porém, havia prometido para a idiota da Dinah que escutaria aquela merda. Ela disse que a batida do refrão era boa e queria usar de referência para uma música nova que estávamos criando.  Geralmente, eu era uma pessoa que cumpria as coisas que prometia. Se eu disse a minha melhor amiga que a escutaria, faria isso.

As principais ruas de Miami estavam cheias, o que não era novidade alguma. Tinha música tocando ao vivo, pessoas gritando para vender itens em bancas, garotas de biquíni, caras malhando, carros potentes e exagerados. Nada que eu não estivesse acostumada. Porém, hoje, a música em meus ouvidos criava uma trilha sonora diferente do que eu via. Geralmente, eu não ficava desatenta, mas mudava a minha percepção das coisas. Era difícil olhar para cada coisa com os mesmos olhos quando se tinha música nos ouvidos. Essa sensação era encantadora.

Cumprimentei com um aceno o senhor Boaventura. Ele vendia jornais para o meu pai e era um amigo antigo da família. Quer dizer, do que sobrou dela, né? Bom, não importava. De qualquer maneira, eu tinha o meu pai, que lutava todos os dias por nós, e essa era a força que eu precisava, o amor que eu precisava. Não era necessário muito mais do que isso.

A batida começou a se tornar interessante e menos melodramática. Mordi o lábio inferior para segurar a risada. Dinah tinha razão, total razão: o refrão poderia servir de exemplo para nós; ao menos, a base do violão com algumas alterações. Estávamos sem criatividade por um tempo e nunca foi crime se inspirar. Nós não éramos muito famosas. Fazíamos com o intuito de ganhar um dinheiro nos barzinhos, eventos de escola e tocávamos nas cidades vizinhas. Em Tampa, tocamos por três meses seguidos, e o que ganhamos foi o suficiente para pagar algumas contas que tínhamos acumuladas.  Em compensação, nesse mês, estávamos quebradas.

Meu pai sempre ajudava quando podia, e eu odiava quando ele fornecia esse apoio financeiro. Queria ter meu próprio dinheiro, fazer a minha vida e ser independente. Faço vinte anos hoje e eu era o quê? Uma aspirante a vocalista/guitarrista falida? É difícil pensar positivamente quando a vida mostra que não há razão para você continuar acreditando.

Quando fui atravessar a rua para entrar na confeitaria, perdida em meus próprios pensamentos, observei, com o canto do olho, uma garota ao longe. Ela era mais nova do que eu, com certeza. Era alta, caminhava de maneira diferente, e tinha os cabelos ruivos de um modo que não parecia certo... claros, ou quase isso. Acobreados, acredito. Franzi o cenho ao ver que ela estava desatenta a mim, preocupada demais com alguma coisa em suas mãos. Continuei olhando para ela, tentando imaginar se me era familiar.

Lábios cheios, olhos levemente pequenos e claros, pele parcialmente rosada de sol... não, eu não a conhecia, mas poderia me aproximar e perguntar seu nome. Pensei por mais um momento e desisti. Eu não estava desesperada a ponto de dizer oi para uma menina no meio da rua. Porra, eu já tinha vinte anos e, às vezes, agia como uma adolescente.

Entrei na confeitaria e comprei algumas coisas que meu pai pediu. A música da Dinah já havia acabado há um tempo, e agora apenas uma balada dos anos oitenta tocava. Minha playlist era grande e eu adorava caminhar enquanto ouvia música. Caramba, era a perfeita distração.

Meu celular tocou enquanto eu estava saindo da confeitaria e a garota que vi na rua estava também no celular, rindo de alguma coisa. Achei estranha a maneira como ela ria, mas era engraçada. De algum modo, me fez ter vontade de rir também.

— Oi. — Atendi.

— Camila, escutou a música? —  Era Dinah.

— Já, sim DJ. — Suspirei. — Você tem razão. — Sua risada foi tudo o que eu ouvi.

— Viu? Eu sempre tenho razão. E então, quando vamos ensaiar? Temos que apresentar o material para aquela agência.

Recentemente, tínhamos recebido uma proposta. Nós não conhecíamos o estúdio, mas eles tinham diversas bandas novas que estavam ingressando. Segundo Nathalie, a baterista da banda, o dono conhecia o Justin Timberlake. Bom, essa não é exatamente a coisa mais surpreendente do mundo porque vários fãs conhecem o cara, mas, se ele se interessou por nós, era um grande passo, certo?

— Vamos ensaiar sim. Do que você precisa?

— Se encontra comigo o mais perto do shopping que você conseguir. Podemos ir à minha casa. Depois de ensaiarmos, faremos uma maratona de Play 3. O que acha?

— Certo. Vejo vocês em uma hora. Preciso passar em casa, deixar umas sacolas com o meu pai e depois tomar banho. A cidade está um inferno de quente.

— Diga algo que não sei. — Respondeu ela, resmungando, evidenciando seu descontentamento. — Te vejo em breve para curtirmos teu aniversário.

— Até mais, DJ. Obrigada.

Desliguei o celular e voltei a escutar música, sentindo que alguém estava olhando para mim. Franzi o cenho e continuei com aquela sensação até decidir olhar para trás.

A única coisa que vi foi a garota de cabelos acobreados virando a esquina. Ela estava de costas e não tinha me visto. Tinha certeza. Mas, caramba, a sensação de que ela não me era estranha passou pela minha cabeça. Eu já a tinha visto na rua? Já havíamos nos encontrado de alguma forma?

Balancei a cabeça e continuei o meu caminho, tentando me lembrar da fisionomia da garota. Porém, eu não tivera muito tempo para prestar atenção nela, a não ser em seus cabelos, que pareciam ter quatro cores diferentes. Ela não era bonita, era? Não para o meu conceito, ela era muito magra e andava estranho. Sei lá, de qualquer forma, fiquei encucada com isso.

Lancei um último olhar para trás e, claro, ela não estava lá.

Mas que coisa estranha foi essa? Eu devia voltar e ver se a encontrava? Isso era tolice, por que eu havia ficado tão curiosa?

 

{...}

 

— Ah, cara. — Suspirou Dinah. — Como eu esperei esse jogo.

Estávamos eu, Dinah e Nathalie encarando a tela da televisão, totalmente encantadas com o gráfico do novo Grand Theft Auto. O jogo tinha sido lançado no final do mês passado e nós tínhamos economizado uma grana para poder comprá-lo. Acho que não existia alguém mais fã de GTA do que nós três.

O plano era passar a madrugada inteira do meu aniversário de vinte anos na casa de Dinah, curtindo o Playstation e comendo bobagens. Isso porque não conseguimos uma agenda de shows para aquele final de semana e eu não estava a fim de fazer nada especial. Meio que a banda The Rock Skull estava na lama esse mês, mas pelo menos existia uma motivação nova que nos dava felicidade: videogame.

Éramos novas na área musical. Não tínhamos um agente e muito menos alguém para nos patrocinar. O que podíamos fazer era esperar as casas de shows ligarem para nós, além de oferecermos dias na agenda. Ainda assim, era pouco.

Nós queríamos viver disso, ter como base a música para ditar nosso futuro e, por mais que esse sonho parecesse bobo e adolescente, eu confiava no potencial da banda.

— Qual será a história desse GTA? — Nathalie era o tipo de pessoa que lia o manual das coisas antes de usar, o que era engraçado para caralho.

— A única coisa que eu quero é pegar os gatos do jogo. — Falou Dinah, fazendo todas nós rirmos.

Revezando o controle, deixando cada uma fazer uma missão, nós passamos dos trinta por cento do total. Dinah parava hora ou outra para fazer um monte de merda e atrapalhar, mas Nathalie e eu estávamos concentradas. Além de o jogo ser foda e o visual ser incrível, a história prendia pelo enredo.

— Vocês souberam que vai começar um evento aqui em Miami em abril?  — Dinah movia rapidamente os analógicos do controle, tentando escapar da perseguição policial que sofria no jogo.

Eu e Nathalie estávamos deitadas na fila de colchões no chão, comendo Cheetos de queijo e bebendo Coca-Cola. A preguiça estava chegando e o fato de já estar amanhecendo era um grande atrativo para fechar os olhos e dormir. Dinah, ao contrário de nós, estava completamente ligada, os olhos tão abertos que fiquei pensando se ela poderia sobreviver sem piscar.

— Sério? — Inquiriu Nathalie.

— Uhum. — Disse Dinah. — E a gente vai em todas, já estou avisando, pois já fiz amizade com o dono do evento. É algo que, eu juro, vocês vão querer presenciar com certeza. Festas de todos os tipos, inclusive dos alunos da Universidade de Miami, além dos melhores DJ’s e bandas da região. Posso até conseguir que a gente toque em uma delas.

— E as pessoas? — Eu sabia que esse era o ponto ao qual Nat queria chegar. — Você já conhece o tipo?

— Imagine um lugar onde só vai gente linda e de roupa de banho nas piscinas, meninas de vestidos curtos e coxas bronzeadas de fora, caras sarados. Isso é tudo o que eu posso dizer a vocês. Garanto: essas festas serão inesquecíveis.

Eu não negaria uma festa dessas nem fodendo. Estava há um tempo sem ninguém e queria curtir. Todos tinham uma queda por membros de uma banda e, se havia uma coisa que aprendi com Dinah em todos esses anos de amizade, foi utilizar esse atributo a nosso favor.

Troquei olhares com Nathalie, que já tinha um sorriso bobo na cara.

— Em abril só? — Ela olhava diretamente para Dinah em expectativa.

— Só, infelizmente. Vamos ter que aguardar um mês. Mas sabe o que eu acho? Estou com um ótimo pressentimento. Vai acontecer algo incrível nessa festa para todas nós, garotas. — Falou com convicção. — Acho que vamos sair muito bem acompanhadas.

Nathalie se acomodou melhor nos colchões e colocou o braço em torno de Dinah.

— Isso significa que você vai sossegar, Dinah?

— Sossegar? Você é louca? — E soltou uma risada em seguida. — Eu vou curtir, assim como vocês também vão.

Já conseguia imaginar as festas, as garotas e a música. Se eu pudesse cantar e tocar nos lugares, seria ainda melhor, pois juntaria as coisas que mais gosto em um só ambiente. Ah, caramba, eu tinha que confessar: Dinah tinha ideias incríveis muitas vezes.

— E esse sorriso, Camila?  Já está sonhando alto com seu presente atrasado de aniversário? — Provocou Nathalie.

— É. — Soltei um suspiro. — Que venha abril para esclarecer o que devemos esperar.

— Vai demorar. — Concordou Dinah — Mas, tenho certeza de que valerá a pena cada segundo.

— Então me passa o controle enquanto isso, seu resto de porra. — Exigi de Dinah. — Você já ficou muito tempo com ele e, se bem me lembro, hoje é o meu aniversário.

Sem rebater, a tecladista da The Rock Skull me entregou o controle e eu distraidamente comecei a jogar. Pelos sorrisos estampados nos rostos, tinha certeza de que as duas estavam com o mesmo pensamento que girava na minha cabeça: bebida, música e sexo.

Um mês nunca foi tão aguardado.


Notas Finais


Bem boazinha e vim duas vezes hoje!

Até mais,
M.


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