História Heart So Cold - Jikook - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 366
Palavras 2.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CAPÍTULO REVISADO!!!
Boa leitura... ;)

Capítulo 8 - Capítulo Sete


Fanfic / Fanfiction Heart So Cold - Jikook - Capítulo 8 - Capítulo Sete

“Há três coisas que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.” – Pensador.

 

~Narradora On~

A ansiedade e o medo andavam juntas, e eram os únicos sentimentos que rondavam o coração de Jeon nesse momento. Várias vezes ele se repreendia e se arrependia de ter enviado aquele maldito bilhete para o Park Jimin. Pensou, por vários instantes, ter sido impulsivo demais ao fazer isso.

Na cabeça de Jeon, ele tinha certeza absoluta de que, após essa chance de tentar falar com aquele garoto intrometido, sua vida não seria mais a mesma, o rosado não sairia nunca mais do seu pé. Jeon estava frustrado, mas ao mesmo tempo, queria que esse momento chegasse logo de uma vez. 

Assim, ele poderia finalmente, de uma vez por todas, acertar as suas diferenças e evitarem o clima gelado que pairou entre os dois. Jeon já estava pronto para ir à Escola de Arte, aguardava ansioso, apenas o seu motorista retirar o carro para assim, poder levá-lo até lá.

As mãos do rapaz suavam e se encontravam gélidas pelo nervosismo. Ele as esfregava sobre sua calça escura, afim de tentar aquecê-las e secá-las. E sem perceber, uma enxurrada de perguntas pairou em sua mente:

“Será que o Park irá mesmo aparecer...?” – Jeon se perguntava olhando para o lado de fora do vidro do carro. – “Não... eu estou com medo de quê? Ele não perderia essa chance por nada, mas... por que então dessa insegurança toda?” – o rapaz brincava com os próprios dedos de suas mãos, tentando descarregar a sua tensão por ali. – “Aish... Jeon, pare de tanto se questionar, você nunca foi assim. O que está acontecendo com você? E essa sensação estranha rondando em seu peito?” – ele começa a rir de si mesmo. – “Eu só posso estar pegando a loucura do Park, somente isso pode explicar o que está acontecendo.”

O seu motorista seguiu até a escola de Arte, dirigindo em silêncio. Jeon só contava os minutos para chegar logo na Escola, talvez estivesse atrasado e Park já o esperava em sua sala de piano. Odiava atrasos, e mais ainda, odiava se atrasar.

Ou também, estivesse adiantado demais e o garoto ainda nem havia aparecido. Por mais que ele quisesse encontrá-lo depressa, Jeon não parava de pensar sobre como será essa conversa entre os dois.

Ficariam sem assunto? Ficariam apenas olhando um para o outro ou fugindo com os olhos um do outro? O que aconteceria?

Por isso que Jeon pensou bem e escreveu uma carta para entregar ao Park. Talvez assim fosse mais fácil do garoto lhe entender, já que Jeon não podia falar com palavras e Park não sabia falar com as mãos.

Chegando na Escola de Arte, Jeon não avistou Park em frente ao prédio ou chegando no mesmo. Resolveu, então, se apressar e entrar logo para ver se o encontrava lá dentro, andando pelos corredores.

Como de costume, Jeon apenas ignorou o seu motorista que lhe disse – “Tenha um bom dia Sr. Jeon.” – como todos os dias o fazia e entrou direto na Escola.

Andou pelos corredores, observando atentamente por onde passava, mas nem um sinal de que Park tivera passado por ali. Se atreveu a passar em frente à sala do garoto, sendo recebido por olhares curiosos e outros um tanto desgostosos de verem ele ali.

Jeon deu de costas e seguiu para a sua sala, pensando que encontraria Park lá dentro, o esperando, já que o combinado foi esse. Ao chegar em sua sala, a mesma se encontrava vazia.

Nem um sinal de que Park apareceu por ali, havia na sala. Jeon se sentiu frustrado, odiava esperar as pessoas. Confirmou que Park não era uma pessoa pontual e responsável. Para Jeon, isso era considerado inadmissível fazer alguém esperar por si, sendo que já haviam marcado um horário para o encontro.

“Encontro?” – pensou Jeon formando uma carranca em sua face, não foi bem isso que ele queria dizer, aquilo não era um encontro, era apenas uma reunião para exporem seus reais interesses e esclarecê-los de uma vez isso.

- Chupou limão já cedo, Jeon? – Park aparece encostado na porta da sala, encarando Jeon com um sorrisinho zombeteiro e o rapaz lhe olha surpreso, depois revira seus olhos ao perceber que ficou tempo demais olhando para o garoto a sua frente. – O que foi? Está de mal humor já cedo? – Park pergunta se aproximando do mais velho que apenas balança sua cabeça em sinal de negação.

Jeon aponta para o banco que estava ao seu lado, como um pedido mudo para que Park se sentasse. O garoto o encarou e sorriu com seu famosos eyes smile, deixando Jeon sem jeito, que desvia seu olhar rapidamente do dele se sentindo frustrado.

- Há, eu lhe trouxe o que pediu. – Park retira do bolso de seu moletom a trufa que Jeon tanto gosta, o colocando sobre a tampa dos teclados do piano.

“Só um?” – Jungkook questiona somente com o olhar, pegando a trufa meio desanimado.

- Se dê por satisfeito, os outros você jogou fora ou já se esqueceu? – Park diz acusador e Jeon bufa se contentando somente com aquele bombom, não iria discutir novamente sobre isso com o garoto e Park ri da infantilidade do rapaz. – Porque me chamou aqui, Jeon? – Park é direto.

Jeon retira um papel do meio de seus livros, lhe entregando a carta escrita a próprio punho, para Park ler.

- Sério mesmo? – Park o encara com o semblante cansado e Jeon assentiu confirmando, fazendo o garoto suspirar se dando por vencido. – Ok, o que você me pede emburrado, que eu não faço? – Park ri e Jeon revira os olhos novamente, agora sibilando um sorrisinho de canto. – Bom, vamos ver....

“Oi, eu sou Jeon Jungkook.

Achei melhor começar essa carta, me apresentando formalmente como manda a educação. Não nos apresentamos devidamente e acho que isso era o certo a se fazer...”

- Cara, porque você tem de ser tão formal até na sua escrita? – Park pergunta contrariado e Jeon o encara assustado. - Isso é maçante. – Park diz fingindo um falso bocejo e Jeon o encara bravo. – Ok, ok eu vou continuar, onde foi que eu parei mesmo... há, aqui...

“Eu sei quem você é, Park Jimin...” – Park dá um sorrisinho ladino e malicioso na direção do cadeirante, que apenas revira os olhos envergonhado, e ele continua lendo.

 “...sei que veio de outra escola do leste da capital, que sempre foi muito esforçado e veio para o centro de Seul, afim de aprimorar os seus passos. No início confesso que senti muita raiva de você, primeiro: por nem ao menos me conhecer e já tirar conclusões precipitadas sobre a minha pessoa. Eu não podia lhe responder, pois minha condição física impede que eu me pronuncie, e sei que você já percebeu isso. Depois naquele mesmo dia fatídico, eu estava passando pela sala de dança e vi a forma como você dançava, os outros alunos e até mesmo o Prof. Hoseok, pareciam se agradar com a forma como você se movimenta e isso me fez imaginar que você seria mais um, que estava aqui somente para chamar a atenção das pessoas...”

- Olha só... você me acusou de ter tirado uma impressão precipitada sobre você, mas você está fazendo o mesmo comigo... – Park o encarava indignado e Jeon deu sinal para que ele continuasse a ler, o rosado sorri e volta a sua leitura.

“As suas provocações sem limites, me deixaram muito aborrecido, ninguém nunca havia me estressado tanto antes da forma como você fez. Você é um garoto estranho e que não sabe o limite de espaço entre duas pessoas...”

Park começou a gargalhar ao ler isso, o que deixou Jeon espantado, imaginando que o garoto lhe xingara ou algo do tipo e não que riria disso.

- Ai Jeon, você é uma figura, mas devo admitir que sua atitude chega a ser de certa forma, fofa. – Park diz isso, pegando Jeon desprevenido mais uma vez.

“Fofo? Ele me acha fofo? Realmente esse garoto não é normal!” – pensou Jeon cruzando os braços e ficando emburrado, com um bico grande.

Park parou de rir e encarou o rapaz ao seu lado, fazendo essa pose de durão, e não conseguiu desviar seus olhos do bico enorme que o mesmo fazia. Jeon ao perceber o olhar penetrante de Park para si, se mexeu incomodado em sua cadeira de rodas, trazendo Park de volta do mundo dos sonhos para a realidade. Park se endireita, pigarreando e volta a ler a carta.

“Mas o que me deixa completamente incomodado é a forma como você lida com essa situação. Mesmo eu sempre estando quieto e nunca te respondendo nada, apenas te tratando friamente, você ainda permanece ao meu encalço. Você chega a ser exaustivo. Mas o que me deixou impressionado, foi a forma como você... me defendeu, na frente daqueles idiotas da Escola. Você não precisava ter dito nada daquilo e poderia apenas me deixar pensando mal sobre você. Só que algo nas suas palavras me fizeram ver, que você não é tão insuportável assim, você tem algo que muitos não conseguem ter, que mesmo tendo vivido a muito tempo, não obtiveram pelo caminho, que é caráter. Você tem caráter e personalidade Park, e isso é algo para ser admirado...”

- Own... que bonitinho, então quer dizer que você tem admiração por mim? – Park pergunta provocando o rapaz, que nega rapidamente com a cabeça, fazendo o garoto rosado, cair na gargalhada novamente.

Jeon bufa, revirando os olhos, essa era a situação que ele queria ter evitado, mas sabia que Park não perderia uma chance de provocá-lo. Mesmo achando cansativo isso, ele estava começando a se divertir com a maneira que Park levava a vida, sem tanta preocupação. Então o garoto já recuperado e com a respiração mais controlada, continuou a ler.

“Só não fique se achando com isso, pois a única coisa que eu sinto por você é frustração. Eu queria que você parasse de ser tão impulsivo e intrometido. Quando eu decidi voltar a tocar piano, não voltei com intuito de fazer novos amigos...”

- Até porque com essa carranca que você faz, seria muito difícil, né Jeon? – Park volta a rir do rapaz, que já estava quase desistindo de ter feito esse convite ao garoto. – Você nunca teve amigos aqui na Escola e isso é triste, eu soube por outras pessoas que você era o tal famosinho arrogante, que olhava todos por cima, como se ninguém tivesse talento além de você. – Park o encarou decepcionado, atingindo em cheio ao rapaz ao seu lado. – Você estava agindo feito um narcisista Jeon, por isso as pessoas se afastaram de você.

Jeon negou freneticamente com a cabeça, isso não era verdade, ele só achava que os outros não levavam a dança ou a música com a mesma seriedade que ele, mas agora parando para analisar, a forma como ele pensava, realmente Jeon agia assim, sempre se achando o melhor.

Isso sem dúvida acabou afastando os outros alunos de si. Jeon nunca havia se importado com isso, até porque, na cabeça dele, como ele era sempre o melhor, Jeon sentia que não precisava de mais ninguém, somente ele já era o suficiente. Depois que Park revelou isso a ele, o rapaz começou a ver que realmente estava agindo como um narcisista.

Sua expressão facial havia mudado e ficado mais rígida, mais tencionada. Park percebeu que Jeon havia ficado muito tocado e pensativo com o que ele havia dito, notou também a forma como o rapaz segurava os braços da sua cadeira de rodas. Jeon apertava elas com tamanha força, que estava fazendo seus dedos perderem a coloração e sua face estava ficando vermelha.

- Jeon. – Park o chamou sem receber resposta ou sequer um olhar, ele estava estático. – Jeon olha para mim. – Park pediu, mas não foi atendido. – Droga, Jeon! – Park se exalta assustado, e então, ele fica de frente para o rapaz, segurando nas laterais de sua face com suas mãos fazendo Jeon encará-lo. – Jungkook, você está me ouvindo? – Park pergunta olhando fixamente nos olhos do rapaz, que depois de ter ficado em transe pelo raiva que sentiu de si mesmo, se assustou ao perceber o quão perto Park estava do seu rosto, o que acabou deixando-o envergonhado. – Hey, você está bem? – Jeon assentiu retirando as mãos de Park de seu rosto e desviou seu olhar do dele, totalmente constrangido. – Você me assustou, aish... – Park diz sincero ainda observando as expressões dele e se o rapaz estava realmente bem. – Você tem sempre essas crises de pânico? – Park pergunta diretamente e Jeon nega cabisbaixo, massageando suas mãos. – Acho melhor a gente deixar para terminar de conversar depois, você parece cansado e eu preciso ir para a minha sala, o sinal já irá tocar. – o rosado avisa, encarando o rapaz e Jeon permanece cabisbaixo. – Você vai ficar bem se eu for? – Park pergunta com uma pitada de humor para descontrair e tirar a tensão, mas no fundo ele estava realmente preocupado com Jeon. O rapaz apenas revirou os olhos, fingindo estar entediado, e dá sinal para Park ir para a sala dele. – Ok, eu vou indo então, se precisar de algo, não hesite em me chamar. – Jeon o encarou com uma sobrancelha arqueada e foi a vez de Park revirar os olhos. – Você me entendeu, eu já estou indo, nos vemos depois. – Park se levantou pegando sua bolsa e antes de sair da sala, fez algo inusitado, que nem ele imaginaria ser tão corajoso assim e nem Jeon imaginou que o garoto fosse tão atrevido assim. Park se aproximou de Jeon e lhe deixou um beijo em sua testa, fazendo o mesmo arregalar os olhos e Park deu de costas saindo da sala. – Tchau Jungkookie, até depois e vê se come o chocolate ou eu mesmo o farei comer. – Park o encara uma última vez como uma ameaça, depois mandando uma piscadela para Jeon, deixando o rapaz emburrado.

“Aigo... esse garoto ainda vai me arrumar uma dor de cabeça das grandes. Porque mesmo eu fui inventar de ter essa conversa com ele?” – Jeon bufou frustrado, mas sorriu ao ver sua trufa.

Essa amizade só estava começando, e muitas coisas ainda estavam prestes a acontecer na vida desses dois rapazes.

Agora, como é que Jeon reagirá ao descobrir que Park é gay e que nutre sentimentos por ele? E como ele lidará com o que sente também?

Isso é uma outra história...

Continua...


Notas Finais


Kkkk JM sempre um fofolete provocando o JK...
Mas qual será a reação do JK ao descobrir sobre a sexualidade de JM?
Comentem....
Bjinhos Paendeo :-* ^^


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